sábado, 25 de março de 2006

Desabafo, não Opinião*

Realmente eu estou sem sorte. Ando muito nervoso, ansioso. As coisas não estão tomando um rumo certo. Tô uma pilha de nervos, descontroladamente emocional, imoral, rabugento. A insônia voltou, a falta de apetite, as dores nos ombros e no pé.

E o que seria meu porto seguro está deveras fora da minha atual rota. Tô sem paciência, minha mente tá fragmentizada, meus esforços estão se esvaindo em fracassos. Ou eu enxergo logo o lado bom disso tudo ou então volto pra minha ostra, que sempre foi aconchegante.

Para acabar de completar, raras são as pessoas que vão ler esse post e entender a significância dos meus lamentos. E mais raras ainda serão as que comentarão algo que eu já não saiba...

– Sukita, tia! – diz a menina.
– Porra de menina chata! Vai pedir da tua mãe, "amorzinho". – diz Dalila, empurrando a menina de volta para o cercadinho.

*Desabafo é para quem entende do ser, opinião é para quem não entende...* - e eu digo isso a todos meus leitores... :-[

quinta-feira, 23 de março de 2006

thus you make me

FUCK
FUCK THE SYSTEM
OR ALL I THINK ´BOUT ME
WILL MAKE ME GIVE UP LIVING!
OH SHIT, I´M DOIN´ THIS AGAIN...

FUCK
FUCK THE SYSTEM
FUCK
FUCK THE SYSTEM
FUCK THE SYSTEM
FUCK THE SYSTEM
FODA-SE O SISTEMA!

resolvi criar uns recortes... e gostei. Farei d novo!!!

Chuva

Ouvindo: Enigma Lendo: nada Escrevendo: rascunhos de carta.

Já tive vontade de fazer muita loucura nessa minha vida, mas ando superando qualquer vontade ultimamente. Acho que é o ambiente da faculdade que tá me deixando estranho. Ainda mais com as idéias que andam assombrando minha mente, meu sono. A escrita tá lenta, o raciocínio está lento, mas os dias estão voando... se não fossem minhas pausas pra reflexão, meus alongamentos, e algum cigarro, devo admitir, eu estaria rumando prum não-sei-aonde perigoso e/ou arriscado.

Sinto saudades dos 15, quando eu já nem era mais um bobão, mas também não era o que sou hoje. Apesar disso, eu curtia muito. Despreocupadamente, inadvertidamente louco, possesso de fúria, de alegria, de imaginação. Hummm, acho que estou velho. Aliás, diria como digo pra Flora: Hrummm! Acho que estou velho!

Ah, e que inveja da chuva! Caiu uma beeeem gostosa ontem. Eu pude curtir pouco, mas foi suficiente. Som de chuva me acalma. Um lobo sempre se compraz numa chuva como a de ontem...

quarta-feira, 22 de março de 2006

Dessas tardes

Ouvindo: Gangsta Paradise - Coolio Lendo: nada Escrevendo: rascunho de carta.

Dia maneiro! Hj não teve aula pq a professora tá doente, e ninguém (de nós) quis ir lá conferir oq tava rolando. Se o Célio foi pra substituir a Jatobá e taus... Mas o bom não foi esse fato. Ontem eu combinei com a Renata de passar na casa dela. Aí eu fui!

Passei uma tarde ótima, rindo bastante. Pude matar a saudade da Lidi. Quer dizer, matar mesmo não matei pq ela uma hora volta... baguncei bastante, impliquei com a Natinha, teve até leitura duns textos interessantes q ela separou pra mim (ai q orgulho!) sobre mulçumanos e as religiões do Oriente. Assistimos novela, falamos bem e mal dos outros, comentamos as notícias do jornal, sobre as cotas nas universidades, nossa, mt coisa... teve até guerra de travesseiro, onde a Lidi mostrou toda a sua técnica não-mais-secreta de arremesso de travesseiro na janela! Puxa, foi uma tarde maravilhosa...!!! Já quero repeteco!!!

Aí quando eu chego, o PC tá infectado por vírus! Passei o antivírus mas era alarme falso do meu irmão. Ele já havia resolvido o problema...

Ah, e hj não vai ter citação nenhuma... ;)

sexta-feira, 17 de março de 2006

Carpe Diem

Ouvindo: Adagio From "Moonlight Sonata" - Beethoven Lendo: Sobre esta música Escrevendo: nada além disto.

Dei-me uma chance: entreguei-me a um dia relax. Fui visitar minha tia Lourdes. Ri bastante, matei a saudade e já tenho planos para outro dia ir lá. Afinal de contas, eu amo meu tios e tias, primos e primas. Só andava esquecido do quanto.

Ao ouvir o barulho da chave na porta, Charles correu para a cozinha e desligou as luzes. Dalila entrou, mas não estava sozinha, nem sóbria. Ela estava com Nando, o encarregado do almoxerifado do escritório. Charles os viu de longe, e viu quando Nando deitou Dalila sobre o sofá e desejou-lhe um "boa noite" e saiu, fechando a porta.
Naquele momento Charles teve a certeza de que muita coisa deveria mudar. Ou acabar...

Tô puto de raiva. Toda carta que escrevo está saindo uma merda. Passei tanto tempo parado que nenhum rascunho está suficientemente legível, informativo e agradável de se ler e de se ver. Enquanto isso eu me esforço mais ainda para deixar os textos sobre Solar redondinhos, como eu gosto de ver. Mas esses textos, as cartas e os solarianos, devem começar a ter um "prazo de entrega". Conferi e descobri que tem texto aberto a mais de dois anos!!

Que vergonha prum autor...

quarta-feira, 15 de março de 2006

Marasmo

Ouvindo: nada Lendo: nada Escrevendo: anotações sobre Solar

Adoeci. Não estou disposto pra nada, mó moleza, parece dengue. Dengo. Preguiça, diriam uns. O menor estímulo que recebi hoje foi o de anotar os pensamentos antes que eles sumissem. Mó moleza, parece dengue. Acho que não foi o mosquito que me picou, fui eu quem piquei ele.

Hrumm, revisão de lógica na facu. Revisar o conteúdo. Conteúdo: revisar. Lógica>revisar>conteúdo... lógica é muita atenção. Você sabe das coisas, só não presta atenção a elas! Afinal de contas quem vive nesse moderno mundo convive com a lógica todos os dias; e o melhor, com o que não é lógico também.

... Charles era um homem, franzino, de cabelos castanhos, branco...observou Dalila. Caminhou até a direção do seu príncipe encantado e disse:
– Os negócios estão indo de mal a pior!
– Nossa, você é mais bonita do que eu pensei!! – respondeu ele, boquiaberto.
– Ei! Essa não é a resposta do código! – disse ela, franzindo a testa.
– Ops, desculpe. Ah, não se preocupe, tudo vai dar certo! – disse ele corrigindo – E agora, podemos nos conhecer?

A Filosofia anda criando uns nexos, ligando outros, bem na parte obscura da minha mente. Será que minha doença não passa de uma reação física a isso? Ou seria um aviso de que é um caminho superior inalcansável pro corpo? Sei lá, não estou buscando respostas por agora, mas sim perguntas. Inesgotáveis, puras, lógicas.

E eu tô com fome.

terça-feira, 14 de março de 2006

Ex-citações III

Ouvindo: Spiders - S.O.A.D. Lendo: e-mails Escrevendo: Este post

Em meio a outras idéias, quando eu menos esperava, encontrei com minha amada no MSN. Sim, o infame MSN, que tanto está me provocando surpresas, revelações e podres joguinhos. Bom, mas não é sobre isso que quero falar. Quero falar sobre como me sinto quando falo com ela. Aliás, tudo o que eu escreva aqui não passará de um esboço do sentimento. Então desisto!

Is there ever any wonder why we look to the sky?
Search in vane?
Asking why?
All alone?
Where is God?
Looking down?
We don’t know?
HOLLOW LIFE - KORN

Eu tava necessitando receber uma massagem no ego esses dias. Tá cansativa a rotina diária, nessa paisagem acinzentada, nonsense, e pouco agradável. A principal força motriz do meu pensamento, estímulo inicial da minha vontade está dando sinais de fadiga. Desespera-se por pouco, diria um sábio amigo meu falecido.

Dalila pôde ver, entre as árvores, a silhueta de um homem de costas. Via que ele carregava algo nas mãos, uma faca. Pensou dezenas de coisas ruins, então mudou o percurso de sua corrida...

Como é que eu não pude esperar: as novidades de hoje são notícias requentadas de ontem, que são as mesmas de ontonti... rotina foda!!!!

sábado, 11 de março de 2006

Ex-citações II

Ouvindo: Away Doom - Massacration Lendo: sobre o poeta Falcão Escrevendo: anotações sobre um novo romance policial.

Assim como a comunicação de massa nada tem a ver com uma padaria, a desordem reinante é imperceptível aos olhos do desordeiro, respeitados os princípios, meios e fins.
Palavra do Senhor (o poeta) Falcão

E há um vírus que tá me comendo (eu sei usar essa palavra!) por dentro. Uma coisa menos subjetiva, aliada a minha ineficácia com as palavras. Eu não tive coragem de falar pra ela... ainda é cedo pra resolver usurpar o trono do rei da vez (nossa, parece música, cheio de mensagens sublinares!!!). Fiquei quieto, mesmo com o convite de briga, uma justa, que a dita cuja carcará sanguinolenta me propôs. Eu, light, não quis brigar... Isolei meus pensamentos para não cair no rio pelo canto da Iara que me puxou pra distante, por algum tempo. Mas eu sei nadar...
– Charles, a Dalila pediu que você devolvesse tudo de volta, já que vocês terminaram...
– Ah! Eu já esperava por isso... já pus tudo numa caixa ali!
– Você não entendeu, ela não quer o que tá na caixa...
– Então o que aquele demônio quer mais? O meu carro, as roupas, o anel...?
– Não, o tudo dela é você!
Compliquei mais ainda a cabeça da minha namorada. Eu acho. Ela fica doidinha com a minha narrativa fragmentada da situação infeliz que me encontro. Talvez eu esteja abrindo muito o assunto pra discussão, coisa que não se faz prum ser como eu. Talvez eu esteja voltando às raízes, quando eu não tinha frutos. Talvez eu esteja continuando/a desistência.*
* citando uma linha dum verso meu.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Solar ataca!



Ouvindo: Bonny Portmore - Loreena McKennit Lendo: sobre Thiago de Melo Escrevendo: e-mails

Volto a trabalhar nos textos sobre Solar. Pude pensar bastante, criar com liberdade, sem influências externas. Até o material sobre SdA eu tow me negando a ler, para manter um contato mais íntimo com a minha criação. Os textos a partir do #101, do caderno velho, são muitos, e complicados de reunir, mas ainda hoje vou passá-los pra um storyboard dos que tenho abertos.

Quero começar a desenhar os mapas. Graças a Deus consegui baixar o Bryce e a imagem que está acima é fruto dele. No caso dela, essas são montanhas de Terneth do Sul, com os escarpados ao redor dO Rio, mas estou criando também a ilha de Dra Revo, ao norte de Ninfur e futuramente as passagens ao norte para Fradeh.

Tenha certeza de que é mulher aquela com quem você dorme, Charles! Ela bate feito homem!

Mudando de assunto: ontem eu quase me matei. De fome e cansaço. Fomos, eu, o Jr e o Wes prum banho que há muuuuito longe da conta. Muita aventura, numa estrada de barro, bem interior mesmo. Detalhe: todo mundo não tinha almoçado. Já estávamos vendo miragens. Na volta eu só pensava em comer miojo!... Não sei pq!

E tentarei, no outro post, publicar um poema meu...

sábado, 4 de março de 2006

Uma chance de recuperar-se.

Ouvindo: I Remember - Damien Rice Lendo: jornal Escrevendo: anotação #14 sobre Mantéteh

Aventurar-se na escrita fantástica tem suas surpresas. Você toma a realidade por completo, passa a avaliar todo o mecanismo que movimenta a vida, fica imbuido de dar significado a tudo ao seu redor. Síntese por palavra, é a escrita fantástica.

Apesar de muitos dias sem escrever uma só linha sobre Solar, venho coletando muitos pensamentos a respeito. Durante todo o meu dia, por diversas vezes sou feliz junto à minha imaginação, sendo agraciado com idéias novas e novas observações de antigas idéias. Tudo devidamente regado pelas minhas aventuras, de trás pra frente, e o cigarro, rss.

Veni, vidi, vinci.

Há muitos esforços para que eu passe bem por esse período nublado que se instalou em minha vida. Ontem foi bom, muita conversa. As gentes com quem eu ando são gentes que não se abatem com as minhas nuances entre o cinza e o negro. Mas há pessoas que, além disso, vêem em mim uma oportunidade de se mostrar úteis, carinhosas, compreensivas e solícitas. E começo a me acostumar com a idéia, considerando o novo, a descoberta.

Aí fico muito feliz...

sexta-feira, 3 de março de 2006

Ex-citações

As sombras repousaram, mas por hora. O próximo passo pode ser o da armadilha, o sentinela pode estar observando e você não vai se sentir mais capaz de atravessar o campo inimigo.
Diga-me qual seu problema, Charles? É o tic-tac do relógio que lhe pertuba as noites? O gotejar na pia do banheiro? Ou é pertubador, mais do que qualquer outra coisa, o chiado que ela faz quando respira?

E quando é que vou largar meu vício de escrever?

quinta-feira, 2 de março de 2006

Minúscula soma!

Ontem: Luau na Ponta Negra, regado de muita, mas muita conversa e mistérios.
"...fui aos poucos me despregando,
relaxando as mãos, fugindo dali.
Eu não me via sozinho, mas,
por anos,
eu não pude contar com vocês,
então aprendi a sobreviver!
Mas, diabos,
eu cuidava de vocês,
mas quem cuidava de mim?..."
Hoje: Marasmo e cansaço. Cansaço e fome. Fome e saudade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006


Ouvindo: O Fortuna - Carmina Burana Lendo: Os blogs dos amigos Escrevendo: anotações sobre compulsão, sobre paixão.

Decerto muita coisa que acontece nesse mundo está relacionado com as relações sociais. As trocas, as idéias já não são discutidas visando um bem comum. Mata-se para viver, vive-se para matar. Competimos com todos, sempre sofrendo pressão de idéias partidas do pressuposto de que o mais fraco será extinto, a lei do mais forte. Aí nos dopamos com elixires da juventude, com drogas que nos trazem prazeres momentâneos, com visões e idéias vendidas pelas mesmas modernas pessoas que nos viciam.

Agora temos uma pré-guerra civil no Iraque. Como se não bastasse a carnificina que nos acostumamos a ver, partida dos países colonialistas como os EUA, agora vemos a carnificina partida dos diferentes sectos religiosos daquele país. É lamentável.

É muito mais complexo do que eu possa imaginar. Por isso meus comentários serão comedidos.

Mas vejam: uma guerra civil é um ÓTIMA oportunidade dos países colonialistas de infiltrarem mais ainda suas raízes naquele país. Todos saem perdendo, e ainda perdem a autonomia política. É uma ÓTIMA oportunidade pois dará aos colonialistas o discurso oportunista de que há uma inabilidade daquele povo com o trato com a paz. Oportunidade de dizer que a culpa é de Allah, que é o Deus que não quer lhes compreender, que não quer compreender a importância de suas "missões de paz". Oportunidade de sorriso largo para os exportadores de armas, do mercado negro que trafica a morte, e dos fabricantes também. E oportunidade também para países pretensiosamente moralistas, os falsos moralistas e os moralistas de aparecerem na mídia como ajudantes, socorristas, prestadores de favores, como feudos. E a imprensa manipulável, fonte duvidosa e silenciada.

É morbido assistirmos a uma guerra entre irmãos. Não nego um certo prazer de saber que os homens-bomba se fazem ouvidos. Uma explosão que diz assim: eu sou corajoso suficiente pra morrer pelo meu Deus! Mas, além dessa fala, veladamente após a explosão, ouve-se outra fala que diz assim: Esse é SOMENTE um recado de nós, líderes religiosos extremistas, de que se vocês não adoram nosso Deus, morrerão como esse homem-bomba!

Imagino que o ocidente é surdo, não como um todo, pois há a questão do insurgente Chávez no poder, a questão da Colômbia e as Farc, o Haiti, para não citar as centenas de guerras de vizinhos que vemos na Europa por séculos. Aliás, talvez não surdo, mas ensurdecido pelo primeiro grito da explosão OU pelo segundo grito.

Há uma despreocupação humanitária. Antes de qualquer escolha pessoal, aquele homem é um ser humano. E conheço cachorros muito mais bem tratados que os infelizes. Não nos reservamos sequer um tempo para pensarmos nas idéias pregadas por eles. Aí alguém me diz: e por causa de quê eu vou ouvi-los? E digo que há sim palavra nas causas desesperadas e mal interpretadas, nas duas pontas, dos homens daquele país. Com certeza não é uma guerra "restauradora da paz", mas ainda assim o que os colonialistas oferecem é o mesmo, a guerra pela guerra. O continuísmo do velho. Por isso penso que seria mesmo melhor destruir, durante essa guerras, todos os templos e museus de ofertas antiquíssimas; enterramos o passado, para vivermos o futuro mais intensamente. Ou seja, vivermos mais intensamente as guerras diárias, seguindo as leis deturpadas, mantendo a insanidade de imagens como a que está no topo deste post.

Seria melhor imaginar que o futuro não nos reserva coisas piores...

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Intolerância!

Ouvindo: S.O.A.D. Lendo: vcs não gostariam de saber... Escrevendo: rascunhos diversos.

Tenho acompanhado, enlameado pela minha fé abatida a anos, duas polêmicas dessas infelizes guerras travadas lá no Oriente Médio. Uma, a primeira, é a das "charges" que fizeram do profeta Maomé. Aí eu penso assim sobre ela:

O precioso Cristo, maníaco da fé, feito esses pregadores clérigos novos-cruzados, vive sendo alvo de comparações. Você sofre, compara-se a Cristo na cruz; você chora e sente-se traído, diz-se então no Monte das Oliveiras, dentre outras. Ele, dito uma alma boa, cercou-se de homens de fé, feito ele. Sim, "ele" sem o E maiúsculo. Um ele homem, não um Ele divino. Pois bem, ele viveu tão próximo de outros homens, incorruptível. Dele temos relatos, na Bíblia, talvez um dia um livro inquestionavelmente Sagrado, dado o número de versões agradáveis aos diversos sectários cristãos existentes.

Pois é, Cristo já defendeu e defende até hoje inúmeras guerras no mundo. Ele fomenta a morte de centenas de inocentes por dia. Ele, sempre muito humilde nas histórias bíblicas, hoje deve ter uma conta bancária trilhonária em algum paraíso fiscal, mandando de lá remessas desse dinheiro pra financiar bombas e armas de destruição comuns e em massa. Esse Cristo cantado por muitos hoje tem uma única notícia, todos os dias: a que o FIM está próximo!

Mas de que Cristo estou falando? É o Cristo da Bíblia ou o Cristo belicista, anunciador da morte dos dias de hoje? É sobre o Filho de Deus, ou filho da ciência, da ignorância, da intolerância e do ateísmo radical? Que Cristo é esse? Talvez não saibamos distinguir, pois a poeira das guerras, centenas delas, nos nublam os olhos e a luz do sol.

Imagine então que, ainda que sem sabermos distinguir isso tudo, ignorantes que somos, nos damos ao luxo de profanar, bestialmente, a fé do outro. Imagine que desenharam um Cristo de arma na mão, como inúmeras vezes homens empunharam no nome dele, e publicaram num jornal? Imagine que você não sabe separar de que Cristo está sendo descrito ali, naquele desenho. Essa é a visão que temos da situação. Não sabemos se apoiamos a crítica de que Maomé, o dos extremistas, é fomentador de guerras, ou se repudiamos dizer isso do profeta. Estamos perdidos, vítimas dum deus-de-faz-de-conta, enganados, embora nos achando sempre com a razão! Pois, como Ele disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida!

Culpemos quem então pelas mortes e manifestações por causa dessa charge? A intolerância, essa mesma com que executamos até outros cristãos? A falta de tato artístico dos mulçumanos? A orgia que a imprensa promove com a dor dos outros? O Bush? O Bin Laden? Talvez tudo isso. Mas acho que temos que culpar é o fato de cristão/judeu não ser educado pra ler o Alcorão tanto quanto a Bíblia e o Torá, e vice-versa. Respeitaríamos os dogmas de cada um. Seríamos até mais serenos, já que não vivemos mais no tempo em que o próprio tempo passava mais lentamente. Não sabemos NADA dos mulçumanos para criticá-los. Putz, e o pior é que sabemos MENOS AINDA sobre Cristo para defendê-lo!!

E penso que muito mulçumano também não!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Angústia

Só para citar o meus dias:

PORRA!

"...eu cuido das pessoas, mas quem cuida de mim? "

talvez a Sarnenta do Lost...!!! Ou a Angelina Jolie!!! Sei lá...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006


Ouvindo: nada Lendo: sobre empirismo Escrevendo: nada além disto

Acostumei-me a desorganizar para parecer estar reestruturando tudo o que tenho. Já que a noção do sentimento é, para mim, mais concreto que abstrato; sem jogos sérios, ou como aquele compromisso inadiável, estou parecendo desorganizado. Tô desorganizando tudo que consegui edificar de dois anos pra cá. Sinto que devo me desapegar dos "louros", das vitórias. Sinto que devo voltar a cantar as perdas, o sonambulismo, a melancolia e, principalmente, a Lua da Noite.

Ontem, e somente ontem, eu me reconheci no espelho. Barbado e mal nutrido. Esse é o rosto com quem eu convivi durante anos. As marcas, o olhar, a expressão abatida. Deixei muita má impressão em muita gente, o que me diverte muito hoje. Até bem pouco tempo atrás ainda me davam de ombros, quando eu saía da minha "cova", e procurava o regozijo nas enigmáticas noites de bebedeira, ou nos poemas incertos (e meus poemas serão sempre incertos), ou outrora nas visitas aos parentes, que os amo tanto.

E me encontro numa angústia fatal. Numa ladeira encurvada. Sem breque!

Ainda que tão caótico à seus olhos, leitor, eu encontrei paz nas palavras duma amiga. Ela me disse, decerto acertadamente dentro do tom, muitas coisas que me alegraram. E como! Fiquei lisojeado, e a disse que dormiria bem. E dormiria, se não fosse tudo o que eu deixei pra desorganizar para mais tarde me pedindo "socorro, urgência, estou muito à regra, estou desesperadamente perfeita, venha me desmontar, desmorone-me!". Ao quanto estou preocupado com relação a esse pedido de socorro, nem ligo!

Quero mesmo é dormir!...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Ouvindo: Roots Bloody Roots - Sepultura Lendo: e-mails Escrevendo: algo sobre incerteza

Já ouvi muita gente falar sobre ser correto, sobre "loucura". Na verdade é uma gente pouco confiável pra falar sobre isso. Gente que não dá um passo sem consultar a Bíblia, o psicanalista, o papai, a mamãe. Gente que nunca experimentou estar do outro lado do comum, ser o inverso da sensatez. Eu não ando com saco pra aturar gente assim...

Comecei a me preparar pro Carnaval. A única festa q vou, deliberadamente, é o Bloco das Piranhas. Já dei uma corrida hj com o Ricardo e o Ícaro, pra esticar as pernas. Amanhã tem bicicleta. Quero tirar a ferrugem. Ainda mais com tantos acidentes acontecendo... tenho que recuperar os movimentos, rss...

Ha, eis muitos motivos pra que eu não continue a namorar palm tops da HP. Botei na cabeça que é melhor comprar um notebook, de preferência não da HP, e é mais prático andar com um desses qnd se está numa universidade. Ainda não tenho dinheiro, mas pelo menos não vou gastar meu tempo em vitrine... rss

Saudosismo: sabe qnd vc tem vontade de passar por coisas que outrora vc não queria passar? Pois é... vcs não sabem né? Isso é loucura da minha cabeça né? Tow paranóico... but, eu tow com saudade duma ressaca dakelas... dakelas ressacas q fazem vc ver q vale a pena encher a cara pra skecer dum monte d coisa, mas q vc acaba é tentando ressucitar as q skeceu! Tow melancólico, e a loura sempre foi um tesão nesses períodos inférteis da mente.

E meus guris?!?!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Ouvindo: Construção - Chico Buarque Lendo: e-mails Escrevendo: Poesia depressiva.

Nadando contra a maré. Eu me enchi de inveja da chuva, pertubadora e plena. Queria chover lá pra Ourinhos...
Hoje eu saí com o Ricardo, grande amigo meu. Já fazia algum tempo que eu não conversava com ele sobre... sobre... sobre a vida... dia normal, chuva no centro da cidade, nós "poucas palavras ", histórias, livrarias, tomei um guaraná e até topei (QUE MARAVILHA) com a minha MADRINHA!!!

Sonhei com cerveja dessa vez. Depois de ganhar na loto, sonhei q tava com umas três freezers até o bico de cerva, da loura, claro. A Oficial, aquela que desce redondo, obviamente. Eu bebia até o pé inchar, e vinham meus amigos pra "ajudar" a beber o resto. Aí chegava um guarda(!) e prendia o pessô todinho por abuso do álcool(!), por fazer movimentos obscenos para a câmera(!) e por porte ilegal de arma de fogo(!). Eu acho que eu tava bebendo com o pessoal errado! Sonho louco! Acho q tenho q tomar umas doses....

Contos solarianos: evitei um trocadilho dia desses. Glimmesterlen, Glim+master(of)+Len é o significado do nome do persô, dos poucos de origem inglesa. Sagoz criei com a idéia de sagacidade, de um homem forte e de pensamento lupino. Leturgis vem de leturgia, algo relacionado com ritos sagrados, divinos. Esses dois últimos nomes vieram, obviamente, de origem do português. Terfus, espelho íntimo, na língua veniarin, e Gox, pia (onde se lavam as mãos dos sacerdotes), na língua estéulica. Ambas as línguas veniarim e estéulico são fantasiosas. Ora bolas, eu escrevo fantasia...

Quem quiser saber mais, me comente os posts...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006


Ouvindo: Adagio from "Moonlight Sonata" - Beethoven Lendo: os recados do orkut (tem um da minha namô!) Escrevendo: anotações sobre dor.

Aiya!

Ultimamente tenho sido acometido de muitas coisas. Dores, saudades, invejas, mas também de alegrias, surpresas, idéias e algum dinheiro. Há a vontade do homem de se ver liberto de tudo, mas isso eu já não alço tanto. Veja-me onde eu me encontro agora, profundamente enraizado numa casa que não é minha, escrevendo num computador que não é meu, sentindo a brisa, sentado numa cadeira, de trás pra frente, nada aqui é meu. E eu precisava que alguém me dissesse O QUE é meu!

Procurei então uma resposta: fui caminhar sozinho, porque junto dói esperar...

De fato não há, realmente, alguém que me faça esse favor. Sequer alguém que me encrave um punhal, ou que me ferva o sangue nas veias. Não há esse alguém e, até sob efeito da mardita, eu acho, eu não encontro equivalentes. Mas quem não se sente sozinho às vezes. Às vezes que o sono não vem, às vezes que você cai, às vezes que você erra, às vezes que você fala sozinho, às vezes que o ônibus te leva e não sabes o porquê, às vezes que você canta, esperando ser para alguém. Inda mais com minha maravilhosa voz!

Mas é fato que eu não procuro mais tais substantivos. Quero mesmo é adjetivos. Algum dia vou precisar muito deles. Até que "as pessoas grandes" possam me entender.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Ouvindo: Sweet Dreams - MM Lendo: sobre Tengwar Escrevendo: parte #97 dos contos solarianos (eu acho).

Embora não muito disposto a escrever, o faço pela plena necessidade de fazê-lo. Assim está sendo com a grande maioria dos resquícios dos contos solarianos que estou organizando. Eu mesmo não me encontro nessa pequena bagunça, mas estou até dando conta do recado.

Prefiro saber de tudo, onde e o por quê, que nadar sem objetivo.

Achei uns intervalos preciosos para o entendimento de alguns períodos. Alguns estão tão corretos que aparentam ser modelo para outros. Acho que datam de 2001. Posso, assim, aproveitar a narrativa e as datas para criar sobre Mantéteh, ou dar algumas explicações mais elaboradas sobre o norte de Ninfur, e as Samah Tôla. Eu vi umas anotações, e me lembrei de outras, sobre A Guerra, algo que falava de que os calendários (não me perguntem quais, até pq não saberão sobre o que estou falando) eram orientados datando esse evento como o início da civilização "moderna". Se isso for válido, como poderei descrever os papiros tão estudados pela escola de Glimm? Vou ter que alterar novamente, mas ainda estou me esforçando para compreender o que se passava na minha mente àquela época tão fértil, quando criei a pasta da própria era da Guerra.

Bom, mas antes que isso se torne um relatório, digo que cada vez mais estou sem paciência para catalogar... Solari está me dando algum trabalho que deveria estar sendo somente meu passatempo, um aquecimento prás leituras da facu.

E falando em facu, hj tem Francês, e falando em Francês, tenho que criar mais sobre o léurico. Ahhh meu Deus! Tô ficando doido!!!

Que merda: meu nariz tah sangrando de novo!