Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu
Diga que o meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi minha um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada
Pelo beijo seu
Ah, uma letra realmente poética. Os velhos poetas nunca morrem... e essa letra não tem um só endereço, tem vários... hehehe...
Cheers!
sábado, 17 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Contatos remotos
Eu estava em mena, e você distante. Usávamos os nossos chakras para sentir o nosso pequeno universo. Concentrávamos realmente muita energia, aproximando as nossas auras minuto a minuto. Então foi assim que aconteceu.
Eu senti teu pulso. Vibrante. O pulso forte, e estavas em nora, como a maioria das mulheres. Os elementos nos saudaram enquanto nos tocávamos por seguidos segundos, daí eu tive a noção exata de tudo aquilo que não se sabe com os carnais sentidos. Percebi tuas feridas, senti teus medos, teus anseios, e compartilhei contigo todos os meus. Realmente as vibrações nora se dão muito bem com as vibrações mena, e em todo o tempo em que eu estive em contato com você eu pude senti-la de uma forma incrível, e quase indescritível. Precisamos fazer isso novamente. Talvez na sexta...
E da próxima vê se limpa a estante do teu quarto. E troca a água do aquário...
Cheers!
Eu senti teu pulso. Vibrante. O pulso forte, e estavas em nora, como a maioria das mulheres. Os elementos nos saudaram enquanto nos tocávamos por seguidos segundos, daí eu tive a noção exata de tudo aquilo que não se sabe com os carnais sentidos. Percebi tuas feridas, senti teus medos, teus anseios, e compartilhei contigo todos os meus. Realmente as vibrações nora se dão muito bem com as vibrações mena, e em todo o tempo em que eu estive em contato com você eu pude senti-la de uma forma incrível, e quase indescritível. Precisamos fazer isso novamente. Talvez na sexta...
E da próxima vê se limpa a estante do teu quarto. E troca a água do aquário...
Cheers!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Primaveresco
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
Delírio mortal, abrangente. A hipotética sanidade que só inspira desconforto, os caminhos mais negros, ladeados de todo torpe desejo. Futilidade infantil...
terça-feira, 13 de maio de 2008
Escolha!
Primeiro eu estava com pressa. Depois eu já estava enrolando. Daí fui chamado de apressado mais uma vez. Evolui pra queridinho, daí tudo bem. Logo logo eu era super bem vindo, tinha até cópia da chave da porta da frente (frase dúbia), chave que aliás eu AINDA tenho. Em algum tempo a rotina se tornou uma constante, e nem deixa de ser, quando se permite algo como "eu coço suas costas se coçares as minhas". Nos tornamos, em instantes, amantes ferozes e sedentos da presença um do outro. E eu já àquela altura pensava: estou perigosamente me arriscando.
Então começou. Um dia em que eu não pudia estar sozinho, em que simplesmente eu gostaria de tê-la para meus afagos, ela só quis ficar longe. E isso não significa problema, desde que ela esteja bem. Então eu entendi. Eu sempre entendo.
Ela não se conteve. Não houve como evitar. Tudo o que dizíamos era o motivo necessário para briga. Eu até tentei barganhar com meus sorrateiros desdizeres, tentei envolvê-la em minhas armadilhas de palavras, remover hipnoticamente aquela vontade tamanha de confronto, mas já era tarde. Foram ditas verdades demais num mesmo dia. E fomos para casa cedo, com as expectativas de um "nunca mais" tão sonoro que ecoaria dias e dias e por semanas.
Começou assim. Mas o começo é muito relativo. Não sei se foi na viagem da Julie, ou na minha lábia, ou na sua, ou no dia em que fomos ao aeroporto, não sei. Há vários começos. E há vários finais. Muitos finais que eu estou dando a você.
Escolha um!
Cheers!
Então começou. Um dia em que eu não pudia estar sozinho, em que simplesmente eu gostaria de tê-la para meus afagos, ela só quis ficar longe. E isso não significa problema, desde que ela esteja bem. Então eu entendi. Eu sempre entendo.
Ela não se conteve. Não houve como evitar. Tudo o que dizíamos era o motivo necessário para briga. Eu até tentei barganhar com meus sorrateiros desdizeres, tentei envolvê-la em minhas armadilhas de palavras, remover hipnoticamente aquela vontade tamanha de confronto, mas já era tarde. Foram ditas verdades demais num mesmo dia. E fomos para casa cedo, com as expectativas de um "nunca mais" tão sonoro que ecoaria dias e dias e por semanas.
Começou assim. Mas o começo é muito relativo. Não sei se foi na viagem da Julie, ou na minha lábia, ou na sua, ou no dia em que fomos ao aeroporto, não sei. Há vários começos. E há vários finais. Muitos finais que eu estou dando a você.
Escolha um!
Cheers!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
39°
Todo e qualquer passo dado no sentido do entendimento está sendo muito mais difícil do que uma caminhada em prol da intolerância. Sim, eu estou decepcionado, e um pouco cansado. Levantei-me da cama, febril, contrariando e fugindo da vontade dos meus pais para escrever isso, com o sentimento de dever a ser cumprido.
Eu me orgulho muito de corromper cada sentimento meu com meus devaneios. Eu me orgulho de PODER ser DIFERENTE das pessoas. Me orgulho de ser o que eu desejo, apesar disso trazer consequências dolorosas e embaraçosas. Me orgulho muito de poder contar com meus AMIGOS, à diferença que cada um faz com suas palavras. E, verdadeiramente, me orgulho muito de poder falar de meus sentimentos de forma aberta, sem vergonha do que sinto.
É claro que eu sou um estúpido insensível. Eu possuo todas as características de um ser assim. Se eu não fosse, seria muito mais fictício do que real. O mundo está cheio de gente assim, compartilhando esses adjetivos.
Fabiane, quando você evoluir pro meu patamar, a gente volta a conversar. O seu trauma de relações anteriores é superior aos meus esforços muitos. Os meus medos adquiridos em relações anteriores são superiores aos seus ataques de ciúmes. Não sou indefectível, nem você. Mas tenha a dignidade de dar seus tiros na MINHA DIREÇÃO. A Flora quer ajudar, ao contrário do que você jamais entenda.
Cheers!
Eu me orgulho muito de corromper cada sentimento meu com meus devaneios. Eu me orgulho de PODER ser DIFERENTE das pessoas. Me orgulho de ser o que eu desejo, apesar disso trazer consequências dolorosas e embaraçosas. Me orgulho muito de poder contar com meus AMIGOS, à diferença que cada um faz com suas palavras. E, verdadeiramente, me orgulho muito de poder falar de meus sentimentos de forma aberta, sem vergonha do que sinto.
É claro que eu sou um estúpido insensível. Eu possuo todas as características de um ser assim. Se eu não fosse, seria muito mais fictício do que real. O mundo está cheio de gente assim, compartilhando esses adjetivos.
Fabiane, quando você evoluir pro meu patamar, a gente volta a conversar. O seu trauma de relações anteriores é superior aos meus esforços muitos. Os meus medos adquiridos em relações anteriores são superiores aos seus ataques de ciúmes. Não sou indefectível, nem você. Mas tenha a dignidade de dar seus tiros na MINHA DIREÇÃO. A Flora quer ajudar, ao contrário do que você jamais entenda.
Cheers!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
O deserto do ermitão
Quebrado o silêncio, a percepção do deserto é inevitável. Os passos que foram dados foram cobertos pela tempestade de areia, e voltar é impossível. Agora só há o caminho da incerteza, absurda opção daquele que se encontra perdido em dunas e dunas de solidão. A terra é o leito, o vento é o afago e o sono é profundo.
Voltarei a dizer a mim mesmo, em alusão às minhas diversas analogias, "o sol está lá fora". Porquanto eu preferiria o silêncio, mas zumbem dentro de mim as tais palavras desorganizadas... você me pregou peças, e revirou coisas antes quietas. Agora me isolas de ti. E poderias pelo menos ter deixado na porta da geladeira um pequeno recado, ou, devolvidas as flores, ter sido menos emocional. Daí eu me pergunto quantos anos mais... talvez nem eu, nem você estejamos prontos pra responder...
Há dúvidas mais cruéis, Flora. Eu não estou pedindo a ela piedade. Gostaria mesmo de passar por isso como costumeiramente já fiz noutras vezes. E faço novamente. Não estou pedindo a ela outra chance. Eu já conheço o fim disso, só gostaria de poder reportar ao final de tudo o maior erro que cometi...
...ter começado tudo isso!
Cheers!
Voltarei a dizer a mim mesmo, em alusão às minhas diversas analogias, "o sol está lá fora". Porquanto eu preferiria o silêncio, mas zumbem dentro de mim as tais palavras desorganizadas... você me pregou peças, e revirou coisas antes quietas. Agora me isolas de ti. E poderias pelo menos ter deixado na porta da geladeira um pequeno recado, ou, devolvidas as flores, ter sido menos emocional. Daí eu me pergunto quantos anos mais... talvez nem eu, nem você estejamos prontos pra responder...
Há dúvidas mais cruéis, Flora. Eu não estou pedindo a ela piedade. Gostaria mesmo de passar por isso como costumeiramente já fiz noutras vezes. E faço novamente. Não estou pedindo a ela outra chance. Eu já conheço o fim disso, só gostaria de poder reportar ao final de tudo o maior erro que cometi...
...ter começado tudo isso!
Cheers!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Arthur e a folha em branco
Gostaria de conhecer cada significado de teus sinais, mas é tão pouca a minha disposição para tal. Estou perdendo tempo na tentativa. Afinal de contas, castigastes teu único breve fluido de vida, e como se deixasses de respirar eu percebi que estavas tentando se matar.
Posso não concordar com isso?
Cheers!
Posso não concordar com isso?
Cheers!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Poções e magias
Quando eu olho pra uma folha em branco eu visualizo centenas de coisas diferentes. Imagens em preto e branco, ou hipersaturadas de cor.
A verdade é que as imagens não mostram mais somente aquilo que é possível, mas um passado ardil, que está dominando meu tempo e minha disposição... figuras incríveis, e de algum modo insuportáveis, como um medo interior, ou como se fossem, todas juntas, o meu daemon ressucitando coisas afins. E até aí eu não posso dizer que estou preocupado. Voltarei-me, então, a trabalhar na pesquisa de Solari e da sua criação...
Ah, e até encontrei algo interessante...
No rascunho #42, algo desorganizado, eu encontrei os primeiros trabalhos sobre a linguística de Solari. O ano já era 1999, o que me diz que aquele foi o ano onde eu procurei dar mais viço ao que já tinha criado. E de fato esse ano foi o que eu mais produzi, o ano em que eu comecei a consultar os livros diversos que deram vida à Solari, ou o que ela é hoje.
Esse rascunho fala de uma língua dos Anões, e que deveria ser primária pelo que li. A língua provinha dos sons natureza, então não dá muita noção do que eu queria. Mas a expectativa era muito grande com o que eu ia criar logo após, porque no rascunho #43 e um pouco do #44 eu continuei a fazer uma idéia do que essa língua significava. E como eu sempre faço a história antes de definir outras coisas, fica difícil apelar à memória... a língua sequer tinha um nome, mas o mais próximo de um nome que eu pude avaliar foi o nBréulico...
Cheers!
A verdade é que as imagens não mostram mais somente aquilo que é possível, mas um passado ardil, que está dominando meu tempo e minha disposição... figuras incríveis, e de algum modo insuportáveis, como um medo interior, ou como se fossem, todas juntas, o meu daemon ressucitando coisas afins. E até aí eu não posso dizer que estou preocupado. Voltarei-me, então, a trabalhar na pesquisa de Solari e da sua criação...
Ah, e até encontrei algo interessante...
No rascunho #42, algo desorganizado, eu encontrei os primeiros trabalhos sobre a linguística de Solari. O ano já era 1999, o que me diz que aquele foi o ano onde eu procurei dar mais viço ao que já tinha criado. E de fato esse ano foi o que eu mais produzi, o ano em que eu comecei a consultar os livros diversos que deram vida à Solari, ou o que ela é hoje.
Esse rascunho fala de uma língua dos Anões, e que deveria ser primária pelo que li. A língua provinha dos sons natureza, então não dá muita noção do que eu queria. Mas a expectativa era muito grande com o que eu ia criar logo após, porque no rascunho #43 e um pouco do #44 eu continuei a fazer uma idéia do que essa língua significava. E como eu sempre faço a história antes de definir outras coisas, fica difícil apelar à memória... a língua sequer tinha um nome, mas o mais próximo de um nome que eu pude avaliar foi o nBréulico...
Cheers!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Falho!
Eu havia sido o maior dentre os maiores, e mais ainda do que suspeitava, e infinitamente além do que esperava de mim mesmo. Tentei o meu melhor, e novamente, e outra vez. Mas é falho...
Cada vez que o mundo se posiciona a favor, e os astros estão resplandescentes, uma conjuntura de expectativa, enganos, verdades e mentiras me arruinam por completo, e a vontade de se fazer dois é a cada dia mais pesada e entristecedora. Eu faria tudo pra saber os enigmas por trás de toda essa conjuntura, se isso não fosse confuso e, de certa forma, carregado de simbolismos que eu já a anos abandonei. Eu sempre tento novamente. Mas é falho...
A inspiração pra dias melhores, pras canções, e pruns rompantes de romantismo. Abandonado, eu assisti o assassínio dalgo que poderia ter sido, mas que nem chegou a ser... e fruto do abandono o meu egoísmo volta a ser, pois estava esquecido. Mesmo assim eu tenho idéias de voltar a procurar a felicidade. Mas é falho...
E voltarei a me lamentar de uma porção de coisas... e quando achar que tenho esperanças, serei abandonado novamente...
Cheers!
Cada vez que o mundo se posiciona a favor, e os astros estão resplandescentes, uma conjuntura de expectativa, enganos, verdades e mentiras me arruinam por completo, e a vontade de se fazer dois é a cada dia mais pesada e entristecedora. Eu faria tudo pra saber os enigmas por trás de toda essa conjuntura, se isso não fosse confuso e, de certa forma, carregado de simbolismos que eu já a anos abandonei. Eu sempre tento novamente. Mas é falho...
A inspiração pra dias melhores, pras canções, e pruns rompantes de romantismo. Abandonado, eu assisti o assassínio dalgo que poderia ter sido, mas que nem chegou a ser... e fruto do abandono o meu egoísmo volta a ser, pois estava esquecido. Mesmo assim eu tenho idéias de voltar a procurar a felicidade. Mas é falho...
E voltarei a me lamentar de uma porção de coisas... e quando achar que tenho esperanças, serei abandonado novamente...
Cheers!
sexta-feira, 2 de maio de 2008
O conselheiro de Bangd
Lutamos em vão por um punhado de respostas, e nos demos por satisfeitos por um ramalhete de flores compradas num laboratório de felicidade, e nos exaltamos pela rotinas do seu computador falho, e mesmo assim nos demos ao luxo de sorrirmos dos nossos próprios defeitos. Sim, afinal o infernos são os outros. Não perderemos o tom de nossas vozes por mais um segundo de incerteza, ou pelo menos pelos antigos motivos.
Não buscamos nossos corpos, eles se atraem naturalmente. Agora eu percebo que é perigoso te olhar nos olhos. Perco o total controle que minto dizer que tenho. Esqueces o quanto estás brava quando retribui o afago. Nos esquecemos das brigas, somos somente os amantes. E ocasionalmente somos os apaixonados. E mesmo por isso somos, e permanecemos sendo, uns conectados...
Minhas analogias, sua discrição, minhas excentricidades, seus mimos, as minhas frases, seus sussurros. Parte da soma, e parte da multiplicação. Queres mesmo que eu seja direto, que eu perca todo o meu lirismo? Por que andas tão antagônica? E quantos verbos de minha verborragia antipática você ainda vai querer ouvir?
Desse jeito eu me canso. Dessa forma eu te cansarei com o que tenho a dizer. Afinal de contas, ninguém nunca se mostrou tão paciente comigo, e suas dúvidas também já me cansaram. Onze dias eram o princípio, onze semanas é que se passaram...
Vá, dê o segundo passo, minha filhinha...
Cheers!
Não buscamos nossos corpos, eles se atraem naturalmente. Agora eu percebo que é perigoso te olhar nos olhos. Perco o total controle que minto dizer que tenho. Esqueces o quanto estás brava quando retribui o afago. Nos esquecemos das brigas, somos somente os amantes. E ocasionalmente somos os apaixonados. E mesmo por isso somos, e permanecemos sendo, uns conectados...
Minhas analogias, sua discrição, minhas excentricidades, seus mimos, as minhas frases, seus sussurros. Parte da soma, e parte da multiplicação. Queres mesmo que eu seja direto, que eu perca todo o meu lirismo? Por que andas tão antagônica? E quantos verbos de minha verborragia antipática você ainda vai querer ouvir?
Desse jeito eu me canso. Dessa forma eu te cansarei com o que tenho a dizer. Afinal de contas, ninguém nunca se mostrou tão paciente comigo, e suas dúvidas também já me cansaram. Onze dias eram o princípio, onze semanas é que se passaram...
Vá, dê o segundo passo, minha filhinha...
Cheers!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A impressão pós traumática
O primeiro passo para a ruína desse velho escriba que vos escreve é a imaginação fulgaz e a determinação em transformar a usina de idéias que me habita a mente em tantos e tantos textos absurdos e nem um pouco usuais. Me dá um prazer muito grande saber, e isso não é frutífero, que ninguém compreende o que eu escrevo. Estou sempre me aperfeiçoando, a cada dia mais próximo de uma narrativa caótica perfeita. Ou o que seja...
Feitas as primeiras bizarras considerações...
Amor meu,
embora sejamos tão próximos e felizes, ainda assim existirá um divã entre nós que não nos permitirá vivermos nosso amor em sua totalidade. Somos quem queremos acrediar ser, e mesmo por isso nós nos assumimos como "felizes" espectadores, pois até os problemas mais banais nos afetam. Não adianta sermos diferentes, somos diferentes demais. Existe uma ética entre nós que nos distancia, e é justamente a pior das hipóteses aquela hora em que resolvemos discutir a relação. Eu sou aquele que nunca acredita e você é aquela que desacredita nas mudanças com facilidade.
Eu sei que é difícil pra mim, eu sei que você percebe isso. Sabes que eu também sofro, embora em silêncio. Até por isso eu não possa dizer "nunca mais", e você, "tanto faz". Nunca poderemos ter os três filhos que somam minha vontade à tua. Nunca poderemos saber como é acordar ao acorde dos primeiros sóis de nosso casamento. Nunca seremos os totais arrogantes que se tornam os casais de décadas de união. E, aliás, nunca estaremos unidos por um pacto...
Ao mesmo tempo que perdemos muito, pouco sobra para contar ou compor uma história. Amanhã não lembrarei mais de você, e chorarás por mim dias sem que eu sequer saiba. Em duas semanas meu coração será de outra, e o seu estará como esteve quando estive contigo, fechado e insensível...
Portanto, amor meu, não perca tempo. Vamos recomeçar?
Cheers!
Feitas as primeiras bizarras considerações...
Amor meu,
embora sejamos tão próximos e felizes, ainda assim existirá um divã entre nós que não nos permitirá vivermos nosso amor em sua totalidade. Somos quem queremos acrediar ser, e mesmo por isso nós nos assumimos como "felizes" espectadores, pois até os problemas mais banais nos afetam. Não adianta sermos diferentes, somos diferentes demais. Existe uma ética entre nós que nos distancia, e é justamente a pior das hipóteses aquela hora em que resolvemos discutir a relação. Eu sou aquele que nunca acredita e você é aquela que desacredita nas mudanças com facilidade.
Eu sei que é difícil pra mim, eu sei que você percebe isso. Sabes que eu também sofro, embora em silêncio. Até por isso eu não possa dizer "nunca mais", e você, "tanto faz". Nunca poderemos ter os três filhos que somam minha vontade à tua. Nunca poderemos saber como é acordar ao acorde dos primeiros sóis de nosso casamento. Nunca seremos os totais arrogantes que se tornam os casais de décadas de união. E, aliás, nunca estaremos unidos por um pacto...
Ao mesmo tempo que perdemos muito, pouco sobra para contar ou compor uma história. Amanhã não lembrarei mais de você, e chorarás por mim dias sem que eu sequer saiba. Em duas semanas meu coração será de outra, e o seu estará como esteve quando estive contigo, fechado e insensível...
Portanto, amor meu, não perca tempo. Vamos recomeçar?
Cheers!
terça-feira, 29 de abril de 2008
O trabalho árduo
Novamente eu me surpreendo com o material que escavei do meio dos cadernos mais antigos...
Não deixa de ser divertido, e objeto de muita curiosidade de minha parte, o processo que eu compus para "desenterrar" os textos. Um index de tudo aquilo levaria um ano, no mínimo... e ainda assim sinto que não ficaria satisfeito. Afinal, para exemplificar, o rascunho #22 faz referência ao #37, e não o contrário. Eu sempre fiz coisas assim: escrevi no passado coisas sobre o futuro. Mas é claro que isso só é viável porque se trata de um universo outro, paralelo, fictício. Na vida real, não sei não.
No #22 eu encontrei os fundamentos das primeiras histórias e anotações do surgimento de uma "capital geral", algo como "principal capital" do "Reino", nome que eu dava para o que hoje chama-se o continente de Solari. Essa capital a que os textos se referiam era, ora pela localização, ora pela caracterização da própria concepção, a tão-amada Solari-hun, a maior das capitais, no centro do continente inteiro... Já no #37 as coisas já estavam menos definidas, e há passagens que excluem os anões dentre os povos formadores. Uma curiosidade no texto #37 é o surgimento do primeiro nome próprio que eu criei, Almanessa, o nome da área onde Solari-hun foi formada, na beira dO Rio, fortemente protegida pelas muralhas. Esse nome se tornou um marco. Por muito tempo era o único que permaneceu sem alterações, e sempre designou aquela área, como é até hoje. Já o segundo nome foi o de Leturgis, à época a rainha de Almanessa...
Farei outras observações nestes riquíssimos textos... eles são muito confiáveis.
Cheers!
Não deixa de ser divertido, e objeto de muita curiosidade de minha parte, o processo que eu compus para "desenterrar" os textos. Um index de tudo aquilo levaria um ano, no mínimo... e ainda assim sinto que não ficaria satisfeito. Afinal, para exemplificar, o rascunho #22 faz referência ao #37, e não o contrário. Eu sempre fiz coisas assim: escrevi no passado coisas sobre o futuro. Mas é claro que isso só é viável porque se trata de um universo outro, paralelo, fictício. Na vida real, não sei não.
No #22 eu encontrei os fundamentos das primeiras histórias e anotações do surgimento de uma "capital geral", algo como "principal capital" do "Reino", nome que eu dava para o que hoje chama-se o continente de Solari. Essa capital a que os textos se referiam era, ora pela localização, ora pela caracterização da própria concepção, a tão-amada Solari-hun, a maior das capitais, no centro do continente inteiro... Já no #37 as coisas já estavam menos definidas, e há passagens que excluem os anões dentre os povos formadores. Uma curiosidade no texto #37 é o surgimento do primeiro nome próprio que eu criei, Almanessa, o nome da área onde Solari-hun foi formada, na beira dO Rio, fortemente protegida pelas muralhas. Esse nome se tornou um marco. Por muito tempo era o único que permaneceu sem alterações, e sempre designou aquela área, como é até hoje. Já o segundo nome foi o de Leturgis, à época a rainha de Almanessa...
Farei outras observações nestes riquíssimos textos... eles são muito confiáveis.
Cheers!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Primeiras pesquisas
Fiz a pesquisa sobre o primeiro texto sobre Solari, até porque o original não existe mais. Diante uma pequena pilha de rascunhos antigos, e um exercício de memória abissal, eu posso afirmar com certeza algumas coisas que eu já havia esquecido...
O primeiro texto de Solari (que ainda não tinha esse nome) falava de uma rainha que era acusada por um lorde (sem identificação com o auto-entitulado "Lorde do Caos") de ter assassinado o seu próprio filho, o herdeiro, para levar a filha, mais querida, ao trono. É basicamente isso. O lorde, que possuia o poder de levar a rainha a juízo (mais ou menos como um senador da república), fez a acusação durante uma grandiosa palestra da própria rainha, já que o rei estava infeliz...
O impressionante foi que, durante a minha pesquisa, eu encontrei no rascunho #47 uma citação dessa história que dava a entender que essa rainha era rainha de Coradeh, um reino que, hoje, ainda não decidi a existência, nem a semântica de seu nome. À época, Coradeh foi a cidade que se originou no lugar onde houve a Batalha das Duas Grandes. Mais tarde eu decidi que essa área se tornou um deserto cheio de perigos, o lugar mais maldito de todo o continente, chamado Her Sumira. No rascunho #49 há uma pequena citação, que eu não lembrava, que dizia "o reino de Fogo perdeu seu príncipe para os bárbaros" (de Sóter?), e, mais na frente, diverge quando cita "os espiões da rainha" como assassinos do príncipe. Daí o mistério para mim: eu havia feito um rascunho pra confundir a mim mesmo???
O que é claro, nesse texto é que não haviam nomes prováveis pra ninguém, mas a localidade foi descrita, ao que parece. Eu me lembro de ser à beira de um rio (será O Rio) e que havia uma floresta dElfos, ou, como na antiga escrita que eu dava pra esse nome, o povo eofo. O rascunho #16, do caderno #1, texto que não foi perdido, fala um pouco dos três povos livres como sendo humanos, anões e eofos, nessa ordem de surgimento. Mais tarde eu mudei para anões, elfos e humanos, como permanece até hoje...
Ainda tenho o que pesquisar. Me entusiamei muito com o que li, e já dá vontade de voltar a escrever mais sobre Solari...
Cheers!
O primeiro texto de Solari (que ainda não tinha esse nome) falava de uma rainha que era acusada por um lorde (sem identificação com o auto-entitulado "Lorde do Caos") de ter assassinado o seu próprio filho, o herdeiro, para levar a filha, mais querida, ao trono. É basicamente isso. O lorde, que possuia o poder de levar a rainha a juízo (mais ou menos como um senador da república), fez a acusação durante uma grandiosa palestra da própria rainha, já que o rei estava infeliz...
O impressionante foi que, durante a minha pesquisa, eu encontrei no rascunho #47 uma citação dessa história que dava a entender que essa rainha era rainha de Coradeh, um reino que, hoje, ainda não decidi a existência, nem a semântica de seu nome. À época, Coradeh foi a cidade que se originou no lugar onde houve a Batalha das Duas Grandes. Mais tarde eu decidi que essa área se tornou um deserto cheio de perigos, o lugar mais maldito de todo o continente, chamado Her Sumira. No rascunho #49 há uma pequena citação, que eu não lembrava, que dizia "o reino de Fogo perdeu seu príncipe para os bárbaros" (de Sóter?), e, mais na frente, diverge quando cita "os espiões da rainha" como assassinos do príncipe. Daí o mistério para mim: eu havia feito um rascunho pra confundir a mim mesmo???
O que é claro, nesse texto é que não haviam nomes prováveis pra ninguém, mas a localidade foi descrita, ao que parece. Eu me lembro de ser à beira de um rio (será O Rio) e que havia uma floresta dElfos, ou, como na antiga escrita que eu dava pra esse nome, o povo eofo. O rascunho #16, do caderno #1, texto que não foi perdido, fala um pouco dos três povos livres como sendo humanos, anões e eofos, nessa ordem de surgimento. Mais tarde eu mudei para anões, elfos e humanos, como permanece até hoje...
Ainda tenho o que pesquisar. Me entusiamei muito com o que li, e já dá vontade de voltar a escrever mais sobre Solari...
Cheers!
sábado, 26 de abril de 2008
O criado-mudo
Ontem foi o dia em que me tornei palhaço pras crianças, palestrante pra padre e ombro amigo de desconhecida... um dia normal na minha vida.
Fui defender o texto (hehehe) entitulada "Equilíbrio Distante" que escrevi ano passado, falando sobre diversas coisas que urgiam dentro de mim. Como eu havia mandado o texto integral para um amigo, ele me convidou para, ontem, defender o texto e minhas opiniões num debate, num painel de discussões onde estavam predominantemente padres da Católica. Fui lá e falei. E foi oportuno, porque eu precisava de uma visibilidade do que a Igreja pensa sobre o que eu falei...
Lá também tinham crianças, de uma creche ali perto, que usavam o espaço para brincar. Na hora da ausência da "tia", eu fui lá e servi de palhaço, fui o "tio" deles por uns minutos...
Mais tarde, após o debate, fui na casa da Loura. Mas isso é um fato pra passar desapercebido neste blog, merecendo somente esse pequeno comentário: falamos o que não devíamos, ouvimos o que não queríamos...
Já de volta ao meu bairro, mergulhei de cabeça no Pondera, mas antes que o tal fizesse efeito, servi de ombro amigo pra uma amiga de uma amiga minha... e foram necessárias as já costumeiras grosserias minhas pra que ela me largasse um pouquinho. Afinal eu tô fazendo Filosofia e não Psiquiatria Clínica... hunf!
Cheers!
Fui defender o texto (hehehe) entitulada "Equilíbrio Distante" que escrevi ano passado, falando sobre diversas coisas que urgiam dentro de mim. Como eu havia mandado o texto integral para um amigo, ele me convidou para, ontem, defender o texto e minhas opiniões num debate, num painel de discussões onde estavam predominantemente padres da Católica. Fui lá e falei. E foi oportuno, porque eu precisava de uma visibilidade do que a Igreja pensa sobre o que eu falei...
Lá também tinham crianças, de uma creche ali perto, que usavam o espaço para brincar. Na hora da ausência da "tia", eu fui lá e servi de palhaço, fui o "tio" deles por uns minutos...
Mais tarde, após o debate, fui na casa da Loura. Mas isso é um fato pra passar desapercebido neste blog, merecendo somente esse pequeno comentário: falamos o que não devíamos, ouvimos o que não queríamos...
Já de volta ao meu bairro, mergulhei de cabeça no Pondera, mas antes que o tal fizesse efeito, servi de ombro amigo pra uma amiga de uma amiga minha... e foram necessárias as já costumeiras grosserias minhas pra que ela me largasse um pouquinho. Afinal eu tô fazendo Filosofia e não Psiquiatria Clínica... hunf!
Cheers!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Solari 10 anos!
Hoje, sem pompa e nem mistério, o cenário Solari está completando 10 anos.
Em 1998 eu comecei a criar, outrora inspirado na minha meteórica iniciação ao RPG, um universo medieval cheio de clichês malignos e nem um pouco original. Não haviam nomes, não haviam porções de textos e tampouco os famigerados e indecifráveis rascunhos. Meus cadernos, naquela época, eram no total uns dois. Hoje os cadernos que contém algum material solariano já são mais de sete. E, acreditem, até mesmo para mim é difícil realizar sozinho a obra toda de reuni-los...
Ainda me lembro, e gostaria de dizer "como se fosse hoje", o primeiro tema que "fundou" Solari, e pelo menos alicerçou as primeiras bases de Fradeh (sim, Fradeh foi a primeira cidade a ser citada). Era uma pequena história que falava de uma vila, a princípio chamada Fader (com a pronúncia do inglês father, pai), que era atacada por uma horda de orcs, liderados por um senhor das bestas ainda sem nome àquela época, e que chacinava os povos livres. Essa primeira história já se perdeu, no saudoso caderno #1, juntamente com o mapa que eu desenhei na escola(!) e pintei com lápis de cor... nesse caderno também haviam os escritos mais antigos sobre o Gox e o amigo-dos-dragões (nossa, eu nem me lembrava disso). No futuro Gox e o amigo-dos-dragões se tornaram a mesma pessoa, e Gox cresceu acompanhando uma evolução de minhas preocupações narrativas...
Então, para comemorar, mesmo que sozinho, a essa década de muita imaginação, tentarei falar, nos próximos posts, sobre o início de tudo, as histórias antes da história, a erupção de um mundo incrível chamado Solari.
Cheers!
Em 1998 eu comecei a criar, outrora inspirado na minha meteórica iniciação ao RPG, um universo medieval cheio de clichês malignos e nem um pouco original. Não haviam nomes, não haviam porções de textos e tampouco os famigerados e indecifráveis rascunhos. Meus cadernos, naquela época, eram no total uns dois. Hoje os cadernos que contém algum material solariano já são mais de sete. E, acreditem, até mesmo para mim é difícil realizar sozinho a obra toda de reuni-los...
Ainda me lembro, e gostaria de dizer "como se fosse hoje", o primeiro tema que "fundou" Solari, e pelo menos alicerçou as primeiras bases de Fradeh (sim, Fradeh foi a primeira cidade a ser citada). Era uma pequena história que falava de uma vila, a princípio chamada Fader (com a pronúncia do inglês father, pai), que era atacada por uma horda de orcs, liderados por um senhor das bestas ainda sem nome àquela época, e que chacinava os povos livres. Essa primeira história já se perdeu, no saudoso caderno #1, juntamente com o mapa que eu desenhei na escola(!) e pintei com lápis de cor... nesse caderno também haviam os escritos mais antigos sobre o Gox e o amigo-dos-dragões (nossa, eu nem me lembrava disso). No futuro Gox e o amigo-dos-dragões se tornaram a mesma pessoa, e Gox cresceu acompanhando uma evolução de minhas preocupações narrativas...
Então, para comemorar, mesmo que sozinho, a essa década de muita imaginação, tentarei falar, nos próximos posts, sobre o início de tudo, as histórias antes da história, a erupção de um mundo incrível chamado Solari.
Cheers!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Mostruário
Solte-me quando puderes...
solte-me assim que quiseres
logo eu estarei disposto a perder
e admitir que também perdi...
Saber que estamos numa difícil encruzilhada não é algo ruim. É ótimo ter opções. Mas eu nunca ia imaginar que eu ia querer somente uma opção. Não pra mim, mas pra você...
É tão difícil entender isso?
Cheers!
solte-me assim que quiseres
logo eu estarei disposto a perder
e admitir que também perdi...
Saber que estamos numa difícil encruzilhada não é algo ruim. É ótimo ter opções. Mas eu nunca ia imaginar que eu ia querer somente uma opção. Não pra mim, mas pra você...
É tão difícil entender isso?
Cheers!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Um Olhar
Era importante dizer tudo o que eu pensava, usando toda a minha capacidade de expressão. Eu tenho a tendência a complicar tudo "ao cubo" e isso era algo que eu não podia admitir naquela hora. Respirei fundo, mantive a postura, e comecei a entoar os mantras que eu ecoou dentro de mim...
Daí em diante minha energia fluiu, levemente, pelos caminhos do corpo. Você tem que estar muito relaxado, livre das travas que uma mente desconcentrada tem. Tudo partia do centro, e fui direcionando minha enorme energia, e ela dançava dentro de mim. Para trás e para frente, rítmica em velocidade constante.
O Metal se movia dentro de mim, lentamente. O Ar era o impulso, e tudo se dava mergulhado na Água de meu corpo. Concentrado, eu pude perceber minhas dores, e meus medos físicos estavam evidentes à mim naquele momento. E me expressei com tamanha precisão que nenhum médico poderia dizer de mim o que eu poderia naquela hora.
Sábado eu tenho um encontro...
Cheers!
Daí em diante minha energia fluiu, levemente, pelos caminhos do corpo. Você tem que estar muito relaxado, livre das travas que uma mente desconcentrada tem. Tudo partia do centro, e fui direcionando minha enorme energia, e ela dançava dentro de mim. Para trás e para frente, rítmica em velocidade constante.
O Metal se movia dentro de mim, lentamente. O Ar era o impulso, e tudo se dava mergulhado na Água de meu corpo. Concentrado, eu pude perceber minhas dores, e meus medos físicos estavam evidentes à mim naquele momento. E me expressei com tamanha precisão que nenhum médico poderia dizer de mim o que eu poderia naquela hora.
Sábado eu tenho um encontro...
Cheers!
terça-feira, 22 de abril de 2008
Adeus, querida!
Um brinde, querida, a você e seu garoto amado. Sim, um brinde, querida, porque esperei anos por você. Um brinde, querida! Seus sinos de casamento ressoam em meus ouvidos... Um brinde, querida. Você me dá três cigarros para que eu pare de chorar...
E eu morro quando você menciona o nome dele.
E eu menti, eu devia ter te beijado quando estávamos correndo na chuva.
Ah! Eu sou um covarde!
O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?
Um brinde, querida, a você e seu homem amado. Outro brinde, querida, eu fico por aqui, disposto a tudo. Um brinde, querida, e pra você eu toco uma canção em meu violão. Um brinde, querida! Eu tenho uma rainha da beleza pra sentar não muito longe de mim...
Eu morro quando ele aparece para te levar pra casa e te fazer dormir.
Mas eu sou tímido demais... eu sou um covardão!
Devia ter te beijado quando estávamos sozinhos...
O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?
Oh, o que eu sou? O que sou eu, querida?
Eu esperarei por anos...
livremente inspirado na letra Cheers Darlin', do Damien Rice.
E eu morro quando você menciona o nome dele.
E eu menti, eu devia ter te beijado quando estávamos correndo na chuva.
Ah! Eu sou um covarde!
O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?
Um brinde, querida, a você e seu homem amado. Outro brinde, querida, eu fico por aqui, disposto a tudo. Um brinde, querida, e pra você eu toco uma canção em meu violão. Um brinde, querida! Eu tenho uma rainha da beleza pra sentar não muito longe de mim...
Eu morro quando ele aparece para te levar pra casa e te fazer dormir.
Mas eu sou tímido demais... eu sou um covardão!
Devia ter te beijado quando estávamos sozinhos...
O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?
Oh, o que eu sou? O que sou eu, querida?
Eu esperarei por anos...
livremente inspirado na letra Cheers Darlin', do Damien Rice.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A caixinha de fósforos
Diretamente da casa da diretoria, com um drink à mão, e uma boa massagem nos ombros...
Eu já falei que eu não sou somente um. Eu sou vários. E cada um de mim tem a autonomia de um só, e todos são ainda mais, somos vários. Por mais que eu tente igualar um de mim a outro de mim, não há a menor possibilidade de entendimento, e assim desprende-se a consciência particular de cada um que eu sou. Não dá pra me resumir a somente um, quando o que urge dentro de mim são vozes, e os ecos dessas vozes...
Dia desses eu assisti ao filme Melhor Impossível, com o Jack Nicholson e a Helen Hunt, ambos ganhadores do Oscar de, respectivamente, Melhor Ator e Melhor Atriz por esse filme. Era um filme que mexia comigo, pela crítica, e pelo fato do Jack fazer parte dele. Os amigos que já haviam assistido gostaram, e eu sempre tardo pra ver bons filmes...
Bom, o que me deixou mais pasmo foi uma coisa, pra mim, muito bizarra. Melvin Udall, o personagem de mister Jack, é um personagem perfeito! O filme todo eu me identifiquei com ele, em diversos momentos. Ele é, impressionantemente, a minha pessoa. O humor dele é algo próximo demais do que eu estou me tornando esses tempos... e a cena do jantar com a garçonete, é a essência dos rumos de mim e meu coração. Aquele filme, definitivamente, me resume em algumas cenas...
Não conseguimos dormir, eu e meus outros, eu e meus eus... pensamos a noite toda em Melvin Udall e sua verossemelhança com o que há de perfectível no universo, no quanto ele era assutador porque mostrava em filme uma parte irrevelável de mim... e pensamos também em como haveria de ter um final pós-filme, se EU fosse o personagem...
Eu sou muitas pessoas, e adquiro centenas de novas faces conforme vou me vendo no espelho. Ver-se num filme é dar pra todos de mim uma visão de que há algo em comum em todos nós. E essa idéia conforta um pouco, porque o pandemônio interno é indescritível, e qualquer coisa que se diga pra um não diz respeito ao outro. Temos sempre que dizer novamente, para que todos de mim consigam compreender por si só. E Melhor Impossível se tornou uma língua comum a todos...
Cheers!
Eu já falei que eu não sou somente um. Eu sou vários. E cada um de mim tem a autonomia de um só, e todos são ainda mais, somos vários. Por mais que eu tente igualar um de mim a outro de mim, não há a menor possibilidade de entendimento, e assim desprende-se a consciência particular de cada um que eu sou. Não dá pra me resumir a somente um, quando o que urge dentro de mim são vozes, e os ecos dessas vozes...
Dia desses eu assisti ao filme Melhor Impossível, com o Jack Nicholson e a Helen Hunt, ambos ganhadores do Oscar de, respectivamente, Melhor Ator e Melhor Atriz por esse filme. Era um filme que mexia comigo, pela crítica, e pelo fato do Jack fazer parte dele. Os amigos que já haviam assistido gostaram, e eu sempre tardo pra ver bons filmes...
Bom, o que me deixou mais pasmo foi uma coisa, pra mim, muito bizarra. Melvin Udall, o personagem de mister Jack, é um personagem perfeito! O filme todo eu me identifiquei com ele, em diversos momentos. Ele é, impressionantemente, a minha pessoa. O humor dele é algo próximo demais do que eu estou me tornando esses tempos... e a cena do jantar com a garçonete, é a essência dos rumos de mim e meu coração. Aquele filme, definitivamente, me resume em algumas cenas...
Não conseguimos dormir, eu e meus outros, eu e meus eus... pensamos a noite toda em Melvin Udall e sua verossemelhança com o que há de perfectível no universo, no quanto ele era assutador porque mostrava em filme uma parte irrevelável de mim... e pensamos também em como haveria de ter um final pós-filme, se EU fosse o personagem...
Eu sou muitas pessoas, e adquiro centenas de novas faces conforme vou me vendo no espelho. Ver-se num filme é dar pra todos de mim uma visão de que há algo em comum em todos nós. E essa idéia conforta um pouco, porque o pandemônio interno é indescritível, e qualquer coisa que se diga pra um não diz respeito ao outro. Temos sempre que dizer novamente, para que todos de mim consigam compreender por si só. E Melhor Impossível se tornou uma língua comum a todos...
Cheers!
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Modus Operandi III
Antes de conceber o tal post polêmico, Flora, eu havia me certificado de algumas coisas: a teórica, a princípio; a prática, mais extensa; o silêncio, ou "o inédito"; os resultados, frutos de anos solitários...
Era pra ter sido um texto pueril sobre a banalidade do amor, mas com a crítica da sexualidade. E nada melhor pra se deturpar um assunto dessa profundidade, um sentimento, do que confrontar ele com dados da ciência. A ciência sempre deturpa os sentimentos. Ela sempre contribui para si quando deturpa aquilo que ela não compreende.
Veja bem: é como botar os bichanos pra brigar. Você assiste, se diverte um pouquinho, e no final anota no seu bloquinho o que viu, as suas impressões... então, visto assim, não passarão de impressões os seus relatos. A briga teve sangue, mas você só omite aquilo que quer, ou seja, o sangue pode ou não ser relatado. E assim eu não dei a justificativa pra defender o lado sentimental, o próprio amor. Se eu não quero que você saiba de alguma coisa, não direi. A ignorância não é linda??
Fostum Rotum Agnomático si é um embuste muito bem construído, muito bem amarrado. Eu me lembro que levei dois dias pra escrevê-lo no meu rascunho. Traduzindo pro português (ignore o idioma que eu usei), o título significa, ao pé da letra, "Discurso Contra o Amor-fogo é".
Fostum = Contrário, Rotum = Discurso, Agno+mático = Amor-fogo, si = ser, estar.
Explicada a parte linguística, eu diria que este post é totalmente o guia mais interessante no meu relacionamento atual... afinal eu posso dizer que eu fui totalmente tomado pelo instinto quando escolhi a Fabiane pra ser a minha fêmea...
Lobos gostam de fêmeas... e do feromônio delas...
Cheers!
Era pra ter sido um texto pueril sobre a banalidade do amor, mas com a crítica da sexualidade. E nada melhor pra se deturpar um assunto dessa profundidade, um sentimento, do que confrontar ele com dados da ciência. A ciência sempre deturpa os sentimentos. Ela sempre contribui para si quando deturpa aquilo que ela não compreende.
Veja bem: é como botar os bichanos pra brigar. Você assiste, se diverte um pouquinho, e no final anota no seu bloquinho o que viu, as suas impressões... então, visto assim, não passarão de impressões os seus relatos. A briga teve sangue, mas você só omite aquilo que quer, ou seja, o sangue pode ou não ser relatado. E assim eu não dei a justificativa pra defender o lado sentimental, o próprio amor. Se eu não quero que você saiba de alguma coisa, não direi. A ignorância não é linda??
Fostum Rotum Agnomático si é um embuste muito bem construído, muito bem amarrado. Eu me lembro que levei dois dias pra escrevê-lo no meu rascunho. Traduzindo pro português (ignore o idioma que eu usei), o título significa, ao pé da letra, "Discurso Contra o Amor-fogo é".
Fostum = Contrário, Rotum = Discurso, Agno+mático = Amor-fogo, si = ser, estar.
Explicada a parte linguística, eu diria que este post é totalmente o guia mais interessante no meu relacionamento atual... afinal eu posso dizer que eu fui totalmente tomado pelo instinto quando escolhi a Fabiane pra ser a minha fêmea...
Lobos gostam de fêmeas... e do feromônio delas...
Cheers!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Ex-inspiração
Eu tive uma breve "iluminação" naquele momento. Fui pego no ato da inspiração (a da respiração, não a da imaginação), e logo a expiração estava comprometida... nesses momentos eu costumo avaliar a situação a ponto de sair um pouco de órbita. Eu vejo de onde posso tirar uma lição, eu analiso cada coisa.
Inspiração, retenção, expiração. É o ciclo do ar nos pulmões. Ele entra, toca o espírito, que aumenta a chama, e sai, purificando tudo por dentro. O ar é o nosso elo com o exterior, pois toca tudo que nos rodeia antes de passear pelo nosso íntimo. É como a luz nos nossos olhos: antes de percebermos a luz, ela tocou a superfície de tudo o que vemos, e nos proporciona interagir com tudo. E essa foi a iluminação que eu tive no momento em que a vi, emoldurando a porta com sua silhueta fantástica.
Não era mais, a partir de então, uma loura nauseabunda com bobs no cabelo. Era a mulher que está me transformando por dentro, levando todo os seu bom humor e jeito de ver o mundo estático onde ela está inserida. Ela me observou, pasma, e indagou: por que você está me olhando desse jeito?
Eu não pude responder que, naquela fração de segundo, eu havia sentido dezenas de sensações de descoberta, e sentido que ela estava, sem esforço algum, tomando conta do que os mortais chamam de coração. Aliás, eu não quis responder.
Assim eu aprendo coisas que ninguém pode revelar. Assim eu consigo possuir conhecimentos que ninguém mais poderia saber, porque são meus, são pessoais... e vivo...
e vivo!
Cheers!
Inspiração, retenção, expiração. É o ciclo do ar nos pulmões. Ele entra, toca o espírito, que aumenta a chama, e sai, purificando tudo por dentro. O ar é o nosso elo com o exterior, pois toca tudo que nos rodeia antes de passear pelo nosso íntimo. É como a luz nos nossos olhos: antes de percebermos a luz, ela tocou a superfície de tudo o que vemos, e nos proporciona interagir com tudo. E essa foi a iluminação que eu tive no momento em que a vi, emoldurando a porta com sua silhueta fantástica.
Não era mais, a partir de então, uma loura nauseabunda com bobs no cabelo. Era a mulher que está me transformando por dentro, levando todo os seu bom humor e jeito de ver o mundo estático onde ela está inserida. Ela me observou, pasma, e indagou: por que você está me olhando desse jeito?
Eu não pude responder que, naquela fração de segundo, eu havia sentido dezenas de sensações de descoberta, e sentido que ela estava, sem esforço algum, tomando conta do que os mortais chamam de coração. Aliás, eu não quis responder.
Assim eu aprendo coisas que ninguém pode revelar. Assim eu consigo possuir conhecimentos que ninguém mais poderia saber, porque são meus, são pessoais... e vivo...
e vivo!
Cheers!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
In-expiração
Eu fui lá e fechei os olhos. Odeio surpresas, mas a iluminação, os gestos, o silêncio dentro da casa, o silêncio fora da casa, a trilha de indícios, a porta semi-cerrada, absolutamente tudo me levava a ir. Té o gato pardo da vizinha não fazia barulho na cozinha...
Eu entrei bem devagar, observando que nada do que eu queria estava lá. Ou seja, eu não ouvia minha consciência me avisando "você está perigosamente entrando em território desconhecido". Parti pra outra abordagem.
Tirei os óculos da preguiça e comecei a observar, levantando dados, meias, calcinhas e muitas revistas. Encontrei remédios, presilhas de cabelo, tampas de perfumes e outras coisas. Os cheiros eram todos uns misturados, alguns tão singelos outros tão pesados. Então minha mente começou a fazer poesia com a visão que eu tinha daquele lugar. Eu sempre faço poesia dentro de mim, e a metade disso é tão noir...
Fui olhar a cama. Ou melhor, o leito. Pralguma pessoa desavisada aquilo pareceria fruto de noites de febre alta e delírios. Ainda havia a moldura de um corpo naqueles panos. Com um toque eu pude sentir a umidade, além de saber que estava recém abandonada a cama. Com outro toque eu pude sentir um calor que se ia com o bafo gelado do ar condicionado. Aliás, era o ar que mistificou aquela minha experiência: ele estava ferino, animal, sanguíneo...
E quando eu achava que o barulho da porta atrás de mim revelaria a musa de toda a poesia daquele momento, eis que me aparece... uma loura nauseabunda com bobs no cabelo!
Eu realmente viajo na maionese.
Cheers!
Eu entrei bem devagar, observando que nada do que eu queria estava lá. Ou seja, eu não ouvia minha consciência me avisando "você está perigosamente entrando em território desconhecido". Parti pra outra abordagem.
Tirei os óculos da preguiça e comecei a observar, levantando dados, meias, calcinhas e muitas revistas. Encontrei remédios, presilhas de cabelo, tampas de perfumes e outras coisas. Os cheiros eram todos uns misturados, alguns tão singelos outros tão pesados. Então minha mente começou a fazer poesia com a visão que eu tinha daquele lugar. Eu sempre faço poesia dentro de mim, e a metade disso é tão noir...
Fui olhar a cama. Ou melhor, o leito. Pralguma pessoa desavisada aquilo pareceria fruto de noites de febre alta e delírios. Ainda havia a moldura de um corpo naqueles panos. Com um toque eu pude sentir a umidade, além de saber que estava recém abandonada a cama. Com outro toque eu pude sentir um calor que se ia com o bafo gelado do ar condicionado. Aliás, era o ar que mistificou aquela minha experiência: ele estava ferino, animal, sanguíneo...
E quando eu achava que o barulho da porta atrás de mim revelaria a musa de toda a poesia daquele momento, eis que me aparece... uma loura nauseabunda com bobs no cabelo!
Eu realmente viajo na maionese.
Cheers!
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Narciso Não!
Acordei me achando feio, levantei, fui pra frente do espelho e fiz umas dez caretas de repúdio. Estou muito feio hoje. E eu sempre ponho a culpa no meu cabelo, tadinho. Nasceu assim e quando cresce eu só passo a máquina.
O que é praticamente inaceitável é receber minha tia e ouvir ela dizer que eu "estou mais gordinho". Um comentário daqueles do tipo que se faz pra agradar, sem sucesso.
Então eu vou tentar ocupar minha mente com trabalho, e mais trabalho, e muito mais trabalho. Acabei de teclar com o Pedro Valls, ele sempre me diverte, e não estou com saco pra trocar mensagens no orkut. Então hoje, nesse dia em que me encontro especialmente feio, vou tocar a vida com trabalho, trabalho, mais trabalho e muito mais trabalho.
Cheers!
O que é praticamente inaceitável é receber minha tia e ouvir ela dizer que eu "estou mais gordinho". Um comentário daqueles do tipo que se faz pra agradar, sem sucesso.
Então eu vou tentar ocupar minha mente com trabalho, e mais trabalho, e muito mais trabalho. Acabei de teclar com o Pedro Valls, ele sempre me diverte, e não estou com saco pra trocar mensagens no orkut. Então hoje, nesse dia em que me encontro especialmente feio, vou tocar a vida com trabalho, trabalho, mais trabalho e muito mais trabalho.
Cheers!
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Dois em um
Um perfume levemente amadeirado, que me lembrava rostos do meu passado. Eu persegui o cheiro até o quarto e a encontrei vestindo somente uma toalha, e perfumava-se. Borrifava o perfume com cuidado, sem nenhuma pressa. Pude ver pelo espelho seu semblante cansado, fruto de um dia extenso de trabalho, mas não era isso que me preocupava naquele momento.
Ela vestiu-se e nem se importou de me ver fuçar em suas coisas, virou-se, deu um sorrisinho e me pediu pra ajudá-la com o sutiã. Era o momento certo para investigar todos os motivos que lhe abalavam. Mas eu preferi ficar calado.
Ensaiamos o repeteco da noite maravilhosa que tivemos na semana anterior, mas nem ela nem eu estávamos com humor e disposição. Fomos assistir a um dvd, como qualquer casal em ritmo burocrático de rotina. Acho que ela me ama...
Então: novamente a personagem de minhas palavras é a Fabiane, minha nova-musa inspiradora, que está comigo a cinco meses e surpreendentemente feliz. Era dela de quem eu falava no post anterior, Flora Valls. E não poderia ser de outra pessoa.
Cheers!
Ela vestiu-se e nem se importou de me ver fuçar em suas coisas, virou-se, deu um sorrisinho e me pediu pra ajudá-la com o sutiã. Era o momento certo para investigar todos os motivos que lhe abalavam. Mas eu preferi ficar calado.
Ensaiamos o repeteco da noite maravilhosa que tivemos na semana anterior, mas nem ela nem eu estávamos com humor e disposição. Fomos assistir a um dvd, como qualquer casal em ritmo burocrático de rotina. Acho que ela me ama...
Então: novamente a personagem de minhas palavras é a Fabiane, minha nova-musa inspiradora, que está comigo a cinco meses e surpreendentemente feliz. Era dela de quem eu falava no post anterior, Flora Valls. E não poderia ser de outra pessoa.
Cheers!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
A Tela por trás do Espelho
Sim! Ela me surpreendeu com diversas perguntas, dengos, respostas, e uma disposição para falar incrivelmente ligada ao álcool da bebida que eu dava pra ela. Motivada a cantar, ela cantou. E se arrependia, às vezes, pois estava vendo os fios da realidade, e descobria verdades quase sozinha.
Bom, eu sei que eu naturalmente trago as pessoas para o meu lado caótico, eu sei que eu corrompo boa parte daquilo que acreditam ser "seguro" acreditar. Ela nem percebeu mas estava sendo guiada pelo longo corredor de insanidades que eu produzo, que eu alinho, que eu mostro praquelas pessoas dispostas a percorrer.
São corajosas essas pessoas. Eu não as culpo de serem corajosas, afinal são os covardes que, em maioria, sobrevivem sem dor e na apatia. Admiro de verdade gente assim, que tem coragem de aceitar um convite meu ao desconhecido e arriscar-se às descobertas. Seria tortuoso, e inadmissível se não fosse tão interessante e exótico.
Agora sei de uma penca de coisas, tudo porque uma pessoa se deixa levar por outra, porque acredita confiar em alguém apostando somente nos seus valores, acreditando saber avaliar quem sou eu, o que faço, o que sou, como respondo e quais os meus interesses. Ela é demasiadamente confiante, e isso me possibilita ter espaço para urgir com minhas palavras as coisas que pretendo ser úteis, e que pretendo para mim também.
Existem muitos mais outros Lobos como eu nesse mundo. E eu a informei disso. Por nada no mundo eu gostaria que ela achasse que sou o único a fazer isso: ver o defeito, a fragilidade das pessoas e fazer algo com isso. A minha intenção é sempre mostrar alternativas, e não confundir...
E para ilustrar o que eu digo, um trecho de House of the Rising Sun...
"Oh, Mother, tell your children
Not to do what I have done.
Spend your lives in sin and misery
In the house of the risin' sun."
Obrigado às minha leitoras Flora e Laura. Esse blog ainda respira por causa de amigos como vocês!!!
Cheers!
Bom, eu sei que eu naturalmente trago as pessoas para o meu lado caótico, eu sei que eu corrompo boa parte daquilo que acreditam ser "seguro" acreditar. Ela nem percebeu mas estava sendo guiada pelo longo corredor de insanidades que eu produzo, que eu alinho, que eu mostro praquelas pessoas dispostas a percorrer.
São corajosas essas pessoas. Eu não as culpo de serem corajosas, afinal são os covardes que, em maioria, sobrevivem sem dor e na apatia. Admiro de verdade gente assim, que tem coragem de aceitar um convite meu ao desconhecido e arriscar-se às descobertas. Seria tortuoso, e inadmissível se não fosse tão interessante e exótico.
Agora sei de uma penca de coisas, tudo porque uma pessoa se deixa levar por outra, porque acredita confiar em alguém apostando somente nos seus valores, acreditando saber avaliar quem sou eu, o que faço, o que sou, como respondo e quais os meus interesses. Ela é demasiadamente confiante, e isso me possibilita ter espaço para urgir com minhas palavras as coisas que pretendo ser úteis, e que pretendo para mim também.
Existem muitos mais outros Lobos como eu nesse mundo. E eu a informei disso. Por nada no mundo eu gostaria que ela achasse que sou o único a fazer isso: ver o defeito, a fragilidade das pessoas e fazer algo com isso. A minha intenção é sempre mostrar alternativas, e não confundir...
E para ilustrar o que eu digo, um trecho de House of the Rising Sun...
"Oh, Mother, tell your children
Not to do what I have done.
Spend your lives in sin and misery
In the house of the risin' sun."
Obrigado às minha leitoras Flora e Laura. Esse blog ainda respira por causa de amigos como vocês!!!
Cheers!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
100º Post !!!
Logo no centésimo post eu fico sem a menor boa notícia para dar, sequer uma patada na cara de ninguém, ou uma grosseria pra falar, uma historieta pra contar, citações...
Na verdade eu não gosto de comemorações que rodeiam coisas inepalpáveis como esse blog.
Então é melhor que eu repita algo que fiz num post muito antigo
TOUCH ME, I'M SICK!
Cheers!
Na verdade eu não gosto de comemorações que rodeiam coisas inepalpáveis como esse blog.
Então é melhor que eu repita algo que fiz num post muito antigo
TOUCH ME, I'M SICK!
Cheers!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Modus Operandi II
Às vezes, Flora Valls, a pergunta é menos importante que a resposta. E no caso da que você fez no comentário ao post anterior, a resposta é relativa. Vou explicar o porquê.
O nome da indivídua de quem eu falava no post é Maria Eugênia. Ela foi minha última namorada, a oito anos atrás. Na última sexta teve festa na UFAM e na volta eu a encontrei no busão. Na rápida conversa que travamos, ela me falou que não falava com a família dela, que estava com algum problema, e eu presumi algumas coisas. Fiquei logo preocupado com a família dela, e algo do tipo. Combinamos então no domingo dela ir lá em casa, deixei meu número com ela e dei certeza de que não sairia de casa. Ou seja, eu estava totalmente solícito a ela...
Mas ela não veio. E é isso que eu contei no post. Té a chuva conspirou contra.
Embora tenha sido o tema do post, a Eugênia não é a única mulher ali comentada. A pessoa com quem estou agora, com grandíssimas chances de namoro, rs, também é comentada. Eu sempre faço isso. Misturo duas histórias simultâneas, às vezes opostas, e vejo no que dá. E geralmente dá em algo beeem a cara desse blog, totalmente nonsense e de mau gosto.
Agora, como eu sempre falo, perguntas geram respostas, mas respostas geram mais perguntas... daí eu pergunto: quem é a mina que eu estou agora??
Cheers!
O nome da indivídua de quem eu falava no post é Maria Eugênia. Ela foi minha última namorada, a oito anos atrás. Na última sexta teve festa na UFAM e na volta eu a encontrei no busão. Na rápida conversa que travamos, ela me falou que não falava com a família dela, que estava com algum problema, e eu presumi algumas coisas. Fiquei logo preocupado com a família dela, e algo do tipo. Combinamos então no domingo dela ir lá em casa, deixei meu número com ela e dei certeza de que não sairia de casa. Ou seja, eu estava totalmente solícito a ela...
Mas ela não veio. E é isso que eu contei no post. Té a chuva conspirou contra.
Embora tenha sido o tema do post, a Eugênia não é a única mulher ali comentada. A pessoa com quem estou agora, com grandíssimas chances de namoro, rs, também é comentada. Eu sempre faço isso. Misturo duas histórias simultâneas, às vezes opostas, e vejo no que dá. E geralmente dá em algo beeem a cara desse blog, totalmente nonsense e de mau gosto.
Agora, como eu sempre falo, perguntas geram respostas, mas respostas geram mais perguntas... daí eu pergunto: quem é a mina que eu estou agora??
Cheers!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Pós Impressões
Ela me deu uma esperança um pouco insuspeita. É claro que eu não estava sóbrio, mas fazer o quê? Era a boa oportunidade que eu queria... e olha que eu cheirava a cigarro sem ter posto um único pra fumar na boca.
Mas eu sempre tenho cigarro nos bolsos...
Então eu passei o dia inteiro pra descobrir que eu ainda sei esperar esperançoso por quem sequer lembrou que eu existia, naquele dia. Um pouco de gelo e dois remédios pra dor de cabeça, e tudo passara com uma longa conversa ao telefone com uma amiga. E por mais atento que eu estivesse, o temporal de ontem foi incrivelmente oportunista.
Causa uma ferida muito grande tentar atravessar the thin line between love & hate, mesmo se tendo protegido das diversas surpresas dessa vidinha repetitiva. Mesmo eu que sei que the path to excess leads to the tower of wisdom resolvi reviver, na mente, um passado que me ensinou mais sobre minha força do que sobre minhas fraquezas...
Ainda bem que ela não veio. Mas tomara que venha hoje, ou amanhã, ou que pelo menos ligue... o que não posso fazer é ficar sem esperanças insuspeitas...
Mas eu sempre tenho cigarro nos bolsos...
Então eu passei o dia inteiro pra descobrir que eu ainda sei esperar esperançoso por quem sequer lembrou que eu existia, naquele dia. Um pouco de gelo e dois remédios pra dor de cabeça, e tudo passara com uma longa conversa ao telefone com uma amiga. E por mais atento que eu estivesse, o temporal de ontem foi incrivelmente oportunista.
Causa uma ferida muito grande tentar atravessar the thin line between love & hate, mesmo se tendo protegido das diversas surpresas dessa vidinha repetitiva. Mesmo eu que sei que the path to excess leads to the tower of wisdom resolvi reviver, na mente, um passado que me ensinou mais sobre minha força do que sobre minhas fraquezas...
Ainda bem que ela não veio. Mas tomara que venha hoje, ou amanhã, ou que pelo menos ligue... o que não posso fazer é ficar sem esperanças insuspeitas...
terça-feira, 25 de março de 2008
A Tempestade
"Do alto da Évora, naquela tarde alaranjada, Autum fez seus últimos versos antes de deixar O Terceiro Plano dO Andaime. Toda a côrte pode ver em seu rosto a tristeza da despedida, e a sua Lírica não tocou naquele dia. Contaram quantas casas foram destruídas pela última vez, e mais uma vez choraram pelas mortes.
Colûm não permitiu que se mexesse na terra onde sua amada havia morrido, e construiu lá um enorme monumento de pedra, mas sabia que ali ninguém mais voltaria, nem para ver, nem para somente visitar.
E da Évora, Autum, que ia na frente, deu sua última olhadela pelas ruínas do seu antigo Jardim, e chorou."
Mais um sonho solariano. Digamos que eu nunca mais vou querer sonhar com isso novamente. Está difícil ter esses sonhos e pô-los no papel. Um exercício conjunto, confuso e muitas vezes não notado. Aliás, raramente notado.
Próximo post eu escrevo sobre mim, do mundo real...
Cheers!
Colûm não permitiu que se mexesse na terra onde sua amada havia morrido, e construiu lá um enorme monumento de pedra, mas sabia que ali ninguém mais voltaria, nem para ver, nem para somente visitar.
E da Évora, Autum, que ia na frente, deu sua última olhadela pelas ruínas do seu antigo Jardim, e chorou."
Mais um sonho solariano. Digamos que eu nunca mais vou querer sonhar com isso novamente. Está difícil ter esses sonhos e pô-los no papel. Um exercício conjunto, confuso e muitas vezes não notado. Aliás, raramente notado.
Próximo post eu escrevo sobre mim, do mundo real...
Cheers!
quarta-feira, 12 de março de 2008
A Calmaria
"Ela passou pelo jardim carregada pelos nefrins, e sorria para os bichos, claramente radiante naquele dia. Desceu as escadas pelas arcadas de Sem e deitou-se à sombra das árvores dO Grande Andaime. Vestia o grande vestido que Autum havia lhe presenteado, e estava úmida por isso, pois o vestido era feito das pétalas da callana do próprio Jardim de Autum.
Gorne e os pássaros cantavam a Lírica de Emom, todos regidos pelo próprio Autum, que estava brilhantemente vestido de raízes e galhos, e musgo. A música era alegre e propagava a felicidade em todos aqueles que a ouviam. E naquele momento pareceu a ela que todos estavam sublimes e esperançosos.
Mas, longe dali, desenrolava-se o destino dAs Cordas. Lumum e Astais pregavam a guerra, e tentavam criar o ódio dentro dos homens e anões primordiais. Diziam que eles deveriam fazer parte da grande festa que Ela produzia durante Seu sono e desfrutava durante Seu despertar.
Martim, como sempre desconfiado de Lumum e Astais, não creu naquelas palavras, e levou consigo alguns dos seus, e mais tarde convenceu alguns anões. Eles migraram para longe das Cadeiras de Lumum e Astais, sempre procurando a grama verdejante, e a proteção dos Celestiais de Autum e de sua Lírica.
Foi assim que Martim chegou em Tunar da terra. No lugar onde eles descansaram para sempre será visto e sentido o Emblema dos Celestiais e a Lírica.
emmtermish azukka toisascas Glomm ev Gorne".
Bom, aí está o fruto do meu último sonho com Solari. A esperança de que esse sonho explique a origem da tormenta de idéias que esse projeto vem se tornando é muito grande. Espero que isso ajude daqui a diante.
Gorne e os pássaros cantavam a Lírica de Emom, todos regidos pelo próprio Autum, que estava brilhantemente vestido de raízes e galhos, e musgo. A música era alegre e propagava a felicidade em todos aqueles que a ouviam. E naquele momento pareceu a ela que todos estavam sublimes e esperançosos.
Mas, longe dali, desenrolava-se o destino dAs Cordas. Lumum e Astais pregavam a guerra, e tentavam criar o ódio dentro dos homens e anões primordiais. Diziam que eles deveriam fazer parte da grande festa que Ela produzia durante Seu sono e desfrutava durante Seu despertar.
Martim, como sempre desconfiado de Lumum e Astais, não creu naquelas palavras, e levou consigo alguns dos seus, e mais tarde convenceu alguns anões. Eles migraram para longe das Cadeiras de Lumum e Astais, sempre procurando a grama verdejante, e a proteção dos Celestiais de Autum e de sua Lírica.
Foi assim que Martim chegou em Tunar da terra. No lugar onde eles descansaram para sempre será visto e sentido o Emblema dos Celestiais e a Lírica.
emmtermish azukka toisascas Glomm ev Gorne".
Bom, aí está o fruto do meu último sonho com Solari. A esperança de que esse sonho explique a origem da tormenta de idéias que esse projeto vem se tornando é muito grande. Espero que isso ajude daqui a diante.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Modus Operandi
Um dia normal de fome incomum por motivos juvenis. Parei pra ler o jornal, como sempre, e assobiava umas cançõezinhas de quando eu era um pequeno bastardo. Mesmo tendo a frente todo aquele informe institucionalizado do que se passou no mundo dia anterior, eu só conseguia pensar no futebol das tardes, de contar vantagem pendurado numa mangueira, das gentilezas na escola. Opa, e foi nas gentilezas na escola que eu fiquei um bom tempo entretido.
Há um bom motivo pra uma criança ser gentil, principalmente quando é tão hiperativa quanto eu fui na minha juventude. E o motivo é que simplesmente é muito difícil obter atenção das pessoas quando se é antipático a elas...
Quinze minutos pensando no passado me fez lembrar de alguns compromissos. Decerto escrever um novo post nesse blog era um deles. Mas não foi assim a história do "como esse post nasceu" que me motivou a fazê-lo. Na verdade a razão é um guia duvidoso, mas que vence QUALQUER sentimento...
Quando eu me preparava pra vir na lan, e como de costume, pagar dois reais na promoção de um real a hora, eu não conseguia reparar o dano que é fuçar no passado aparentemente feliz de minha infância, principalmente aquelas coisas as quais eu tenho tanta saudade. Então, pra promover mais uma vez aquilo o que este blog se propõe, eu criptografei meus sentimentos, estudei a forma mais mundana de escreve-los e, tcharaaaam, aqui estão eles...
Assim funciona esse blog.
Cheers!
Há um bom motivo pra uma criança ser gentil, principalmente quando é tão hiperativa quanto eu fui na minha juventude. E o motivo é que simplesmente é muito difícil obter atenção das pessoas quando se é antipático a elas...
Quinze minutos pensando no passado me fez lembrar de alguns compromissos. Decerto escrever um novo post nesse blog era um deles. Mas não foi assim a história do "como esse post nasceu" que me motivou a fazê-lo. Na verdade a razão é um guia duvidoso, mas que vence QUALQUER sentimento...
Quando eu me preparava pra vir na lan, e como de costume, pagar dois reais na promoção de um real a hora, eu não conseguia reparar o dano que é fuçar no passado aparentemente feliz de minha infância, principalmente aquelas coisas as quais eu tenho tanta saudade. Então, pra promover mais uma vez aquilo o que este blog se propõe, eu criptografei meus sentimentos, estudei a forma mais mundana de escreve-los e, tcharaaaam, aqui estão eles...
Assim funciona esse blog.
Cheers!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Permonnita Agluos
"No ritmo hipnótico, vamu lá, um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois..."
Achei um fiozinho desenrolado no chão e decidi que ia segui-lo, para achar a bobina. Era azul. E nas minhas mãos a sujeira de sempre, e isso fazia grande diferença. E eu fedia a algum tempo, e isso incomodava. Precisava urgente de um banho. Mas mais urgente era a bobina.
Fui caminhando e descobri que meus olhos brilhavam de curiosidade, ao ver que o fiozinho terminava nos pés dela. Eu me perguntava - isso foi causado? - e ao mesmo tempo eu sorria, pois era a minha vontade.
Na verdade nunca houve o fiozinho. Ele é parte de uma alegoria muito grande que foi criada pra dizer pro mundo que eu estou amando desencontros, os abraços, as noites e o cheiro dela. O fiozinho são tantas coisas, tanta gente. E ele é azul porque não haveria de ser de outra cor. E o mais importante é que ele não estava ligado a uma bobina. Rs, era um fiozinho independente.
Adoro, contudo, o cheiro dela. Os lábios dela, cerrados. Os braços cruzados, enquanto ela diz que está cansada. Eu noto que pára de ventar lá fora, e o quarto se torna úmido lá dentro. Isso a incomoda. Os batimentos aceleram, e ela me apaixona contando as histórias dela. E eu ouço, sem dizer quase nada. Não quero interrompê-la.
Acaba a história, ela fecha bem devagar os olhos, e respira pesadamente. Acomoda a cabeça, mas eu percebo que ela está cheia de pensamentos. Eu tento acalmar a alma dela. Ela me nega algumas vezes, mas são tentativas vãs. Um abraço, dois, mais um, e um quarto abraço. Ela não se rende. Eu não me rendo. Então eu mergulho em pensamentos. Por um breve momento eu não sinto o corpo dela. Eu sou uma máquina, e às vezes eu sou um ser humano. Aí ela resolve ir embora pra casa.
Começa a chover, então ela me olha sorrindo, apostando na minha alegria. Naquela hora eu faço de tudo pra que a chuva continue, e que eu possa senti-la dormir mais uma vez. A chuva foi um ganho de tempo precioso. Logo ela percebe que não era uma chuva, mas um pedido meu. Se esquiva outra vez, e mais uma, e me deixa louco com umas palavrinhas. Nessa hora eu sei que o coração dela estava vacilante. A respiração mudou, e o corpo evitava-me.
Final da noite, ela vai embora. Continuo a sentir o cheiro dela no ar. Consigo sentir o tremor de minhas batidas ao vê-la indo, naquele corredor escuro e úmido. E eu volto pra casa, falando sozinho. Amanhã será mais um bom dia. E talvez uma noite maravilhosa.
Cheers!
Achei um fiozinho desenrolado no chão e decidi que ia segui-lo, para achar a bobina. Era azul. E nas minhas mãos a sujeira de sempre, e isso fazia grande diferença. E eu fedia a algum tempo, e isso incomodava. Precisava urgente de um banho. Mas mais urgente era a bobina.
Fui caminhando e descobri que meus olhos brilhavam de curiosidade, ao ver que o fiozinho terminava nos pés dela. Eu me perguntava - isso foi causado? - e ao mesmo tempo eu sorria, pois era a minha vontade.
Na verdade nunca houve o fiozinho. Ele é parte de uma alegoria muito grande que foi criada pra dizer pro mundo que eu estou amando desencontros, os abraços, as noites e o cheiro dela. O fiozinho são tantas coisas, tanta gente. E ele é azul porque não haveria de ser de outra cor. E o mais importante é que ele não estava ligado a uma bobina. Rs, era um fiozinho independente.
Adoro, contudo, o cheiro dela. Os lábios dela, cerrados. Os braços cruzados, enquanto ela diz que está cansada. Eu noto que pára de ventar lá fora, e o quarto se torna úmido lá dentro. Isso a incomoda. Os batimentos aceleram, e ela me apaixona contando as histórias dela. E eu ouço, sem dizer quase nada. Não quero interrompê-la.
Acaba a história, ela fecha bem devagar os olhos, e respira pesadamente. Acomoda a cabeça, mas eu percebo que ela está cheia de pensamentos. Eu tento acalmar a alma dela. Ela me nega algumas vezes, mas são tentativas vãs. Um abraço, dois, mais um, e um quarto abraço. Ela não se rende. Eu não me rendo. Então eu mergulho em pensamentos. Por um breve momento eu não sinto o corpo dela. Eu sou uma máquina, e às vezes eu sou um ser humano. Aí ela resolve ir embora pra casa.
Começa a chover, então ela me olha sorrindo, apostando na minha alegria. Naquela hora eu faço de tudo pra que a chuva continue, e que eu possa senti-la dormir mais uma vez. A chuva foi um ganho de tempo precioso. Logo ela percebe que não era uma chuva, mas um pedido meu. Se esquiva outra vez, e mais uma, e me deixa louco com umas palavrinhas. Nessa hora eu sei que o coração dela estava vacilante. A respiração mudou, e o corpo evitava-me.
Final da noite, ela vai embora. Continuo a sentir o cheiro dela no ar. Consigo sentir o tremor de minhas batidas ao vê-la indo, naquele corredor escuro e úmido. E eu volto pra casa, falando sozinho. Amanhã será mais um bom dia. E talvez uma noite maravilhosa.
Cheers!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Las OttunaC
Ontem eu vi o sol nascer. Amargo na garganta inflamada, centenas de números na cabeça, vontade de voltar pra cama, mas somente um desejo: sabê-la curada.
Estou tão aflito. Ela está doente, e mistura-se às minhas aflições nem saber do que ela sofre, e ao mesmo tempo ter certeza de que é fatal. Não falo por ela, mas por ela também. E assim eu me preocupo, eu choro, eu rezo, eu rogo. As minhas forças são pra evitar meus danos internos, e ao meu coração, o tal dividido que sempre está pedindo socorro. E pediu.
A Laura veio em socorro. E pude, por uma hora e quarenta e três minutos, esquecer que era triste que eu estava, e pude lembrar que a esperança é meu cajado desde tempos imemoriáveis. A Laura trouxe de volta meu sorriso, que foi melhor que o franzir da testa, a sensação de apatia. Eu gostaria de viver dias mais leves, mas por enquanto eu não posso.
Meu amor está doente. Que frase mais dúbia, tratando-se de amor. Meu amor está sempre esperando uma cura, como se quisesse continuar vivendo.
Além disso, não me sinto mais sozinho...
Estou tão aflito. Ela está doente, e mistura-se às minhas aflições nem saber do que ela sofre, e ao mesmo tempo ter certeza de que é fatal. Não falo por ela, mas por ela também. E assim eu me preocupo, eu choro, eu rezo, eu rogo. As minhas forças são pra evitar meus danos internos, e ao meu coração, o tal dividido que sempre está pedindo socorro. E pediu.
A Laura veio em socorro. E pude, por uma hora e quarenta e três minutos, esquecer que era triste que eu estava, e pude lembrar que a esperança é meu cajado desde tempos imemoriáveis. A Laura trouxe de volta meu sorriso, que foi melhor que o franzir da testa, a sensação de apatia. Eu gostaria de viver dias mais leves, mas por enquanto eu não posso.
Meu amor está doente. Que frase mais dúbia, tratando-se de amor. Meu amor está sempre esperando uma cura, como se quisesse continuar vivendo.
Além disso, não me sinto mais sozinho...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Polemnáculo AsTrac
Eu ouço cada respirar dela. E quando ela sorri, o tempo pára por uns instantes, e um pouco menos dolorosa é a vida. Ela distrai-se e eu a observo, linda. Estamos realmente muito próximos, vivemos próximos e muito unidos.
Penso nela todos os dias. Me dá saudade de ver como ela fica ruborizada quando eu falo as verdades caras e inegáveis. E eu faço isso dum jeito que eu sei, é inesquecível. Estou aos poucos invadindo corredores no coração dela. Ela aos poucos habita minha mente, meu coração. "Está quente aqui dentro"...
Ela é um pássaro. Eu sei disso. Eu ainda sou um lobo, mas isso não nos afasta, não é de forma alguma um mundo diferente. O Lobo pode amar o Pássaro. Ela me quer, e eu a quero. Isso é o necessário, ninguém tem dúvidas disso.
Cheers!
Penso nela todos os dias. Me dá saudade de ver como ela fica ruborizada quando eu falo as verdades caras e inegáveis. E eu faço isso dum jeito que eu sei, é inesquecível. Estou aos poucos invadindo corredores no coração dela. Ela aos poucos habita minha mente, meu coração. "Está quente aqui dentro"...
Ela é um pássaro. Eu sei disso. Eu ainda sou um lobo, mas isso não nos afasta, não é de forma alguma um mundo diferente. O Lobo pode amar o Pássaro. Ela me quer, e eu a quero. Isso é o necessário, ninguém tem dúvidas disso.
Cheers!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Ermo
Eu senti saudade de ti quando tu estavas aqui, e principalmente porque estavas me abraçando. Eu queria poder lembrar do teu sorriso da mesma forma como me lembro da tua mão sobre a minha. Nos dias mais sombrios, quando mais que a chuva nos aproximava, e nos socorríamos com apelos, e palavras muito desmedidas. Sorríamos, observando o quanto éramos felizes, ainda que sozinhos. Eu tinha você na memória. E agora você está aqui, comigo.
O justo dia era hoje, então ontem não deveria mais ser citado. Você me fazia ver dentro dos teus olhos a certeza do que dizia. Sabia que a dúvida gera resposta, mas que resposta gera mais dúvida? Assim sendo, era para mim também. E eu tentei te responder a tudo. Como eu poderia ser capaz de não notar que teu esforço era a minha vontade? E que ainda que nós nos estudássemos por dias, e que versássemos por semanas, e nos encontrássemos a anos, sempre nos pareceria sermos estranhos amados.
Eu levava sua bolsa, e portava um cordão teu. Você carregava na mente as palavras do último encontro, afim de perguntar aquilo que não havia compreendido. E nos sentamos próximos, à vista de todos, permitindo nos espreguiçar e relaxar. Dissemos o de sempre, nos olhamos severamente, tocamo-nos por entre verdades amargas. E naquele dia eu também fui feliz. Mas nada poderia ser melhor do que a chuva que ameaçava cair. Perdi a noção do tempo, pois é assim que ficamos quando queremos prolongar um momento como aquele. Eu me desculpei pela chuva, mas saiba que naquela hora eu não pude evitar. Havia de ser, como muita coisa que eu não evito mais.
Você era mais tarde, sempre que me ouvia. E se eu sei que você me entende, não precisaria explicar. Eu devia explicações? Então devias-me sorrisos e um agradecimento. Tu olhava atenta aos meus lábios, como se quisesse adivinhar o que eu queria dizer. Mas você não estava sozinha, porque eu estava intimamente inspirado a não perder teus olhares, para que sonhar com isso mais tarde eu pudesse, e lembrar do teu rosto com sorriso eu lembrasse, para que amar tua doação eu invejasse. E isso é divertido.
Você é. Você está hoje. E procurarei sempre que sejas amanhã, e depois. Ainda que dentro de mim, ainda que nos arredores do que eu chamo "felicidade". Não vou pedir "não tenha dúvidas"; vou te pedir, sim, é que tenha respostas.
Um beijo não silencia a noite. Te amo, como a mim mesmo.
O justo dia era hoje, então ontem não deveria mais ser citado. Você me fazia ver dentro dos teus olhos a certeza do que dizia. Sabia que a dúvida gera resposta, mas que resposta gera mais dúvida? Assim sendo, era para mim também. E eu tentei te responder a tudo. Como eu poderia ser capaz de não notar que teu esforço era a minha vontade? E que ainda que nós nos estudássemos por dias, e que versássemos por semanas, e nos encontrássemos a anos, sempre nos pareceria sermos estranhos amados.
Eu levava sua bolsa, e portava um cordão teu. Você carregava na mente as palavras do último encontro, afim de perguntar aquilo que não havia compreendido. E nos sentamos próximos, à vista de todos, permitindo nos espreguiçar e relaxar. Dissemos o de sempre, nos olhamos severamente, tocamo-nos por entre verdades amargas. E naquele dia eu também fui feliz. Mas nada poderia ser melhor do que a chuva que ameaçava cair. Perdi a noção do tempo, pois é assim que ficamos quando queremos prolongar um momento como aquele. Eu me desculpei pela chuva, mas saiba que naquela hora eu não pude evitar. Havia de ser, como muita coisa que eu não evito mais.
Você era mais tarde, sempre que me ouvia. E se eu sei que você me entende, não precisaria explicar. Eu devia explicações? Então devias-me sorrisos e um agradecimento. Tu olhava atenta aos meus lábios, como se quisesse adivinhar o que eu queria dizer. Mas você não estava sozinha, porque eu estava intimamente inspirado a não perder teus olhares, para que sonhar com isso mais tarde eu pudesse, e lembrar do teu rosto com sorriso eu lembrasse, para que amar tua doação eu invejasse. E isso é divertido.
Você é. Você está hoje. E procurarei sempre que sejas amanhã, e depois. Ainda que dentro de mim, ainda que nos arredores do que eu chamo "felicidade". Não vou pedir "não tenha dúvidas"; vou te pedir, sim, é que tenha respostas.
Um beijo não silencia a noite. Te amo, como a mim mesmo.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Dezia e a flor de lótus
O ano começou bem devagar. Demorava muito pros dias passarem. Não de todo entediante, mas era numa velocidade tão lenta que não tinha como não lembrar que estávamos de férias. E isso me deu a impressão que eu tinha todo o tempo do mundo.
Naquele dia, eu estava particularmente um pouco fora de mim, estava estimulado a refletir somente. Não estava afim de ver amigos, de conversa. Pensava muito no futuro, no próximo passo, nas pessoas que sumiram e até nesse blog empoeirado.
Então eu a conheci. E naquele dia foi rápido. Uma apresentação rápida, um cumprimento e goles de vinho. Era festa em homenagem ao deus Baco. E era dia de reunir amigos.
Mas não foi naquele dia exatamente que a conheci. Foi dias depois. Encontramo-nos a noite, todos os amigos, e, à medida em que todos foram indo embora, fomos ficando. E naquele dia eu conheci uma mulher surpreendente, de mistérios, de verdades, de verdade e muito faceira. Pelo menos para mim.
Nos dias seguintes nos falamos também. E nos aproximamos. E nos afastamos. Descobri, todos os dias, um pouco, um pedaço dela, uma história incrível, deliciosa, emotiva, guerreira e muito aberta. Eu ia para casa sorrindo, com o coração preenchido, deveras feliz. E eu tinha certeza que estava conhecendo alguém dessas pessoas que mudam para sempre a vida da gente.
Dezia, a sensação de peça faltando no meu quebra-cabeça está menor desde que te conheci, e conheci tua história. Você é uma amiga marcante, inspiradora, carinhosa e divertidíssima. Quero ser para sempre o quanto durar nossa amizade. Quero que sejamos, para sempre, amigos.
Te adoro!!!!
Cheers!
Naquele dia, eu estava particularmente um pouco fora de mim, estava estimulado a refletir somente. Não estava afim de ver amigos, de conversa. Pensava muito no futuro, no próximo passo, nas pessoas que sumiram e até nesse blog empoeirado.
Então eu a conheci. E naquele dia foi rápido. Uma apresentação rápida, um cumprimento e goles de vinho. Era festa em homenagem ao deus Baco. E era dia de reunir amigos.
Mas não foi naquele dia exatamente que a conheci. Foi dias depois. Encontramo-nos a noite, todos os amigos, e, à medida em que todos foram indo embora, fomos ficando. E naquele dia eu conheci uma mulher surpreendente, de mistérios, de verdades, de verdade e muito faceira. Pelo menos para mim.
Nos dias seguintes nos falamos também. E nos aproximamos. E nos afastamos. Descobri, todos os dias, um pouco, um pedaço dela, uma história incrível, deliciosa, emotiva, guerreira e muito aberta. Eu ia para casa sorrindo, com o coração preenchido, deveras feliz. E eu tinha certeza que estava conhecendo alguém dessas pessoas que mudam para sempre a vida da gente.
Dezia, a sensação de peça faltando no meu quebra-cabeça está menor desde que te conheci, e conheci tua história. Você é uma amiga marcante, inspiradora, carinhosa e divertidíssima. Quero ser para sempre o quanto durar nossa amizade. Quero que sejamos, para sempre, amigos.
Te adoro!!!!
Cheers!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Vores it tram pali
Quando eu encontrei esses textos, me impressionei com a conteporaneidade deles, a leveza como eles foram escritos...
"Turac obus av seni.", dizia uma determinada passagem. Isso significa que o autor teve a preocupação de ser direto. Em outra passagem ele faz a recomendação "em pisos avranítolo caV cetos ura eveiaLiotih sonos". Ainda que um pouco diferente, numa linguagem mais rebuscada, ele atenta ao tradutor de onde provinha a língua que ele tentou reproduzir.
"Tram aioteolo, absos luc etrai lovacaiciqento, (av nana) bédis sunaT aprécsis tam.", uma frase realmente fora do comum, para a época em que foi escrita.
Talvez eu não esteja levando meus estudos a sério, pela relativa dificuldade que estou encontrando em traduzir tudo isso, mas devo lembrar-me, ao dia, que mesmo na velocidade em que estou executando isso, eu não poderia fazer nada na pressa para que nada saia errado.
Agora, falando de assuntos mundanos, meu próximo post deverá ser um pouco auto-biográfico.
Cheers!
"Turac obus av seni.", dizia uma determinada passagem. Isso significa que o autor teve a preocupação de ser direto. Em outra passagem ele faz a recomendação "em pisos avranítolo caV cetos ura eveiaLiotih sonos". Ainda que um pouco diferente, numa linguagem mais rebuscada, ele atenta ao tradutor de onde provinha a língua que ele tentou reproduzir.
"Tram aioteolo, absos luc etrai lovacaiciqento, (av nana) bédis sunaT aprécsis tam.", uma frase realmente fora do comum, para a época em que foi escrita.
Talvez eu não esteja levando meus estudos a sério, pela relativa dificuldade que estou encontrando em traduzir tudo isso, mas devo lembrar-me, ao dia, que mesmo na velocidade em que estou executando isso, eu não poderia fazer nada na pressa para que nada saia errado.
Agora, falando de assuntos mundanos, meu próximo post deverá ser um pouco auto-biográfico.
Cheers!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Ublud ac dona
Ah, eu acho que eu precisava de um óculos.
Primeiro post do ano 2008. Chances renovadas, outras odisséias, novas conquistas. Quase nada é novo, só reeditado. Assim eu continuo indo dessa pra melhor.
Começo de ano conturbado e desanimado. Salvo algumas agruras e inexperiências juvenis de outrem, além das minhas expectativas, e dos meus planos, rs. Isso me deixa imbuido de fazer o que eu sempre faço: dar uma ajuda. Necessária, mas já dada.
E que estejamos todos felizes. Aparentemente.
Cheers!
"Brontanesquiento, usubad oC nu átenus. Tosos esquioles tram boa denecarT, av seni ioD, av un atac. Agro saidi Lem umba vernocaiento, huóris sommundas et sec, tram aduvA tonocácelo' embiocatica, nerve, av solame.
Em tono, sesti Brula enneomácia agru'onomo, u onomo ganaga hrór estilávika. Brula av zaar empelo sataC or obul em sonos sras leocinquiento. Ábadon ut la broaD'oc se, nem broaD'oc ezi, sart broaD'oc ocnus. BroaDInoc asta erevo.
Monico aluve taras."
Em tono, sesti Brula enneomácia agru'onomo, u onomo ganaga hrór estilávika. Brula av zaar empelo sataC or obul em sonos sras leocinquiento. Ábadon ut la broaD'oc se, nem broaD'oc ezi, sart broaD'oc ocnus. BroaDInoc asta erevo.
Monico aluve taras."
Primeiro post do ano 2008. Chances renovadas, outras odisséias, novas conquistas. Quase nada é novo, só reeditado. Assim eu continuo indo dessa pra melhor.
Começo de ano conturbado e desanimado. Salvo algumas agruras e inexperiências juvenis de outrem, além das minhas expectativas, e dos meus planos, rs. Isso me deixa imbuido de fazer o que eu sempre faço: dar uma ajuda. Necessária, mas já dada.
E que estejamos todos felizes. Aparentemente.
Cheers!
sábado, 29 de dezembro de 2007
Nox av SoroS
"Por pouco eu não cometi um infanticídio..."
Ainda estou passando dessa pra melhor. A cada dia nesse final de ano eu consigo ajustar correctamente a minha vida. Muita disposição a abandonar velhos hábitos, velhos vícios, idéias antigas e mau resolvidas. Pouca disposição pra continuar a desistência. Renovando a expectativa intríssica de outrora.
Não, eu não acredito numa redenção, numa esperança; estou somente agredindo um pouco as minhas regras. Estou equivalendo as minhas medidas com um pouco da releitura do passado.
Não, eu não acredito que isso tudo se deva ao fato de ser final de ano e outras baboseiras. Eu somente acredito que está tudo melhorando. Apagar o antigo, dar um reload no que deu certo, ajustar aquilo que nos dá vontade de sorrir ou de se orgulhar e escrever novas linhas na vida.
Isso é, na verdade, uma evolução!
Ainda estou passando dessa pra melhor. A cada dia nesse final de ano eu consigo ajustar correctamente a minha vida. Muita disposição a abandonar velhos hábitos, velhos vícios, idéias antigas e mau resolvidas. Pouca disposição pra continuar a desistência. Renovando a expectativa intríssica de outrora.
Não, eu não acredito numa redenção, numa esperança; estou somente agredindo um pouco as minhas regras. Estou equivalendo as minhas medidas com um pouco da releitura do passado.
Não, eu não acredito que isso tudo se deva ao fato de ser final de ano e outras baboseiras. Eu somente acredito que está tudo melhorando. Apagar o antigo, dar um reload no que deu certo, ajustar aquilo que nos dá vontade de sorrir ou de se orgulhar e escrever novas linhas na vida.
Isso é, na verdade, uma evolução!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Nox Suvsávaro
"Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas"
Tempo Perdido - Legião Urbana
Novos momentos. Antigos aliados de mãos dadas, novamente. Infelizmente não estão a favor, e eu estou contra. Ou será que eu estou a favor e eles contra. Ah, sei lá...
Dizer adeus é muito caro. Rouba um pedaço gigante da alma. Não é uma opção, as vezes, pra quem nunca pensa no que diz, mas é a única que eu consegui. E ao contrário eu pensei muito no que eu já disse...
Um dia o sol nascia e eu nem havia fechado os olhos pra dormir. Madruguei pensamentos, mediquei algumas esperanças morríveis, pesei té os sonhos. Não foi bom, mas foi razoável. Mesmo sabendo que eu perdi, que a muito tempo eu já havia perdido. Estou colhendo o contrário do que plantei. Sinto que é assim que acontece com os Grandes. Nunca se colhe aquilo exato que se plantou...
Velhos canalhas ainda se dão bem. Guerras inúteis são muito lucrativas. Palavras desmedidas ainda são alternativa. Ignorantes são mais livres que os sabidos. Esse mundo está errado! Está tudo errado!
Mudar!
Mas deixe as luzes
Acesas"
Tempo Perdido - Legião Urbana
Novos momentos. Antigos aliados de mãos dadas, novamente. Infelizmente não estão a favor, e eu estou contra. Ou será que eu estou a favor e eles contra. Ah, sei lá...
Dizer adeus é muito caro. Rouba um pedaço gigante da alma. Não é uma opção, as vezes, pra quem nunca pensa no que diz, mas é a única que eu consegui. E ao contrário eu pensei muito no que eu já disse...
Um dia o sol nascia e eu nem havia fechado os olhos pra dormir. Madruguei pensamentos, mediquei algumas esperanças morríveis, pesei té os sonhos. Não foi bom, mas foi razoável. Mesmo sabendo que eu perdi, que a muito tempo eu já havia perdido. Estou colhendo o contrário do que plantei. Sinto que é assim que acontece com os Grandes. Nunca se colhe aquilo exato que se plantou...
Velhos canalhas ainda se dão bem. Guerras inúteis são muito lucrativas. Palavras desmedidas ainda são alternativa. Ignorantes são mais livres que os sabidos. Esse mundo está errado! Está tudo errado!
Mudar!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Nox Treo
Talvez seja, como outrora era combinado, um desequilíbrio sóbrio e necessário. Talvez seja somente uma aparente tormenta que varre esperanças e atrai muitas dúvidas. Talvez seja a oportunidade de pôr em operação o "plano B". Na dúvida, talvez seja uma onda de má fé, de impura verbalização do que vigora...
Há muitos porquês. Eu não esperava que fosse ficar tanto tempo exposto a isso. Não estou a salvo de nada, estou à margem de muita coisa. As pessoas se realizam enquanto eu fico olhando, tão perplexo a ver o que me oferecem em seguida. Estou ficando farto das aparências, e da felicidade alheia.
Um dia eu sonhei que era capaz de tanta coisa. De repente nem meu corpo acompanha meus sonhos. É tanta infelicidade em tão pouco tempo.
Há muitos porquês. Eu não esperava que fosse ficar tanto tempo exposto a isso. Não estou a salvo de nada, estou à margem de muita coisa. As pessoas se realizam enquanto eu fico olhando, tão perplexo a ver o que me oferecem em seguida. Estou ficando farto das aparências, e da felicidade alheia.
Um dia eu sonhei que era capaz de tanta coisa. De repente nem meu corpo acompanha meus sonhos. É tanta infelicidade em tão pouco tempo.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Nox Agneto

Talvez seja, como outrora era combinado, um desequilíbrio sóbrio e necessário. Nada mais seria tão utópico que tentar atingir objetivos obscuros, hermeticamente concebidos. E eu voltara a ser anos mais jovem, anos mais inconseqüente, anos mais real. Contudo, e sempre haverá espaço para um "mas", eu me tornei visceral demais nesses meus dias acadêmicos, suspeito de sequer não me tornar um filósofo feliz e bem nutrido. As vezes incomoda sentir mais que ignorar sentimentos, incomoda importar-se que ignorar a tolerância mundana. É claro que eu não sou um simples mortal, mas me interessei por tanto tempo nesse estilo de vida. Algum dia talvez eu tope com algo que me deixe bem de saco cheio e abandone essa infrutífera experiência. Nos moldes duma atitude moralista, até me convenci que o que sei serviria melhor para outras vidas, outras caras, outras vidas. Acontece que somos todos muito egoístas pra abandonarmos a si mesmos e enxergarmos um coletivo. Eu mesmo diria: eu não pertenço à essa porra! Me deixei levar, tentar ser fora de minha Essência. Mas é somente uma viagem. Ainda não me convenci dos benefícios, mas registro tudo com interesse desde quando comecei, a muito tempo. Solari é uma prova... Cheers!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Nox uSur obod
She seemed dressed in all of me
stretched across my shame
All the torment and the pain
Leaked through and covered me
I'd do anything to have her to myself
Just to have her for myself
Now I don't know what to do,
I don't know what to do
When she makes me sad
She is everything to me
The unrequited dream
A song that no one sings
The unattainable
She's a myth that I have to believe in
All I need to make it real is one more reason
I don't know what to do,
I don't know what to do
when she makes me sad.
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build up
inside of me
She isn't real
I can't make her real
She isn't real
I can't make her real
Vermilion pt. 2 - Slipknot
Como eu estou temporariamente aquém das parcialidades da minha vida, com pouco tempo pra vomitar idéias, aí vai mais uma letra interessante. Essa música é na realidade algo tipo uma magia de vozes, um espírito ambulante.
E no seio de mais uma semana que termina, viverei pra ver novas notícias sobre a verdade?
Incompreensível...
stretched across my shame
All the torment and the pain
Leaked through and covered me
I'd do anything to have her to myself
Just to have her for myself
Now I don't know what to do,
I don't know what to do
When she makes me sad
She is everything to me
The unrequited dream
A song that no one sings
The unattainable
She's a myth that I have to believe in
All I need to make it real is one more reason
I don't know what to do,
I don't know what to do
when she makes me sad.
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build up
inside of me
She isn't real
I can't make her real
She isn't real
I can't make her real
Vermilion pt. 2 - Slipknot
Como eu estou temporariamente aquém das parcialidades da minha vida, com pouco tempo pra vomitar idéias, aí vai mais uma letra interessante. Essa música é na realidade algo tipo uma magia de vozes, um espírito ambulante.
E no seio de mais uma semana que termina, viverei pra ver novas notícias sobre a verdade?
Incompreensível...
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Nox sou oboradh.
Estou trancado em casa e não posso sair
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química
Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular
Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical
Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular.
Química - Legião Urbana
Eis uma letra muito foda. Bem humorada. Alunos pré-vestibular paranóicos, pressionados, adoecem suas mentes. Trilham um caminho inverso, e em nada se preparam...
Não se pode atacar sem disciplina. Sem disciplina, um vestibular será somente uma perda de energia, de tempo, será uma realização infrutífera.
Não é Flora?
Cheers!
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química
Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular
Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical
Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular.
Química - Legião Urbana
Eis uma letra muito foda. Bem humorada. Alunos pré-vestibular paranóicos, pressionados, adoecem suas mentes. Trilham um caminho inverso, e em nada se preparam...
Não se pode atacar sem disciplina. Sem disciplina, um vestibular será somente uma perda de energia, de tempo, será uma realização infrutífera.
Não é Flora?
Cheers!
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Noglo? aV sores?
Eu te esperei sem sede
conectado aos planos
sentia pouco
vidinha
Se eu fosse o deserto
o vento me varreria
pra perto de ti
com força e furor
Apaguei de mim o ardor
pois eu poderia destruir
diversos pensamentos
e me libertaria do ciclo
Sem sede
eu esperava ser
tentaria
todos os dias.
O que não estiver no caminho não deverá ser contabilizado. Eu digo: as palavras são armas da razão e reféns do coração. Por mais exposto que eu esteja, o meu caminho é o mais reto, aquele que me aproximaria. Eu nunca quis criar, manipulai-vos. Eu nunca quis errar, enganai-vos. Sou bioquímica pura.
Rebordose!!!
Cheers!
conectado aos planos
sentia pouco
vidinha
Se eu fosse o deserto
o vento me varreria
pra perto de ti
com força e furor
Apaguei de mim o ardor
pois eu poderia destruir
diversos pensamentos
e me libertaria do ciclo
Sem sede
eu esperava ser
tentaria
todos os dias.
O que não estiver no caminho não deverá ser contabilizado. Eu digo: as palavras são armas da razão e reféns do coração. Por mais exposto que eu esteja, o meu caminho é o mais reto, aquele que me aproximaria. Eu nunca quis criar, manipulai-vos. Eu nunca quis errar, enganai-vos. Sou bioquímica pura.
Rebordose!!!
Cheers!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Kanoken o-sitari nDaga
Até que enfim eu pude relaxar um pouquinho. Existem muitos motivos pra que eu acredite que as coisas ainda não estão perfeitas, é claro, mas também não melhoraram nem um pouquinho... dentre alguns destes motivos os melhores são que os projetos estão em boas mãos agora (by Jonny), a Sgt. Hebe está ótima e eu vou poder conferi o Festival de Cinema de perto.
E eu não poderia esquecer jamais de quinta passada, quando falei com a Flora pelo msn, depois de muito tempo. O contato foi bótimo, e a Laura é demais porque carrega a essência da sacanagem com ela.
Mudando de assunto.
Caiu mais um avião no Brasil. Mais um misterioso fato, algo que infelizmente está se tornando em algo comum nesses dias sombrios. Eu mesmo só viajo a pé, e isso não deveria me incomodar. Mas eu não poderia ficar satisfeito com essa gente que morre por causa do que cai do céu, seja lá o motivo.
Se nada for feito por agora, será o futuro mais promissor de desgraças que eu já vi. Mesmo que isso seja esperado, ou que eu já tenha imaginado algo assim antes, incomoda-me isso tudo. Gente morre, voar dá medo.
Acho que não vou pra Belém tão cedo!
E eu não poderia esquecer jamais de quinta passada, quando falei com a Flora pelo msn, depois de muito tempo. O contato foi bótimo, e a Laura é demais porque carrega a essência da sacanagem com ela.
Mudando de assunto.
Caiu mais um avião no Brasil. Mais um misterioso fato, algo que infelizmente está se tornando em algo comum nesses dias sombrios. Eu mesmo só viajo a pé, e isso não deveria me incomodar. Mas eu não poderia ficar satisfeito com essa gente que morre por causa do que cai do céu, seja lá o motivo.
Se nada for feito por agora, será o futuro mais promissor de desgraças que eu já vi. Mesmo que isso seja esperado, ou que eu já tenha imaginado algo assim antes, incomoda-me isso tudo. Gente morre, voar dá medo.
Acho que não vou pra Belém tão cedo!
domingo, 28 de outubro de 2007
Urna Tsalvatta
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...
Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...
Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei,olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.
Sei que faço isso
Prá esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Vento no Litoral - Legião Urbana
Ainda estou resumindo minhas palavras às letras inspiradoras, tais quais as Musas que cantavam os episódios divinos aos ouvidos mortais na Grécia.
Uma letra finalmente de bons tons, demonstrando que ainda há esperança. O Sopro está levando a Nuvem Negra para longe, e me sinto melhor. Aprendi, contudo, que "deixar a onda me acertar" ainda é uma alternativa muito boa, e que eu aprendi muito em pouco tempo. Indiferente aos outros, indiferente ao que eu vejo, ao que sinto. Tudo tem que ficar bem no final, se a alma não é pequena...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Cac ostum ni, androV
Eu sou um delírio do mundo!
Sempre um pouco distante da realidade, um pouco menos ouvidor e mais observador. Afinal esse mundo delira, suspira e sua por um equilíbrio "distante", algo indistinto aos olhos. Não há muito o que fazer, tudo se parece com fenômenos, coisas naturais. Grande mentira da mãe natureza.
Me peguei sorrindo. Estava revirando (como sempre) meus papéis e encontrei meus pornôs. Foi um choque muito grande, já que eu já havia abandonado muitos deles nas mãos mais necessitadas, rsrsrs...
Mas voltando ao assunto chave e teórico. Eu sou um delírio do mundo! Eu sou aquilo que está permanentemente incluso nos sonhos e no idealismo fantástico do mundo, e de muita gente. Eu pertenço àquela classe das pessoas que se esmeram pelo que acreditam e se arrastam pelas dungeons da vida.
Descobri que não sou um homem em busca de um par. Eu sou delirante. Eu sou, na verdade, um homem em busca de meus ímpares, dos meus antagonistas, e do imediato. Pertenço àqueles que estão em constante contato com a realidade formal, mas que não doa a parte mais selvagem da alma, que percebe os fluidos metafísicos, e que preserva o modo obscuro de navegar entre o insano e o particularmente são.
Eu diria a vocês: somente encarar a morte nos trás muito à frente e muito atrás das possibilidades, do destino, das escolhas. Gente pobre de espírito nunca vão reconhecer o que eu estou falando. É gente que permanece no erro por mais que se tente mudar, porque não percebem que a morte pode vir de dentro. Eu diria a vocês: descubram todos os dias motivos pra continuarem vivos. A Essência é o real combustível da vida. Não percam suas Essências... Eu diria a vocês tudo isso...
Mas não direi!
Cheers!
Sempre um pouco distante da realidade, um pouco menos ouvidor e mais observador. Afinal esse mundo delira, suspira e sua por um equilíbrio "distante", algo indistinto aos olhos. Não há muito o que fazer, tudo se parece com fenômenos, coisas naturais. Grande mentira da mãe natureza.
Me peguei sorrindo. Estava revirando (como sempre) meus papéis e encontrei meus pornôs. Foi um choque muito grande, já que eu já havia abandonado muitos deles nas mãos mais necessitadas, rsrsrs...
Mas voltando ao assunto chave e teórico. Eu sou um delírio do mundo! Eu sou aquilo que está permanentemente incluso nos sonhos e no idealismo fantástico do mundo, e de muita gente. Eu pertenço àquela classe das pessoas que se esmeram pelo que acreditam e se arrastam pelas dungeons da vida.
Descobri que não sou um homem em busca de um par. Eu sou delirante. Eu sou, na verdade, um homem em busca de meus ímpares, dos meus antagonistas, e do imediato. Pertenço àqueles que estão em constante contato com a realidade formal, mas que não doa a parte mais selvagem da alma, que percebe os fluidos metafísicos, e que preserva o modo obscuro de navegar entre o insano e o particularmente são.
Eu diria a vocês: somente encarar a morte nos trás muito à frente e muito atrás das possibilidades, do destino, das escolhas. Gente pobre de espírito nunca vão reconhecer o que eu estou falando. É gente que permanece no erro por mais que se tente mudar, porque não percebem que a morte pode vir de dentro. Eu diria a vocês: descubram todos os dias motivos pra continuarem vivos. A Essência é o real combustível da vida. Não percam suas Essências... Eu diria a vocês tudo isso...
Mas não direi!
Cheers!
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Pondera
Eu insisti tanto com tantas coisas... eu achei que deveria ser feliz com minhas próprias escolhas, afinal é isso que te ensinam na televisão, nos filmes épicos, nos livros de auto-ajuda... e eu queria tanto ser normal como todo mundo... ter uma vida normal, amigos normais e uma morte normal...
As coisas tem sempre que ser diferentes comigo?
Estou doente. Meu coração falhou, fui pra hospital e tudo mais. Ninguém me diz nada, ninguém quer me dizer nada. Tenho medo. Não tem noite que eu não pense "será que eu vou acordar amanhã?". Gostaria muito de dizer que estou feliz com os remédios que estou tomando, com o pouco progresso que fiz, mas a verdade é que eu estou com muito medo. Estou com medo de morrer e deixar muita coisa pra fazer, muita coisa por escrever, outras pra apagar, outras pra dizer, uma pessoa pra conquistar.
Não me sai da cabeça que eu sou jovem demais pra morrer. Talvez eu até concorde que os poetas morrem muito mais cedo que os reles mortais, mas eu não queria sentir tanta dor. Eu queria que fosse mais rápido, indolor, e poético. Mas como não se escolhe como se vai morrer... eu preferiria que ninguém estivesse por perto. Eu tenho vergonha de estar tão ruim e sem esperanças, eu tenho vergonha de admitir isso pros meus amigos. Na verdade eu tenho medo de deixá-los tristes quando eu for. Quero tanto que todos eles sejam felizes, mas eu mesmo não estou sendo... a um bom tempo não tenho bons motivos pra ser feliz. E ainda assim eu luto.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não vale a pena dar continuidade à dor. Eu até mereço, mas se não há outra saída, morrer é o melhor.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não quero viver de remédios. Como eu disse, eu mereço.
Se eu estiver com câncer, não quero romaria no meu pé, não quero ninguém "urubuzando" minha vida. Afinal, câncer não mata bom humor...
Mas, se eu não estiver com câncer, quero continuar com meu plano impossível de ser feliz. Afinal ser feliz exige tudo o que eu não tenho agora. Por enquanto.
"EU - ...e se eu tivesse feito tudo diferente? E se eu tivesse sido feliz muito antes? Tudo não dependeria tanto de tantas respostas...
ELA - ...sim, mas aí você não seria você..."
As coisas tem sempre que ser diferentes comigo?
Estou doente. Meu coração falhou, fui pra hospital e tudo mais. Ninguém me diz nada, ninguém quer me dizer nada. Tenho medo. Não tem noite que eu não pense "será que eu vou acordar amanhã?". Gostaria muito de dizer que estou feliz com os remédios que estou tomando, com o pouco progresso que fiz, mas a verdade é que eu estou com muito medo. Estou com medo de morrer e deixar muita coisa pra fazer, muita coisa por escrever, outras pra apagar, outras pra dizer, uma pessoa pra conquistar.
Não me sai da cabeça que eu sou jovem demais pra morrer. Talvez eu até concorde que os poetas morrem muito mais cedo que os reles mortais, mas eu não queria sentir tanta dor. Eu queria que fosse mais rápido, indolor, e poético. Mas como não se escolhe como se vai morrer... eu preferiria que ninguém estivesse por perto. Eu tenho vergonha de estar tão ruim e sem esperanças, eu tenho vergonha de admitir isso pros meus amigos. Na verdade eu tenho medo de deixá-los tristes quando eu for. Quero tanto que todos eles sejam felizes, mas eu mesmo não estou sendo... a um bom tempo não tenho bons motivos pra ser feliz. E ainda assim eu luto.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não vale a pena dar continuidade à dor. Eu até mereço, mas se não há outra saída, morrer é o melhor.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não quero viver de remédios. Como eu disse, eu mereço.
Se eu estiver com câncer, não quero romaria no meu pé, não quero ninguém "urubuzando" minha vida. Afinal, câncer não mata bom humor...
Mas, se eu não estiver com câncer, quero continuar com meu plano impossível de ser feliz. Afinal ser feliz exige tudo o que eu não tenho agora. Por enquanto.
"EU - ...e se eu tivesse feito tudo diferente? E se eu tivesse sido feliz muito antes? Tudo não dependeria tanto de tantas respostas...
ELA - ...sim, mas aí você não seria você..."
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