De fato eu sou um ser de extremos. Transito entre o são e o louco em meio às questões filosóficas que pulsam na minha mente. Sou bom e mau, torto e direito, estou aqui e noutro lugar! Com certeza eu sei q as pessoas me acham um doido, digno de pena. Eu sei que ninguém, hj em dia, quererá explorar-me por ajudar, mas por achar estar sanando-me de minha dualidade!
Não sou insano. Sou dono de muitas faces, eu sei, mas isso é motivo para a toda-poderosa reação com que os olhares me fitam, os desdenhosos ouvidos me notam ou as nada ponderadas línguas falam de mim? É por isso que eu me enclausuro, talvez. Não há espaço para mim, pois sou dois ou mais, num mundo individualista. Eu sou diferente dos demais, por isso me destaco. Mas é entre as diferenças que o diabo costuma agir! E, pobre de mim, nem passo perto de ser exemplo de personalidade.
Abstraio o quente vapor de idéias que me povoam. Noutro momento eu disseco antiquíssimas idéias, congelo minhas possibilidades. Não é com a pena que posso dizer como se dá isso, nem com a língua. Há algo a ser descoberto em mim? Eu consulto-me constantemente, e decepciono-me às infrutíferas respostas. Talvez eu feche pra balanço, com a certeza de que é só a poeira sentar pra que eu me abra. Eu hostilizo meus sentimentos refreados pelos meus dogmas mágicos. Por isso eu não possa ser mais, somente um simulacro do possível.
...somente um simulacro do possível. Um possível simulacro. Somente um simulacro. Possível somente.
sexta-feira, 21 de abril de 2006
quarta-feira, 19 de abril de 2006
Touch me, I'm sick!
Não sou moderninho, tampouco sou careta. A idéia que me passa atualmente é tão fora de mim que só não a ponho em prática pq não consigo morrer logo dessa febre, dessa garganta inflamada! Enquanto eu estiver doente, tudo deverá passar, nada haverá de acontecer...Ah, estive impaciente! Realmente não há sombra que me ligue, que se mostre ao menos capaz de perguntar: cara, cê tá doente? Não! Eu sou um desafortunado. Tenho que desabafar...
E como eu poderia ir pra facu, nesse estado? Estou com saudade do ICHL, mais precisamente do palco. Aquele é um local de reflexão, rss. Pois não há como estudar na casa dos meus pais... não consigo mais. Tá foda ler, tá foda escrever, tá foda té cantarolar, com o pandemônio habitual, com os mandos e desmandos, com o choro, etc.
Aí, agora a noite o Jr trouxe a Ariane! E já que eu não podia ir pra praça, pro sereno, eu fui! Afinal é a minha amiga, a pessoa que me deixava mais saudoso esses tempos! Vou adormecendo a saudade, pq matar a gente não mata pq ela acaba voltando!!
Ah, e leiam os outros posts. Não é só de mim q esse blog fala!
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Personagem: Suzane von Richthofen
Ouvindo: Older Chests - Damien Rice Lendo: meus poemas Escrevendo: nada além disto.
Há uma personagem do circo de horrores em voga no cenário policial e fictício da qual eu gostaria de, sobre ela, dissertar. Seu nome é Suzane von Richthofen, a menina que confessou ter planejado e participado do assassinato de seus pais.
Sim, ela é uma personagem. E é por isso que não compreendo a surpresa da mídia em vê-la na sua péssima primeira e única atuação diante das câmeras. Não entendo onde ela pode estar sendo mal vista, se nos seus motivos, ou na sua veia artística falida. Qual a razão para condenarmos uma personagem tão mal escrita e mal caracterizada, dirigida por um diretor sem tato nenhum para o fio dramático? Qual a razão para vermos na tentativa duma mulher que sequer frequentou aulas de teatro a ética de seu pseudo-protetor?
Pois então condenemos os atores, que mentem todos os dias nas novelas, filmes e apresentações de teatro. Eles encarnam personagens, mas que de tal modo são aperfeiçoados pelo estudo que não temos segurança suficiente para apontarmos qual sentimento está se passando em seus corações. Condenemos os políticos, que mentem em seus discursos, mas são desprovido do estudo específico dos atores, sendo, portanto, muitas vezes desmascarados em pleno ofício.
Suzane é um exemplo de fracasso. Ela fracassou na tentativa de convencer-nos de seu problema, que é tão mentiroso e manipulado que nem um grande ator poderia criar certo arquétipo. Aliás isso é um ponto positivo na atuação de Suzane: uma atuação única, que ninguém seria capaz de repetir, pelo teor dissimulado e pouco inspirado. Seu diretor fracassou porque se aproveitou de sua conduta para criar aquela colcha de retalhos sentimentais, sua personagem, à um programa de TV. Ele fracassou porque confiou demais nas suas orientações, dando como certas as escolhas duma mulher mentirosa. Pois eu digo que não há como validar a mentira pela verdade dos atos. Para um bom ator, deixar transparecer em seus olhos a realidade que se quer passar é ter garantias do sucesso.
Eu digo, então, como poderia ter sido melhor, para ela, em sua atuação: primeiramente Suzane deveria ter feito essa entrevista ANTES de ter pedido a fortuna dos pais. Deveria acostumar-se a idéia de injustiça, já que ela quis que sentíssemos isso por ela, pois um grande mentiroso primeiro convence a si mesmo, para passar veracidade na sua voz, nos seus atos. Deveria ter exposto menos seu tutor, caso fracassasse. E este deveria ter pensado menos na hora de decidir-se pela entrevista: quanto mais tempo se leva para uma apresentação, mais se cria insatisfação do público. E o público é o principal motivo do teatro, da encenação.
E para finalizar: a inclinação visível ao sensacionalismo é que criou o personagem Suzane von Richthofen. A televisão é ávida de personagens, não importa quantos, nem a qualidade, mas personagens que mostrem inúmeras realidades. A importância que se dá a eles é tanta que por inúmeras vezes seguimos seus dogmas, espelhando-nos ou contrapondo-nos. E essa parricida, atriz falida, aproveitou-se da crença de nós todos em personagens. Só não contava com os microfones ligados...
Há uma personagem do circo de horrores em voga no cenário policial e fictício da qual eu gostaria de, sobre ela, dissertar. Seu nome é Suzane von Richthofen, a menina que confessou ter planejado e participado do assassinato de seus pais.
Sim, ela é uma personagem. E é por isso que não compreendo a surpresa da mídia em vê-la na sua péssima primeira e única atuação diante das câmeras. Não entendo onde ela pode estar sendo mal vista, se nos seus motivos, ou na sua veia artística falida. Qual a razão para condenarmos uma personagem tão mal escrita e mal caracterizada, dirigida por um diretor sem tato nenhum para o fio dramático? Qual a razão para vermos na tentativa duma mulher que sequer frequentou aulas de teatro a ética de seu pseudo-protetor?
Pois então condenemos os atores, que mentem todos os dias nas novelas, filmes e apresentações de teatro. Eles encarnam personagens, mas que de tal modo são aperfeiçoados pelo estudo que não temos segurança suficiente para apontarmos qual sentimento está se passando em seus corações. Condenemos os políticos, que mentem em seus discursos, mas são desprovido do estudo específico dos atores, sendo, portanto, muitas vezes desmascarados em pleno ofício.
Suzane é um exemplo de fracasso. Ela fracassou na tentativa de convencer-nos de seu problema, que é tão mentiroso e manipulado que nem um grande ator poderia criar certo arquétipo. Aliás isso é um ponto positivo na atuação de Suzane: uma atuação única, que ninguém seria capaz de repetir, pelo teor dissimulado e pouco inspirado. Seu diretor fracassou porque se aproveitou de sua conduta para criar aquela colcha de retalhos sentimentais, sua personagem, à um programa de TV. Ele fracassou porque confiou demais nas suas orientações, dando como certas as escolhas duma mulher mentirosa. Pois eu digo que não há como validar a mentira pela verdade dos atos. Para um bom ator, deixar transparecer em seus olhos a realidade que se quer passar é ter garantias do sucesso.
Eu digo, então, como poderia ter sido melhor, para ela, em sua atuação: primeiramente Suzane deveria ter feito essa entrevista ANTES de ter pedido a fortuna dos pais. Deveria acostumar-se a idéia de injustiça, já que ela quis que sentíssemos isso por ela, pois um grande mentiroso primeiro convence a si mesmo, para passar veracidade na sua voz, nos seus atos. Deveria ter exposto menos seu tutor, caso fracassasse. E este deveria ter pensado menos na hora de decidir-se pela entrevista: quanto mais tempo se leva para uma apresentação, mais se cria insatisfação do público. E o público é o principal motivo do teatro, da encenação.
E para finalizar: a inclinação visível ao sensacionalismo é que criou o personagem Suzane von Richthofen. A televisão é ávida de personagens, não importa quantos, nem a qualidade, mas personagens que mostrem inúmeras realidades. A importância que se dá a eles é tanta que por inúmeras vezes seguimos seus dogmas, espelhando-nos ou contrapondo-nos. E essa parricida, atriz falida, aproveitou-se da crença de nós todos em personagens. Só não contava com os microfones ligados...
sábado, 15 de abril de 2006
Ex-citações IV
Eu finalmente estou doente. Prazer mórbido, ao mesmo tempo que inesperado e não esperado. Eu não devia estar aqui em casa, mas no niver da Fabiane, filha do meu primo Fabiano. Coisas que a gente não explica: ficar doente justamente quando deveria estar bom...
E a minha vontade de adicionar uma música no blog está crescendo. Só não sei em que formato... vou deixar essa merda bem fantasmagórica, obscura e ODIOSA, pois essas são as intenções do autor...
...o Charles já dormiu em praça, já comeu o pão que o diabo amassou! Ele sofreu muito nas ruas, mas não foi por falta de cuidados. Nunca duvide do amor que temos por ele, sua estúpida! Acha que a gente deixava ele porque somos más, porque somos prostitutas? Engana-se, meu amor! – disse Monik, irritadíssima!
E no próximo post vou dissertar sobre o ser odiado do momento: Suzane Von Richtofen (eu acho que é assim que se escreve...!). Boa morte pra vcs!!!
"... tirando todos os seus defeitos, você é uma pessoa excelente!"
Tiririca
Tiririca
E a minha vontade de adicionar uma música no blog está crescendo. Só não sei em que formato... vou deixar essa merda bem fantasmagórica, obscura e ODIOSA, pois essas são as intenções do autor...
...o Charles já dormiu em praça, já comeu o pão que o diabo amassou! Ele sofreu muito nas ruas, mas não foi por falta de cuidados. Nunca duvide do amor que temos por ele, sua estúpida! Acha que a gente deixava ele porque somos más, porque somos prostitutas? Engana-se, meu amor! – disse Monik, irritadíssima!
E no próximo post vou dissertar sobre o ser odiado do momento: Suzane Von Richtofen (eu acho que é assim que se escreve...!). Boa morte pra vcs!!!
quinta-feira, 13 de abril de 2006
Piada sem tempo
Piada sem graça: o cara tava no busão, passando bem na frente duma área verde. Ele joga pela janela uma garrafinha de iorgute light, quando uma senhora vê e o repreende:
– O senhor sabia que com esse ato o senhor acabou de contribuir para a desagregação da flora deste lugar?
– Quê isso senhora, fico até feliz por tá ajudando!...
**não riam**
E dizem que a Floresta Amazônica é rica. Só se for de Fauna e Flora...
– O senhor sabia que com esse ato o senhor acabou de contribuir para a desagregação da flora deste lugar?
– Quê isso senhora, fico até feliz por tá ajudando!...
**não riam**
E dizem que a Floresta Amazônica é rica. Só se for de Fauna e Flora...
quarta-feira, 12 de abril de 2006
As Flores do Mal
Ouvindo: Thoughtless - Korn Lendo: algo sobre scripts Escrevendo: nada além disto.Eu estava tão preocupado ultimamente que não me lembrei de regar um pouco meus cadernos com palavras, com poemas pra adubar, com uma borracha pra podar os excessos. Encontrei alguns textos já muito queimados de sol, outros com mofos, e alguns outros quase mortos, ´té na minha lembrança.
Me prendi demais no mundo real. Estive muito entregue a esse mundo ingrato, esse que não perdoa jamais. Meus pensamentos estavam difícieis, pois não dei mais ouvidos pra mente, mas ao coração. Hum! e esse é que me deu trabalho, enfurecido, desarmado. Na verdade o coração só me deixa decepcionado. Se existe justiça para ele... uma vez eu acreditei nisso!
Ontem eu encontrei, logo após ter deixado a Renata no terminal, um grande amigo meu: O Frank! Desses encontros não-banais que acontecem na medida certa. Sentamos na praça pra tomar uma cerva e contamos histórias um para o outro. A nossa memória é mesmo aquela que não nos abandona. Digo por mim e por ele. Sou fã do trabalho dele, e ele fã do meu. Falamos de muito, de filosofia, de política, filhos, trabalho e sacanagem dos amigos (e com os amigos, que é bom!). Prometi a ele que vou encontrá-lo em sua casa pra continuarmos a bebemorar nossa amizade, e pra que eu possa conhecer meu sobrinho Johann!
Eu gostaria muito que eu pudesse rever alguns outros amigos e amigas. A Viviane, a Nany, o Eduardo, o Prestes e outros, que só me aparecem de outono a outono, quando as folhas estão caíndo. Não tenho esperanças que eles entrem em contato de maneira espontânea, mas eu posso cutucar, como sempre faço.
No próximo post eu prometo adicionar ou uma ex-citação ou um poema, um fragmento do Heráclito, uma frase do Lula, qualquer coisa que recheie...
E vamos comentar né pessoas................ ;)
domingo, 9 de abril de 2006
anti-Esperança
Ouvindo: All Dressed Up - Damien Rice Lendo: cartas Escrevendo: carta(s)
Um dia serei condenado por tudo o que digo. Serei condenado pela minha ousadia. Sentarei num banco da justiça pela minha boca grande, pelos detalhes que não deixo passar, pelas minhas observações dentre a vivência, por ser aquele que fala até para o vácuo.
Acho que fui condenado. Não tenho certeza disso, mas acho que fui. Isso é coisa má, dessas que eu nem quero pronunciar aqui, pq extrapola o objetivo desse blog, e não se enquadra na exigência dele. Tais coisas me acontecem, assim, com certa frequência, e já nem me deixam mais com a alma abatida. Estou ficando cansado, estou velho.
Eu me dou uma esperança muito estranha. Uma esperança grande demais para a compreensão da minha realidade. Eu sei que me lamento muito, mas é esse sentimento motivador que me toma de assalto às vezes e mostra-me um caminho. Decerto eu jamais vou poder provar de outro sentimento semelhante, pq a idéia da esperança já está intríseca na minha alma, mas como saber se é prudente alimentar esperanças, se há dúvidas? Ainda mais quando não sou somente eu o interessado pelo resultado, onde haverá um oásis para que eu fuja e reflita? A verdade é: a esperança está me cansando!
Não quero terminar como o Pedro Pedreiro pedreiro penseiro esperando o trem, quero ver no que vai dar, virar-se de costas pro trem e ir a pé. Quero voltar a fazer minhas escolhas. Quero esquecer essa de esperança e tomar o rumo que vier...
Ainda que essa mensagem seja um tanto esperançosa...
Um dia serei condenado por tudo o que digo. Serei condenado pela minha ousadia. Sentarei num banco da justiça pela minha boca grande, pelos detalhes que não deixo passar, pelas minhas observações dentre a vivência, por ser aquele que fala até para o vácuo.
Acho que fui condenado. Não tenho certeza disso, mas acho que fui. Isso é coisa má, dessas que eu nem quero pronunciar aqui, pq extrapola o objetivo desse blog, e não se enquadra na exigência dele. Tais coisas me acontecem, assim, com certa frequência, e já nem me deixam mais com a alma abatida. Estou ficando cansado, estou velho.
Eu me dou uma esperança muito estranha. Uma esperança grande demais para a compreensão da minha realidade. Eu sei que me lamento muito, mas é esse sentimento motivador que me toma de assalto às vezes e mostra-me um caminho. Decerto eu jamais vou poder provar de outro sentimento semelhante, pq a idéia da esperança já está intríseca na minha alma, mas como saber se é prudente alimentar esperanças, se há dúvidas? Ainda mais quando não sou somente eu o interessado pelo resultado, onde haverá um oásis para que eu fuja e reflita? A verdade é: a esperança está me cansando!
Não quero terminar como o Pedro Pedreiro pedreiro penseiro esperando o trem, quero ver no que vai dar, virar-se de costas pro trem e ir a pé. Quero voltar a fazer minhas escolhas. Quero esquecer essa de esperança e tomar o rumo que vier...
Ainda que essa mensagem seja um tanto esperançosa...
terça-feira, 4 de abril de 2006
Utilidade Pública I
Bom, para aqueles que apreciam Damien Rice.
http://www.uploading.com/?get=H3VPGP0K
Esse link serve para baixar um arquivo zipado (85,5MB) contendo todas as músicas do álbum "O", dentre elas The Blower's Daughter e mais algumas músicas avulsas. Só para os fãs...
Dá pra usar programa P2P pra baixar esse arquivo... Bom download.
E mais tarde tem post novo.
http://www.uploading.com/?get=H3VPGP0K
Esse link serve para baixar um arquivo zipado (85,5MB) contendo todas as músicas do álbum "O", dentre elas The Blower's Daughter e mais algumas músicas avulsas. Só para os fãs...
Dá pra usar programa P2P pra baixar esse arquivo... Bom download.
E mais tarde tem post novo.
sábado, 1 de abril de 2006
Errare humanum est
Hoje é o promissor dia da mentira. Promissor pq eu adoro mentir...
Deviam fazer mais pesquisas sobre essa ferramenta fundamental da humanidade. A mentira é nada mais do que instrumento da justiça, pois ela remedia males, omite a realidade bruta, evita catástrofes da comunicação humana.
A mentira é discurso magnífico. É o engodo do poeta, é a usura que se paga por se conhecer o gosto da verdade, é a exceção à regra. A mentira te mantém sob a proteção de um muro de ruínas, ela alimenta a vontade de fazer o proibido, dá validade pra libido descomensurada. A mentira é medida de poucos sabidos, é um excelente exercício de memória, inteligência, sabedoria e raciocínio rápido.
Quem sabe mentir sabe contar a verdade por várias óticas, contar a mesma história diversas vezes e convencer um público de ser aquela a primeira vez. Pensemos: quem mente é pq sabe a verdade. Então ela também nos dá a ótica da verdade inteligível, da verossemelhança que existe entre o engodo e a realidade. A inegabilidade da questão, do puritanismo, da safadeza, do altruísmo convencido, tudo reside na raiz da mentira.
Mas é a verdade que é ovacionada! Corja de ladrões, os políticos, sabem do discurso, portanto, sabem mentir. Dizem dizer a verdade! E esses que criticam os políticos são piores, pq são meros estudantes e muitas vezes pupilos dos mesmos crápulas alvos de suas críticas. São meros desenganados, gente que mente dizer a verdade, gente que mente revela-la. Usam a mentira como se fosse a verdade, e nisso se tornam demônios ímpios. Isso deveria ser intolerável, dar como verídico algo que não é, mentir dizendo-se verdadeiro.
Pois a mentira deve ser usada como tal. Ela não é desumana, não é cruel. Ela deve ser dita pura e simplesmente para o que veio, para ludibriar, para enganar, não para desmantelar as rodas dentadas da sociedade, do universal, sequer do particular. Não tomemos a mentira por verdade, pq nos falta coragem de encarar os fatos. Usemos a mentira com responsabilidade, como uma humilde negação, não como arma ideológica.
Temos que ver a mentira pelo seu lado bom. Pois há palavra no que se diz nela. Há fatos, relatos, experiências e muita, mas muita capacidade de análise. Desconsiderar o potencial benéfico da mentira seria impor a si mesmo idéias mentirosas duma utopia pessoal, impor o caminho da retidão à força, sem escalas. Seria como negar já ter mentido: ninguém abusa dessa afirmação, por isso mesmo foi o teste que Cristo usou para revelar a incapacidade do homem de andar sem pecado nenhum... Atire a primeira pedra...
E para aqueles que acharem eu estar fazendo apologia à mentira, digo que pensem mais. Não mintam para vocês mesmos... pois se o fizerem, esta será a verdadeira apologia.
Deviam fazer mais pesquisas sobre essa ferramenta fundamental da humanidade. A mentira é nada mais do que instrumento da justiça, pois ela remedia males, omite a realidade bruta, evita catástrofes da comunicação humana.
A mentira é discurso magnífico. É o engodo do poeta, é a usura que se paga por se conhecer o gosto da verdade, é a exceção à regra. A mentira te mantém sob a proteção de um muro de ruínas, ela alimenta a vontade de fazer o proibido, dá validade pra libido descomensurada. A mentira é medida de poucos sabidos, é um excelente exercício de memória, inteligência, sabedoria e raciocínio rápido.
Quem sabe mentir sabe contar a verdade por várias óticas, contar a mesma história diversas vezes e convencer um público de ser aquela a primeira vez. Pensemos: quem mente é pq sabe a verdade. Então ela também nos dá a ótica da verdade inteligível, da verossemelhança que existe entre o engodo e a realidade. A inegabilidade da questão, do puritanismo, da safadeza, do altruísmo convencido, tudo reside na raiz da mentira.
Mas é a verdade que é ovacionada! Corja de ladrões, os políticos, sabem do discurso, portanto, sabem mentir. Dizem dizer a verdade! E esses que criticam os políticos são piores, pq são meros estudantes e muitas vezes pupilos dos mesmos crápulas alvos de suas críticas. São meros desenganados, gente que mente dizer a verdade, gente que mente revela-la. Usam a mentira como se fosse a verdade, e nisso se tornam demônios ímpios. Isso deveria ser intolerável, dar como verídico algo que não é, mentir dizendo-se verdadeiro.
Pois a mentira deve ser usada como tal. Ela não é desumana, não é cruel. Ela deve ser dita pura e simplesmente para o que veio, para ludibriar, para enganar, não para desmantelar as rodas dentadas da sociedade, do universal, sequer do particular. Não tomemos a mentira por verdade, pq nos falta coragem de encarar os fatos. Usemos a mentira com responsabilidade, como uma humilde negação, não como arma ideológica.
Temos que ver a mentira pelo seu lado bom. Pois há palavra no que se diz nela. Há fatos, relatos, experiências e muita, mas muita capacidade de análise. Desconsiderar o potencial benéfico da mentira seria impor a si mesmo idéias mentirosas duma utopia pessoal, impor o caminho da retidão à força, sem escalas. Seria como negar já ter mentido: ninguém abusa dessa afirmação, por isso mesmo foi o teste que Cristo usou para revelar a incapacidade do homem de andar sem pecado nenhum... Atire a primeira pedra...
E para aqueles que acharem eu estar fazendo apologia à mentira, digo que pensem mais. Não mintam para vocês mesmos... pois se o fizerem, esta será a verdadeira apologia.
sexta-feira, 31 de março de 2006
Panacéia
Mas que inveja da chuva. Serena, dual. Só ela pra me tirar dum caminho e empurrar pra outro. Somente ela pra me fazer mudar de idéia quando o sangue já está fervendo...
A chuva molhava a camisa dela, revelando seios lindos, parecido com os da Monik. Aliás, não, aqueles eram seios melhores que os seios de puta da Monik. Aqueles eram seios de mulher intocada, de uma tremenda virgenzinha-do-papai...
E falando nela: É a chuva a panacéia dos meus males?
A chuva molhava a camisa dela, revelando seios lindos, parecido com os da Monik. Aliás, não, aqueles eram seios melhores que os seios de puta da Monik. Aqueles eram seios de mulher intocada, de uma tremenda virgenzinha-do-papai...
E falando nela: É a chuva a panacéia dos meus males?
quarta-feira, 29 de março de 2006
Virtus est in medio
Esse foi um daqueles diazinhos fedidos. Um dia ODIOSO, bem ao estilo do blog. Acho até que isso é plano do Coisa Ruim, do Capiroto, do Inominável, do Carcará Sanguinolento...
Eu já ensaiava dentro de mim umas idéias, coisa de gente corajosa, quando, durante a noite, ocorreram-me fugas... e como um engodo maravilhoso, meus argumentos mais uma vez me desmotivaram a prosseguir. Pisando em ovos, dito, estou deveras abalado. Faço ou não faço? Estou ou não estou? Vejo ou falo? Eu queria que fosse mais difícil, mas a porra é mais fácil que parece!
Acho que vou me internar e pedir uma injeção de ânimo, e uma bolsa de sagacidade pra curar essa minha anemia.
Eu já ensaiava dentro de mim umas idéias, coisa de gente corajosa, quando, durante a noite, ocorreram-me fugas... e como um engodo maravilhoso, meus argumentos mais uma vez me desmotivaram a prosseguir. Pisando em ovos, dito, estou deveras abalado. Faço ou não faço? Estou ou não estou? Vejo ou falo? Eu queria que fosse mais difícil, mas a porra é mais fácil que parece!
Acho que vou me internar e pedir uma injeção de ânimo, e uma bolsa de sagacidade pra curar essa minha anemia.
segunda-feira, 27 de março de 2006
Relax
Eu não poderia reclamar do dia de hoje. Saiu uma pequena nuvem da minha mente, e pude até enxergar um pouco o sol em meio às tenebrosas ameaças de chuva...
Tarde de visita: minha tia Terezinha e meu primo Adrian... esse tal que eu não via a muitos anos, e que hoje já é pai. Putz, o guri já é pai e eu ainda nem encomendei os meus... putz...
Na facu, tudo mt clean, como sempre. Eu ainda cansado com a maravilhosa ajuda que prestei na noite de ontem, mas não tanto para, mais uma vez, enxergar o sol de oportunidades que se fizeram, esta noite.
Estava tudo muito tranquilo. Aula de Lógica, papo cabeça com a Renatinha, momento "baladeira" num gato que rondou a frente da sala. Ufa, pude me divertir. Inda tive que vir a pé no busão, primeira do ano.
Aí eu chego em casa e tem Raízes Caboclas no canal UFAM... pra coroar a noite!!
Tarde de visita: minha tia Terezinha e meu primo Adrian... esse tal que eu não via a muitos anos, e que hoje já é pai. Putz, o guri já é pai e eu ainda nem encomendei os meus... putz...
Na facu, tudo mt clean, como sempre. Eu ainda cansado com a maravilhosa ajuda que prestei na noite de ontem, mas não tanto para, mais uma vez, enxergar o sol de oportunidades que se fizeram, esta noite.
Estava tudo muito tranquilo. Aula de Lógica, papo cabeça com a Renatinha, momento "baladeira" num gato que rondou a frente da sala. Ufa, pude me divertir. Inda tive que vir a pé no busão, primeira do ano.
Aí eu chego em casa e tem Raízes Caboclas no canal UFAM... pra coroar a noite!!
sábado, 25 de março de 2006
Desabafo, não Opinião*
Realmente eu estou sem sorte. Ando muito nervoso, ansioso. As coisas não estão tomando um rumo certo. Tô uma pilha de nervos, descontroladamente emocional, imoral, rabugento. A insônia voltou, a falta de apetite, as dores nos ombros e no pé.E o que seria meu porto seguro está deveras fora da minha atual rota. Tô sem paciência, minha mente tá fragmentizada, meus esforços estão se esvaindo em fracassos. Ou eu enxergo logo o lado bom disso tudo ou então volto pra minha ostra, que sempre foi aconchegante.
Para acabar de completar, raras são as pessoas que vão ler esse post e entender a significância dos meus lamentos. E mais raras ainda serão as que comentarão algo que eu já não saiba...
– Sukita, tia! – diz a menina.
– Porra de menina chata! Vai pedir da tua mãe, "amorzinho". – diz Dalila, empurrando a menina de volta para o cercadinho.
*Desabafo é para quem entende do ser, opinião é para quem não entende...* - e eu digo isso a todos meus leitores... :-[
quinta-feira, 23 de março de 2006
thus you make me
FUCK
FUCK THE SYSTEM
OR ALL I THINK ´BOUT ME
WILL MAKE ME GIVE UP LIVING!
OH SHIT, I´M DOIN´ THIS AGAIN...
FUCK
FUCK THE SYSTEM
FUCK
FUCK THE SYSTEM
FUCK THE SYSTEM
FUCK THE SYSTEM
FODA-SE O SISTEMA!
FUCK THE SYSTEM
OR ALL I THINK ´BOUT ME
WILL MAKE ME GIVE UP LIVING!
OH SHIT, I´M DOIN´ THIS AGAIN...
FUCK
FUCK THE SYSTEM
FUCK
FUCK THE SYSTEM
FUCK THE SYSTEM
FUCK THE SYSTEM
FODA-SE O SISTEMA!
resolvi criar uns recortes... e gostei. Farei d novo!!!
Chuva
Ouvindo: Enigma Lendo: nada Escrevendo: rascunhos de carta.
Já tive vontade de fazer muita loucura nessa minha vida, mas ando superando qualquer vontade ultimamente. Acho que é o ambiente da faculdade que tá me deixando estranho. Ainda mais com as idéias que andam assombrando minha mente, meu sono. A escrita tá lenta, o raciocínio está lento, mas os dias estão voando... se não fossem minhas pausas pra reflexão, meus alongamentos, e algum cigarro, devo admitir, eu estaria rumando prum não-sei-aonde perigoso e/ou arriscado.
Sinto saudades dos 15, quando eu já nem era mais um bobão, mas também não era o que sou hoje. Apesar disso, eu curtia muito. Despreocupadamente, inadvertidamente louco, possesso de fúria, de alegria, de imaginação. Hummm, acho que estou velho. Aliás, diria como digo pra Flora: Hrummm! Acho que estou velho!
Ah, e que inveja da chuva! Caiu uma beeeem gostosa ontem. Eu pude curtir pouco, mas foi suficiente. Som de chuva me acalma. Um lobo sempre se compraz numa chuva como a de ontem...
Já tive vontade de fazer muita loucura nessa minha vida, mas ando superando qualquer vontade ultimamente. Acho que é o ambiente da faculdade que tá me deixando estranho. Ainda mais com as idéias que andam assombrando minha mente, meu sono. A escrita tá lenta, o raciocínio está lento, mas os dias estão voando... se não fossem minhas pausas pra reflexão, meus alongamentos, e algum cigarro, devo admitir, eu estaria rumando prum não-sei-aonde perigoso e/ou arriscado.
Sinto saudades dos 15, quando eu já nem era mais um bobão, mas também não era o que sou hoje. Apesar disso, eu curtia muito. Despreocupadamente, inadvertidamente louco, possesso de fúria, de alegria, de imaginação. Hummm, acho que estou velho. Aliás, diria como digo pra Flora: Hrummm! Acho que estou velho!
Ah, e que inveja da chuva! Caiu uma beeeem gostosa ontem. Eu pude curtir pouco, mas foi suficiente. Som de chuva me acalma. Um lobo sempre se compraz numa chuva como a de ontem...
quarta-feira, 22 de março de 2006
Dessas tardes
Ouvindo: Gangsta Paradise - Coolio Lendo: nada Escrevendo: rascunho de carta.
Dia maneiro! Hj não teve aula pq a professora tá doente, e ninguém (de nós) quis ir lá conferir oq tava rolando. Se o Célio foi pra substituir a Jatobá e taus... Mas o bom não foi esse fato. Ontem eu combinei com a Renata de passar na casa dela. Aí eu fui!
Passei uma tarde ótima, rindo bastante. Pude matar a saudade da Lidi. Quer dizer, matar mesmo não matei pq ela uma hora volta... baguncei bastante, impliquei com a Natinha, teve até leitura duns textos interessantes q ela separou pra mim (ai q orgulho!) sobre mulçumanos e as religiões do Oriente. Assistimos novela, falamos bem e mal dos outros, comentamos as notícias do jornal, sobre as cotas nas universidades, nossa, mt coisa... teve até guerra de travesseiro, onde a Lidi mostrou toda a sua técnica não-mais-secreta de arremesso de travesseiro na janela! Puxa, foi uma tarde maravilhosa...!!! Já quero repeteco!!!
Aí quando eu chego, o PC tá infectado por vírus! Passei o antivírus mas era alarme falso do meu irmão. Ele já havia resolvido o problema...
Ah, e hj não vai ter citação nenhuma... ;)
Dia maneiro! Hj não teve aula pq a professora tá doente, e ninguém (de nós) quis ir lá conferir oq tava rolando. Se o Célio foi pra substituir a Jatobá e taus... Mas o bom não foi esse fato. Ontem eu combinei com a Renata de passar na casa dela. Aí eu fui!
Passei uma tarde ótima, rindo bastante. Pude matar a saudade da Lidi. Quer dizer, matar mesmo não matei pq ela uma hora volta... baguncei bastante, impliquei com a Natinha, teve até leitura duns textos interessantes q ela separou pra mim (ai q orgulho!) sobre mulçumanos e as religiões do Oriente. Assistimos novela, falamos bem e mal dos outros, comentamos as notícias do jornal, sobre as cotas nas universidades, nossa, mt coisa... teve até guerra de travesseiro, onde a Lidi mostrou toda a sua técnica não-mais-secreta de arremesso de travesseiro na janela! Puxa, foi uma tarde maravilhosa...!!! Já quero repeteco!!!
Aí quando eu chego, o PC tá infectado por vírus! Passei o antivírus mas era alarme falso do meu irmão. Ele já havia resolvido o problema...
Ah, e hj não vai ter citação nenhuma... ;)
sexta-feira, 17 de março de 2006
Carpe Diem
Ouvindo: Adagio From "Moonlight Sonata" - Beethoven Lendo: Sobre esta música Escrevendo: nada além disto.
Dei-me uma chance: entreguei-me a um dia relax. Fui visitar minha tia Lourdes. Ri bastante, matei a saudade e já tenho planos para outro dia ir lá. Afinal de contas, eu amo meu tios e tias, primos e primas. Só andava esquecido do quanto.
Ao ouvir o barulho da chave na porta, Charles correu para a cozinha e desligou as luzes. Dalila entrou, mas não estava sozinha, nem sóbria. Ela estava com Nando, o encarregado do almoxerifado do escritório. Charles os viu de longe, e viu quando Nando deitou Dalila sobre o sofá e desejou-lhe um "boa noite" e saiu, fechando a porta.
Naquele momento Charles teve a certeza de que muita coisa deveria mudar. Ou acabar...
Tô puto de raiva. Toda carta que escrevo está saindo uma merda. Passei tanto tempo parado que nenhum rascunho está suficientemente legível, informativo e agradável de se ler e de se ver. Enquanto isso eu me esforço mais ainda para deixar os textos sobre Solar redondinhos, como eu gosto de ver. Mas esses textos, as cartas e os solarianos, devem começar a ter um "prazo de entrega". Conferi e descobri que tem texto aberto a mais de dois anos!!
Que vergonha prum autor...
Dei-me uma chance: entreguei-me a um dia relax. Fui visitar minha tia Lourdes. Ri bastante, matei a saudade e já tenho planos para outro dia ir lá. Afinal de contas, eu amo meu tios e tias, primos e primas. Só andava esquecido do quanto.
Ao ouvir o barulho da chave na porta, Charles correu para a cozinha e desligou as luzes. Dalila entrou, mas não estava sozinha, nem sóbria. Ela estava com Nando, o encarregado do almoxerifado do escritório. Charles os viu de longe, e viu quando Nando deitou Dalila sobre o sofá e desejou-lhe um "boa noite" e saiu, fechando a porta.
Naquele momento Charles teve a certeza de que muita coisa deveria mudar. Ou acabar...
Tô puto de raiva. Toda carta que escrevo está saindo uma merda. Passei tanto tempo parado que nenhum rascunho está suficientemente legível, informativo e agradável de se ler e de se ver. Enquanto isso eu me esforço mais ainda para deixar os textos sobre Solar redondinhos, como eu gosto de ver. Mas esses textos, as cartas e os solarianos, devem começar a ter um "prazo de entrega". Conferi e descobri que tem texto aberto a mais de dois anos!!
Que vergonha prum autor...
quarta-feira, 15 de março de 2006
Marasmo
Ouvindo: nada Lendo: nada Escrevendo: anotações sobre Solar
Adoeci. Não estou disposto pra nada, mó moleza, parece dengue. Dengo. Preguiça, diriam uns. O menor estímulo que recebi hoje foi o de anotar os pensamentos antes que eles sumissem. Mó moleza, parece dengue. Acho que não foi o mosquito que me picou, fui eu quem piquei ele.
Hrumm, revisão de lógica na facu. Revisar o conteúdo. Conteúdo: revisar. Lógica>revisar>conteúdo... lógica é muita atenção. Você sabe das coisas, só não presta atenção a elas! Afinal de contas quem vive nesse moderno mundo convive com a lógica todos os dias; e o melhor, com o que não é lógico também.
... Charles era um homem, franzino, de cabelos castanhos, branco...observou Dalila. Caminhou até a direção do seu príncipe encantado e disse:
– Os negócios estão indo de mal a pior!
– Nossa, você é mais bonita do que eu pensei!! – respondeu ele, boquiaberto.
– Ei! Essa não é a resposta do código! – disse ela, franzindo a testa.
– Ops, desculpe. Ah, não se preocupe, tudo vai dar certo! – disse ele corrigindo – E agora, podemos nos conhecer?
A Filosofia anda criando uns nexos, ligando outros, bem na parte obscura da minha mente. Será que minha doença não passa de uma reação física a isso? Ou seria um aviso de que é um caminho superior inalcansável pro corpo? Sei lá, não estou buscando respostas por agora, mas sim perguntas. Inesgotáveis, puras, lógicas.
E eu tô com fome.
Adoeci. Não estou disposto pra nada, mó moleza, parece dengue. Dengo. Preguiça, diriam uns. O menor estímulo que recebi hoje foi o de anotar os pensamentos antes que eles sumissem. Mó moleza, parece dengue. Acho que não foi o mosquito que me picou, fui eu quem piquei ele.
Hrumm, revisão de lógica na facu. Revisar o conteúdo. Conteúdo: revisar. Lógica>revisar>conteúdo... lógica é muita atenção. Você sabe das coisas, só não presta atenção a elas! Afinal de contas quem vive nesse moderno mundo convive com a lógica todos os dias; e o melhor, com o que não é lógico também.
... Charles era um homem, franzino, de cabelos castanhos, branco...observou Dalila. Caminhou até a direção do seu príncipe encantado e disse:
– Os negócios estão indo de mal a pior!
– Nossa, você é mais bonita do que eu pensei!! – respondeu ele, boquiaberto.
– Ei! Essa não é a resposta do código! – disse ela, franzindo a testa.
– Ops, desculpe. Ah, não se preocupe, tudo vai dar certo! – disse ele corrigindo – E agora, podemos nos conhecer?
A Filosofia anda criando uns nexos, ligando outros, bem na parte obscura da minha mente. Será que minha doença não passa de uma reação física a isso? Ou seria um aviso de que é um caminho superior inalcansável pro corpo? Sei lá, não estou buscando respostas por agora, mas sim perguntas. Inesgotáveis, puras, lógicas.
E eu tô com fome.
terça-feira, 14 de março de 2006
Ex-citações III
Ouvindo: Spiders - S.O.A.D. Lendo: e-mails Escrevendo: Este post
Em meio a outras idéias, quando eu menos esperava, encontrei com minha amada no MSN. Sim, o infame MSN, que tanto está me provocando surpresas, revelações e podres joguinhos. Bom, mas não é sobre isso que quero falar. Quero falar sobre como me sinto quando falo com ela. Aliás, tudo o que eu escreva aqui não passará de um esboço do sentimento. Então desisto!
Eu tava necessitando receber uma massagem no ego esses dias. Tá cansativa a rotina diária, nessa paisagem acinzentada, nonsense, e pouco agradável. A principal força motriz do meu pensamento, estímulo inicial da minha vontade está dando sinais de fadiga. Desespera-se por pouco, diria um sábio amigo meu falecido.
Dalila pôde ver, entre as árvores, a silhueta de um homem de costas. Via que ele carregava algo nas mãos, uma faca. Pensou dezenas de coisas ruins, então mudou o percurso de sua corrida...
Como é que eu não pude esperar: as novidades de hoje são notícias requentadas de ontem, que são as mesmas de ontonti... rotina foda!!!!
Em meio a outras idéias, quando eu menos esperava, encontrei com minha amada no MSN. Sim, o infame MSN, que tanto está me provocando surpresas, revelações e podres joguinhos. Bom, mas não é sobre isso que quero falar. Quero falar sobre como me sinto quando falo com ela. Aliás, tudo o que eu escreva aqui não passará de um esboço do sentimento. Então desisto!
Is there ever any wonder why we look to the sky?
Search in vane?
Asking why?
All alone?
Where is God?
Looking down?
We don’t know?
HOLLOW LIFE - KORN
Search in vane?
Asking why?
All alone?
Where is God?
Looking down?
We don’t know?
HOLLOW LIFE - KORN
Eu tava necessitando receber uma massagem no ego esses dias. Tá cansativa a rotina diária, nessa paisagem acinzentada, nonsense, e pouco agradável. A principal força motriz do meu pensamento, estímulo inicial da minha vontade está dando sinais de fadiga. Desespera-se por pouco, diria um sábio amigo meu falecido.
Dalila pôde ver, entre as árvores, a silhueta de um homem de costas. Via que ele carregava algo nas mãos, uma faca. Pensou dezenas de coisas ruins, então mudou o percurso de sua corrida...
Como é que eu não pude esperar: as novidades de hoje são notícias requentadas de ontem, que são as mesmas de ontonti... rotina foda!!!!
sábado, 11 de março de 2006
Ex-citações II
Ouvindo: Away Doom - Massacration Lendo: sobre o poeta Falcão Escrevendo: anotações sobre um novo romance policial.
Assim como a comunicação de massa nada tem a ver com uma padaria, a desordem reinante é imperceptível aos olhos do desordeiro, respeitados os princípios, meios e fins.
Assim como a comunicação de massa nada tem a ver com uma padaria, a desordem reinante é imperceptível aos olhos do desordeiro, respeitados os princípios, meios e fins.
Palavra do Senhor (o poeta) Falcão
E há um vírus que tá me comendo (eu sei usar essa palavra!) por dentro. Uma coisa menos subjetiva, aliada a minha ineficácia com as palavras. Eu não tive coragem de falar pra ela... ainda é cedo pra resolver usurpar o trono do rei da vez (nossa, parece música, cheio de mensagens sublinares!!!). Fiquei quieto, mesmo com o convite de briga, uma justa, que a dita cuja carcará sanguinolenta me propôs. Eu, light, não quis brigar... Isolei meus pensamentos para não cair no rio pelo canto da Iara que me puxou pra distante, por algum tempo. Mas eu sei nadar...
– Charles, a Dalila pediu que você devolvesse tudo de volta, já que vocês terminaram...
– Ah! Eu já esperava por isso... já pus tudo numa caixa ali!
– Você não entendeu, ela não quer o que tá na caixa...
– Então o que aquele demônio quer mais? O meu carro, as roupas, o anel...?
– Não, o tudo dela é você!
Compliquei mais ainda a cabeça da minha namorada. Eu acho. Ela fica doidinha com a minha narrativa fragmentada da situação infeliz que me encontro. Talvez eu esteja abrindo muito o assunto pra discussão, coisa que não se faz prum ser como eu. Talvez eu esteja voltando às raízes, quando eu não tinha frutos. Talvez eu esteja continuando/a desistência.*
* citando uma linha dum verso meu.
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