Eu noto que as flores estão voltadas para o sol, exatas almas pensantes, ocupadas colhendo uma luz demasiadamente forte para os meus olhos. Eu não sigo mais pelo jardim, mas pelos espinhos do entremeio da realidade, o desejo e o sonho. Meus dons dão más notícias, e de novo. Num outro dia, más notícias, e tudo se repete, numa repetição de novos pesadelos que jamais se repetem. Trato da trilha somente os pés, que me avisam: já estivemos aqui!
Eu noto que o ar está diferente, as cores bruxuleantes do final da tarde, meu olhos veem o que está próximo, e somente o que está próximo. Mais de um século se passou dentro de mim, e a sensação é de que nada evoluiu. Ah, eu estive errado por tanto tempo! Não me dei a noção do tempo, mas somente das consequências. Errado como um garoto que brinca com fogo. Mas o fogo me queima, já me queimou outras vezes.
Outrora eu não sabia...
Cheers!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Vida nova, Solari
Estão germinando em mim novas histórias, um novo material sobre Solari. A cada dia o pandemônio deste universo me canta histórias, epopéias e tragédias. Muito toma forma, e a minha imaginação libera novos capítulos, sempre da forma caótica, com suas nuances.
Realmente um novo tempo!
Cheers!
True psychedelic advertising II
nemA.
.olam a son arebil des
;menoitatpmet ni sacudni son en tE
.sirtson subirotibed sumittimid son te tucis
,artson atibed sibon ettimid tE
.eidoh sibon ad munaiditouq murtson menaP
arret ni te oleac ni tucis
aut satnulov taiF
.muut munger tainevdA
.muut nemon rutecifitcnas
sileac ni se iuq, retson retaP
.olam a son arebil des
;menoitatpmet ni sacudni son en tE
.sirtson subirotibed sumittimid son te tucis
,artson atibed sibon ettimid tE
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arret ni te oleac ni tucis
aut satnulov taiF
.muut munger tainevdA
.muut nemon rutecifitcnas
sileac ni se iuq, retson retaP
True psychedelic advertising I
.nemA
eartson sitrom aroh ni te cnuN
subirotacep sibon orp arO
,ieD retaM, airaM atcnaS
suseJ iut sirtnev sutcurf sutcideneb tE
mucet sunimoD
anelp aitarg, airaM evA
eartson sitrom aroh ni te cnuN
subirotacep sibon orp arO
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suseJ iut sirtnev sutcurf sutcideneb tE
mucet sunimoD
anelp aitarg, airaM evA
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Flores do mato
A razão silenciou diante teus olhares, o corpo era todo obediente aos teus toques, meus olhos falavam e a boca secava frases disputadas. Sim, as palavras disputavam nascer e te ver, na luz daquele encontro. E o meu coração estranhamente pulsava. Eu era todo feliz. Uma felicidade plena. Uma felicidade compartilhada.
Eu senti teu ar, a tensão do que me contavas, vi os raios de sol nas tuas palavras, e a singela vida que me presentavas. Eu desejei que aquele momento nunca acabasse. Desejava saber mais, mas essencialmente sentir mais tudo aquilo. Meigas palavras, meigos olhares. Eu havia parado de pensar em mim, eu havia perdido algumas coisas. Perdi o medo de olhar nos olhos. Sim, não. Eu havia perdido o medo de olhar nos olhos, e de deixar-te olhar nos meus. Queria que visses o meu espelho d'alma. Desejava ser descoberto.
E agora eu desejo te descobrir...
Cheers!
Eu senti teu ar, a tensão do que me contavas, vi os raios de sol nas tuas palavras, e a singela vida que me presentavas. Eu desejei que aquele momento nunca acabasse. Desejava saber mais, mas essencialmente sentir mais tudo aquilo. Meigas palavras, meigos olhares. Eu havia parado de pensar em mim, eu havia perdido algumas coisas. Perdi o medo de olhar nos olhos. Sim, não. Eu havia perdido o medo de olhar nos olhos, e de deixar-te olhar nos meus. Queria que visses o meu espelho d'alma. Desejava ser descoberto.
E agora eu desejo te descobrir...
Cheers!
sábado, 3 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
A Luz chegou!
A luz se aproximou, mas meus olhos já estavam prontos para ela. No meu íntimo eu pensei que eu havia esperado por tanto tempo, mas um sentimento rogou dentro de mim a minha brevidade, e a minha serenidade. Eu lacrimejava como um pequeno que ganha um presente. Um rico presente, com sua caixa bonita e laço largo, daqueles que se tem cuidade em abrir. Por que agora eu acreditava que seria diferente? Por ter saído do longo caminho, eu aprendi que não havia ficado parado, mas caminhando; a paisagem é que era a mesma por muito tempo!
Eu invoquei as trevas por muito tempo. Suas teias macias e frias demoram pra desgrudar da pele. Tanto a se construir, refazer, reaprender, realizar, repensar. Talvez uma das Graças me visitassem, e contasse uma de suas histórias. Mas mesmo assim eu expurgava o que não tinha nome. Só a luz libertava-me. Só a luz elevava-me à alegria de antes. Mesmo com histórias, eu já havia habituado meus olhos com a luz. E a luz está invadindo minha alma. A Luz está em minha luz.
Cheers!
Eu invoquei as trevas por muito tempo. Suas teias macias e frias demoram pra desgrudar da pele. Tanto a se construir, refazer, reaprender, realizar, repensar. Talvez uma das Graças me visitassem, e contasse uma de suas histórias. Mas mesmo assim eu expurgava o que não tinha nome. Só a luz libertava-me. Só a luz elevava-me à alegria de antes. Mesmo com histórias, eu já havia habituado meus olhos com a luz. E a luz está invadindo minha alma. A Luz está em minha luz.
Cheers!
sábado, 26 de setembro de 2009
Novus Lux
Havia uma trilha muito longa até a luz. Um caminho ladeado por árvores semfolhas desfolhadas, como no outono que nunca havia vindo. Das rosas eu só sei que elas estavam ocupadas com seu próprio brilho, nos almiscarados vales do sonho. Só por ser só, eu me preocupava. Havia ficado velho por muito tempo, era o momento de mudar. Plantei-me a caminhar, por ser muda nova a crescer, era necessário fenecer primeiro.
Preparo os olhos para o período de luz. Saberei que será o lume novo que tanto busquei na vida, e que já havia desistido de procurar. Eram o que diziam os sonhos insistentes. A nova boa nova das novas expectativas, medroso meio de dizer "apaixonado". Pela vida, pela vida, pela luz. E eu ainda nem a conheço...
Como pode um coração conhecer a luz sem tê-la visto, somente sentindo seu calor?
Cheers!
Preparo os olhos para o período de luz. Saberei que será o lume novo que tanto busquei na vida, e que já havia desistido de procurar. Eram o que diziam os sonhos insistentes. A nova boa nova das novas expectativas, medroso meio de dizer "apaixonado". Pela vida, pela vida, pela luz. E eu ainda nem a conheço...
Como pode um coração conhecer a luz sem tê-la visto, somente sentindo seu calor?
Cheers!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Por detrás do que se esquece há...
Revirando velhos cadernos, vi os restos mortais do ser que eu já fui um dia. Alguns traços, outras aberrações e velhos fantasmas. A viagem àquele passado parecia anunciar uma noite longa, e era tão mais breve em meus pensamentos. Na verdade tudo parecia um longo anúncio de longa data, onde o amor e apego àquelas coisas velhas clamavam por seus tronos em minha memória. Como se eu ainda desse ouvido aos caprichos de horrorosas metáforas atordoantes.
Sim, eu voltara ali para provar do velho veneno. Desejava saber se minha mente ainda adoecia ao sabor daquela peçonha. A minha velha peçonha. Uma reação tão natural quanto querer saber se o fogo ainda queima quando se põe a mão nele. E eu não estou ficando louco, só estava me testando. Por muito mais que a esperança pode supor, por tudo isso, eu devo estar preparado. E a minha sorte é saber que a velha peçonha, aquele veneno que a anos eu destilei, está sem força. Então eu penso no limbo.
Ah, o limbo. De onde eu tirei tais velhos cadernos venenosos. Que eu saiba o limbo já foi maior. Hoje é só a vaga lembrança. Aliás, é depósito de poeira, das aranhas, do meu velho hábito de revisitar. Ouço velhas canções, vejo velhos momentos congelados em papel brilhoso, velhos que hoje estão muito mais velhos, e novos que se tornaram velhos. Sim, todos congelados, no limbo, em papéis brilhosos, dentro de álbuns bolorados. Mesmo assim eu mesmo não me sinto um velho. Só me sinto. Só.
Cheers!
Sim, eu voltara ali para provar do velho veneno. Desejava saber se minha mente ainda adoecia ao sabor daquela peçonha. A minha velha peçonha. Uma reação tão natural quanto querer saber se o fogo ainda queima quando se põe a mão nele. E eu não estou ficando louco, só estava me testando. Por muito mais que a esperança pode supor, por tudo isso, eu devo estar preparado. E a minha sorte é saber que a velha peçonha, aquele veneno que a anos eu destilei, está sem força. Então eu penso no limbo.
Ah, o limbo. De onde eu tirei tais velhos cadernos venenosos. Que eu saiba o limbo já foi maior. Hoje é só a vaga lembrança. Aliás, é depósito de poeira, das aranhas, do meu velho hábito de revisitar. Ouço velhas canções, vejo velhos momentos congelados em papel brilhoso, velhos que hoje estão muito mais velhos, e novos que se tornaram velhos. Sim, todos congelados, no limbo, em papéis brilhosos, dentro de álbuns bolorados. Mesmo assim eu mesmo não me sinto um velho. Só me sinto. Só.
Cheers!
No outro dia, a realidade
As crianças esperando no carro, um buquê de flores amarelas, uma grande expectativa. Um grande jantar, luz branda, música lenta. Ingredientes de um sonho açucarado, com a cobertura doce dalgum doce bem melado. Argh, como eu odeio floreios!
Ordem: Primata. Espécie: Homo sapiens sapiens. Aliás, nem tão sapiens assim...
Cheers!
Ordem: Primata. Espécie: Homo sapiens sapiens. Aliás, nem tão sapiens assim...
Cheers!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Lentes
Saindo da caverna, a luz era demasiadamente dolorida aos olhos. Mas como pode a luz trazer dor?
Cheers!
Cheers!
A avalanche
A ressaca que aquela chuva me causou, ainda sinto que o calor invade meu coração, sempre a mesma cor nascida do lume cardíaco, o ocre. I don't want to call my friends / For they might wake me from this dream, é a frase que me vem a mente neste instante. Lentamente eu cedo, cada dia melhor, sem nenhum medo. Então pareço estar alegre.
Uma alegria que toma conta, que deixa o rubor para trás, então eu não conheço mais desafios maiores que eu mesmo. Há uma conspiração permeada de riscos que controla tudo isso. Uma conspiração orgânica, uma batalha sem vencedores por interesses campeões. Cartas, papéis de carta, canetas, tinta e milhares de palavras. Os livros passaram a ter sabor. Viajar nas histórias agora é a garantia de felicidade. Outrora me dizias...
E é no âmago de velhas letras, em velhos papéis, que eu encontro o alento para a avalanche. Um canto tão maior que toda a minha preocupação mundana, racional e cruel. Mágicas palavras que me condenaram no passado, e me libertam agora, no presente. Sim, o futuro ainda não chegou. Está custando para dar notícias, e eu já me encontro tão ansioso...
Cheers!
Uma alegria que toma conta, que deixa o rubor para trás, então eu não conheço mais desafios maiores que eu mesmo. Há uma conspiração permeada de riscos que controla tudo isso. Uma conspiração orgânica, uma batalha sem vencedores por interesses campeões. Cartas, papéis de carta, canetas, tinta e milhares de palavras. Os livros passaram a ter sabor. Viajar nas histórias agora é a garantia de felicidade. Outrora me dizias...
E é no âmago de velhas letras, em velhos papéis, que eu encontro o alento para a avalanche. Um canto tão maior que toda a minha preocupação mundana, racional e cruel. Mágicas palavras que me condenaram no passado, e me libertam agora, no presente. Sim, o futuro ainda não chegou. Está custando para dar notícias, e eu já me encontro tão ansioso...
Cheers!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Da Magia
Imagine que a magia está nos olhares, nos lábios, nos gestos das mãos. A magia nos rodeia, por um círculo de atitudes, de fatos, de repetições, e da quebra dessas mesmas repetições. A nossas ligações com o mundo, tudo isso é parte da magia ativa do mundo, embora não reconheçamos em nosso dia a dia.
O amor constrói, a paixão destrói.
Cheers!
O amor constrói, a paixão destrói.
Cheers!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Da Aurora Doutro Dia
Os espaços vazios estão sendo preenchidos pelo novo sangue. As coisas começam a ter cheiro, como quando a mente se lembra de que se é ser vivo quando o ânimo retorna. Há um amor no ar, uma trilha, uma presença, uma harmonia. As horas não passam, os ventos sussuram nos meus ouvidos. A casa também não está mais vazia. As horas não passam, insistem.
Aquelas dores egoístas, dores marrons, estão sumindo. Melhor, estão sendo substituídas. Viro aquela metamorfose ambulante, nasço de novo, o sol de novo, a lua me olha. Espasmo de uma nova vida que virá. Está vindo. Só não está aqui ainda porque precisa resolver umas coisas por lá, mas vem. E da aurora eu consigo retirar o novo dia.
Os espaços vazios estão sendo preenchidos pelo novo sangue. As coisas começam a se arrumar. Sentidos aguçados. Coração, ah, o coração!
Cheers!
Aquelas dores egoístas, dores marrons, estão sumindo. Melhor, estão sendo substituídas. Viro aquela metamorfose ambulante, nasço de novo, o sol de novo, a lua me olha. Espasmo de uma nova vida que virá. Está vindo. Só não está aqui ainda porque precisa resolver umas coisas por lá, mas vem. E da aurora eu consigo retirar o novo dia.
Os espaços vazios estão sendo preenchidos pelo novo sangue. As coisas começam a se arrumar. Sentidos aguçados. Coração, ah, o coração!
Cheers!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Gotcha!
Eu achei que o amor estava numa caixinha lá no alto daquela prateleira que eu havia esquecido. Mas não, ele estava solto, feito um gato, sorrateiro...
Cheers!
Cheers!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Esquadros
"Nunca sou bom o suficiente..."
Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o nome, e raios rápidos e a chuva, neblina do dia. Inspira a que todo dia sorria cada vez mais, o lapso daquela alegria, tardia, novamente nova hoje, mais.
Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone, cantando Bach e os seus, acordes sonoros daltos sons. E meus amigos, cadê, eu me questiono, do frio do meu âmago até a luz das estrelas mais altas do céu.
Outrora já diziam...
Cheers!
Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o nome, e raios rápidos e a chuva, neblina do dia. Inspira a que todo dia sorria cada vez mais, o lapso daquela alegria, tardia, novamente nova hoje, mais.
Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone, cantando Bach e os seus, acordes sonoros daltos sons. E meus amigos, cadê, eu me questiono, do frio do meu âmago até a luz das estrelas mais altas do céu.
Outrora já diziam...
Cheers!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Brevíssimo
Tomado por novas idéias... absolutamente triste com o vento, e felicíssimo com as circunstâncias...
Cheers!
Cheers!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
15 anos
Maravilhosa. É essa a definição do aniversário da minha futura afilhada Ranna Kelly e de seu avô Walmir, dia 6 passado. Ambiente familiar, muita comida, convidados, alegria, festa bem decorada (eu tive minha participação, sim, sim). Os aniversariantes estavam radiantes, e numa festa assim, sempre há muita participação dos familiares. Os presentes sempre em dobro, sorrisos e abraços. Me orgulhava estar ali, e ver a felicidade daquelas pessoas que amo tanto.
Dia a dia maravilhoso, as meninas sempre, hum, comportadas. Aquelas conversas cheias de mistérios da Rê, os dilemas da Mari, o bom humor da D. Ray, tanta coisa. Já dá até saudade. Desde cedo a alegria pela casa, as brincadeiras, os cachorros, a arte do Rafa, o Ruan contando histórias. E eu pensando em quem não pensa em mim. E sentindo a ausência da magrela da Rai. Tanta coisa, tanta coisa. Festa assim é realmente uma celebração!
No comecinho da madrugada o Fecani. Cidade grande, trânsito caótico, muuuita gente nas ruas. Bebida, agitação, mulheres e música! Não era um show de rock, mas bombou, rsrs. Parecia o sambódromo de Manaus em dia de festa, dada a proporção da festa. E olha que me disseram que nem estava muito cheio! Imagina aquela festa maior então! Deu saudade da muvuca mais organizada lá de Manacá...
Cheers!
Dia a dia maravilhoso, as meninas sempre, hum, comportadas. Aquelas conversas cheias de mistérios da Rê, os dilemas da Mari, o bom humor da D. Ray, tanta coisa. Já dá até saudade. Desde cedo a alegria pela casa, as brincadeiras, os cachorros, a arte do Rafa, o Ruan contando histórias. E eu pensando em quem não pensa em mim. E sentindo a ausência da magrela da Rai. Tanta coisa, tanta coisa. Festa assim é realmente uma celebração!
No comecinho da madrugada o Fecani. Cidade grande, trânsito caótico, muuuita gente nas ruas. Bebida, agitação, mulheres e música! Não era um show de rock, mas bombou, rsrs. Parecia o sambódromo de Manaus em dia de festa, dada a proporção da festa. E olha que me disseram que nem estava muito cheio! Imagina aquela festa maior então! Deu saudade da muvuca mais organizada lá de Manacá...
Cheers!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A Deusa da Palavra Ainda Vive
"Nunca sou bom o suficiente..."
Canta-me, ó deusa, o fulgor da minha alma, nos dias do passado. Já não lembro de quando amava, o sentimento finito que não deixava a velha chama apagar. Canta-me a história do pouco que sou, com voz calma. Senhora! Eu mereço tanto saber o quanto fui feliz.
Senhora! Eu mereço ainda ser tão feliz? O que fazes para mim é mesmo o que eu faço a ti? Vivo perscrutando minha alma em busca da velha chama, o que me torna triste. Não a encontro, nem sequer o mísero calor. Meu amor acabou, ó deusa?
Sei que descobres para mim nova chama, senhora. Então a alegria vai habitar-me por longo, e perdida estará a lembrança dos dias do passado. E novo hábito será meu quinhão. E novos dias eu estarei suspirando. E mais anos eu perseguirei novas lembranças.
O novo, novíssimo amor!
Cheers!
Canta-me, ó deusa, o fulgor da minha alma, nos dias do passado. Já não lembro de quando amava, o sentimento finito que não deixava a velha chama apagar. Canta-me a história do pouco que sou, com voz calma. Senhora! Eu mereço tanto saber o quanto fui feliz.
Senhora! Eu mereço ainda ser tão feliz? O que fazes para mim é mesmo o que eu faço a ti? Vivo perscrutando minha alma em busca da velha chama, o que me torna triste. Não a encontro, nem sequer o mísero calor. Meu amor acabou, ó deusa?
Sei que descobres para mim nova chama, senhora. Então a alegria vai habitar-me por longo, e perdida estará a lembrança dos dias do passado. E novo hábito será meu quinhão. E novos dias eu estarei suspirando. E mais anos eu perseguirei novas lembranças.
O novo, novíssimo amor!
Cheers!
The Sun I Saw
"Nunca sou bom o suficiente..."
As vezes perdido no tempo, respiro os dias antigos, novamente com a força dum touro na alma e a fragilidade da porcelana no corpo. Uma tristeza quer tomar conta de mim, e me esforço para acordar. Durmi à drogas pesadas, e os sonhos foram horríveis. O corpo todo está muito cansado. Todo tipo de sentimento, como se no passado, a ousadia me tomasse por horas...
As vezes me encontro no tempo, respiro novos dias, com força nenhuma e a vontade de um touro. Minha mente é um deserto, e meu coração é a areia. Minha energia toda irradiada por longos anos, espalhada pelo ar gelado do deserto. As madrugadas, a bebida. Os amores antigos. O novo amor...
O novo amor!
Cheers!
As vezes perdido no tempo, respiro os dias antigos, novamente com a força dum touro na alma e a fragilidade da porcelana no corpo. Uma tristeza quer tomar conta de mim, e me esforço para acordar. Durmi à drogas pesadas, e os sonhos foram horríveis. O corpo todo está muito cansado. Todo tipo de sentimento, como se no passado, a ousadia me tomasse por horas...
As vezes me encontro no tempo, respiro novos dias, com força nenhuma e a vontade de um touro. Minha mente é um deserto, e meu coração é a areia. Minha energia toda irradiada por longos anos, espalhada pelo ar gelado do deserto. As madrugadas, a bebida. Os amores antigos. O novo amor...
O novo amor!
Cheers!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
O Sonho Das'alvas Noites
"Nunca sou bom o suficiente..."
O velho mirou bem, atirou o dardo e acertou o círculo do 60. Alegrou-se. Semana passada só acertava o 80 e quando muito o 90. Seus amigos lhe davam tapinhas nas costas e davam-lhe mais outros dardos, incentivando-o a atirar mais uma vez. Ele se achava feliz, olhava para os dardos pretos em sua mão, e agradecia pelo sucesso. Mais tapinhas e afagos. Ele mira, e acerta o 50.
Sonhei que eu era um velho abandonado, morador de um asilo poucasportas, onde corações que já estão cansados descansavam, em meio a papéis de parede igualmente velhos. Eu estava lá, tão triste e morimbundo, onde viva alma não havia para nutrir minhas histórias. Somente outros velhos morimbundos que gorjeavam horas nas varandas daquele lugar úmido. E eu me sentia deveras triste!
Ah, se houvesse, noutros tempos, a minha tão malograda sorte. Outrora me dizias...
Cheers!
O velho mirou bem, atirou o dardo e acertou o círculo do 60. Alegrou-se. Semana passada só acertava o 80 e quando muito o 90. Seus amigos lhe davam tapinhas nas costas e davam-lhe mais outros dardos, incentivando-o a atirar mais uma vez. Ele se achava feliz, olhava para os dardos pretos em sua mão, e agradecia pelo sucesso. Mais tapinhas e afagos. Ele mira, e acerta o 50.
Sonhei que eu era um velho abandonado, morador de um asilo poucasportas, onde corações que já estão cansados descansavam, em meio a papéis de parede igualmente velhos. Eu estava lá, tão triste e morimbundo, onde viva alma não havia para nutrir minhas histórias. Somente outros velhos morimbundos que gorjeavam horas nas varandas daquele lugar úmido. E eu me sentia deveras triste!
Ah, se houvesse, noutros tempos, a minha tão malograda sorte. Outrora me dizias...
Cheers!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Minha Viagem
"Nunca sou bom o suficiente..."
Ansioso pela viagem. Dia 6 próximo estarei em Itacoatiara para o aniversário de 60 anos do seu Walmir, pai da Renata, e a festa de 15 anos de minha adorada afilhada Ranna Kelly. Será, com certeza, uma grande festa com muita alegria. Devo ressaltar que fui eu quem fiz o convite, algo que agradou os dois aniversariantes. E o carinho especial que tenho por Ranna, e pela Renata, me fazem ficar bem ansioso. Quero que tudo dê certo, nessa celebração. De verdade!
Cheers!
Ansioso pela viagem. Dia 6 próximo estarei em Itacoatiara para o aniversário de 60 anos do seu Walmir, pai da Renata, e a festa de 15 anos de minha adorada afilhada Ranna Kelly. Será, com certeza, uma grande festa com muita alegria. Devo ressaltar que fui eu quem fiz o convite, algo que agradou os dois aniversariantes. E o carinho especial que tenho por Ranna, e pela Renata, me fazem ficar bem ansioso. Quero que tudo dê certo, nessa celebração. De verdade!
Cheers!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Formula 8
Uma pepita de ouro, um tiro, uma família enriquecida e dois velhos amigos que não se viam a quarenta anos...
Ando mergulhado em memórias. Em breve farei algum, mas por enquanto, o que escrevo está sendo execrável. Sou muito detalhista. Mais crítico até.
Cheers!
Ando mergulhado em memórias. Em breve farei algum, mas por enquanto, o que escrevo está sendo execrável. Sou muito detalhista. Mais crítico até.
Cheers!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
I can't get no sleep...
Hoje não há muito do que se tratar aqui no blog. Meu corpo está falho. Acredito estar à beira de um colapso nervoso! Não durmo a algumas noites consecutivas, e para falar a verdade estou com todos os sintomas que uma prática dessas causa em uma condição intolerável como essa. Não lembro de datas, ando meio perdido no tempo e as horas passam numa velocidade tão vertiginosa que me dá a impressão que estou mesmo desperdiçando minha vida, por ora.
Meu corpo dói em alguns lugares costumeiros, em outros nem tanto. Disposição tão pouca, a mente está realmente falhando. Mesmo ela que, no seu domínio pandemônico, se mostra incansável, está titubeando. E pareço ser tão jovem, outrora dizes...
E, para citar um verso do Faithless, na música Insomnia (bem apropriado, não?).
Meu corpo dói em alguns lugares costumeiros, em outros nem tanto. Disposição tão pouca, a mente está realmente falhando. Mesmo ela que, no seu domínio pandemônico, se mostra incansável, está titubeando. E pareço ser tão jovem, outrora dizes...
E, para citar um verso do Faithless, na música Insomnia (bem apropriado, não?).
"Keep the beast in my nature under ceaseless attack
I gets no sleep
I can't get no sleep"
Cheers!I gets no sleep
I can't get no sleep"
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O Sol do Meio Dia
Fiz uma promessa a mim mesmo de tentar não me apaixonar novamente. Mas tá difícil...
Embora eu saiba que quem ler essa frase acima vá fazer o mau juízo perfeito, não me perco na opiniosa questão, mas somente nos seus fatores, nos seus fatos. Ainda que por desacato, há uma porção de mim que ainda se enamora das'alvas armadilhas da paixão. Ainda que contrariando qualquer bom senso, há uma porção de mim que se arrisca aos sóis da conquista da velha chama. Então eu me sinto um criminoso. Milhões de perguntas, muitas delas as conhecidas do antigo roundabout que minha vida é.
O que se dirá de mim daqui a algumas décadas? Dirão que eu fui o mais ousado, mas aquele que não se permitiu. Me orgulharia muito poder ouvir que fui o mais insistente, mas penso que não faça a menor diferença para alguém, constar nos autos, lembrar-se disso. O livro da vida então me deixará viver tão somente nas notas de rodapé. Minha estória será sempre um nada visto com nada de novo. Então me reaproximarei da velha chama, tentando alumiar essa miserável vida.
Como pode ser o impossível? Por que luto? Por quem luto?
Ninguém...
Cheers!
Embora eu saiba que quem ler essa frase acima vá fazer o mau juízo perfeito, não me perco na opiniosa questão, mas somente nos seus fatores, nos seus fatos. Ainda que por desacato, há uma porção de mim que ainda se enamora das'alvas armadilhas da paixão. Ainda que contrariando qualquer bom senso, há uma porção de mim que se arrisca aos sóis da conquista da velha chama. Então eu me sinto um criminoso. Milhões de perguntas, muitas delas as conhecidas do antigo roundabout que minha vida é.
O que se dirá de mim daqui a algumas décadas? Dirão que eu fui o mais ousado, mas aquele que não se permitiu. Me orgulharia muito poder ouvir que fui o mais insistente, mas penso que não faça a menor diferença para alguém, constar nos autos, lembrar-se disso. O livro da vida então me deixará viver tão somente nas notas de rodapé. Minha estória será sempre um nada visto com nada de novo. Então me reaproximarei da velha chama, tentando alumiar essa miserável vida.
Como pode ser o impossível? Por que luto? Por quem luto?
Ninguém...
Cheers!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Neo Romantismo
Feliz daquele que persegue seus objetivos!
Sempre pareceu distante. Quando se olhava mais de perto, era mero bicho selvagem tentando se esconder no fundo de um pote. Quando se olhava com ternura, era a perfeição de atos e palavras. E quando se notava na frente do espelho, todas as manhãs são normais. A mesma aparência.
Outrora me dizias...
Cheers!
Sempre pareceu distante. Quando se olhava mais de perto, era mero bicho selvagem tentando se esconder no fundo de um pote. Quando se olhava com ternura, era a perfeição de atos e palavras. E quando se notava na frente do espelho, todas as manhãs são normais. A mesma aparência.
Outrora me dizias...
Cheers!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Desconexa alegria
A gente vai se permitindo, vai rumando sem olhar para trás. É belo o caminho, bela companhia. Aquela velha chama que teima em reacender já foi pira magnífica que aquecia dias do passado. Ela, velha chama, é maior cada dia. É ela, velha chama, que causa tanta dúvida, embora não mais tão desconhecida.
De repente o velho se torna novo, dá vontade de rever os antigos, crêr nos mais novos sonhos, e tentar alcançar aquele nível de compreensão tão magnífico...
Outrora me dizias...
Cheers!
De repente o velho se torna novo, dá vontade de rever os antigos, crêr nos mais novos sonhos, e tentar alcançar aquele nível de compreensão tão magnífico...
Outrora me dizias...
Cheers!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Dois Resumos
Não procurei sanar nenhuma de minhas dúvidas. Originalmente elas não eram dúvidas, mas apenas pequenos resquícios da minha falta de atenção. Os sonhos cada vez mais constantes se tornam fortes. É uma luta noturna. Pouca luz irradiada naquilo que tudo isso significa. Ou então eu estou ficando louco.
O sentido original abalaria meus dias. E eles estão tão mornos! Eu não consigo deixar de sentir que deveria perguntar, mas meu instinto, aliado ao grande histórico que tenho de casos comuns como esses, me permite ir somente aonde o bom senso reina. A angústia de não ter respostas é grande. A penumbra sobre sonhos é sempre espessa. Mas impera a boa convivência. Polêmica não...
Mas há uma grande perspectiva de melhora. Os dias, esses com sol, estão reservando muita coisa boa...
Cheers!
O sentido original abalaria meus dias. E eles estão tão mornos! Eu não consigo deixar de sentir que deveria perguntar, mas meu instinto, aliado ao grande histórico que tenho de casos comuns como esses, me permite ir somente aonde o bom senso reina. A angústia de não ter respostas é grande. A penumbra sobre sonhos é sempre espessa. Mas impera a boa convivência. Polêmica não...
Mas há uma grande perspectiva de melhora. Os dias, esses com sol, estão reservando muita coisa boa...
Cheers!
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
O Caminho Para Agreio
Indo pela direita, sempre adiante, os rumos foram determinados por uma extensa discussão sobre quantos dias duraria o estoque de comida. A viagem já durava quinze dia a mais do previsto, e nosso guia já demonstrava certo enfado quando perguntado: quando chegamos?
Algumas crianças, sempre elas, em nossos pensamentos estavam felizes. Como se nós não nos retirássemos, elas só brincavam por todo caminho. Eram a preocupação de nós, os pais. Embora elas merecessem, sempre que parávamos, o descanso que dávamos aos cavalos. E como que certa vez elas mesmas pediram para brincarem numa cachoeira próxima, percebemos também que o nosso ânimo estava se extinguindo.
Eles crescem, vão se aparentando conosco, e talvez com nossos pais. Uns mais, outros menos. Os meninos vão descobrindo a força, as meninas, a ternura. E isso me faz pensar que nem é assim tão difícil a arte de criá-los. Eles aparentam estar sempre bem em seus rostos, como nós aparentávamos quando da tenra idade que agora eles possuem. Isso me alegra, agora na minha ousada maturidade.
Roubamos frutas para alimenta-los. E eu não sei mais se isso pode ser dado como roubo. A viagem cansa, e a comida é pouca. Pensem, o que fariam se vocês vissem seus filhos famintos com tanto chão por andar? Vocês não roubariam?
Cheers!
Algumas crianças, sempre elas, em nossos pensamentos estavam felizes. Como se nós não nos retirássemos, elas só brincavam por todo caminho. Eram a preocupação de nós, os pais. Embora elas merecessem, sempre que parávamos, o descanso que dávamos aos cavalos. E como que certa vez elas mesmas pediram para brincarem numa cachoeira próxima, percebemos também que o nosso ânimo estava se extinguindo.
Eles crescem, vão se aparentando conosco, e talvez com nossos pais. Uns mais, outros menos. Os meninos vão descobrindo a força, as meninas, a ternura. E isso me faz pensar que nem é assim tão difícil a arte de criá-los. Eles aparentam estar sempre bem em seus rostos, como nós aparentávamos quando da tenra idade que agora eles possuem. Isso me alegra, agora na minha ousada maturidade.
Roubamos frutas para alimenta-los. E eu não sei mais se isso pode ser dado como roubo. A viagem cansa, e a comida é pouca. Pensem, o que fariam se vocês vissem seus filhos famintos com tanto chão por andar? Vocês não roubariam?
Cheers!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Eu não sei do amor
Dá tempo de dormir um pouquinho, e realizar teus sonhos. Não precisaria nem do Sonhar pra ver que nosso futuro é estar sempre juntos. Somos as almas que se completam. Você sabe que sim, eu sei que sim. Vemos no espelho as rugas que conseguimos com tanto esforço, a tantos sóis. E vemos também a nossa obra prima ser exposta nos museus.
Vivos e sempre amantes, a nossa vida é a mesma, com outros coadjuvantes. A nossa vida é a mesma, com outros enredos. Sei que somos os mesmos.
Como campeões da nossa ternura, nos gostamos...
Cheers!
Vivos e sempre amantes, a nossa vida é a mesma, com outros coadjuvantes. A nossa vida é a mesma, com outros enredos. Sei que somos os mesmos.
Como campeões da nossa ternura, nos gostamos...
Cheers!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Sempre é muito, muito tempo...
You think you know me just because you know my name
You think you see me ’cause you’ve seen every line of my face
You want to want me just because I say that I want you
But does it matter if anything I’m saying is the truth
You need somebody, somebody to hold on to
But this ain’t the movies and we ain’t the heroes
Staring at your window with a suitcase in my hand
The streetlights buzz as the cars roll by
And the moon don’t give a damn
My boots just keep on walkin’, but my heart don’t understand
Why I’m staring at your window with a suitcase in my hand
I say I want you, but when we woke up one of us was crying
You rolled over and all you said was ‘Man I think I’m dying’
Our song is over, the band of gold has been feeling like a nose
You place your bets, ’cause no one thinks they’ll lose
Staring at your window with a suitcase in my hand
The streetlights buzz as the cars roll by
And the moon don’t give a damn
My boots just keep on walkin’, but my heart don’t understand
Why I’m staring at your window with a suitcase in my hand
The light of love can blind you ’til it covers up your eyes
And you try to find the reason not to say goodbye
It’s the course of every sailor standing on dry land
Staring at your window with a suitcase in my hand
The night is fading, like my old tattoo
A heart and a dagger, that says ‘Forever’
Staring at your window with a suitcase in my hand
The streetlights buzz as the cars roll by
And the moon don’t give a damn
I'm gettin' tired of talking, and I don’t understand
Why I’m staring at your window with a suitcase in my hand
Staring At Your Window With A Suitcase In My Hand - Jon Bon Jovi
Essa era a nossa música favorita. E a deixo aqui por profunda saudade de ti...
Cheers Darlin'!
You think you see me ’cause you’ve seen every line of my face
You want to want me just because I say that I want you
But does it matter if anything I’m saying is the truth
You need somebody, somebody to hold on to
But this ain’t the movies and we ain’t the heroes
Staring at your window with a suitcase in my hand
The streetlights buzz as the cars roll by
And the moon don’t give a damn
My boots just keep on walkin’, but my heart don’t understand
Why I’m staring at your window with a suitcase in my hand
I say I want you, but when we woke up one of us was crying
You rolled over and all you said was ‘Man I think I’m dying’
Our song is over, the band of gold has been feeling like a nose
You place your bets, ’cause no one thinks they’ll lose
Staring at your window with a suitcase in my hand
The streetlights buzz as the cars roll by
And the moon don’t give a damn
My boots just keep on walkin’, but my heart don’t understand
Why I’m staring at your window with a suitcase in my hand
The light of love can blind you ’til it covers up your eyes
And you try to find the reason not to say goodbye
It’s the course of every sailor standing on dry land
Staring at your window with a suitcase in my hand
The night is fading, like my old tattoo
A heart and a dagger, that says ‘Forever’
Staring at your window with a suitcase in my hand
The streetlights buzz as the cars roll by
And the moon don’t give a damn
I'm gettin' tired of talking, and I don’t understand
Why I’m staring at your window with a suitcase in my hand
Staring At Your Window With A Suitcase In My Hand - Jon Bon Jovi
Essa era a nossa música favorita. E a deixo aqui por profunda saudade de ti...
Cheers Darlin'!
Relato de Guerra #48
Era difícil manter-se limpo com todo aquele limbo, a ferrugem, a cinza que descia do céu. Sentia me realmente imundo, como se nada pudesse lavar minha alma das cenas que havia visto outrora. Nem a mais pura luz do sol aqueceria meu corpo naquele momento de treva. Pois era dela que eu estava envolvido, das trevas primevas.
A terra ao meu redor estava enegrecida. Não parecia ter vida, e meus companheiros todos mortos banhados de sangue. Uma terra que exalava o odor da morte...
...naqueles dias, Coradeh se tornou a reunião de tudo que é impuro, que é caótico.
Cheers!
A terra ao meu redor estava enegrecida. Não parecia ter vida, e meus companheiros todos mortos banhados de sangue. Uma terra que exalava o odor da morte...
...naqueles dias, Coradeh se tornou a reunião de tudo que é impuro, que é caótico.
Cheers!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Um conto desonesto
Nicanor não sabe que sua mulher o trae. Sabido somente de boatos, o corno matreiro passou a vigiar as entradas e saídas. Um cliente, um pouco mais de tempo dentro da loja, opa, seria um amante? Ele realmente não nasceu para ser corno.
As pessoas o acham tão distraído. Nicanor é daqueles que sustentam a idéia de que está tudo bem com a família, não importa a real situação. Assim ele cala a boca daqueles que o difamam. Como se isso fosse adiantar. Sua mulher o trae. Transa na cama do casal, aos gritos, sempre que o marido não está. E Nicanor está sempre cansado quando chega para perceber alguma coisa estranha. Algum cheiro. Na verdade ele só se incomoda com os boatos. Ah, esses boatos dos infernos!
Darlene era uma mulher fumegante. Fumava demais. Tinha tantos amantes que o centro todo da cidade a conhecia por sua tara. Vestia-se para o trabalho, mas trabalhava mesmo era sem roupa. Devassa. Doente. Clinicamente taxada com doente, desde a adolescência. Mas de que adianta o passado se a mensagem é nenhuma? Ninguém sabe de onde veio, mas a maioria sabe para onde vai. Quer dizer, menos o Nicanor.
Corno mesmo era o seu irmão, pensava Nicanor. A cunhada traia seu irmão com o dono de um barco que sempre aportava na cidade. Ele se deixava levar pela conversa mole da malcriada, mas morria de vontade de denunciá-la. Pobre Nicanor, achava que ninguem ia lhe dar crédito. Vivia, ele mesmo, o descrédito do povo. Ninguem o achava homem suficiente pra nada. Nem a Darlene.
Eu, pobre Nicanor, também comi sua mulherzinha, a Darlene. Eu também me lambuzei com ela. Ganhei aquilo que você nem pede. Ela deu. Deu e repetiu. Tanto que estou aqui relatando pro mundo. Obrigado pela sua cornice. Agradeço por mim, e pelos demais. Obrigado!
As pessoas o acham tão distraído. Nicanor é daqueles que sustentam a idéia de que está tudo bem com a família, não importa a real situação. Assim ele cala a boca daqueles que o difamam. Como se isso fosse adiantar. Sua mulher o trae. Transa na cama do casal, aos gritos, sempre que o marido não está. E Nicanor está sempre cansado quando chega para perceber alguma coisa estranha. Algum cheiro. Na verdade ele só se incomoda com os boatos. Ah, esses boatos dos infernos!
Darlene era uma mulher fumegante. Fumava demais. Tinha tantos amantes que o centro todo da cidade a conhecia por sua tara. Vestia-se para o trabalho, mas trabalhava mesmo era sem roupa. Devassa. Doente. Clinicamente taxada com doente, desde a adolescência. Mas de que adianta o passado se a mensagem é nenhuma? Ninguém sabe de onde veio, mas a maioria sabe para onde vai. Quer dizer, menos o Nicanor.
Corno mesmo era o seu irmão, pensava Nicanor. A cunhada traia seu irmão com o dono de um barco que sempre aportava na cidade. Ele se deixava levar pela conversa mole da malcriada, mas morria de vontade de denunciá-la. Pobre Nicanor, achava que ninguem ia lhe dar crédito. Vivia, ele mesmo, o descrédito do povo. Ninguem o achava homem suficiente pra nada. Nem a Darlene.
Eu, pobre Nicanor, também comi sua mulherzinha, a Darlene. Eu também me lambuzei com ela. Ganhei aquilo que você nem pede. Ela deu. Deu e repetiu. Tanto que estou aqui relatando pro mundo. Obrigado pela sua cornice. Agradeço por mim, e pelos demais. Obrigado!
Joaquim
Brevíssima análise do caos
No horizonte vemos a poeira dos dias, não parecemos tão satisfeitos. Por sermos assim tão ineficazes em nossa rotineira mania de aceitar destinos, continuamos pagando antigos pecados. Antigos pecados, herdados, mandados goela abaixo. Vejo as pessoas na rua, penando em pontos de ônibus, sofrendo ao sol. Herdamos o tempo que não volta mais. Trabalhamos e mais trabalhamos.
Agora sendo mais direto. Sejamos curtos ao opinar, e mostremos o que sabemos; não há quem aguente tanto tempo calado. Tínhamos um prefeito que herdou antigos pecados mas não se confessou. Agora temos um excomungado que abriu a janela do inferno sobre nós. Santa Paciência!
Cheers!
Agora sendo mais direto. Sejamos curtos ao opinar, e mostremos o que sabemos; não há quem aguente tanto tempo calado. Tínhamos um prefeito que herdou antigos pecados mas não se confessou. Agora temos um excomungado que abriu a janela do inferno sobre nós. Santa Paciência!
Cheers!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Esquecerás ao amanhecer, povo
Os dias vão passando, na TV a gente vê a propagação da idéia de que mudamos pra melhor, dizem para evitarmos filas, como se elas não estivessem lá, e dizem que o que é melhor fazermos é justo e necessário. Somos os ignorantes ignorados.
Pesa, já disse, contra nós a acusação de sermos responsáveis indiretos por esse caos. Beiramos a nostalgia doutros tempos onde o pior era menos pior. Ficamos com o gosto de que somos mesmo sempre aqueles que, lesados, ainda ouvimos o escárnio de políticos e empresários.
Os dias vão passando, e vamos sendo o povo desmemoriado de sempre. Logo esqueceremos, é nisso que eles apostam. Uma aposta sempre bem feita, pois blefamos sempre. Aposta ganha!
Pesa, já disse, contra nós a acusação de sermos responsáveis indiretos por esse caos. Beiramos a nostalgia doutros tempos onde o pior era menos pior. Ficamos com o gosto de que somos mesmo sempre aqueles que, lesados, ainda ouvimos o escárnio de políticos e empresários.
Os dias vão passando, e vamos sendo o povo desmemoriado de sempre. Logo esqueceremos, é nisso que eles apostam. Uma aposta sempre bem feita, pois blefamos sempre. Aposta ganha!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Nein!
A natureza altera aquilo que causa desiquilíbrio. Como podemos viver em meio a sujeira e achar isso natural. Imitemos a natureza e alteremos alguma coisa...
Antes de reclamar, arrumemos nossa própria casa!
P.S.: Bem feito pra máfia dos Souza. Aparecer no Fantástico não é nenhuma humilhação. Humilhação seria passar no Canal Livre. Contudo, punição que seria bom, não virá!
Cheers!
Antes de reclamar, arrumemos nossa própria casa!
P.S.: Bem feito pra máfia dos Souza. Aparecer no Fantástico não é nenhuma humilhação. Humilhação seria passar no Canal Livre. Contudo, punição que seria bom, não virá!
Cheers!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Factum negantis, nulla probatio est
Que o povo prova sua ignorância toda eleição, isso já é comum, mas o que ocorre em Manaus é uma lição de apatia pro resto do mundo. Nosso sistema de transporte público é um caos que o coletivo alimenta ano a ano. Jogos políticos que por meio de manobras só dão vantagens cada vez mais largas aos empresários, esses sim, os naturais interessados no quadro que se apresenta.
Lá vai mais um aumento. É inegável que o retorno será nenhum, ou, se preferirmos ser menos racionais, retorno mínimo. Com a parcela de culpa dividida entre Poder Judiciário, Poder Legislativo e Poder Executivo, o preço da passagem de ônibus está se tornando praticamente um dos itens da "cesta básica", um luxo digno de entrar naquelas contas que fazemos no começo do ano para não perdermos de vista nosso orçamento. Somos forçados a pagar por algo que sequer nos dá um mínimo de garantias, digamos, de vida. Quem aí não concordaria que é crime a não garantia do arbítrio de ir e vir?
Pior do que contar com a apatia e a ignorância do povo é contar com os políticos velhacos que foram eleitos. Quem não tem nojo dos que estão no poder? É fato que eles deixam transparecer os motivos que os guiam, e muitos deles tem a consciência vendida por qualquercoisaquevalhanada, concordando e muito com as peças que os antecederam. Os políticos de Manaus, veja bem caro leitor, só não vendem aquilo que eles não conhecem! E sim, eles não estão lá pelo povo...
Eu realmente espero que tudo isso piore bastante. Acredito que não merecemos mais do que estamos sujeitos a aceitar, e ver todo esse caos imperando, com empresários mandando na coisa pública, é realmente entristecedor. Espero que piore. Espero que o prefeito finalmente deixe sua máscara cair e permita mais abusos, como costumeiramente ele permite, afinal, factum negantis, nulla probatio est. Espero que o Poder Judiciário continue advogando a favor dos empresários, e o Legislativo continue os seus trabalhos, mostrando que realmente não interessa preço de passagem a quem não usufrui (é forçoso dizer assim!) do transporte público.
Por fim, espero que essa humilhação continue. O povo é históricamente uns bananas mesmo...
Cheers!
Lá vai mais um aumento. É inegável que o retorno será nenhum, ou, se preferirmos ser menos racionais, retorno mínimo. Com a parcela de culpa dividida entre Poder Judiciário, Poder Legislativo e Poder Executivo, o preço da passagem de ônibus está se tornando praticamente um dos itens da "cesta básica", um luxo digno de entrar naquelas contas que fazemos no começo do ano para não perdermos de vista nosso orçamento. Somos forçados a pagar por algo que sequer nos dá um mínimo de garantias, digamos, de vida. Quem aí não concordaria que é crime a não garantia do arbítrio de ir e vir?
Pior do que contar com a apatia e a ignorância do povo é contar com os políticos velhacos que foram eleitos. Quem não tem nojo dos que estão no poder? É fato que eles deixam transparecer os motivos que os guiam, e muitos deles tem a consciência vendida por qualquercoisaquevalhanada, concordando e muito com as peças que os antecederam. Os políticos de Manaus, veja bem caro leitor, só não vendem aquilo que eles não conhecem! E sim, eles não estão lá pelo povo...
Eu realmente espero que tudo isso piore bastante. Acredito que não merecemos mais do que estamos sujeitos a aceitar, e ver todo esse caos imperando, com empresários mandando na coisa pública, é realmente entristecedor. Espero que piore. Espero que o prefeito finalmente deixe sua máscara cair e permita mais abusos, como costumeiramente ele permite, afinal, factum negantis, nulla probatio est. Espero que o Poder Judiciário continue advogando a favor dos empresários, e o Legislativo continue os seus trabalhos, mostrando que realmente não interessa preço de passagem a quem não usufrui (é forçoso dizer assim!) do transporte público.
Por fim, espero que essa humilhação continue. O povo é históricamente uns bananas mesmo...
Cheers!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Amul Deseresfadt II
"Coradeh não é mais como era antes. Um deserto sempre será melhor que essa terra de apodrecidos e vilões..."
Ir Narmifax - do povo do deserto
Organismo
Velhos poemas me revisitam, e de novo. Pouquíssimo tempo atrás era o futuro que me nublava, e como no velho roundabout, refaziam aquela ode já conhecida. Reconhecida por alguns. É chato, todos temos que admitir, mas necessário para meu processo criativo. Mesmo assim me sinto bem mais feliz.
Eu leio a letra duma música, me distraio, e de novo. A idéia não me deixa quieto. Tantos sons que não deixam sequer a música que ouço chegar em meu cérebro. Pouco tempo, e de novo. Repetido. Mesmo assim eu me sinto bem, e feliz.
Cheers!
Eu leio a letra duma música, me distraio, e de novo. A idéia não me deixa quieto. Tantos sons que não deixam sequer a música que ouço chegar em meu cérebro. Pouco tempo, e de novo. Repetido. Mesmo assim eu me sinto bem, e feliz.
Cheers!
terça-feira, 28 de julho de 2009
U 4
uoy rof t'nsaw ti iI
devil reven evah dluoc I
uoy rof ti do I
hguorht em tup lla uoy tahW
uoy rof enod ev'I tahW
wonk reven lliw uoY
?etah dna yresim fO
efil a ot denmad llits I mA
?etaf ym siht sI
kaerb ot tuoba m'I
em tuoba s'ti kniht lla uoY
ees nac I secaf ruoy llA
uoy rof si ereh thgir tihs sihT
devil reven evah dluoc I
uoy rof ti do I
hguorht em tup lla uoy tahW
uoy rof enod ev'I tahW
wonk reven lliw uoY
?etah dna yresim fO
efil a ot denmad llits I mA
?etaf ym siht sI
kaerb ot tuoba m'I
em tuoba s'ti kniht lla uoY
ees nac I secaf ruoy llA
uoy rof si ereh thgir tihs sihT
Amul Deseresfadt
Solari ainda pulsa, e o cheiro de sangue que exala de lá está me deixando em torpor...
Novo de novo
Ando feliz por meia dúzia de coisas que estão dando certo para mim. Tenho até tempo para me dar o luxo de sentar à mesa e almoçar! E muito mais vem por aí, muito trabalho, muitas idéias. Finalmente saí dum inferno astral na qual me encontrava a muito tempo. De vez em quando rola aquele pensamento do tipo "demorou", mas tudo me parece uma consequência quando encarada desse jeito.
Sinto minha mente livre, filosoficamente falando. Tudo flui, como já dito algumas vezes, e repetido. Eu me orgulho de poder dar passos tão largos. Textos, colagens, imagens, músicas, sons. Só não tem espaço pra desperdício. Logo em tempos tão fartos. Mas se me conheço desde que nasci, sou assim porque não sei ser de outro jeito (citando frase jeca que ouvi).
Cheers!
Sinto minha mente livre, filosoficamente falando. Tudo flui, como já dito algumas vezes, e repetido. Eu me orgulho de poder dar passos tão largos. Textos, colagens, imagens, músicas, sons. Só não tem espaço pra desperdício. Logo em tempos tão fartos. Mas se me conheço desde que nasci, sou assim porque não sei ser de outro jeito (citando frase jeca que ouvi).
Cheers!
sábado, 25 de julho de 2009
Fé?
Achei que estavam erradas as respostas que eu dei, mas incrivelmente estavam certas. A modéstia dessa vez me fez ter expectativa nenhuma. Congratulações, eu pensei. Mas o fim da tarde reservava uma surpresa. Uma chuva caladinha, daquelas que as plantas gostam, daquelas que deixam nossos poros úmidos até dentro de casa.
Fiquei lá, pensando que você pensava em mim. Tão pouco que sei de ti. Se não fossem as perguntas, saberia tão menos. E na realidade eu achava que você estava um tanto receiosa de fazer as perguntas, e que me achava inapto às respostas...
Mas é no meio do céu, no meio do dia, que o sol parece menor. Logo quando ele está diretamente irradiando sua luz no nosso chakra mais alto. Durante nossa liberdade criativa...
Cheers!
Fiquei lá, pensando que você pensava em mim. Tão pouco que sei de ti. Se não fossem as perguntas, saberia tão menos. E na realidade eu achava que você estava um tanto receiosa de fazer as perguntas, e que me achava inapto às respostas...
Mas é no meio do céu, no meio do dia, que o sol parece menor. Logo quando ele está diretamente irradiando sua luz no nosso chakra mais alto. Durante nossa liberdade criativa...
Cheers!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Oitavo Dia
O Corvo acordou-me. Da beiralta daquelas terras, os pássaros carniceiros tinham uma visão dos homens que morriam lá embaixo. O céu também é muito bonito de lá.
Calcei-me e reuni alguns ao meu redor. Levantei uma pequena bacia de prata com as vísceras de nossa última vítima, e os pássaros consumiram com voracidade. Resolvi ir até a margem daquelas terras, e sentir o cheiro de morte que vinha lá do fundo do vale. E era realmente maravilhoso, centenas de corpos putrificados que produziam um perfume tão maravilhoso, que minhas veias se encheram duma essência primeva daqueles carniceiros que, voando, me coroavam.
Descemos, naquele dia, e nos alimentamos fartamente. Fim do oitavo dia.
Cheers!
Calcei-me e reuni alguns ao meu redor. Levantei uma pequena bacia de prata com as vísceras de nossa última vítima, e os pássaros consumiram com voracidade. Resolvi ir até a margem daquelas terras, e sentir o cheiro de morte que vinha lá do fundo do vale. E era realmente maravilhoso, centenas de corpos putrificados que produziam um perfume tão maravilhoso, que minhas veias se encheram duma essência primeva daqueles carniceiros que, voando, me coroavam.
Descemos, naquele dia, e nos alimentamos fartamente. Fim do oitavo dia.
Cheers!
terça-feira, 21 de julho de 2009
Antes que o sol se ponha
Cansado da grande caçada, o deus deixou seu arco encostado em uma rocha e adormeceu...
For My Lady In Rio
Howdy, friend, beggin' your pardon,
Is there somethin' on your mind?
You've gone and sold all your belongings,
Is that something in your eye?
Well, i know you really never
Liked the way it all goes down;
Go on, hideaway.
What's that you say?
We're all bound for the graveyard;
Oooh, i wish you well.
Think it's gonna rain,
Oh, what's the diff'rence,
Is there some way i can help?
'cause you know, i'm gonna miss you
When you're gone, oh, lord,
Wish i could hideaway
Hold on, give yourself a chance,
I can hear the leavin' train.
All aboard! goodbye, goodbye, goodbye!
Oooh, i wish you well.
See you soon, maybe tomorrow.
You can never tell;
"cause you know, i'm gonna miss you
When you're gone, oh,
Wish i could hideaway
Hideaway, hideaway, hideaway, hideaway.
Hideaway, hideaway,
Hideaway, hideaway.
(Wish I Could) Hideaway - Creedence Clearwater Revival
Is there somethin' on your mind?
You've gone and sold all your belongings,
Is that something in your eye?
Well, i know you really never
Liked the way it all goes down;
Go on, hideaway.
What's that you say?
We're all bound for the graveyard;
Oooh, i wish you well.
Think it's gonna rain,
Oh, what's the diff'rence,
Is there some way i can help?
'cause you know, i'm gonna miss you
When you're gone, oh, lord,
Wish i could hideaway
Hold on, give yourself a chance,
I can hear the leavin' train.
All aboard! goodbye, goodbye, goodbye!
Oooh, i wish you well.
See you soon, maybe tomorrow.
You can never tell;
"cause you know, i'm gonna miss you
When you're gone, oh,
Wish i could hideaway
Hideaway, hideaway, hideaway, hideaway.
Hideaway, hideaway,
Hideaway, hideaway.
(Wish I Could) Hideaway - Creedence Clearwater Revival
A Exato Um Ano Atrás
Veio na minha direção, com os braços abertos, sorrindo. Rosto sujo de sorvete, mão úmida de refrigerante, poucas palavras. Abraçou-me fortemente. Eu retribuí o abraço, felicíssimo. Logo começou a me sujar, com aqueles beijinhos pueris, dizia "tava com saudade do senhor, tio", e eu só sorrisos. Parecia bem mais feliz que quando de sua partida.
A mãe veio me saudar. Parecia bem surpresa, achava que a filha não lembraria daquele bardo que fazia sua cria dormir n'aurora de outros tempos. Nos abraçamos, e eu de presente na mão, quase esquecendo de dá-lo. Duas crianças felizes, mãe e filha. As duas de verde, mas um verde princesa. E eu estava todo de preto, destoava dos outros convidados.
Eu a chamo de Pequeno Rio. Sua mãe é Sonora, às vezes eu a chamo também de Mel, pelo doce de suas palavras. Vendo as duas numa grande festa, muitos convidados, o avô, a avó, tios e primos. Uma bela reunião. Sua irmã, minha Fantasminha, estava bela, em meio aos gritos dos pequenos que corriam para todos os lados. E eu sempre a mesma criança, brinquei com todos.
Dá saudade de tanto. Há tanto do que se ter saudade...
Cheers!
A mãe veio me saudar. Parecia bem surpresa, achava que a filha não lembraria daquele bardo que fazia sua cria dormir n'aurora de outros tempos. Nos abraçamos, e eu de presente na mão, quase esquecendo de dá-lo. Duas crianças felizes, mãe e filha. As duas de verde, mas um verde princesa. E eu estava todo de preto, destoava dos outros convidados.
Eu a chamo de Pequeno Rio. Sua mãe é Sonora, às vezes eu a chamo também de Mel, pelo doce de suas palavras. Vendo as duas numa grande festa, muitos convidados, o avô, a avó, tios e primos. Uma bela reunião. Sua irmã, minha Fantasminha, estava bela, em meio aos gritos dos pequenos que corriam para todos os lados. E eu sempre a mesma criança, brinquei com todos.
Dá saudade de tanto. Há tanto do que se ter saudade...
Cheers!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Para Al Qimista
Misture um terço daquele pó danaga, deixe o óleo da pele da raposa escorrer um pouco, o excesso dele prejudica todo o processo. Deixe duas garrafas preparadas. Junte numa panela de cobre o restante do ningum e vá mexendo até formar uma crosta. Mexa firmemente e adicione o soulém, não esqueça de retirar os talos e as folhas amareladas. Complete com o nose dinigo e continue mexendo. Se endurecer, vá colocando o pó danaga que a mistura se solta. Encha as garrafas.
Quando a feira começar, separe as raízes douro das raízes choses, elas fedem quando entram em contato uma com a outra. As garrafas devem ficar num local de destaque. Ah, peço que você não negocie as estrelas que coletamos no mar por nenhuma essência ou equivalente. Aquelas estrelas são muito difíceis de serem encontradas, só podendo ser trocadas por almoses, ou até por uma porção bem generosa de eqo dímbrico.
Voltarei antes da viagem de sua tia.
Sobrelo D'astÁlga.
Quando a feira começar, separe as raízes douro das raízes choses, elas fedem quando entram em contato uma com a outra. As garrafas devem ficar num local de destaque. Ah, peço que você não negocie as estrelas que coletamos no mar por nenhuma essência ou equivalente. Aquelas estrelas são muito difíceis de serem encontradas, só podendo ser trocadas por almoses, ou até por uma porção bem generosa de eqo dímbrico.
Voltarei antes da viagem de sua tia.
Sobrelo D'astÁlga.
sábado, 18 de julho de 2009
Fire in the HOLE!
O vento frio, naquela febre incurável, debaixo de lençóis. Tremia, e o fogo mágico que abrandava para logo depois me possuir incendiava cada vez mais minhas idéias. Não parecia ser um domingo a tarde. Leve torpor, quase nenhuma noção do tempo, algumas palavras ditas inaudivelmente, cheiro de suor.
Realmente o drink havia sido o melhor da noite. Leves humores...
Cheers!
Realmente o drink havia sido o melhor da noite. Leves humores...
Cheers!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Pensamento do Novo
O seu pensamento mais original era copiar a vida dos outros. Imaginei que da última conversa você tivesse tirado alguma lição, até porque eu consegui tirar. E eu sempre fui tão acusado de ser meio lento das idéias...
Daí eu me dei conta que você sequer está perto. Não está, por mais que ainda sinta teu cheiro, e sinta tua essência nas coisas velhas que, costumaz, eu roubava de você. E tenho tão pouco tempo com sua lembrança. E parece tão pouco tempo. É pouco tempo.
Cheers!
Daí eu me dei conta que você sequer está perto. Não está, por mais que ainda sinta teu cheiro, e sinta tua essência nas coisas velhas que, costumaz, eu roubava de você. E tenho tão pouco tempo com sua lembrança. E parece tão pouco tempo. É pouco tempo.
Cheers!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
anaruB animraC
Carmina moralia et satirica
Carmina veris et amoris
Carmina lusorum et potatorum
Carmina divina
Ludi
Supplementum
Carmina veris et amoris
Carmina lusorum et potatorum
Carmina divina
Ludi
Supplementum
"Egestatem
Potestatem"
Potestatem"
Óleo na pista
O taxista disse que a corrida custaria 30, mas eu não me importei. Fazia tempo que eu não tentava aquilo novamente e a ansiedade me mata aos poucos. Parecia que tudo começava a ter sentido. Eu pensava pouco naquilo, mas sempre destinava alguns momentos para não deixar a mente esquecida da importância dessa coisa. Como eu não sou uma pessoa tão objetiva a ponto de dar respostas e nem tão evasivo a ponto de só ter perguntas, nada pode ser dito a mais do que já foi. Então, parafraseando um verso que vi:
Cheers!
Serei breve
terminei!
terminei!
Cheers!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Pranto
Ser e
estar
só
nada espera
tudo almeja
claro
distante e
sempre.
Ser e
estar
no recomeço
as palavras
rouquidão
choro
nunca perto
sempre
no coração.
O Odioso Yabukishin
estar
só
nada espera
tudo almeja
claro
distante e
sempre.
Ser e
estar
no recomeço
as palavras
rouquidão
choro
nunca perto
sempre
no coração.
O Odioso Yabukishin
Coisas a se dizer para uma mulher
Quantos anos você diz que tem mesmo? Quem mente mais, você ou o espelho? Dê a marcha ré, você acabou de bater no carro da frente... não, não, para, você acabou de bater no carro de trás. Seu bigode está me incomodando. Você gasta mais com o cabelo do que com comida! Nossa, qual o número do seu sapato? Seu nariz é assim mesmo? Aaaah, sua unha é postiça néam! Você devia usar salto. Você não sabe andar de salto sabia? Eu reconheci o galope do seu salto de longe. Sua maquiagem está escorrendo. Oooolha, está aqui a cicatriz da sua prótese de silicone. Você devia usar aparelho. Por que você não usa uma meia calça? É melhor você parar com essa dieta, não tá adiantando. Vem cá, eu te ajudo a atravessar a rua. Amooor, tem uma barata na sua gaveta de calcinhas. Qual a marca da sua tintura? Você estava mais magra da última vez que te vi. Nossa, mas que mão grossa, mais que a minha até! Adoro quando você fica assim, caladinha, só me olhando. Esse perfume me lembra o da minha ex-namorada. O cachorro comeu seu sapato. Você está igual a minha mãe quando vai pra igreja. Eu li seu diário. Eu não acredito que você não lembra do que você fez ontem, bêbada, na festa. Sua mãe me perguntou se a gente usou camisinha ontem. Amor, deixa o biquini e veste o maiô. O que tem na sua bolsa? Já parou pra pensar que o nosso lance não é para sempre? Salsicha com ovo de novo amor? Não durmi a noite toda com seus roncos...
Cheers, hehehehehehehehe...
Cheers, hehehehehehehehe...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
O empate
O homem em conflito com a criança que outrora fora, tempos atras, num jogo que o consome. Angustiante tratamento dado a si mesmo, parece mais uma doença, uma doença mental. Piora quando a lua está lá em cima. O confronto se dá numa das noites mais nubladas. E a criança chora, e perde.
O homem acha que está livre de todo o peso de sua consciência. Na pior das hipóteses, ele só está um pouco mais leve. E estar mais leve não significa estar bem...
"É preciso ouvir tantos "sim" pra valorizar um simples "não"?"
Cheers!
O homem acha que está livre de todo o peso de sua consciência. Na pior das hipóteses, ele só está um pouco mais leve. E estar mais leve não significa estar bem...
"É preciso ouvir tantos "sim" pra valorizar um simples "não"?"
Cheers!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A música
O espírito se eleva quando sua essência primeira, aquela que também o adorna, é sentimento puro, é incorporada nos menores detalhes de sua vida. E todos os seus fins estarão esperando o seu próprio começo. A felicidade será uma ponte para a própria felicidade, e o romantismo se torna o caminho mais fácil para os romanticos. Liberdade excelsa!
Como em jardins da nobre morada da alma, pássaros revoando por brilhantes flores, audaciosos voos. A matreira raposa passeia, discurso dos que, medrosos, se escondem de caçadores. É antagonico! O equilíbrio está próximo da perfeição...
Dourados anos de sabedoria imortal!
Cheers!
J.A.W.A.
Como em jardins da nobre morada da alma, pássaros revoando por brilhantes flores, audaciosos voos. A matreira raposa passeia, discurso dos que, medrosos, se escondem de caçadores. É antagonico! O equilíbrio está próximo da perfeição...
Dourados anos de sabedoria imortal!
Cheers!
J.A.W.A.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Give a coin
"If you gave me just a coin
for every time we say goodbye ...
Well, I'd be rich beyond my dreams
I'm sorry for my weary life"
Há um sólido sentimento que se fragmenta a cada dia dentro de mim. E numa oportuna hora ele se fará pó, e isso se dará no mais secreto jardim de minha alma. Cada grão se tornará a semente de coisa triste em terra fértil de felicidade. E se chove, as palavras serão outras fertilizantes.
Ai! Que dor! Ai de mim qualquer dia desses! Se eu não pudesse mais ver onde vai para toda essa minha esperança. Ela é tão pouca.
Ai de mim!
for every time we say goodbye ...
Well, I'd be rich beyond my dreams
I'm sorry for my weary life"
Há um sólido sentimento que se fragmenta a cada dia dentro de mim. E numa oportuna hora ele se fará pó, e isso se dará no mais secreto jardim de minha alma. Cada grão se tornará a semente de coisa triste em terra fértil de felicidade. E se chove, as palavras serão outras fertilizantes.
Ai! Que dor! Ai de mim qualquer dia desses! Se eu não pudesse mais ver onde vai para toda essa minha esperança. Ela é tão pouca.
Ai de mim!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Esta é uma despedida
As estrelas eram as únicas testemunhas. Chuvia uma fina chuva de início de noite. A serpente vinha, maliciosa, ao meu encontro. Todo seu veneno, todo seu veneno. Já faziam alguns anos que eu havia sido seduzido por ela. E naquele dia eu queria mais. Toda a sua malícia, a serpente, a malícia.
Sentei-me num muro baixo, e a vi chegar devagar. Só ouvia o chiado de minha respiração, noite fria. Meu pensamento era naquela tão mal fadada ópera que cantava, zumbia, em meus ouvidos. Os acordes, sonora opinião neo românica, profunda. Meus olhos mareados dum líquido sedoso. A platéia soava tantas coisas imundas, eu me enchia de ódio. E ali, no fim daquela, os víveres acabariam todos, a fome nos consumiria. A fome, a fome. Algo dentro de mim transformava...
O divertido era insano. Havia uma roda punk no meio de nós, cuns melhores acordes que já havia escutado. Mas mais ninguém queria ouvir! Era o abandono do inóspito lugar! E corriam, corriam, os ouvidos corriam todos. Clamavam, gritavam. E eu só lembrava do prazer que proporcionava.
A serpente chamou. Desço e recebo seu beijo. Meu planeta era tão mais distante que todo seu veneno, todo seu veneno. Nalgum lugar de minha lembrança eu avistara um lugar que me queira. Ia para lá. Aqui ainda era noite. Ainda era noite dentro de mim, também. E a magia me envolveu e eu pude gritar a dor.
E quando meu sangue tocou a terra... eu fui!
Cheers!
Sentei-me num muro baixo, e a vi chegar devagar. Só ouvia o chiado de minha respiração, noite fria. Meu pensamento era naquela tão mal fadada ópera que cantava, zumbia, em meus ouvidos. Os acordes, sonora opinião neo românica, profunda. Meus olhos mareados dum líquido sedoso. A platéia soava tantas coisas imundas, eu me enchia de ódio. E ali, no fim daquela, os víveres acabariam todos, a fome nos consumiria. A fome, a fome. Algo dentro de mim transformava...
O divertido era insano. Havia uma roda punk no meio de nós, cuns melhores acordes que já havia escutado. Mas mais ninguém queria ouvir! Era o abandono do inóspito lugar! E corriam, corriam, os ouvidos corriam todos. Clamavam, gritavam. E eu só lembrava do prazer que proporcionava.
A serpente chamou. Desço e recebo seu beijo. Meu planeta era tão mais distante que todo seu veneno, todo seu veneno. Nalgum lugar de minha lembrança eu avistara um lugar que me queira. Ia para lá. Aqui ainda era noite. Ainda era noite dentro de mim, também. E a magia me envolveu e eu pude gritar a dor.
E quando meu sangue tocou a terra... eu fui!
Cheers!
sábado, 30 de maio de 2009
Quando o sol bater na janela do teu quarto
Quantos de mim você conhece? Por que você finge que não me quer? Que não existe nada maior que meus defeitos? Até quando você vai tentar esquecer de todas as declarações que te fiz? Quem é o homem que está com você principalmente nos momentos mais importantes?
A infelicidade está para quem a procura. Não existem motivos para que você me olhe desse jeito. Não me olhe desse jeito. Me olhe assim. Sempre me olhe. Eternamente.
Eu já estou com saudade!
Cheers!
A infelicidade está para quem a procura. Não existem motivos para que você me olhe desse jeito. Não me olhe desse jeito. Me olhe assim. Sempre me olhe. Eternamente.
Eu já estou com saudade!
Cheers!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
minus one dot seven degrees
Closest approach to Earth: 34,600,000 miles
Mean distance from the sun: 141,600,000 miles
Period of rotation around the sun: 1.88089 years
Sidereal rotation period: 24 hours, 37 minutes, 22.66 seconds
Mean surface atmospheric temperature: -23 degrees
Visual albedo: 0.159
Pole star BD 52, degrees 2,880
Visual magnitude at mean opposition: -2.01
Mass: 0.1074
Density: 3.93...
o Fortuna, velut Luna, statu variabilis...
Diameter: 0.532
Inclination for equated orbit: 24.936 degrees
Gravitational escape velocity: 3,121 miles per hour
Inclination for orbit: 1....
Mean distance from the sun: 141,600,000 miles
Period of rotation around the sun: 1.88089 years
Sidereal rotation period: 24 hours, 37 minutes, 22.66 seconds
Mean surface atmospheric temperature: -23 degrees
Visual albedo: 0.159
Pole star BD 52, degrees 2,880
Visual magnitude at mean opposition: -2.01
Mass: 0.1074
Density: 3.93...
o Fortuna, velut Luna, statu variabilis...
Diameter: 0.532
Inclination for equated orbit: 24.936 degrees
Gravitational escape velocity: 3,121 miles per hour
Inclination for orbit: 1....
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Du Hast
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis zum Tod der scheide
Sie lieben auch in schlechten Tagen...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein...?
Nein
Nein
Du Hast - Rammstein
Provavelmente não haverá perdão...
Cheers!
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis zum Tod der scheide
Sie lieben auch in schlechten Tagen...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein...?
Nein
Nein
Du Hast - Rammstein
Provavelmente não haverá perdão...
Cheers!
terça-feira, 26 de maio de 2009
Quantos fins você conhece?
"Eu te falei que a felicidade não estava naquele pote, ela estava do lado do açucar, na prateleira do meio. Porque você só fala por enigmas? Porque a gente não deve se revelar por inteiro... Nem se fosse pra mim? Para ninguem! Pra ninguem? É. E o que falta de ti pra que eu te conheça? Você me diz... Como assim? Você é meu espelho agora, me diga você? Mas como posso falar de algo que eu não conheço? Da mesma forma que eu deva tentar me revelar por inteiro para você! Isso não faz sentiiido! Faz desde que você não entenda as coisa por inteiro... Ah, lá vem ele! Eu estou falando sério! Tá bom, mas me explica tudo isso, pelamordedeeeus! A gente não conhece ninguém por completo. Eu sei disso! Então como você pode desejar que alguém se revele por inteiro para você? Mas foi isso que eu pedi? Epa, essa tática é minha! Aaaaah, isso mesmo, eu só falei que você só fala por enigmas, não pedi pra que tu te revelasse por inteiro! Glup! Cheio de marra, se fazeeendo néaaam? Bom, o importante é que você captou a mensagem... Desde o começo! Que começo? Quantos você conhece? De tantas formas possíveis, é forçoso dizer só uma! Existem muitos começos então é? Dependendo da forma que se entendeu o assunto, o fato ou somente a idéia... Que nada, você é que gosta de complicar tudo! Ou então a gente simplifica dizendo algo bem genericista... Ou então você simplifica parando de me encher o saco com tanta, tanta, taaanta conversa! Oh, tá bom então, eu não conveeeerso mais! É, é isso mesmo! Oquêêêi!
Ai amor, descuuulpa... Que nada, vem deitar aqui comiigo!..."
Eu transcrevi esse diálogo doido pra mostrar para você que até quando a gente não se entende, rende uma boa história. Você é minha melhor personagem, minha melhor atriz, a melhor letra de música mundana que eu conheço. Quando você for, eu serei ainda tão pequeno, e você saberá disso. Você verá o mar, e eu só verei o rio. Você voará, e eu a sustentarei em meus pensamentos...
Não há espaço para tristezas, quando muito, mas já me dá saudade de tantas coisas. Eu não vou me despedir. Está longe o dia da pouca esperança. Mais ainda o da esperança nenhuma. Então não me fale em desistir, porque, por mim, eu te imploraria...
Cheers!
silêncio de dez segundos...
Ai amor, descuuulpa... Que nada, vem deitar aqui comiigo!..."
Eu transcrevi esse diálogo doido pra mostrar para você que até quando a gente não se entende, rende uma boa história. Você é minha melhor personagem, minha melhor atriz, a melhor letra de música mundana que eu conheço. Quando você for, eu serei ainda tão pequeno, e você saberá disso. Você verá o mar, e eu só verei o rio. Você voará, e eu a sustentarei em meus pensamentos...
Não há espaço para tristezas, quando muito, mas já me dá saudade de tantas coisas. Eu não vou me despedir. Está longe o dia da pouca esperança. Mais ainda o da esperança nenhuma. Então não me fale em desistir, porque, por mim, eu te imploraria...
Cheers!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Pagan Baby!
Pagan baby, won't you walk with me?
Pagan baby, come on home with me.
Pagan baby, take me for a ride.
Roll me, baby, roll your big, brown eyes.
Yeah! ooh! ooh!
Pagan baby, let me make your name.
Drive it, baby, drive your big love game.
Pagan baby, what you got, i need.
Don't be savin', spread your love on me.
Aah! mm-mm-mm!
Pagan baby, now won't you rock with me?
Pagan baby, lay your love on me.
Yeah, yeah!
Aah! hey, hey!
Aah! hey! yeah!
Hey! hey! haaaaaaay!
Pagan Baby - Creedence Clearwater Revival
Esta letra vai em homenagem a você, das sombras...
Cheers!
Pagan baby, come on home with me.
Pagan baby, take me for a ride.
Roll me, baby, roll your big, brown eyes.
Yeah! ooh! ooh!
Pagan baby, let me make your name.
Drive it, baby, drive your big love game.
Pagan baby, what you got, i need.
Don't be savin', spread your love on me.
Aah! mm-mm-mm!
Pagan baby, now won't you rock with me?
Pagan baby, lay your love on me.
Yeah, yeah!
Aah! hey, hey!
Aah! hey! yeah!
Hey! hey! haaaaaaay!
Pagan Baby - Creedence Clearwater Revival
Esta letra vai em homenagem a você, das sombras...
Cheers!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
A piada não foi engraçada...
Por capricho o rei não deixou os seus súditos mais informados. Morreu sentado no trono, numa sala vazia.
Eu pareço o súdito. Só não sei porque o rei não me diz, mas que eu pergunto, eu pergunto...
Cheers!
Eu pareço o súdito. Só não sei porque o rei não me diz, mas que eu pergunto, eu pergunto...
Cheers!
terça-feira, 19 de maio de 2009
A ponte
"Ama me fideliter
Fidem meam nota
De corde totaliter
Et Ex mente tota"
Nalgum lugar em que o sabor do vento é sempre doce, num lugar em que estamos todos abençoados, como se anjos nos soprassem a felicidade. Vamos caminhar juntos?
Cheers!
Fidem meam nota
De corde totaliter
Et Ex mente tota"
Nalgum lugar em que o sabor do vento é sempre doce, num lugar em que estamos todos abençoados, como se anjos nos soprassem a felicidade. Vamos caminhar juntos?
Cheers!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia VI
Lentamente a música foi cessando, todos os convidados foram ficando sonolentos, e uma grande tromba d'água surgiu. A animação foi acabando, a fogueira apagou-se e pequenas luzes levantaram-se do charco, como se pequenas fadas, lamparinas do ar, para velar nosso sono. O velho voltou para sua caverna, nos meandros obscuros da grande floresta. O urso, grande dramaturgo da noite, recolheu-se em sonhos. Todos os outros bichos entraram no transe noturno diário. E eu assistia tudo, sem sono, mas feliz. Levantei a capa do livro e saí. Estava quente.
E eu previa chuva.
Cheers!
E eu previa chuva.
Cheers!
domingo, 17 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia V
O omicron e distante universo que existe dentro de mim foi finalmente revelado, numa superior experiência luminosa. Todas as palavras faziam sentido como se encantamentos e mágicas libertadoras tivessem sido invocadas naquele momento. Mas o tempo estava alterado. Então um momento eram nada mais que dias, e algumas noites duravam tanto quanto alguns segundos, e podíamos voltar algumas horas atrás, e respirar a velha poeira estelar doutrora o passado. Eu via toda a peleja d'alma naquele círculo de imagens anacrônicas em que meu corpo físico se encontrava e onde meditava. Os místicos já haviam falado que não havia distinção entre o que se vê e o que se inspira pelos nossos narizes, tudo é energia.
Se cura a energia, cura-se o mal.
Cheers!
Se cura a energia, cura-se o mal.
Cheers!
sábado, 16 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia IV
Das estrelas vieram cantos suaves, uma ópera magnífica, e encontravam na gente a pureza da alma, receptora, mãe doadora. A grande fogueira baixou aos poucos seu lume, e então entrou nos céus a formosa Lua. As águas subiram, submergiram seres luminosos, e toda a sorte de mistérios, junto com os segredos. Sim, segredos e mistérios. Naquela noite eu não nasceria novamente somente por causa do estar de cada coisa, maravilhado pela incrível narrativa. Pelas fontes que nunca cessavam, pelas entranhas da noite que abrigavam olhos obscurecidos. E o beijo de boa noite foi ter sentido a luz lunar acizentada tocando nossa pele, a idéia que fazíamos do limite de nossos corpos. E mesmo com a grande fogueira, e o canto das estrelas, nós dançávamos e brindávamos.
Leves bacantes noturnos...
Cheers!
Leves bacantes noturnos...
Cheers!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia III
Sessenta anos depois, o velho decrépito se levanta n'aurora de outro dia e a floresta toda vira-se para saudá-lo. Os pássaros estão todos receiosos de voar, pois a poderosa voz desse velho ainda é potente o suficiente para varrer os ares. E o filho desse senhor da floresta é quem rompe a terra com seus saltos, e seus netos são os que agitam as águas. E a grande floresta não viveria sem eles. E todos os descendentes serão as grandes almas do fogo, do ar, da terra e da água. Seres poderosos, viajantes incrédulos de suas próprias sortes. Visões que a grande fogueira me deu em breves relâmpagos, e numa sempreterna e aquecida visita em minh'alma.
Então o sol se pôs, e as estrelas puderam falar...
Cheers!
Então o sol se pôs, e as estrelas puderam falar...
Cheers!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia II
Continuando o enfado. Longos discursos com breves monossílabos, a fumaça nos deixava muito mais atentos. Acelerávamos o nosso estado, e o corpo não acompanhava o ritmo. A serpente se escondia por entre o brejo, serpente brejeira. Curiosamente ouvíamos músicas, instrumentos de sopro, as peles surdinhas ao fundo. Eu ria, extasiado. Via os frutos da grande árvore caindo. Riquíssimas letras sonoras, debutantes cantos tétricos, almoço, almoço, alguém gritava ao lado. E todos corriam ao redor da grande fogueira. E eu olho para a fogueira, e ela olha para mim. Olhos vermelhos crepitantes, lambiam o ar. A poderosa cantoria, a fina fagulha duma festa infinita. Toda a floresta cantava. Das janelas se viam as nuvens, das portas, os neófitos. Todos estavam lá. E eu adormecia, adormecia.
Travesseiro gostoso...
Cheers!
Travesseiro gostoso...
Cheers!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia
Eu entro dentro da caixa e uma porta se fechou atrás de mim. Alguns sons quase inaudíveis me assustaram por alguns segundos. Vinham de uma pequena luz piscando no fim do corredor de pedra. Eu nem precisava estudar ontem. Os pequenos textos estavam todos lá, com suas marcações. Minha mente estava cada vez mais pesada, e os sons foram ficando mais altos. Risos, uma fogueira crepitando ao fundo. Uma grande orgia da carne aos deuses, e meus sonhos nunca mais foram os mesmos. Eu derrubei meus cabelos de minha cabeça, e com eles foram algumas folhas do cinza sentimento. Embora todos estivessem sorrindo, eu via tudo com estranheza. Era o convidado surpresa. Não havia anfitrião, somente a fogueira, grande chama eterna, etérea, nos aproximava, nos puxava, hipnótica naquela noite d'estrelas.
O urso discursava bem.
Cheers!
O urso discursava bem.
Cheers!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Breve e calmo tanto quanto sereno
A mente está o tempo todo ocupada. Eu me pergunto: quando é que o corpo vai conseguir acompanhar a mente?
Cheers!
Cheers!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
E fala a princesa..
Você me fez uma pergunta, e te pedi tempo para pensar na resposta. Você sabe que não era pela resposta, mas pela importância da pergunta. A pergunta: quando foi que eu comecei a te amar. Uma boa pergunta.
Comecei a te amar quando vi que eu voltava para casa repetindo versos. Comecei a te amar quando eu pensava nas besteiras que você dizia o tempo todo e sorria, sozinha. Comecei a te amar quando vi que você sempre me ouvia, mesmo não gostando do que eu falava. Você era o único que permanecia ali. Comecei a te amar quando não conseguia mais ficar um único dia sem ouvir tua voz, e passar o desespero de sobreviver às tuas brincadeiras. Aqueles momentos em que eu me permitia "descer do salto" e correr descalça na rua atrás de uma bola. Eu comecei a te amar quando você, dentre tantas outras coisas, pois você está sempre fazendo mais de duas coisas ao mesmo tempo, me trouxe flores roubadas da casa de alguém que não gostou nada e te perseguiu. Eu comecei a te amar quando vi que você tem sempre frescos na memória os momentos mais felizes, e ri dos mais tristes.
Na verdade houveram muitos momentos que me fizeram começar a te amar. Eu percebia que você estava lentamente me guiando, sempre sorrindo, pra um caminho tão distante daquele que eu tinha na minha rotina. Se dizes que você me corrompeu, foi por isso. Era pra eu ser uma pessoa centrada nos meus objetivos, cheias de neuras, com pouco tempo pros amigos, uma workaholic, uma mulher sem filhos, ou até uma dessas abomináveis "patricinhas". Era pra eu ser uma incorrigível vítima do que consumo, uma pálida mulher adornada com "desnecessariedades". Era pra eu ser a melhor da minha turma, era pra eu ser a mais assídua, a mais arrumada, a mais soberba, a mais insone, a mais obediente. Era pra eu ter sido tanta coisa.
E se você quer saber, comecei a te amar quando enxerguei a pessoa que você é, não somente a pessoa que você interpreta ser. Sempre com suas bravatas, um verdadeiro bardo, há quem se enganem com suas palavras. E tão logo percebi que você é mais que suas próprias histórias, eu te amei, e me entreguei a você. Sentia que você descobria o mundo comigo. Sentia que você correspondia, mas cheio de dúvidas, essas que te transformam num outro homem. E te amei quando você se tornou a pessoa generosa comigo que sempre foi. Seu reclamão!
Luciano, a vida permitiu que você se "esgueirasse" para perto de mim. Desci do alto do meu castelo para ouvir tuas músicas, ó bardo. A vida permitiu que eu aprendesse contigo o sentido de sentir no meu coração as vibrações da própria vida. Aprendi contigo a sentir inexplicáveis coisas, a falar do que sinto, a ouvir os meus próprios apelos. Tudo isso, tudo, me fez perceber que eu te amo. Coisas que eu aprendi com você me fizeram te amar. A mudança que fizemos juntos, isso tudo me fez perceber o quanto eu te amo. Nunca duvide disso.
J.A.W.A.
Comecei a te amar quando vi que eu voltava para casa repetindo versos. Comecei a te amar quando eu pensava nas besteiras que você dizia o tempo todo e sorria, sozinha. Comecei a te amar quando vi que você sempre me ouvia, mesmo não gostando do que eu falava. Você era o único que permanecia ali. Comecei a te amar quando não conseguia mais ficar um único dia sem ouvir tua voz, e passar o desespero de sobreviver às tuas brincadeiras. Aqueles momentos em que eu me permitia "descer do salto" e correr descalça na rua atrás de uma bola. Eu comecei a te amar quando você, dentre tantas outras coisas, pois você está sempre fazendo mais de duas coisas ao mesmo tempo, me trouxe flores roubadas da casa de alguém que não gostou nada e te perseguiu. Eu comecei a te amar quando vi que você tem sempre frescos na memória os momentos mais felizes, e ri dos mais tristes.
Na verdade houveram muitos momentos que me fizeram começar a te amar. Eu percebia que você estava lentamente me guiando, sempre sorrindo, pra um caminho tão distante daquele que eu tinha na minha rotina. Se dizes que você me corrompeu, foi por isso. Era pra eu ser uma pessoa centrada nos meus objetivos, cheias de neuras, com pouco tempo pros amigos, uma workaholic, uma mulher sem filhos, ou até uma dessas abomináveis "patricinhas". Era pra eu ser uma incorrigível vítima do que consumo, uma pálida mulher adornada com "desnecessariedades". Era pra eu ser a melhor da minha turma, era pra eu ser a mais assídua, a mais arrumada, a mais soberba, a mais insone, a mais obediente. Era pra eu ter sido tanta coisa.
E se você quer saber, comecei a te amar quando enxerguei a pessoa que você é, não somente a pessoa que você interpreta ser. Sempre com suas bravatas, um verdadeiro bardo, há quem se enganem com suas palavras. E tão logo percebi que você é mais que suas próprias histórias, eu te amei, e me entreguei a você. Sentia que você descobria o mundo comigo. Sentia que você correspondia, mas cheio de dúvidas, essas que te transformam num outro homem. E te amei quando você se tornou a pessoa generosa comigo que sempre foi. Seu reclamão!
Luciano, a vida permitiu que você se "esgueirasse" para perto de mim. Desci do alto do meu castelo para ouvir tuas músicas, ó bardo. A vida permitiu que eu aprendesse contigo o sentido de sentir no meu coração as vibrações da própria vida. Aprendi contigo a sentir inexplicáveis coisas, a falar do que sinto, a ouvir os meus próprios apelos. Tudo isso, tudo, me fez perceber que eu te amo. Coisas que eu aprendi com você me fizeram te amar. A mudança que fizemos juntos, isso tudo me fez perceber o quanto eu te amo. Nunca duvide disso.
J.A.W.A.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Bios
Logo que eu nasci fui levado pra uma outra sala, enrolado num pano de hospital verde, 40x40. Eu chorava um tanto. As enfermeiras falavam coisa pra me acalmar, mas não dava, o ar queimava meus pulmões nada acostumados com ele. Eu tentava abrir os olhos, mas era muito difícil com tanto muco que vinha junto com a minha placenta. Ah, a minha placenta! Ela foi meu primeiro travesseiro!
A enfermeira que ficou ao meu lado era uma mulher morena clara, magra, de cabelos castanhos. Me chateou o fato das mãos delas estarem o tempo todo com luvas. Eu desejava, naquela altura, sentir o toque da mão humana. Não aquela do médico que me puxou. Meu parto foi de cesárea. E eu fui o primeiro. Minha mãe nem sentiu nada. Isso me deixa confortável. Ela não pode dizer que eu já nasci causando dor.
Lembro que o doutor que fez meu parto, aliás, o da minha mãe, chamava-se Henrique. Ele era auxiliado pela doutora Marlene. Não lembro do nome da outra enfermeira, a de cabelos claros. Mas não importa, ela foi embora logo. Se não queria saber de mim, eu também não queria saber dela. Ou talvez ela só quissesse fumar um cigarro depois de vinte e oito minutos só de parto. Eu até entenderia. Isso gera muito estresse.
Coitada da enfermeira, eu penso agora.
Cheers!
A enfermeira que ficou ao meu lado era uma mulher morena clara, magra, de cabelos castanhos. Me chateou o fato das mãos delas estarem o tempo todo com luvas. Eu desejava, naquela altura, sentir o toque da mão humana. Não aquela do médico que me puxou. Meu parto foi de cesárea. E eu fui o primeiro. Minha mãe nem sentiu nada. Isso me deixa confortável. Ela não pode dizer que eu já nasci causando dor.
Lembro que o doutor que fez meu parto, aliás, o da minha mãe, chamava-se Henrique. Ele era auxiliado pela doutora Marlene. Não lembro do nome da outra enfermeira, a de cabelos claros. Mas não importa, ela foi embora logo. Se não queria saber de mim, eu também não queria saber dela. Ou talvez ela só quissesse fumar um cigarro depois de vinte e oito minutos só de parto. Eu até entenderia. Isso gera muito estresse.
Coitada da enfermeira, eu penso agora.
Cheers!
sábado, 2 de maio de 2009
Conversê
Manaus, 18 de Maio de 2009
Mãe, estou indo para casa. Não consegui aquelas plantas que a senhora pediu, nem as folhas pro chá que a vovó tanto queria. A minha paciência acabou, e nossa tia ainda não ficou boa. Estou voltando, mas vou deixar 300 reais pra titia. Espero que ela não gaste com bebida.
P.S.: se achar a chave da moto, me liga.
Cheers!
Mãe, estou indo para casa. Não consegui aquelas plantas que a senhora pediu, nem as folhas pro chá que a vovó tanto queria. A minha paciência acabou, e nossa tia ainda não ficou boa. Estou voltando, mas vou deixar 300 reais pra titia. Espero que ela não gaste com bebida.
P.S.: se achar a chave da moto, me liga.
Cheers!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Mentalize
Fortuito encontro, muito vinho, algumas lembranças e fotos. Assistirás ao filme Cidade dos Anjos que te indiquei, e ficarás saudosa de alguns momentos mais do que suspeitos. Comerás tanto sorvete que te acharás solta no meio de roupa jogada em cima da cama. Na verdade te dará conta que está ficando como tuas coisas antigas e esquecidas, quadros e telas inacabadas, cada uma custando R$ 2.500.
Eu só vou dar mais sorrisos. Vou me entregar pra algum coração que me adote. Eu vou continuar a velha busca pela chance de ser feliz sem sê-lo. Destino, você pensa, oportunidade, eu peço. E nosso mistério permanece nalgum lugar onde escrevemos: "do outro lado está justamente o outro lado". Sim, a gente não se conhecia naquela época.
E ficarás sozinha. E eu ficarei tão cheio de amigos, e cada um deles me dará uma punhalada. E ficarás triste, e eu ficarei muito doente. Levantarás tua cabeça pro outro dia, e eu ficarei mais e mais acanhado, e sem as minhas esperanças.
Sinta a eternidade, sinta a infinitude.
Cheers!
Eu só vou dar mais sorrisos. Vou me entregar pra algum coração que me adote. Eu vou continuar a velha busca pela chance de ser feliz sem sê-lo. Destino, você pensa, oportunidade, eu peço. E nosso mistério permanece nalgum lugar onde escrevemos: "do outro lado está justamente o outro lado". Sim, a gente não se conhecia naquela época.
E ficarás sozinha. E eu ficarei tão cheio de amigos, e cada um deles me dará uma punhalada. E ficarás triste, e eu ficarei muito doente. Levantarás tua cabeça pro outro dia, e eu ficarei mais e mais acanhado, e sem as minhas esperanças.
Sinta a eternidade, sinta a infinitude.
Cheers!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Bilíngue
Quanto do meu equilíbrio eu perdi em anos tentando ajustar as coisas? Somente um pateta tão malssucedido como eu pra não perceber (e ousar) a mentira sempre reinante, sempre bela e presente. As flores do mal ainda lançam seus venenos pelo ar, campos e mais campos delas que nos fazem errar, fumar exarcebadamente, rs.
O kiliá não serviu porque não te pertencia. A dois metros do local das lalanas ficava um banco onde antigamente recitávamos poemas. Cadernos e mais cadernos daquela velha toula divertida, e de toula duven nada divertida. Éramos indecifráveis na nossa língua incomum. Tása eq qaro, lembra?
Que inveja dos teus cabelos bem mais arrumados!
Cheers! (ou tchád)
O kiliá não serviu porque não te pertencia. A dois metros do local das lalanas ficava um banco onde antigamente recitávamos poemas. Cadernos e mais cadernos daquela velha toula divertida, e de toula duven nada divertida. Éramos indecifráveis na nossa língua incomum. Tása eq qaro, lembra?
Que inveja dos teus cabelos bem mais arrumados!
Cheers! (ou tchád)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Bandeira branca, amor
Pergunte-se o que você está procurando. Pergunte-se quantas vezes você passou perto do seu objetivo, das respostas, da resolução e não deu atenção. Talvez pelo despreparo, pela sua idade, por sua falsa imparcialidade. Todos temos muitos motivos pra não enxergar aquilo que mais nos incomoda.
Vivamos, não somente cantemos os nossos hinos de discos de vinil furados.
Cheers!
Vivamos, não somente cantemos os nossos hinos de discos de vinil furados.
Cheers!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Deveras Latim
Como um corredor de espelhos, que refletem indefinidamente a imagem que há por trás do que está ali na sua frente, confundindo nossa visão, confundindo nossa melhor interpretação. Uma pequena sensação de que aquilo é uma visão surreal, quando nos damos conta que aquele túnel que se abre é somente a extensão daquilo que de fato nem existe. A vista se deixa enganar tão facilmente por um efeito tão simples, porem pertubador.
Em meio a esses pensamentos eu mergulho na minha pouca poesia, doentia perspectiva dum ser abissal que mora dentro de mim. Eu não posso deixar minha imaginação mexer com o oculto, eu não posso permitir o oculto brincar com a minha imaginação. A poesia é para os dias de chuva, tal qual as cartas que escrevia antigamente. A poesia não deveria estar infectada de tantos medos aparentes. O oculto é só para o lado que não se explica, e aquilo que não se explica está se abrindo aos poucos. Não há relato disso anteriormente. Parece muita viaaagem, você, leitor, pode pensar, mas não é.
Por hoje eu lembro da Flora, lembro do Jon, das minhas primas lá em Borba, e não paro de pensar nos meus planos para filmes e afins. Mas todas essas lembranças estão permeadas desse oculto que "conversa" com meu ser abissal, uma conversa um pouco longa. Essas pessoas supra citadas me libertam de passar meus dias tão sozinho comigo mesmo. Eu só consigo sentir o mais alto possível a essência das suas presenças.
Fora isso, é tudo um misto de poesia e oculto.
Cheers!
Em meio a esses pensamentos eu mergulho na minha pouca poesia, doentia perspectiva dum ser abissal que mora dentro de mim. Eu não posso deixar minha imaginação mexer com o oculto, eu não posso permitir o oculto brincar com a minha imaginação. A poesia é para os dias de chuva, tal qual as cartas que escrevia antigamente. A poesia não deveria estar infectada de tantos medos aparentes. O oculto é só para o lado que não se explica, e aquilo que não se explica está se abrindo aos poucos. Não há relato disso anteriormente. Parece muita viaaagem, você, leitor, pode pensar, mas não é.
Por hoje eu lembro da Flora, lembro do Jon, das minhas primas lá em Borba, e não paro de pensar nos meus planos para filmes e afins. Mas todas essas lembranças estão permeadas desse oculto que "conversa" com meu ser abissal, uma conversa um pouco longa. Essas pessoas supra citadas me libertam de passar meus dias tão sozinho comigo mesmo. Eu só consigo sentir o mais alto possível a essência das suas presenças.
Fora isso, é tudo um misto de poesia e oculto.
Cheers!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Magnífica êxtase dualista
O óbvio é que o corpo fechado não aceita a magia. O mundo natural se torna tão difícil de encarar, todo dia, o tempo todo. Sou um estranho no ninho. O que sinto é aquilo que jamais ninguém sentiu, e mesmo assim sei que há alguém com os meus mesmos sentidos. É algo inexplicável.
Metafísica no almoço, alquimia no jantar, e um roteiro de ação saindo tão brilhantemente. Volto-me aos meus afazeres com um feliz sorriso estampado, algo estranho pra hoje em dia. Estou decepcionado somente comigo mesmo. Mas mais por estar longe da minha "questão alteridade" do que por tudo o que estou produzindo.
E a pergunta que não quer calar: dar o melhor de si é chegar ao máximo de seus esforços?
Cheers!
Metafísica no almoço, alquimia no jantar, e um roteiro de ação saindo tão brilhantemente. Volto-me aos meus afazeres com um feliz sorriso estampado, algo estranho pra hoje em dia. Estou decepcionado somente comigo mesmo. Mas mais por estar longe da minha "questão alteridade" do que por tudo o que estou produzindo.
E a pergunta que não quer calar: dar o melhor de si é chegar ao máximo de seus esforços?
Cheers!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Sol em Virgem
Caminhava como se estivesse num caminho florido, e só o vento assobiava ao seu ouvido, e nem outra preocupação lhe ocorria, sorrindo para até o final do dia. Parecia estar num leve transe, como algo que está prestes a despertar. Tão curto o tempo se tornava ao seu redor, cada segundo sentido dentro de si mesmo passando. Um turbilhão de sentimentos o perseguia, só um o animava. A felicidade. A solidão de sua alma.
A solidão de suas palavras, cada uma numa imaginação nova e jovial. O novo antigo poeta dizia palavras ao ar, considerando idéias que jamais havia nascido de sua vontade. Deixava de sentir os mais antigos sentimentos, coisas aprendidas na sua infância...
E ele não estava assim tão só.
Cheers!
A solidão de suas palavras, cada uma numa imaginação nova e jovial. O novo antigo poeta dizia palavras ao ar, considerando idéias que jamais havia nascido de sua vontade. Deixava de sentir os mais antigos sentimentos, coisas aprendidas na sua infância...
E ele não estava assim tão só.
Cheers!
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O baú de coisas novas
Lembranças no imaginário que me deixaram saudoso de tempos em que a maior novidade era a doçura dos lábios da menina. Eram os encontros às escondidas durante os festivais, a psicodélica luz que irradiava alegria nos palcos, a música. Lembranças que semeiam, até hoje, uma reação em mim. Uma reação de garotinho descobrindo um brinquedo novo e interessante. Uma reação de expectativa quanto ao futuro.
As fotos me fizeram voar. Tão mal guardadas fotos, arquivos antigos, malssucedidas impressões de outrora fortes amizades, hoje somente umas poucas folhas com tinta. Fotos de meninos cheios de más intenções e meninas cheias de pudores. Eu sou de eras antigas mesmo! Eu sou o da direita, na foto com outras seis pessoas, segurando uma das pontas de uma faixa com os dizeres: Time do Japão. Na outra ponta uma menina, uma pequena interpretação dos meus melhores sonhos, franzina e branca feito vela, segurava a outra ponta da faixa. Éramos os "pais" de todos os outros.
Nesses tempos, minha alma dói em lembrar, eu perseguia outros sonhos. Eu era tão verdadeiro com o que eu queria, e nem tinha tantos objetivos. Nem queria ser feliz, queria ser eu mesmo. Mas eu tinha vergonha.
Descreverei, bem breve, um diálogo feito no dia em que tiramos tantas e tantas fotos.
- Por que uma pessoa como ele pediria ajuda a mim? - pergunto eu.
- Por que uma pessoa como você negaria ajuda a uma pessoa como ele? - respondeu.
E assim eu aprendi a sentir compaixão das pessoas.
Cheers!
As fotos me fizeram voar. Tão mal guardadas fotos, arquivos antigos, malssucedidas impressões de outrora fortes amizades, hoje somente umas poucas folhas com tinta. Fotos de meninos cheios de más intenções e meninas cheias de pudores. Eu sou de eras antigas mesmo! Eu sou o da direita, na foto com outras seis pessoas, segurando uma das pontas de uma faixa com os dizeres: Time do Japão. Na outra ponta uma menina, uma pequena interpretação dos meus melhores sonhos, franzina e branca feito vela, segurava a outra ponta da faixa. Éramos os "pais" de todos os outros.
Nesses tempos, minha alma dói em lembrar, eu perseguia outros sonhos. Eu era tão verdadeiro com o que eu queria, e nem tinha tantos objetivos. Nem queria ser feliz, queria ser eu mesmo. Mas eu tinha vergonha.
Descreverei, bem breve, um diálogo feito no dia em que tiramos tantas e tantas fotos.
- Por que uma pessoa como ele pediria ajuda a mim? - pergunto eu.
- Por que uma pessoa como você negaria ajuda a uma pessoa como ele? - respondeu.
E assim eu aprendi a sentir compaixão das pessoas.
Cheers!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Somos deuses
Aqui jaz uma poesia romântica. Não nasce novas estrofes a muitos anos. Sempre é ser repetitivo. Bilhões de cópias corretas amontoam-se. Foi-se o tempo da nossa inverdade. Somos comuns.
Jazem na memória as mesmas palavras que aprendemos de nossos professores. Sofrem com o tempo de nossa juventude. Ao máximo para sempre o máximo. Até que a velhice nos ataque, sugue toda a nossa bossalidade. E condenados ao esquecimento, carregamos muitos mortos dentro de nós. A atitude da folha morta, destacamo-nos da grande árvore da vida para cairmos no chão, adubando um novo ciclo imortal.
A fruta pequena queima a boca de quem a come. E embora saibamos do nosso risco, abandonamos o medo e encaramos a dor. Meditamos sobre o vale e tememos a montanha. Somos líderes de nossos sonhos, nossos sonhos infantis. A metáfora da metáfora dos nossos sons, guiamos a nós mesmo na penumbra. Horrendos sonhos.
Estamos todos cheios de moléculas. Cada molécula está cheia de deuses. Cada deus está cheio do que nós acreditamos. Nós estamos cheios do que cremos ser as moléculas. As moléculas somos nós, triste fim à realidade. Então inventamos a fantasia, que não é feita de moléculas, portanto somos deuses, e muito mais que aquilo em que acreditamos.
Aqui jaz a idéia de começo, meio e fim.
Cheers!
Jazem na memória as mesmas palavras que aprendemos de nossos professores. Sofrem com o tempo de nossa juventude. Ao máximo para sempre o máximo. Até que a velhice nos ataque, sugue toda a nossa bossalidade. E condenados ao esquecimento, carregamos muitos mortos dentro de nós. A atitude da folha morta, destacamo-nos da grande árvore da vida para cairmos no chão, adubando um novo ciclo imortal.
A fruta pequena queima a boca de quem a come. E embora saibamos do nosso risco, abandonamos o medo e encaramos a dor. Meditamos sobre o vale e tememos a montanha. Somos líderes de nossos sonhos, nossos sonhos infantis. A metáfora da metáfora dos nossos sons, guiamos a nós mesmo na penumbra. Horrendos sonhos.
Estamos todos cheios de moléculas. Cada molécula está cheia de deuses. Cada deus está cheio do que nós acreditamos. Nós estamos cheios do que cremos ser as moléculas. As moléculas somos nós, triste fim à realidade. Então inventamos a fantasia, que não é feita de moléculas, portanto somos deuses, e muito mais que aquilo em que acreditamos.
Aqui jaz a idéia de começo, meio e fim.
Cheers!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Hipocrisia evangélica
Antigamente este blog era mais social e humanamente engajado. É uma pena que eu tenha desviado desse engajamento que tanto me fazia bem, mas eu sabia que pouquíssimas pessoas iriam ler o que eu pensava a respeito de guerra, hipocrisia, preconceito e 'tras coisas. Mas hoje eu tenho que escrever sobre algo que me indignou, tal qual eu fazia nos primórdios (parece muito tempo...) deste blog.
Estou falando sobre o projeto que dava à Associação das Prostitutas do Amazonas (As Amazonas) o título de Utilidade Pública e que foi barrado e arquivado pela bancada evangélica na Câmara Municipal de Manaus. Uma vez concedido este título a Associação poderia firmar parcerias importantes, além de poder captar recursos, inclusive do Estado. Continuaria assim seu trabalho a favor da dignidade e contra a exclusão social das prostitutas.
Não escondo a minha insatisfação em ver que, mais uma vez, os membros da Câmara se voltaram contra uma minoria. Alegam moral e ética, mas ferem o direito à igualdade e mostram a a sua maioria preconceituosa e desinformada. Pessoas que vergonhosamente mostam o que se poderia esperar deles; a defesa de seus próprios interesses.
Será que é difícil compreender que antes de serem prostitutas elas são MULHERES? Esses hipócritas esquecem o lado humano dessas pessoas. Uma Associação que dá dignidade, segurança e informação parecem-lhes tão má porque, justamente, realiza aquilo que esses preconceituosos jamais poderão realizar à sociedade: compreender as diferenças, ajudar alguém diferente.
Vivem daquilo que o rebanho dá.
Não compreendo como um pastor, que supostamente não utiliza os serviços de uma prostituta, pode achar nocivo que um grupo queira ajudar essas pessoas. Isso é uma prova que a exclusão social foi aprendida muito antes do código moral. Eles julgam, como julgariam negros, homossexuais e detentos, que estão protegendo a sociedade, mas o que a sociedade precisa é ser protegida desses manipuladores e aduladores. Não dá para compreender como eles não tem, supostamente, noção do mal que causam olhando para seus próprios umbigos.
Desejo que o povo levante-se e defenda qualquer atitude de benefício às minorias, sejam elas quais forem. Não é porque eles são evangélicos que eu deva me calar, é?
Vereadores hipócritas, para vocês, o meu escárnio!
Estou falando sobre o projeto que dava à Associação das Prostitutas do Amazonas (As Amazonas) o título de Utilidade Pública e que foi barrado e arquivado pela bancada evangélica na Câmara Municipal de Manaus. Uma vez concedido este título a Associação poderia firmar parcerias importantes, além de poder captar recursos, inclusive do Estado. Continuaria assim seu trabalho a favor da dignidade e contra a exclusão social das prostitutas.
Não escondo a minha insatisfação em ver que, mais uma vez, os membros da Câmara se voltaram contra uma minoria. Alegam moral e ética, mas ferem o direito à igualdade e mostram a a sua maioria preconceituosa e desinformada. Pessoas que vergonhosamente mostam o que se poderia esperar deles; a defesa de seus próprios interesses.
Será que é difícil compreender que antes de serem prostitutas elas são MULHERES? Esses hipócritas esquecem o lado humano dessas pessoas. Uma Associação que dá dignidade, segurança e informação parecem-lhes tão má porque, justamente, realiza aquilo que esses preconceituosos jamais poderão realizar à sociedade: compreender as diferenças, ajudar alguém diferente.
Vivem daquilo que o rebanho dá.
Não compreendo como um pastor, que supostamente não utiliza os serviços de uma prostituta, pode achar nocivo que um grupo queira ajudar essas pessoas. Isso é uma prova que a exclusão social foi aprendida muito antes do código moral. Eles julgam, como julgariam negros, homossexuais e detentos, que estão protegendo a sociedade, mas o que a sociedade precisa é ser protegida desses manipuladores e aduladores. Não dá para compreender como eles não tem, supostamente, noção do mal que causam olhando para seus próprios umbigos.
Desejo que o povo levante-se e defenda qualquer atitude de benefício às minorias, sejam elas quais forem. Não é porque eles são evangélicos que eu deva me calar, é?
Vereadores hipócritas, para vocês, o meu escárnio!
terça-feira, 31 de março de 2009
O inesperado valor das palavras
Eu vejo o outro lado de forma natural. Quando se tenta estender a mão esquerda, o coração bate de tal força com outra energia. É perigoso. Quando se tenta estender a mão direita, a razão impõe a magnífica retórica, nem tanto retórica. É arriscado. E assim tentamos realizar a tão querida harmonia, os movimentos cheios de energia, para todo lado que se vá. Energia.
Há misterios escondidos no meio das palavras. Como eu disse para minha prima que achava que a palavra tem poder. Poder não na palavra, mas no poder que depositamos nela. Então o poder está em nós. Não importa que mão vamos estender, se da razão ou do coração, tudo é energia. Mas o resultado sempre será diferente. Há mistérios nas palavras. Há mistério nas minhas palavras. Há palavras nos meus mistérios. Há misteriosas palavras em mim.
Tentei olhar no fundo dos olhos. Ver a plenitude de uma boa interpretação. Falhastes. Então eu pude julgar para onde levaria minha energia. Pude ver com mais clareza como gastaria meu tempo, ou o que penso dele. Sempre julgamos sermos capazes de fazer algo assim sozinhos. Então foi minha vez de falhar. E falhar me fez ver que eu estou cada dia mais feliz com minhas falhas. Eu falho cada vez mais na minha felicidade. Mesmo assim eu estou feliz.
Então, durante a chuva, eu levantei a mão direita.
Cheers!
Há misterios escondidos no meio das palavras. Como eu disse para minha prima que achava que a palavra tem poder. Poder não na palavra, mas no poder que depositamos nela. Então o poder está em nós. Não importa que mão vamos estender, se da razão ou do coração, tudo é energia. Mas o resultado sempre será diferente. Há mistérios nas palavras. Há mistério nas minhas palavras. Há palavras nos meus mistérios. Há misteriosas palavras em mim.
Tentei olhar no fundo dos olhos. Ver a plenitude de uma boa interpretação. Falhastes. Então eu pude julgar para onde levaria minha energia. Pude ver com mais clareza como gastaria meu tempo, ou o que penso dele. Sempre julgamos sermos capazes de fazer algo assim sozinhos. Então foi minha vez de falhar. E falhar me fez ver que eu estou cada dia mais feliz com minhas falhas. Eu falho cada vez mais na minha felicidade. Mesmo assim eu estou feliz.
Então, durante a chuva, eu levantei a mão direita.
Cheers!
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