O espírito se eleva quando sua essência primeira, aquela que também o adorna, é sentimento puro, é incorporada nos menores detalhes de sua vida. E todos os seus fins estarão esperando o seu próprio começo. A felicidade será uma ponte para a própria felicidade, e o romantismo se torna o caminho mais fácil para os romanticos. Liberdade excelsa!
Como em jardins da nobre morada da alma, pássaros revoando por brilhantes flores, audaciosos voos. A matreira raposa passeia, discurso dos que, medrosos, se escondem de caçadores. É antagonico! O equilíbrio está próximo da perfeição...
Dourados anos de sabedoria imortal!
Cheers!
J.A.W.A.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Give a coin
"If you gave me just a coin
for every time we say goodbye ...
Well, I'd be rich beyond my dreams
I'm sorry for my weary life"
Há um sólido sentimento que se fragmenta a cada dia dentro de mim. E numa oportuna hora ele se fará pó, e isso se dará no mais secreto jardim de minha alma. Cada grão se tornará a semente de coisa triste em terra fértil de felicidade. E se chove, as palavras serão outras fertilizantes.
Ai! Que dor! Ai de mim qualquer dia desses! Se eu não pudesse mais ver onde vai para toda essa minha esperança. Ela é tão pouca.
Ai de mim!
for every time we say goodbye ...
Well, I'd be rich beyond my dreams
I'm sorry for my weary life"
Há um sólido sentimento que se fragmenta a cada dia dentro de mim. E numa oportuna hora ele se fará pó, e isso se dará no mais secreto jardim de minha alma. Cada grão se tornará a semente de coisa triste em terra fértil de felicidade. E se chove, as palavras serão outras fertilizantes.
Ai! Que dor! Ai de mim qualquer dia desses! Se eu não pudesse mais ver onde vai para toda essa minha esperança. Ela é tão pouca.
Ai de mim!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Esta é uma despedida
As estrelas eram as únicas testemunhas. Chuvia uma fina chuva de início de noite. A serpente vinha, maliciosa, ao meu encontro. Todo seu veneno, todo seu veneno. Já faziam alguns anos que eu havia sido seduzido por ela. E naquele dia eu queria mais. Toda a sua malícia, a serpente, a malícia.
Sentei-me num muro baixo, e a vi chegar devagar. Só ouvia o chiado de minha respiração, noite fria. Meu pensamento era naquela tão mal fadada ópera que cantava, zumbia, em meus ouvidos. Os acordes, sonora opinião neo românica, profunda. Meus olhos mareados dum líquido sedoso. A platéia soava tantas coisas imundas, eu me enchia de ódio. E ali, no fim daquela, os víveres acabariam todos, a fome nos consumiria. A fome, a fome. Algo dentro de mim transformava...
O divertido era insano. Havia uma roda punk no meio de nós, cuns melhores acordes que já havia escutado. Mas mais ninguém queria ouvir! Era o abandono do inóspito lugar! E corriam, corriam, os ouvidos corriam todos. Clamavam, gritavam. E eu só lembrava do prazer que proporcionava.
A serpente chamou. Desço e recebo seu beijo. Meu planeta era tão mais distante que todo seu veneno, todo seu veneno. Nalgum lugar de minha lembrança eu avistara um lugar que me queira. Ia para lá. Aqui ainda era noite. Ainda era noite dentro de mim, também. E a magia me envolveu e eu pude gritar a dor.
E quando meu sangue tocou a terra... eu fui!
Cheers!
Sentei-me num muro baixo, e a vi chegar devagar. Só ouvia o chiado de minha respiração, noite fria. Meu pensamento era naquela tão mal fadada ópera que cantava, zumbia, em meus ouvidos. Os acordes, sonora opinião neo românica, profunda. Meus olhos mareados dum líquido sedoso. A platéia soava tantas coisas imundas, eu me enchia de ódio. E ali, no fim daquela, os víveres acabariam todos, a fome nos consumiria. A fome, a fome. Algo dentro de mim transformava...
O divertido era insano. Havia uma roda punk no meio de nós, cuns melhores acordes que já havia escutado. Mas mais ninguém queria ouvir! Era o abandono do inóspito lugar! E corriam, corriam, os ouvidos corriam todos. Clamavam, gritavam. E eu só lembrava do prazer que proporcionava.
A serpente chamou. Desço e recebo seu beijo. Meu planeta era tão mais distante que todo seu veneno, todo seu veneno. Nalgum lugar de minha lembrança eu avistara um lugar que me queira. Ia para lá. Aqui ainda era noite. Ainda era noite dentro de mim, também. E a magia me envolveu e eu pude gritar a dor.
E quando meu sangue tocou a terra... eu fui!
Cheers!
sábado, 30 de maio de 2009
Quando o sol bater na janela do teu quarto
Quantos de mim você conhece? Por que você finge que não me quer? Que não existe nada maior que meus defeitos? Até quando você vai tentar esquecer de todas as declarações que te fiz? Quem é o homem que está com você principalmente nos momentos mais importantes?
A infelicidade está para quem a procura. Não existem motivos para que você me olhe desse jeito. Não me olhe desse jeito. Me olhe assim. Sempre me olhe. Eternamente.
Eu já estou com saudade!
Cheers!
A infelicidade está para quem a procura. Não existem motivos para que você me olhe desse jeito. Não me olhe desse jeito. Me olhe assim. Sempre me olhe. Eternamente.
Eu já estou com saudade!
Cheers!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
minus one dot seven degrees
Closest approach to Earth: 34,600,000 miles
Mean distance from the sun: 141,600,000 miles
Period of rotation around the sun: 1.88089 years
Sidereal rotation period: 24 hours, 37 minutes, 22.66 seconds
Mean surface atmospheric temperature: -23 degrees
Visual albedo: 0.159
Pole star BD 52, degrees 2,880
Visual magnitude at mean opposition: -2.01
Mass: 0.1074
Density: 3.93...
o Fortuna, velut Luna, statu variabilis...
Diameter: 0.532
Inclination for equated orbit: 24.936 degrees
Gravitational escape velocity: 3,121 miles per hour
Inclination for orbit: 1....
Mean distance from the sun: 141,600,000 miles
Period of rotation around the sun: 1.88089 years
Sidereal rotation period: 24 hours, 37 minutes, 22.66 seconds
Mean surface atmospheric temperature: -23 degrees
Visual albedo: 0.159
Pole star BD 52, degrees 2,880
Visual magnitude at mean opposition: -2.01
Mass: 0.1074
Density: 3.93...
o Fortuna, velut Luna, statu variabilis...
Diameter: 0.532
Inclination for equated orbit: 24.936 degrees
Gravitational escape velocity: 3,121 miles per hour
Inclination for orbit: 1....
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Du Hast
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis zum Tod der scheide
Sie lieben auch in schlechten Tagen...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein...?
Nein
Nein
Du Hast - Rammstein
Provavelmente não haverá perdão...
Cheers!
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du
Du hast
Du hast mich
Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein für alle Tage...?
Nein
Nein
Willst du bis zum Tod der scheide
Sie lieben auch in schlechten Tagen...?
Nein
Nein
Willst du bis der Tod euch scheidet
Treu ihr sein...?
Nein
Nein
Du Hast - Rammstein
Provavelmente não haverá perdão...
Cheers!
terça-feira, 26 de maio de 2009
Quantos fins você conhece?
"Eu te falei que a felicidade não estava naquele pote, ela estava do lado do açucar, na prateleira do meio. Porque você só fala por enigmas? Porque a gente não deve se revelar por inteiro... Nem se fosse pra mim? Para ninguem! Pra ninguem? É. E o que falta de ti pra que eu te conheça? Você me diz... Como assim? Você é meu espelho agora, me diga você? Mas como posso falar de algo que eu não conheço? Da mesma forma que eu deva tentar me revelar por inteiro para você! Isso não faz sentiiido! Faz desde que você não entenda as coisa por inteiro... Ah, lá vem ele! Eu estou falando sério! Tá bom, mas me explica tudo isso, pelamordedeeeus! A gente não conhece ninguém por completo. Eu sei disso! Então como você pode desejar que alguém se revele por inteiro para você? Mas foi isso que eu pedi? Epa, essa tática é minha! Aaaaah, isso mesmo, eu só falei que você só fala por enigmas, não pedi pra que tu te revelasse por inteiro! Glup! Cheio de marra, se fazeeendo néaaam? Bom, o importante é que você captou a mensagem... Desde o começo! Que começo? Quantos você conhece? De tantas formas possíveis, é forçoso dizer só uma! Existem muitos começos então é? Dependendo da forma que se entendeu o assunto, o fato ou somente a idéia... Que nada, você é que gosta de complicar tudo! Ou então a gente simplifica dizendo algo bem genericista... Ou então você simplifica parando de me encher o saco com tanta, tanta, taaanta conversa! Oh, tá bom então, eu não conveeeerso mais! É, é isso mesmo! Oquêêêi!
Ai amor, descuuulpa... Que nada, vem deitar aqui comiigo!..."
Eu transcrevi esse diálogo doido pra mostrar para você que até quando a gente não se entende, rende uma boa história. Você é minha melhor personagem, minha melhor atriz, a melhor letra de música mundana que eu conheço. Quando você for, eu serei ainda tão pequeno, e você saberá disso. Você verá o mar, e eu só verei o rio. Você voará, e eu a sustentarei em meus pensamentos...
Não há espaço para tristezas, quando muito, mas já me dá saudade de tantas coisas. Eu não vou me despedir. Está longe o dia da pouca esperança. Mais ainda o da esperança nenhuma. Então não me fale em desistir, porque, por mim, eu te imploraria...
Cheers!
silêncio de dez segundos...
Ai amor, descuuulpa... Que nada, vem deitar aqui comiigo!..."
Eu transcrevi esse diálogo doido pra mostrar para você que até quando a gente não se entende, rende uma boa história. Você é minha melhor personagem, minha melhor atriz, a melhor letra de música mundana que eu conheço. Quando você for, eu serei ainda tão pequeno, e você saberá disso. Você verá o mar, e eu só verei o rio. Você voará, e eu a sustentarei em meus pensamentos...
Não há espaço para tristezas, quando muito, mas já me dá saudade de tantas coisas. Eu não vou me despedir. Está longe o dia da pouca esperança. Mais ainda o da esperança nenhuma. Então não me fale em desistir, porque, por mim, eu te imploraria...
Cheers!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Pagan Baby!
Pagan baby, won't you walk with me?
Pagan baby, come on home with me.
Pagan baby, take me for a ride.
Roll me, baby, roll your big, brown eyes.
Yeah! ooh! ooh!
Pagan baby, let me make your name.
Drive it, baby, drive your big love game.
Pagan baby, what you got, i need.
Don't be savin', spread your love on me.
Aah! mm-mm-mm!
Pagan baby, now won't you rock with me?
Pagan baby, lay your love on me.
Yeah, yeah!
Aah! hey, hey!
Aah! hey! yeah!
Hey! hey! haaaaaaay!
Pagan Baby - Creedence Clearwater Revival
Esta letra vai em homenagem a você, das sombras...
Cheers!
Pagan baby, come on home with me.
Pagan baby, take me for a ride.
Roll me, baby, roll your big, brown eyes.
Yeah! ooh! ooh!
Pagan baby, let me make your name.
Drive it, baby, drive your big love game.
Pagan baby, what you got, i need.
Don't be savin', spread your love on me.
Aah! mm-mm-mm!
Pagan baby, now won't you rock with me?
Pagan baby, lay your love on me.
Yeah, yeah!
Aah! hey, hey!
Aah! hey! yeah!
Hey! hey! haaaaaaay!
Pagan Baby - Creedence Clearwater Revival
Esta letra vai em homenagem a você, das sombras...
Cheers!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
A piada não foi engraçada...
Por capricho o rei não deixou os seus súditos mais informados. Morreu sentado no trono, numa sala vazia.
Eu pareço o súdito. Só não sei porque o rei não me diz, mas que eu pergunto, eu pergunto...
Cheers!
Eu pareço o súdito. Só não sei porque o rei não me diz, mas que eu pergunto, eu pergunto...
Cheers!
terça-feira, 19 de maio de 2009
A ponte
"Ama me fideliter
Fidem meam nota
De corde totaliter
Et Ex mente tota"
Nalgum lugar em que o sabor do vento é sempre doce, num lugar em que estamos todos abençoados, como se anjos nos soprassem a felicidade. Vamos caminhar juntos?
Cheers!
Fidem meam nota
De corde totaliter
Et Ex mente tota"
Nalgum lugar em que o sabor do vento é sempre doce, num lugar em que estamos todos abençoados, como se anjos nos soprassem a felicidade. Vamos caminhar juntos?
Cheers!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia VI
Lentamente a música foi cessando, todos os convidados foram ficando sonolentos, e uma grande tromba d'água surgiu. A animação foi acabando, a fogueira apagou-se e pequenas luzes levantaram-se do charco, como se pequenas fadas, lamparinas do ar, para velar nosso sono. O velho voltou para sua caverna, nos meandros obscuros da grande floresta. O urso, grande dramaturgo da noite, recolheu-se em sonhos. Todos os outros bichos entraram no transe noturno diário. E eu assistia tudo, sem sono, mas feliz. Levantei a capa do livro e saí. Estava quente.
E eu previa chuva.
Cheers!
E eu previa chuva.
Cheers!
domingo, 17 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia V
O omicron e distante universo que existe dentro de mim foi finalmente revelado, numa superior experiência luminosa. Todas as palavras faziam sentido como se encantamentos e mágicas libertadoras tivessem sido invocadas naquele momento. Mas o tempo estava alterado. Então um momento eram nada mais que dias, e algumas noites duravam tanto quanto alguns segundos, e podíamos voltar algumas horas atrás, e respirar a velha poeira estelar doutrora o passado. Eu via toda a peleja d'alma naquele círculo de imagens anacrônicas em que meu corpo físico se encontrava e onde meditava. Os místicos já haviam falado que não havia distinção entre o que se vê e o que se inspira pelos nossos narizes, tudo é energia.
Se cura a energia, cura-se o mal.
Cheers!
Se cura a energia, cura-se o mal.
Cheers!
sábado, 16 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia IV
Das estrelas vieram cantos suaves, uma ópera magnífica, e encontravam na gente a pureza da alma, receptora, mãe doadora. A grande fogueira baixou aos poucos seu lume, e então entrou nos céus a formosa Lua. As águas subiram, submergiram seres luminosos, e toda a sorte de mistérios, junto com os segredos. Sim, segredos e mistérios. Naquela noite eu não nasceria novamente somente por causa do estar de cada coisa, maravilhado pela incrível narrativa. Pelas fontes que nunca cessavam, pelas entranhas da noite que abrigavam olhos obscurecidos. E o beijo de boa noite foi ter sentido a luz lunar acizentada tocando nossa pele, a idéia que fazíamos do limite de nossos corpos. E mesmo com a grande fogueira, e o canto das estrelas, nós dançávamos e brindávamos.
Leves bacantes noturnos...
Cheers!
Leves bacantes noturnos...
Cheers!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia III
Sessenta anos depois, o velho decrépito se levanta n'aurora de outro dia e a floresta toda vira-se para saudá-lo. Os pássaros estão todos receiosos de voar, pois a poderosa voz desse velho ainda é potente o suficiente para varrer os ares. E o filho desse senhor da floresta é quem rompe a terra com seus saltos, e seus netos são os que agitam as águas. E a grande floresta não viveria sem eles. E todos os descendentes serão as grandes almas do fogo, do ar, da terra e da água. Seres poderosos, viajantes incrédulos de suas próprias sortes. Visões que a grande fogueira me deu em breves relâmpagos, e numa sempreterna e aquecida visita em minh'alma.
Então o sol se pôs, e as estrelas puderam falar...
Cheers!
Então o sol se pôs, e as estrelas puderam falar...
Cheers!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia II
Continuando o enfado. Longos discursos com breves monossílabos, a fumaça nos deixava muito mais atentos. Acelerávamos o nosso estado, e o corpo não acompanhava o ritmo. A serpente se escondia por entre o brejo, serpente brejeira. Curiosamente ouvíamos músicas, instrumentos de sopro, as peles surdinhas ao fundo. Eu ria, extasiado. Via os frutos da grande árvore caindo. Riquíssimas letras sonoras, debutantes cantos tétricos, almoço, almoço, alguém gritava ao lado. E todos corriam ao redor da grande fogueira. E eu olho para a fogueira, e ela olha para mim. Olhos vermelhos crepitantes, lambiam o ar. A poderosa cantoria, a fina fagulha duma festa infinita. Toda a floresta cantava. Das janelas se viam as nuvens, das portas, os neófitos. Todos estavam lá. E eu adormecia, adormecia.
Travesseiro gostoso...
Cheers!
Travesseiro gostoso...
Cheers!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Reverse Psychedelic Anesthesia
Eu entro dentro da caixa e uma porta se fechou atrás de mim. Alguns sons quase inaudíveis me assustaram por alguns segundos. Vinham de uma pequena luz piscando no fim do corredor de pedra. Eu nem precisava estudar ontem. Os pequenos textos estavam todos lá, com suas marcações. Minha mente estava cada vez mais pesada, e os sons foram ficando mais altos. Risos, uma fogueira crepitando ao fundo. Uma grande orgia da carne aos deuses, e meus sonhos nunca mais foram os mesmos. Eu derrubei meus cabelos de minha cabeça, e com eles foram algumas folhas do cinza sentimento. Embora todos estivessem sorrindo, eu via tudo com estranheza. Era o convidado surpresa. Não havia anfitrião, somente a fogueira, grande chama eterna, etérea, nos aproximava, nos puxava, hipnótica naquela noite d'estrelas.
O urso discursava bem.
Cheers!
O urso discursava bem.
Cheers!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Breve e calmo tanto quanto sereno
A mente está o tempo todo ocupada. Eu me pergunto: quando é que o corpo vai conseguir acompanhar a mente?
Cheers!
Cheers!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
E fala a princesa..
Você me fez uma pergunta, e te pedi tempo para pensar na resposta. Você sabe que não era pela resposta, mas pela importância da pergunta. A pergunta: quando foi que eu comecei a te amar. Uma boa pergunta.
Comecei a te amar quando vi que eu voltava para casa repetindo versos. Comecei a te amar quando eu pensava nas besteiras que você dizia o tempo todo e sorria, sozinha. Comecei a te amar quando vi que você sempre me ouvia, mesmo não gostando do que eu falava. Você era o único que permanecia ali. Comecei a te amar quando não conseguia mais ficar um único dia sem ouvir tua voz, e passar o desespero de sobreviver às tuas brincadeiras. Aqueles momentos em que eu me permitia "descer do salto" e correr descalça na rua atrás de uma bola. Eu comecei a te amar quando você, dentre tantas outras coisas, pois você está sempre fazendo mais de duas coisas ao mesmo tempo, me trouxe flores roubadas da casa de alguém que não gostou nada e te perseguiu. Eu comecei a te amar quando vi que você tem sempre frescos na memória os momentos mais felizes, e ri dos mais tristes.
Na verdade houveram muitos momentos que me fizeram começar a te amar. Eu percebia que você estava lentamente me guiando, sempre sorrindo, pra um caminho tão distante daquele que eu tinha na minha rotina. Se dizes que você me corrompeu, foi por isso. Era pra eu ser uma pessoa centrada nos meus objetivos, cheias de neuras, com pouco tempo pros amigos, uma workaholic, uma mulher sem filhos, ou até uma dessas abomináveis "patricinhas". Era pra eu ser uma incorrigível vítima do que consumo, uma pálida mulher adornada com "desnecessariedades". Era pra eu ser a melhor da minha turma, era pra eu ser a mais assídua, a mais arrumada, a mais soberba, a mais insone, a mais obediente. Era pra eu ter sido tanta coisa.
E se você quer saber, comecei a te amar quando enxerguei a pessoa que você é, não somente a pessoa que você interpreta ser. Sempre com suas bravatas, um verdadeiro bardo, há quem se enganem com suas palavras. E tão logo percebi que você é mais que suas próprias histórias, eu te amei, e me entreguei a você. Sentia que você descobria o mundo comigo. Sentia que você correspondia, mas cheio de dúvidas, essas que te transformam num outro homem. E te amei quando você se tornou a pessoa generosa comigo que sempre foi. Seu reclamão!
Luciano, a vida permitiu que você se "esgueirasse" para perto de mim. Desci do alto do meu castelo para ouvir tuas músicas, ó bardo. A vida permitiu que eu aprendesse contigo o sentido de sentir no meu coração as vibrações da própria vida. Aprendi contigo a sentir inexplicáveis coisas, a falar do que sinto, a ouvir os meus próprios apelos. Tudo isso, tudo, me fez perceber que eu te amo. Coisas que eu aprendi com você me fizeram te amar. A mudança que fizemos juntos, isso tudo me fez perceber o quanto eu te amo. Nunca duvide disso.
J.A.W.A.
Comecei a te amar quando vi que eu voltava para casa repetindo versos. Comecei a te amar quando eu pensava nas besteiras que você dizia o tempo todo e sorria, sozinha. Comecei a te amar quando vi que você sempre me ouvia, mesmo não gostando do que eu falava. Você era o único que permanecia ali. Comecei a te amar quando não conseguia mais ficar um único dia sem ouvir tua voz, e passar o desespero de sobreviver às tuas brincadeiras. Aqueles momentos em que eu me permitia "descer do salto" e correr descalça na rua atrás de uma bola. Eu comecei a te amar quando você, dentre tantas outras coisas, pois você está sempre fazendo mais de duas coisas ao mesmo tempo, me trouxe flores roubadas da casa de alguém que não gostou nada e te perseguiu. Eu comecei a te amar quando vi que você tem sempre frescos na memória os momentos mais felizes, e ri dos mais tristes.
Na verdade houveram muitos momentos que me fizeram começar a te amar. Eu percebia que você estava lentamente me guiando, sempre sorrindo, pra um caminho tão distante daquele que eu tinha na minha rotina. Se dizes que você me corrompeu, foi por isso. Era pra eu ser uma pessoa centrada nos meus objetivos, cheias de neuras, com pouco tempo pros amigos, uma workaholic, uma mulher sem filhos, ou até uma dessas abomináveis "patricinhas". Era pra eu ser uma incorrigível vítima do que consumo, uma pálida mulher adornada com "desnecessariedades". Era pra eu ser a melhor da minha turma, era pra eu ser a mais assídua, a mais arrumada, a mais soberba, a mais insone, a mais obediente. Era pra eu ter sido tanta coisa.
E se você quer saber, comecei a te amar quando enxerguei a pessoa que você é, não somente a pessoa que você interpreta ser. Sempre com suas bravatas, um verdadeiro bardo, há quem se enganem com suas palavras. E tão logo percebi que você é mais que suas próprias histórias, eu te amei, e me entreguei a você. Sentia que você descobria o mundo comigo. Sentia que você correspondia, mas cheio de dúvidas, essas que te transformam num outro homem. E te amei quando você se tornou a pessoa generosa comigo que sempre foi. Seu reclamão!
Luciano, a vida permitiu que você se "esgueirasse" para perto de mim. Desci do alto do meu castelo para ouvir tuas músicas, ó bardo. A vida permitiu que eu aprendesse contigo o sentido de sentir no meu coração as vibrações da própria vida. Aprendi contigo a sentir inexplicáveis coisas, a falar do que sinto, a ouvir os meus próprios apelos. Tudo isso, tudo, me fez perceber que eu te amo. Coisas que eu aprendi com você me fizeram te amar. A mudança que fizemos juntos, isso tudo me fez perceber o quanto eu te amo. Nunca duvide disso.
J.A.W.A.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Bios
Logo que eu nasci fui levado pra uma outra sala, enrolado num pano de hospital verde, 40x40. Eu chorava um tanto. As enfermeiras falavam coisa pra me acalmar, mas não dava, o ar queimava meus pulmões nada acostumados com ele. Eu tentava abrir os olhos, mas era muito difícil com tanto muco que vinha junto com a minha placenta. Ah, a minha placenta! Ela foi meu primeiro travesseiro!
A enfermeira que ficou ao meu lado era uma mulher morena clara, magra, de cabelos castanhos. Me chateou o fato das mãos delas estarem o tempo todo com luvas. Eu desejava, naquela altura, sentir o toque da mão humana. Não aquela do médico que me puxou. Meu parto foi de cesárea. E eu fui o primeiro. Minha mãe nem sentiu nada. Isso me deixa confortável. Ela não pode dizer que eu já nasci causando dor.
Lembro que o doutor que fez meu parto, aliás, o da minha mãe, chamava-se Henrique. Ele era auxiliado pela doutora Marlene. Não lembro do nome da outra enfermeira, a de cabelos claros. Mas não importa, ela foi embora logo. Se não queria saber de mim, eu também não queria saber dela. Ou talvez ela só quissesse fumar um cigarro depois de vinte e oito minutos só de parto. Eu até entenderia. Isso gera muito estresse.
Coitada da enfermeira, eu penso agora.
Cheers!
A enfermeira que ficou ao meu lado era uma mulher morena clara, magra, de cabelos castanhos. Me chateou o fato das mãos delas estarem o tempo todo com luvas. Eu desejava, naquela altura, sentir o toque da mão humana. Não aquela do médico que me puxou. Meu parto foi de cesárea. E eu fui o primeiro. Minha mãe nem sentiu nada. Isso me deixa confortável. Ela não pode dizer que eu já nasci causando dor.
Lembro que o doutor que fez meu parto, aliás, o da minha mãe, chamava-se Henrique. Ele era auxiliado pela doutora Marlene. Não lembro do nome da outra enfermeira, a de cabelos claros. Mas não importa, ela foi embora logo. Se não queria saber de mim, eu também não queria saber dela. Ou talvez ela só quissesse fumar um cigarro depois de vinte e oito minutos só de parto. Eu até entenderia. Isso gera muito estresse.
Coitada da enfermeira, eu penso agora.
Cheers!
sábado, 2 de maio de 2009
Conversê
Manaus, 18 de Maio de 2009
Mãe, estou indo para casa. Não consegui aquelas plantas que a senhora pediu, nem as folhas pro chá que a vovó tanto queria. A minha paciência acabou, e nossa tia ainda não ficou boa. Estou voltando, mas vou deixar 300 reais pra titia. Espero que ela não gaste com bebida.
P.S.: se achar a chave da moto, me liga.
Cheers!
Mãe, estou indo para casa. Não consegui aquelas plantas que a senhora pediu, nem as folhas pro chá que a vovó tanto queria. A minha paciência acabou, e nossa tia ainda não ficou boa. Estou voltando, mas vou deixar 300 reais pra titia. Espero que ela não gaste com bebida.
P.S.: se achar a chave da moto, me liga.
Cheers!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Mentalize
Fortuito encontro, muito vinho, algumas lembranças e fotos. Assistirás ao filme Cidade dos Anjos que te indiquei, e ficarás saudosa de alguns momentos mais do que suspeitos. Comerás tanto sorvete que te acharás solta no meio de roupa jogada em cima da cama. Na verdade te dará conta que está ficando como tuas coisas antigas e esquecidas, quadros e telas inacabadas, cada uma custando R$ 2.500.
Eu só vou dar mais sorrisos. Vou me entregar pra algum coração que me adote. Eu vou continuar a velha busca pela chance de ser feliz sem sê-lo. Destino, você pensa, oportunidade, eu peço. E nosso mistério permanece nalgum lugar onde escrevemos: "do outro lado está justamente o outro lado". Sim, a gente não se conhecia naquela época.
E ficarás sozinha. E eu ficarei tão cheio de amigos, e cada um deles me dará uma punhalada. E ficarás triste, e eu ficarei muito doente. Levantarás tua cabeça pro outro dia, e eu ficarei mais e mais acanhado, e sem as minhas esperanças.
Sinta a eternidade, sinta a infinitude.
Cheers!
Eu só vou dar mais sorrisos. Vou me entregar pra algum coração que me adote. Eu vou continuar a velha busca pela chance de ser feliz sem sê-lo. Destino, você pensa, oportunidade, eu peço. E nosso mistério permanece nalgum lugar onde escrevemos: "do outro lado está justamente o outro lado". Sim, a gente não se conhecia naquela época.
E ficarás sozinha. E eu ficarei tão cheio de amigos, e cada um deles me dará uma punhalada. E ficarás triste, e eu ficarei muito doente. Levantarás tua cabeça pro outro dia, e eu ficarei mais e mais acanhado, e sem as minhas esperanças.
Sinta a eternidade, sinta a infinitude.
Cheers!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Bilíngue
Quanto do meu equilíbrio eu perdi em anos tentando ajustar as coisas? Somente um pateta tão malssucedido como eu pra não perceber (e ousar) a mentira sempre reinante, sempre bela e presente. As flores do mal ainda lançam seus venenos pelo ar, campos e mais campos delas que nos fazem errar, fumar exarcebadamente, rs.
O kiliá não serviu porque não te pertencia. A dois metros do local das lalanas ficava um banco onde antigamente recitávamos poemas. Cadernos e mais cadernos daquela velha toula divertida, e de toula duven nada divertida. Éramos indecifráveis na nossa língua incomum. Tása eq qaro, lembra?
Que inveja dos teus cabelos bem mais arrumados!
Cheers! (ou tchád)
O kiliá não serviu porque não te pertencia. A dois metros do local das lalanas ficava um banco onde antigamente recitávamos poemas. Cadernos e mais cadernos daquela velha toula divertida, e de toula duven nada divertida. Éramos indecifráveis na nossa língua incomum. Tása eq qaro, lembra?
Que inveja dos teus cabelos bem mais arrumados!
Cheers! (ou tchád)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Bandeira branca, amor
Pergunte-se o que você está procurando. Pergunte-se quantas vezes você passou perto do seu objetivo, das respostas, da resolução e não deu atenção. Talvez pelo despreparo, pela sua idade, por sua falsa imparcialidade. Todos temos muitos motivos pra não enxergar aquilo que mais nos incomoda.
Vivamos, não somente cantemos os nossos hinos de discos de vinil furados.
Cheers!
Vivamos, não somente cantemos os nossos hinos de discos de vinil furados.
Cheers!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Deveras Latim
Como um corredor de espelhos, que refletem indefinidamente a imagem que há por trás do que está ali na sua frente, confundindo nossa visão, confundindo nossa melhor interpretação. Uma pequena sensação de que aquilo é uma visão surreal, quando nos damos conta que aquele túnel que se abre é somente a extensão daquilo que de fato nem existe. A vista se deixa enganar tão facilmente por um efeito tão simples, porem pertubador.
Em meio a esses pensamentos eu mergulho na minha pouca poesia, doentia perspectiva dum ser abissal que mora dentro de mim. Eu não posso deixar minha imaginação mexer com o oculto, eu não posso permitir o oculto brincar com a minha imaginação. A poesia é para os dias de chuva, tal qual as cartas que escrevia antigamente. A poesia não deveria estar infectada de tantos medos aparentes. O oculto é só para o lado que não se explica, e aquilo que não se explica está se abrindo aos poucos. Não há relato disso anteriormente. Parece muita viaaagem, você, leitor, pode pensar, mas não é.
Por hoje eu lembro da Flora, lembro do Jon, das minhas primas lá em Borba, e não paro de pensar nos meus planos para filmes e afins. Mas todas essas lembranças estão permeadas desse oculto que "conversa" com meu ser abissal, uma conversa um pouco longa. Essas pessoas supra citadas me libertam de passar meus dias tão sozinho comigo mesmo. Eu só consigo sentir o mais alto possível a essência das suas presenças.
Fora isso, é tudo um misto de poesia e oculto.
Cheers!
Em meio a esses pensamentos eu mergulho na minha pouca poesia, doentia perspectiva dum ser abissal que mora dentro de mim. Eu não posso deixar minha imaginação mexer com o oculto, eu não posso permitir o oculto brincar com a minha imaginação. A poesia é para os dias de chuva, tal qual as cartas que escrevia antigamente. A poesia não deveria estar infectada de tantos medos aparentes. O oculto é só para o lado que não se explica, e aquilo que não se explica está se abrindo aos poucos. Não há relato disso anteriormente. Parece muita viaaagem, você, leitor, pode pensar, mas não é.
Por hoje eu lembro da Flora, lembro do Jon, das minhas primas lá em Borba, e não paro de pensar nos meus planos para filmes e afins. Mas todas essas lembranças estão permeadas desse oculto que "conversa" com meu ser abissal, uma conversa um pouco longa. Essas pessoas supra citadas me libertam de passar meus dias tão sozinho comigo mesmo. Eu só consigo sentir o mais alto possível a essência das suas presenças.
Fora isso, é tudo um misto de poesia e oculto.
Cheers!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Magnífica êxtase dualista
O óbvio é que o corpo fechado não aceita a magia. O mundo natural se torna tão difícil de encarar, todo dia, o tempo todo. Sou um estranho no ninho. O que sinto é aquilo que jamais ninguém sentiu, e mesmo assim sei que há alguém com os meus mesmos sentidos. É algo inexplicável.
Metafísica no almoço, alquimia no jantar, e um roteiro de ação saindo tão brilhantemente. Volto-me aos meus afazeres com um feliz sorriso estampado, algo estranho pra hoje em dia. Estou decepcionado somente comigo mesmo. Mas mais por estar longe da minha "questão alteridade" do que por tudo o que estou produzindo.
E a pergunta que não quer calar: dar o melhor de si é chegar ao máximo de seus esforços?
Cheers!
Metafísica no almoço, alquimia no jantar, e um roteiro de ação saindo tão brilhantemente. Volto-me aos meus afazeres com um feliz sorriso estampado, algo estranho pra hoje em dia. Estou decepcionado somente comigo mesmo. Mas mais por estar longe da minha "questão alteridade" do que por tudo o que estou produzindo.
E a pergunta que não quer calar: dar o melhor de si é chegar ao máximo de seus esforços?
Cheers!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Sol em Virgem
Caminhava como se estivesse num caminho florido, e só o vento assobiava ao seu ouvido, e nem outra preocupação lhe ocorria, sorrindo para até o final do dia. Parecia estar num leve transe, como algo que está prestes a despertar. Tão curto o tempo se tornava ao seu redor, cada segundo sentido dentro de si mesmo passando. Um turbilhão de sentimentos o perseguia, só um o animava. A felicidade. A solidão de sua alma.
A solidão de suas palavras, cada uma numa imaginação nova e jovial. O novo antigo poeta dizia palavras ao ar, considerando idéias que jamais havia nascido de sua vontade. Deixava de sentir os mais antigos sentimentos, coisas aprendidas na sua infância...
E ele não estava assim tão só.
Cheers!
A solidão de suas palavras, cada uma numa imaginação nova e jovial. O novo antigo poeta dizia palavras ao ar, considerando idéias que jamais havia nascido de sua vontade. Deixava de sentir os mais antigos sentimentos, coisas aprendidas na sua infância...
E ele não estava assim tão só.
Cheers!
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O baú de coisas novas
Lembranças no imaginário que me deixaram saudoso de tempos em que a maior novidade era a doçura dos lábios da menina. Eram os encontros às escondidas durante os festivais, a psicodélica luz que irradiava alegria nos palcos, a música. Lembranças que semeiam, até hoje, uma reação em mim. Uma reação de garotinho descobrindo um brinquedo novo e interessante. Uma reação de expectativa quanto ao futuro.
As fotos me fizeram voar. Tão mal guardadas fotos, arquivos antigos, malssucedidas impressões de outrora fortes amizades, hoje somente umas poucas folhas com tinta. Fotos de meninos cheios de más intenções e meninas cheias de pudores. Eu sou de eras antigas mesmo! Eu sou o da direita, na foto com outras seis pessoas, segurando uma das pontas de uma faixa com os dizeres: Time do Japão. Na outra ponta uma menina, uma pequena interpretação dos meus melhores sonhos, franzina e branca feito vela, segurava a outra ponta da faixa. Éramos os "pais" de todos os outros.
Nesses tempos, minha alma dói em lembrar, eu perseguia outros sonhos. Eu era tão verdadeiro com o que eu queria, e nem tinha tantos objetivos. Nem queria ser feliz, queria ser eu mesmo. Mas eu tinha vergonha.
Descreverei, bem breve, um diálogo feito no dia em que tiramos tantas e tantas fotos.
- Por que uma pessoa como ele pediria ajuda a mim? - pergunto eu.
- Por que uma pessoa como você negaria ajuda a uma pessoa como ele? - respondeu.
E assim eu aprendi a sentir compaixão das pessoas.
Cheers!
As fotos me fizeram voar. Tão mal guardadas fotos, arquivos antigos, malssucedidas impressões de outrora fortes amizades, hoje somente umas poucas folhas com tinta. Fotos de meninos cheios de más intenções e meninas cheias de pudores. Eu sou de eras antigas mesmo! Eu sou o da direita, na foto com outras seis pessoas, segurando uma das pontas de uma faixa com os dizeres: Time do Japão. Na outra ponta uma menina, uma pequena interpretação dos meus melhores sonhos, franzina e branca feito vela, segurava a outra ponta da faixa. Éramos os "pais" de todos os outros.
Nesses tempos, minha alma dói em lembrar, eu perseguia outros sonhos. Eu era tão verdadeiro com o que eu queria, e nem tinha tantos objetivos. Nem queria ser feliz, queria ser eu mesmo. Mas eu tinha vergonha.
Descreverei, bem breve, um diálogo feito no dia em que tiramos tantas e tantas fotos.
- Por que uma pessoa como ele pediria ajuda a mim? - pergunto eu.
- Por que uma pessoa como você negaria ajuda a uma pessoa como ele? - respondeu.
E assim eu aprendi a sentir compaixão das pessoas.
Cheers!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Somos deuses
Aqui jaz uma poesia romântica. Não nasce novas estrofes a muitos anos. Sempre é ser repetitivo. Bilhões de cópias corretas amontoam-se. Foi-se o tempo da nossa inverdade. Somos comuns.
Jazem na memória as mesmas palavras que aprendemos de nossos professores. Sofrem com o tempo de nossa juventude. Ao máximo para sempre o máximo. Até que a velhice nos ataque, sugue toda a nossa bossalidade. E condenados ao esquecimento, carregamos muitos mortos dentro de nós. A atitude da folha morta, destacamo-nos da grande árvore da vida para cairmos no chão, adubando um novo ciclo imortal.
A fruta pequena queima a boca de quem a come. E embora saibamos do nosso risco, abandonamos o medo e encaramos a dor. Meditamos sobre o vale e tememos a montanha. Somos líderes de nossos sonhos, nossos sonhos infantis. A metáfora da metáfora dos nossos sons, guiamos a nós mesmo na penumbra. Horrendos sonhos.
Estamos todos cheios de moléculas. Cada molécula está cheia de deuses. Cada deus está cheio do que nós acreditamos. Nós estamos cheios do que cremos ser as moléculas. As moléculas somos nós, triste fim à realidade. Então inventamos a fantasia, que não é feita de moléculas, portanto somos deuses, e muito mais que aquilo em que acreditamos.
Aqui jaz a idéia de começo, meio e fim.
Cheers!
Jazem na memória as mesmas palavras que aprendemos de nossos professores. Sofrem com o tempo de nossa juventude. Ao máximo para sempre o máximo. Até que a velhice nos ataque, sugue toda a nossa bossalidade. E condenados ao esquecimento, carregamos muitos mortos dentro de nós. A atitude da folha morta, destacamo-nos da grande árvore da vida para cairmos no chão, adubando um novo ciclo imortal.
A fruta pequena queima a boca de quem a come. E embora saibamos do nosso risco, abandonamos o medo e encaramos a dor. Meditamos sobre o vale e tememos a montanha. Somos líderes de nossos sonhos, nossos sonhos infantis. A metáfora da metáfora dos nossos sons, guiamos a nós mesmo na penumbra. Horrendos sonhos.
Estamos todos cheios de moléculas. Cada molécula está cheia de deuses. Cada deus está cheio do que nós acreditamos. Nós estamos cheios do que cremos ser as moléculas. As moléculas somos nós, triste fim à realidade. Então inventamos a fantasia, que não é feita de moléculas, portanto somos deuses, e muito mais que aquilo em que acreditamos.
Aqui jaz a idéia de começo, meio e fim.
Cheers!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Hipocrisia evangélica
Antigamente este blog era mais social e humanamente engajado. É uma pena que eu tenha desviado desse engajamento que tanto me fazia bem, mas eu sabia que pouquíssimas pessoas iriam ler o que eu pensava a respeito de guerra, hipocrisia, preconceito e 'tras coisas. Mas hoje eu tenho que escrever sobre algo que me indignou, tal qual eu fazia nos primórdios (parece muito tempo...) deste blog.
Estou falando sobre o projeto que dava à Associação das Prostitutas do Amazonas (As Amazonas) o título de Utilidade Pública e que foi barrado e arquivado pela bancada evangélica na Câmara Municipal de Manaus. Uma vez concedido este título a Associação poderia firmar parcerias importantes, além de poder captar recursos, inclusive do Estado. Continuaria assim seu trabalho a favor da dignidade e contra a exclusão social das prostitutas.
Não escondo a minha insatisfação em ver que, mais uma vez, os membros da Câmara se voltaram contra uma minoria. Alegam moral e ética, mas ferem o direito à igualdade e mostram a a sua maioria preconceituosa e desinformada. Pessoas que vergonhosamente mostam o que se poderia esperar deles; a defesa de seus próprios interesses.
Será que é difícil compreender que antes de serem prostitutas elas são MULHERES? Esses hipócritas esquecem o lado humano dessas pessoas. Uma Associação que dá dignidade, segurança e informação parecem-lhes tão má porque, justamente, realiza aquilo que esses preconceituosos jamais poderão realizar à sociedade: compreender as diferenças, ajudar alguém diferente.
Vivem daquilo que o rebanho dá.
Não compreendo como um pastor, que supostamente não utiliza os serviços de uma prostituta, pode achar nocivo que um grupo queira ajudar essas pessoas. Isso é uma prova que a exclusão social foi aprendida muito antes do código moral. Eles julgam, como julgariam negros, homossexuais e detentos, que estão protegendo a sociedade, mas o que a sociedade precisa é ser protegida desses manipuladores e aduladores. Não dá para compreender como eles não tem, supostamente, noção do mal que causam olhando para seus próprios umbigos.
Desejo que o povo levante-se e defenda qualquer atitude de benefício às minorias, sejam elas quais forem. Não é porque eles são evangélicos que eu deva me calar, é?
Vereadores hipócritas, para vocês, o meu escárnio!
Estou falando sobre o projeto que dava à Associação das Prostitutas do Amazonas (As Amazonas) o título de Utilidade Pública e que foi barrado e arquivado pela bancada evangélica na Câmara Municipal de Manaus. Uma vez concedido este título a Associação poderia firmar parcerias importantes, além de poder captar recursos, inclusive do Estado. Continuaria assim seu trabalho a favor da dignidade e contra a exclusão social das prostitutas.
Não escondo a minha insatisfação em ver que, mais uma vez, os membros da Câmara se voltaram contra uma minoria. Alegam moral e ética, mas ferem o direito à igualdade e mostram a a sua maioria preconceituosa e desinformada. Pessoas que vergonhosamente mostam o que se poderia esperar deles; a defesa de seus próprios interesses.
Será que é difícil compreender que antes de serem prostitutas elas são MULHERES? Esses hipócritas esquecem o lado humano dessas pessoas. Uma Associação que dá dignidade, segurança e informação parecem-lhes tão má porque, justamente, realiza aquilo que esses preconceituosos jamais poderão realizar à sociedade: compreender as diferenças, ajudar alguém diferente.
Vivem daquilo que o rebanho dá.
Não compreendo como um pastor, que supostamente não utiliza os serviços de uma prostituta, pode achar nocivo que um grupo queira ajudar essas pessoas. Isso é uma prova que a exclusão social foi aprendida muito antes do código moral. Eles julgam, como julgariam negros, homossexuais e detentos, que estão protegendo a sociedade, mas o que a sociedade precisa é ser protegida desses manipuladores e aduladores. Não dá para compreender como eles não tem, supostamente, noção do mal que causam olhando para seus próprios umbigos.
Desejo que o povo levante-se e defenda qualquer atitude de benefício às minorias, sejam elas quais forem. Não é porque eles são evangélicos que eu deva me calar, é?
Vereadores hipócritas, para vocês, o meu escárnio!
terça-feira, 31 de março de 2009
O inesperado valor das palavras
Eu vejo o outro lado de forma natural. Quando se tenta estender a mão esquerda, o coração bate de tal força com outra energia. É perigoso. Quando se tenta estender a mão direita, a razão impõe a magnífica retórica, nem tanto retórica. É arriscado. E assim tentamos realizar a tão querida harmonia, os movimentos cheios de energia, para todo lado que se vá. Energia.
Há misterios escondidos no meio das palavras. Como eu disse para minha prima que achava que a palavra tem poder. Poder não na palavra, mas no poder que depositamos nela. Então o poder está em nós. Não importa que mão vamos estender, se da razão ou do coração, tudo é energia. Mas o resultado sempre será diferente. Há mistérios nas palavras. Há mistério nas minhas palavras. Há palavras nos meus mistérios. Há misteriosas palavras em mim.
Tentei olhar no fundo dos olhos. Ver a plenitude de uma boa interpretação. Falhastes. Então eu pude julgar para onde levaria minha energia. Pude ver com mais clareza como gastaria meu tempo, ou o que penso dele. Sempre julgamos sermos capazes de fazer algo assim sozinhos. Então foi minha vez de falhar. E falhar me fez ver que eu estou cada dia mais feliz com minhas falhas. Eu falho cada vez mais na minha felicidade. Mesmo assim eu estou feliz.
Então, durante a chuva, eu levantei a mão direita.
Cheers!
Há misterios escondidos no meio das palavras. Como eu disse para minha prima que achava que a palavra tem poder. Poder não na palavra, mas no poder que depositamos nela. Então o poder está em nós. Não importa que mão vamos estender, se da razão ou do coração, tudo é energia. Mas o resultado sempre será diferente. Há mistérios nas palavras. Há mistério nas minhas palavras. Há palavras nos meus mistérios. Há misteriosas palavras em mim.
Tentei olhar no fundo dos olhos. Ver a plenitude de uma boa interpretação. Falhastes. Então eu pude julgar para onde levaria minha energia. Pude ver com mais clareza como gastaria meu tempo, ou o que penso dele. Sempre julgamos sermos capazes de fazer algo assim sozinhos. Então foi minha vez de falhar. E falhar me fez ver que eu estou cada dia mais feliz com minhas falhas. Eu falho cada vez mais na minha felicidade. Mesmo assim eu estou feliz.
Então, durante a chuva, eu levantei a mão direita.
Cheers!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Ao Rei
Na primeira vez que eu quis escrever no seu blog foi para mostrar a minha raiva. Você escrevia por aqui coisas sobre mim, coisas que me irritavam pela forma que você conduzia as coisas. Você me fazia parecer ser tão má... mas depois de algum tempo eu entendi. Você precisa ter sempre em sua vida antagonistas, e eu era o alvo perfeito. A megera sempre calada e disposta a perdoar todas as suas faltas. Eu era a sua melhor inimiga.
Suas mensagens supostamente enigmáticas me davam medo. Eu tinha dúvidas, me perguntava: será que ele está ficando louco de vez? Mas no fundo era sempre uma forma de "chamar atenção" para si e para as suas velhas idéias. Eu entendo quando você fala em "roundabout". Tudo se repete, tudo parece uma rotina chata, "simples sombras do que já foi um dia", como você diz. Mesmo assim eu continuava tendo medo, porque era e é tudo um grande teatro. E você não desiste de coisas velhas.
Eu gostaria de falar tanta coisa por aqui. Contar sobre um homem apaixonado, um homem que "não existe". Eu gostaria de quebrar um pouco o enigma que se encontra em você. Dizer coisas que eu não compreendo na sua alma. Gostaria de possuir seu dom com as palavras, ainda mais agora, que estamos tão longe...
Um dia um homem me disse: procure minhas falhas. Ele estava tão cego de paixão, achava-se indefectível. Eu só pude acompanha-lo pelo tempo que suportei. As nossas vidas eram tão diferentes, mundos diferentes mas iguais. Ele acreditava que não conseguia enxergar seus próprios defeitos. Até que ele descobriu sozinho.
O que mais amo em você é sua capacidade de se tornar tantas pessoas diferentes. Nunca é a mesma coisa com você, e isso me surpreende até hoje em dia. Você não busca ser perfeito, você busca ser melhor! E isso eu nunca vou esquecer do teu ser. Morarás sempre dentro de mim. Serás sempre um amigo das palavras, e meu protetor.
J.A.W.A.
Suas mensagens supostamente enigmáticas me davam medo. Eu tinha dúvidas, me perguntava: será que ele está ficando louco de vez? Mas no fundo era sempre uma forma de "chamar atenção" para si e para as suas velhas idéias. Eu entendo quando você fala em "roundabout". Tudo se repete, tudo parece uma rotina chata, "simples sombras do que já foi um dia", como você diz. Mesmo assim eu continuava tendo medo, porque era e é tudo um grande teatro. E você não desiste de coisas velhas.
Eu gostaria de falar tanta coisa por aqui. Contar sobre um homem apaixonado, um homem que "não existe". Eu gostaria de quebrar um pouco o enigma que se encontra em você. Dizer coisas que eu não compreendo na sua alma. Gostaria de possuir seu dom com as palavras, ainda mais agora, que estamos tão longe...
Um dia um homem me disse: procure minhas falhas. Ele estava tão cego de paixão, achava-se indefectível. Eu só pude acompanha-lo pelo tempo que suportei. As nossas vidas eram tão diferentes, mundos diferentes mas iguais. Ele acreditava que não conseguia enxergar seus próprios defeitos. Até que ele descobriu sozinho.
O que mais amo em você é sua capacidade de se tornar tantas pessoas diferentes. Nunca é a mesma coisa com você, e isso me surpreende até hoje em dia. Você não busca ser perfeito, você busca ser melhor! E isso eu nunca vou esquecer do teu ser. Morarás sempre dentro de mim. Serás sempre um amigo das palavras, e meu protetor.
J.A.W.A.
terça-feira, 17 de março de 2009
Sempre morna
O enigma que nos aproxima é algo insondável para mim agora. Depois de anos eu só posso dizer que tudo que vivi ao teu lado é algo do passado que eu gostaria muito de esquecer. Logo nos momentos mais felizes, e numa época dessas de despedidas, você me faz o exercício de autopiedade tão comum. Somos velhos e falhos.
Eu me torno cada dia melhor, mas a saudade no meu coração é muito grande. Vou para cama pensando em tantas coisas, em tanta gente. Eu sei que eu posso ser tão feliz quanto pareço ser, mas o caminho da auto descoberta é sinuoso. Mesmo assim fico tranquilo porque não estou sozinho. Eu tenho pessoas que me compreendem, pessoas que "sentem" tudo aquilo que eu sinto.
O mundo é uma troca initerrupta e incessante. Não é, Renata?
Cheers!
Eu me torno cada dia melhor, mas a saudade no meu coração é muito grande. Vou para cama pensando em tantas coisas, em tanta gente. Eu sei que eu posso ser tão feliz quanto pareço ser, mas o caminho da auto descoberta é sinuoso. Mesmo assim fico tranquilo porque não estou sozinho. Eu tenho pessoas que me compreendem, pessoas que "sentem" tudo aquilo que eu sinto.
O mundo é uma troca initerrupta e incessante. Não é, Renata?
Cheers!
terça-feira, 10 de março de 2009
Escape
A urna estava vazia, ninguém havia notado, na calada da noite, os ladrões que nos roubaram. Meu grande medo havia se dissipado. Sem provas não havia criminoso. E criminoso bom é criminoso morto.
Noites resumem-se por bebedeiras initerruptas. Mais uma vez.
Cheerz!
Noites resumem-se por bebedeiras initerruptas. Mais uma vez.
Cheerz!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O cheiro d'alma
Eu tenho a sensação de que estou no caminho certo. Tanta gente assiste sua própria vida passar pelo seus olhos, imaginando como seria, querendo sempre algo diferente do que tem. E eu que me esforço pra não ser "tanta gente" estou definitivamente no caminho certo. Meus sonhos já voltaram a "falar comigo". Minha reclusão está funcionando. Consegui afastar toda aquela legião dos meus domínios, rs.
Eu quero mesmo conhecer novos ares. Estou sempre me dando novas chances. Chega de pensar que estou longe de mim mesmo pelo o que penso. O que quero é me libertar. Quero ter um amor pra mim. Quero o bom senso de volta. Voltar a praticar o impossível. Como eu fazia no filme 8mm que eu achei, com tanta saudade que me deu.
A magia daquela pessoa ainda está na minha essência. Pena que está tão difícil assim de falar com ela. Tudo o que eu queria era reencontra-la, e sentir o cheiro dela novamente. Eu quero a magia de volta, com toda a poesia de passar a madrugada acordado pensando nela, com toda a maravilhosa idiossincrasia que isso me causa.
Vivemos dias melhores. Volto a enxergar acizentado. Dizem que eu sou. Dizem que eu não sou. Dizem que sou eu. Dizem muito a meu respeito. A Flora diz. Eu digo. E o que dizemos nos mostra que vivemos dias melhores.
Flora, minha próxima carta vai ser especial, mesmo que qualquer pessoa pense o que quer que seja. Temos direito de pensar. Mas a carta vai ser especial. Espere, e tudo se resolverá.
Cheers!
Eu quero mesmo conhecer novos ares. Estou sempre me dando novas chances. Chega de pensar que estou longe de mim mesmo pelo o que penso. O que quero é me libertar. Quero ter um amor pra mim. Quero o bom senso de volta. Voltar a praticar o impossível. Como eu fazia no filme 8mm que eu achei, com tanta saudade que me deu.
A magia daquela pessoa ainda está na minha essência. Pena que está tão difícil assim de falar com ela. Tudo o que eu queria era reencontra-la, e sentir o cheiro dela novamente. Eu quero a magia de volta, com toda a poesia de passar a madrugada acordado pensando nela, com toda a maravilhosa idiossincrasia que isso me causa.
Vivemos dias melhores. Volto a enxergar acizentado. Dizem que eu sou. Dizem que eu não sou. Dizem que sou eu. Dizem muito a meu respeito. A Flora diz. Eu digo. E o que dizemos nos mostra que vivemos dias melhores.
Flora, minha próxima carta vai ser especial, mesmo que qualquer pessoa pense o que quer que seja. Temos direito de pensar. Mas a carta vai ser especial. Espere, e tudo se resolverá.
Cheers!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Outro recado
Um pouco de dor, como nos velhos tempos. Você não se acostuma com meu humor tão ácido, e o teor etílico de meu hálito expurgando os demônios durante a mesa. Estás tão velha assim... Aparentemente um pouco ultrapassada, mas mesmo assim, boa tacada!
Eu te propus umas palavras. Não, eu pedi que você escrevesse algo para mim, algo que eu pudesse publicar. Você não tem colhões, mas adorou a ideia. Mesmo que ela seja tão novidade quanto o fato da roda ser redonda. Mesmo assim você ousou perder seu tempo pra escrever algo para mim, e algo que eu pudesse publicar!
É claro que eu achei seus manuscritos (!) escondidos, provas mais-que-suficientes de seu temor diário de ser esquecida nas minhas muitas caixas de sapato. Eu os achei, e alguns eu queimei. Eu sou mesmo um pequeno multiverso indecente, com minha pequena coleção porno tão bem enumerada na sua prosa, rsrs.
Mande sua coragem pra lua. Me mande seus escritos. Eu publico.
Cheers!
Eu te propus umas palavras. Não, eu pedi que você escrevesse algo para mim, algo que eu pudesse publicar. Você não tem colhões, mas adorou a ideia. Mesmo que ela seja tão novidade quanto o fato da roda ser redonda. Mesmo assim você ousou perder seu tempo pra escrever algo para mim, e algo que eu pudesse publicar!
É claro que eu achei seus manuscritos (!) escondidos, provas mais-que-suficientes de seu temor diário de ser esquecida nas minhas muitas caixas de sapato. Eu os achei, e alguns eu queimei. Eu sou mesmo um pequeno multiverso indecente, com minha pequena coleção porno tão bem enumerada na sua prosa, rsrs.
Mande sua coragem pra lua. Me mande seus escritos. Eu publico.
Cheers!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Roundabout II
O rosto miserável deu lugar ao mais feliz, a esperança encheu os seus olhos com uma luz meio parda, indistinguível à luz do dia. No meio de um temporal, talvez ele saísse para se molhar, arriscando ficar doente e morrer, mas isso está se tornando passado, mais uma vez. Apesar disso, ele não consegue entender como o que está se tornando passado tornou a voltar a se tornar passado...
Cheers!
Cheers!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Vozes II
O problema estava na sua procura. Ousavas demais, elas se cansam. Você deveria ser mais objetivo. Mas havia muito o que considerar, você sabe disso! Não sei disso não, eu sei que ela lhe escorreu pelos dedos, e você foi fraco. Como fraco, eu tornei tudo muito mais fácil. Não, você dificultou as coisas. Eu não creio. Amanhã você vai ser só um amiguinho dela. Você fala como se isso fosse ruim! Isso é péssimo! Não é não! O que você espera que aconteça entre você, um covarde, e uma mulher decidida, independente? O que tiver que acontecer... Isso nunca, o que vai rolar é muito diferente do que você quer. Está bem, então você está sempre certo, conheces bem a mente delas. Conheço! Sim, conhece... Conheço sim! É, eu concordeeei. Mas não acreditooou... Sim, eu acrediteeei sim! Você é um tolo, fraco, idiota e resmungão! Cara, cala a sua boca, eu fiz tudo que eu podia, não passo por cima dos limites dos outros não! E está onde está. E onde estou então? Na meeerda! Hahaha, isso não é verdade, eu estou bem feliz, pra falar a verdade! Feliz com meia dúzia de oportunidades e dezenas de dúvidas cruéis, dúvidas que estão te corroendo por dentro, desesperado por um novo encontro. Sim, feeeliz, e isso te deixa pra baixo, você quer ver minha derrota, seja lá qual for o assunto. Você é a imaaagem do derrotado, qualquer um que olhe pra você vai ver isso! Se isso fosse verdade, onde estava você na hora em que eu estava lá, me dando bem? Eu estava rindo de você, porque minha ojeriza é tão grande que ultrapassa qualquer conselho. Ah, conselho? Sim, é o que você precisa, conseeelho! Você é o sábio agora é? Sou. E acha que eu vou conseguir algo com alguém com essa tua sabedoria chinfrim, meia boca, cheia de preconceitos, machistas e... Seu perdedoooooor, perdedooooor! Ah meu, cala a boca, você é um fracassado que está a anos entubado. Quem está entubado? Você! Entubada é tua coraaagem seu fraco, que você jamais vai conseguir nada com ela. Entubaaado siiiim, fraco, doente, viciaaado. Pelo menos eu me divirto, hahahahaha. Diversão que custa tua vida desgraçada. Hum, está preocupadinho comiiigo ééé? Apenas querendo um pouco de paz na minha mente, um tempo desse pandemonio desgraçado. Quer ser feliz né, ô sonhador? Todos querem. Então te maaata de nooovo, te deeeixa levaaar. Deixo sim. Vai lá. Vou. Então vai. Quando chegar a hora. Oras, vai agooora. Não dá agora. Então fica calado seu otário. Tá puto porque no fim eu tenho razão né? Não, eu comecei a entender o final desse jogo. Jogo? É, jogo. Que jogo? O da sedução!
Cheers!
Cheers!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O Sexto Sentido
Um dia eu descobri que havia um mundo além daquilo que estamos habituados a ver. Um mundo de coisas, dum conhecimento tão grande e lindo. Daí é que eu tirei inspiração para criar o cenário de Solari, de um mundo que nos não enxergamos, mas que sempre esteve ali. As pessoas não se importam com aquilo que elas não conhecem.
Paulo, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi um guia nesse mundo que eu havia descoberto sozinho. Eu estava com medo, entendia tão pouco de minhas forças. Ele dosou tão bem as palavras. Me mostrou como era entrar nesse mundo, obedecer as suas regras e criar empatia com seus personagens. Naquela época eu amava o teatro. Então eu aprendi, naquelas palavras, o significado de estar aberto ao mundo mais do que querer o mundo aberto a você.
Mara, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi uma bruxa que me inspirou a olhar pela fechadura. A realidade é uma sala, existem várias portas de saída, algumas mais dignas que as outras, outras mais ocultas que todas as demais. Mas sempre que você olha para a fechadura, percebe que estamos onde estamos muitas vezes porque não sabemos o que há atrás das outras portas. Então eu aprendi, naquelas lições, que nos também somos salas cheias de portas, e que atrás de cada porta há uma pessoa. Estamos conectados por portas.
Renata, hoje em dia, mas sobretudo por comunhão de sentidos, é uma amiga que aceitou tudo que eu vi e vejo, tudo que eu possuo e o que eu não tenho. Compartilhar a visão de um mundo é tarefa difícil, mas ela não precisa muito de palavras. Compreende que estamos além de uma breve interpretação dos sentidos da carne, e isso me deixa tão feliz. Eu percebi, e me alegrei, que o medo me deixou, eu confio nela, e ela em mim. O mundo fala conosco, e percebo que eu já a faço falar com o mundo. Então eu aprendi, por meio do ato de ensina-la, que meus dons nunca são só meus, eles pertencem a todos. Assim eu me conecto, eu abro as portas.
Ontem, numa mesa de bar, ao ar livre, eu ouvi uma pessoa falar de um dom. Um dom que nos liga a esse mundo a que me refiro. Um dom que sei, todos temos. Mas ali, naquele momento, pela simples menção, minha mente se voltou às lembranças dessas pessoas que descrevi acima. E assim eu lembrei de tudo que eu aprendi, e como foi bom.
Conheci a Patricia. Era ela quem disse ter esse dom. Minha prima Glenda, em seguida, afirmou ter também, um maior. Bobagem, os dons não são mensuráveis. Mas era Patricia quem me interessou, logo por tudo o que ela disse de si. Logo por todas as palavras inaudíveis com os ouvidos, mas perfeitamente audíveis com o coração. Há algo mágico nela. Agora eu posso dizer. Meu sexto sentido me diz coisas. Coisas que não me dizia a anos.
Esse final de semana foi ótimo.
Cheers!
Paulo, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi um guia nesse mundo que eu havia descoberto sozinho. Eu estava com medo, entendia tão pouco de minhas forças. Ele dosou tão bem as palavras. Me mostrou como era entrar nesse mundo, obedecer as suas regras e criar empatia com seus personagens. Naquela época eu amava o teatro. Então eu aprendi, naquelas palavras, o significado de estar aberto ao mundo mais do que querer o mundo aberto a você.
Mara, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi uma bruxa que me inspirou a olhar pela fechadura. A realidade é uma sala, existem várias portas de saída, algumas mais dignas que as outras, outras mais ocultas que todas as demais. Mas sempre que você olha para a fechadura, percebe que estamos onde estamos muitas vezes porque não sabemos o que há atrás das outras portas. Então eu aprendi, naquelas lições, que nos também somos salas cheias de portas, e que atrás de cada porta há uma pessoa. Estamos conectados por portas.
Renata, hoje em dia, mas sobretudo por comunhão de sentidos, é uma amiga que aceitou tudo que eu vi e vejo, tudo que eu possuo e o que eu não tenho. Compartilhar a visão de um mundo é tarefa difícil, mas ela não precisa muito de palavras. Compreende que estamos além de uma breve interpretação dos sentidos da carne, e isso me deixa tão feliz. Eu percebi, e me alegrei, que o medo me deixou, eu confio nela, e ela em mim. O mundo fala conosco, e percebo que eu já a faço falar com o mundo. Então eu aprendi, por meio do ato de ensina-la, que meus dons nunca são só meus, eles pertencem a todos. Assim eu me conecto, eu abro as portas.
Ontem, numa mesa de bar, ao ar livre, eu ouvi uma pessoa falar de um dom. Um dom que nos liga a esse mundo a que me refiro. Um dom que sei, todos temos. Mas ali, naquele momento, pela simples menção, minha mente se voltou às lembranças dessas pessoas que descrevi acima. E assim eu lembrei de tudo que eu aprendi, e como foi bom.
Conheci a Patricia. Era ela quem disse ter esse dom. Minha prima Glenda, em seguida, afirmou ter também, um maior. Bobagem, os dons não são mensuráveis. Mas era Patricia quem me interessou, logo por tudo o que ela disse de si. Logo por todas as palavras inaudíveis com os ouvidos, mas perfeitamente audíveis com o coração. Há algo mágico nela. Agora eu posso dizer. Meu sexto sentido me diz coisas. Coisas que não me dizia a anos.
Esse final de semana foi ótimo.
Cheers!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O uso básico da razão
O cupido se enganou mais uma vez. Ele fez a mocinha ir no caminho do vilão, e o mocinho decapitou-se por isso. O pai do vilão não queria uma nora tão boazinha e expulsou o casal de sua casa. No caminho, a mocinha viu o corpo do mocinho decapitado. O vilão discursou sobre a maneira certa de se esquecer o passado. A mocinha levou o vilão pra casa, e eles transaram.
Onze anos depois ela tinha quatro filhos pra criar, e nenhum tostão no bolso. O vilão está preso, e contando os dias pra sair. A esperança da mocinha é um dia encontrar com o maldito cupido e acertar as contas. Nem que seja na outra vida.
E eu só observo.
Cheers!
Onze anos depois ela tinha quatro filhos pra criar, e nenhum tostão no bolso. O vilão está preso, e contando os dias pra sair. A esperança da mocinha é um dia encontrar com o maldito cupido e acertar as contas. Nem que seja na outra vida.
E eu só observo.
Cheers!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Rebordose analítica
Eu dava sempre o último passo, dois a mais que o permitido. Naquela época era risível cometer tantos erros e não arrepender-se de nada. Era risível também a maioria das coisas que eu falava sem domínio do que se tratava. Esperava mudança, absoluta mudança, meus valores eram moldados aos poucos. A mudança trazia incertezas. Viver dá um cansaaaço...
A minha descrença exarcebada nos limites das pessoas me fez ultrapassar barreiras e aprender com aquilo. Carrego máculas no meu ser que é algo sem sentido, que as vezes eu olho e não compreendo. Um jogo, eu achava defeitos, e me devolviam tanto desprezo. Não é normal isso, é?
Cheers!
A minha descrença exarcebada nos limites das pessoas me fez ultrapassar barreiras e aprender com aquilo. Carrego máculas no meu ser que é algo sem sentido, que as vezes eu olho e não compreendo. Um jogo, eu achava defeitos, e me devolviam tanto desprezo. Não é normal isso, é?
Cheers!
domingo, 1 de fevereiro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
A Ópera Distante
O teu sorriso é meu. A minha imaginação é um mundo inteiro de imagens. E mesmo assim eu me perco todo dia inventando uma forma nova de te alterar, de te deixar tão próxima e ao mesmo tempo mais perto. Nossos amigos não nos encaram mais quando estamos juntos. Eles desconfiam da gente sempre que fazemos planos. Eles não querem mais a gente.
Eu não desejo mais o seu bom humor, mas me divirto com sua ira. Daí eu penso coisas sobre você, que aprendi somente por te contrariar: você sempre atende o telefone quando está com raiva, ainda mais se o número no BINA for o meu. Você está sempre lendo algum livro, mesmo que não esteja. A sua mãe te liga durante a madrugada, e você sempre chora durante a conversa. Seu pai sempre te liga antes do almoço, e você sempre desliga alegando estar com muita fome.
Algumas coisas de você eu não conheço. Ainda não está dentro de mim. E eu gostaria de saber se você faz idéia de que eu estou constantemente te sondando. E se eu estou mesmo em você...
Cheers!
Eu não desejo mais o seu bom humor, mas me divirto com sua ira. Daí eu penso coisas sobre você, que aprendi somente por te contrariar: você sempre atende o telefone quando está com raiva, ainda mais se o número no BINA for o meu. Você está sempre lendo algum livro, mesmo que não esteja. A sua mãe te liga durante a madrugada, e você sempre chora durante a conversa. Seu pai sempre te liga antes do almoço, e você sempre desliga alegando estar com muita fome.
Algumas coisas de você eu não conheço. Ainda não está dentro de mim. E eu gostaria de saber se você faz idéia de que eu estou constantemente te sondando. E se eu estou mesmo em você...
Cheers!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Maledicencia
À distância ela me parecia uma lembrança, uma boneca de porcelana, tão usualmente fabricada, branca. Os dias e anos iam passando por ela e só deixavam a impressão que ela era criança. Eu não a alcanço na prateleira de meus sonhos. Eu ganho...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Incorreto
O meu novo romantismo inclui flores e essências caras, uma música neo clássica ao fundo, e também uma boa garrafa de vinho. Algumas palavras ludibriantes e uma quase ênfase nas palavras mais adocicadas. Um pequeno luxo o lounge, pouca luz, e a inebriante dose de conhaque que você me ofereceu, tudo isso permitiu aos sentidos uma maior entrega, uma conquista. Movimentos lentos, um abraço, um beijo no seu pescoço, a certeza de que as mãos estavam tão sugestivas.
Naquela noite eu não havia pensado em ti como uma esposa, mas simplesmente como uma mulher. A diva da noite obstinada em me realizar. E eu, teu homem, era o esposo perfeito numa obra prima que via espelhado em teus olhos. Perante ti a alma se aquietou. Meu corpo é que se danou, uma noite inteira. A garrafa de vinho em pouco tempo fazia parte de nos, e uma sensação de que éramos uma completude desde nosso início.
Tudo começou porque você ainda me ama. E eu ainda a desprezo. Tudo começou porque eu não consigo impedir que você entre na minha alma e seque todo meu vigor. Suas palavras me agridem, e as minhas te enganam enquanto isso. A gente havia prometido não se permitir fazer promessas, se não quebrássemos a única que nos unia. A única que nos fazia tolerar sentir tanto um pelo outro, e não se permitir. Eu começo a achar tudo complicado.
Tudo começou com uma briga banal. A gente disse muita coisa. Como sempre, as coisas sairam do sentido quando começaram a fazer novo sentido. Você entende? A gente descobriu um mundo novo e brincamos de sermos somente o que nos permitíssemos ser. Só por uma noite. Mesmo após a briga.
Mesmo após a briga.
Cheers!
Naquela noite eu não havia pensado em ti como uma esposa, mas simplesmente como uma mulher. A diva da noite obstinada em me realizar. E eu, teu homem, era o esposo perfeito numa obra prima que via espelhado em teus olhos. Perante ti a alma se aquietou. Meu corpo é que se danou, uma noite inteira. A garrafa de vinho em pouco tempo fazia parte de nos, e uma sensação de que éramos uma completude desde nosso início.
Tudo começou porque você ainda me ama. E eu ainda a desprezo. Tudo começou porque eu não consigo impedir que você entre na minha alma e seque todo meu vigor. Suas palavras me agridem, e as minhas te enganam enquanto isso. A gente havia prometido não se permitir fazer promessas, se não quebrássemos a única que nos unia. A única que nos fazia tolerar sentir tanto um pelo outro, e não se permitir. Eu começo a achar tudo complicado.
Tudo começou com uma briga banal. A gente disse muita coisa. Como sempre, as coisas sairam do sentido quando começaram a fazer novo sentido. Você entende? A gente descobriu um mundo novo e brincamos de sermos somente o que nos permitíssemos ser. Só por uma noite. Mesmo após a briga.
Mesmo após a briga.
Cheers!
sábado, 24 de janeiro de 2009
Chorus
A alma de coisa alguma, a alma pequena e nua. A alma. Na alma. Hum, eu penso. Eu acho. Eu sempre acho. Da alma saem palavras. Não, somente frieza. Talvez.
Sinto muito pelo seu vestido. As flores é que são de vidro. Você não será sempre jovem. Me matar? Como segurar meus pensamentos. Esvazio a mente, não dá. Não dá!
O orgulho fez mais uma vítima ontem. Eu acho que não fui eu. Semprejovem para sempre, eternamente. Cheia de razão, não me deu bola. Não não não!
Pequena ópera, ojeriza dos homens comuns. Sou eu, no seu leito, ávido por novas histórias. Minha mania de palavras perfeitas, e você tão liberal em suas palavras cruzadas. Eu não entendi! Quem é que gostaria de entender. Aqui é tão vazio...
Cheers!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Quer quanto por ela?
Falávamos línguas diferentes. Eu dizia "vamos ficar em casa", ela dizia "quero comer num fast food". Eu dizia "vamos parar de brigar" e ela respondia "eu não estava brigando, seu idiota". Falávamos a mesma língua. Eu suspirava "um dia... quem sabe?" e ela retrucava "porque não agora?". Eu dizia "te odeio" e ela "eu também". Eu setenciava "vou morrer sozinho" e ela dizia "ainda bem".
Não somos feitos somente de opostos. Já tive mulheres tão mais contrárias à mim, algo que eu só admitia por poucos motivos, grandes merdas. É pertubador saber que ainda ontem eu pensava em como nos saímos falhos em admirar um ao outro sem emitir opiniões. Ela me faz errar, eu a faço acertar. Porque sempre um dos lados pende a balança para baixo?
Cheers!
Não somos feitos somente de opostos. Já tive mulheres tão mais contrárias à mim, algo que eu só admitia por poucos motivos, grandes merdas. É pertubador saber que ainda ontem eu pensava em como nos saímos falhos em admirar um ao outro sem emitir opiniões. Ela me faz errar, eu a faço acertar. Porque sempre um dos lados pende a balança para baixo?
Cheers!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Melhor dizer que sim
"Do alto dava para ver o pequeno jardim de ideias, numa profusão de palavras e poucas coisas. Do outro lado, voltando-se para o lado sul, havia um pântano de sentimentos. Eu havia ficado admirado com a impressionante beleza do jardim, mas meu interesse pelo pântano de sua mente era maior. Desci a escada sem cuidado algum. Não importava se eu ia cair, nenhuma queda me mataria."
Com essas palavras eu comecei a te deixar louca. Com elas eu comecei a criar o labirinto que você ousou entrar, tentando me buscar. Quanto engano. Eu não queria ser encontrado, e por isso eu deixava cada vez mais rastros, falsos caminhos, luzes lúgubres e sons inarmônicos. Você se perdia, e se desesperava, implorava para sair. Mas já era tarde. O meu pântano é mais assustador que o seu. Não adiantaria gritar por mim, eu gritava no mesmo tom, e não nos ouvíamos...
A um passo da completa insensatez, você retirou de mim a mais horrenda cria de mim, uma flor, minha poesia, agora marcada, fadada ao fim. Eu te dava os meus versos e te acalentava. Seguias o teu caminho dentro de mim, o pântano, com mais esperança e mais firmeza no passo. Beirando a loucura eu não havia notado a tamanha estupidez de meu ato: ajudava justamente a minha caçadora! Enquanto isso, teu pântano e teu jardim eram cada vez mais amistosos comigo. Eu havia me tornado um só dentro do teu ser.
Pena que você não perceba que, mesmo perdida dentro de mim, o pântano, eras parte de mim. Se você saísse, todas as armadilhas e caminhos, árvores e espinhos iriam deixar de existir. Nunca alcançarias o meu jardim, enquanto eu não te mostrasse, bússola, o norte de onde estavas. Eu gostava da ideia, jardim, de que você está em mim. E eu estou em você, pântano.
Cheers!
Com essas palavras eu comecei a te deixar louca. Com elas eu comecei a criar o labirinto que você ousou entrar, tentando me buscar. Quanto engano. Eu não queria ser encontrado, e por isso eu deixava cada vez mais rastros, falsos caminhos, luzes lúgubres e sons inarmônicos. Você se perdia, e se desesperava, implorava para sair. Mas já era tarde. O meu pântano é mais assustador que o seu. Não adiantaria gritar por mim, eu gritava no mesmo tom, e não nos ouvíamos...
A um passo da completa insensatez, você retirou de mim a mais horrenda cria de mim, uma flor, minha poesia, agora marcada, fadada ao fim. Eu te dava os meus versos e te acalentava. Seguias o teu caminho dentro de mim, o pântano, com mais esperança e mais firmeza no passo. Beirando a loucura eu não havia notado a tamanha estupidez de meu ato: ajudava justamente a minha caçadora! Enquanto isso, teu pântano e teu jardim eram cada vez mais amistosos comigo. Eu havia me tornado um só dentro do teu ser.
Pena que você não perceba que, mesmo perdida dentro de mim, o pântano, eras parte de mim. Se você saísse, todas as armadilhas e caminhos, árvores e espinhos iriam deixar de existir. Nunca alcançarias o meu jardim, enquanto eu não te mostrasse, bússola, o norte de onde estavas. Eu gostava da ideia, jardim, de que você está em mim. E eu estou em você, pântano.
Cheers!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Adolesciência
retirado do antigo diário mais recente que a minha própria lembrança do episódio.
Eu ia correndo atrás dela, olhando aquela bunda linda. Dá vontade de apertar gostoso. Caiu a ficha de que ela só estava correndo porque eu havia dito tantas e tantas bobagens. E ela acreditou.
Alcancei o passo dela. Juro que só demorei mais porque fiquei hipnotizado com aquele conjunto cintura+bunda gostosa. Então, ainda correndo, ofegante, eu disse: ela não vai chegar! Ela me responde: era pra ela ficar com você! Daí eu paro!
Eu paro e penso. Era pra ela ficar comigo? Eu penso, engulo seco. Era pra eu esquecer toda a minha sacanagem e pensar no que uma guria queria dizer com aquilo? Quer dizer, o que ela quis dizer mesmo? A doida da J. queria ficar comigo, ou era pressão da Di? E o que importa, se eu nem quero mais nada? Não quero?
Cheers!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Rir do ridículo II
O Capítulo Dois vem após o final do Três.
CAPÍTULO DOIS
O casal briga. Ela quer comer as comidas finas que ela mandou a empregada fazer, já ele quer somente a cream cracker que está no pote. Ela grita e ele gesticula mais que ela. A empregada concorda com a patroa. Óbvio, ela não quer perder o emprego por omissão, isso daria uma justa causa. Ele convence a empregada que ele está certo. A empregada concorda com ele. Óbvio, ela não deseja ser injusta.
Ela vai para o quarto. Ele ataca o pote. A TV conta uma história daquelas que só acontecem na Palestina. Ele se interessa, vai ver. Ela volta do quarto, tem um livro nas mãos. Joga o livro no colo dele, que pula de susto. Ela manda ele abrir o livro. Não é um livro, é um álbum. Não é um álbum, são velharias, pensa ele. Ela grita mais. Ele respira fundo a cada foto. A empregada sai para fazer uma compra. Ele desliga a TV. Ela escorrega para o lado dele. Ele se afasta. Ela chega mais perto. O pote cai no chão. Ele levanta e sai de perto. Ela mente. Ele acredita. Ela sorri. Ele mente.
Ele folheia o álbum, fica triste. Ela junta o pote do chão. Ele roça os dedos dos pés no tapete. Ela levanta e aponta pra uma foto. Um rapaz de óculos, uma moça muito branca e um magrelo. Ele balança a cabeça, negativamente. Ela fala a verdade. Ele mente. Ela conta outra verdade, ele nega. Ela se cala, ele mente. Ambos estão emocionados. Lentamente a mão dele busca a dela. Ele não tem o coração de pedra, pensa ela. Aliás, provavelmente pensou. Ele fecha o álbum. Ela amarra sua mão na dele. Ele olha. Ela mente, ele também. Ele vai até o pote. Ela até o quarto.
A empregada chega. Pergunta se já está tudo bem. Ele fala a verdade. Ela mente. A empregada suspira. Deseja ter a mesma sorte dele. Ele fala mais uma verdade, dessa vez cruel. Ela agita a cabeça, afirmativamente. A empregada faz uma cara de quem mudou de idéia. Deixa as compras no balcão, serve um copo d'água e bebe. Ela entra no quarto, batendo a porta com força. Ele vai até a empregada e a apalpa. Ela corresponde. Ele sorri. A empregada também. Ele combina o horário de saída dela. Ela confirma. Ele vem busca-la para o curso de informática. Ele pisca pra empregada, mas ela se vira. Ele vai até o quarto, para se explicar. Ela deixa. Ele mente. Ela acredita. Ele fala algumas verdades, entremeadas de mentiras. Estratégia. Ela chora. Ele chora.
O casal transa.
Cheers!
(qualquer semelhança com a realidade é mera expectativa de sua mente)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Rir do ridículo I
Fechou a porta. Fechou a boca do espírito. Vomitou toda a ideologia. Fumou um maço de cigarro. Tomou aquela cerveja que estava no copo desde ontem. Comprometeu-se com quem não amava. Amou sem compromisso. Olhou para o relógio. Assustou-se com o preço da batata. Pulou de alegria na cama. Releu toda a minha obra. Pendurou-se na janela. Arriscou cair e quebrar o pescoço.
Botei Winehouse pra tocar. Ela veio carinhosa, sorrindo. Como eu me lembro de cada drama! Era impossível olha-la nos olhos. Todos nos olhavam. Aumentei o som. Fiquei um tempo com o martini na mão, ensaiando cantar a música. Ela me embalou com gritinhos. Nada romântico. Eu reagi. Ela tomou o martini de minha mão. Eu odeio martini. Mais que esse clima romântico. E todos ficaram receosos em dizer. Estávamos plenos. O mundo era uma conquista.
Prometeu tomar o remédio religiosamente. Caiu na armadilha. Lambeu as próprias feridas. Foi capturada. Amou o caçador. Frutificou. Parou de ser tão religiosa com os remédios. Caiu em desgraça. Frutificou de novo. Cortou o cabelo. Tocou violão. Leu minha obra. Encantou-se com o ruivo. Reagiu. Trabalhou demais. Adoeceu. Acidentou-se. Lambeu as feridas de novo. Casou-se com um cara rico. Escolheu mal. Disse que o passado havia ficado para trás. Reviveu os filhos com emoção. Tomou veneno. Angústia lacerante.
Contar uma história de vida tão grande, eu possuo detalhes demais. É cansativo escrever tudo. Dá muito prazer encarar teus bilhetes, dá muita raiva lembrar de minhas respostas. Já tive centenas de pesadelos com nossa história, e algumas dezenas de sonhos sem ela. Fujo o mais longe possível, mas o barco é lento. Preciso de óculos...
Cheers!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Vozes
Dia chuvoso, dia úmido, com poucas chances de você se dar bem. E as garotas? Elas vem? Não sei, pode ser que com a chuva elas se quietem. Não, eu não acredito... tanto faz... mas temos tudo aqui, está tudo preparado. Você aí, tem alguma ideia? Pode ser... Pode ser o que? Pode ser que elas venham. Mas e a chuva? Não importa, e a bebida? Temos bebida o suficiente pra deixar a todos em coma alcóolico. Não, eu sei que tem bebida o suficiente. Desde o Natal aqui tá cheio. O que eu quis dizer é que elas virão pela bebida. Sim, pode ser. Não! O que foi? Não acredito que elas venham pela bebida. Mas se não for pela bebida, elas virão pelo quê? Bom, eu disse que hoje é um dia com poucas chances de você se dar bem. Você quis dizer nós nos darmos bem. Nós não, você! Como assim, e eu? Você, ele... Nós, eu não disse...? Isso não importa mais, ficaremos sozinhos. Mas nós... Eu acho que você ainda não entendeu... elas não vem mais só por causa da chuva, mas por qualquer motivo. Rapaz, eu acho que não vou ficar de pau na mão. Acredite, você vai. Só ele não, nós... Não me inclua nessa! Você acha mesmo isso? O que? Que ficaremos sozinho esta noite? Acredito. Mas nós fizemos tudo certinho, uma chuva não vai ser assim tão cruel... E é você quem decide? Por que não ligamos pra elas? Você tem créditos? Não. Eu tenho, mas não vou ligar! O que você quer então? Que você ligue, pra dar uma chorada pra elas virem. E se elas não quiserem vir mesmo assim? Custa tentar? Claro que custa, não são seus créditos... Então fique de pau na mão, eu vou pra um puteiro. Claro que sim, eu também vou. Mas e eu? Nós vamos pro puteiro, é melhor, quer ir? Mas e a bebida? A gente não pode levar a bebida, seu lesado! Claro né, só estou dizendo que vamos abandonar horrores de bebida só pra gastar mais dinheiro num puteiro... só acho que já gastamos o suficiente. O suficiente para quê, para ficarmos de pau na mão? Você não entende nada. Nós vamos? Sim, deixe me pegar a chave do carro. Quem vai dirigir? Quem bebeu mais? Quem não bebeu aqui, cara? Como eu vou saber? Eu bebi. Então você não vai dirigir. Eu não sei dirigir. Não importa, o carro é meu, eu dirijo. Você vai ficar? Vão me deixar sozinho? O que você sugere? Eu não vou mudar de idéia. Eu sugiro da gente ir na casa das meninas, pegarmos elas e trazer pra cá. Mas e a gasosa do carro, cara? O mesmo que gastaríamos com putas e cerveja cara. Ele tem razão. Tenho? Não sei. O que? Uma hora dessas elas já não vão estar lá, tenho o pressentimento que elas arrumaram algum outro lugar pra ir. E você sugere algo melhor? O puteiro é bom. As meninas são boas também, e estão no plano original. Eu não sei com quem eu concordo. Concorde com algo que não te faça gastar mais dinheiro. Mas o carro não é meu. Não diga que eu estou proibindo ninguém de fazer o que quer que queira fazer, eu só estou do meu lado! O seu lado está esbanjando dinheiro. Quer um cigarro? Eu parei! Não ofereci pra ti, cara. Sim eu quero. Toma. Não decidimos nada ainda. O que acha que vamos fazer? Você se lamenta demais. Mas eu só fiz uma pergunta. Quantos querem ir pro puteiro levantem o braço... e quantos querem ir nas meninas? Pronto, a democracia decidiu... Porra de democracia, ela fode comigo. Calma, foder é que você não vai. Então eu fico. Eu vou dormir. Tchau!
Cheers!
Cheers!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Programa dor
Clique duas vezes no ícone da sua mulher. Uma vez aberto o programa, vá ao menu Sentimentos e desabilite Vergonha do submenu Pudores. Daí crie uma nova janela de bate papo e adicione seu avatar, para que o programa não esqueça com quem está falando. Uma vez programado assim, vá no menu Rotinas e clique em Reportar. Ouça tudo o que ela fez durante o dia dela. Se não gostar de algumas partes, é só ir até a barra de progresso e clicar em skip que ela pulará aquele capítulo. Após isso, vá na guia Expectativa e abilite todos os elogios, assim seu programa funcionará bem que é uma beleeeza.
Ah, e como eu sou bonzinho, vou dar uma dica muito boa pra você fazer um ótimo upgrade na sua mulher. Anotem aí. Como fazer sua mulher ser safada como sua amante:
Abra o programa de sua mulher. Vá no menu Sentimentos e desabilite Vergonha, Prudência, Mágoa e abilite Satisfação, Felicidade e tudo relacionado ao sexo que a versão dela tiver. Após isso tome outro cuidado, ativando o recurso Submissão na guia Comportamento. Nessa mesma guia abilite Iniciativa, Ninfomania e, mais uma vez, dependendo da versão que você dispõe, todos os tipos de comportamentos que ela tiver, se condizentes com o de sua amante.
Daí já é meio caminho andado.
Abra agora o programa amante (sim, nós homens conseguimos rodar em nosso sistema operacional esses dois programas sem dar conflito). Vá no menu Programa/Opções/Programação Raiz e copie todo conteúdo que estiver na string Sexo. Volte ao programa de sua mulher e cole na mesma string Sexo. Adicione, uma linha abaixo do fim da string Sexo de sua mulher o comando /reload, assim ela não vai dar desculpas após a primeira da noite. Após a importação, crie uma janela de bate papo e faça um teste digitando o comando /vamostransar e veja a resposta. Se ela não responder positivamente, você deve ter errado no procedimento. Mas, basicamente, somente isso é necessário para sua mulher ficar tão boa ou melhor quanto sua amante. Mas veja que uma reprogramação não faz milagres. O hardware de sua amante sempre será muito melhor que o de sua mulher, concorda? Também é válido que você salve toda a Programação Raiz de sua mulher antes de fazer a importação. Pode ser que você precise desse backup mais tarde.
Cheers!
Ah, e como eu sou bonzinho, vou dar uma dica muito boa pra você fazer um ótimo upgrade na sua mulher. Anotem aí. Como fazer sua mulher ser safada como sua amante:
Abra o programa de sua mulher. Vá no menu Sentimentos e desabilite Vergonha, Prudência, Mágoa e abilite Satisfação, Felicidade e tudo relacionado ao sexo que a versão dela tiver. Após isso tome outro cuidado, ativando o recurso Submissão na guia Comportamento. Nessa mesma guia abilite Iniciativa, Ninfomania e, mais uma vez, dependendo da versão que você dispõe, todos os tipos de comportamentos que ela tiver, se condizentes com o de sua amante.
Daí já é meio caminho andado.
Abra agora o programa amante (sim, nós homens conseguimos rodar em nosso sistema operacional esses dois programas sem dar conflito). Vá no menu Programa/Opções/Programação Raiz e copie todo conteúdo que estiver na string Sexo. Volte ao programa de sua mulher e cole na mesma string Sexo. Adicione, uma linha abaixo do fim da string Sexo de sua mulher o comando /reload, assim ela não vai dar desculpas após a primeira da noite. Após a importação, crie uma janela de bate papo e faça um teste digitando o comando /vamostransar e veja a resposta. Se ela não responder positivamente, você deve ter errado no procedimento. Mas, basicamente, somente isso é necessário para sua mulher ficar tão boa ou melhor quanto sua amante. Mas veja que uma reprogramação não faz milagres. O hardware de sua amante sempre será muito melhor que o de sua mulher, concorda? Também é válido que você salve toda a Programação Raiz de sua mulher antes de fazer a importação. Pode ser que você precise desse backup mais tarde.
Cheers!
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Respeitável público
Sicko Vicious me disse "bom, é melhor você parar de fumar enquanto pode", daí eu perguntei "e antes eu não podia?". Ele me respondeu "mas antes você era um mau rapaz, agora se mostra arrependido", mas o que Sicko não sabe é que a grande maioria das pessoas são más pessoas, mesmo que não saibam. Ou pelo menos ele tenha se tornado muito ingênuo, justo agora nessa idade... "atenção nos detalhes", ele me fala, mas eu não suportei a ingenuidade dele e disparei um "ah, cala a boca ow meu!". E não é que ele se calou?
Eu atendi o telefone, outro dia, e criei um mau estar muito grande com um ex inimigo. Puxa, logo agora que eu declarei guerra às frases de efeito dele! Secretamente, mas declarei...
Inaugurei uma nova fase na minha vida, inspirada numa outra vida que tive alguns anos atrás. Segundo um guru que conheci a alguns anos, minha última vida passada foi de reclusão, eu era algo como um monge, por volta de 1300, provavelmente na Ásia. Ele disse que eu possuia mediunidade, mas eu não vi muita utilidade nessa informação naquela época. Mediunidade não provoca meus dons, talvez. Então iniciei a vida nova, inspirada na velha.
E a retumbante novidade da minha volta (de 360°) pela vida, algumas vezes tão anunciada por mim, com uma providencial ajuda dos novos amigos. O ponto comum foi a insanidade. Eu brinco de dizer que fugi da bala perdida, mas na verdade lá a bala é bem endereçada. Então eu não corro riscos, até porque correr está fora de cogitação pralguém tão gordo como eu. O Sicko está ficando veeeelho, não aguenta mais o pique. Nem o trote.
Cheers!
Eu atendi o telefone, outro dia, e criei um mau estar muito grande com um ex inimigo. Puxa, logo agora que eu declarei guerra às frases de efeito dele! Secretamente, mas declarei...
Inaugurei uma nova fase na minha vida, inspirada numa outra vida que tive alguns anos atrás. Segundo um guru que conheci a alguns anos, minha última vida passada foi de reclusão, eu era algo como um monge, por volta de 1300, provavelmente na Ásia. Ele disse que eu possuia mediunidade, mas eu não vi muita utilidade nessa informação naquela época. Mediunidade não provoca meus dons, talvez. Então iniciei a vida nova, inspirada na velha.
E a retumbante novidade da minha volta (de 360°) pela vida, algumas vezes tão anunciada por mim, com uma providencial ajuda dos novos amigos. O ponto comum foi a insanidade. Eu brinco de dizer que fugi da bala perdida, mas na verdade lá a bala é bem endereçada. Então eu não corro riscos, até porque correr está fora de cogitação pralguém tão gordo como eu. O Sicko está ficando veeeelho, não aguenta mais o pique. Nem o trote.
Cheers!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
In abstrato
O silêncio da noite distante... poucas palavras. Imoderada anestesia diária. Sapiencial escolha diante triunfo. Escolho me perder um pouquinho. Quem sabe o amanhã terá mais cara de amanhã?
Mean heart, cold heart, cold heart, cold heart
Cold heart, cold heart, cold heart,
cold heart...
uhhhhhhh!
Tourette's - Nirvana
Cheers!
Mean heart, cold heart, cold heart, cold heart
Cold heart, cold heart, cold heart,
cold heart...
uhhhhhhh!
Tourette's - Nirvana
Cheers!
sábado, 13 de dezembro de 2008
A Reloaded Beginning's End
Send a heartbeat to
The void that cries through you
Relive the pictures that have come to pass
For now we stand alone
The world is lost and blown
And we are flesh and blood disintegrate
With no more to hate
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Delivered from the blast
The last of a line of lasts
The pale princess of a palace cracked
And now the kingdom comes
Crashing down undone
And I am a master of a nothing place
Of recoil and grace
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Time has stopped before us
The sky cannot ignore us
No one can separate us
For we are all that is left
The echo bounces off me
The shadow lost beside me
There's no more need to pretend
Cause now I can begin again
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Strange
Strange
Strange
The void that cries through you
Relive the pictures that have come to pass
For now we stand alone
The world is lost and blown
And we are flesh and blood disintegrate
With no more to hate
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Delivered from the blast
The last of a line of lasts
The pale princess of a palace cracked
And now the kingdom comes
Crashing down undone
And I am a master of a nothing place
Of recoil and grace
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Time has stopped before us
The sky cannot ignore us
No one can separate us
For we are all that is left
The echo bounces off me
The shadow lost beside me
There's no more need to pretend
Cause now I can begin again
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Strange
Strange
Strange
Smashing Pumpkins - The Beginning Is the End Is the Beginning
Essa música faz parte da trilha sonora do filme Watchmen, que eu estou aguardando tanto. Uma obra prima a remixagem...
Cheers!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
del c:\você.txt
No momento que a criei, ela veio com força tão grande, e uma intensidade tamanha, que geri pleno de minhas forças a bela aparência que esse mundo permitiu existir. Indomável, ela saiu do papel. Das linhas e traços de minha escrita ela se soltou, arredia. Fugiu, o quanto antes, e para o mais longe possível. E eu não me importei. Só queria deixá-la sair. Dentro de mim os ecos ensurdecem. As vozes são variadas. Dentro de mim não há espelhos, e ela precisava saber como ela era.
Agora ela não me pertence. Sequer a tive algum dia. Eu a produzi num leito febril e catártico, numa sempreescolha repetitiva, a vadia. A folha, a tinta, a mão. O bolo, a vela e o cinzeiro. Imagens, palavras e pensamento. Ela é feita de muitas coisas. Agora ela vive. Elaviva me alegra. Elaalegre para sempre. Durante a noite, durante o dia. Elaalegre e elaviva. Ela, que era e nunca foi minha. A menininha. No Sol, a fruta e o cansaço. O calor e mormaço. A vírgula.
Temo não ter o que havia de ser, e possuir aquilo que jamais foi. Temo ser grande a minha infâmia. Desconstruir o projeto ainda no útero, e fazer dormir aquela que ainda desperta. Sinto último o sono. Sinto um vazio de tudo. Pois ela saiu. E me tomou o mundo.
Cheers!
Agora ela não me pertence. Sequer a tive algum dia. Eu a produzi num leito febril e catártico, numa sempreescolha repetitiva, a vadia. A folha, a tinta, a mão. O bolo, a vela e o cinzeiro. Imagens, palavras e pensamento. Ela é feita de muitas coisas. Agora ela vive. Elaviva me alegra. Elaalegre para sempre. Durante a noite, durante o dia. Elaalegre e elaviva. Ela, que era e nunca foi minha. A menininha. No Sol, a fruta e o cansaço. O calor e mormaço. A vírgula.
Temo não ter o que havia de ser, e possuir aquilo que jamais foi. Temo ser grande a minha infâmia. Desconstruir o projeto ainda no útero, e fazer dormir aquela que ainda desperta. Sinto último o sono. Sinto um vazio de tudo. Pois ela saiu. E me tomou o mundo.
Cheers!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Parte di me
Quando eu a vi pela primeira vez, meus olhos se encheram de lágrimas. Meu espírito pareceu sair de uma sonolência maldita para um estado de êxtase absoluto. Meu corpo tremeu por milésimos de segundo, mas não importava. Eu estava diante da mais pura beleza, da mais envolvente chama de vida que conheci. Nossos olhos se encontraram, e nossos olhares foram todos observados, de longe, por uma plêiades que nos alumiava.
Como eu pude ter sido privado de conhecê-la. Quanto da minha vida eu teria deixado de viver, se eu não a conhecesse. A mais cruel e vil pessoa que conheci, a que a gerou, é a tua matriz. Eu não compreendo. Como pude ser feliz ainda sem que tivesse visto teu rosto, minha criança?
Ela veio até perto, eu pude sentir seu cheiro. Eu soube que ela era minha, minha chama, minha vida, minha carne, minha garotinha. Me fez alguns sinais, como se houvesse alí um espírito mímico que a inflamasse. Eu sorri. Não. Eu chorei. Ela veio para mais perto, e estendeu a mão, e quase me toca. Sim, eu estava imóvel. Tão perto, seu pequeno rosto começou a imitar o meu. Então ela chorou... ela lindamente chorou. E mudou o resto da minha vida!
Como eu pude ter sido privado de conhecê-la. Quanto da minha vida eu teria deixado de viver, se eu não a conhecesse. A mais cruel e vil pessoa que conheci, a que a gerou, é a tua matriz. Eu não compreendo. Como pude ser feliz ainda sem que tivesse visto teu rosto, minha criança?
Ela veio até perto, eu pude sentir seu cheiro. Eu soube que ela era minha, minha chama, minha vida, minha carne, minha garotinha. Me fez alguns sinais, como se houvesse alí um espírito mímico que a inflamasse. Eu sorri. Não. Eu chorei. Ela veio para mais perto, e estendeu a mão, e quase me toca. Sim, eu estava imóvel. Tão perto, seu pequeno rosto começou a imitar o meu. Então ela chorou... ela lindamente chorou. E mudou o resto da minha vida!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A Atitude
Don't you come back now?
Don't you turn your eyes?
And if you dare to look
I'll be you waiting
Impera e nessimo
Impera samie nero
Dove di immantore Dio
You hear my prayer
Don't you turn your eyes?
And if you dare to mourn
I'll be you waiting
Impera e nessimo
Impera samie nero
Dove di immantore torra
E mani diavole
E mano diavole
E nere mani diavole
Impera e nessimo
Impera samie nero
Dove di immantore Dio
Don't you come back now?
Don't you turn your eyes?
E nere mani diavole
You hear my prayer
E nere mani diavole
I'll be you waiting
Cathar Rhythm - Era
Quem disparará a primeira seta? Quem tem a melhor pontaria? Quem será o mais forte para resistir aos ferimentos? Quantos dias sobreviveremos mais?
No dia negro em que sairemos à guerra, cotidianamente engajados, seremos mais um almejados pela nossa obra dourada, acometidos pela raiva, por sentimentos ruins. Aquele soldado jamais voltará à sua casa, e seremos assim também. Prevejo a nós uma antipática romaria, aquela que sempre iniciaremos após ficarmos cansados da anterior. Assim como o mundo necessita de guerras, necessitamos nos degladiar. Necessitamos um do outro. Mais importante que tudo, necessitamos ter conflitos.
Para fugir de nossos conflitos internos, talvez. Para fugirmos...
Cheers!
Don't you turn your eyes?
And if you dare to look
I'll be you waiting
Impera e nessimo
Impera samie nero
Dove di immantore Dio
You hear my prayer
Don't you turn your eyes?
And if you dare to mourn
I'll be you waiting
Impera e nessimo
Impera samie nero
Dove di immantore torra
E mani diavole
E mano diavole
E nere mani diavole
Impera e nessimo
Impera samie nero
Dove di immantore Dio
Don't you come back now?
Don't you turn your eyes?
E nere mani diavole
You hear my prayer
E nere mani diavole
I'll be you waiting
Cathar Rhythm - Era
Quem disparará a primeira seta? Quem tem a melhor pontaria? Quem será o mais forte para resistir aos ferimentos? Quantos dias sobreviveremos mais?
No dia negro em que sairemos à guerra, cotidianamente engajados, seremos mais um almejados pela nossa obra dourada, acometidos pela raiva, por sentimentos ruins. Aquele soldado jamais voltará à sua casa, e seremos assim também. Prevejo a nós uma antipática romaria, aquela que sempre iniciaremos após ficarmos cansados da anterior. Assim como o mundo necessita de guerras, necessitamos nos degladiar. Necessitamos um do outro. Mais importante que tudo, necessitamos ter conflitos.
Para fugir de nossos conflitos internos, talvez. Para fugirmos...
Cheers!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Não! Isso NÃO é a volta!
Agora eu falo ao vazio. Só o eco me dá a sensação de que não estou sozinho. Uma reverberação que me faz refletir. Em alto e bom som. Quase não percebo a minha respiração, tão suave é a minha reação. Reação alguma. Reação idiota alguma. Eu acredito que não deveria ter reação alguma. Uma catarse que me domina. Estou tão tranquilo.
Antes ter pego a peste!
Cheers!
Antes ter pego a peste!
Cheers!
domingo, 16 de novembro de 2008
The end is the beginning is the end
Decidi paralisar o blog por tempo indeterminado. Motivo: falta de demanda.
Cheers!
Cheers!
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