segunda-feira, 9 de junho de 2008

Morno

""prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM
Puer natus est nobis, et filius datus est nobis
cujus emperium super humerium
prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
hastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair-
naanaavidhair-bhuushhitaaM"
Some day you came, and I knew you were the one
You were the rain, you were the sun
But I needed both cause I needed you
You were the one I was dreaming of all my life
When it is dark you are my light
But don't forget who's always our guide...
It is the child in us."

The Child In Us -
Le Roi Est Mort, Vive Le Roi! - Enigma

Hoje não é um dia para comemorar nada. Eu estou apenas receoso, e sempre estarei. Não há nada para comemorar, e seria horrível ver o círculo se fechar noutra daquelas infames festinhas. Não sou dado a bajulações, e discordo de qualquer um que apóie o meu posicionamento. Prefiro (estar) sozinho...

E eu adicionei a música acima para simbolizar o que sinto pela Flora. Apesar de saber que pode ser uma injustiça dizer que somente ela cabe nessa letra, eu devo dizer: é a verdade! E direi mais: homens apaixonados correm riscos. E eu recebi uma homenagem incomum dessa minha amiga e estou, humildemente, retribuindo.

Te Amo Flora!
Cheers!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sangue, Tinta e Pena

""rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
...kniht yeht tuB
evissergga ton er'ew ,evissimbus ton er'eW
rewop eht evah eW
evila sredasurc nredom ,su nioj ,pu dnatS
sthgir ruo rof gnithgif tsuJ
srethgif eht era ew esuaC"
Sors salutis, et virtutis, michi nunc contraria
Hac in hora, sine nora, cordum pulsum tangite;
quod per sortem sternit fortem, mecum omnes plangite!"

Camera Obscura - The Screen Behind The Mirror - Enigma

E eu tenho amor por toda obscuridade dos teus pensamentos. Eu dizia "alguns" e você evocava "somente os melhores". Meu prazer estava nos detalhes — no reverso da música — que provoca em mim sensações e visões. As minhas tendências maniqueístas contrastam com teus longos devaneios niilistas. A minha aversão ao radicalismo e tua fé cega na ausência de fé. Já o seu prazer está em toda proposição posta ao teu bel entender, o pedestal dessa tua vaidade. Não é engraçado? Mesmo tão sortidas sortes, estamos vivenciando um ócio produtivo! Estamos mesmo em dias negros pro pensamento humano. Café é o nosso melhor amigo.

Desejaria estar à beira duma lareira, tal qual a Flora, e curtir o frio. E se tenho inveja da centena de livros que possuis é porque eu não os tenho. Já a tua inveja da minha eloqüência, rs, é por total erro teu. Somos parecidos! Acredite! Estamos tão sobriamente parecidos que vimos as mesmas oportunidades onde nenhum dos nossos viu, e curtimos. Sejamos diferentes dos outros, então, e não entre nós.

Faça a diferença também!
Cheers!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Como Nivelar o Mundo

Confúcio viajava com seus discípulos quando soube que, numa aldeia, vivia um menino muito inteligente. Confúcio foi até lá conversar com ele e, brincando, perguntou:
— Que tal se você me ajudasse a acabar com as desigualdades?
— Por que acabar com as desigualdades? — disse o menino. — Se achatarmos as montanhas, os pássaros não terão mais abrigo. Se acabarmos com a profundidade dos rios e dos mares, todos os peixes morrerão. Se o chefe da aldeia tiver a mesma autoridade que o louco, ninguém se entenderá direito. O mundo é muito vasto, deixe-o com suas diferenças.

Os discípulos saíram dali impressionados com a sabedoria do menino. Quando já se encaminhavam para outra cidade, um deles comentou que todas as crianças deveriam ser assim.
— Conheci muitas crianças que, em vez de estar brincando e fazendo coisas de sua idade, procuravam entender o mundo — disse Confúcio. —E nenhuma destas crianças precoces conseguiu fazer algo importante mais tarde, porque jamais experimentaram a inocência e a sadia irresponsabilidade da infância.

Retirado da Coleção Contos do Alquimista, reunidos por Paulo Coelho, livro 2, "O Mosteiro Pode Acabar".

Cheers!

terça-feira, 3 de junho de 2008

A Fraqueza da Dualidade Vã

Daí eu assobiava meia dúzia de músicas lindas, todas elas num ritmo alegre, apesar de tristes. Sorrateiramente tateei meus papéis em busca de uns escritos aí, nada importantes. Estava com saudade de algumas palavras...

Sorrateiramente eu puxei aquele calhamaço de folhas, como se houvesse alguém dormindo, ou se, afim de manter o silêncio, eu pudera ser descoberto. Cuidadosamente eu tirei a poeira, e retirei a fina película que a cobria. Parecia um material raro. Só então eu pude ler.

E quanto deleite! Aquelas palavras tão horrivelmente cruas, na época em que eu gania tanta tristeza tão alto, e que ouvia os ecos do mundo lá fora e imaginava. Eu vivia tempos de "Caverna" e sequer poderia reconhecer isso. Tive algumas surpresas ao ler tão enfadonhos versos que eu mesmo criara, mas soube reconhecer que queimá-los agora não é sábio.

Meticulosamente eu devolvi o calhamaço ao seu lugar. Senti-me tão mais jovem! Eu absorvi toda aquela jovialidade impura, insana e inconsequente novamente. Voltei a assobiar as tais músicas. Só que agora elas, tristes, permaneceram como tais.

Cheers!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Arestas

Ele não evoluiu. Não partiu sozinho, mas voltou só. São apenas aparências o que lhe sustentam dentre o povo que novamente o humilha. Ele sabe disso, e entristece sua poesia por tão pouco. Eu mesmo gostaria de estar ao lado dele e levar tomates na cara, mas isso não é possível. A estréia é logo mais e a dor ainda é muito profunda.

Eu, em êxtase ultimamente, tento alegrar a todos, mas eu vejo que é um cenário horrendo. Alguns estão perdidos, alguns se perdendo, outros sequer interessados no caminho. E foi somente uma chuva pra aproximar todo aquele povo. Então eu direi: censurem-me! Não será a primeira vez, nem a última! É claro que me dói também. Mas é preciso mesmo ser tão dramático? É necessário gastarmos tanto assim essa "amizade"?

Façam suas escolhas. Eu já fiz a minha. Sofreremos calados mas sofreremos de pé.

Cheers!

domingo, 1 de junho de 2008

Um milhão e dois

A compreensão do todo por suas partes...

Dúvidas e poucas respostas. Não sou nenhum gênio, expectativas à parte. Um pequeno festejo, alguns goles a mais e toda a oportunidade de relembrar velhos discos de vinil...

Além do mais, como disse a Flora, esse blog está voltando a ser meu, a falar de mim. Talvez, eu diria. Eu só me ocupei de ver os conflitos e passagens que todo caminho oferece. Somos fracos quando estamos sós. Então eu repito: não sou nenhum gênio. Escreveria tudo o mais, mas eu não poderia fazê-lo. Tenho dúvidas...

Ontem foi muito bom, Carla.

Cheers!

sábado, 31 de maio de 2008

Verdades Mundanas II

Pois então, Flor, abandone a esperança...

e veja quantas verdades a matarão!

(Isso é um convite, rs. Obrigado por comentar)

Cheers!

Verdade Mundana

Flora, eu não vou responder aqui como se somente você tivesse manifestado opinião sobre o post "Roundabout", traduzindo, Carrossel, apesar de ter sido a única a comentar publicamente. Muitas pessoas tiveram a sua mesma reação, algumas até longe das minhas intenções, outras cegamente próximas. Por favor, responderei a todos.

Chama-se Carrossel porque é verdadeiramente o círculo vicioso. Dizer que preferimos a verdade é a atitude mais esperada por muitos, mas é viciosamente ignorada quando, oportunamente, somos confrontados a ela. Quantos vocês conhecem que assumem as consequências da verdade? É muito mais fácil selecionar as verdades a que nos sujeitamos do que vivenciar todas elas. E é por isso que eu digo que preferirão a esperança, pois ela sim é que não nos sujeita a escolhas difíceis, mas escolhas cômodas. A esperança porque as pessoas estarão para sempre esperando dias melhores, melhores salários, mais alegria, o amor verdadeiro (olha a verdade aí...), o sucesso, a fortuna. Algum de vocês já leu Pedro Pedreiro, do Chico Buarque?

Quando o Chico Buarque fala que "E a mulher de Pedro está esperando um filho prá esperar também" ele fala exatamente do que eu tentei, humildemente, falar. A família de Pedro só tem a esperança, porque trabalhar gera esperança, o trem também, e o carnaval também, e a loteria, e o filho que vém, ou a morte, ou a oportunidade de voltar pro Norte. A letra fala disso. Não é a verdade dos fatos que alimenta aquelas pessoas, mas a esperança de que tudo vá mudar.

Um dia bastará a esperança. A verdade não será tão mais importante. Ninguém suportará encarar a verdade se tiverem somente a esperança. Porque ela morre por último, porque ela é motivação, porque ela primeva.

Qual a verdade de vossos corações? Respondendo individualmente, sem citar nomes: quantas vezes tu se sentiu verdadeiramente alegre convosco? Quantos anos mais tu esperarás por respostas? Quando terás coragem de assumir a ela? O que queres se não abandonas o passado e vive o presente?

São perguntas difíceis. Não a todos. Mas difíceis. E eu sinto que é comum a todos a esperança de que as coisas mudem, ou que o tempo volte pra que tudo seja como antes, ou que tudo isso acabe num passe de mágica. Portanto, não queiram a verdade. Não ela. Prefiram o bom senso, a esperança.

Enjoy!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A metade e o meio

Eu farejei uma história nova, uma daquelas que deixam as expectativas em polvorosa. Não era exatamente uma grande história, daquelas que fazem a diferença na vida de uma pessoa, ou daquelas que marcam o romance de alguém, que não saem da mente da pessoa. Não, esta era uma história diferente, era mais real e menos absurda.

Ah, mas logo eu que não tenho muito tato com sorrisinhos falsos e caras pouco amistosas! Eu estava incubido de reunir todos os detalhes, os fatos e formar a tal história. Esse processo é, assim, em seu começo, algo fantástico. Daí eu me perco. Produzo mais quando estou motivado, e dada a tenra hora da madrugada, motivação era algo impossível, mas inabalável. Fui ao máximo adiante, e realizei boa parte do que me propus.

Sereno e ao mesmo tempo irriquieto, as primeiras palavras foram bárbaras, e, ao longo da longa conversa, toda ela foi se esticando, e diversos assuntos permearam o tema central. Eu estava todo paciente, e a história se mostrava merecedora de toda a minha atenção. Eu não queria perder nem um instante do relato. É excitante encontrar alguém tão grande orador. Aprende-se mais por tanto!

Longa vida ao vinho!
Cheers!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

"Ensaio sobre a cegueira"

Agora que eu decido curtir o encurtamento do curto período que passei contigo, você me vem com frases de efeito e poesia? Eu até acharia desnecessário, mas eu não perco minha curiosidade e prefiro entender isso como "algo interessante", ou "observável", indiferente aos seus caprichos. Daí você me vem com a letra da Legião...

" Porque esperar
Se podemos começar
Tudo de novo
Agora mesmo"

...parecendo a mim que sequer leu ou desconhece outra parte da letra que diz...

"Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor,
E toda dor vem do desejo,
De não sentimos dor"

...numa prática parecida à da Filosofia quando confrontamos nossas idéias. Então eu percebo seu maior esforço, sua pseudo-ideologia machista que diz "conquiste as fraquezas dele". Eu até me permitiria fingir estar funcionando e ir pra cama com você umas duas ou três vezes e, viril, abandonar você por causa de qualquer outra. Aliás, não é qualquer outra! Mas eu não vou fingir. Só esperarei o momento certo pra escrever novamente as poucas linhas que eu realmente dediquei a você, afim de tê-la na lembrança... e esquecê-la numa de minhas caixas de sapatos.

Não fique se perguntando tantos porquês. Eu faço as escolhas segundo os meus princípios, e longe de dizer que você não os tem, de nós dois eu sou o que os mais tem! Eu não fico na expectativa de vê-la tentar acenar para mim depois que você ler este post, só te acho merecedora de tentar outra vez uma coisinha chata caída em desuso: a compaixão por si mesma!

E se eu for mesmo tão cruel quanto publicam por aí é por dois motivos. O primeiro é porque o mundo me moldou assim para resistir a casos como você. O segundo é por opção de ataque. Não diga, como fazem os outros, que você está sendo humilhada por mim. Sozinha você sabe mais que todos eles juntos da verdade toda! A diferença é que eu não abro excessões, eu tenho o cuidado de não dar razão para o que falam.

Preserve-se!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Roundabout

A dez anos atrás:
A grande novidade era saber que eu estava me tornando um homem responsável. Procurava dar um sentido mais sublime às coisas que eu realizava. Realmente eu estava me tornando um pouco mais sábio, depois da morte do Paulo, e mediante inúmeras reflexões diárias eu libertava minha mente da adolescência meteórica que eu tive. Eu era mais intenso com os meus sentimentos. Acreditava que amar ainda era possível segundo meus princípios...

Hoje:
Princípios? Não há muito o que pensar de mim. Eu só me tornei tão burocrático com os caminhos do coração por que não vi tanto sentido nas coisas que eu realizava. Eu estou cercado de um mundo que tirava minhas forças com atitudes plenas de sarcasmo, crueldade e intolerância. Realmente eu me tornei uma pessoa amarga e pessimista, e a sabedoria acumulada é vítima de piada entre os meus. Reflexões diárias? Não, elas me fazem chorar! Cultivar sentimentos em terreno tão inóspito é uma loucura inadmissível. Eu me sentia exposto sempre, como se tivesse as vísceras expostas, e corria o risco de morrer...

Amanhã:
Sim, quem sabe o amanhã. Eu não daria nada pelo meu futuro se mesmo as minhas atitudes fossem consertadas. No futuro as pessoas não vão querer a verdade, elas só quererão a esperança. E isso me parece tão triste! É só você conseguir apurar a capacidade cognitiva das pessoas que você não precisará contá-las as verdades do mundo; bastará a elas um pouco de esperança, e, para os mais afortunados, um pouco de aventura. Eu vejo pro meu futuro um caminho tão longe da verdade... é que o futuro trabalha na esperança da mente da gente.

Load your guns!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Não leia!

Considerando as possibilidades, eu refaço agora um caminho muito conhecido. Ao final dele eu não tenho mais surpresas. O mundo se torna a rotina que eu tanto odeio. Deixar uma trilha de pedaços de pão, ou desenrolar um carretel durante o caminho. Alternativas não são muitas, mas não falta disposição. Até que eu lave toooda a louça e deixe a preguiça de lado...

Agora respondendo às leitoras gêmeas... sim, o Escudeiro da família subentende-se que seja o filho varão, então é o Pedro sim. A festa foi tri, e já vamos ter outra. Indiscrição é uma palavra que não cabe, apesar de ser uma palavra odiosa... mas eu tava mesmo era com vontade de gritar pro mundo; se eu publicar na Veja eu aviso. Cobertor é super necessário, assim como toalhas numa sauna não é?

E Laura, quem disse que eu não cito você aqui, Laura? Isso não é verdade, Laura, e qualquer um poderá ver, Laura, que eu cito teu nome e quem você é para mim diversas vezes durante o blog, Laurita. Até tuas pernas estão no meu blog, Laura, e você tem coraaagem de surtar comigo, crazy lory. Isso não se faz com um tão dileto amigo, Laura Valls, mesmo que você tenha esquecido o quanto eu TE AMO, Laura! E nunca mais diga que eu não lembro de ti, tá bom Laura? E Laura é um bonito nome... Laura... Laaauuuraaaaa... rsrs...

Cheers!

sábado, 24 de maio de 2008

Uma volta no inferninho

Hoje eu acordei com a disposição certa, com a minha alegria atingindo os satélites no espaço e com um sorriso largo que a meses eu não sequer ensaiava dar. Montei os cadernos do jornal, me informei, tomei um café dos mais comuns e fui assistir ao treino da Fórmula 1. De qualquer forma nada mais aconteceu de especial até que eu vim à lan... encontrei a Flora, e a saudade diminuiu. Adoooro falar com a minha Flor, a quem o Pequeno Príncipe tanto devotou sua atenção. E a quem o Pequeno Escudeiro tanto maltrata, segundo ela.

Mas a noite de ontem foi sim, realmente, o motivo deste post. A pirotecnia que fazíamos a cada convidado que chegava, o banho de cerveja indispensável, e eu negando fogo pra bebida. Repito, pra bebida. Era uma festa VIP, e tinha de tudo lá no Peladonna, pseudo-bar que, digam-se de passagem, fui eu quem nomeou. A cerva, a cana, a vana, o louro, a liga e, claro, o vinho tinto suave, meu predileto. Reservaram-me uma garrafa, mas só me lembro de meia.

Noite também das mulheres de minha vida, e da posteridade, porque não? Julie, Fabi e Carla, na mesma festa, todas fatalmente vestidas, arrebatando os convidados com charme, altivez e dotes exuberantes. Pela primeira vez na minha vida eu as vi (exceto a Carla, talvez) convivendo harmoniosamente num mesmo ambiente, ou, como escreveria o Barba, HAMbiente... talvez até porque eu era um dos anfitriões. E eu sei dar uma festa.

Fiquei com a Carla, e isso não foi problema. Reservaria aqui um espaço pras movimentações escusas de casais muito bem intencionados, mas isso não seria odioso. Ela foi magnífica, mas não me convenceu quando eu estava no palco tocando. Eu sou meio Kurt Cobain, não gosto de platéias fingidas...

Falando em Kurt, toquei inspirado por ele. Riffs horripilantes, mt peso na batida da batera e na mão, guitarra constantemente explorada ao máximo. Ritmo alucinante, gritos êxtasiantes e muito longos. Eu toquei, como sempre, de costas pro povo, e o povo inspirado, miava junto com a guitarra nos solos do San... ah, e eu só faço guitarra base, solo não. Nunca me pagaram o cachê que eu peço...

Volta pra casa e uma cama beeem quentinha esperando. O meu cobertor estava lá. Eu parecia o Linus do Charlie Brown, hahahahaha... e uma baita vontade de ter ido pra casa de toda a negritude da minha menina da noite.

Adorei a madrugada toda ao teu lado, Carlinha. Repetiremos?

Cheers!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O Ermitão de Smeór

Despido de seu corpo, o sábio elevou-se rapidamente. A trilha que os incensos deixavam guiavam o espírito do sábio para sua nova morada. Ele podia ver abaixo de si os povos que vinham chorar sua morte. O sábio, do alto, sentia a compaixão e o carinho que tanto negou aos seus próximos nas últimas décadas de ermitão.

Quando ele estava se aproximando do Lammar, os Celestiais Pei Chu e nDronos vieram para recepcioná-lo. Criou-se algum alvoroço nos Portões, e muitos Iluminados também vieram, sorrindo. Estava claro para o sábio que ele era esperado, e aquilo lhe alegrava profundamente, fazendo-o esquecer de todo o sofrimento de sua Descoberta e da visão que tivera ao deixar O Material.

Mas, pouco depois de sua chegada, uma horda de Celestiais transmitiram-lhe uma notícia. O sábio não poderia usufruir da morada plena no Lammar. Ele antes havia de voltar aO Material e saber com os homens as línguas profanadas ensinadas, no passado, a eles. Eram as línguas Celestiais, e que hoje levam outro nome. E nem poderia levar outros...

Então, reencarnado, os povos assustaram-se e, horrorizados, correram do pico da Montanha Smeór, quando viram o corpo do sábio reconstituir-se das cinzas e, numa grande chama, refazer-se homem.

Cheers!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Mantras malditos

Profundamente tomado de cólera, imerso nas próprias dúvidas, o sábio hesitou por alguns momentos, e se deu por vencido. Deixou-se levar pelo sono eterno dos mais sábios que ele e foi-se, como se nunca tivesse evitado a morte. Para muitos foi lamentável, mas para outros foi a única razão de sua existência. Morre-se para doar aos outros a vida.

Então o povo subiu a montanha para velar o corpo do sábio. Ele não tinha um bom aspecto, e de seu semblante as histórias só citam o terror, de seu corpo só citam a escassez do espírito. Fizeram um pouco ao lado do seu corpo uma pira, e tomaram-lhe os pertences, e guardaram num baú, dizendo ser tudo aquilo coisas sagradas. Os sábios outros tateavam todos os lugares da pequena gruta, e o ermitão parecia estar sorrindo, mesmo morto.

Queimaram seu corpo no terceiro dia a partir de sua morte. E ele não foi mais esquecido, e falaram dele por séculos...

Cheers!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O conselheiro de Bangd, parte 2

Here we go again, motherfucker
Come on down, and see the idiot right here

Too fucked to beg and not afraid to care

What's the matter with calamity anyway?

Right? Get the fuck outta my face

Understand that i can't feel anything

It isn't like i wanna sift through the decay

I feel like a wound, like a got a fuckin'

Gun against my head, you live when I'm dead

One more time, motherfucker

Everybody hates me now, so fuck it

Blood's on my face and my hands, and i

Don't know why im not afraid to cry

But thats none of your business

Whose life is it? Get it? See it? Feel it? Eat it?

Spin it around so i can spit in its face

I wanna leave without a trace

Cuz i dont wanna die in this place

People = Shit

People = Shit

People = Shit

People = Shit (Whatcha gunna do?)

People = Shit (Cuz i am not afraid of you)

People = Shit (Im everything you'll never be)

People = Shit

It never stops - you cant be everything to everyone
Contagion - Im sittin' at the side of satan

What do you want from me?

They never told me the failure i was meant to be

Overdo it - dont tell me you blew it

Stop your bitchin' and fight your way through it

IM - NOT - LIKE - YOU - I - JUST - FUCK - UP

C'mon motherfucker everybody has to die [2x]

People = Shit
People = Shit

People = Shit

People = Shit

People = Shit

People = Shit

People = Shit (Whatcha gunna do)

People = Shit (Cause im not afraid of you)

People = Shit (Im everything you'll never be)

People = Shit

People = Shit - Slipknot

Imaginávamos estar num mundo perfeito. Percebíamos tão pouco a ponto de nos satisfazer-mos com o que tínhamos, e mesmo assim achar perfeito. Somos, de fato, tão medíocres...

sábado, 17 de maio de 2008

Negue

Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu

Diga que o meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi minha um dia

Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada
Pelo beijo seu

Ah, uma letra realmente poética. Os velhos poetas nunca morrem... e essa letra não tem um só endereço, tem vários... hehehe...

Cheers!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Contatos remotos

Eu estava em mena, e você distante. Usávamos os nossos chakras para sentir o nosso pequeno universo. Concentrávamos realmente muita energia, aproximando as nossas auras minuto a minuto. Então foi assim que aconteceu.

Eu senti teu pulso. Vibrante. O pulso forte, e estavas em nora, como a maioria das mulheres. Os elementos nos saudaram enquanto nos tocávamos por seguidos segundos, daí eu tive a noção exata de tudo aquilo que não se sabe com os carnais sentidos. Percebi tuas feridas, senti teus medos, teus anseios, e compartilhei contigo todos os meus. Realmente as vibrações nora se dão muito bem com as vibrações mena, e em todo o tempo em que eu estive em contato com você eu pude senti-la de uma forma incrível, e quase indescritível. Precisamos fazer isso novamente. Talvez na sexta...

E da próxima vê se limpa a estante do teu quarto. E troca a água do aquário...

Cheers!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Primaveresco

Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...

Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...

Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Escolha!

Primeiro eu estava com pressa. Depois eu já estava enrolando. Daí fui chamado de apressado mais uma vez. Evolui pra queridinho, daí tudo bem. Logo logo eu era super bem vindo, tinha até cópia da chave da porta da frente (frase dúbia), chave que aliás eu AINDA tenho. Em algum tempo a rotina se tornou uma constante, e nem deixa de ser, quando se permite algo como "eu coço suas costas se coçares as minhas". Nos tornamos, em instantes, amantes ferozes e sedentos da presença um do outro. E eu já àquela altura pensava: estou perigosamente me arriscando.

Então começou. Um dia em que eu não pudia estar sozinho, em que simplesmente eu gostaria de tê-la para meus afagos, ela só quis ficar longe. E isso não significa problema, desde que ela esteja bem. Então eu entendi. Eu sempre entendo.

Ela não se conteve. Não houve como evitar. Tudo o que dizíamos era o motivo necessário para briga. Eu até tentei barganhar com meus sorrateiros desdizeres, tentei envolvê-la em minhas armadilhas de palavras, remover hipnoticamente aquela vontade tamanha de confronto, mas já era tarde. Foram ditas verdades demais num mesmo dia. E fomos para casa cedo, com as expectativas de um "nunca mais" tão sonoro que ecoaria dias e dias e por semanas.

Começou assim. Mas o começo é muito relativo. Não sei se foi na viagem da Julie, ou na minha lábia, ou na sua, ou no dia em que fomos ao aeroporto, não sei. Há vários começos. E há vários finais. Muitos finais que eu estou dando a você.

Escolha um!
Cheers!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

39°

Todo e qualquer passo dado no sentido do entendimento está sendo muito mais difícil do que uma caminhada em prol da intolerância. Sim, eu estou decepcionado, e um pouco cansado. Levantei-me da cama, febril, contrariando e fugindo da vontade dos meus pais para escrever isso, com o sentimento de dever a ser cumprido.

Eu me orgulho muito de corromper cada sentimento meu com meus devaneios. Eu me orgulho de PODER ser DIFERENTE das pessoas. Me orgulho de ser o que eu desejo, apesar disso trazer consequências dolorosas e embaraçosas. Me orgulho muito de poder contar com meus AMIGOS, à diferença que cada um faz com suas palavras. E, verdadeiramente, me orgulho muito de poder falar de meus sentimentos de forma aberta, sem vergonha do que sinto.

É claro que eu sou um estúpido insensível. Eu possuo todas as características de um ser assim. Se eu não fosse, seria muito mais fictício do que real. O mundo está cheio de gente assim, compartilhando esses adjetivos.

Fabiane, quando você evoluir pro meu patamar, a gente volta a conversar. O seu trauma de relações anteriores é superior aos meus esforços muitos. Os meus medos adquiridos em relações anteriores são superiores aos seus ataques de ciúmes. Não sou indefectível, nem você. Mas tenha a dignidade de dar seus tiros na MINHA DIREÇÃO. A Flora quer ajudar, ao contrário do que você jamais entenda.

Cheers!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O deserto do ermitão

Quebrado o silêncio, a percepção do deserto é inevitável. Os passos que foram dados foram cobertos pela tempestade de areia, e voltar é impossível. Agora só há o caminho da incerteza, absurda opção daquele que se encontra perdido em dunas e dunas de solidão. A terra é o leito, o vento é o afago e o sono é profundo.

Voltarei a dizer a mim mesmo, em alusão às minhas diversas analogias, "o sol está lá fora". Porquanto eu preferiria o silêncio, mas zumbem dentro de mim as tais palavras desorganizadas... você me pregou peças, e revirou coisas antes quietas. Agora me isolas de ti. E poderias pelo menos ter deixado na porta da geladeira um pequeno recado, ou, devolvidas as flores, ter sido menos emocional. Daí eu me pergunto quantos anos mais... talvez nem eu, nem você estejamos prontos pra responder...

Há dúvidas mais cruéis, Flora. Eu não estou pedindo a ela piedade. Gostaria mesmo de passar por isso como costumeiramente já fiz noutras vezes. E faço novamente. Não estou pedindo a ela outra chance. Eu já conheço o fim disso, só gostaria de poder reportar ao final de tudo o maior erro que cometi...

...ter começado tudo isso!
Cheers!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Arthur e a folha em branco

Gostaria de conhecer cada significado de teus sinais, mas é tão pouca a minha disposição para tal. Estou perdendo tempo na tentativa. Afinal de contas, castigastes teu único breve fluido de vida, e como se deixasses de respirar eu percebi que estavas tentando se matar.

Posso não concordar com isso?

Cheers!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Poções e magias

Quando eu olho pra uma folha em branco eu visualizo centenas de coisas diferentes. Imagens em preto e branco, ou hipersaturadas de cor.

A verdade é que as imagens não mostram mais somente aquilo que é possível, mas um passado ardil, que está dominando meu tempo e minha disposição... figuras incríveis, e de algum modo insuportáveis, como um medo interior, ou como se fossem, todas juntas, o meu daemon ressucitando coisas afins. E até aí eu não posso dizer que estou preocupado. Voltarei-me, então, a trabalhar na pesquisa de Solari e da sua criação...

Ah, e até encontrei algo interessante...

No rascunho #42, algo desorganizado, eu encontrei os primeiros trabalhos sobre a linguística de Solari. O ano já era 1999, o que me diz que aquele foi o ano onde eu procurei dar mais viço ao que já tinha criado. E de fato esse ano foi o que eu mais produzi, o ano em que eu comecei a consultar os livros diversos que deram vida à Solari, ou o que ela é hoje.
Esse rascunho fala de uma língua dos Anões, e que deveria ser primária pelo que li. A língua provinha dos sons natureza, então não dá muita noção do que eu queria. Mas a expectativa era muito grande com o que eu ia criar logo após, porque no rascunho #43 e um pouco do #44 eu continuei a fazer uma idéia do que essa língua significava. E como eu sempre faço a história antes de definir outras coisas, fica difícil apelar à memória... a língua sequer tinha um nome, mas o mais próximo de um nome que eu pude avaliar foi o nBréulico...

Cheers!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Falho!

Eu havia sido o maior dentre os maiores, e mais ainda do que suspeitava, e infinitamente além do que esperava de mim mesmo. Tentei o meu melhor, e novamente, e outra vez. Mas é falho...

Cada vez que o mundo se posiciona a favor, e os astros estão resplandescentes, uma conjuntura de expectativa, enganos, verdades e mentiras me arruinam por completo, e a vontade de se fazer dois é a cada dia mais pesada e entristecedora. Eu faria tudo pra saber os enigmas por trás de toda essa conjuntura, se isso não fosse confuso e, de certa forma, carregado de simbolismos que eu já a anos abandonei. Eu sempre tento novamente. Mas é falho...

A inspiração pra dias melhores, pras canções, e pruns rompantes de romantismo. Abandonado, eu assisti o assassínio dalgo que poderia ter sido, mas que nem chegou a ser... e fruto do abandono o meu egoísmo volta a ser, pois estava esquecido. Mesmo assim eu tenho idéias de voltar a procurar a felicidade. Mas é falho...

E voltarei a me lamentar de uma porção de coisas... e quando achar que tenho esperanças, serei abandonado novamente...

Cheers!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O conselheiro de Bangd

Lutamos em vão por um punhado de respostas, e nos demos por satisfeitos por um ramalhete de flores compradas num laboratório de felicidade, e nos exaltamos pela rotinas do seu computador falho, e mesmo assim nos demos ao luxo de sorrirmos dos nossos próprios defeitos. Sim, afinal o infernos são os outros. Não perderemos o tom de nossas vozes por mais um segundo de incerteza, ou pelo menos pelos antigos motivos.

Não buscamos nossos corpos, eles se atraem naturalmente. Agora eu percebo que é perigoso te olhar nos olhos. Perco o total controle que minto dizer que tenho. Esqueces o quanto estás brava quando retribui o afago. Nos esquecemos das brigas, somos somente os amantes. E ocasionalmente somos os apaixonados. E mesmo por isso somos, e permanecemos sendo, uns conectados...

Minhas analogias, sua discrição, minhas excentricidades, seus mimos, as minhas frases, seus sussurros. Parte da soma, e parte da multiplicação. Queres mesmo que eu seja direto, que eu perca todo o meu lirismo? Por que andas tão antagônica? E quantos verbos de minha verborragia antipática você ainda vai querer ouvir?

Desse jeito eu me canso. Dessa forma eu te cansarei com o que tenho a dizer. Afinal de contas, ninguém nunca se mostrou tão paciente comigo, e suas dúvidas também já me cansaram. Onze dias eram o princípio, onze semanas é que se passaram...

Vá, dê o segundo passo, minha filhinha...

Cheers!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

A impressão pós traumática

O primeiro passo para a ruína desse velho escriba que vos escreve é a imaginação fulgaz e a determinação em transformar a usina de idéias que me habita a mente em tantos e tantos textos absurdos e nem um pouco usuais. Me dá um prazer muito grande saber, e isso não é frutífero, que ninguém compreende o que eu escrevo. Estou sempre me aperfeiçoando, a cada dia mais próximo de uma narrativa caótica perfeita. Ou o que seja...

Feitas as primeiras bizarras considerações...

Amor meu,

embora sejamos tão próximos e felizes, ainda assim existirá um divã entre nós que não nos permitirá vivermos nosso amor em sua totalidade. Somos quem queremos acrediar ser, e mesmo por isso nós nos assumimos como "felizes" espectadores, pois até os problemas mais banais nos afetam. Não adianta sermos diferentes, somos diferentes demais. Existe uma ética entre nós que nos distancia, e é justamente a pior das hipóteses aquela hora em que resolvemos discutir a relação. Eu sou aquele que nunca acredita e você é aquela que desacredita nas mudanças com facilidade.

Eu sei que é difícil pra mim, eu sei que você percebe isso. Sabes que eu também sofro, embora em silêncio. Até por isso eu não possa dizer "nunca mais", e você, "tanto faz". Nunca poderemos ter os três filhos que somam minha vontade à tua. Nunca poderemos saber como é acordar ao acorde dos primeiros sóis de nosso casamento. Nunca seremos os totais arrogantes que se tornam os casais de décadas de união. E, aliás, nunca estaremos unidos por um pacto...

Ao mesmo tempo que perdemos muito, pouco sobra para contar ou compor uma história. Amanhã não lembrarei mais de você, e chorarás por mim dias sem que eu sequer saiba. Em duas semanas meu coração será de outra, e o seu estará como esteve quando estive contigo, fechado e insensível...

Portanto, amor meu, não perca tempo. Vamos recomeçar?

Cheers!

terça-feira, 29 de abril de 2008

O trabalho árduo

Novamente eu me surpreendo com o material que escavei do meio dos cadernos mais antigos...

Não deixa de ser divertido, e objeto de muita curiosidade de minha parte, o processo que eu compus para "desenterrar" os textos. Um index de tudo aquilo levaria um ano, no mínimo... e ainda assim sinto que não ficaria satisfeito. Afinal, para exemplificar, o rascunho #22 faz referência ao #37, e não o contrário. Eu sempre fiz coisas assim: escrevi no passado coisas sobre o futuro. Mas é claro que isso só é viável porque se trata de um universo outro, paralelo, fictício. Na vida real, não sei não.

No #22 eu encontrei os fundamentos das primeiras histórias e anotações do surgimento de uma "capital geral", algo como "principal capital" do "Reino", nome que eu dava para o que hoje chama-se o continente de Solari. Essa capital a que os textos se referiam era, ora pela localização, ora pela caracterização da própria concepção, a tão-amada Solari-hun, a maior das capitais, no centro do continente inteiro... Já no #37 as coisas já estavam menos definidas, e há passagens que excluem os anões dentre os povos formadores. Uma curiosidade no texto #37 é o surgimento do primeiro nome próprio que eu criei, Almanessa, o nome da área onde Solari-hun foi formada, na beira dO Rio, fortemente protegida pelas muralhas. Esse nome se tornou um marco. Por muito tempo era o único que permaneceu sem alterações, e sempre designou aquela área, como é até hoje. Já o segundo nome foi o de Leturgis, à época a rainha de Almanessa...

Farei outras observações nestes riquíssimos textos... eles são muito confiáveis.

Cheers!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Primeiras pesquisas

Fiz a pesquisa sobre o primeiro texto sobre Solari, até porque o original não existe mais. Diante uma pequena pilha de rascunhos antigos, e um exercício de memória abissal, eu posso afirmar com certeza algumas coisas que eu já havia esquecido...

O primeiro texto de Solari (que ainda não tinha esse nome) falava de uma rainha que era acusada por um lorde (sem identificação com o auto-entitulado "Lorde do Caos") de ter assassinado o seu próprio filho, o herdeiro, para levar a filha, mais querida, ao trono. É basicamente isso. O lorde, que possuia o poder de levar a rainha a juízo (mais ou menos como um senador da república), fez a acusação durante uma grandiosa palestra da própria rainha, já que o rei estava infeliz...

O impressionante foi que, durante a minha pesquisa, eu encontrei no rascunho #47 uma citação dessa história que dava a entender que essa rainha era rainha de Coradeh, um reino que, hoje, ainda não decidi a existência, nem a semântica de seu nome. À época, Coradeh foi a cidade que se originou no lugar onde houve a Batalha das Duas Grandes. Mais tarde eu decidi que essa área se tornou um deserto cheio de perigos, o lugar mais maldito de todo o continente, chamado Her Sumira. No rascunho #49 há uma pequena citação, que eu não lembrava, que dizia "o reino de Fogo perdeu seu príncipe para os bárbaros" (de Sóter?), e, mais na frente, diverge quando cita "os espiões da rainha" como assassinos do príncipe. Daí o mistério para mim: eu havia feito um rascunho pra confundir a mim mesmo???

O que é claro, nesse texto é que não haviam nomes prováveis pra ninguém, mas a localidade foi descrita, ao que parece. Eu me lembro de ser à beira de um rio (será O Rio) e que havia uma floresta dElfos, ou, como na antiga escrita que eu dava pra esse nome, o povo eofo. O rascunho #16, do caderno #1, texto que não foi perdido, fala um pouco dos três povos livres como sendo humanos, anões e eofos, nessa ordem de surgimento. Mais tarde eu mudei para anões, elfos e humanos, como permanece até hoje...

Ainda tenho o que pesquisar. Me entusiamei muito com o que li, e já dá vontade de voltar a escrever mais sobre Solari...
Cheers!

sábado, 26 de abril de 2008

O criado-mudo

Ontem foi o dia em que me tornei palhaço pras crianças, palestrante pra padre e ombro amigo de desconhecida... um dia normal na minha vida.

Fui defender o texto (hehehe) entitulada "Equilíbrio Distante" que escrevi ano passado, falando sobre diversas coisas que urgiam dentro de mim. Como eu havia mandado o texto integral para um amigo, ele me convidou para, ontem, defender o texto e minhas opiniões num debate, num painel de discussões onde estavam predominantemente padres da Católica. Fui lá e falei. E foi oportuno, porque eu precisava de uma visibilidade do que a Igreja pensa sobre o que eu falei...

Lá também tinham crianças, de uma creche ali perto, que usavam o espaço para brincar. Na hora da ausência da "tia", eu fui lá e servi de palhaço, fui o "tio" deles por uns minutos...

Mais tarde, após o debate, fui na casa da Loura. Mas isso é um fato pra passar desapercebido neste blog, merecendo somente esse pequeno comentário: falamos o que não devíamos, ouvimos o que não queríamos...

Já de volta ao meu bairro, mergulhei de cabeça no Pondera, mas antes que o tal fizesse efeito, servi de ombro amigo pra uma amiga de uma amiga minha... e foram necessárias as já costumeiras grosserias minhas pra que ela me largasse um pouquinho. Afinal eu tô fazendo Filosofia e não Psiquiatria Clínica... hunf!

Cheers!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Solari 10 anos!

Hoje, sem pompa e nem mistério, o cenário Solari está completando 10 anos.

Em 1998 eu comecei a criar, outrora inspirado na minha meteórica iniciação ao RPG, um universo medieval cheio de clichês malignos e nem um pouco original. Não haviam nomes, não haviam porções de textos e tampouco os famigerados e indecifráveis rascunhos. Meus cadernos, naquela época, eram no total uns dois. Hoje os cadernos que contém algum material solariano já são mais de sete. E, acreditem, até mesmo para mim é difícil realizar sozinho a obra toda de reuni-los...

Ainda me lembro, e gostaria de dizer "como se fosse hoje", o primeiro tema que "fundou" Solari, e pelo menos alicerçou as primeiras bases de Fradeh (sim, Fradeh foi a primeira cidade a ser citada). Era uma pequena história que falava de uma vila, a princípio chamada Fader (com a pronúncia do inglês father, pai), que era atacada por uma horda de orcs, liderados por um senhor das bestas ainda sem nome àquela época, e que chacinava os povos livres. Essa primeira história já se perdeu, no saudoso caderno #1, juntamente com o mapa que eu desenhei na escola(!) e pintei com lápis de cor... nesse caderno também haviam os escritos mais antigos sobre o Gox e o amigo-dos-dragões (nossa, eu nem me lembrava disso). No futuro Gox e o amigo-dos-dragões se tornaram a mesma pessoa, e Gox cresceu acompanhando uma evolução de minhas preocupações narrativas...

Então, para comemorar, mesmo que sozinho, a essa década de muita imaginação, tentarei falar, nos próximos posts, sobre o início de tudo, as histórias antes da história, a erupção de um mundo incrível chamado Solari.

Cheers!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mostruário

Solte-me quando puderes...
solte-me assim que quiseres
logo eu estarei disposto a perder
e admitir que também perdi...

Saber que estamos numa difícil encruzilhada não é algo ruim. É ótimo ter opções. Mas eu nunca ia imaginar que eu ia querer somente uma opção. Não pra mim, mas pra você...

É tão difícil entender isso?

Cheers!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Um Olhar

Era importante dizer tudo o que eu pensava, usando toda a minha capacidade de expressão. Eu tenho a tendência a complicar tudo "ao cubo" e isso era algo que eu não podia admitir naquela hora. Respirei fundo, mantive a postura, e comecei a entoar os mantras que eu ecoou dentro de mim...

Daí em diante minha energia fluiu, levemente, pelos caminhos do corpo. Você tem que estar muito relaxado, livre das travas que uma mente desconcentrada tem. Tudo partia do centro, e fui direcionando minha enorme energia, e ela dançava dentro de mim. Para trás e para frente, rítmica em velocidade constante.

O Metal se movia dentro de mim, lentamente. O Ar era o impulso, e tudo se dava mergulhado na Água de meu corpo. Concentrado, eu pude perceber minhas dores, e meus medos físicos estavam evidentes à mim naquele momento. E me expressei com tamanha precisão que nenhum médico poderia dizer de mim o que eu poderia naquela hora.

Sábado eu tenho um encontro...
Cheers!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Adeus, querida!

Um brinde, querida, a você e seu garoto amado. Sim, um brinde, querida, porque esperei anos por você. Um brinde, querida! Seus sinos de casamento ressoam em meus ouvidos... Um brinde, querida. Você me dá três cigarros para que eu pare de chorar...

E eu morro quando você menciona o nome dele.
E eu menti, eu devia ter te beijado quando estávamos correndo na chuva.
Ah! Eu sou um covarde!

O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?

Um brinde, querida, a você e seu homem amado. Outro brinde, querida, eu fico por aqui, disposto a tudo. Um brinde, querida, e pra você eu toco uma canção em meu violão. Um brinde, querida! Eu tenho uma rainha da beleza pra sentar não muito longe de mim...

Eu morro quando ele aparece para te levar pra casa e te fazer dormir.
Mas eu sou tímido demais... eu sou um covardão!
Devia ter te beijado quando estávamos sozinhos...

O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?

Oh, o que eu sou? O que sou eu, querida?
Eu esperarei por anos...

livremente inspirado na letra Cheers Darlin', do Damien Rice.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A caixinha de fósforos

Diretamente da casa da diretoria, com um drink à mão, e uma boa massagem nos ombros...

Eu já falei que eu não sou somente um. Eu sou vários. E cada um de mim tem a autonomia de um só, e todos são ainda mais, somos vários. Por mais que eu tente igualar um de mim a outro de mim, não há a menor possibilidade de entendimento, e assim desprende-se a consciência particular de cada um que eu sou. Não dá pra me resumir a somente um, quando o que urge dentro de mim são vozes, e os ecos dessas vozes...

Dia desses eu assisti ao filme
Melhor Impossível, com o Jack Nicholson e a Helen Hunt, ambos ganhadores do Oscar de, respectivamente, Melhor Ator e Melhor Atriz por esse filme. Era um filme que mexia comigo, pela crítica, e pelo fato do Jack fazer parte dele. Os amigos que já haviam assistido gostaram, e eu sempre tardo pra ver bons filmes...

Bom, o que me deixou mais pasmo foi uma coisa, pra mim, muito bizarra.
Melvin Udall, o personagem de mister Jack, é um personagem perfeito! O filme todo eu me identifiquei com ele, em diversos momentos. Ele é, impressionantemente, a minha pessoa. O humor dele é algo próximo demais do que eu estou me tornando esses tempos... e a cena do jantar com a garçonete, é a essência dos rumos de mim e meu coração. Aquele filme, definitivamente, me resume em algumas cenas...

Não conseguimos dormir, eu e meus outros, eu e meus eus... pensamos a noite toda em
Melvin Udall e sua verossemelhança com o que há de perfectível no universo, no quanto ele era assutador porque mostrava em filme uma parte irrevelável de mim... e pensamos também em como haveria de ter um final pós-filme, se EU fosse o personagem...

Eu sou muitas pessoas, e adquiro centenas de novas faces conforme vou me vendo no espelho. Ver-se num filme é dar pra todos de mim uma visão de que há algo em comum em todos nós. E essa idéia conforta um pouco, porque o pandemônio interno é indescritível, e qualquer coisa que se diga pra um não diz respeito ao outro. Temos sempre que dizer novamente, para que todos de mim consigam compreender por si só. E
Melhor Impossível se tornou uma língua comum a todos...

Cheers!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Modus Operandi III

Antes de conceber o tal post polêmico, Flora, eu havia me certificado de algumas coisas: a teórica, a princípio; a prática, mais extensa; o silêncio, ou "o inédito"; os resultados, frutos de anos solitários...

Era pra ter sido um texto pueril sobre a banalidade do amor, mas com a crítica da sexualidade. E nada melhor pra se deturpar um assunto dessa profundidade, um sentimento, do que confrontar ele com dados da ciência. A ciência sempre deturpa os sentimentos. Ela sempre contribui para si quando deturpa aquilo que ela não compreende.

Veja bem: é como botar os bichanos pra brigar. Você assiste, se diverte um pouquinho, e no final anota no seu bloquinho o que viu, as suas impressões... então, visto assim, não passarão de impressões os seus relatos. A briga teve sangue, mas você só omite aquilo que quer, ou seja, o sangue pode ou não ser relatado. E assim eu não dei a justificativa pra defender o lado sentimental, o próprio amor. Se eu não quero que você saiba de alguma coisa, não direi. A ignorância não é linda??

Fostum Rotum Agnomático si é um embuste muito bem construído, muito bem amarrado. Eu me lembro que levei dois dias pra escrevê-lo no meu rascunho. Traduzindo pro português (ignore o idioma que eu usei), o título significa, ao pé da letra, "Discurso Contra o Amor-fogo é".
Fostum = Contrário, Rotum = Discurso, Agno+mático = Amor-fogo, si = ser, estar.

Explicada a parte linguística, eu diria que este post é totalmente o guia mais interessante no meu relacionamento atual... afinal eu posso dizer que eu fui totalmente tomado pelo instinto quando escolhi a Fabiane pra ser a minha fêmea...

Lobos gostam de fêmeas... e do feromônio delas...
Cheers!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Ex-inspiração

Eu tive uma breve "iluminação" naquele momento. Fui pego no ato da inspiração (a da respiração, não a da imaginação), e logo a expiração estava comprometida... nesses momentos eu costumo avaliar a situação a ponto de sair um pouco de órbita. Eu vejo de onde posso tirar uma lição, eu analiso cada coisa.

Inspiração, retenção, expiração. É o ciclo do ar nos pulmões. Ele entra, toca o espírito, que aumenta a chama, e sai, purificando tudo por dentro. O ar é o nosso elo com o exterior, pois toca tudo que nos rodeia antes de passear pelo nosso íntimo. É como a luz nos nossos olhos: antes de percebermos a luz, ela tocou a superfície de tudo o que vemos, e nos proporciona interagir com tudo. E essa foi a iluminação que eu tive no momento em que a vi, emoldurando a porta com sua silhueta fantástica.

Não era mais, a partir de então, uma loura nauseabunda com bobs no cabelo. Era a mulher que está me transformando por dentro, levando todo os seu bom humor e jeito de ver o mundo estático onde ela está inserida. Ela me observou, pasma, e indagou: por que você está me olhando desse jeito?

Eu não pude responder que, naquela fração de segundo, eu havia sentido dezenas de sensações de descoberta, e sentido que ela estava, sem esforço algum, tomando conta do que os mortais chamam de coração. Aliás, eu não quis responder.

Assim eu aprendo coisas que ninguém pode revelar. Assim eu consigo possuir conhecimentos que ninguém mais poderia saber, porque são meus, são pessoais... e vivo...

e vivo!
Cheers!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

In-expiração

Eu fui lá e fechei os olhos. Odeio surpresas, mas a iluminação, os gestos, o silêncio dentro da casa, o silêncio fora da casa, a trilha de indícios, a porta semi-cerrada, absolutamente tudo me levava a ir. Té o gato pardo da vizinha não fazia barulho na cozinha...

Eu entrei bem devagar, observando que nada do que eu queria estava lá. Ou seja, eu não ouvia minha consciência me avisando "você está perigosamente entrando em território desconhecido". Parti pra outra abordagem.

Tirei os óculos da preguiça e comecei a observar, levantando dados, meias, calcinhas e muitas revistas. Encontrei remédios, presilhas de cabelo, tampas de perfumes e outras coisas. Os cheiros eram todos uns misturados, alguns tão singelos outros tão pesados. Então minha mente começou a fazer poesia com a visão que eu tinha daquele lugar. Eu sempre faço poesia dentro de mim, e a metade disso é tão noir...

Fui olhar a cama. Ou melhor, o leito. Pralguma pessoa desavisada aquilo pareceria fruto de noites de febre alta e delírios. Ainda havia a moldura de um corpo naqueles panos. Com um toque eu pude sentir a umidade, além de saber que estava recém abandonada a cama. Com outro toque eu pude sentir um calor que se ia com o bafo gelado do ar condicionado. Aliás, era o ar que mistificou aquela minha experiência: ele estava ferino, animal, sanguíneo...

E quando eu achava que o barulho da porta atrás de mim revelaria a musa de toda a poesia daquele momento, eis que me aparece... uma loura nauseabunda com bobs no cabelo!

Eu realmente viajo na maionese.
Cheers!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Narciso Não!

Acordei me achando feio, levantei, fui pra frente do espelho e fiz umas dez caretas de repúdio. Estou muito feio hoje. E eu sempre ponho a culpa no meu cabelo, tadinho. Nasceu assim e quando cresce eu só passo a máquina.

O que é praticamente inaceitável é receber minha tia e ouvir ela dizer que eu "estou mais gordinho". Um comentário daqueles do tipo que se faz pra agradar, sem sucesso.

Então eu vou tentar ocupar minha mente com trabalho, e mais trabalho, e muito mais trabalho. Acabei de teclar com o Pedro Valls, ele sempre me diverte, e não estou com saco pra trocar mensagens no orkut. Então hoje, nesse dia em que me encontro especialmente feio, vou tocar a vida com trabalho, trabalho, mais trabalho e muito mais trabalho.

Cheers!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Dois em um

Um perfume levemente amadeirado, que me lembrava rostos do meu passado. Eu persegui o cheiro até o quarto e a encontrei vestindo somente uma toalha, e perfumava-se. Borrifava o perfume com cuidado, sem nenhuma pressa. Pude ver pelo espelho seu semblante cansado, fruto de um dia extenso de trabalho, mas não era isso que me preocupava naquele momento.

Ela vestiu-se e nem se importou de me ver fuçar em suas coisas, virou-se, deu um sorrisinho e me pediu pra ajudá-la com o sutiã. Era o momento certo para investigar todos os motivos que lhe abalavam. Mas eu preferi ficar calado.

Ensaiamos o repeteco da noite maravilhosa que tivemos na semana anterior, mas nem ela nem eu estávamos com humor e disposição. Fomos assistir a um dvd, como qualquer casal em ritmo burocrático de rotina. Acho que ela me ama...

Então: novamente a personagem de minhas palavras é a Fabiane, minha nova-musa inspiradora, que está comigo a cinco meses e surpreendentemente feliz. Era dela de quem eu falava no post anterior, Flora Valls. E não poderia ser de outra pessoa.

Cheers!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A Tela por trás do Espelho

Sim! Ela me surpreendeu com diversas perguntas, dengos, respostas, e uma disposição para falar incrivelmente ligada ao álcool da bebida que eu dava pra ela. Motivada a cantar, ela cantou. E se arrependia, às vezes, pois estava vendo os fios da realidade, e descobria verdades quase sozinha.

Bom, eu sei que eu naturalmente trago as pessoas para o meu lado caótico, eu sei que eu corrompo boa parte daquilo que acreditam ser "seguro" acreditar. Ela nem percebeu mas estava sendo guiada pelo longo corredor de insanidades que eu produzo, que eu alinho, que eu mostro praquelas pessoas dispostas a percorrer.

São corajosas essas pessoas. Eu não as culpo de serem corajosas, afinal são os covardes que, em maioria, sobrevivem sem dor e na apatia. Admiro de verdade gente assim, que tem coragem de aceitar um convite meu ao desconhecido e arriscar-se às descobertas. Seria tortuoso, e inadmissível se não fosse tão interessante e exótico.

Agora sei de uma penca de coisas, tudo porque uma pessoa se deixa levar por outra, porque acredita confiar em alguém apostando somente nos seus valores, acreditando saber avaliar quem sou eu, o que faço, o que sou, como respondo e quais os meus interesses. Ela é demasiadamente confiante, e isso me possibilita ter espaço para urgir com minhas palavras as coisas que pretendo ser úteis, e que pretendo para mim também.

Existem muitos mais outros Lobos como eu nesse mundo. E eu a informei disso. Por nada no mundo eu gostaria que ela achasse que sou o único a fazer isso: ver o defeito, a fragilidade das pessoas e fazer algo com isso. A minha intenção é sempre mostrar alternativas, e não confundir...

E para ilustrar o que eu digo, um trecho de House of the Rising Sun...

"Oh, Mother, tell your children
Not to do what I have done.
Spend your lives in sin and misery
In the house of the risin' sun."

Obrigado às minha leitoras Flora e Laura. Esse blog ainda respira por causa de amigos como vocês!!!
Cheers!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

100º Post !!!

Logo no centésimo post eu fico sem a menor boa notícia para dar, sequer uma patada na cara de ninguém, ou uma grosseria pra falar, uma historieta pra contar, citações...

Na verdade eu não gosto de comemorações que rodeiam coisas inepalpáveis como esse blog.

Então é melhor que eu repita algo que fiz num post muito antigo

TOUCH ME, I'M SICK!

Cheers!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Modus Operandi II

Às vezes, Flora Valls, a pergunta é menos importante que a resposta. E no caso da que você fez no comentário ao post anterior, a resposta é relativa. Vou explicar o porquê.

O nome da indivídua de quem eu falava no post é Maria Eugênia. Ela foi minha última namorada, a oito anos atrás. Na última sexta teve festa na UFAM e na volta eu a encontrei no busão. Na rápida conversa que travamos, ela me falou que não falava com a família dela, que estava com algum problema, e eu presumi algumas coisas. Fiquei logo preocupado com a família dela, e algo do tipo. Combinamos então no domingo dela ir lá em casa, deixei meu número com ela e dei certeza de que não sairia de casa. Ou seja, eu estava totalmente solícito a ela...

Mas ela não veio. E é isso que eu contei no post. Té a chuva conspirou contra.

Embora tenha sido o tema do post, a Eugênia não é a única mulher ali comentada. A pessoa com quem estou agora, com grandíssimas chances de namoro, rs, também é comentada. Eu sempre faço isso. Misturo duas histórias simultâneas, às vezes opostas, e vejo no que dá. E geralmente dá em algo beeem a cara desse blog, totalmente nonsense e de mau gosto.

Agora, como eu sempre falo, perguntas geram respostas, mas respostas geram mais perguntas... daí eu pergunto: quem é a mina que eu estou agora??

Cheers!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Pós Impressões

Ela me deu uma esperança um pouco insuspeita. É claro que eu não estava sóbrio, mas fazer o quê? Era a boa oportunidade que eu queria... e olha que eu cheirava a cigarro sem ter posto um único pra fumar na boca.

Mas eu sempre tenho cigarro nos bolsos...

Então eu passei o dia inteiro pra descobrir que eu ainda sei esperar esperançoso por quem sequer lembrou que eu existia, naquele dia. Um pouco de gelo e dois remédios pra dor de cabeça, e tudo passara com uma longa conversa ao telefone com uma amiga. E por mais atento que eu estivesse, o temporal de ontem foi incrivelmente oportunista.

Causa uma ferida muito grande tentar atravessar the thin line between love & hate, mesmo se tendo protegido das diversas surpresas dessa vidinha repetitiva. Mesmo eu que sei que the path to excess leads to the tower of wisdom resolvi reviver, na mente, um passado que me ensinou mais sobre minha força do que sobre minhas fraquezas...

Ainda bem que ela não veio. Mas tomara que venha hoje, ou amanhã, ou que pelo menos ligue... o que não posso fazer é ficar sem esperanças insuspeitas...

terça-feira, 25 de março de 2008

A Tempestade

"Do alto da Évora, naquela tarde alaranjada, Autum fez seus últimos versos antes de deixar O Terceiro Plano dO Andaime. Toda a côrte pode ver em seu rosto a tristeza da despedida, e a sua Lírica não tocou naquele dia. Contaram quantas casas foram destruídas pela última vez, e mais uma vez choraram pelas mortes.
Colûm não permitiu que se mexesse na terra onde sua amada havia morrido, e construiu lá um enorme monumento de pedra, mas sabia que ali ninguém mais voltaria, nem para ver, nem para somente visitar.
E da Évora, Autum, que ia na frente, deu sua última olhadela pelas ruínas do seu antigo Jardim, e chorou."

Mais um sonho solariano. Digamos que eu nunca mais vou querer sonhar com isso novamente. Está difícil ter esses sonhos e pô-los no papel. Um exercício conjunto, confuso e muitas vezes não notado. Aliás, raramente notado.
Próximo post eu escrevo sobre mim, do mundo real...

Cheers!

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Calmaria

"Ela passou pelo jardim carregada pelos nefrins, e sorria para os bichos, claramente radiante naquele dia. Desceu as escadas pelas arcadas de Sem e deitou-se à sombra das árvores dO Grande Andaime. Vestia o grande vestido que Autum havia lhe presenteado, e estava úmida por isso, pois o vestido era feito das pétalas da callana do próprio Jardim de Autum.

Gorne e os pássaros cantavam a Lírica de Emom, todos regidos pelo próprio Autum, que estava brilhantemente vestido de raízes e galhos, e musgo. A música era alegre e propagava a felicidade em todos aqueles que a ouviam. E naquele momento pareceu a ela que todos estavam sublimes e esperançosos.

Mas, longe dali, desenrolava-se o destino dAs Cordas. Lumum e Astais pregavam a guerra, e tentavam criar o ódio dentro dos homens e anões primordiais. Diziam que eles deveriam fazer parte da grande festa que Ela produzia durante Seu sono e desfrutava durante Seu despertar.

Martim, como sempre desconfiado de Lumum e Astais, não creu naquelas palavras, e levou consigo alguns dos seus, e mais tarde convenceu alguns anões. Eles migraram para longe das Cadeiras de Lumum e Astais, sempre procurando a grama verdejante, e a proteção dos Celestiais de Autum e de sua Lírica.

Foi assim que Martim chegou em Tunar da terra. No lugar onde eles descansaram para sempre será visto e sentido o Emblema dos Celestiais e a Lírica.

emmtermish azukka toisascas Glomm ev Gorne".

Bom, aí está o fruto do meu último sonho com Solari. A esperança de que esse sonho explique a origem da tormenta de idéias que esse projeto vem se tornando é muito grande. Espero que isso ajude daqui a diante.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Modus Operandi

Um dia normal de fome incomum por motivos juvenis. Parei pra ler o jornal, como sempre, e assobiava umas cançõezinhas de quando eu era um pequeno bastardo. Mesmo tendo a frente todo aquele informe institucionalizado do que se passou no mundo dia anterior, eu só conseguia pensar no futebol das tardes, de contar vantagem pendurado numa mangueira, das gentilezas na escola. Opa, e foi nas gentilezas na escola que eu fiquei um bom tempo entretido.

Há um bom motivo pra uma criança ser gentil, principalmente quando é tão hiperativa quanto eu fui na minha juventude. E o motivo é que simplesmente é muito difícil obter atenção das pessoas quando se é antipático a elas...

Quinze minutos pensando no passado me fez lembrar de alguns compromissos. Decerto escrever um novo post nesse blog era um deles. Mas não foi assim a história do "como esse post nasceu" que me motivou a fazê-lo. Na verdade a razão é um guia duvidoso, mas que vence QUALQUER sentimento...

Quando eu me preparava pra vir na lan, e como de costume, pagar dois reais na promoção de um real a hora, eu não conseguia reparar o dano que é fuçar no passado aparentemente feliz de minha infância, principalmente aquelas coisas as quais eu tenho tanta saudade. Então, pra promover mais uma vez aquilo o que este blog se propõe, eu criptografei meus sentimentos, estudei a forma mais mundana de escreve-los e, tcharaaaam, aqui estão eles...

Assim funciona esse blog.
Cheers!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Permonnita Agluos

"No ritmo hipnótico, vamu lá, um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois..."

Achei um fiozinho desenrolado no chão e decidi que ia segui-lo, para achar a bobina. Era azul. E nas minhas mãos a sujeira de sempre, e isso fazia grande diferença. E eu fedia a algum tempo, e isso incomodava. Precisava urgente de um banho. Mas mais urgente era a bobina.

Fui caminhando e descobri que meus olhos brilhavam de curiosidade, ao ver que o fiozinho terminava nos pés dela. Eu me perguntava - isso foi causado? - e ao mesmo tempo eu sorria, pois era a minha vontade.

Na verdade nunca houve o fiozinho. Ele é parte de uma alegoria muito grande que foi criada pra dizer pro mundo que eu estou amando desencontros, os abraços, as noites e o cheiro dela. O fiozinho são tantas coisas, tanta gente. E ele é azul porque não haveria de ser de outra cor. E o mais importante é que ele não estava ligado a uma bobina. Rs, era um fiozinho independente.

Adoro, contudo, o cheiro dela. Os lábios dela, cerrados. Os braços cruzados, enquanto ela diz que está cansada. Eu noto que pára de ventar lá fora, e o quarto se torna úmido lá dentro. Isso a incomoda. Os batimentos aceleram, e ela me apaixona contando as histórias dela. E eu ouço, sem dizer quase nada. Não quero interrompê-la.

Acaba a história, ela fecha bem devagar os olhos, e respira pesadamente. Acomoda a cabeça, mas eu percebo que ela está cheia de pensamentos. Eu tento acalmar a alma dela. Ela me nega algumas vezes, mas são tentativas vãs. Um abraço, dois, mais um, e um quarto abraço. Ela não se rende. Eu não me rendo. Então eu mergulho em pensamentos. Por um breve momento eu não sinto o corpo dela. Eu sou uma máquina, e às vezes eu sou um ser humano. Aí ela resolve ir embora pra casa.

Começa a chover, então ela me olha sorrindo, apostando na minha alegria. Naquela hora eu faço de tudo pra que a chuva continue, e que eu possa senti-la dormir mais uma vez. A chuva foi um ganho de tempo precioso. Logo ela percebe que não era uma chuva, mas um pedido meu. Se esquiva outra vez, e mais uma, e me deixa louco com umas palavrinhas. Nessa hora eu sei que o coração dela estava vacilante. A respiração mudou, e o corpo evitava-me.

Final da noite, ela vai embora. Continuo a sentir o cheiro dela no ar. Consigo sentir o tremor de minhas batidas ao vê-la indo, naquele corredor escuro e úmido. E eu volto pra casa, falando sozinho. Amanhã será mais um bom dia. E talvez uma noite maravilhosa.

Cheers!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Las OttunaC

Ontem eu vi o sol nascer. Amargo na garganta inflamada, centenas de números na cabeça, vontade de voltar pra cama, mas somente um desejo: sabê-la curada.

Estou tão aflito. Ela está doente, e mistura-se às minhas aflições nem saber do que ela sofre, e ao mesmo tempo ter certeza de que é fatal. Não falo por ela, mas por ela também. E assim eu me preocupo, eu choro, eu rezo, eu rogo. As minhas forças são pra evitar meus danos internos, e ao meu coração, o tal dividido que sempre está pedindo socorro. E pediu.

A Laura veio em socorro. E pude, por uma hora e quarenta e três minutos, esquecer que era triste que eu estava, e pude lembrar que a esperança é meu cajado desde tempos imemoriáveis. A Laura trouxe de volta meu sorriso, que foi melhor que o franzir da testa, a sensação de apatia. Eu gostaria de viver dias mais leves, mas por enquanto eu não posso.

Meu amor está doente. Que frase mais dúbia, tratando-se de amor. Meu amor está sempre esperando uma cura, como se quisesse continuar vivendo.

Além disso, não me sinto mais sozinho...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Polemnáculo AsTrac

Eu ouço cada respirar dela. E quando ela sorri, o tempo pára por uns instantes, e um pouco menos dolorosa é a vida. Ela distrai-se e eu a observo, linda. Estamos realmente muito próximos, vivemos próximos e muito unidos.

Penso nela todos os dias. Me dá saudade de ver como ela fica ruborizada quando eu falo as verdades caras e inegáveis. E eu faço isso dum jeito que eu sei, é inesquecível. Estou aos poucos invadindo corredores no coração dela. Ela aos poucos habita minha mente, meu coração. "Está quente aqui dentro"...

Ela é um pássaro. Eu sei disso. Eu ainda sou um lobo, mas isso não nos afasta, não é de forma alguma um mundo diferente. O Lobo pode amar o Pássaro. Ela me quer, e eu a quero. Isso é o necessário, ninguém tem dúvidas disso.

Cheers!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ermo

Eu senti saudade de ti quando tu estavas aqui, e principalmente porque estavas me abraçando. Eu queria poder lembrar do teu sorriso da mesma forma como me lembro da tua mão sobre a minha. Nos dias mais sombrios, quando mais que a chuva nos aproximava, e nos socorríamos com apelos, e palavras muito desmedidas. Sorríamos, observando o quanto éramos felizes, ainda que sozinhos. Eu tinha você na memória. E agora você está aqui, comigo.

O justo dia era hoje, então ontem não deveria mais ser citado. Você me fazia ver dentro dos teus olhos a certeza do que dizia. Sabia que a dúvida gera resposta, mas que resposta gera mais dúvida? Assim sendo, era para mim também. E eu tentei te responder a tudo. Como eu poderia ser capaz de não notar que teu esforço era a minha vontade? E que ainda que nós nos estudássemos por dias, e que versássemos por semanas, e nos encontrássemos a anos, sempre nos pareceria sermos estranhos amados.

Eu levava sua bolsa, e portava um cordão teu. Você carregava na mente as palavras do último encontro, afim de perguntar aquilo que não havia compreendido. E nos sentamos próximos, à vista de todos, permitindo nos espreguiçar e relaxar. Dissemos o de sempre, nos olhamos severamente, tocamo-nos por entre verdades amargas. E naquele dia eu também fui feliz. Mas nada poderia ser melhor do que a chuva que ameaçava cair. Perdi a noção do tempo, pois é assim que ficamos quando queremos prolongar um momento como aquele. Eu me desculpei pela chuva, mas saiba que naquela hora eu não pude evitar. Havia de ser, como muita coisa que eu não evito mais.

Você era mais tarde, sempre que me ouvia. E se eu sei que você me entende, não precisaria explicar. Eu devia explicações? Então devias-me sorrisos e um agradecimento. Tu olhava atenta aos meus lábios, como se quisesse adivinhar o que eu queria dizer. Mas você não estava sozinha, porque eu estava intimamente inspirado a não perder teus olhares, para que sonhar com isso mais tarde eu pudesse, e lembrar do teu rosto com sorriso eu lembrasse, para que amar tua doação eu invejasse. E isso é divertido.

Você é. Você está hoje. E procurarei sempre que sejas amanhã, e depois. Ainda que dentro de mim, ainda que nos arredores do que eu chamo "felicidade". Não vou pedir "não tenha dúvidas"; vou te pedir, sim, é que tenha respostas.

Um beijo não silencia a noite. Te amo, como a mim mesmo.