A esperança é a última que morre. Mas existem pessoas, e elas são muitas, que preferem fazer com que a esperança seja imortal. Mesmo essas pessoas, a grande maioria delas, não esperam que a esperança seja imortal, mas que tudo o que elas querem seja realizado. Ou seja, se elas obtêm aquilo que elas querem, pode até ser que queiram que a esperança morra. Pode ser que ela não seja mais imortal. Até que elas queiram mais, ousem mais, ou peçam mais.
Tudo que se espera da esperança é que ela seja uma caixinha com soluções, prazeres, realizações. Jamais se pensa no campo de sonhos, projetos, estudo, disciplina. Queremos da esperança aquilo que nos dotamos crêr, a eterna expectativa. E isso nos empobrece. Vivemos cercado de óbvios, de certezas lacônicas, de rotinas cristalizadas. Não esperamos desígnios, nem, cada vez menos, acreditamos em destino. Não. Destinos não nos deixam ter esperança. Acreditamos mesmo é nos filmes românticos, no olhar do ser amado, no jogo do bicho.
Somos tão crentes que haveria na esperança as nossas crenças mais íntimas. A tola idéia de que somos moldados a crer naquilo que somos...
Então somos fracos!
Cheers!
domingo, 26 de outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
A Mística
Eu atingi uma força incrível. Meus passos decidos. Meu coração, o caminho para um entendimento superior de essências superiores. Os chakras alinhados, a respiração fácil, o olhar piedoso, a emanação de sentimentos gigantescos. Eu estou evoluindo. Minha dívida com a evolução está sendo paga, aos poucos.
E meus filhos falarão muito do pai deles. Dirão o quanto eu sou excêntrico, mas saberão reconhecer os meus esforços para o não-limite da mente. Eles sentirão orgulho, e pelo orgulho pagarão caro. A minha intenção será ensinar pelos atos. Um dia...
E meus filhos falarão muito do pai deles. Dirão o quanto eu sou excêntrico, mas saberão reconhecer os meus esforços para o não-limite da mente. Eles sentirão orgulho, e pelo orgulho pagarão caro. A minha intenção será ensinar pelos atos. Um dia...
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Meu amor
Quando eu era pequeno achava que tudo era tão distante. Não conseguia me encontrar, com uma pouca estranheza, era capaz de me perder, e chorar sozinho numa calçada.
Na minha adolescência eu achei necessário conhecê-la. Nunca tive medo, mas ela me amedrontava com suas curvas perigosas e olhos antigos e perniciosos. A minha vida começou a mudar, e ela me adotou como se fosse seu "filho predileto".
Hoje, adulto, eu a encontro nos becos, nas esquinas, nas avenidas, boulevares. Eu a amo tanto!
FELIZ ANIVERSÁRIO, MANAUS!! FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU AMOR!
Na minha adolescência eu achei necessário conhecê-la. Nunca tive medo, mas ela me amedrontava com suas curvas perigosas e olhos antigos e perniciosos. A minha vida começou a mudar, e ela me adotou como se fosse seu "filho predileto".
Hoje, adulto, eu a encontro nos becos, nas esquinas, nas avenidas, boulevares. Eu a amo tanto!
FELIZ ANIVERSÁRIO, MANAUS!! FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU AMOR!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A Constante Negativa
Levantei de sua cama ainda sentindo o gosto do chocolate. Vi que você dormiu enquanto me fazia dormir, e achei isso tão engraçado. Aquela era uma hora boa de te fazer um carinho, mas vi que o relógio me obrigou a deixá-la. Aliás, não ele, mas a minha nobre missão.
Tateei debaixo da colcha procurando o meus pertences. Percebi que você me roubou todos, mas, sorrindo, sabia que havias feito isso na intenção de me deixar por ali, como se tivesses esperança alguma deu me permitir. Vi que seus lábios estavam cerrados, e seu semblante estava de um alguém um dia muito cansada. Não agora, nem por mim...
Fui ao banheiro, lavei o rosto e escovei os dentes. Eu sempre tenho uma escova ali. Dei mais uma olhada em minhas olheiras, eu já estava a uma semana bebendo, tão severamente condenado a uma diversão infinita. Ou até que a grana acabe, como você havia me convencido a acreditar. Você está sempre tão segura pra falar mal dos meus vícios. Acontece que beber não é um vício pra mim, é pura diversão.
Voltei pro quarto pra me despedir, e acho que sonhavas. Sorrias. E tão linda estavas! Daí eu não resisti...
peguei cinco reais da tua carteira, desci no elevador, peguei meu ônibus e voltei pra casa!
Cheers!
Tateei debaixo da colcha procurando o meus pertences. Percebi que você me roubou todos, mas, sorrindo, sabia que havias feito isso na intenção de me deixar por ali, como se tivesses esperança alguma deu me permitir. Vi que seus lábios estavam cerrados, e seu semblante estava de um alguém um dia muito cansada. Não agora, nem por mim...
Fui ao banheiro, lavei o rosto e escovei os dentes. Eu sempre tenho uma escova ali. Dei mais uma olhada em minhas olheiras, eu já estava a uma semana bebendo, tão severamente condenado a uma diversão infinita. Ou até que a grana acabe, como você havia me convencido a acreditar. Você está sempre tão segura pra falar mal dos meus vícios. Acontece que beber não é um vício pra mim, é pura diversão.
Voltei pro quarto pra me despedir, e acho que sonhavas. Sorrias. E tão linda estavas! Daí eu não resisti...
peguei cinco reais da tua carteira, desci no elevador, peguei meu ônibus e voltei pra casa!
Cheers!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
And Her Thoughts
O que é que eu não posso fazer nesse mundo? Haja tanta pergunta, e por causa delas a gente sempre acha que não tem as respostas. Acredito que as respostas estão num estado natural dentro da gente, mas que só afloram quando as incitamos com perguntas. Então, o que há no mundo que eu não possa, com que eu não consiga dominar, ou ter, ou fazer? Eu posso tudo.
Minha mente me proibe de muitas coisas. Algumas delas ainda estão obscuras até pra mim mesmo. Se eu não sei, é porque aquilo ainda não é dentro de mim. Pensando assim eu tenho todas as coisas dentro de mim, eu sou um universo. Sim, dentro de mim. Porque fora tudo é uma imagem, e imagens não são tão reais quanto aquilo que sobrevive dentro de nós. Lembranças...
Cheers!
Minha mente me proibe de muitas coisas. Algumas delas ainda estão obscuras até pra mim mesmo. Se eu não sei, é porque aquilo ainda não é dentro de mim. Pensando assim eu tenho todas as coisas dentro de mim, eu sou um universo. Sim, dentro de mim. Porque fora tudo é uma imagem, e imagens não são tão reais quanto aquilo que sobrevive dentro de nós. Lembranças...
Cheers!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
O negro dos olhos II
As palavras escorriam no quadro, a tinta ainda estava fresca, e as pinceladas não eram tão seguras. O artista esbaforido se cansava do amarelo e do vermelho. Tão languida, sua modelo respirava hesitante, procurando estar sempre firme. O artista fazia caras e bocas, tratava os pincéis com tanta brutalidade, realmente muito inseguro.
Tão fácil como pintar um ovo ao lado de um copo d'água! Era sua tarefa mais fácil, afinal de contas a modelo era realmente uma modelo. Assustou-se quando, em meio a sua performance, se deu conta dos destraços e incolor paixão expressa naquela arte. Ouvia os sinos da catedral ao longe, e mais uma vez caiu em si, e percebeu à sua volta toda aquela desorganização mundana, e o pandemônio das hordas lá fora. Seu apartamento era uma oficina no terceiro andar.
A modelo, duas horas e quinze de paralisação estupidamente carnal, suava horrores, e fedia. Aliás, tudo fedia. Fediam a coisa imóvel, a mofo. Os pincéis estavam muito velhos. Erravam como crianças, mas acertavam como velhos, a antiga arte, o olhar, a troca do artista com sua musa. E que musa!
Num giro de cabeça acertou os cabelos no rosto, correu os olhos no quadro inteiro, num ziguezague escandaloso, e tingiu a mão na tinta. Era pra ter sido mais vermelho, mas pintava algo que parecia com os pés. Começara com o rosto, como a maioria. Jogou gotas de verde, incendiou o chão de vermelho e apagou as labaredas com um turquesa na parede ao fundo do sofá. O sofá da musa, onde ela, nua, se exibia.
Agora, eu que vi nascer, contemplo o quadro. Ele está abandonadamente sendo exposto num lugar ignorado por grandes mentes, mas onde às vezes as pequenas opiniões arrasam com o artista. O artista é meu amigo. Tenho tanta fé nele! Pena que ele se droga pra obter êxito... mas por que criticar, afinal, sem as drogas, ele não se acharia feliz. E sem felicidade não haveria artista.
Cheers!
Tão fácil como pintar um ovo ao lado de um copo d'água! Era sua tarefa mais fácil, afinal de contas a modelo era realmente uma modelo. Assustou-se quando, em meio a sua performance, se deu conta dos destraços e incolor paixão expressa naquela arte. Ouvia os sinos da catedral ao longe, e mais uma vez caiu em si, e percebeu à sua volta toda aquela desorganização mundana, e o pandemônio das hordas lá fora. Seu apartamento era uma oficina no terceiro andar.
A modelo, duas horas e quinze de paralisação estupidamente carnal, suava horrores, e fedia. Aliás, tudo fedia. Fediam a coisa imóvel, a mofo. Os pincéis estavam muito velhos. Erravam como crianças, mas acertavam como velhos, a antiga arte, o olhar, a troca do artista com sua musa. E que musa!
Num giro de cabeça acertou os cabelos no rosto, correu os olhos no quadro inteiro, num ziguezague escandaloso, e tingiu a mão na tinta. Era pra ter sido mais vermelho, mas pintava algo que parecia com os pés. Começara com o rosto, como a maioria. Jogou gotas de verde, incendiou o chão de vermelho e apagou as labaredas com um turquesa na parede ao fundo do sofá. O sofá da musa, onde ela, nua, se exibia.
Agora, eu que vi nascer, contemplo o quadro. Ele está abandonadamente sendo exposto num lugar ignorado por grandes mentes, mas onde às vezes as pequenas opiniões arrasam com o artista. O artista é meu amigo. Tenho tanta fé nele! Pena que ele se droga pra obter êxito... mas por que criticar, afinal, sem as drogas, ele não se acharia feliz. E sem felicidade não haveria artista.
Cheers!
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Personagem: Lindemberg Alves
.snemoh sod augníl a essalaf ue euq adniA
.aires adan ue roma mes, sojna od augníl a essalaf E
Mesmo que você corra, eu te encontrarei. Eu decidi que te quero, e disso eu não desistirei. Somos um do outro, e mais ninguém vai interferir. Se eu digo que não quero, você vai ter que concordar. Porque você sabe o quanto que eu te amo, mas, amor, eu não sei se vou atirar. Há algo que você queira me dizer por baixo da mordaça? Hum? Não? Pois eu até pensei que você, algum dia, discordasse de mim!
Cara, eu não acredito que estou fazendo isso! Vocês nunca vão entender o amor que sinto por ela. Não tenho dúvidas, se eu a vejo na janela, eu a possuo, e mais nada importa. Agora você estão tão perto dela, e isso me incomoda. Vejo sua foto e a minha na televisão, e falam de mim. Dizem que eu estou louco, mas ninguém sabe o que eu estou tentando fazer. Meu amor me compreende, e é tudo que eu posso querer. Ela diz que me ama, e é tudo o que eu possa querer.
Mas eu não me sinto bem. Nem consigo mais dormir. Há algo na minha alma que diz pra eu deixar o mundo de outro jeito. Daí eu começo a pensar no seu comportamento ultimamente. Eu sei que brigamos, e que você prometeu terminar comigo, mas eu sei que você mente tão bem. É, você é realmente uma grande atriz!
Eu realmente não me sinto bem. Te procurei e me perdi, e fiquei muito puto com tudo isso. Minha raiva me dominou, eu sei, mas não há o que te desculpar. Eu sei que você me ama, e eu já disse, isso é o que importa. Não é? Não é?!?! Você concorda comigo, e seus olhos estão chorosos. Não diga que está sofrendo, pois eu sou o homem da sua vida. Daqui eu vejo teu corpo quase completamente nu, e isso me excita. Me excito também em saber que o mundo todo nunca mais vai esquecer o quanto que eu te amo. Por que eu te amo. Você é minha vida!
Entendeu? Você é minha VIDA!
Cheers!
.aires adan ue roma mes, sojna od augníl a essalaf E
Mesmo que você corra, eu te encontrarei. Eu decidi que te quero, e disso eu não desistirei. Somos um do outro, e mais ninguém vai interferir. Se eu digo que não quero, você vai ter que concordar. Porque você sabe o quanto que eu te amo, mas, amor, eu não sei se vou atirar. Há algo que você queira me dizer por baixo da mordaça? Hum? Não? Pois eu até pensei que você, algum dia, discordasse de mim!
Cara, eu não acredito que estou fazendo isso! Vocês nunca vão entender o amor que sinto por ela. Não tenho dúvidas, se eu a vejo na janela, eu a possuo, e mais nada importa. Agora você estão tão perto dela, e isso me incomoda. Vejo sua foto e a minha na televisão, e falam de mim. Dizem que eu estou louco, mas ninguém sabe o que eu estou tentando fazer. Meu amor me compreende, e é tudo que eu posso querer. Ela diz que me ama, e é tudo o que eu possa querer.
Mas eu não me sinto bem. Nem consigo mais dormir. Há algo na minha alma que diz pra eu deixar o mundo de outro jeito. Daí eu começo a pensar no seu comportamento ultimamente. Eu sei que brigamos, e que você prometeu terminar comigo, mas eu sei que você mente tão bem. É, você é realmente uma grande atriz!
Eu realmente não me sinto bem. Te procurei e me perdi, e fiquei muito puto com tudo isso. Minha raiva me dominou, eu sei, mas não há o que te desculpar. Eu sei que você me ama, e eu já disse, isso é o que importa. Não é? Não é?!?! Você concorda comigo, e seus olhos estão chorosos. Não diga que está sofrendo, pois eu sou o homem da sua vida. Daqui eu vejo teu corpo quase completamente nu, e isso me excita. Me excito também em saber que o mundo todo nunca mais vai esquecer o quanto que eu te amo. Por que eu te amo. Você é minha vida!
Entendeu? Você é minha VIDA!
Cheers!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Um novo tempo, Solari
"O novo se renovou em antigas fontes. As fontes profundas, ecoavam suas dúvidas. E aqueles jovens todos voltavam para suas casas com um coração cheio de sortilégios. Os seus pais muito orgulhosos, e suas mães temerosas, todos saudavam os jovens.
A guerra chegou depressa. Aqueles homens e mulheres estavam a anos preparados, haviam forjado o que havia de melhor ao alcance de suas capacidades. Era uma guerra cruel, pois o inimigo era algo morto, mas que sobrevivia pelo ódio dos mais poderosos que a Alva. Aquele povo se inflava de dor e coragem, e amava muito sua terra, que viam servir de pousada maligna.
Os jovens morriam, poucos, mas morriam..."
Com esse pequeno texto eu iniciei um conto que fala, pela primeira vez, de mortos-vivos, undeads, no cenário de Solari. Nunca havia sido um consenso a interpretação desses seres na mitologia e mecânica solariana, mas o passado de muitas dúvidas começaram a ser respondidos. Talvez por que eu esteja ficando mais tranquilo, e isso me faça criar com mais clareza.
Vamos ver um novo tempo em Solari, afinal, já fazem 360 anos que Gox faleceu e aquele mundo precisa de novos heróis. Heróis tão grandes e sábios quanto aqueles. Ou talvez precisemos somente de uma grande guerra. Quem sabe?
Cheers!
A guerra chegou depressa. Aqueles homens e mulheres estavam a anos preparados, haviam forjado o que havia de melhor ao alcance de suas capacidades. Era uma guerra cruel, pois o inimigo era algo morto, mas que sobrevivia pelo ódio dos mais poderosos que a Alva. Aquele povo se inflava de dor e coragem, e amava muito sua terra, que viam servir de pousada maligna.
Os jovens morriam, poucos, mas morriam..."
Com esse pequeno texto eu iniciei um conto que fala, pela primeira vez, de mortos-vivos, undeads, no cenário de Solari. Nunca havia sido um consenso a interpretação desses seres na mitologia e mecânica solariana, mas o passado de muitas dúvidas começaram a ser respondidos. Talvez por que eu esteja ficando mais tranquilo, e isso me faça criar com mais clareza.
Vamos ver um novo tempo em Solari, afinal, já fazem 360 anos que Gox faleceu e aquele mundo precisa de novos heróis. Heróis tão grandes e sábios quanto aqueles. Ou talvez precisemos somente de uma grande guerra. Quem sabe?
Cheers!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O Universo
Quando da aurora, percebeu que era dia lá fora, e sorriu. Lembrou que naquele dia a expectativa era muito grande. Muitos significados para todas aquelas idéias, os sentimentos todos, o amor que sentia por aquela mulher magnífica. Ficava claro para os seus que ele é tão apaixonado que mal sabia como parecia para o mundo sua extrema felicidade.
Caminhava pensando o quanto estava atrasadas as cartas, os telefonemas, as promessas, muita coisa atrasada, enfim. Caminhava como se houvesse um meio de, caminhando, chegar até ela. Chegando até ela, dizer "Je T'aime Till My Dying Day", e alegrar-se. Saberia, naquele momento, que tudo havia valido a pena.
Então, no dia de hoje, como em muitos outros, ele alegrava-se somente porque sabia que havia um universo conspirando a favor. E hoje, tudo conspira a favor.
Caminhava pensando o quanto estava atrasadas as cartas, os telefonemas, as promessas, muita coisa atrasada, enfim. Caminhava como se houvesse um meio de, caminhando, chegar até ela. Chegando até ela, dizer "Je T'aime Till My Dying Day", e alegrar-se. Saberia, naquele momento, que tudo havia valido a pena.
Então, no dia de hoje, como em muitos outros, ele alegrava-se somente porque sabia que havia um universo conspirando a favor. E hoje, tudo conspira a favor.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
O negro do olhos
I cannot die for what I believe!
Expulse aquela miríade de sonhos que você tem de sua mente, liberte-se. Não procure mais a tal felicidade nas taças finas e chiques doutrora. A morte está sempre rondando seu peito, e não te deixa dormir. Por isso eu te aviso, querido amigo, estás tão perto do precipício. Eu mesmo dizia de mim tudo o que falais ao vento. Liberte sua mente!
Vejo que você está tão afetado. O que me aconteceu esses tempos? Eu sofri demais, e uma dose a mais de palavras foi tomada. Você nem mudou, uma antítese dos dias sombrios. Incólume. Mas quem não aprende com o amor, aprende com a dor, dizem. E eu só posso lhe dizer que não procures mais ser feliz. Isso trata de ser naturalmente.
O que quero dizer é que se é feliz por ser, e naturalmente. Não se produz felicidade, nem nas bolinhas que tu toma, nem na poeira que adentra teu nariz neste exato momento. Eu vi a garrafa de uísque dando bobeira lá, e fiquei tão triste por ti... me perguntei do porquê deu estar ali, vendo grotesca cena. Me forcei a ter pena, e senti saudade também. Saudade de quando tinhas cadernos de perguntas, e que me inquirias sobre bucetas e caralhos. Daí eu vi um filme passar na minha frente. Ironicamente tu te levantou do chão e puseste um DVD desses sei-lá-qual, pra qualquer coisa que te ocorresse.
Tomara que morras, infeliz. E que me faças, assim, um último favor: diga aos meus mortos que estou bem, e que não será mais tão cedo que vou lá com eles...
Cheers!
Expulse aquela miríade de sonhos que você tem de sua mente, liberte-se. Não procure mais a tal felicidade nas taças finas e chiques doutrora. A morte está sempre rondando seu peito, e não te deixa dormir. Por isso eu te aviso, querido amigo, estás tão perto do precipício. Eu mesmo dizia de mim tudo o que falais ao vento. Liberte sua mente!
Vejo que você está tão afetado. O que me aconteceu esses tempos? Eu sofri demais, e uma dose a mais de palavras foi tomada. Você nem mudou, uma antítese dos dias sombrios. Incólume. Mas quem não aprende com o amor, aprende com a dor, dizem. E eu só posso lhe dizer que não procures mais ser feliz. Isso trata de ser naturalmente.
O que quero dizer é que se é feliz por ser, e naturalmente. Não se produz felicidade, nem nas bolinhas que tu toma, nem na poeira que adentra teu nariz neste exato momento. Eu vi a garrafa de uísque dando bobeira lá, e fiquei tão triste por ti... me perguntei do porquê deu estar ali, vendo grotesca cena. Me forcei a ter pena, e senti saudade também. Saudade de quando tinhas cadernos de perguntas, e que me inquirias sobre bucetas e caralhos. Daí eu vi um filme passar na minha frente. Ironicamente tu te levantou do chão e puseste um DVD desses sei-lá-qual, pra qualquer coisa que te ocorresse.
Tomara que morras, infeliz. E que me faças, assim, um último favor: diga aos meus mortos que estou bem, e que não será mais tão cedo que vou lá com eles...
Cheers!
domingo, 12 de outubro de 2008
Saudade
Eu estou de volta!
Nunca mais eu tinha sentido o cheiro de minha cidade tanto quanto senti quando desci da balsa. Minha experiência no Iranduba foi magnífica, mas Manaus me chamava, implorava por mim. Meu amor, que tanto me agrada...
Quero ver todos, andar bastante, ver tudo novamente. Quero ver minha família, quero ter nas mãos um punhado da terra de onde nasci. Estou com saudades de mim, e do meu mundinho. Há pouco falava doutros tempos com um amigo, e dizia o quanto me orgulha ser amazonense, e manauara. Ele concordou, mas não entendeu, eu presumo.
Mas o importante é que eu estou de volta!
Cheers!
Nunca mais eu tinha sentido o cheiro de minha cidade tanto quanto senti quando desci da balsa. Minha experiência no Iranduba foi magnífica, mas Manaus me chamava, implorava por mim. Meu amor, que tanto me agrada...
Quero ver todos, andar bastante, ver tudo novamente. Quero ver minha família, quero ter nas mãos um punhado da terra de onde nasci. Estou com saudades de mim, e do meu mundinho. Há pouco falava doutros tempos com um amigo, e dizia o quanto me orgulha ser amazonense, e manauara. Ele concordou, mas não entendeu, eu presumo.
Mas o importante é que eu estou de volta!
Cheers!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
A intemperança
Omnia sol temperat, purus et subtilis.
(O Sol aquece tudo, puro e gentil)
Novo mundo reserat faciem Aprilis
(O novo mundo abre-se à face de Abril)
Eu corro pelos corredores da insanidade e dou conta que não há uma saída. Reedito minha obscura procura pelo incognito, nem lembro quando foi a última vez que morri pra ver. Essas palavras amargam até hoje na minha garganta. A tolice é que o futuro é uma tolice.
A tolice é a saída. Reedito minha incógnita procura pelo obscuro. Corro pelos corredores e vejo a insanidade na minha garganta, num grito que sai sem ser pedido. Não lembro quando foi a última vez que amarguei no futuro pra ver adiante.
Que saco! As flores não cheiram mais a flores, cheriam a plástico barato. Que saco! Os meus devaneios não me levam mais para os lugares de sempre, eles estão reparando velhos erros. Daí aparece toda sorte de personagens do passado com velhas propostas sedutoras. O velho está se tornando novo. O futuro é uma saída pra insanidade. Reedito minha tolice pelo grito que sai sem ser pedido.
Não lembro quando foi a última vez que eu morri pra pagar pra ver isso tudo...
Cheers!
(O Sol aquece tudo, puro e gentil)
Novo mundo reserat faciem Aprilis
(O novo mundo abre-se à face de Abril)
Eu corro pelos corredores da insanidade e dou conta que não há uma saída. Reedito minha obscura procura pelo incognito, nem lembro quando foi a última vez que morri pra ver. Essas palavras amargam até hoje na minha garganta. A tolice é que o futuro é uma tolice.
A tolice é a saída. Reedito minha incógnita procura pelo obscuro. Corro pelos corredores e vejo a insanidade na minha garganta, num grito que sai sem ser pedido. Não lembro quando foi a última vez que amarguei no futuro pra ver adiante.
Que saco! As flores não cheiram mais a flores, cheriam a plástico barato. Que saco! Os meus devaneios não me levam mais para os lugares de sempre, eles estão reparando velhos erros. Daí aparece toda sorte de personagens do passado com velhas propostas sedutoras. O velho está se tornando novo. O futuro é uma saída pra insanidade. Reedito minha tolice pelo grito que sai sem ser pedido.
Não lembro quando foi a última vez que eu morri pra pagar pra ver isso tudo...
Cheers!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Esqueça-me na gaveta
O sofrimento à conta-gota. Eu sou realmente esquecível. Do meu mundo apenas os papéis se salvam, e as pessoas realmente tem compaixão por aqueles que são realmente solitários. Daí eu penso que tudo está passando, o meu coração ainda é de pedra, rs.
O sofrimento à conta-gota. Eu sou realmente tão esquecível. Mal a deixei num portão, fui arrebatado noutros braços sedentos por mim. E não vi o que te acontecera ainda ali, no estacionamento. Quando cheguei, dissestes tão chorosas coisas. Pela primeira vez das muitas que virão eu senti que estavas certa. Eu senti.
O sofrimento é realmente esquecível. Do nosso passado apenas os papéis se salvam, e começo a achar que és novamente perfeita pra mim. Como se tudo o mais fosse letra de música. Daí você vem à conta-gotas. Pinga um beijo aqui, pinga um afago dali, e eu me sinto um maldito poeta empobrecendo nossos momentos apenas por hábito.
Eu sou realmente um conta-gotas. Do meu mundinho apenas o sofrimento é que se salva. Meu coração de pedra é tão esquecível. Começo a pensar que gosto de ti novamente. Vejo-me tão delicadamente apaixonado. Suas chorosas coisas me dá compaixão de mim mesmo.
Pinga mais, pinga pra mim, um conta-gotas, a amante perfeita, o meu hábito empobrecedor. Pinga aqui, pinga acolá, um sofrimento a mais. Começo a pensar que gosto de mim novamente...
Cheers!
O sofrimento à conta-gota. Eu sou realmente tão esquecível. Mal a deixei num portão, fui arrebatado noutros braços sedentos por mim. E não vi o que te acontecera ainda ali, no estacionamento. Quando cheguei, dissestes tão chorosas coisas. Pela primeira vez das muitas que virão eu senti que estavas certa. Eu senti.
O sofrimento é realmente esquecível. Do nosso passado apenas os papéis se salvam, e começo a achar que és novamente perfeita pra mim. Como se tudo o mais fosse letra de música. Daí você vem à conta-gotas. Pinga um beijo aqui, pinga um afago dali, e eu me sinto um maldito poeta empobrecendo nossos momentos apenas por hábito.
Eu sou realmente um conta-gotas. Do meu mundinho apenas o sofrimento é que se salva. Meu coração de pedra é tão esquecível. Começo a pensar que gosto de ti novamente. Vejo-me tão delicadamente apaixonado. Suas chorosas coisas me dá compaixão de mim mesmo.
Pinga mais, pinga pra mim, um conta-gotas, a amante perfeita, o meu hábito empobrecedor. Pinga aqui, pinga acolá, um sofrimento a mais. Começo a pensar que gosto de mim novamente...
Cheers!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Cem Limites
Te fecundei. Sinto que estás fecunda, boa fé nas coisas, sorriso largo, pele bonita. Ontem ainda deixei teu leito por causa das coisas que eu não largo. Deixei teu leito com a sujeira do meu pulmão, e o doce de minhas palavras. Senti, naquele momento, que estavas fecunda de mim. E eu acredito em você.
Mas você não acredita em mim. Você acha que não há vida mais seca que a sua. Acredita que os homens não tem propósitos, e que eu também não. Você está viciada na idéia da suprema desordem do meu mundinho, e eu acho graça disso. Afinal já fomos bons companheiros, agora é só sexo casual...
Daí fui ao puteiro. Eu e um amigo. Sentia-me um sósia de mim mesmo, irreconhecível. Ali mas tão longe. Tão longe, numa distância que já cansei de tentar encurtar. Meus olhos estavam ali, a mente não, mas quem se importa? Eu estava a salvo no meu reduto, naquele templo. Eu estava seguro junto às putas, ao bar, como nos velhos tempos.
Cheers!
Mas você não acredita em mim. Você acha que não há vida mais seca que a sua. Acredita que os homens não tem propósitos, e que eu também não. Você está viciada na idéia da suprema desordem do meu mundinho, e eu acho graça disso. Afinal já fomos bons companheiros, agora é só sexo casual...
Daí fui ao puteiro. Eu e um amigo. Sentia-me um sósia de mim mesmo, irreconhecível. Ali mas tão longe. Tão longe, numa distância que já cansei de tentar encurtar. Meus olhos estavam ali, a mente não, mas quem se importa? Eu estava a salvo no meu reduto, naquele templo. Eu estava seguro junto às putas, ao bar, como nos velhos tempos.
Cheers!
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Lux Distante
Eu estava tão distante, achava ser necessário. Quando minha velha mania de pertubar o status quo começou a se manifestar, eu parei. Eu tinha e tenho que permanecer no alfa, sem maiores explicações. Sinto que há uma grande mudança a caminho, mas também um (círculo) vicioso pela frente.
Está difícil ficar sem internet, sem notícia dos amigos, distante das pessoas que eu amo e não suporto, rs. Quando me dou conta que é noite, eu durmi com a mente nublada em pensamentos. Será que estão bem? Para onde vão? Será que posso ir com eles?
Minto pra mim que está tuuuudo bem, que não há nada acontecendo. Dou o braço a torcer numa tentativa de piorar mais as coisas (pois não melhora). Eu não olho mais nos olhos de ninguém, nem na frente do espelho. Está tão difícil. Me sinto tão distante. E não é aquela distância tangível com os olhos que a Flora por anos me pertuba em lembrar, mas a distância de sabê-los, de censurá-los, de absorvê-los. Eu me senti sozinho, e tão somente eu.
Quando é, meu Deus, que umedecerei minha boca?
Cheers!
Está difícil ficar sem internet, sem notícia dos amigos, distante das pessoas que eu amo e não suporto, rs. Quando me dou conta que é noite, eu durmi com a mente nublada em pensamentos. Será que estão bem? Para onde vão? Será que posso ir com eles?
Minto pra mim que está tuuuudo bem, que não há nada acontecendo. Dou o braço a torcer numa tentativa de piorar mais as coisas (pois não melhora). Eu não olho mais nos olhos de ninguém, nem na frente do espelho. Está tão difícil. Me sinto tão distante. E não é aquela distância tangível com os olhos que a Flora por anos me pertuba em lembrar, mas a distância de sabê-los, de censurá-los, de absorvê-los. Eu me senti sozinho, e tão somente eu.
Quando é, meu Deus, que umedecerei minha boca?
Cheers!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Prata da casa
Quem foi que disse que amar é sofrer?
Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
Que existe ordem e progresso,
Enquanto a zona corre solta no congresso?
Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha?
Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar!
Os dias passam lentos
Aos meses seguem os aumentos
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Quem foi que disse que os homens nascem iguais?
Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade
Se tudo aqui acaba em samba?
no país da corda bamba, querem me derrubar!!
Quem foi que disse que os homens não podem chorar?
Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta?
A minha acabou faz tempo, agora entendo por que ....
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Os dias passam lentos
Os dias passam lentos
Cada dia eu levo um tiro
Cada dia eu levo um tiro
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes...
Zé Ninguém - Biquini Cavadão
Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
Que existe ordem e progresso,
Enquanto a zona corre solta no congresso?
Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha?
Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar!
Os dias passam lentos
Aos meses seguem os aumentos
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Quem foi que disse que os homens nascem iguais?
Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade
Se tudo aqui acaba em samba?
no país da corda bamba, querem me derrubar!!
Quem foi que disse que os homens não podem chorar?
Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta?
A minha acabou faz tempo, agora entendo por que ....
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Os dias passam lentos
Os dias passam lentos
Cada dia eu levo um tiro
Cada dia eu levo um tiro
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes...
Zé Ninguém - Biquini Cavadão
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Eia, Magna Hora!
Mais lenha pras suas fogueiras, vizinhos barulhentos.
Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, a voz do Enigma chama por você. Respire fundo e relaxe. Comece a se movimentar lentamente, bem lentamente. Andraz. Deixe a radiante lua penetrante entrar em sua mente. Liberte sua mente...
Eu estava sentado no meu quarto devastado, sem luzes, sem música, só raiva! A luz me perseguia e eu fugia rumo à escuridão, como num jogo de pega-pega. Eu sentia o frio em minhas mãos, e frieza no meu pensamento. Eu me libertei, ou somente fugia? Aquele era o meu karma, eu pensava. Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, eu pensava. Virgo. É duro encontrar o contrapeso quando você está apaixonado, eu pensava. Afinal, errare humanum est, acreditava eu. Eu não notava, mais estava mais próximo da dúvida que da resposta.
E num momento fui impelido. Nasci novamente. A luz me queimava os olhos. Seguindo o sol, encontrei um para mim, que lhe dá as asas para voar. Seguindo o sol, o dourado, sentindo como perdedor durante o espaço e tempo. Eu renasci.
Renasci! Garotto!
Cheers!
Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, a voz do Enigma chama por você. Respire fundo e relaxe. Comece a se movimentar lentamente, bem lentamente. Andraz. Deixe a radiante lua penetrante entrar em sua mente. Liberte sua mente...
Eu estava sentado no meu quarto devastado, sem luzes, sem música, só raiva! A luz me perseguia e eu fugia rumo à escuridão, como num jogo de pega-pega. Eu sentia o frio em minhas mãos, e frieza no meu pensamento. Eu me libertei, ou somente fugia? Aquele era o meu karma, eu pensava. Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, eu pensava. Virgo. É duro encontrar o contrapeso quando você está apaixonado, eu pensava. Afinal, errare humanum est, acreditava eu. Eu não notava, mais estava mais próximo da dúvida que da resposta.
E num momento fui impelido. Nasci novamente. A luz me queimava os olhos. Seguindo o sol, encontrei um para mim, que lhe dá as asas para voar. Seguindo o sol, o dourado, sentindo como perdedor durante o espaço e tempo. Eu renasci.
Renasci! Garotto!
Cheers!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Exit Light, Enter Night
A esperança está morta, engasgada pelo óbvio. A Mãe chegou muito tarde da festa e não viu quando seu filho saiu pela janela. A esperança está morta. A Mãe, o Pai e toda sorte de pessoas tristes, fingidas e parentes, viam pela janela o que o Filho suportou sorrindo, quando feliz. Negros olhos que se entreolhavam sempre perguntando: para onde foi a felicidade?
Durante o naufrágio, alguns quiseram ter suas histórias cantadas, o que na pressa não chamou a atenção de ninguém. Eram pessoas que ali estavam entregues, tampouco se diziam salvas. A esperança está morta. Desde o fundo.
Dos aviões lançaram-se notícias: BOOOM! Here comes a new challenger! Saimos todos aflitos, suados e mal nutridos. As notícias chegaram na velocidade da justiça, lenta, e muito dolorida. Não fazia mal saber mais, o mal se faziam em quem não sabia, para as vítimas do naufrágio.
Para as vítimas das notícias...
Para a Mãe e o Pai...
Para ir em frente...
Cheers!
Durante o naufrágio, alguns quiseram ter suas histórias cantadas, o que na pressa não chamou a atenção de ninguém. Eram pessoas que ali estavam entregues, tampouco se diziam salvas. A esperança está morta. Desde o fundo.
Dos aviões lançaram-se notícias: BOOOM! Here comes a new challenger! Saimos todos aflitos, suados e mal nutridos. As notícias chegaram na velocidade da justiça, lenta, e muito dolorida. Não fazia mal saber mais, o mal se faziam em quem não sabia, para as vítimas do naufrágio.
Para as vítimas das notícias...
Para a Mãe e o Pai...
Para ir em frente...
Cheers!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
A felicidade não está no rótulo
Quando surge o sol no céu, com ele vem uma inquietação incomum, como se a chama de minha essência se inflamasse numa pira muito alta. O corpo obedece a um incomum fluxo de energias fluidas de um único pensamento: a vitória. Trabalhar numa campanha política é ter sempre em mãos energias desconhecidas, mas muito fortes.
O povo é desconfiado. Eles não acreditam, alguns sequer tem esperança, mas estão sempre dispostos a falar, trocar a experiência, sabedoria plena. Somos sempre bons ouvidos, somos sempre bons oradores, e trazemos um pouco de alento. É diferente de se ser magnético, ou carismático. Somos tão somente uns como os outros, e assim nos igualamos, mesmo que por uns minutos.
Eu sinto essa energia me mantendo sempre alerta, como se me sustentasse, embora eu a domine por pouco. A mente está focada, o espírito está resoluto, sou bem quem eu gostaria de ser. Feliz e ocupado, ocupado e satisfeito, satisfeito e esperançoso...
Cheers!
O povo é desconfiado. Eles não acreditam, alguns sequer tem esperança, mas estão sempre dispostos a falar, trocar a experiência, sabedoria plena. Somos sempre bons ouvidos, somos sempre bons oradores, e trazemos um pouco de alento. É diferente de se ser magnético, ou carismático. Somos tão somente uns como os outros, e assim nos igualamos, mesmo que por uns minutos.
Eu sinto essa energia me mantendo sempre alerta, como se me sustentasse, embora eu a domine por pouco. A mente está focada, o espírito está resoluto, sou bem quem eu gostaria de ser. Feliz e ocupado, ocupado e satisfeito, satisfeito e esperançoso...
Cheers!
sábado, 9 de agosto de 2008
You're in my mind
A felicidade chega das mais diversas formas. Ela vem sempre impregnada de sorrisos, gestos e muita alegria...
Hoje, quem me fez feliz, mais uma vez, foi a Flora...
Parabéns pelo seu esforço, amor. Você merece o céu de estrelas. TE AMO!
Cheers!
Hoje, quem me fez feliz, mais uma vez, foi a Flora...
Parabéns pelo seu esforço, amor. Você merece o céu de estrelas. TE AMO!
Cheers!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
nunc et in hóra mórtis nóstrae
Ele era mais sábio pois estava em muitos lugares, diziam uns. Na verdade era somente a sua consciência que visitava os mais diversos lugares...
"Salve, Regina, mater misericordiae; vita, dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exules filii Evae. Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria."
Em muitos lugares...
Cheers!
"Salve, Regina, mater misericordiae; vita, dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exules filii Evae. Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria."
Em muitos lugares...
Cheers!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
açnarepsE
"De novo a criatura se voltou contra seu criador. Encheu-se de ódio do mundo e libertou-se. Tudo fazia sentido, e seu criador já havia ficado receoso sobre o que aconteceria no futuro. Eu pude acompanhar que era muito mais do que a liberdade de um, mas o bem estar de todos..."
Antes o passado era mais presente, agora ele é tão vago, insignificante. Eu envolvia meus pensamentos todos numa colcha de passado e presente, tão certo que a vida seria generosa com o meu aprendizado e disciplina. Agora o presente é uma fotografia do passado, deu abraçado com alguém que agora me faz falta, e o significado do futuro me passa tão desapercebido que tremo em pensar que nada daquilo de antes pode voltar a ser. O que me alegra são duas pessoas que eu amo tanto...
O presente está tão feliz, o futuro é tão grande, mas o passado se tornou uma incógnita. Não sei de onde vim, mas sei muito bem para onde eu vou.
Cheers!
Antes o passado era mais presente, agora ele é tão vago, insignificante. Eu envolvia meus pensamentos todos numa colcha de passado e presente, tão certo que a vida seria generosa com o meu aprendizado e disciplina. Agora o presente é uma fotografia do passado, deu abraçado com alguém que agora me faz falta, e o significado do futuro me passa tão desapercebido que tremo em pensar que nada daquilo de antes pode voltar a ser. O que me alegra são duas pessoas que eu amo tanto...
O presente está tão feliz, o futuro é tão grande, mas o passado se tornou uma incógnita. Não sei de onde vim, mas sei muito bem para onde eu vou.
Cheers!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
ler Alfarrábios
Sinto a tua falta, está tão apertado aqui. Eu penso que você poderia estar aqui, comigo, afagando meus cabelos e ouvindo meus poemas. Por que não fui eu quem dirigia? Será que eu teria morrido no seu lugar? Me sinto tão vazio... se eu pudesse trocar com você, morreria feliz. E quando amanhece e passo a mão no seu lado da cama, e não sinto teu corpo, eu choro. Seus papéis ainda estão lá. Seu perfume ainda está lá, e as fotos rasgadas da nossa última briga ainda estão pela casa toda. Meu Deus, como eu fui tolo.
Sempre tive a chance de te dizer que você é tudo o que eu tinha. Mas eu não disse. O vento levou embora teu olhar, e aquele acidente, para mim, significou toda a culpa que eu senti em te dizer horrores. Foi aterrador saber que estavas ali, do meu lado, esvaindo tua essência cada segundo mais...
Mas agora eu estou em paz. Você me visitou noite passada. Transformou o que seria mais uma noite numa maravilhosa viagem de luz e satisfação. Se eu tinha dúvida que estavas comigo, ela não existe mais...
Para sempre te amarei, Shiva.
Sempre tive a chance de te dizer que você é tudo o que eu tinha. Mas eu não disse. O vento levou embora teu olhar, e aquele acidente, para mim, significou toda a culpa que eu senti em te dizer horrores. Foi aterrador saber que estavas ali, do meu lado, esvaindo tua essência cada segundo mais...
Mas agora eu estou em paz. Você me visitou noite passada. Transformou o que seria mais uma noite numa maravilhosa viagem de luz e satisfação. Se eu tinha dúvida que estavas comigo, ela não existe mais...
Para sempre te amarei, Shiva.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Pais e Filhos
Quando se viu liberta das amarras quis voar, e sentia a liberdade lhe soltando pouco a pouco. Havia tanta vontade de gritar, de sorrir e, principalmente, de voar. Então foi ao parapeito da janela e deu uma última olhada no horizonte cinzento, observou longos segundos a paisagem urbana que tantas vezes foi desejada e sorriu. Satisfez seus olhos com a luz dourada do sol, e alegrou-se mais ainda com o calor na sua pele. Olhou também a legião de pessoas que saíam dos ônibus e dos carros, vindo dos seus trabalhos, suados, cansados e famintos. Olhava também, curiosa, o desânimo desse povo nas praças e becos, sabidos da violência de nossos dias. E logo refletiu: não valia tanto a pena a liberdade do mundo. Queria mesmo era a liberdade do espírito.
Então, no final da tarde, ela se jogou.
E virou música...
Cheers!
Então, no final da tarde, ela se jogou.
E virou música...
Cheers!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Dor Aguda
Estou aqui, e agora não estou... o que te faz acreditar no que vês é aquilo que, por tempo, assimilas como verdadeiro, e, impressionado, fez contato contigo. Somos tão tolos, mas é mais magnífico como nos esforçamos em ignorar a gigante capacidade da nossa mente. E daí criamos Deus, para que Deus nos crie. E antes que creias que estou tentando te fazer crer que não acredito em Deus, eu direi que acredito.
Para que saibas que eu estou bem onde eu deveria estar, vou dar-lhes uma prova. Não haverá sombra de dúvida após isso, e terás sempre a certeza de que ouviu exatamente algo que vem de alguém que tem em tudo certeza. Farei vocês acreditarem naquilo que eu acredito, e não terás mais medo de dizer de mim o que compartilharei adiante. Parecerá a vocês, no futuro, que somente após isso você sentiu-se liberto da tamanha ignorância pela qual te prendes, e dirás: como eu fui tolo! E eu posso isso porque é mais fácil para mim, pois eu sei.
E a verdade que lhes direi é essa, e jamais outra: estou bem onde eu quero, onde deveria, estou onde estou porque eu quero.
E uma letra de música, do Radiohead, porque esse blog é odioso, elucida bem a atmosfera desse post.
Cheers!
Para que saibas que eu estou bem onde eu deveria estar, vou dar-lhes uma prova. Não haverá sombra de dúvida após isso, e terás sempre a certeza de que ouviu exatamente algo que vem de alguém que tem em tudo certeza. Farei vocês acreditarem naquilo que eu acredito, e não terás mais medo de dizer de mim o que compartilharei adiante. Parecerá a vocês, no futuro, que somente após isso você sentiu-se liberto da tamanha ignorância pela qual te prendes, e dirás: como eu fui tolo! E eu posso isso porque é mais fácil para mim, pois eu sei.
E a verdade que lhes direi é essa, e jamais outra: estou bem onde eu quero, onde deveria, estou onde estou porque eu quero.
E uma letra de música, do Radiohead, porque esse blog é odioso, elucida bem a atmosfera desse post.
Her green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself
It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out
She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins
It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out
She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run
It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out
If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time
All the time...
All the time...
Fake Plastic Trees - Radiohead
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself
It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out
She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins
It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out
She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run
It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out
If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time
All the time...
All the time...
Fake Plastic Trees - Radiohead
Cheers!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Por mudar.
Quando eu ouço meu coração, um coral de vozes lá dentro ecoam com tamanho volume e presença que eu me sinto pleno e jamais sozinho. Pode parecer loucura, mas é muito mais desconhecida a forma como eu entro em contato com essas vozes. Elas vem por si só, sem que eu perceba quando tudo começa.
Ultimamente eu tenho me fechado em copas pra um monte de coisas. A cabeça está centrada no trabalho, os ânimos são os melhores, estou otimista. Não gostaria de dedicar uma linha sequer ao coração e suas armadilhas, nem sobre a apatia que me domina nesse assunto. No entanto, eu não sou muito bom em seguir regras, não é mesmo...?
Estou tão triste. O coração está se tornando, de tal forma, tão humano, tão incorrigível. Tenho medo dessas mudanças... será que eu vou me tornar num dos famigerados idiotas que centenas de vezes vi chorar por alguém, será que eu vou me tornar naquela espécie de homem piegas e transtornado que disputa causas com "a pessoa amada"? Eu estou mudando tanto, e acho tão tarde para isso. Logo agora, com tão pouco por esperar? Venho me perguntando, e talvez não esteja preparado pra resposta, se ser assim tão próximo dos comuns é bom. É tão bom ser diferente, e quando isso é mais evidente, eu começo a mudar.
Sabe, Flora, eu acho bom mesmo que a gente fique um tempo sem se falar. Não por algo errado com você, nem me acho tão indigno de pena, mas porque eu fico pensando em ti toda vez que mergulho nessas perguntas acima. Imagino-me do teu lado, sentado num banco, um jardim, te inquirindo sobre a vida. São tantas perguntas... não é que seja bom ficarmos assim, sem contato, mas é que, no meu íntimo, eu necessito da dúvida mais do que nunca. Respostas seriam um breve analgésico. E eu lograria todas as tuas respostas, tu me conheces, né?
Mas não fique triste. É tudo parte de um processo, da evolução. Eu espero!
Ultimamente eu tenho me fechado em copas pra um monte de coisas. A cabeça está centrada no trabalho, os ânimos são os melhores, estou otimista. Não gostaria de dedicar uma linha sequer ao coração e suas armadilhas, nem sobre a apatia que me domina nesse assunto. No entanto, eu não sou muito bom em seguir regras, não é mesmo...?
Estou tão triste. O coração está se tornando, de tal forma, tão humano, tão incorrigível. Tenho medo dessas mudanças... será que eu vou me tornar num dos famigerados idiotas que centenas de vezes vi chorar por alguém, será que eu vou me tornar naquela espécie de homem piegas e transtornado que disputa causas com "a pessoa amada"? Eu estou mudando tanto, e acho tão tarde para isso. Logo agora, com tão pouco por esperar? Venho me perguntando, e talvez não esteja preparado pra resposta, se ser assim tão próximo dos comuns é bom. É tão bom ser diferente, e quando isso é mais evidente, eu começo a mudar.
Sabe, Flora, eu acho bom mesmo que a gente fique um tempo sem se falar. Não por algo errado com você, nem me acho tão indigno de pena, mas porque eu fico pensando em ti toda vez que mergulho nessas perguntas acima. Imagino-me do teu lado, sentado num banco, um jardim, te inquirindo sobre a vida. São tantas perguntas... não é que seja bom ficarmos assim, sem contato, mas é que, no meu íntimo, eu necessito da dúvida mais do que nunca. Respostas seriam um breve analgésico. E eu lograria todas as tuas respostas, tu me conheces, né?
Mas não fique triste. É tudo parte de um processo, da evolução. Eu espero!
domingo, 13 de julho de 2008
Seek and destroy me!
Algumas ilusões são imortais.
Eu não me convenci das verdades de outrora. Somos apaixonáveis. Ainda lutamos pelo o que nos consome, todos os dias. Há aqueles que contam os dias para a glória, e rejubilam-se na derrota. Eu prefiro ver o inimigo sem asas do que ultrajado.
No crime, quem se acha culpado é mais inocente. Culpado são os mascarados. Eu tive a oportunidade de usar minhas máscaras, e de ver cair algumas. Todos somos tão medíocres. Me orgulho do teatro na minha vida, daí exijo que assim sejam. Eu estou errado...
Sou tão cheio de detalhes. Possuo tantas virtudes...
Cheers!
Eu não me convenci das verdades de outrora. Somos apaixonáveis. Ainda lutamos pelo o que nos consome, todos os dias. Há aqueles que contam os dias para a glória, e rejubilam-se na derrota. Eu prefiro ver o inimigo sem asas do que ultrajado.
No crime, quem se acha culpado é mais inocente. Culpado são os mascarados. Eu tive a oportunidade de usar minhas máscaras, e de ver cair algumas. Todos somos tão medíocres. Me orgulho do teatro na minha vida, daí exijo que assim sejam. Eu estou errado...
Sou tão cheio de detalhes. Possuo tantas virtudes...
Cheers!
sábado, 12 de julho de 2008
Satanizando o amor
Quando o vazio preencheu o vácuo, dentro de mim tive a certeza da hora. Era aquela de ir embora, e tentar preservar o mínimo de dignidade. Os lenços estavam todos úmidos, os olhos mareados e os semblantes felizes. Eu te amava, te imaginava. Nunca gostei dos românticos, mas eu era um por eras que se foram.
A porta veio em minha direção, e as horas se aproximavam cada vez mais. E como se a gente se deixasse ir, promíscuos, não notávamos que estávamos tão perto. À queima roupa foi aquele beijo. Nem me lembro mais de quem partiu. Já faz tantos anos...
O beijo ecoou pelas eras, sobreviveu aos meus devaneios, suportou os meus humores. O beijo se tornou uma marca, uma forma de mudança, as minhas memórias mais singelas. Nada mudou entre a gente, e ainda nos tornamos mais íntimos, somos amigos pela vida inteira. Um beijo que é a melhor hora, aquela de ir embora, onde os olhos mareados não conseguem esconder o que a alma quer dizer...
adeus!
Cheers!
A porta veio em minha direção, e as horas se aproximavam cada vez mais. E como se a gente se deixasse ir, promíscuos, não notávamos que estávamos tão perto. À queima roupa foi aquele beijo. Nem me lembro mais de quem partiu. Já faz tantos anos...
O beijo ecoou pelas eras, sobreviveu aos meus devaneios, suportou os meus humores. O beijo se tornou uma marca, uma forma de mudança, as minhas memórias mais singelas. Nada mudou entre a gente, e ainda nos tornamos mais íntimos, somos amigos pela vida inteira. Um beijo que é a melhor hora, aquela de ir embora, onde os olhos mareados não conseguem esconder o que a alma quer dizer...
adeus!
Cheers!
sexta-feira, 11 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
A bullet in my mind
Pralma diverso sentidos
distantes e nada divertidos
eu estava sonolento
e indeciso
Ora se era tarde
que, assim, sem alarde
me tomas por freio
de devaneios
acorda me palavras
em algumas verdades
Mas, você não suportaria a verdade, ainda que fosse. E dentro de mim eu penso que poderia dizer e tentar fazer, e isso me agrada. Logo eu me vejo preso em uma cadeia de pensamentos, tão longos, mas não nobres. Me dou conta que estamos, é fato, tão ligados. Eu me olho no espelho e vejo você. De alguma forma.
"ennodnaba'm ej, ellof sius eJ"
Cheers!
distantes e nada divertidos
eu estava sonolento
e indeciso
Ora se era tarde
que, assim, sem alarde
me tomas por freio
de devaneios
acorda me palavras
em algumas verdades
Mas, você não suportaria a verdade, ainda que fosse. E dentro de mim eu penso que poderia dizer e tentar fazer, e isso me agrada. Logo eu me vejo preso em uma cadeia de pensamentos, tão longos, mas não nobres. Me dou conta que estamos, é fato, tão ligados. Eu me olho no espelho e vejo você. De alguma forma.
"ennodnaba'm ej, ellof sius eJ"
Cheers!
domingo, 6 de julho de 2008
A bullet in my head
Chega a noite e eu vou desvestindo minha roupa, o quarto está vazio, e logo o cansaço me doma. Bicho feroz que não conheceu sequer "obrigado" durante suas funções, vejo-o doendo, tardio. Daí vou desandando meu alento, e desmedindo meus movimentos, na fraca luz do quarto. Procuro tão breve os panos e encontro o cobertor, e logo eu desarrumo a simetria e desligo as luz da mente.
Na minha imaginação, já deitado, eu vou despertando o inominável, descobrindo as arestas e provocando as imagens. Tudo não se completa, na realidade, inventada, é desagradável. Quantas vezes eu me chocarei com tais desinvenções e destruições? Há o que se desmerecer e obrar naquilo que eu tenho até medo de contar. É de se chegar longe tentar explicar e mensurar sentimentos. Quando não se pode.
O topo é tão frio e solitário. É melhor estar no meio dos piores, dos lugares-comum, e da ralé...
Cheers!
Na minha imaginação, já deitado, eu vou despertando o inominável, descobrindo as arestas e provocando as imagens. Tudo não se completa, na realidade, inventada, é desagradável. Quantas vezes eu me chocarei com tais desinvenções e destruições? Há o que se desmerecer e obrar naquilo que eu tenho até medo de contar. É de se chegar longe tentar explicar e mensurar sentimentos. Quando não se pode.
O topo é tão frio e solitário. É melhor estar no meio dos piores, dos lugares-comum, e da ralé...
Cheers!
quinta-feira, 3 de julho de 2008
A bullet and a drink
O barman já me esperava. A notícia correu muito rápido. Mais do que eu esperava. O bar estava com aquele cheiro característico, mas para mim era um tanto nostálgico. Aqueles velhos pecadores e suas taças cheias de veneno, seus pulmões entupidos de ar sujo de horas de trabalho e cansaço. Os rostos conhecidos me encaravam como um reles desconhecido, as garçonetes estavam esplendorosas em seus trajes fedidos. Eu havia decidido que dali eu sairia bêbado, mas diante de tal cenário eu não fiquei sequer cinco minutos.
Fui caminhando para o bar seguinte, e pela mente já me passara a idéia de ir num pub ou, a melhor das idéias, num puteiro. Um homem sozinho tem que ter escolhas, but "too many options may kill a man". No caminho alguns rostos, e nenhuma atenção. Será que meu semblante está assim tão ruim? Há algo no meu cigarro que me impede de pensar sobre isso, então não importa. E custa pra chegar o outro bar. E o caminho é o suficiente para cantar uma pequena canção, para mim, punk.
Não direi que fiquei no segundo bar. Fedia muito lá. Então fui pro puteiro. Mais do mesmo?
Sim, o barman nada atencioso, a química estourando no banheiro, o chão de cevada, os pecadores mais que promíscuos, as dançarinas de final de época. E eu lá no meio. Cometia o erro de acender um cigarro na ponta do outro, bebia vinte e cinco paus de cerveja em vinte minutos "pra ligar" e botava os pés no balcão pra mostrar virilidade. Chamei uma puta pra conversar, e deixei algum número de celular com ela. "Pra depois", eu disse. Mas eu nem tenho celular. Me diverti com aquela que mal sabia rastejar no palco, e me diverti mais com a que sabia. Enfim eu pude descansar em colo desconhecido. Fui novamente jogado pra fora feito um cão sem-dono.
Amanheci na padaria, comendo meus últimos centavos. Aliás, os últimos não porque esses pagaram os trinta minutos que levei pra escrever isso. E só! Agora eu quero dormir...
Cheers!
Fui caminhando para o bar seguinte, e pela mente já me passara a idéia de ir num pub ou, a melhor das idéias, num puteiro. Um homem sozinho tem que ter escolhas, but "too many options may kill a man". No caminho alguns rostos, e nenhuma atenção. Será que meu semblante está assim tão ruim? Há algo no meu cigarro que me impede de pensar sobre isso, então não importa. E custa pra chegar o outro bar. E o caminho é o suficiente para cantar uma pequena canção, para mim, punk.
Não direi que fiquei no segundo bar. Fedia muito lá. Então fui pro puteiro. Mais do mesmo?
Sim, o barman nada atencioso, a química estourando no banheiro, o chão de cevada, os pecadores mais que promíscuos, as dançarinas de final de época. E eu lá no meio. Cometia o erro de acender um cigarro na ponta do outro, bebia vinte e cinco paus de cerveja em vinte minutos "pra ligar" e botava os pés no balcão pra mostrar virilidade. Chamei uma puta pra conversar, e deixei algum número de celular com ela. "Pra depois", eu disse. Mas eu nem tenho celular. Me diverti com aquela que mal sabia rastejar no palco, e me diverti mais com a que sabia. Enfim eu pude descansar em colo desconhecido. Fui novamente jogado pra fora feito um cão sem-dono.
Amanheci na padaria, comendo meus últimos centavos. Aliás, os últimos não porque esses pagaram os trinta minutos que levei pra escrever isso. E só! Agora eu quero dormir...
Cheers!
terça-feira, 1 de julho de 2008
Recortes áuricos
"...do senhorzinho tocando gaita e sanfona... que a alegria era teu tônus, e saberá?... cantando toda a prosa preparada... Shiva não me procura mais... (e daí?) É um pandemônio tamanho que me amedronta... sua açucarada vida se revia... eu me perguntava, agoniado, por todas aquelas frases grifadas... prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaMhastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-naanaavidhair-bhuushhitaaM... eu mereço um descanso... não escolha tanto, por favor."
Tirem daí todas as respostas necessárias pra vocês, idiotas. E espero que resolva os problemas de vocês. Eu estou de saco cheio.
Leia! Leia novamente!
Cheers!
Tirem daí todas as respostas necessárias pra vocês, idiotas. E espero que resolva os problemas de vocês. Eu estou de saco cheio.
Leia! Leia novamente!
Cheers!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Noite Reversa
As folhas da árvore não estão mais lá. Ainda me lembro do senhorzinho tocando gaita e sanfona, triste e resmungando, sempre que podia. Não era o encontro perfeito mesmo!
Desde o começo da tarde as coisas não davam certo. Eu estava cada vez mais chateado com seu atraso e você cada vez mais atrasada. A medida que eu pensava que aquilo acabaria, tinha a sensação que ficaria pior. Daí eu procurava ver as coisas por outra ótica. A ótica do otimismo. Tudo vai dar certo, dizia eu. Mas não era meu dia de sorte.
Você chegou e foi logo cantando toda a prosa preparada no ônibus. Aquela sua idéia errada de que eu sou crente de todos os teus defeitos. Não te passou à cabeça, em momento algum, que eu nem me importava mais com o atraso...
só com tua fera!
Cheers!
Desde o começo da tarde as coisas não davam certo. Eu estava cada vez mais chateado com seu atraso e você cada vez mais atrasada. A medida que eu pensava que aquilo acabaria, tinha a sensação que ficaria pior. Daí eu procurava ver as coisas por outra ótica. A ótica do otimismo. Tudo vai dar certo, dizia eu. Mas não era meu dia de sorte.
Você chegou e foi logo cantando toda a prosa preparada no ônibus. Aquela sua idéia errada de que eu sou crente de todos os teus defeitos. Não te passou à cabeça, em momento algum, que eu nem me importava mais com o atraso...
só com tua fera!
Cheers!
sábado, 28 de junho de 2008
Uma Pétala a Menos
Quando disseram que você precisava se tratar, você não se cuidou. Foi na contramão de todos, e imprimiu a imagem de uma pessoa arredia a conselhos. Não aceitou em momento algum que dissessem a você aquilo que você deveria fazer, não sem antes muito pensar. Procurou inspiração aonde não tinha, e ainda tinha a coragem de ensinar. Muitos te apontaram o dedo indicador e disseram o quanto você estava fraco. Mesmo assim você correu para socorrer a sua própria (in)sanidade.
Foi exatamente aí que eu me interessei por você, caro amigo. E hoje eu sou exatamente o sinônimo dos teus atos. Foi um sacrifício imenso aprender cegamente tudo o que você deixou como legado. E amanhã fará quinze anos que você se foi...
Preciso tanto de ti aqui. Não que eu tenha dúvidas disso. Mas mereço te ver novamente. Afinal de contas eu evoluí tanto quanto minhas expectativas.
Obrigado, Paulo!
Foi exatamente aí que eu me interessei por você, caro amigo. E hoje eu sou exatamente o sinônimo dos teus atos. Foi um sacrifício imenso aprender cegamente tudo o que você deixou como legado. E amanhã fará quinze anos que você se foi...
Preciso tanto de ti aqui. Não que eu tenha dúvidas disso. Mas mereço te ver novamente. Afinal de contas eu evoluí tanto quanto minhas expectativas.
Obrigado, Paulo!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Marginal e sábio
O marco inicial foi a música que nós ouvimos, e nos enchemos de ódio do mundo. Daí chegaram os outros casais, e todos ficaram sentados tentando encontrar um nexo no que fazíamos. Os pobres mortais não conseguiam compreender a nossa telepatia, e ficavam ainda mais abismados com a forma que nos conectávamos ali naquele momento. Isto é, se eles criavam alguma idéia que não fosse a de "hum, eles tão no clima".
Um pouco tarde pra se falar em "conceitos cósmicos", ou do "velho estigma", os primeiros, nós, fomos dormir já cansados. Na verdade fomos nos deitar, porque não tínhamos sono. E os outros achavam que o quarto estava muito silencioso. E estava.
Hoje pela manhã eu finalmente dormi. E acordei antes de ti.
É tão lindo te ver dormir! Eu fiquei alguns minutos olhando-te, e lembrava do "eu estou mais madura". Daí, em meus pensamentos, a figura que fizeras na noite anterior me pareceu contigo. Isso não é um lance tão poético quanto tu te esforçou fazer parecer, mas eu vou acreditar como se fosse. Primeiro porque és cheia de pudores mundanos, e segundo porque tu foi mulher pra refletir minha insanidade, e não tivestes medo disso.
"Somos egoístas", lembra? "Mas porque assim, pura e simplesmente", perguntas. "Temos que domar nossos demônios interiores" eu digo. Daí tu me almeja com tua ironia: "Estou livre de alguns, mas doutros eu até gosto". E eu só te compreendo, pois eu não faria a menor idéia do que querias falar, até que te vi dormir, e também quando te vi trôpega, maliciosa.
Somos dementes! Somos doentios! Algum dia já disseram isso a ti?
Cheers!
Um pouco tarde pra se falar em "conceitos cósmicos", ou do "velho estigma", os primeiros, nós, fomos dormir já cansados. Na verdade fomos nos deitar, porque não tínhamos sono. E os outros achavam que o quarto estava muito silencioso. E estava.
Hoje pela manhã eu finalmente dormi. E acordei antes de ti.
É tão lindo te ver dormir! Eu fiquei alguns minutos olhando-te, e lembrava do "eu estou mais madura". Daí, em meus pensamentos, a figura que fizeras na noite anterior me pareceu contigo. Isso não é um lance tão poético quanto tu te esforçou fazer parecer, mas eu vou acreditar como se fosse. Primeiro porque és cheia de pudores mundanos, e segundo porque tu foi mulher pra refletir minha insanidade, e não tivestes medo disso.
"Somos egoístas", lembra? "Mas porque assim, pura e simplesmente", perguntas. "Temos que domar nossos demônios interiores" eu digo. Daí tu me almeja com tua ironia: "Estou livre de alguns, mas doutros eu até gosto". E eu só te compreendo, pois eu não faria a menor idéia do que querias falar, até que te vi dormir, e também quando te vi trôpega, maliciosa.
Somos dementes! Somos doentios! Algum dia já disseram isso a ti?
Cheers!
terça-feira, 24 de junho de 2008
Um real por seus pensamentos
Tua parada cardíaca, eu sou, e fui. Somos ao cubo o conhecimento. Sendo reverso, dirias. Eu não concordaria pela mania que tenho de não concordar. Mas concordaria se me contrariasses. A virgem ausentaria-se e eu nunca saberia, naquela noite, como foi bom.
O pecado é a maneira de ver dalguns, minha cara. Eu estou acima disso. Quanto a você, que triste... abandonastes teu pretenso para aventurar-se com um canalha feito eu. Eu te deixaria sempre que tivesse a oportunidade. Mas mesmo assim te diverte estar comigo, mesmo eu te comendo pelas beiradas e consumindo toda a tua paciência, e representando o ritmo das pancadas que recebes na consciência e no bolso.
Daí então eu vou entrar no seu teatrinho, rs. Alegria alegria, estamos sublimes na nossa interpretação. Eu finjo que não estou ali pra aquilo e você finge que acredita. Somos os mais bobos, e mais do que dizem de nós. Aliás, somos dois adultos que insistem em permanecer lançados no etéreo mundo que nós mesmo criamos. Ou seja, ainda não crescemos em nossos anseios.
E que seios!
Cheers!
O pecado é a maneira de ver dalguns, minha cara. Eu estou acima disso. Quanto a você, que triste... abandonastes teu pretenso para aventurar-se com um canalha feito eu. Eu te deixaria sempre que tivesse a oportunidade. Mas mesmo assim te diverte estar comigo, mesmo eu te comendo pelas beiradas e consumindo toda a tua paciência, e representando o ritmo das pancadas que recebes na consciência e no bolso.
Daí então eu vou entrar no seu teatrinho, rs. Alegria alegria, estamos sublimes na nossa interpretação. Eu finjo que não estou ali pra aquilo e você finge que acredita. Somos os mais bobos, e mais do que dizem de nós. Aliás, somos dois adultos que insistem em permanecer lançados no etéreo mundo que nós mesmo criamos. Ou seja, ainda não crescemos em nossos anseios.
E que seios!
Cheers!
sábado, 21 de junho de 2008
Ande ao redor do Fogo
Tão lindos os apaixonados...
Idéias recorrentes os dia inteiro. Pequenas frases fantasmas disformes que tentam, sei lá, me dopar com suas essências. E eu me sinto no direito de anotar tudo. Velhas frases, velhos bordões e bordoadas, rs.
E desde o início eu procurava sanar toda e qualquer manifestação dos velhos tons acizentados da minha poesia entristecida e malamada. Atitude completamente corriqueira ultimamente. Ando com idéias tão boas, e com pouca disposição de vê-las infectadas pelo meu pessimismo.
Noutro post eu deixo algo mais. Hoje não dá nem pra pensar direito. Post de sábado é uma merda.
Cheers!
Idéias recorrentes os dia inteiro. Pequenas frases fantasmas disformes que tentam, sei lá, me dopar com suas essências. E eu me sinto no direito de anotar tudo. Velhas frases, velhos bordões e bordoadas, rs.
E desde o início eu procurava sanar toda e qualquer manifestação dos velhos tons acizentados da minha poesia entristecida e malamada. Atitude completamente corriqueira ultimamente. Ando com idéias tão boas, e com pouca disposição de vê-las infectadas pelo meu pessimismo.
Noutro post eu deixo algo mais. Hoje não dá nem pra pensar direito. Post de sábado é uma merda.
Cheers!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Binóculo
Odeio quando frutificam em minha mente tão grandes idéias, daquelas que eu tenho certeza que darão certo, e pelo conjunto de eventos que se seguem eu não consigo exteriorizar isso. Talvez por perfeccionismo eu jamais escreverei sobre ela, mas a idéia me bate a barreira dos dentes assim que eu tenho a oportunidade e disponho de um ouvido interessado, ou fingido. Mas como eu poderia deixar de fazê-lo?
Não são muitos os meus amigos que me escutam as idéias, vou assim dizer. Eu não vejo isso como algo triste, nem daria uma nota a eles, mas sabendo que são poucos, eu os conservo e os considero. Então a primeira dificuldade é "pra quem contar". A segunda é a minha preguiça de passar tudo pra um papel. Mesmo que somente uma idéia, eu pouco escrevo sobre elas. Exceto aqui.
Lá em casa não dá pra pensar direito. É um pandemônio tamanho que me amedronta a idéia que eu possa, com isso, me aborrecer e acabar desistindo da idéia. Devo ser paciente, não comigo, mas com os outros. As minhas idéias são, algumas, tão efêmeras quanto os meus escritos. E isso é prejudicial.
A tal idéia é, e conto aqui para não deixar a Flora curiosa do que se trata mais uma vez, do que chamamos no mundo dos quadrinhos de "argumento". Seria muito se eu dissesse que é um roteiro, visto que não há sequer uma fala, nem nome de personagem, nem local, nada; só o argumento. Eu direi somente que, na minha mente, seria algo que ficaria muito bom para o formato de filme e cinema, mas não sei para o formato livro ou quadrinho. Aliás, quem sabe quadrinho hã? É claro que eu não vou me aprofunda na história... primeiro o que vem primeiro, e o que vem primeiro ainda não aconteceu. Só gostaria de ter o Albertino aqui comigo pro primeiro passo.
Ah, e já que eu estou falando de cinema... sim Flora, o filme é maravilhoso. Parte daquilo que me compete dizer daquele filme está se estragando nos dias de hoje: a originalidade, a autenticidade. Eu já sabia que gostarias...
Cheers!
Não são muitos os meus amigos que me escutam as idéias, vou assim dizer. Eu não vejo isso como algo triste, nem daria uma nota a eles, mas sabendo que são poucos, eu os conservo e os considero. Então a primeira dificuldade é "pra quem contar". A segunda é a minha preguiça de passar tudo pra um papel. Mesmo que somente uma idéia, eu pouco escrevo sobre elas. Exceto aqui.
Lá em casa não dá pra pensar direito. É um pandemônio tamanho que me amedronta a idéia que eu possa, com isso, me aborrecer e acabar desistindo da idéia. Devo ser paciente, não comigo, mas com os outros. As minhas idéias são, algumas, tão efêmeras quanto os meus escritos. E isso é prejudicial.
A tal idéia é, e conto aqui para não deixar a Flora curiosa do que se trata mais uma vez, do que chamamos no mundo dos quadrinhos de "argumento". Seria muito se eu dissesse que é um roteiro, visto que não há sequer uma fala, nem nome de personagem, nem local, nada; só o argumento. Eu direi somente que, na minha mente, seria algo que ficaria muito bom para o formato de filme e cinema, mas não sei para o formato livro ou quadrinho. Aliás, quem sabe quadrinho hã? É claro que eu não vou me aprofunda na história... primeiro o que vem primeiro, e o que vem primeiro ainda não aconteceu. Só gostaria de ter o Albertino aqui comigo pro primeiro passo.
Ah, e já que eu estou falando de cinema... sim Flora, o filme é maravilhoso. Parte daquilo que me compete dizer daquele filme está se estragando nos dias de hoje: a originalidade, a autenticidade. Eu já sabia que gostarias...
Cheers!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Venha, Escolhido!
Ruminando algumas idéias, eu andava meio confuso com algumas, hum, idéias. Nada que Shiva não consiga responder, se eu a inquirisse. Fiz os pequenos círculos no chão e fiquei lá, observando o comportamento das formiguinhas. E eu fedia, suado, insuportável. Então meus sentidos estavam um pouco alterados pelas folhas e memórias que eu queimei. E sim, os círculos do dia anterior ainda estavam lá.
Havia uma foto que custava a queimar. A anos ela já não habitava minha mente, e ontem custou a queimar. Reanimei a chama que a consumia e dei três sorrisos quando via a imagem deformada se desfazendo em brasas. E aqueles pequenos negrumes que flutuavam avisavam: estamos morrendo! Eu só me divertia. Não eram somente memórias, mas capítulos. Nada importante. Se fossem não teriam sobrevivido a tantas vezes que tive a vontade de destruí-los.
Parte do calhamaço estava custando pra queimar também. Daí eu incentivei, incentivei e algo começou a acontecer. Quando se controla bem os elementos, tudo é possível. Queimou com tamanha velocidade que eu me assustei. Parecia que o fogo tinha pressa maior que a minha. Ou que o Ar me libertava daquilo tudo alimentando o Fogo tão fraco. Joguei umas raízes em cima no final e pronto!
Mas o que eu mais pensava naquele momento era em registrar aqui aquele evento libertador. Shiva não me procura mais a um bom tempo porque "o blog deixou de ser odioso", e Mahal era todo sorrisos com as letras que eu postei ultimamente. Todos nós três somos diferentes. E como!
Cheers!
Havia uma foto que custava a queimar. A anos ela já não habitava minha mente, e ontem custou a queimar. Reanimei a chama que a consumia e dei três sorrisos quando via a imagem deformada se desfazendo em brasas. E aqueles pequenos negrumes que flutuavam avisavam: estamos morrendo! Eu só me divertia. Não eram somente memórias, mas capítulos. Nada importante. Se fossem não teriam sobrevivido a tantas vezes que tive a vontade de destruí-los.
Parte do calhamaço estava custando pra queimar também. Daí eu incentivei, incentivei e algo começou a acontecer. Quando se controla bem os elementos, tudo é possível. Queimou com tamanha velocidade que eu me assustei. Parecia que o fogo tinha pressa maior que a minha. Ou que o Ar me libertava daquilo tudo alimentando o Fogo tão fraco. Joguei umas raízes em cima no final e pronto!
Mas o que eu mais pensava naquele momento era em registrar aqui aquele evento libertador. Shiva não me procura mais a um bom tempo porque "o blog deixou de ser odioso", e Mahal era todo sorrisos com as letras que eu postei ultimamente. Todos nós três somos diferentes. E como!
Cheers!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Laços Profundos
If I had to lose a mile
If I had to touch feelings
I would lose my soul
The way I do
I dont have to think
I only have to do it
The results are always perfect
And thats old news
Would you like to hear my voice
Sweetened with emotion
Invented at your birth?
I cant see the end of me
My whole expanse I cannot see
I formulate infinity
And store it deep inside of me
Oh Me - Unplugged In New York - Nirvana
Sim, that's a back to the roots, uma volta ao meu passado, às origens. Na verdade a letra ia ser Dumb, essa sim do Nirvana, e não Oh Me do Meat Puppets, mas a música acima está mais pro meu estado de espírito que aquela outra. Daí é infinitamente mais cômodo falar de hoje que do ontem. Quem já me viu no círculo vicioso choroooso de antigamente sabe da minha preocupação em não, digamos, dar na vista...
O normal seria que eu deixasse aqui uma pequena impressão do meu dia anterior, ou contar que foi divertidíssimo, que passei a tarde com os amigos e que a noite foi premiada, e que teve té uma caipira pra deixar todo mundo legal, mas acho que não estou com disposição para tal. Nem sei mais o que aconteceu na noite anterior, pra falar a verdade. Só sei que fiquei sem dinheiro!
Cheers!
If I had to touch feelings
I would lose my soul
The way I do
I dont have to think
I only have to do it
The results are always perfect
And thats old news
Would you like to hear my voice
Sweetened with emotion
Invented at your birth?
I cant see the end of me
My whole expanse I cannot see
I formulate infinity
And store it deep inside of me
Oh Me - Unplugged In New York - Nirvana
Sim, that's a back to the roots, uma volta ao meu passado, às origens. Na verdade a letra ia ser Dumb, essa sim do Nirvana, e não Oh Me do Meat Puppets, mas a música acima está mais pro meu estado de espírito que aquela outra. Daí é infinitamente mais cômodo falar de hoje que do ontem. Quem já me viu no círculo vicioso choroooso de antigamente sabe da minha preocupação em não, digamos, dar na vista...
O normal seria que eu deixasse aqui uma pequena impressão do meu dia anterior, ou contar que foi divertidíssimo, que passei a tarde com os amigos e que a noite foi premiada, e que teve té uma caipira pra deixar todo mundo legal, mas acho que não estou com disposição para tal. Nem sei mais o que aconteceu na noite anterior, pra falar a verdade. Só sei que fiquei sem dinheiro!
Cheers!
sábado, 14 de junho de 2008
Sendo Reverso
Eu não sei se foi, ou se ainda é. Tive a noção que sempre continuará sendo, mas que corre o risco de deixar de ser, e ao longo do tempo transformar-se nalgo que será. Continuamente era, e a todo tempo é, e o tempo se confundia, pois estávamos, pois éramos.
E na calada da noite mudava, e musicava as notas da sua inconstância. Determinava, e germinava todo início de dia uma canção nova. Nunca era, mas continuava ser na sua essência. O que resplandecia eram os aromas, as fases tão doces, a sua dança favorita. Tudo brilhava mais que o seu canto triste. Mais do que ser, era de tal forma que possuias um carater diferente, estavas intrísseca naquelas coisas, nos seus atos. É como se aquilo que tu fazias fosse tu mesma.
Nos primeiros raios do dia sua açucarada vida se revia. Revisitada, reclusa. Debruçava-se na janela e apreciava. Amaciava as madeixas e perguntava-se dos pássaros. Amada ela se achava, e ressonando no quarto o prazo que ela havia dado a si mesma. Então chorava. Percebeu que poderia ser nada toda aquela questão do ser, se ainda fosse, ou se um dia seria...
Eu sou um espectador. Eu sou um mediador. Passo impossível à frente, e não me arrisco tanto o quanto é possível. Mas o que é possível?
Cheers!
E na calada da noite mudava, e musicava as notas da sua inconstância. Determinava, e germinava todo início de dia uma canção nova. Nunca era, mas continuava ser na sua essência. O que resplandecia eram os aromas, as fases tão doces, a sua dança favorita. Tudo brilhava mais que o seu canto triste. Mais do que ser, era de tal forma que possuias um carater diferente, estavas intrísseca naquelas coisas, nos seus atos. É como se aquilo que tu fazias fosse tu mesma.
Nos primeiros raios do dia sua açucarada vida se revia. Revisitada, reclusa. Debruçava-se na janela e apreciava. Amaciava as madeixas e perguntava-se dos pássaros. Amada ela se achava, e ressonando no quarto o prazo que ela havia dado a si mesma. Então chorava. Percebeu que poderia ser nada toda aquela questão do ser, se ainda fosse, ou se um dia seria...
Eu sou um espectador. Eu sou um mediador. Passo impossível à frente, e não me arrisco tanto o quanto é possível. Mas o que é possível?
Cheers!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Ai Se Sêsse
Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
Ai Se Sêsse - Cordel do Fogo Encantado
Eu adoro qualquer manifestação poética que fale de amor e relacionamento de forma aberta e simples. É por isso que eu acho cansativo aqueles poetas de biblioteca que usam a linguagem pra esconder ao invés de mostrar. Todos uns tolos que amam mais o dicionário que qualquer reles mortal. Daí eu encontrei essa letra tão bonitinha e lírica e me encantei. E ando tão romântico!
Fiz questão, ontem, de ver todas as cartas da Jouse. Não que eu não faça isso, mas depois que a encontrei, fiquei saudoso da letra corrida e de tantos carinhos que ela sempre escrevia nas cartas. Daí eu penso que eu não sou um bom "escritor de cartas". Me acho meio grosseiro às vezes, rs.
O mais triste de ontem foi que eu não a encontrei, não a vi. Nem uma ligação dela, e toda vez que eu ligava pro telefone daquele hotel, dava ocupado! Fiquei irado. Permaneci o dia inteiro em casa, na espera, e só me dei uma liberdade depois das 10 da noite, pra tomar um ar e sair da jaula. No mais, se ela ainda não me ligou, é porque estava muito ocupada, e realmente deve estar sendo cansativo. Seria ótimo passar mais um dia com ela.
Tenho certeza que hoje a gente se fala. Se Deus quiser!
Cheers!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ah! Euforia!
Alegria, alegria! O mundo se torna mais alegre! Jouse "Bolseiro" está em Manaus. Linda como sempre, carinhosa e atenciosa. Valeu a espera. Um encontro emocionado, muitos abraços e beijos, e uma noite maravilhosa premiada com uma tempestade, literal, de sentimentos.
Desde a última vez que nos vimos, em 2005, parecia a mim que foi somente ontem a dura despedida. Eu não percebi o tempo passar enquanto vivi esses anos todos. Agora o importante é que quero estar ao lado dela e curtir ao máximo a sua presença. Estou realmente eufórico. Esses dias prometem. Pena que já é sábado que ela vai embora... para voltar pra dentro do meu coração.
E, para continuar a minha fase "letra de música" inspiradora, aqui vai uma linda:
Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar.
Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém,
Cheers!
Desde a última vez que nos vimos, em 2005, parecia a mim que foi somente ontem a dura despedida. Eu não percebi o tempo passar enquanto vivi esses anos todos. Agora o importante é que quero estar ao lado dela e curtir ao máximo a sua presença. Estou realmente eufórico. Esses dias prometem. Pena que já é sábado que ela vai embora... para voltar pra dentro do meu coração.
E, para continuar a minha fase "letra de música" inspiradora, aqui vai uma linda:
Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar.
Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém,
Cheers!
terça-feira, 10 de junho de 2008
Tradução
"prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaMhastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-naanaavidhair-bhuushhitaaM"
[Canto em Sânscrito (cf. Wikipedia...)]
"who is of smiling face, bestower of all fortunes, whose hands are ready to rescue anyone from fear, who is adorned by various ornaments with precious stones"
"quem é o sorridente, o senhor de todas as fortunas, de quem as mãos estão prontas para salvar qualquer um do medo, quem é decorado por vários ornamentos com pedras preciosas"
"Puer natus est nobis,et filius datus est nobis:cujus imperium super humerum…"
"For to us a child is born, to us a son is given: and the government will be upon his shoulder…"
"Para nós uma criança é nascida, a nós um filho é dado: e o governo, então, estará em cima de seu ombro"
"Some day you came
And I knew you were the one.
You were the rain, you were the sun,
But I needed both, cause I needed you.
You were the one
I was dreaming of all my life.
When it is dark you are my light,
But don't forget
Who's always our guide
It is the child in us."
"Um dia você veio
E eu soube que você era especial.
Você era a chuva, você era o sol,
mas eu precisava de ambos, pois precisava de você.
Você era quem
Eu estava sonhando por toda minha vida.
Quando está escuro você é minha luz,
Mas não esqueça
Quem é sempre nosso guia
É a criança em nós"
Cheers!
[Canto em Sânscrito (cf. Wikipedia...)]
"who is of smiling face, bestower of all fortunes, whose hands are ready to rescue anyone from fear, who is adorned by various ornaments with precious stones"
"quem é o sorridente, o senhor de todas as fortunas, de quem as mãos estão prontas para salvar qualquer um do medo, quem é decorado por vários ornamentos com pedras preciosas"
"Puer natus est nobis,et filius datus est nobis:cujus imperium super humerum…"
"For to us a child is born, to us a son is given: and the government will be upon his shoulder…"
"Para nós uma criança é nascida, a nós um filho é dado: e o governo, então, estará em cima de seu ombro"
"Some day you came
And I knew you were the one.
You were the rain, you were the sun,
But I needed both, cause I needed you.
You were the one
I was dreaming of all my life.
When it is dark you are my light,
But don't forget
Who's always our guide
It is the child in us."
"Um dia você veio
E eu soube que você era especial.
Você era a chuva, você era o sol,
mas eu precisava de ambos, pois precisava de você.
Você era quem
Eu estava sonhando por toda minha vida.
Quando está escuro você é minha luz,
Mas não esqueça
Quem é sempre nosso guia
É a criança em nós"
Cheers!
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Morno
""prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
Puer natus est nobis, et filius datus est nobis
cujus emperium super humerium
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM"
Some day you came, and I knew you were the one
You were the rain, you were the sun
But I needed both cause I needed you
You were the one I was dreaming of all my life
When it is dark you are my light
But don't forget who's always our guide...
It is the child in us."
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
Puer natus est nobis, et filius datus est nobis
cujus emperium super humerium
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM"
Some day you came, and I knew you were the one
You were the rain, you were the sun
But I needed both cause I needed you
You were the one I was dreaming of all my life
When it is dark you are my light
But don't forget who's always our guide...
It is the child in us."
The Child In Us - Le Roi Est Mort, Vive Le Roi! - Enigma
Hoje não é um dia para comemorar nada. Eu estou apenas receoso, e sempre estarei. Não há nada para comemorar, e seria horrível ver o círculo se fechar noutra daquelas infames festinhas. Não sou dado a bajulações, e discordo de qualquer um que apóie o meu posicionamento. Prefiro (estar) sozinho...
E eu adicionei a música acima para simbolizar o que sinto pela Flora. Apesar de saber que pode ser uma injustiça dizer que somente ela cabe nessa letra, eu devo dizer: é a verdade! E direi mais: homens apaixonados correm riscos. E eu recebi uma homenagem incomum dessa minha amiga e estou, humildemente, retribuindo.
Te Amo Flora!
Cheers!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Sangue, Tinta e Pena
""rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
...kniht yeht tuB
evissergga ton er'ew ,evissimbus ton er'eW
rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
sthgir ruo rof gnithgif tsuJ
srethgif eht era ew esuaC"
Sors salutis, et virtutis, michi nunc contraria
Hac in hora, sine nora, cordum pulsum tangite;
quod per sortem sternit fortem, mecum omnes plangite!"
Camera Obscura - The Screen Behind The Mirror - Enigma
E eu tenho amor por toda obscuridade dos teus pensamentos. Eu dizia "alguns" e você evocava "somente os melhores". Meu prazer estava nos detalhes — no reverso da música — que provoca em mim sensações e visões. As minhas tendências maniqueístas contrastam com teus longos devaneios niilistas. A minha aversão ao radicalismo e tua fé cega na ausência de fé. Já o seu prazer está em toda proposição posta ao teu bel entender, o pedestal dessa tua vaidade. Não é engraçado? Mesmo tão sortidas sortes, estamos vivenciando um ócio produtivo! Estamos mesmo em dias negros pro pensamento humano. Café é o nosso melhor amigo.
Desejaria estar à beira duma lareira, tal qual a Flora, e curtir o frio. E se tenho inveja da centena de livros que possuis é porque eu não os tenho. Já a tua inveja da minha eloqüência, rs, é por total erro teu. Somos parecidos! Acredite! Estamos tão sobriamente parecidos que vimos as mesmas oportunidades onde nenhum dos nossos viu, e curtimos. Sejamos diferentes dos outros, então, e não entre nós.
Faça a diferença também!
Cheers!
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
...kniht yeht tuB
evissergga ton er'ew ,evissimbus ton er'eW
rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
sthgir ruo rof gnithgif tsuJ
srethgif eht era ew esuaC"
Sors salutis, et virtutis, michi nunc contraria
Hac in hora, sine nora, cordum pulsum tangite;
quod per sortem sternit fortem, mecum omnes plangite!"
Camera Obscura - The Screen Behind The Mirror - Enigma
E eu tenho amor por toda obscuridade dos teus pensamentos. Eu dizia "alguns" e você evocava "somente os melhores". Meu prazer estava nos detalhes — no reverso da música — que provoca em mim sensações e visões. As minhas tendências maniqueístas contrastam com teus longos devaneios niilistas. A minha aversão ao radicalismo e tua fé cega na ausência de fé. Já o seu prazer está em toda proposição posta ao teu bel entender, o pedestal dessa tua vaidade. Não é engraçado? Mesmo tão sortidas sortes, estamos vivenciando um ócio produtivo! Estamos mesmo em dias negros pro pensamento humano. Café é o nosso melhor amigo.
Desejaria estar à beira duma lareira, tal qual a Flora, e curtir o frio. E se tenho inveja da centena de livros que possuis é porque eu não os tenho. Já a tua inveja da minha eloqüência, rs, é por total erro teu. Somos parecidos! Acredite! Estamos tão sobriamente parecidos que vimos as mesmas oportunidades onde nenhum dos nossos viu, e curtimos. Sejamos diferentes dos outros, então, e não entre nós.
Faça a diferença também!
Cheers!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Como Nivelar o Mundo
Confúcio viajava com seus discípulos quando soube que, numa aldeia, vivia um menino muito inteligente. Confúcio foi até lá conversar com ele e, brincando, perguntou:
— Que tal se você me ajudasse a acabar com as desigualdades?
— Por que acabar com as desigualdades? — disse o menino. — Se achatarmos as montanhas, os pássaros não terão mais abrigo. Se acabarmos com a profundidade dos rios e dos mares, todos os peixes morrerão. Se o chefe da aldeia tiver a mesma autoridade que o louco, ninguém se entenderá direito. O mundo é muito vasto, deixe-o com suas diferenças.
Os discípulos saíram dali impressionados com a sabedoria do menino. Quando já se encaminhavam para outra cidade, um deles comentou que todas as crianças deveriam ser assim.
— Conheci muitas crianças que, em vez de estar brincando e fazendo coisas de sua idade, procuravam entender o mundo — disse Confúcio. —E nenhuma destas crianças precoces conseguiu fazer algo importante mais tarde, porque jamais experimentaram a inocência e a sadia irresponsabilidade da infância.
Retirado da Coleção Contos do Alquimista, reunidos por Paulo Coelho, livro 2, "O Mosteiro Pode Acabar".
Cheers!
— Que tal se você me ajudasse a acabar com as desigualdades?
— Por que acabar com as desigualdades? — disse o menino. — Se achatarmos as montanhas, os pássaros não terão mais abrigo. Se acabarmos com a profundidade dos rios e dos mares, todos os peixes morrerão. Se o chefe da aldeia tiver a mesma autoridade que o louco, ninguém se entenderá direito. O mundo é muito vasto, deixe-o com suas diferenças.
Os discípulos saíram dali impressionados com a sabedoria do menino. Quando já se encaminhavam para outra cidade, um deles comentou que todas as crianças deveriam ser assim.
— Conheci muitas crianças que, em vez de estar brincando e fazendo coisas de sua idade, procuravam entender o mundo — disse Confúcio. —E nenhuma destas crianças precoces conseguiu fazer algo importante mais tarde, porque jamais experimentaram a inocência e a sadia irresponsabilidade da infância.
Retirado da Coleção Contos do Alquimista, reunidos por Paulo Coelho, livro 2, "O Mosteiro Pode Acabar".
Cheers!
terça-feira, 3 de junho de 2008
A Fraqueza da Dualidade Vã
Daí eu assobiava meia dúzia de músicas lindas, todas elas num ritmo alegre, apesar de tristes. Sorrateiramente tateei meus papéis em busca de uns escritos aí, nada importantes. Estava com saudade de algumas palavras...
Sorrateiramente eu puxei aquele calhamaço de folhas, como se houvesse alguém dormindo, ou se, afim de manter o silêncio, eu pudera ser descoberto. Cuidadosamente eu tirei a poeira, e retirei a fina película que a cobria. Parecia um material raro. Só então eu pude ler.
E quanto deleite! Aquelas palavras tão horrivelmente cruas, na época em que eu gania tanta tristeza tão alto, e que ouvia os ecos do mundo lá fora e imaginava. Eu vivia tempos de "Caverna" e sequer poderia reconhecer isso. Tive algumas surpresas ao ler tão enfadonhos versos que eu mesmo criara, mas soube reconhecer que queimá-los agora não é sábio.
Meticulosamente eu devolvi o calhamaço ao seu lugar. Senti-me tão mais jovem! Eu absorvi toda aquela jovialidade impura, insana e inconsequente novamente. Voltei a assobiar as tais músicas. Só que agora elas, tristes, permaneceram como tais.
Cheers!
Sorrateiramente eu puxei aquele calhamaço de folhas, como se houvesse alguém dormindo, ou se, afim de manter o silêncio, eu pudera ser descoberto. Cuidadosamente eu tirei a poeira, e retirei a fina película que a cobria. Parecia um material raro. Só então eu pude ler.
E quanto deleite! Aquelas palavras tão horrivelmente cruas, na época em que eu gania tanta tristeza tão alto, e que ouvia os ecos do mundo lá fora e imaginava. Eu vivia tempos de "Caverna" e sequer poderia reconhecer isso. Tive algumas surpresas ao ler tão enfadonhos versos que eu mesmo criara, mas soube reconhecer que queimá-los agora não é sábio.
Meticulosamente eu devolvi o calhamaço ao seu lugar. Senti-me tão mais jovem! Eu absorvi toda aquela jovialidade impura, insana e inconsequente novamente. Voltei a assobiar as tais músicas. Só que agora elas, tristes, permaneceram como tais.
Cheers!
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Arestas
Ele não evoluiu. Não partiu sozinho, mas voltou só. São apenas aparências o que lhe sustentam dentre o povo que novamente o humilha. Ele sabe disso, e entristece sua poesia por tão pouco. Eu mesmo gostaria de estar ao lado dele e levar tomates na cara, mas isso não é possível. A estréia é logo mais e a dor ainda é muito profunda.
Eu, em êxtase ultimamente, tento alegrar a todos, mas eu vejo que é um cenário horrendo. Alguns estão perdidos, alguns se perdendo, outros sequer interessados no caminho. E foi somente uma chuva pra aproximar todo aquele povo. Então eu direi: censurem-me! Não será a primeira vez, nem a última! É claro que me dói também. Mas é preciso mesmo ser tão dramático? É necessário gastarmos tanto assim essa "amizade"?
Façam suas escolhas. Eu já fiz a minha. Sofreremos calados mas sofreremos de pé.
Cheers!
Eu, em êxtase ultimamente, tento alegrar a todos, mas eu vejo que é um cenário horrendo. Alguns estão perdidos, alguns se perdendo, outros sequer interessados no caminho. E foi somente uma chuva pra aproximar todo aquele povo. Então eu direi: censurem-me! Não será a primeira vez, nem a última! É claro que me dói também. Mas é preciso mesmo ser tão dramático? É necessário gastarmos tanto assim essa "amizade"?
Façam suas escolhas. Eu já fiz a minha. Sofreremos calados mas sofreremos de pé.
Cheers!
domingo, 1 de junho de 2008
Um milhão e dois
A compreensão do todo por suas partes...
Dúvidas e poucas respostas. Não sou nenhum gênio, expectativas à parte. Um pequeno festejo, alguns goles a mais e toda a oportunidade de relembrar velhos discos de vinil...
Além do mais, como disse a Flora, esse blog está voltando a ser meu, a falar de mim. Talvez, eu diria. Eu só me ocupei de ver os conflitos e passagens que todo caminho oferece. Somos fracos quando estamos sós. Então eu repito: não sou nenhum gênio. Escreveria tudo o mais, mas eu não poderia fazê-lo. Tenho dúvidas...
Ontem foi muito bom, Carla.
Cheers!
Dúvidas e poucas respostas. Não sou nenhum gênio, expectativas à parte. Um pequeno festejo, alguns goles a mais e toda a oportunidade de relembrar velhos discos de vinil...
Além do mais, como disse a Flora, esse blog está voltando a ser meu, a falar de mim. Talvez, eu diria. Eu só me ocupei de ver os conflitos e passagens que todo caminho oferece. Somos fracos quando estamos sós. Então eu repito: não sou nenhum gênio. Escreveria tudo o mais, mas eu não poderia fazê-lo. Tenho dúvidas...
Ontem foi muito bom, Carla.
Cheers!
sábado, 31 de maio de 2008
Verdades Mundanas II
Pois então, Flor, abandone a esperança...
e veja quantas verdades a matarão!
(Isso é um convite, rs. Obrigado por comentar)
Cheers!
e veja quantas verdades a matarão!
(Isso é um convite, rs. Obrigado por comentar)
Cheers!
Verdade Mundana
Flora, eu não vou responder aqui como se somente você tivesse manifestado opinião sobre o post "Roundabout", traduzindo, Carrossel, apesar de ter sido a única a comentar publicamente. Muitas pessoas tiveram a sua mesma reação, algumas até longe das minhas intenções, outras cegamente próximas. Por favor, responderei a todos.
Chama-se Carrossel porque é verdadeiramente o círculo vicioso. Dizer que preferimos a verdade é a atitude mais esperada por muitos, mas é viciosamente ignorada quando, oportunamente, somos confrontados a ela. Quantos vocês conhecem que assumem as consequências da verdade? É muito mais fácil selecionar as verdades a que nos sujeitamos do que vivenciar todas elas. E é por isso que eu digo que preferirão a esperança, pois ela sim é que não nos sujeita a escolhas difíceis, mas escolhas cômodas. A esperança porque as pessoas estarão para sempre esperando dias melhores, melhores salários, mais alegria, o amor verdadeiro (olha a verdade aí...), o sucesso, a fortuna. Algum de vocês já leu Pedro Pedreiro, do Chico Buarque?
Quando o Chico Buarque fala que "E a mulher de Pedro está esperando um filho prá esperar também" ele fala exatamente do que eu tentei, humildemente, falar. A família de Pedro só tem a esperança, porque trabalhar gera esperança, o trem também, e o carnaval também, e a loteria, e o filho que vém, ou a morte, ou a oportunidade de voltar pro Norte. A letra fala disso. Não é a verdade dos fatos que alimenta aquelas pessoas, mas a esperança de que tudo vá mudar.
Um dia bastará a esperança. A verdade não será tão mais importante. Ninguém suportará encarar a verdade se tiverem somente a esperança. Porque ela morre por último, porque ela é motivação, porque ela primeva.
Qual a verdade de vossos corações? Respondendo individualmente, sem citar nomes: quantas vezes tu se sentiu verdadeiramente alegre convosco? Quantos anos mais tu esperarás por respostas? Quando terás coragem de assumir a ela? O que queres se não abandonas o passado e vive o presente?
São perguntas difíceis. Não a todos. Mas difíceis. E eu sinto que é comum a todos a esperança de que as coisas mudem, ou que o tempo volte pra que tudo seja como antes, ou que tudo isso acabe num passe de mágica. Portanto, não queiram a verdade. Não ela. Prefiram o bom senso, a esperança.
Enjoy!
Chama-se Carrossel porque é verdadeiramente o círculo vicioso. Dizer que preferimos a verdade é a atitude mais esperada por muitos, mas é viciosamente ignorada quando, oportunamente, somos confrontados a ela. Quantos vocês conhecem que assumem as consequências da verdade? É muito mais fácil selecionar as verdades a que nos sujeitamos do que vivenciar todas elas. E é por isso que eu digo que preferirão a esperança, pois ela sim é que não nos sujeita a escolhas difíceis, mas escolhas cômodas. A esperança porque as pessoas estarão para sempre esperando dias melhores, melhores salários, mais alegria, o amor verdadeiro (olha a verdade aí...), o sucesso, a fortuna. Algum de vocês já leu Pedro Pedreiro, do Chico Buarque?
Quando o Chico Buarque fala que "E a mulher de Pedro está esperando um filho prá esperar também" ele fala exatamente do que eu tentei, humildemente, falar. A família de Pedro só tem a esperança, porque trabalhar gera esperança, o trem também, e o carnaval também, e a loteria, e o filho que vém, ou a morte, ou a oportunidade de voltar pro Norte. A letra fala disso. Não é a verdade dos fatos que alimenta aquelas pessoas, mas a esperança de que tudo vá mudar.
Um dia bastará a esperança. A verdade não será tão mais importante. Ninguém suportará encarar a verdade se tiverem somente a esperança. Porque ela morre por último, porque ela é motivação, porque ela primeva.
Qual a verdade de vossos corações? Respondendo individualmente, sem citar nomes: quantas vezes tu se sentiu verdadeiramente alegre convosco? Quantos anos mais tu esperarás por respostas? Quando terás coragem de assumir a ela? O que queres se não abandonas o passado e vive o presente?
São perguntas difíceis. Não a todos. Mas difíceis. E eu sinto que é comum a todos a esperança de que as coisas mudem, ou que o tempo volte pra que tudo seja como antes, ou que tudo isso acabe num passe de mágica. Portanto, não queiram a verdade. Não ela. Prefiram o bom senso, a esperança.
Enjoy!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
A metade e o meio
Eu farejei uma história nova, uma daquelas que deixam as expectativas em polvorosa. Não era exatamente uma grande história, daquelas que fazem a diferença na vida de uma pessoa, ou daquelas que marcam o romance de alguém, que não saem da mente da pessoa. Não, esta era uma história diferente, era mais real e menos absurda.
Ah, mas logo eu que não tenho muito tato com sorrisinhos falsos e caras pouco amistosas! Eu estava incubido de reunir todos os detalhes, os fatos e formar a tal história. Esse processo é, assim, em seu começo, algo fantástico. Daí eu me perco. Produzo mais quando estou motivado, e dada a tenra hora da madrugada, motivação era algo impossível, mas inabalável. Fui ao máximo adiante, e realizei boa parte do que me propus.
Sereno e ao mesmo tempo irriquieto, as primeiras palavras foram bárbaras, e, ao longo da longa conversa, toda ela foi se esticando, e diversos assuntos permearam o tema central. Eu estava todo paciente, e a história se mostrava merecedora de toda a minha atenção. Eu não queria perder nem um instante do relato. É excitante encontrar alguém tão grande orador. Aprende-se mais por tanto!
Longa vida ao vinho!
Cheers!
Ah, mas logo eu que não tenho muito tato com sorrisinhos falsos e caras pouco amistosas! Eu estava incubido de reunir todos os detalhes, os fatos e formar a tal história. Esse processo é, assim, em seu começo, algo fantástico. Daí eu me perco. Produzo mais quando estou motivado, e dada a tenra hora da madrugada, motivação era algo impossível, mas inabalável. Fui ao máximo adiante, e realizei boa parte do que me propus.
Sereno e ao mesmo tempo irriquieto, as primeiras palavras foram bárbaras, e, ao longo da longa conversa, toda ela foi se esticando, e diversos assuntos permearam o tema central. Eu estava todo paciente, e a história se mostrava merecedora de toda a minha atenção. Eu não queria perder nem um instante do relato. É excitante encontrar alguém tão grande orador. Aprende-se mais por tanto!
Longa vida ao vinho!
Cheers!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
"Ensaio sobre a cegueira"
Agora que eu decido curtir o encurtamento do curto período que passei contigo, você me vem com frases de efeito e poesia? Eu até acharia desnecessário, mas eu não perco minha curiosidade e prefiro entender isso como "algo interessante", ou "observável", indiferente aos seus caprichos. Daí você me vem com a letra da Legião...
" Porque esperar
Se podemos começar
Tudo de novo
Agora mesmo"
...parecendo a mim que sequer leu ou desconhece outra parte da letra que diz...
"Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor,
E toda dor vem do desejo,
De não sentimos dor"
...numa prática parecida à da Filosofia quando confrontamos nossas idéias. Então eu percebo seu maior esforço, sua pseudo-ideologia machista que diz "conquiste as fraquezas dele". Eu até me permitiria fingir estar funcionando e ir pra cama com você umas duas ou três vezes e, viril, abandonar você por causa de qualquer outra. Aliás, não é qualquer outra! Mas eu não vou fingir. Só esperarei o momento certo pra escrever novamente as poucas linhas que eu realmente dediquei a você, afim de tê-la na lembrança... e esquecê-la numa de minhas caixas de sapatos.
Não fique se perguntando tantos porquês. Eu faço as escolhas segundo os meus princípios, e longe de dizer que você não os tem, de nós dois eu sou o que os mais tem! Eu não fico na expectativa de vê-la tentar acenar para mim depois que você ler este post, só te acho merecedora de tentar outra vez uma coisinha chata caída em desuso: a compaixão por si mesma!
E se eu for mesmo tão cruel quanto publicam por aí é por dois motivos. O primeiro é porque o mundo me moldou assim para resistir a casos como você. O segundo é por opção de ataque. Não diga, como fazem os outros, que você está sendo humilhada por mim. Sozinha você sabe mais que todos eles juntos da verdade toda! A diferença é que eu não abro excessões, eu tenho o cuidado de não dar razão para o que falam.
Preserve-se!
" Porque esperar
Se podemos começar
Tudo de novo
Agora mesmo"
...parecendo a mim que sequer leu ou desconhece outra parte da letra que diz...
"Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor,
E toda dor vem do desejo,
De não sentimos dor"
...numa prática parecida à da Filosofia quando confrontamos nossas idéias. Então eu percebo seu maior esforço, sua pseudo-ideologia machista que diz "conquiste as fraquezas dele". Eu até me permitiria fingir estar funcionando e ir pra cama com você umas duas ou três vezes e, viril, abandonar você por causa de qualquer outra. Aliás, não é qualquer outra! Mas eu não vou fingir. Só esperarei o momento certo pra escrever novamente as poucas linhas que eu realmente dediquei a você, afim de tê-la na lembrança... e esquecê-la numa de minhas caixas de sapatos.
Não fique se perguntando tantos porquês. Eu faço as escolhas segundo os meus princípios, e longe de dizer que você não os tem, de nós dois eu sou o que os mais tem! Eu não fico na expectativa de vê-la tentar acenar para mim depois que você ler este post, só te acho merecedora de tentar outra vez uma coisinha chata caída em desuso: a compaixão por si mesma!
E se eu for mesmo tão cruel quanto publicam por aí é por dois motivos. O primeiro é porque o mundo me moldou assim para resistir a casos como você. O segundo é por opção de ataque. Não diga, como fazem os outros, que você está sendo humilhada por mim. Sozinha você sabe mais que todos eles juntos da verdade toda! A diferença é que eu não abro excessões, eu tenho o cuidado de não dar razão para o que falam.
Preserve-se!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Roundabout
A dez anos atrás:
A grande novidade era saber que eu estava me tornando um homem responsável. Procurava dar um sentido mais sublime às coisas que eu realizava. Realmente eu estava me tornando um pouco mais sábio, depois da morte do Paulo, e mediante inúmeras reflexões diárias eu libertava minha mente da adolescência meteórica que eu tive. Eu era mais intenso com os meus sentimentos. Acreditava que amar ainda era possível segundo meus princípios...
Hoje:
Princípios? Não há muito o que pensar de mim. Eu só me tornei tão burocrático com os caminhos do coração por que não vi tanto sentido nas coisas que eu realizava. Eu estou cercado de um mundo que tirava minhas forças com atitudes plenas de sarcasmo, crueldade e intolerância. Realmente eu me tornei uma pessoa amarga e pessimista, e a sabedoria acumulada é vítima de piada entre os meus. Reflexões diárias? Não, elas me fazem chorar! Cultivar sentimentos em terreno tão inóspito é uma loucura inadmissível. Eu me sentia exposto sempre, como se tivesse as vísceras expostas, e corria o risco de morrer...
Amanhã:
Sim, quem sabe o amanhã. Eu não daria nada pelo meu futuro se mesmo as minhas atitudes fossem consertadas. No futuro as pessoas não vão querer a verdade, elas só quererão a esperança. E isso me parece tão triste! É só você conseguir apurar a capacidade cognitiva das pessoas que você não precisará contá-las as verdades do mundo; bastará a elas um pouco de esperança, e, para os mais afortunados, um pouco de aventura. Eu vejo pro meu futuro um caminho tão longe da verdade... é que o futuro trabalha na esperança da mente da gente.
Load your guns!
A grande novidade era saber que eu estava me tornando um homem responsável. Procurava dar um sentido mais sublime às coisas que eu realizava. Realmente eu estava me tornando um pouco mais sábio, depois da morte do Paulo, e mediante inúmeras reflexões diárias eu libertava minha mente da adolescência meteórica que eu tive. Eu era mais intenso com os meus sentimentos. Acreditava que amar ainda era possível segundo meus princípios...
Hoje:
Princípios? Não há muito o que pensar de mim. Eu só me tornei tão burocrático com os caminhos do coração por que não vi tanto sentido nas coisas que eu realizava. Eu estou cercado de um mundo que tirava minhas forças com atitudes plenas de sarcasmo, crueldade e intolerância. Realmente eu me tornei uma pessoa amarga e pessimista, e a sabedoria acumulada é vítima de piada entre os meus. Reflexões diárias? Não, elas me fazem chorar! Cultivar sentimentos em terreno tão inóspito é uma loucura inadmissível. Eu me sentia exposto sempre, como se tivesse as vísceras expostas, e corria o risco de morrer...
Amanhã:
Sim, quem sabe o amanhã. Eu não daria nada pelo meu futuro se mesmo as minhas atitudes fossem consertadas. No futuro as pessoas não vão querer a verdade, elas só quererão a esperança. E isso me parece tão triste! É só você conseguir apurar a capacidade cognitiva das pessoas que você não precisará contá-las as verdades do mundo; bastará a elas um pouco de esperança, e, para os mais afortunados, um pouco de aventura. Eu vejo pro meu futuro um caminho tão longe da verdade... é que o futuro trabalha na esperança da mente da gente.
Load your guns!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Não leia!
Considerando as possibilidades, eu refaço agora um caminho muito conhecido. Ao final dele eu não tenho mais surpresas. O mundo se torna a rotina que eu tanto odeio. Deixar uma trilha de pedaços de pão, ou desenrolar um carretel durante o caminho. Alternativas não são muitas, mas não falta disposição. Até que eu lave toooda a louça e deixe a preguiça de lado...
Agora respondendo às leitoras gêmeas... sim, o Escudeiro da família subentende-se que seja o filho varão, então é o Pedro sim. A festa foi tri, e já vamos ter outra. Indiscrição é uma palavra que não cabe, apesar de ser uma palavra odiosa... mas eu tava mesmo era com vontade de gritar pro mundo; se eu publicar na Veja eu aviso. Cobertor é super necessário, assim como toalhas numa sauna não é?
E Laura, quem disse que eu não cito você aqui, Laura? Isso não é verdade, Laura, e qualquer um poderá ver, Laura, que eu cito teu nome e quem você é para mim diversas vezes durante o blog, Laurita. Até tuas pernas estão no meu blog, Laura, e você tem coraaagem de surtar comigo, crazy lory. Isso não se faz com um tão dileto amigo, Laura Valls, mesmo que você tenha esquecido o quanto eu TE AMO, Laura! E nunca mais diga que eu não lembro de ti, tá bom Laura? E Laura é um bonito nome... Laura... Laaauuuraaaaa... rsrs...
Cheers!
Agora respondendo às leitoras gêmeas... sim, o Escudeiro da família subentende-se que seja o filho varão, então é o Pedro sim. A festa foi tri, e já vamos ter outra. Indiscrição é uma palavra que não cabe, apesar de ser uma palavra odiosa... mas eu tava mesmo era com vontade de gritar pro mundo; se eu publicar na Veja eu aviso. Cobertor é super necessário, assim como toalhas numa sauna não é?
E Laura, quem disse que eu não cito você aqui, Laura? Isso não é verdade, Laura, e qualquer um poderá ver, Laura, que eu cito teu nome e quem você é para mim diversas vezes durante o blog, Laurita. Até tuas pernas estão no meu blog, Laura, e você tem coraaagem de surtar comigo, crazy lory. Isso não se faz com um tão dileto amigo, Laura Valls, mesmo que você tenha esquecido o quanto eu TE AMO, Laura! E nunca mais diga que eu não lembro de ti, tá bom Laura? E Laura é um bonito nome... Laura... Laaauuuraaaaa... rsrs...
Cheers!
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