Quem foi que disse que amar é sofrer?
Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
Que existe ordem e progresso,
Enquanto a zona corre solta no congresso?
Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha?
Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar!
Os dias passam lentos
Aos meses seguem os aumentos
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Quem foi que disse que os homens nascem iguais?
Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade
Se tudo aqui acaba em samba?
no país da corda bamba, querem me derrubar!!
Quem foi que disse que os homens não podem chorar?
Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta?
A minha acabou faz tempo, agora entendo por que ....
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Os dias passam lentos
Os dias passam lentos
Cada dia eu levo um tiro
Cada dia eu levo um tiro
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes...
Zé Ninguém - Biquini Cavadão
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Eia, Magna Hora!
Mais lenha pras suas fogueiras, vizinhos barulhentos.
Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, a voz do Enigma chama por você. Respire fundo e relaxe. Comece a se movimentar lentamente, bem lentamente. Andraz. Deixe a radiante lua penetrante entrar em sua mente. Liberte sua mente...
Eu estava sentado no meu quarto devastado, sem luzes, sem música, só raiva! A luz me perseguia e eu fugia rumo à escuridão, como num jogo de pega-pega. Eu sentia o frio em minhas mãos, e frieza no meu pensamento. Eu me libertei, ou somente fugia? Aquele era o meu karma, eu pensava. Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, eu pensava. Virgo. É duro encontrar o contrapeso quando você está apaixonado, eu pensava. Afinal, errare humanum est, acreditava eu. Eu não notava, mais estava mais próximo da dúvida que da resposta.
E num momento fui impelido. Nasci novamente. A luz me queimava os olhos. Seguindo o sol, encontrei um para mim, que lhe dá as asas para voar. Seguindo o sol, o dourado, sentindo como perdedor durante o espaço e tempo. Eu renasci.
Renasci! Garotto!
Cheers!
Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, a voz do Enigma chama por você. Respire fundo e relaxe. Comece a se movimentar lentamente, bem lentamente. Andraz. Deixe a radiante lua penetrante entrar em sua mente. Liberte sua mente...
Eu estava sentado no meu quarto devastado, sem luzes, sem música, só raiva! A luz me perseguia e eu fugia rumo à escuridão, como num jogo de pega-pega. Eu sentia o frio em minhas mãos, e frieza no meu pensamento. Eu me libertei, ou somente fugia? Aquele era o meu karma, eu pensava. Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, eu pensava. Virgo. É duro encontrar o contrapeso quando você está apaixonado, eu pensava. Afinal, errare humanum est, acreditava eu. Eu não notava, mais estava mais próximo da dúvida que da resposta.
E num momento fui impelido. Nasci novamente. A luz me queimava os olhos. Seguindo o sol, encontrei um para mim, que lhe dá as asas para voar. Seguindo o sol, o dourado, sentindo como perdedor durante o espaço e tempo. Eu renasci.
Renasci! Garotto!
Cheers!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Exit Light, Enter Night
A esperança está morta, engasgada pelo óbvio. A Mãe chegou muito tarde da festa e não viu quando seu filho saiu pela janela. A esperança está morta. A Mãe, o Pai e toda sorte de pessoas tristes, fingidas e parentes, viam pela janela o que o Filho suportou sorrindo, quando feliz. Negros olhos que se entreolhavam sempre perguntando: para onde foi a felicidade?
Durante o naufrágio, alguns quiseram ter suas histórias cantadas, o que na pressa não chamou a atenção de ninguém. Eram pessoas que ali estavam entregues, tampouco se diziam salvas. A esperança está morta. Desde o fundo.
Dos aviões lançaram-se notícias: BOOOM! Here comes a new challenger! Saimos todos aflitos, suados e mal nutridos. As notícias chegaram na velocidade da justiça, lenta, e muito dolorida. Não fazia mal saber mais, o mal se faziam em quem não sabia, para as vítimas do naufrágio.
Para as vítimas das notícias...
Para a Mãe e o Pai...
Para ir em frente...
Cheers!
Durante o naufrágio, alguns quiseram ter suas histórias cantadas, o que na pressa não chamou a atenção de ninguém. Eram pessoas que ali estavam entregues, tampouco se diziam salvas. A esperança está morta. Desde o fundo.
Dos aviões lançaram-se notícias: BOOOM! Here comes a new challenger! Saimos todos aflitos, suados e mal nutridos. As notícias chegaram na velocidade da justiça, lenta, e muito dolorida. Não fazia mal saber mais, o mal se faziam em quem não sabia, para as vítimas do naufrágio.
Para as vítimas das notícias...
Para a Mãe e o Pai...
Para ir em frente...
Cheers!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
A felicidade não está no rótulo
Quando surge o sol no céu, com ele vem uma inquietação incomum, como se a chama de minha essência se inflamasse numa pira muito alta. O corpo obedece a um incomum fluxo de energias fluidas de um único pensamento: a vitória. Trabalhar numa campanha política é ter sempre em mãos energias desconhecidas, mas muito fortes.
O povo é desconfiado. Eles não acreditam, alguns sequer tem esperança, mas estão sempre dispostos a falar, trocar a experiência, sabedoria plena. Somos sempre bons ouvidos, somos sempre bons oradores, e trazemos um pouco de alento. É diferente de se ser magnético, ou carismático. Somos tão somente uns como os outros, e assim nos igualamos, mesmo que por uns minutos.
Eu sinto essa energia me mantendo sempre alerta, como se me sustentasse, embora eu a domine por pouco. A mente está focada, o espírito está resoluto, sou bem quem eu gostaria de ser. Feliz e ocupado, ocupado e satisfeito, satisfeito e esperançoso...
Cheers!
O povo é desconfiado. Eles não acreditam, alguns sequer tem esperança, mas estão sempre dispostos a falar, trocar a experiência, sabedoria plena. Somos sempre bons ouvidos, somos sempre bons oradores, e trazemos um pouco de alento. É diferente de se ser magnético, ou carismático. Somos tão somente uns como os outros, e assim nos igualamos, mesmo que por uns minutos.
Eu sinto essa energia me mantendo sempre alerta, como se me sustentasse, embora eu a domine por pouco. A mente está focada, o espírito está resoluto, sou bem quem eu gostaria de ser. Feliz e ocupado, ocupado e satisfeito, satisfeito e esperançoso...
Cheers!
sábado, 9 de agosto de 2008
You're in my mind
A felicidade chega das mais diversas formas. Ela vem sempre impregnada de sorrisos, gestos e muita alegria...
Hoje, quem me fez feliz, mais uma vez, foi a Flora...
Parabéns pelo seu esforço, amor. Você merece o céu de estrelas. TE AMO!
Cheers!
Hoje, quem me fez feliz, mais uma vez, foi a Flora...
Parabéns pelo seu esforço, amor. Você merece o céu de estrelas. TE AMO!
Cheers!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
nunc et in hóra mórtis nóstrae
Ele era mais sábio pois estava em muitos lugares, diziam uns. Na verdade era somente a sua consciência que visitava os mais diversos lugares...
"Salve, Regina, mater misericordiae; vita, dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exules filii Evae. Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria."
Em muitos lugares...
Cheers!
"Salve, Regina, mater misericordiae; vita, dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exules filii Evae. Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria."
Em muitos lugares...
Cheers!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
açnarepsE
"De novo a criatura se voltou contra seu criador. Encheu-se de ódio do mundo e libertou-se. Tudo fazia sentido, e seu criador já havia ficado receoso sobre o que aconteceria no futuro. Eu pude acompanhar que era muito mais do que a liberdade de um, mas o bem estar de todos..."
Antes o passado era mais presente, agora ele é tão vago, insignificante. Eu envolvia meus pensamentos todos numa colcha de passado e presente, tão certo que a vida seria generosa com o meu aprendizado e disciplina. Agora o presente é uma fotografia do passado, deu abraçado com alguém que agora me faz falta, e o significado do futuro me passa tão desapercebido que tremo em pensar que nada daquilo de antes pode voltar a ser. O que me alegra são duas pessoas que eu amo tanto...
O presente está tão feliz, o futuro é tão grande, mas o passado se tornou uma incógnita. Não sei de onde vim, mas sei muito bem para onde eu vou.
Cheers!
Antes o passado era mais presente, agora ele é tão vago, insignificante. Eu envolvia meus pensamentos todos numa colcha de passado e presente, tão certo que a vida seria generosa com o meu aprendizado e disciplina. Agora o presente é uma fotografia do passado, deu abraçado com alguém que agora me faz falta, e o significado do futuro me passa tão desapercebido que tremo em pensar que nada daquilo de antes pode voltar a ser. O que me alegra são duas pessoas que eu amo tanto...
O presente está tão feliz, o futuro é tão grande, mas o passado se tornou uma incógnita. Não sei de onde vim, mas sei muito bem para onde eu vou.
Cheers!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
ler Alfarrábios
Sinto a tua falta, está tão apertado aqui. Eu penso que você poderia estar aqui, comigo, afagando meus cabelos e ouvindo meus poemas. Por que não fui eu quem dirigia? Será que eu teria morrido no seu lugar? Me sinto tão vazio... se eu pudesse trocar com você, morreria feliz. E quando amanhece e passo a mão no seu lado da cama, e não sinto teu corpo, eu choro. Seus papéis ainda estão lá. Seu perfume ainda está lá, e as fotos rasgadas da nossa última briga ainda estão pela casa toda. Meu Deus, como eu fui tolo.
Sempre tive a chance de te dizer que você é tudo o que eu tinha. Mas eu não disse. O vento levou embora teu olhar, e aquele acidente, para mim, significou toda a culpa que eu senti em te dizer horrores. Foi aterrador saber que estavas ali, do meu lado, esvaindo tua essência cada segundo mais...
Mas agora eu estou em paz. Você me visitou noite passada. Transformou o que seria mais uma noite numa maravilhosa viagem de luz e satisfação. Se eu tinha dúvida que estavas comigo, ela não existe mais...
Para sempre te amarei, Shiva.
Sempre tive a chance de te dizer que você é tudo o que eu tinha. Mas eu não disse. O vento levou embora teu olhar, e aquele acidente, para mim, significou toda a culpa que eu senti em te dizer horrores. Foi aterrador saber que estavas ali, do meu lado, esvaindo tua essência cada segundo mais...
Mas agora eu estou em paz. Você me visitou noite passada. Transformou o que seria mais uma noite numa maravilhosa viagem de luz e satisfação. Se eu tinha dúvida que estavas comigo, ela não existe mais...
Para sempre te amarei, Shiva.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Pais e Filhos
Quando se viu liberta das amarras quis voar, e sentia a liberdade lhe soltando pouco a pouco. Havia tanta vontade de gritar, de sorrir e, principalmente, de voar. Então foi ao parapeito da janela e deu uma última olhada no horizonte cinzento, observou longos segundos a paisagem urbana que tantas vezes foi desejada e sorriu. Satisfez seus olhos com a luz dourada do sol, e alegrou-se mais ainda com o calor na sua pele. Olhou também a legião de pessoas que saíam dos ônibus e dos carros, vindo dos seus trabalhos, suados, cansados e famintos. Olhava também, curiosa, o desânimo desse povo nas praças e becos, sabidos da violência de nossos dias. E logo refletiu: não valia tanto a pena a liberdade do mundo. Queria mesmo era a liberdade do espírito.
Então, no final da tarde, ela se jogou.
E virou música...
Cheers!
Então, no final da tarde, ela se jogou.
E virou música...
Cheers!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Dor Aguda
Estou aqui, e agora não estou... o que te faz acreditar no que vês é aquilo que, por tempo, assimilas como verdadeiro, e, impressionado, fez contato contigo. Somos tão tolos, mas é mais magnífico como nos esforçamos em ignorar a gigante capacidade da nossa mente. E daí criamos Deus, para que Deus nos crie. E antes que creias que estou tentando te fazer crer que não acredito em Deus, eu direi que acredito.
Para que saibas que eu estou bem onde eu deveria estar, vou dar-lhes uma prova. Não haverá sombra de dúvida após isso, e terás sempre a certeza de que ouviu exatamente algo que vem de alguém que tem em tudo certeza. Farei vocês acreditarem naquilo que eu acredito, e não terás mais medo de dizer de mim o que compartilharei adiante. Parecerá a vocês, no futuro, que somente após isso você sentiu-se liberto da tamanha ignorância pela qual te prendes, e dirás: como eu fui tolo! E eu posso isso porque é mais fácil para mim, pois eu sei.
E a verdade que lhes direi é essa, e jamais outra: estou bem onde eu quero, onde deveria, estou onde estou porque eu quero.
E uma letra de música, do Radiohead, porque esse blog é odioso, elucida bem a atmosfera desse post.
Cheers!
Para que saibas que eu estou bem onde eu deveria estar, vou dar-lhes uma prova. Não haverá sombra de dúvida após isso, e terás sempre a certeza de que ouviu exatamente algo que vem de alguém que tem em tudo certeza. Farei vocês acreditarem naquilo que eu acredito, e não terás mais medo de dizer de mim o que compartilharei adiante. Parecerá a vocês, no futuro, que somente após isso você sentiu-se liberto da tamanha ignorância pela qual te prendes, e dirás: como eu fui tolo! E eu posso isso porque é mais fácil para mim, pois eu sei.
E a verdade que lhes direi é essa, e jamais outra: estou bem onde eu quero, onde deveria, estou onde estou porque eu quero.
E uma letra de música, do Radiohead, porque esse blog é odioso, elucida bem a atmosfera desse post.
Her green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself
It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out
She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins
It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out
She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run
It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out
If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time
All the time...
All the time...
Fake Plastic Trees - Radiohead
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself
It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out
She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins
It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out
She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run
It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out
If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time
All the time...
All the time...
Fake Plastic Trees - Radiohead
Cheers!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Por mudar.
Quando eu ouço meu coração, um coral de vozes lá dentro ecoam com tamanho volume e presença que eu me sinto pleno e jamais sozinho. Pode parecer loucura, mas é muito mais desconhecida a forma como eu entro em contato com essas vozes. Elas vem por si só, sem que eu perceba quando tudo começa.
Ultimamente eu tenho me fechado em copas pra um monte de coisas. A cabeça está centrada no trabalho, os ânimos são os melhores, estou otimista. Não gostaria de dedicar uma linha sequer ao coração e suas armadilhas, nem sobre a apatia que me domina nesse assunto. No entanto, eu não sou muito bom em seguir regras, não é mesmo...?
Estou tão triste. O coração está se tornando, de tal forma, tão humano, tão incorrigível. Tenho medo dessas mudanças... será que eu vou me tornar num dos famigerados idiotas que centenas de vezes vi chorar por alguém, será que eu vou me tornar naquela espécie de homem piegas e transtornado que disputa causas com "a pessoa amada"? Eu estou mudando tanto, e acho tão tarde para isso. Logo agora, com tão pouco por esperar? Venho me perguntando, e talvez não esteja preparado pra resposta, se ser assim tão próximo dos comuns é bom. É tão bom ser diferente, e quando isso é mais evidente, eu começo a mudar.
Sabe, Flora, eu acho bom mesmo que a gente fique um tempo sem se falar. Não por algo errado com você, nem me acho tão indigno de pena, mas porque eu fico pensando em ti toda vez que mergulho nessas perguntas acima. Imagino-me do teu lado, sentado num banco, um jardim, te inquirindo sobre a vida. São tantas perguntas... não é que seja bom ficarmos assim, sem contato, mas é que, no meu íntimo, eu necessito da dúvida mais do que nunca. Respostas seriam um breve analgésico. E eu lograria todas as tuas respostas, tu me conheces, né?
Mas não fique triste. É tudo parte de um processo, da evolução. Eu espero!
Ultimamente eu tenho me fechado em copas pra um monte de coisas. A cabeça está centrada no trabalho, os ânimos são os melhores, estou otimista. Não gostaria de dedicar uma linha sequer ao coração e suas armadilhas, nem sobre a apatia que me domina nesse assunto. No entanto, eu não sou muito bom em seguir regras, não é mesmo...?
Estou tão triste. O coração está se tornando, de tal forma, tão humano, tão incorrigível. Tenho medo dessas mudanças... será que eu vou me tornar num dos famigerados idiotas que centenas de vezes vi chorar por alguém, será que eu vou me tornar naquela espécie de homem piegas e transtornado que disputa causas com "a pessoa amada"? Eu estou mudando tanto, e acho tão tarde para isso. Logo agora, com tão pouco por esperar? Venho me perguntando, e talvez não esteja preparado pra resposta, se ser assim tão próximo dos comuns é bom. É tão bom ser diferente, e quando isso é mais evidente, eu começo a mudar.
Sabe, Flora, eu acho bom mesmo que a gente fique um tempo sem se falar. Não por algo errado com você, nem me acho tão indigno de pena, mas porque eu fico pensando em ti toda vez que mergulho nessas perguntas acima. Imagino-me do teu lado, sentado num banco, um jardim, te inquirindo sobre a vida. São tantas perguntas... não é que seja bom ficarmos assim, sem contato, mas é que, no meu íntimo, eu necessito da dúvida mais do que nunca. Respostas seriam um breve analgésico. E eu lograria todas as tuas respostas, tu me conheces, né?
Mas não fique triste. É tudo parte de um processo, da evolução. Eu espero!
domingo, 13 de julho de 2008
Seek and destroy me!
Algumas ilusões são imortais.
Eu não me convenci das verdades de outrora. Somos apaixonáveis. Ainda lutamos pelo o que nos consome, todos os dias. Há aqueles que contam os dias para a glória, e rejubilam-se na derrota. Eu prefiro ver o inimigo sem asas do que ultrajado.
No crime, quem se acha culpado é mais inocente. Culpado são os mascarados. Eu tive a oportunidade de usar minhas máscaras, e de ver cair algumas. Todos somos tão medíocres. Me orgulho do teatro na minha vida, daí exijo que assim sejam. Eu estou errado...
Sou tão cheio de detalhes. Possuo tantas virtudes...
Cheers!
Eu não me convenci das verdades de outrora. Somos apaixonáveis. Ainda lutamos pelo o que nos consome, todos os dias. Há aqueles que contam os dias para a glória, e rejubilam-se na derrota. Eu prefiro ver o inimigo sem asas do que ultrajado.
No crime, quem se acha culpado é mais inocente. Culpado são os mascarados. Eu tive a oportunidade de usar minhas máscaras, e de ver cair algumas. Todos somos tão medíocres. Me orgulho do teatro na minha vida, daí exijo que assim sejam. Eu estou errado...
Sou tão cheio de detalhes. Possuo tantas virtudes...
Cheers!
sábado, 12 de julho de 2008
Satanizando o amor
Quando o vazio preencheu o vácuo, dentro de mim tive a certeza da hora. Era aquela de ir embora, e tentar preservar o mínimo de dignidade. Os lenços estavam todos úmidos, os olhos mareados e os semblantes felizes. Eu te amava, te imaginava. Nunca gostei dos românticos, mas eu era um por eras que se foram.
A porta veio em minha direção, e as horas se aproximavam cada vez mais. E como se a gente se deixasse ir, promíscuos, não notávamos que estávamos tão perto. À queima roupa foi aquele beijo. Nem me lembro mais de quem partiu. Já faz tantos anos...
O beijo ecoou pelas eras, sobreviveu aos meus devaneios, suportou os meus humores. O beijo se tornou uma marca, uma forma de mudança, as minhas memórias mais singelas. Nada mudou entre a gente, e ainda nos tornamos mais íntimos, somos amigos pela vida inteira. Um beijo que é a melhor hora, aquela de ir embora, onde os olhos mareados não conseguem esconder o que a alma quer dizer...
adeus!
Cheers!
A porta veio em minha direção, e as horas se aproximavam cada vez mais. E como se a gente se deixasse ir, promíscuos, não notávamos que estávamos tão perto. À queima roupa foi aquele beijo. Nem me lembro mais de quem partiu. Já faz tantos anos...
O beijo ecoou pelas eras, sobreviveu aos meus devaneios, suportou os meus humores. O beijo se tornou uma marca, uma forma de mudança, as minhas memórias mais singelas. Nada mudou entre a gente, e ainda nos tornamos mais íntimos, somos amigos pela vida inteira. Um beijo que é a melhor hora, aquela de ir embora, onde os olhos mareados não conseguem esconder o que a alma quer dizer...
adeus!
Cheers!
sexta-feira, 11 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
A bullet in my mind
Pralma diverso sentidos
distantes e nada divertidos
eu estava sonolento
e indeciso
Ora se era tarde
que, assim, sem alarde
me tomas por freio
de devaneios
acorda me palavras
em algumas verdades
Mas, você não suportaria a verdade, ainda que fosse. E dentro de mim eu penso que poderia dizer e tentar fazer, e isso me agrada. Logo eu me vejo preso em uma cadeia de pensamentos, tão longos, mas não nobres. Me dou conta que estamos, é fato, tão ligados. Eu me olho no espelho e vejo você. De alguma forma.
"ennodnaba'm ej, ellof sius eJ"
Cheers!
distantes e nada divertidos
eu estava sonolento
e indeciso
Ora se era tarde
que, assim, sem alarde
me tomas por freio
de devaneios
acorda me palavras
em algumas verdades
Mas, você não suportaria a verdade, ainda que fosse. E dentro de mim eu penso que poderia dizer e tentar fazer, e isso me agrada. Logo eu me vejo preso em uma cadeia de pensamentos, tão longos, mas não nobres. Me dou conta que estamos, é fato, tão ligados. Eu me olho no espelho e vejo você. De alguma forma.
"ennodnaba'm ej, ellof sius eJ"
Cheers!
domingo, 6 de julho de 2008
A bullet in my head
Chega a noite e eu vou desvestindo minha roupa, o quarto está vazio, e logo o cansaço me doma. Bicho feroz que não conheceu sequer "obrigado" durante suas funções, vejo-o doendo, tardio. Daí vou desandando meu alento, e desmedindo meus movimentos, na fraca luz do quarto. Procuro tão breve os panos e encontro o cobertor, e logo eu desarrumo a simetria e desligo as luz da mente.
Na minha imaginação, já deitado, eu vou despertando o inominável, descobrindo as arestas e provocando as imagens. Tudo não se completa, na realidade, inventada, é desagradável. Quantas vezes eu me chocarei com tais desinvenções e destruições? Há o que se desmerecer e obrar naquilo que eu tenho até medo de contar. É de se chegar longe tentar explicar e mensurar sentimentos. Quando não se pode.
O topo é tão frio e solitário. É melhor estar no meio dos piores, dos lugares-comum, e da ralé...
Cheers!
Na minha imaginação, já deitado, eu vou despertando o inominável, descobrindo as arestas e provocando as imagens. Tudo não se completa, na realidade, inventada, é desagradável. Quantas vezes eu me chocarei com tais desinvenções e destruições? Há o que se desmerecer e obrar naquilo que eu tenho até medo de contar. É de se chegar longe tentar explicar e mensurar sentimentos. Quando não se pode.
O topo é tão frio e solitário. É melhor estar no meio dos piores, dos lugares-comum, e da ralé...
Cheers!
quinta-feira, 3 de julho de 2008
A bullet and a drink
O barman já me esperava. A notícia correu muito rápido. Mais do que eu esperava. O bar estava com aquele cheiro característico, mas para mim era um tanto nostálgico. Aqueles velhos pecadores e suas taças cheias de veneno, seus pulmões entupidos de ar sujo de horas de trabalho e cansaço. Os rostos conhecidos me encaravam como um reles desconhecido, as garçonetes estavam esplendorosas em seus trajes fedidos. Eu havia decidido que dali eu sairia bêbado, mas diante de tal cenário eu não fiquei sequer cinco minutos.
Fui caminhando para o bar seguinte, e pela mente já me passara a idéia de ir num pub ou, a melhor das idéias, num puteiro. Um homem sozinho tem que ter escolhas, but "too many options may kill a man". No caminho alguns rostos, e nenhuma atenção. Será que meu semblante está assim tão ruim? Há algo no meu cigarro que me impede de pensar sobre isso, então não importa. E custa pra chegar o outro bar. E o caminho é o suficiente para cantar uma pequena canção, para mim, punk.
Não direi que fiquei no segundo bar. Fedia muito lá. Então fui pro puteiro. Mais do mesmo?
Sim, o barman nada atencioso, a química estourando no banheiro, o chão de cevada, os pecadores mais que promíscuos, as dançarinas de final de época. E eu lá no meio. Cometia o erro de acender um cigarro na ponta do outro, bebia vinte e cinco paus de cerveja em vinte minutos "pra ligar" e botava os pés no balcão pra mostrar virilidade. Chamei uma puta pra conversar, e deixei algum número de celular com ela. "Pra depois", eu disse. Mas eu nem tenho celular. Me diverti com aquela que mal sabia rastejar no palco, e me diverti mais com a que sabia. Enfim eu pude descansar em colo desconhecido. Fui novamente jogado pra fora feito um cão sem-dono.
Amanheci na padaria, comendo meus últimos centavos. Aliás, os últimos não porque esses pagaram os trinta minutos que levei pra escrever isso. E só! Agora eu quero dormir...
Cheers!
Fui caminhando para o bar seguinte, e pela mente já me passara a idéia de ir num pub ou, a melhor das idéias, num puteiro. Um homem sozinho tem que ter escolhas, but "too many options may kill a man". No caminho alguns rostos, e nenhuma atenção. Será que meu semblante está assim tão ruim? Há algo no meu cigarro que me impede de pensar sobre isso, então não importa. E custa pra chegar o outro bar. E o caminho é o suficiente para cantar uma pequena canção, para mim, punk.
Não direi que fiquei no segundo bar. Fedia muito lá. Então fui pro puteiro. Mais do mesmo?
Sim, o barman nada atencioso, a química estourando no banheiro, o chão de cevada, os pecadores mais que promíscuos, as dançarinas de final de época. E eu lá no meio. Cometia o erro de acender um cigarro na ponta do outro, bebia vinte e cinco paus de cerveja em vinte minutos "pra ligar" e botava os pés no balcão pra mostrar virilidade. Chamei uma puta pra conversar, e deixei algum número de celular com ela. "Pra depois", eu disse. Mas eu nem tenho celular. Me diverti com aquela que mal sabia rastejar no palco, e me diverti mais com a que sabia. Enfim eu pude descansar em colo desconhecido. Fui novamente jogado pra fora feito um cão sem-dono.
Amanheci na padaria, comendo meus últimos centavos. Aliás, os últimos não porque esses pagaram os trinta minutos que levei pra escrever isso. E só! Agora eu quero dormir...
Cheers!
terça-feira, 1 de julho de 2008
Recortes áuricos
"...do senhorzinho tocando gaita e sanfona... que a alegria era teu tônus, e saberá?... cantando toda a prosa preparada... Shiva não me procura mais... (e daí?) É um pandemônio tamanho que me amedronta... sua açucarada vida se revia... eu me perguntava, agoniado, por todas aquelas frases grifadas... prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaMhastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-naanaavidhair-bhuushhitaaM... eu mereço um descanso... não escolha tanto, por favor."
Tirem daí todas as respostas necessárias pra vocês, idiotas. E espero que resolva os problemas de vocês. Eu estou de saco cheio.
Leia! Leia novamente!
Cheers!
Tirem daí todas as respostas necessárias pra vocês, idiotas. E espero que resolva os problemas de vocês. Eu estou de saco cheio.
Leia! Leia novamente!
Cheers!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Noite Reversa
As folhas da árvore não estão mais lá. Ainda me lembro do senhorzinho tocando gaita e sanfona, triste e resmungando, sempre que podia. Não era o encontro perfeito mesmo!
Desde o começo da tarde as coisas não davam certo. Eu estava cada vez mais chateado com seu atraso e você cada vez mais atrasada. A medida que eu pensava que aquilo acabaria, tinha a sensação que ficaria pior. Daí eu procurava ver as coisas por outra ótica. A ótica do otimismo. Tudo vai dar certo, dizia eu. Mas não era meu dia de sorte.
Você chegou e foi logo cantando toda a prosa preparada no ônibus. Aquela sua idéia errada de que eu sou crente de todos os teus defeitos. Não te passou à cabeça, em momento algum, que eu nem me importava mais com o atraso...
só com tua fera!
Cheers!
Desde o começo da tarde as coisas não davam certo. Eu estava cada vez mais chateado com seu atraso e você cada vez mais atrasada. A medida que eu pensava que aquilo acabaria, tinha a sensação que ficaria pior. Daí eu procurava ver as coisas por outra ótica. A ótica do otimismo. Tudo vai dar certo, dizia eu. Mas não era meu dia de sorte.
Você chegou e foi logo cantando toda a prosa preparada no ônibus. Aquela sua idéia errada de que eu sou crente de todos os teus defeitos. Não te passou à cabeça, em momento algum, que eu nem me importava mais com o atraso...
só com tua fera!
Cheers!
sábado, 28 de junho de 2008
Uma Pétala a Menos
Quando disseram que você precisava se tratar, você não se cuidou. Foi na contramão de todos, e imprimiu a imagem de uma pessoa arredia a conselhos. Não aceitou em momento algum que dissessem a você aquilo que você deveria fazer, não sem antes muito pensar. Procurou inspiração aonde não tinha, e ainda tinha a coragem de ensinar. Muitos te apontaram o dedo indicador e disseram o quanto você estava fraco. Mesmo assim você correu para socorrer a sua própria (in)sanidade.
Foi exatamente aí que eu me interessei por você, caro amigo. E hoje eu sou exatamente o sinônimo dos teus atos. Foi um sacrifício imenso aprender cegamente tudo o que você deixou como legado. E amanhã fará quinze anos que você se foi...
Preciso tanto de ti aqui. Não que eu tenha dúvidas disso. Mas mereço te ver novamente. Afinal de contas eu evoluí tanto quanto minhas expectativas.
Obrigado, Paulo!
Foi exatamente aí que eu me interessei por você, caro amigo. E hoje eu sou exatamente o sinônimo dos teus atos. Foi um sacrifício imenso aprender cegamente tudo o que você deixou como legado. E amanhã fará quinze anos que você se foi...
Preciso tanto de ti aqui. Não que eu tenha dúvidas disso. Mas mereço te ver novamente. Afinal de contas eu evoluí tanto quanto minhas expectativas.
Obrigado, Paulo!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Marginal e sábio
O marco inicial foi a música que nós ouvimos, e nos enchemos de ódio do mundo. Daí chegaram os outros casais, e todos ficaram sentados tentando encontrar um nexo no que fazíamos. Os pobres mortais não conseguiam compreender a nossa telepatia, e ficavam ainda mais abismados com a forma que nos conectávamos ali naquele momento. Isto é, se eles criavam alguma idéia que não fosse a de "hum, eles tão no clima".
Um pouco tarde pra se falar em "conceitos cósmicos", ou do "velho estigma", os primeiros, nós, fomos dormir já cansados. Na verdade fomos nos deitar, porque não tínhamos sono. E os outros achavam que o quarto estava muito silencioso. E estava.
Hoje pela manhã eu finalmente dormi. E acordei antes de ti.
É tão lindo te ver dormir! Eu fiquei alguns minutos olhando-te, e lembrava do "eu estou mais madura". Daí, em meus pensamentos, a figura que fizeras na noite anterior me pareceu contigo. Isso não é um lance tão poético quanto tu te esforçou fazer parecer, mas eu vou acreditar como se fosse. Primeiro porque és cheia de pudores mundanos, e segundo porque tu foi mulher pra refletir minha insanidade, e não tivestes medo disso.
"Somos egoístas", lembra? "Mas porque assim, pura e simplesmente", perguntas. "Temos que domar nossos demônios interiores" eu digo. Daí tu me almeja com tua ironia: "Estou livre de alguns, mas doutros eu até gosto". E eu só te compreendo, pois eu não faria a menor idéia do que querias falar, até que te vi dormir, e também quando te vi trôpega, maliciosa.
Somos dementes! Somos doentios! Algum dia já disseram isso a ti?
Cheers!
Um pouco tarde pra se falar em "conceitos cósmicos", ou do "velho estigma", os primeiros, nós, fomos dormir já cansados. Na verdade fomos nos deitar, porque não tínhamos sono. E os outros achavam que o quarto estava muito silencioso. E estava.
Hoje pela manhã eu finalmente dormi. E acordei antes de ti.
É tão lindo te ver dormir! Eu fiquei alguns minutos olhando-te, e lembrava do "eu estou mais madura". Daí, em meus pensamentos, a figura que fizeras na noite anterior me pareceu contigo. Isso não é um lance tão poético quanto tu te esforçou fazer parecer, mas eu vou acreditar como se fosse. Primeiro porque és cheia de pudores mundanos, e segundo porque tu foi mulher pra refletir minha insanidade, e não tivestes medo disso.
"Somos egoístas", lembra? "Mas porque assim, pura e simplesmente", perguntas. "Temos que domar nossos demônios interiores" eu digo. Daí tu me almeja com tua ironia: "Estou livre de alguns, mas doutros eu até gosto". E eu só te compreendo, pois eu não faria a menor idéia do que querias falar, até que te vi dormir, e também quando te vi trôpega, maliciosa.
Somos dementes! Somos doentios! Algum dia já disseram isso a ti?
Cheers!
terça-feira, 24 de junho de 2008
Um real por seus pensamentos
Tua parada cardíaca, eu sou, e fui. Somos ao cubo o conhecimento. Sendo reverso, dirias. Eu não concordaria pela mania que tenho de não concordar. Mas concordaria se me contrariasses. A virgem ausentaria-se e eu nunca saberia, naquela noite, como foi bom.
O pecado é a maneira de ver dalguns, minha cara. Eu estou acima disso. Quanto a você, que triste... abandonastes teu pretenso para aventurar-se com um canalha feito eu. Eu te deixaria sempre que tivesse a oportunidade. Mas mesmo assim te diverte estar comigo, mesmo eu te comendo pelas beiradas e consumindo toda a tua paciência, e representando o ritmo das pancadas que recebes na consciência e no bolso.
Daí então eu vou entrar no seu teatrinho, rs. Alegria alegria, estamos sublimes na nossa interpretação. Eu finjo que não estou ali pra aquilo e você finge que acredita. Somos os mais bobos, e mais do que dizem de nós. Aliás, somos dois adultos que insistem em permanecer lançados no etéreo mundo que nós mesmo criamos. Ou seja, ainda não crescemos em nossos anseios.
E que seios!
Cheers!
O pecado é a maneira de ver dalguns, minha cara. Eu estou acima disso. Quanto a você, que triste... abandonastes teu pretenso para aventurar-se com um canalha feito eu. Eu te deixaria sempre que tivesse a oportunidade. Mas mesmo assim te diverte estar comigo, mesmo eu te comendo pelas beiradas e consumindo toda a tua paciência, e representando o ritmo das pancadas que recebes na consciência e no bolso.
Daí então eu vou entrar no seu teatrinho, rs. Alegria alegria, estamos sublimes na nossa interpretação. Eu finjo que não estou ali pra aquilo e você finge que acredita. Somos os mais bobos, e mais do que dizem de nós. Aliás, somos dois adultos que insistem em permanecer lançados no etéreo mundo que nós mesmo criamos. Ou seja, ainda não crescemos em nossos anseios.
E que seios!
Cheers!
sábado, 21 de junho de 2008
Ande ao redor do Fogo
Tão lindos os apaixonados...
Idéias recorrentes os dia inteiro. Pequenas frases fantasmas disformes que tentam, sei lá, me dopar com suas essências. E eu me sinto no direito de anotar tudo. Velhas frases, velhos bordões e bordoadas, rs.
E desde o início eu procurava sanar toda e qualquer manifestação dos velhos tons acizentados da minha poesia entristecida e malamada. Atitude completamente corriqueira ultimamente. Ando com idéias tão boas, e com pouca disposição de vê-las infectadas pelo meu pessimismo.
Noutro post eu deixo algo mais. Hoje não dá nem pra pensar direito. Post de sábado é uma merda.
Cheers!
Idéias recorrentes os dia inteiro. Pequenas frases fantasmas disformes que tentam, sei lá, me dopar com suas essências. E eu me sinto no direito de anotar tudo. Velhas frases, velhos bordões e bordoadas, rs.
E desde o início eu procurava sanar toda e qualquer manifestação dos velhos tons acizentados da minha poesia entristecida e malamada. Atitude completamente corriqueira ultimamente. Ando com idéias tão boas, e com pouca disposição de vê-las infectadas pelo meu pessimismo.
Noutro post eu deixo algo mais. Hoje não dá nem pra pensar direito. Post de sábado é uma merda.
Cheers!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Binóculo
Odeio quando frutificam em minha mente tão grandes idéias, daquelas que eu tenho certeza que darão certo, e pelo conjunto de eventos que se seguem eu não consigo exteriorizar isso. Talvez por perfeccionismo eu jamais escreverei sobre ela, mas a idéia me bate a barreira dos dentes assim que eu tenho a oportunidade e disponho de um ouvido interessado, ou fingido. Mas como eu poderia deixar de fazê-lo?
Não são muitos os meus amigos que me escutam as idéias, vou assim dizer. Eu não vejo isso como algo triste, nem daria uma nota a eles, mas sabendo que são poucos, eu os conservo e os considero. Então a primeira dificuldade é "pra quem contar". A segunda é a minha preguiça de passar tudo pra um papel. Mesmo que somente uma idéia, eu pouco escrevo sobre elas. Exceto aqui.
Lá em casa não dá pra pensar direito. É um pandemônio tamanho que me amedronta a idéia que eu possa, com isso, me aborrecer e acabar desistindo da idéia. Devo ser paciente, não comigo, mas com os outros. As minhas idéias são, algumas, tão efêmeras quanto os meus escritos. E isso é prejudicial.
A tal idéia é, e conto aqui para não deixar a Flora curiosa do que se trata mais uma vez, do que chamamos no mundo dos quadrinhos de "argumento". Seria muito se eu dissesse que é um roteiro, visto que não há sequer uma fala, nem nome de personagem, nem local, nada; só o argumento. Eu direi somente que, na minha mente, seria algo que ficaria muito bom para o formato de filme e cinema, mas não sei para o formato livro ou quadrinho. Aliás, quem sabe quadrinho hã? É claro que eu não vou me aprofunda na história... primeiro o que vem primeiro, e o que vem primeiro ainda não aconteceu. Só gostaria de ter o Albertino aqui comigo pro primeiro passo.
Ah, e já que eu estou falando de cinema... sim Flora, o filme é maravilhoso. Parte daquilo que me compete dizer daquele filme está se estragando nos dias de hoje: a originalidade, a autenticidade. Eu já sabia que gostarias...
Cheers!
Não são muitos os meus amigos que me escutam as idéias, vou assim dizer. Eu não vejo isso como algo triste, nem daria uma nota a eles, mas sabendo que são poucos, eu os conservo e os considero. Então a primeira dificuldade é "pra quem contar". A segunda é a minha preguiça de passar tudo pra um papel. Mesmo que somente uma idéia, eu pouco escrevo sobre elas. Exceto aqui.
Lá em casa não dá pra pensar direito. É um pandemônio tamanho que me amedronta a idéia que eu possa, com isso, me aborrecer e acabar desistindo da idéia. Devo ser paciente, não comigo, mas com os outros. As minhas idéias são, algumas, tão efêmeras quanto os meus escritos. E isso é prejudicial.
A tal idéia é, e conto aqui para não deixar a Flora curiosa do que se trata mais uma vez, do que chamamos no mundo dos quadrinhos de "argumento". Seria muito se eu dissesse que é um roteiro, visto que não há sequer uma fala, nem nome de personagem, nem local, nada; só o argumento. Eu direi somente que, na minha mente, seria algo que ficaria muito bom para o formato de filme e cinema, mas não sei para o formato livro ou quadrinho. Aliás, quem sabe quadrinho hã? É claro que eu não vou me aprofunda na história... primeiro o que vem primeiro, e o que vem primeiro ainda não aconteceu. Só gostaria de ter o Albertino aqui comigo pro primeiro passo.
Ah, e já que eu estou falando de cinema... sim Flora, o filme é maravilhoso. Parte daquilo que me compete dizer daquele filme está se estragando nos dias de hoje: a originalidade, a autenticidade. Eu já sabia que gostarias...
Cheers!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Venha, Escolhido!
Ruminando algumas idéias, eu andava meio confuso com algumas, hum, idéias. Nada que Shiva não consiga responder, se eu a inquirisse. Fiz os pequenos círculos no chão e fiquei lá, observando o comportamento das formiguinhas. E eu fedia, suado, insuportável. Então meus sentidos estavam um pouco alterados pelas folhas e memórias que eu queimei. E sim, os círculos do dia anterior ainda estavam lá.
Havia uma foto que custava a queimar. A anos ela já não habitava minha mente, e ontem custou a queimar. Reanimei a chama que a consumia e dei três sorrisos quando via a imagem deformada se desfazendo em brasas. E aqueles pequenos negrumes que flutuavam avisavam: estamos morrendo! Eu só me divertia. Não eram somente memórias, mas capítulos. Nada importante. Se fossem não teriam sobrevivido a tantas vezes que tive a vontade de destruí-los.
Parte do calhamaço estava custando pra queimar também. Daí eu incentivei, incentivei e algo começou a acontecer. Quando se controla bem os elementos, tudo é possível. Queimou com tamanha velocidade que eu me assustei. Parecia que o fogo tinha pressa maior que a minha. Ou que o Ar me libertava daquilo tudo alimentando o Fogo tão fraco. Joguei umas raízes em cima no final e pronto!
Mas o que eu mais pensava naquele momento era em registrar aqui aquele evento libertador. Shiva não me procura mais a um bom tempo porque "o blog deixou de ser odioso", e Mahal era todo sorrisos com as letras que eu postei ultimamente. Todos nós três somos diferentes. E como!
Cheers!
Havia uma foto que custava a queimar. A anos ela já não habitava minha mente, e ontem custou a queimar. Reanimei a chama que a consumia e dei três sorrisos quando via a imagem deformada se desfazendo em brasas. E aqueles pequenos negrumes que flutuavam avisavam: estamos morrendo! Eu só me divertia. Não eram somente memórias, mas capítulos. Nada importante. Se fossem não teriam sobrevivido a tantas vezes que tive a vontade de destruí-los.
Parte do calhamaço estava custando pra queimar também. Daí eu incentivei, incentivei e algo começou a acontecer. Quando se controla bem os elementos, tudo é possível. Queimou com tamanha velocidade que eu me assustei. Parecia que o fogo tinha pressa maior que a minha. Ou que o Ar me libertava daquilo tudo alimentando o Fogo tão fraco. Joguei umas raízes em cima no final e pronto!
Mas o que eu mais pensava naquele momento era em registrar aqui aquele evento libertador. Shiva não me procura mais a um bom tempo porque "o blog deixou de ser odioso", e Mahal era todo sorrisos com as letras que eu postei ultimamente. Todos nós três somos diferentes. E como!
Cheers!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Laços Profundos
If I had to lose a mile
If I had to touch feelings
I would lose my soul
The way I do
I dont have to think
I only have to do it
The results are always perfect
And thats old news
Would you like to hear my voice
Sweetened with emotion
Invented at your birth?
I cant see the end of me
My whole expanse I cannot see
I formulate infinity
And store it deep inside of me
Oh Me - Unplugged In New York - Nirvana
Sim, that's a back to the roots, uma volta ao meu passado, às origens. Na verdade a letra ia ser Dumb, essa sim do Nirvana, e não Oh Me do Meat Puppets, mas a música acima está mais pro meu estado de espírito que aquela outra. Daí é infinitamente mais cômodo falar de hoje que do ontem. Quem já me viu no círculo vicioso choroooso de antigamente sabe da minha preocupação em não, digamos, dar na vista...
O normal seria que eu deixasse aqui uma pequena impressão do meu dia anterior, ou contar que foi divertidíssimo, que passei a tarde com os amigos e que a noite foi premiada, e que teve té uma caipira pra deixar todo mundo legal, mas acho que não estou com disposição para tal. Nem sei mais o que aconteceu na noite anterior, pra falar a verdade. Só sei que fiquei sem dinheiro!
Cheers!
If I had to touch feelings
I would lose my soul
The way I do
I dont have to think
I only have to do it
The results are always perfect
And thats old news
Would you like to hear my voice
Sweetened with emotion
Invented at your birth?
I cant see the end of me
My whole expanse I cannot see
I formulate infinity
And store it deep inside of me
Oh Me - Unplugged In New York - Nirvana
Sim, that's a back to the roots, uma volta ao meu passado, às origens. Na verdade a letra ia ser Dumb, essa sim do Nirvana, e não Oh Me do Meat Puppets, mas a música acima está mais pro meu estado de espírito que aquela outra. Daí é infinitamente mais cômodo falar de hoje que do ontem. Quem já me viu no círculo vicioso choroooso de antigamente sabe da minha preocupação em não, digamos, dar na vista...
O normal seria que eu deixasse aqui uma pequena impressão do meu dia anterior, ou contar que foi divertidíssimo, que passei a tarde com os amigos e que a noite foi premiada, e que teve té uma caipira pra deixar todo mundo legal, mas acho que não estou com disposição para tal. Nem sei mais o que aconteceu na noite anterior, pra falar a verdade. Só sei que fiquei sem dinheiro!
Cheers!
sábado, 14 de junho de 2008
Sendo Reverso
Eu não sei se foi, ou se ainda é. Tive a noção que sempre continuará sendo, mas que corre o risco de deixar de ser, e ao longo do tempo transformar-se nalgo que será. Continuamente era, e a todo tempo é, e o tempo se confundia, pois estávamos, pois éramos.
E na calada da noite mudava, e musicava as notas da sua inconstância. Determinava, e germinava todo início de dia uma canção nova. Nunca era, mas continuava ser na sua essência. O que resplandecia eram os aromas, as fases tão doces, a sua dança favorita. Tudo brilhava mais que o seu canto triste. Mais do que ser, era de tal forma que possuias um carater diferente, estavas intrísseca naquelas coisas, nos seus atos. É como se aquilo que tu fazias fosse tu mesma.
Nos primeiros raios do dia sua açucarada vida se revia. Revisitada, reclusa. Debruçava-se na janela e apreciava. Amaciava as madeixas e perguntava-se dos pássaros. Amada ela se achava, e ressonando no quarto o prazo que ela havia dado a si mesma. Então chorava. Percebeu que poderia ser nada toda aquela questão do ser, se ainda fosse, ou se um dia seria...
Eu sou um espectador. Eu sou um mediador. Passo impossível à frente, e não me arrisco tanto o quanto é possível. Mas o que é possível?
Cheers!
E na calada da noite mudava, e musicava as notas da sua inconstância. Determinava, e germinava todo início de dia uma canção nova. Nunca era, mas continuava ser na sua essência. O que resplandecia eram os aromas, as fases tão doces, a sua dança favorita. Tudo brilhava mais que o seu canto triste. Mais do que ser, era de tal forma que possuias um carater diferente, estavas intrísseca naquelas coisas, nos seus atos. É como se aquilo que tu fazias fosse tu mesma.
Nos primeiros raios do dia sua açucarada vida se revia. Revisitada, reclusa. Debruçava-se na janela e apreciava. Amaciava as madeixas e perguntava-se dos pássaros. Amada ela se achava, e ressonando no quarto o prazo que ela havia dado a si mesma. Então chorava. Percebeu que poderia ser nada toda aquela questão do ser, se ainda fosse, ou se um dia seria...
Eu sou um espectador. Eu sou um mediador. Passo impossível à frente, e não me arrisco tanto o quanto é possível. Mas o que é possível?
Cheers!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Ai Se Sêsse
Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
Ai Se Sêsse - Cordel do Fogo Encantado
Eu adoro qualquer manifestação poética que fale de amor e relacionamento de forma aberta e simples. É por isso que eu acho cansativo aqueles poetas de biblioteca que usam a linguagem pra esconder ao invés de mostrar. Todos uns tolos que amam mais o dicionário que qualquer reles mortal. Daí eu encontrei essa letra tão bonitinha e lírica e me encantei. E ando tão romântico!
Fiz questão, ontem, de ver todas as cartas da Jouse. Não que eu não faça isso, mas depois que a encontrei, fiquei saudoso da letra corrida e de tantos carinhos que ela sempre escrevia nas cartas. Daí eu penso que eu não sou um bom "escritor de cartas". Me acho meio grosseiro às vezes, rs.
O mais triste de ontem foi que eu não a encontrei, não a vi. Nem uma ligação dela, e toda vez que eu ligava pro telefone daquele hotel, dava ocupado! Fiquei irado. Permaneci o dia inteiro em casa, na espera, e só me dei uma liberdade depois das 10 da noite, pra tomar um ar e sair da jaula. No mais, se ela ainda não me ligou, é porque estava muito ocupada, e realmente deve estar sendo cansativo. Seria ótimo passar mais um dia com ela.
Tenho certeza que hoje a gente se fala. Se Deus quiser!
Cheers!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ah! Euforia!
Alegria, alegria! O mundo se torna mais alegre! Jouse "Bolseiro" está em Manaus. Linda como sempre, carinhosa e atenciosa. Valeu a espera. Um encontro emocionado, muitos abraços e beijos, e uma noite maravilhosa premiada com uma tempestade, literal, de sentimentos.
Desde a última vez que nos vimos, em 2005, parecia a mim que foi somente ontem a dura despedida. Eu não percebi o tempo passar enquanto vivi esses anos todos. Agora o importante é que quero estar ao lado dela e curtir ao máximo a sua presença. Estou realmente eufórico. Esses dias prometem. Pena que já é sábado que ela vai embora... para voltar pra dentro do meu coração.
E, para continuar a minha fase "letra de música" inspiradora, aqui vai uma linda:
Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar.
Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém,
Cheers!
Desde a última vez que nos vimos, em 2005, parecia a mim que foi somente ontem a dura despedida. Eu não percebi o tempo passar enquanto vivi esses anos todos. Agora o importante é que quero estar ao lado dela e curtir ao máximo a sua presença. Estou realmente eufórico. Esses dias prometem. Pena que já é sábado que ela vai embora... para voltar pra dentro do meu coração.
E, para continuar a minha fase "letra de música" inspiradora, aqui vai uma linda:
Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar.
Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém,
Cheers!
terça-feira, 10 de junho de 2008
Tradução
"prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaMhastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-naanaavidhair-bhuushhitaaM"
[Canto em Sânscrito (cf. Wikipedia...)]
"who is of smiling face, bestower of all fortunes, whose hands are ready to rescue anyone from fear, who is adorned by various ornaments with precious stones"
"quem é o sorridente, o senhor de todas as fortunas, de quem as mãos estão prontas para salvar qualquer um do medo, quem é decorado por vários ornamentos com pedras preciosas"
"Puer natus est nobis,et filius datus est nobis:cujus imperium super humerum…"
"For to us a child is born, to us a son is given: and the government will be upon his shoulder…"
"Para nós uma criança é nascida, a nós um filho é dado: e o governo, então, estará em cima de seu ombro"
"Some day you came
And I knew you were the one.
You were the rain, you were the sun,
But I needed both, cause I needed you.
You were the one
I was dreaming of all my life.
When it is dark you are my light,
But don't forget
Who's always our guide
It is the child in us."
"Um dia você veio
E eu soube que você era especial.
Você era a chuva, você era o sol,
mas eu precisava de ambos, pois precisava de você.
Você era quem
Eu estava sonhando por toda minha vida.
Quando está escuro você é minha luz,
Mas não esqueça
Quem é sempre nosso guia
É a criança em nós"
Cheers!
[Canto em Sânscrito (cf. Wikipedia...)]
"who is of smiling face, bestower of all fortunes, whose hands are ready to rescue anyone from fear, who is adorned by various ornaments with precious stones"
"quem é o sorridente, o senhor de todas as fortunas, de quem as mãos estão prontas para salvar qualquer um do medo, quem é decorado por vários ornamentos com pedras preciosas"
"Puer natus est nobis,et filius datus est nobis:cujus imperium super humerum…"
"For to us a child is born, to us a son is given: and the government will be upon his shoulder…"
"Para nós uma criança é nascida, a nós um filho é dado: e o governo, então, estará em cima de seu ombro"
"Some day you came
And I knew you were the one.
You were the rain, you were the sun,
But I needed both, cause I needed you.
You were the one
I was dreaming of all my life.
When it is dark you are my light,
But don't forget
Who's always our guide
It is the child in us."
"Um dia você veio
E eu soube que você era especial.
Você era a chuva, você era o sol,
mas eu precisava de ambos, pois precisava de você.
Você era quem
Eu estava sonhando por toda minha vida.
Quando está escuro você é minha luz,
Mas não esqueça
Quem é sempre nosso guia
É a criança em nós"
Cheers!
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Morno
""prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
Puer natus est nobis, et filius datus est nobis
cujus emperium super humerium
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM"
Some day you came, and I knew you were the one
You were the rain, you were the sun
But I needed both cause I needed you
You were the one I was dreaming of all my life
When it is dark you are my light
But don't forget who's always our guide...
It is the child in us."
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
Puer natus est nobis, et filius datus est nobis
cujus emperium super humerium
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM"
Some day you came, and I knew you were the one
You were the rain, you were the sun
But I needed both cause I needed you
You were the one I was dreaming of all my life
When it is dark you are my light
But don't forget who's always our guide...
It is the child in us."
The Child In Us - Le Roi Est Mort, Vive Le Roi! - Enigma
Hoje não é um dia para comemorar nada. Eu estou apenas receoso, e sempre estarei. Não há nada para comemorar, e seria horrível ver o círculo se fechar noutra daquelas infames festinhas. Não sou dado a bajulações, e discordo de qualquer um que apóie o meu posicionamento. Prefiro (estar) sozinho...
E eu adicionei a música acima para simbolizar o que sinto pela Flora. Apesar de saber que pode ser uma injustiça dizer que somente ela cabe nessa letra, eu devo dizer: é a verdade! E direi mais: homens apaixonados correm riscos. E eu recebi uma homenagem incomum dessa minha amiga e estou, humildemente, retribuindo.
Te Amo Flora!
Cheers!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Sangue, Tinta e Pena
""rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
...kniht yeht tuB
evissergga ton er'ew ,evissimbus ton er'eW
rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
sthgir ruo rof gnithgif tsuJ
srethgif eht era ew esuaC"
Sors salutis, et virtutis, michi nunc contraria
Hac in hora, sine nora, cordum pulsum tangite;
quod per sortem sternit fortem, mecum omnes plangite!"
Camera Obscura - The Screen Behind The Mirror - Enigma
E eu tenho amor por toda obscuridade dos teus pensamentos. Eu dizia "alguns" e você evocava "somente os melhores". Meu prazer estava nos detalhes — no reverso da música — que provoca em mim sensações e visões. As minhas tendências maniqueístas contrastam com teus longos devaneios niilistas. A minha aversão ao radicalismo e tua fé cega na ausência de fé. Já o seu prazer está em toda proposição posta ao teu bel entender, o pedestal dessa tua vaidade. Não é engraçado? Mesmo tão sortidas sortes, estamos vivenciando um ócio produtivo! Estamos mesmo em dias negros pro pensamento humano. Café é o nosso melhor amigo.
Desejaria estar à beira duma lareira, tal qual a Flora, e curtir o frio. E se tenho inveja da centena de livros que possuis é porque eu não os tenho. Já a tua inveja da minha eloqüência, rs, é por total erro teu. Somos parecidos! Acredite! Estamos tão sobriamente parecidos que vimos as mesmas oportunidades onde nenhum dos nossos viu, e curtimos. Sejamos diferentes dos outros, então, e não entre nós.
Faça a diferença também!
Cheers!
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
...kniht yeht tuB
evissergga ton er'ew ,evissimbus ton er'eW
rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
sthgir ruo rof gnithgif tsuJ
srethgif eht era ew esuaC"
Sors salutis, et virtutis, michi nunc contraria
Hac in hora, sine nora, cordum pulsum tangite;
quod per sortem sternit fortem, mecum omnes plangite!"
Camera Obscura - The Screen Behind The Mirror - Enigma
E eu tenho amor por toda obscuridade dos teus pensamentos. Eu dizia "alguns" e você evocava "somente os melhores". Meu prazer estava nos detalhes — no reverso da música — que provoca em mim sensações e visões. As minhas tendências maniqueístas contrastam com teus longos devaneios niilistas. A minha aversão ao radicalismo e tua fé cega na ausência de fé. Já o seu prazer está em toda proposição posta ao teu bel entender, o pedestal dessa tua vaidade. Não é engraçado? Mesmo tão sortidas sortes, estamos vivenciando um ócio produtivo! Estamos mesmo em dias negros pro pensamento humano. Café é o nosso melhor amigo.
Desejaria estar à beira duma lareira, tal qual a Flora, e curtir o frio. E se tenho inveja da centena de livros que possuis é porque eu não os tenho. Já a tua inveja da minha eloqüência, rs, é por total erro teu. Somos parecidos! Acredite! Estamos tão sobriamente parecidos que vimos as mesmas oportunidades onde nenhum dos nossos viu, e curtimos. Sejamos diferentes dos outros, então, e não entre nós.
Faça a diferença também!
Cheers!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Como Nivelar o Mundo
Confúcio viajava com seus discípulos quando soube que, numa aldeia, vivia um menino muito inteligente. Confúcio foi até lá conversar com ele e, brincando, perguntou:
— Que tal se você me ajudasse a acabar com as desigualdades?
— Por que acabar com as desigualdades? — disse o menino. — Se achatarmos as montanhas, os pássaros não terão mais abrigo. Se acabarmos com a profundidade dos rios e dos mares, todos os peixes morrerão. Se o chefe da aldeia tiver a mesma autoridade que o louco, ninguém se entenderá direito. O mundo é muito vasto, deixe-o com suas diferenças.
Os discípulos saíram dali impressionados com a sabedoria do menino. Quando já se encaminhavam para outra cidade, um deles comentou que todas as crianças deveriam ser assim.
— Conheci muitas crianças que, em vez de estar brincando e fazendo coisas de sua idade, procuravam entender o mundo — disse Confúcio. —E nenhuma destas crianças precoces conseguiu fazer algo importante mais tarde, porque jamais experimentaram a inocência e a sadia irresponsabilidade da infância.
Retirado da Coleção Contos do Alquimista, reunidos por Paulo Coelho, livro 2, "O Mosteiro Pode Acabar".
Cheers!
— Que tal se você me ajudasse a acabar com as desigualdades?
— Por que acabar com as desigualdades? — disse o menino. — Se achatarmos as montanhas, os pássaros não terão mais abrigo. Se acabarmos com a profundidade dos rios e dos mares, todos os peixes morrerão. Se o chefe da aldeia tiver a mesma autoridade que o louco, ninguém se entenderá direito. O mundo é muito vasto, deixe-o com suas diferenças.
Os discípulos saíram dali impressionados com a sabedoria do menino. Quando já se encaminhavam para outra cidade, um deles comentou que todas as crianças deveriam ser assim.
— Conheci muitas crianças que, em vez de estar brincando e fazendo coisas de sua idade, procuravam entender o mundo — disse Confúcio. —E nenhuma destas crianças precoces conseguiu fazer algo importante mais tarde, porque jamais experimentaram a inocência e a sadia irresponsabilidade da infância.
Retirado da Coleção Contos do Alquimista, reunidos por Paulo Coelho, livro 2, "O Mosteiro Pode Acabar".
Cheers!
terça-feira, 3 de junho de 2008
A Fraqueza da Dualidade Vã
Daí eu assobiava meia dúzia de músicas lindas, todas elas num ritmo alegre, apesar de tristes. Sorrateiramente tateei meus papéis em busca de uns escritos aí, nada importantes. Estava com saudade de algumas palavras...
Sorrateiramente eu puxei aquele calhamaço de folhas, como se houvesse alguém dormindo, ou se, afim de manter o silêncio, eu pudera ser descoberto. Cuidadosamente eu tirei a poeira, e retirei a fina película que a cobria. Parecia um material raro. Só então eu pude ler.
E quanto deleite! Aquelas palavras tão horrivelmente cruas, na época em que eu gania tanta tristeza tão alto, e que ouvia os ecos do mundo lá fora e imaginava. Eu vivia tempos de "Caverna" e sequer poderia reconhecer isso. Tive algumas surpresas ao ler tão enfadonhos versos que eu mesmo criara, mas soube reconhecer que queimá-los agora não é sábio.
Meticulosamente eu devolvi o calhamaço ao seu lugar. Senti-me tão mais jovem! Eu absorvi toda aquela jovialidade impura, insana e inconsequente novamente. Voltei a assobiar as tais músicas. Só que agora elas, tristes, permaneceram como tais.
Cheers!
Sorrateiramente eu puxei aquele calhamaço de folhas, como se houvesse alguém dormindo, ou se, afim de manter o silêncio, eu pudera ser descoberto. Cuidadosamente eu tirei a poeira, e retirei a fina película que a cobria. Parecia um material raro. Só então eu pude ler.
E quanto deleite! Aquelas palavras tão horrivelmente cruas, na época em que eu gania tanta tristeza tão alto, e que ouvia os ecos do mundo lá fora e imaginava. Eu vivia tempos de "Caverna" e sequer poderia reconhecer isso. Tive algumas surpresas ao ler tão enfadonhos versos que eu mesmo criara, mas soube reconhecer que queimá-los agora não é sábio.
Meticulosamente eu devolvi o calhamaço ao seu lugar. Senti-me tão mais jovem! Eu absorvi toda aquela jovialidade impura, insana e inconsequente novamente. Voltei a assobiar as tais músicas. Só que agora elas, tristes, permaneceram como tais.
Cheers!
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Arestas
Ele não evoluiu. Não partiu sozinho, mas voltou só. São apenas aparências o que lhe sustentam dentre o povo que novamente o humilha. Ele sabe disso, e entristece sua poesia por tão pouco. Eu mesmo gostaria de estar ao lado dele e levar tomates na cara, mas isso não é possível. A estréia é logo mais e a dor ainda é muito profunda.
Eu, em êxtase ultimamente, tento alegrar a todos, mas eu vejo que é um cenário horrendo. Alguns estão perdidos, alguns se perdendo, outros sequer interessados no caminho. E foi somente uma chuva pra aproximar todo aquele povo. Então eu direi: censurem-me! Não será a primeira vez, nem a última! É claro que me dói também. Mas é preciso mesmo ser tão dramático? É necessário gastarmos tanto assim essa "amizade"?
Façam suas escolhas. Eu já fiz a minha. Sofreremos calados mas sofreremos de pé.
Cheers!
Eu, em êxtase ultimamente, tento alegrar a todos, mas eu vejo que é um cenário horrendo. Alguns estão perdidos, alguns se perdendo, outros sequer interessados no caminho. E foi somente uma chuva pra aproximar todo aquele povo. Então eu direi: censurem-me! Não será a primeira vez, nem a última! É claro que me dói também. Mas é preciso mesmo ser tão dramático? É necessário gastarmos tanto assim essa "amizade"?
Façam suas escolhas. Eu já fiz a minha. Sofreremos calados mas sofreremos de pé.
Cheers!
domingo, 1 de junho de 2008
Um milhão e dois
A compreensão do todo por suas partes...
Dúvidas e poucas respostas. Não sou nenhum gênio, expectativas à parte. Um pequeno festejo, alguns goles a mais e toda a oportunidade de relembrar velhos discos de vinil...
Além do mais, como disse a Flora, esse blog está voltando a ser meu, a falar de mim. Talvez, eu diria. Eu só me ocupei de ver os conflitos e passagens que todo caminho oferece. Somos fracos quando estamos sós. Então eu repito: não sou nenhum gênio. Escreveria tudo o mais, mas eu não poderia fazê-lo. Tenho dúvidas...
Ontem foi muito bom, Carla.
Cheers!
Dúvidas e poucas respostas. Não sou nenhum gênio, expectativas à parte. Um pequeno festejo, alguns goles a mais e toda a oportunidade de relembrar velhos discos de vinil...
Além do mais, como disse a Flora, esse blog está voltando a ser meu, a falar de mim. Talvez, eu diria. Eu só me ocupei de ver os conflitos e passagens que todo caminho oferece. Somos fracos quando estamos sós. Então eu repito: não sou nenhum gênio. Escreveria tudo o mais, mas eu não poderia fazê-lo. Tenho dúvidas...
Ontem foi muito bom, Carla.
Cheers!
sábado, 31 de maio de 2008
Verdades Mundanas II
Pois então, Flor, abandone a esperança...
e veja quantas verdades a matarão!
(Isso é um convite, rs. Obrigado por comentar)
Cheers!
e veja quantas verdades a matarão!
(Isso é um convite, rs. Obrigado por comentar)
Cheers!
Verdade Mundana
Flora, eu não vou responder aqui como se somente você tivesse manifestado opinião sobre o post "Roundabout", traduzindo, Carrossel, apesar de ter sido a única a comentar publicamente. Muitas pessoas tiveram a sua mesma reação, algumas até longe das minhas intenções, outras cegamente próximas. Por favor, responderei a todos.
Chama-se Carrossel porque é verdadeiramente o círculo vicioso. Dizer que preferimos a verdade é a atitude mais esperada por muitos, mas é viciosamente ignorada quando, oportunamente, somos confrontados a ela. Quantos vocês conhecem que assumem as consequências da verdade? É muito mais fácil selecionar as verdades a que nos sujeitamos do que vivenciar todas elas. E é por isso que eu digo que preferirão a esperança, pois ela sim é que não nos sujeita a escolhas difíceis, mas escolhas cômodas. A esperança porque as pessoas estarão para sempre esperando dias melhores, melhores salários, mais alegria, o amor verdadeiro (olha a verdade aí...), o sucesso, a fortuna. Algum de vocês já leu Pedro Pedreiro, do Chico Buarque?
Quando o Chico Buarque fala que "E a mulher de Pedro está esperando um filho prá esperar também" ele fala exatamente do que eu tentei, humildemente, falar. A família de Pedro só tem a esperança, porque trabalhar gera esperança, o trem também, e o carnaval também, e a loteria, e o filho que vém, ou a morte, ou a oportunidade de voltar pro Norte. A letra fala disso. Não é a verdade dos fatos que alimenta aquelas pessoas, mas a esperança de que tudo vá mudar.
Um dia bastará a esperança. A verdade não será tão mais importante. Ninguém suportará encarar a verdade se tiverem somente a esperança. Porque ela morre por último, porque ela é motivação, porque ela primeva.
Qual a verdade de vossos corações? Respondendo individualmente, sem citar nomes: quantas vezes tu se sentiu verdadeiramente alegre convosco? Quantos anos mais tu esperarás por respostas? Quando terás coragem de assumir a ela? O que queres se não abandonas o passado e vive o presente?
São perguntas difíceis. Não a todos. Mas difíceis. E eu sinto que é comum a todos a esperança de que as coisas mudem, ou que o tempo volte pra que tudo seja como antes, ou que tudo isso acabe num passe de mágica. Portanto, não queiram a verdade. Não ela. Prefiram o bom senso, a esperança.
Enjoy!
Chama-se Carrossel porque é verdadeiramente o círculo vicioso. Dizer que preferimos a verdade é a atitude mais esperada por muitos, mas é viciosamente ignorada quando, oportunamente, somos confrontados a ela. Quantos vocês conhecem que assumem as consequências da verdade? É muito mais fácil selecionar as verdades a que nos sujeitamos do que vivenciar todas elas. E é por isso que eu digo que preferirão a esperança, pois ela sim é que não nos sujeita a escolhas difíceis, mas escolhas cômodas. A esperança porque as pessoas estarão para sempre esperando dias melhores, melhores salários, mais alegria, o amor verdadeiro (olha a verdade aí...), o sucesso, a fortuna. Algum de vocês já leu Pedro Pedreiro, do Chico Buarque?
Quando o Chico Buarque fala que "E a mulher de Pedro está esperando um filho prá esperar também" ele fala exatamente do que eu tentei, humildemente, falar. A família de Pedro só tem a esperança, porque trabalhar gera esperança, o trem também, e o carnaval também, e a loteria, e o filho que vém, ou a morte, ou a oportunidade de voltar pro Norte. A letra fala disso. Não é a verdade dos fatos que alimenta aquelas pessoas, mas a esperança de que tudo vá mudar.
Um dia bastará a esperança. A verdade não será tão mais importante. Ninguém suportará encarar a verdade se tiverem somente a esperança. Porque ela morre por último, porque ela é motivação, porque ela primeva.
Qual a verdade de vossos corações? Respondendo individualmente, sem citar nomes: quantas vezes tu se sentiu verdadeiramente alegre convosco? Quantos anos mais tu esperarás por respostas? Quando terás coragem de assumir a ela? O que queres se não abandonas o passado e vive o presente?
São perguntas difíceis. Não a todos. Mas difíceis. E eu sinto que é comum a todos a esperança de que as coisas mudem, ou que o tempo volte pra que tudo seja como antes, ou que tudo isso acabe num passe de mágica. Portanto, não queiram a verdade. Não ela. Prefiram o bom senso, a esperança.
Enjoy!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
A metade e o meio
Eu farejei uma história nova, uma daquelas que deixam as expectativas em polvorosa. Não era exatamente uma grande história, daquelas que fazem a diferença na vida de uma pessoa, ou daquelas que marcam o romance de alguém, que não saem da mente da pessoa. Não, esta era uma história diferente, era mais real e menos absurda.
Ah, mas logo eu que não tenho muito tato com sorrisinhos falsos e caras pouco amistosas! Eu estava incubido de reunir todos os detalhes, os fatos e formar a tal história. Esse processo é, assim, em seu começo, algo fantástico. Daí eu me perco. Produzo mais quando estou motivado, e dada a tenra hora da madrugada, motivação era algo impossível, mas inabalável. Fui ao máximo adiante, e realizei boa parte do que me propus.
Sereno e ao mesmo tempo irriquieto, as primeiras palavras foram bárbaras, e, ao longo da longa conversa, toda ela foi se esticando, e diversos assuntos permearam o tema central. Eu estava todo paciente, e a história se mostrava merecedora de toda a minha atenção. Eu não queria perder nem um instante do relato. É excitante encontrar alguém tão grande orador. Aprende-se mais por tanto!
Longa vida ao vinho!
Cheers!
Ah, mas logo eu que não tenho muito tato com sorrisinhos falsos e caras pouco amistosas! Eu estava incubido de reunir todos os detalhes, os fatos e formar a tal história. Esse processo é, assim, em seu começo, algo fantástico. Daí eu me perco. Produzo mais quando estou motivado, e dada a tenra hora da madrugada, motivação era algo impossível, mas inabalável. Fui ao máximo adiante, e realizei boa parte do que me propus.
Sereno e ao mesmo tempo irriquieto, as primeiras palavras foram bárbaras, e, ao longo da longa conversa, toda ela foi se esticando, e diversos assuntos permearam o tema central. Eu estava todo paciente, e a história se mostrava merecedora de toda a minha atenção. Eu não queria perder nem um instante do relato. É excitante encontrar alguém tão grande orador. Aprende-se mais por tanto!
Longa vida ao vinho!
Cheers!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
"Ensaio sobre a cegueira"
Agora que eu decido curtir o encurtamento do curto período que passei contigo, você me vem com frases de efeito e poesia? Eu até acharia desnecessário, mas eu não perco minha curiosidade e prefiro entender isso como "algo interessante", ou "observável", indiferente aos seus caprichos. Daí você me vem com a letra da Legião...
" Porque esperar
Se podemos começar
Tudo de novo
Agora mesmo"
...parecendo a mim que sequer leu ou desconhece outra parte da letra que diz...
"Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor,
E toda dor vem do desejo,
De não sentimos dor"
...numa prática parecida à da Filosofia quando confrontamos nossas idéias. Então eu percebo seu maior esforço, sua pseudo-ideologia machista que diz "conquiste as fraquezas dele". Eu até me permitiria fingir estar funcionando e ir pra cama com você umas duas ou três vezes e, viril, abandonar você por causa de qualquer outra. Aliás, não é qualquer outra! Mas eu não vou fingir. Só esperarei o momento certo pra escrever novamente as poucas linhas que eu realmente dediquei a você, afim de tê-la na lembrança... e esquecê-la numa de minhas caixas de sapatos.
Não fique se perguntando tantos porquês. Eu faço as escolhas segundo os meus princípios, e longe de dizer que você não os tem, de nós dois eu sou o que os mais tem! Eu não fico na expectativa de vê-la tentar acenar para mim depois que você ler este post, só te acho merecedora de tentar outra vez uma coisinha chata caída em desuso: a compaixão por si mesma!
E se eu for mesmo tão cruel quanto publicam por aí é por dois motivos. O primeiro é porque o mundo me moldou assim para resistir a casos como você. O segundo é por opção de ataque. Não diga, como fazem os outros, que você está sendo humilhada por mim. Sozinha você sabe mais que todos eles juntos da verdade toda! A diferença é que eu não abro excessões, eu tenho o cuidado de não dar razão para o que falam.
Preserve-se!
" Porque esperar
Se podemos começar
Tudo de novo
Agora mesmo"
...parecendo a mim que sequer leu ou desconhece outra parte da letra que diz...
"Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor,
E toda dor vem do desejo,
De não sentimos dor"
...numa prática parecida à da Filosofia quando confrontamos nossas idéias. Então eu percebo seu maior esforço, sua pseudo-ideologia machista que diz "conquiste as fraquezas dele". Eu até me permitiria fingir estar funcionando e ir pra cama com você umas duas ou três vezes e, viril, abandonar você por causa de qualquer outra. Aliás, não é qualquer outra! Mas eu não vou fingir. Só esperarei o momento certo pra escrever novamente as poucas linhas que eu realmente dediquei a você, afim de tê-la na lembrança... e esquecê-la numa de minhas caixas de sapatos.
Não fique se perguntando tantos porquês. Eu faço as escolhas segundo os meus princípios, e longe de dizer que você não os tem, de nós dois eu sou o que os mais tem! Eu não fico na expectativa de vê-la tentar acenar para mim depois que você ler este post, só te acho merecedora de tentar outra vez uma coisinha chata caída em desuso: a compaixão por si mesma!
E se eu for mesmo tão cruel quanto publicam por aí é por dois motivos. O primeiro é porque o mundo me moldou assim para resistir a casos como você. O segundo é por opção de ataque. Não diga, como fazem os outros, que você está sendo humilhada por mim. Sozinha você sabe mais que todos eles juntos da verdade toda! A diferença é que eu não abro excessões, eu tenho o cuidado de não dar razão para o que falam.
Preserve-se!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Roundabout
A dez anos atrás:
A grande novidade era saber que eu estava me tornando um homem responsável. Procurava dar um sentido mais sublime às coisas que eu realizava. Realmente eu estava me tornando um pouco mais sábio, depois da morte do Paulo, e mediante inúmeras reflexões diárias eu libertava minha mente da adolescência meteórica que eu tive. Eu era mais intenso com os meus sentimentos. Acreditava que amar ainda era possível segundo meus princípios...
Hoje:
Princípios? Não há muito o que pensar de mim. Eu só me tornei tão burocrático com os caminhos do coração por que não vi tanto sentido nas coisas que eu realizava. Eu estou cercado de um mundo que tirava minhas forças com atitudes plenas de sarcasmo, crueldade e intolerância. Realmente eu me tornei uma pessoa amarga e pessimista, e a sabedoria acumulada é vítima de piada entre os meus. Reflexões diárias? Não, elas me fazem chorar! Cultivar sentimentos em terreno tão inóspito é uma loucura inadmissível. Eu me sentia exposto sempre, como se tivesse as vísceras expostas, e corria o risco de morrer...
Amanhã:
Sim, quem sabe o amanhã. Eu não daria nada pelo meu futuro se mesmo as minhas atitudes fossem consertadas. No futuro as pessoas não vão querer a verdade, elas só quererão a esperança. E isso me parece tão triste! É só você conseguir apurar a capacidade cognitiva das pessoas que você não precisará contá-las as verdades do mundo; bastará a elas um pouco de esperança, e, para os mais afortunados, um pouco de aventura. Eu vejo pro meu futuro um caminho tão longe da verdade... é que o futuro trabalha na esperança da mente da gente.
Load your guns!
A grande novidade era saber que eu estava me tornando um homem responsável. Procurava dar um sentido mais sublime às coisas que eu realizava. Realmente eu estava me tornando um pouco mais sábio, depois da morte do Paulo, e mediante inúmeras reflexões diárias eu libertava minha mente da adolescência meteórica que eu tive. Eu era mais intenso com os meus sentimentos. Acreditava que amar ainda era possível segundo meus princípios...
Hoje:
Princípios? Não há muito o que pensar de mim. Eu só me tornei tão burocrático com os caminhos do coração por que não vi tanto sentido nas coisas que eu realizava. Eu estou cercado de um mundo que tirava minhas forças com atitudes plenas de sarcasmo, crueldade e intolerância. Realmente eu me tornei uma pessoa amarga e pessimista, e a sabedoria acumulada é vítima de piada entre os meus. Reflexões diárias? Não, elas me fazem chorar! Cultivar sentimentos em terreno tão inóspito é uma loucura inadmissível. Eu me sentia exposto sempre, como se tivesse as vísceras expostas, e corria o risco de morrer...
Amanhã:
Sim, quem sabe o amanhã. Eu não daria nada pelo meu futuro se mesmo as minhas atitudes fossem consertadas. No futuro as pessoas não vão querer a verdade, elas só quererão a esperança. E isso me parece tão triste! É só você conseguir apurar a capacidade cognitiva das pessoas que você não precisará contá-las as verdades do mundo; bastará a elas um pouco de esperança, e, para os mais afortunados, um pouco de aventura. Eu vejo pro meu futuro um caminho tão longe da verdade... é que o futuro trabalha na esperança da mente da gente.
Load your guns!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Não leia!
Considerando as possibilidades, eu refaço agora um caminho muito conhecido. Ao final dele eu não tenho mais surpresas. O mundo se torna a rotina que eu tanto odeio. Deixar uma trilha de pedaços de pão, ou desenrolar um carretel durante o caminho. Alternativas não são muitas, mas não falta disposição. Até que eu lave toooda a louça e deixe a preguiça de lado...
Agora respondendo às leitoras gêmeas... sim, o Escudeiro da família subentende-se que seja o filho varão, então é o Pedro sim. A festa foi tri, e já vamos ter outra. Indiscrição é uma palavra que não cabe, apesar de ser uma palavra odiosa... mas eu tava mesmo era com vontade de gritar pro mundo; se eu publicar na Veja eu aviso. Cobertor é super necessário, assim como toalhas numa sauna não é?
E Laura, quem disse que eu não cito você aqui, Laura? Isso não é verdade, Laura, e qualquer um poderá ver, Laura, que eu cito teu nome e quem você é para mim diversas vezes durante o blog, Laurita. Até tuas pernas estão no meu blog, Laura, e você tem coraaagem de surtar comigo, crazy lory. Isso não se faz com um tão dileto amigo, Laura Valls, mesmo que você tenha esquecido o quanto eu TE AMO, Laura! E nunca mais diga que eu não lembro de ti, tá bom Laura? E Laura é um bonito nome... Laura... Laaauuuraaaaa... rsrs...
Cheers!
Agora respondendo às leitoras gêmeas... sim, o Escudeiro da família subentende-se que seja o filho varão, então é o Pedro sim. A festa foi tri, e já vamos ter outra. Indiscrição é uma palavra que não cabe, apesar de ser uma palavra odiosa... mas eu tava mesmo era com vontade de gritar pro mundo; se eu publicar na Veja eu aviso. Cobertor é super necessário, assim como toalhas numa sauna não é?
E Laura, quem disse que eu não cito você aqui, Laura? Isso não é verdade, Laura, e qualquer um poderá ver, Laura, que eu cito teu nome e quem você é para mim diversas vezes durante o blog, Laurita. Até tuas pernas estão no meu blog, Laura, e você tem coraaagem de surtar comigo, crazy lory. Isso não se faz com um tão dileto amigo, Laura Valls, mesmo que você tenha esquecido o quanto eu TE AMO, Laura! E nunca mais diga que eu não lembro de ti, tá bom Laura? E Laura é um bonito nome... Laura... Laaauuuraaaaa... rsrs...
Cheers!
sábado, 24 de maio de 2008
Uma volta no inferninho
Hoje eu acordei com a disposição certa, com a minha alegria atingindo os satélites no espaço e com um sorriso largo que a meses eu não sequer ensaiava dar. Montei os cadernos do jornal, me informei, tomei um café dos mais comuns e fui assistir ao treino da Fórmula 1. De qualquer forma nada mais aconteceu de especial até que eu vim à lan... encontrei a Flora, e a saudade diminuiu. Adoooro falar com a minha Flor, a quem o Pequeno Príncipe tanto devotou sua atenção. E a quem o Pequeno Escudeiro tanto maltrata, segundo ela.
Mas a noite de ontem foi sim, realmente, o motivo deste post. A pirotecnia que fazíamos a cada convidado que chegava, o banho de cerveja indispensável, e eu negando fogo pra bebida. Repito, pra bebida. Era uma festa VIP, e tinha de tudo lá no Peladonna, pseudo-bar que, digam-se de passagem, fui eu quem nomeou. A cerva, a cana, a vana, o louro, a liga e, claro, o vinho tinto suave, meu predileto. Reservaram-me uma garrafa, mas só me lembro de meia.
Noite também das mulheres de minha vida, e da posteridade, porque não? Julie, Fabi e Carla, na mesma festa, todas fatalmente vestidas, arrebatando os convidados com charme, altivez e dotes exuberantes. Pela primeira vez na minha vida eu as vi (exceto a Carla, talvez) convivendo harmoniosamente num mesmo ambiente, ou, como escreveria o Barba, HAMbiente... talvez até porque eu era um dos anfitriões. E eu sei dar uma festa.
Fiquei com a Carla, e isso não foi problema. Reservaria aqui um espaço pras movimentações escusas de casais muito bem intencionados, mas isso não seria odioso. Ela foi magnífica, mas não me convenceu quando eu estava no palco tocando. Eu sou meio Kurt Cobain, não gosto de platéias fingidas...
Falando em Kurt, toquei inspirado por ele. Riffs horripilantes, mt peso na batida da batera e na mão, guitarra constantemente explorada ao máximo. Ritmo alucinante, gritos êxtasiantes e muito longos. Eu toquei, como sempre, de costas pro povo, e o povo inspirado, miava junto com a guitarra nos solos do San... ah, e eu só faço guitarra base, solo não. Nunca me pagaram o cachê que eu peço...
Volta pra casa e uma cama beeem quentinha esperando. O meu cobertor estava lá. Eu parecia o Linus do Charlie Brown, hahahahaha... e uma baita vontade de ter ido pra casa de toda a negritude da minha menina da noite.
Adorei a madrugada toda ao teu lado, Carlinha. Repetiremos?
Cheers!
Mas a noite de ontem foi sim, realmente, o motivo deste post. A pirotecnia que fazíamos a cada convidado que chegava, o banho de cerveja indispensável, e eu negando fogo pra bebida. Repito, pra bebida. Era uma festa VIP, e tinha de tudo lá no Peladonna, pseudo-bar que, digam-se de passagem, fui eu quem nomeou. A cerva, a cana, a vana, o louro, a liga e, claro, o vinho tinto suave, meu predileto. Reservaram-me uma garrafa, mas só me lembro de meia.
Noite também das mulheres de minha vida, e da posteridade, porque não? Julie, Fabi e Carla, na mesma festa, todas fatalmente vestidas, arrebatando os convidados com charme, altivez e dotes exuberantes. Pela primeira vez na minha vida eu as vi (exceto a Carla, talvez) convivendo harmoniosamente num mesmo ambiente, ou, como escreveria o Barba, HAMbiente... talvez até porque eu era um dos anfitriões. E eu sei dar uma festa.
Fiquei com a Carla, e isso não foi problema. Reservaria aqui um espaço pras movimentações escusas de casais muito bem intencionados, mas isso não seria odioso. Ela foi magnífica, mas não me convenceu quando eu estava no palco tocando. Eu sou meio Kurt Cobain, não gosto de platéias fingidas...
Falando em Kurt, toquei inspirado por ele. Riffs horripilantes, mt peso na batida da batera e na mão, guitarra constantemente explorada ao máximo. Ritmo alucinante, gritos êxtasiantes e muito longos. Eu toquei, como sempre, de costas pro povo, e o povo inspirado, miava junto com a guitarra nos solos do San... ah, e eu só faço guitarra base, solo não. Nunca me pagaram o cachê que eu peço...
Volta pra casa e uma cama beeem quentinha esperando. O meu cobertor estava lá. Eu parecia o Linus do Charlie Brown, hahahahaha... e uma baita vontade de ter ido pra casa de toda a negritude da minha menina da noite.
Adorei a madrugada toda ao teu lado, Carlinha. Repetiremos?
Cheers!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
O Ermitão de Smeór
Despido de seu corpo, o sábio elevou-se rapidamente. A trilha que os incensos deixavam guiavam o espírito do sábio para sua nova morada. Ele podia ver abaixo de si os povos que vinham chorar sua morte. O sábio, do alto, sentia a compaixão e o carinho que tanto negou aos seus próximos nas últimas décadas de ermitão.
Quando ele estava se aproximando do Lammar, os Celestiais Pei Chu e nDronos vieram para recepcioná-lo. Criou-se algum alvoroço nos Portões, e muitos Iluminados também vieram, sorrindo. Estava claro para o sábio que ele era esperado, e aquilo lhe alegrava profundamente, fazendo-o esquecer de todo o sofrimento de sua Descoberta e da visão que tivera ao deixar O Material.
Mas, pouco depois de sua chegada, uma horda de Celestiais transmitiram-lhe uma notícia. O sábio não poderia usufruir da morada plena no Lammar. Ele antes havia de voltar aO Material e saber com os homens as línguas profanadas ensinadas, no passado, a eles. Eram as línguas Celestiais, e que hoje levam outro nome. E nem poderia levar outros...
Então, reencarnado, os povos assustaram-se e, horrorizados, correram do pico da Montanha Smeór, quando viram o corpo do sábio reconstituir-se das cinzas e, numa grande chama, refazer-se homem.
Cheers!
Quando ele estava se aproximando do Lammar, os Celestiais Pei Chu e nDronos vieram para recepcioná-lo. Criou-se algum alvoroço nos Portões, e muitos Iluminados também vieram, sorrindo. Estava claro para o sábio que ele era esperado, e aquilo lhe alegrava profundamente, fazendo-o esquecer de todo o sofrimento de sua Descoberta e da visão que tivera ao deixar O Material.
Mas, pouco depois de sua chegada, uma horda de Celestiais transmitiram-lhe uma notícia. O sábio não poderia usufruir da morada plena no Lammar. Ele antes havia de voltar aO Material e saber com os homens as línguas profanadas ensinadas, no passado, a eles. Eram as línguas Celestiais, e que hoje levam outro nome. E nem poderia levar outros...
Então, reencarnado, os povos assustaram-se e, horrorizados, correram do pico da Montanha Smeór, quando viram o corpo do sábio reconstituir-se das cinzas e, numa grande chama, refazer-se homem.
Cheers!
terça-feira, 20 de maio de 2008
Mantras malditos
Profundamente tomado de cólera, imerso nas próprias dúvidas, o sábio hesitou por alguns momentos, e se deu por vencido. Deixou-se levar pelo sono eterno dos mais sábios que ele e foi-se, como se nunca tivesse evitado a morte. Para muitos foi lamentável, mas para outros foi a única razão de sua existência. Morre-se para doar aos outros a vida.
Então o povo subiu a montanha para velar o corpo do sábio. Ele não tinha um bom aspecto, e de seu semblante as histórias só citam o terror, de seu corpo só citam a escassez do espírito. Fizeram um pouco ao lado do seu corpo uma pira, e tomaram-lhe os pertences, e guardaram num baú, dizendo ser tudo aquilo coisas sagradas. Os sábios outros tateavam todos os lugares da pequena gruta, e o ermitão parecia estar sorrindo, mesmo morto.
Queimaram seu corpo no terceiro dia a partir de sua morte. E ele não foi mais esquecido, e falaram dele por séculos...
Cheers!
Então o povo subiu a montanha para velar o corpo do sábio. Ele não tinha um bom aspecto, e de seu semblante as histórias só citam o terror, de seu corpo só citam a escassez do espírito. Fizeram um pouco ao lado do seu corpo uma pira, e tomaram-lhe os pertences, e guardaram num baú, dizendo ser tudo aquilo coisas sagradas. Os sábios outros tateavam todos os lugares da pequena gruta, e o ermitão parecia estar sorrindo, mesmo morto.
Queimaram seu corpo no terceiro dia a partir de sua morte. E ele não foi mais esquecido, e falaram dele por séculos...
Cheers!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
O conselheiro de Bangd, parte 2
Here we go again, motherfucker
Come on down, and see the idiot right here
Too fucked to beg and not afraid to care
What's the matter with calamity anyway?
Right? Get the fuck outta my face
Understand that i can't feel anything
It isn't like i wanna sift through the decay
I feel like a wound, like a got a fuckin'
Gun against my head, you live when I'm dead
One more time, motherfucker
Everybody hates me now, so fuck it
Blood's on my face and my hands, and i
Don't know why im not afraid to cry
But thats none of your business
Whose life is it? Get it? See it? Feel it? Eat it?
Spin it around so i can spit in its face
I wanna leave without a trace
Cuz i dont wanna die in this place
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit (Whatcha gunna do?)
People = Shit (Cuz i am not afraid of you)
People = Shit (Im everything you'll never be)
People = Shit
It never stops - you cant be everything to everyone
Contagion - Im sittin' at the side of satan
What do you want from me?
They never told me the failure i was meant to be
Overdo it - dont tell me you blew it
Stop your bitchin' and fight your way through it
IM - NOT - LIKE - YOU - I - JUST - FUCK - UP
C'mon motherfucker everybody has to die [2x]
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit (Whatcha gunna do)
People = Shit (Cause im not afraid of you)
People = Shit (Im everything you'll never be)
People = Shit
People = Shit - Slipknot
Imaginávamos estar num mundo perfeito. Percebíamos tão pouco a ponto de nos satisfazer-mos com o que tínhamos, e mesmo assim achar perfeito. Somos, de fato, tão medíocres...
Come on down, and see the idiot right here
Too fucked to beg and not afraid to care
What's the matter with calamity anyway?
Right? Get the fuck outta my face
Understand that i can't feel anything
It isn't like i wanna sift through the decay
I feel like a wound, like a got a fuckin'
Gun against my head, you live when I'm dead
One more time, motherfucker
Everybody hates me now, so fuck it
Blood's on my face and my hands, and i
Don't know why im not afraid to cry
But thats none of your business
Whose life is it? Get it? See it? Feel it? Eat it?
Spin it around so i can spit in its face
I wanna leave without a trace
Cuz i dont wanna die in this place
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit (Whatcha gunna do?)
People = Shit (Cuz i am not afraid of you)
People = Shit (Im everything you'll never be)
People = Shit
It never stops - you cant be everything to everyone
Contagion - Im sittin' at the side of satan
What do you want from me?
They never told me the failure i was meant to be
Overdo it - dont tell me you blew it
Stop your bitchin' and fight your way through it
IM - NOT - LIKE - YOU - I - JUST - FUCK - UP
C'mon motherfucker everybody has to die [2x]
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit
People = Shit (Whatcha gunna do)
People = Shit (Cause im not afraid of you)
People = Shit (Im everything you'll never be)
People = Shit
People = Shit - Slipknot
Imaginávamos estar num mundo perfeito. Percebíamos tão pouco a ponto de nos satisfazer-mos com o que tínhamos, e mesmo assim achar perfeito. Somos, de fato, tão medíocres...
sábado, 17 de maio de 2008
Negue
Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu
Diga que o meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi minha um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada
Pelo beijo seu
Ah, uma letra realmente poética. Os velhos poetas nunca morrem... e essa letra não tem um só endereço, tem vários... hehehe...
Cheers!
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu
Diga que o meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi minha um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada
Pelo beijo seu
Ah, uma letra realmente poética. Os velhos poetas nunca morrem... e essa letra não tem um só endereço, tem vários... hehehe...
Cheers!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Contatos remotos
Eu estava em mena, e você distante. Usávamos os nossos chakras para sentir o nosso pequeno universo. Concentrávamos realmente muita energia, aproximando as nossas auras minuto a minuto. Então foi assim que aconteceu.
Eu senti teu pulso. Vibrante. O pulso forte, e estavas em nora, como a maioria das mulheres. Os elementos nos saudaram enquanto nos tocávamos por seguidos segundos, daí eu tive a noção exata de tudo aquilo que não se sabe com os carnais sentidos. Percebi tuas feridas, senti teus medos, teus anseios, e compartilhei contigo todos os meus. Realmente as vibrações nora se dão muito bem com as vibrações mena, e em todo o tempo em que eu estive em contato com você eu pude senti-la de uma forma incrível, e quase indescritível. Precisamos fazer isso novamente. Talvez na sexta...
E da próxima vê se limpa a estante do teu quarto. E troca a água do aquário...
Cheers!
Eu senti teu pulso. Vibrante. O pulso forte, e estavas em nora, como a maioria das mulheres. Os elementos nos saudaram enquanto nos tocávamos por seguidos segundos, daí eu tive a noção exata de tudo aquilo que não se sabe com os carnais sentidos. Percebi tuas feridas, senti teus medos, teus anseios, e compartilhei contigo todos os meus. Realmente as vibrações nora se dão muito bem com as vibrações mena, e em todo o tempo em que eu estive em contato com você eu pude senti-la de uma forma incrível, e quase indescritível. Precisamos fazer isso novamente. Talvez na sexta...
E da próxima vê se limpa a estante do teu quarto. E troca a água do aquário...
Cheers!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Primaveresco
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
terça-feira, 13 de maio de 2008
Escolha!
Primeiro eu estava com pressa. Depois eu já estava enrolando. Daí fui chamado de apressado mais uma vez. Evolui pra queridinho, daí tudo bem. Logo logo eu era super bem vindo, tinha até cópia da chave da porta da frente (frase dúbia), chave que aliás eu AINDA tenho. Em algum tempo a rotina se tornou uma constante, e nem deixa de ser, quando se permite algo como "eu coço suas costas se coçares as minhas". Nos tornamos, em instantes, amantes ferozes e sedentos da presença um do outro. E eu já àquela altura pensava: estou perigosamente me arriscando.
Então começou. Um dia em que eu não pudia estar sozinho, em que simplesmente eu gostaria de tê-la para meus afagos, ela só quis ficar longe. E isso não significa problema, desde que ela esteja bem. Então eu entendi. Eu sempre entendo.
Ela não se conteve. Não houve como evitar. Tudo o que dizíamos era o motivo necessário para briga. Eu até tentei barganhar com meus sorrateiros desdizeres, tentei envolvê-la em minhas armadilhas de palavras, remover hipnoticamente aquela vontade tamanha de confronto, mas já era tarde. Foram ditas verdades demais num mesmo dia. E fomos para casa cedo, com as expectativas de um "nunca mais" tão sonoro que ecoaria dias e dias e por semanas.
Começou assim. Mas o começo é muito relativo. Não sei se foi na viagem da Julie, ou na minha lábia, ou na sua, ou no dia em que fomos ao aeroporto, não sei. Há vários começos. E há vários finais. Muitos finais que eu estou dando a você.
Escolha um!
Cheers!
Então começou. Um dia em que eu não pudia estar sozinho, em que simplesmente eu gostaria de tê-la para meus afagos, ela só quis ficar longe. E isso não significa problema, desde que ela esteja bem. Então eu entendi. Eu sempre entendo.
Ela não se conteve. Não houve como evitar. Tudo o que dizíamos era o motivo necessário para briga. Eu até tentei barganhar com meus sorrateiros desdizeres, tentei envolvê-la em minhas armadilhas de palavras, remover hipnoticamente aquela vontade tamanha de confronto, mas já era tarde. Foram ditas verdades demais num mesmo dia. E fomos para casa cedo, com as expectativas de um "nunca mais" tão sonoro que ecoaria dias e dias e por semanas.
Começou assim. Mas o começo é muito relativo. Não sei se foi na viagem da Julie, ou na minha lábia, ou na sua, ou no dia em que fomos ao aeroporto, não sei. Há vários começos. E há vários finais. Muitos finais que eu estou dando a você.
Escolha um!
Cheers!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
39°
Todo e qualquer passo dado no sentido do entendimento está sendo muito mais difícil do que uma caminhada em prol da intolerância. Sim, eu estou decepcionado, e um pouco cansado. Levantei-me da cama, febril, contrariando e fugindo da vontade dos meus pais para escrever isso, com o sentimento de dever a ser cumprido.
Eu me orgulho muito de corromper cada sentimento meu com meus devaneios. Eu me orgulho de PODER ser DIFERENTE das pessoas. Me orgulho de ser o que eu desejo, apesar disso trazer consequências dolorosas e embaraçosas. Me orgulho muito de poder contar com meus AMIGOS, à diferença que cada um faz com suas palavras. E, verdadeiramente, me orgulho muito de poder falar de meus sentimentos de forma aberta, sem vergonha do que sinto.
É claro que eu sou um estúpido insensível. Eu possuo todas as características de um ser assim. Se eu não fosse, seria muito mais fictício do que real. O mundo está cheio de gente assim, compartilhando esses adjetivos.
Fabiane, quando você evoluir pro meu patamar, a gente volta a conversar. O seu trauma de relações anteriores é superior aos meus esforços muitos. Os meus medos adquiridos em relações anteriores são superiores aos seus ataques de ciúmes. Não sou indefectível, nem você. Mas tenha a dignidade de dar seus tiros na MINHA DIREÇÃO. A Flora quer ajudar, ao contrário do que você jamais entenda.
Cheers!
Eu me orgulho muito de corromper cada sentimento meu com meus devaneios. Eu me orgulho de PODER ser DIFERENTE das pessoas. Me orgulho de ser o que eu desejo, apesar disso trazer consequências dolorosas e embaraçosas. Me orgulho muito de poder contar com meus AMIGOS, à diferença que cada um faz com suas palavras. E, verdadeiramente, me orgulho muito de poder falar de meus sentimentos de forma aberta, sem vergonha do que sinto.
É claro que eu sou um estúpido insensível. Eu possuo todas as características de um ser assim. Se eu não fosse, seria muito mais fictício do que real. O mundo está cheio de gente assim, compartilhando esses adjetivos.
Fabiane, quando você evoluir pro meu patamar, a gente volta a conversar. O seu trauma de relações anteriores é superior aos meus esforços muitos. Os meus medos adquiridos em relações anteriores são superiores aos seus ataques de ciúmes. Não sou indefectível, nem você. Mas tenha a dignidade de dar seus tiros na MINHA DIREÇÃO. A Flora quer ajudar, ao contrário do que você jamais entenda.
Cheers!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
O deserto do ermitão
Quebrado o silêncio, a percepção do deserto é inevitável. Os passos que foram dados foram cobertos pela tempestade de areia, e voltar é impossível. Agora só há o caminho da incerteza, absurda opção daquele que se encontra perdido em dunas e dunas de solidão. A terra é o leito, o vento é o afago e o sono é profundo.
Voltarei a dizer a mim mesmo, em alusão às minhas diversas analogias, "o sol está lá fora". Porquanto eu preferiria o silêncio, mas zumbem dentro de mim as tais palavras desorganizadas... você me pregou peças, e revirou coisas antes quietas. Agora me isolas de ti. E poderias pelo menos ter deixado na porta da geladeira um pequeno recado, ou, devolvidas as flores, ter sido menos emocional. Daí eu me pergunto quantos anos mais... talvez nem eu, nem você estejamos prontos pra responder...
Há dúvidas mais cruéis, Flora. Eu não estou pedindo a ela piedade. Gostaria mesmo de passar por isso como costumeiramente já fiz noutras vezes. E faço novamente. Não estou pedindo a ela outra chance. Eu já conheço o fim disso, só gostaria de poder reportar ao final de tudo o maior erro que cometi...
...ter começado tudo isso!
Cheers!
Voltarei a dizer a mim mesmo, em alusão às minhas diversas analogias, "o sol está lá fora". Porquanto eu preferiria o silêncio, mas zumbem dentro de mim as tais palavras desorganizadas... você me pregou peças, e revirou coisas antes quietas. Agora me isolas de ti. E poderias pelo menos ter deixado na porta da geladeira um pequeno recado, ou, devolvidas as flores, ter sido menos emocional. Daí eu me pergunto quantos anos mais... talvez nem eu, nem você estejamos prontos pra responder...
Há dúvidas mais cruéis, Flora. Eu não estou pedindo a ela piedade. Gostaria mesmo de passar por isso como costumeiramente já fiz noutras vezes. E faço novamente. Não estou pedindo a ela outra chance. Eu já conheço o fim disso, só gostaria de poder reportar ao final de tudo o maior erro que cometi...
...ter começado tudo isso!
Cheers!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Arthur e a folha em branco
Gostaria de conhecer cada significado de teus sinais, mas é tão pouca a minha disposição para tal. Estou perdendo tempo na tentativa. Afinal de contas, castigastes teu único breve fluido de vida, e como se deixasses de respirar eu percebi que estavas tentando se matar.
Posso não concordar com isso?
Cheers!
Posso não concordar com isso?
Cheers!
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