sexta-feira, 25 de abril de 2008

Solari 10 anos!

Hoje, sem pompa e nem mistério, o cenário Solari está completando 10 anos.

Em 1998 eu comecei a criar, outrora inspirado na minha meteórica iniciação ao RPG, um universo medieval cheio de clichês malignos e nem um pouco original. Não haviam nomes, não haviam porções de textos e tampouco os famigerados e indecifráveis rascunhos. Meus cadernos, naquela época, eram no total uns dois. Hoje os cadernos que contém algum material solariano já são mais de sete. E, acreditem, até mesmo para mim é difícil realizar sozinho a obra toda de reuni-los...

Ainda me lembro, e gostaria de dizer "como se fosse hoje", o primeiro tema que "fundou" Solari, e pelo menos alicerçou as primeiras bases de Fradeh (sim, Fradeh foi a primeira cidade a ser citada). Era uma pequena história que falava de uma vila, a princípio chamada Fader (com a pronúncia do inglês father, pai), que era atacada por uma horda de orcs, liderados por um senhor das bestas ainda sem nome àquela época, e que chacinava os povos livres. Essa primeira história já se perdeu, no saudoso caderno #1, juntamente com o mapa que eu desenhei na escola(!) e pintei com lápis de cor... nesse caderno também haviam os escritos mais antigos sobre o Gox e o amigo-dos-dragões (nossa, eu nem me lembrava disso). No futuro Gox e o amigo-dos-dragões se tornaram a mesma pessoa, e Gox cresceu acompanhando uma evolução de minhas preocupações narrativas...

Então, para comemorar, mesmo que sozinho, a essa década de muita imaginação, tentarei falar, nos próximos posts, sobre o início de tudo, as histórias antes da história, a erupção de um mundo incrível chamado Solari.

Cheers!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mostruário

Solte-me quando puderes...
solte-me assim que quiseres
logo eu estarei disposto a perder
e admitir que também perdi...

Saber que estamos numa difícil encruzilhada não é algo ruim. É ótimo ter opções. Mas eu nunca ia imaginar que eu ia querer somente uma opção. Não pra mim, mas pra você...

É tão difícil entender isso?

Cheers!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Um Olhar

Era importante dizer tudo o que eu pensava, usando toda a minha capacidade de expressão. Eu tenho a tendência a complicar tudo "ao cubo" e isso era algo que eu não podia admitir naquela hora. Respirei fundo, mantive a postura, e comecei a entoar os mantras que eu ecoou dentro de mim...

Daí em diante minha energia fluiu, levemente, pelos caminhos do corpo. Você tem que estar muito relaxado, livre das travas que uma mente desconcentrada tem. Tudo partia do centro, e fui direcionando minha enorme energia, e ela dançava dentro de mim. Para trás e para frente, rítmica em velocidade constante.

O Metal se movia dentro de mim, lentamente. O Ar era o impulso, e tudo se dava mergulhado na Água de meu corpo. Concentrado, eu pude perceber minhas dores, e meus medos físicos estavam evidentes à mim naquele momento. E me expressei com tamanha precisão que nenhum médico poderia dizer de mim o que eu poderia naquela hora.

Sábado eu tenho um encontro...
Cheers!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Adeus, querida!

Um brinde, querida, a você e seu garoto amado. Sim, um brinde, querida, porque esperei anos por você. Um brinde, querida! Seus sinos de casamento ressoam em meus ouvidos... Um brinde, querida. Você me dá três cigarros para que eu pare de chorar...

E eu morro quando você menciona o nome dele.
E eu menti, eu devia ter te beijado quando estávamos correndo na chuva.
Ah! Eu sou um covarde!

O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?

Um brinde, querida, a você e seu homem amado. Outro brinde, querida, eu fico por aqui, disposto a tudo. Um brinde, querida, e pra você eu toco uma canção em meu violão. Um brinde, querida! Eu tenho uma rainha da beleza pra sentar não muito longe de mim...

Eu morro quando ele aparece para te levar pra casa e te fazer dormir.
Mas eu sou tímido demais... eu sou um covardão!
Devia ter te beijado quando estávamos sozinhos...

O que eu sou, querida?
Um sussurro em seu ouvido?
Um pedaço do seu bolo?
O que eu sou, querida?
O garoto que você pode temer?
Ou o seu maior erro?

Oh, o que eu sou? O que sou eu, querida?
Eu esperarei por anos...

livremente inspirado na letra Cheers Darlin', do Damien Rice.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A caixinha de fósforos

Diretamente da casa da diretoria, com um drink à mão, e uma boa massagem nos ombros...

Eu já falei que eu não sou somente um. Eu sou vários. E cada um de mim tem a autonomia de um só, e todos são ainda mais, somos vários. Por mais que eu tente igualar um de mim a outro de mim, não há a menor possibilidade de entendimento, e assim desprende-se a consciência particular de cada um que eu sou. Não dá pra me resumir a somente um, quando o que urge dentro de mim são vozes, e os ecos dessas vozes...

Dia desses eu assisti ao filme
Melhor Impossível, com o Jack Nicholson e a Helen Hunt, ambos ganhadores do Oscar de, respectivamente, Melhor Ator e Melhor Atriz por esse filme. Era um filme que mexia comigo, pela crítica, e pelo fato do Jack fazer parte dele. Os amigos que já haviam assistido gostaram, e eu sempre tardo pra ver bons filmes...

Bom, o que me deixou mais pasmo foi uma coisa, pra mim, muito bizarra.
Melvin Udall, o personagem de mister Jack, é um personagem perfeito! O filme todo eu me identifiquei com ele, em diversos momentos. Ele é, impressionantemente, a minha pessoa. O humor dele é algo próximo demais do que eu estou me tornando esses tempos... e a cena do jantar com a garçonete, é a essência dos rumos de mim e meu coração. Aquele filme, definitivamente, me resume em algumas cenas...

Não conseguimos dormir, eu e meus outros, eu e meus eus... pensamos a noite toda em
Melvin Udall e sua verossemelhança com o que há de perfectível no universo, no quanto ele era assutador porque mostrava em filme uma parte irrevelável de mim... e pensamos também em como haveria de ter um final pós-filme, se EU fosse o personagem...

Eu sou muitas pessoas, e adquiro centenas de novas faces conforme vou me vendo no espelho. Ver-se num filme é dar pra todos de mim uma visão de que há algo em comum em todos nós. E essa idéia conforta um pouco, porque o pandemônio interno é indescritível, e qualquer coisa que se diga pra um não diz respeito ao outro. Temos sempre que dizer novamente, para que todos de mim consigam compreender por si só. E
Melhor Impossível se tornou uma língua comum a todos...

Cheers!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Modus Operandi III

Antes de conceber o tal post polêmico, Flora, eu havia me certificado de algumas coisas: a teórica, a princípio; a prática, mais extensa; o silêncio, ou "o inédito"; os resultados, frutos de anos solitários...

Era pra ter sido um texto pueril sobre a banalidade do amor, mas com a crítica da sexualidade. E nada melhor pra se deturpar um assunto dessa profundidade, um sentimento, do que confrontar ele com dados da ciência. A ciência sempre deturpa os sentimentos. Ela sempre contribui para si quando deturpa aquilo que ela não compreende.

Veja bem: é como botar os bichanos pra brigar. Você assiste, se diverte um pouquinho, e no final anota no seu bloquinho o que viu, as suas impressões... então, visto assim, não passarão de impressões os seus relatos. A briga teve sangue, mas você só omite aquilo que quer, ou seja, o sangue pode ou não ser relatado. E assim eu não dei a justificativa pra defender o lado sentimental, o próprio amor. Se eu não quero que você saiba de alguma coisa, não direi. A ignorância não é linda??

Fostum Rotum Agnomático si é um embuste muito bem construído, muito bem amarrado. Eu me lembro que levei dois dias pra escrevê-lo no meu rascunho. Traduzindo pro português (ignore o idioma que eu usei), o título significa, ao pé da letra, "Discurso Contra o Amor-fogo é".
Fostum = Contrário, Rotum = Discurso, Agno+mático = Amor-fogo, si = ser, estar.

Explicada a parte linguística, eu diria que este post é totalmente o guia mais interessante no meu relacionamento atual... afinal eu posso dizer que eu fui totalmente tomado pelo instinto quando escolhi a Fabiane pra ser a minha fêmea...

Lobos gostam de fêmeas... e do feromônio delas...
Cheers!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Ex-inspiração

Eu tive uma breve "iluminação" naquele momento. Fui pego no ato da inspiração (a da respiração, não a da imaginação), e logo a expiração estava comprometida... nesses momentos eu costumo avaliar a situação a ponto de sair um pouco de órbita. Eu vejo de onde posso tirar uma lição, eu analiso cada coisa.

Inspiração, retenção, expiração. É o ciclo do ar nos pulmões. Ele entra, toca o espírito, que aumenta a chama, e sai, purificando tudo por dentro. O ar é o nosso elo com o exterior, pois toca tudo que nos rodeia antes de passear pelo nosso íntimo. É como a luz nos nossos olhos: antes de percebermos a luz, ela tocou a superfície de tudo o que vemos, e nos proporciona interagir com tudo. E essa foi a iluminação que eu tive no momento em que a vi, emoldurando a porta com sua silhueta fantástica.

Não era mais, a partir de então, uma loura nauseabunda com bobs no cabelo. Era a mulher que está me transformando por dentro, levando todo os seu bom humor e jeito de ver o mundo estático onde ela está inserida. Ela me observou, pasma, e indagou: por que você está me olhando desse jeito?

Eu não pude responder que, naquela fração de segundo, eu havia sentido dezenas de sensações de descoberta, e sentido que ela estava, sem esforço algum, tomando conta do que os mortais chamam de coração. Aliás, eu não quis responder.

Assim eu aprendo coisas que ninguém pode revelar. Assim eu consigo possuir conhecimentos que ninguém mais poderia saber, porque são meus, são pessoais... e vivo...

e vivo!
Cheers!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

In-expiração

Eu fui lá e fechei os olhos. Odeio surpresas, mas a iluminação, os gestos, o silêncio dentro da casa, o silêncio fora da casa, a trilha de indícios, a porta semi-cerrada, absolutamente tudo me levava a ir. Té o gato pardo da vizinha não fazia barulho na cozinha...

Eu entrei bem devagar, observando que nada do que eu queria estava lá. Ou seja, eu não ouvia minha consciência me avisando "você está perigosamente entrando em território desconhecido". Parti pra outra abordagem.

Tirei os óculos da preguiça e comecei a observar, levantando dados, meias, calcinhas e muitas revistas. Encontrei remédios, presilhas de cabelo, tampas de perfumes e outras coisas. Os cheiros eram todos uns misturados, alguns tão singelos outros tão pesados. Então minha mente começou a fazer poesia com a visão que eu tinha daquele lugar. Eu sempre faço poesia dentro de mim, e a metade disso é tão noir...

Fui olhar a cama. Ou melhor, o leito. Pralguma pessoa desavisada aquilo pareceria fruto de noites de febre alta e delírios. Ainda havia a moldura de um corpo naqueles panos. Com um toque eu pude sentir a umidade, além de saber que estava recém abandonada a cama. Com outro toque eu pude sentir um calor que se ia com o bafo gelado do ar condicionado. Aliás, era o ar que mistificou aquela minha experiência: ele estava ferino, animal, sanguíneo...

E quando eu achava que o barulho da porta atrás de mim revelaria a musa de toda a poesia daquele momento, eis que me aparece... uma loura nauseabunda com bobs no cabelo!

Eu realmente viajo na maionese.
Cheers!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Narciso Não!

Acordei me achando feio, levantei, fui pra frente do espelho e fiz umas dez caretas de repúdio. Estou muito feio hoje. E eu sempre ponho a culpa no meu cabelo, tadinho. Nasceu assim e quando cresce eu só passo a máquina.

O que é praticamente inaceitável é receber minha tia e ouvir ela dizer que eu "estou mais gordinho". Um comentário daqueles do tipo que se faz pra agradar, sem sucesso.

Então eu vou tentar ocupar minha mente com trabalho, e mais trabalho, e muito mais trabalho. Acabei de teclar com o Pedro Valls, ele sempre me diverte, e não estou com saco pra trocar mensagens no orkut. Então hoje, nesse dia em que me encontro especialmente feio, vou tocar a vida com trabalho, trabalho, mais trabalho e muito mais trabalho.

Cheers!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Dois em um

Um perfume levemente amadeirado, que me lembrava rostos do meu passado. Eu persegui o cheiro até o quarto e a encontrei vestindo somente uma toalha, e perfumava-se. Borrifava o perfume com cuidado, sem nenhuma pressa. Pude ver pelo espelho seu semblante cansado, fruto de um dia extenso de trabalho, mas não era isso que me preocupava naquele momento.

Ela vestiu-se e nem se importou de me ver fuçar em suas coisas, virou-se, deu um sorrisinho e me pediu pra ajudá-la com o sutiã. Era o momento certo para investigar todos os motivos que lhe abalavam. Mas eu preferi ficar calado.

Ensaiamos o repeteco da noite maravilhosa que tivemos na semana anterior, mas nem ela nem eu estávamos com humor e disposição. Fomos assistir a um dvd, como qualquer casal em ritmo burocrático de rotina. Acho que ela me ama...

Então: novamente a personagem de minhas palavras é a Fabiane, minha nova-musa inspiradora, que está comigo a cinco meses e surpreendentemente feliz. Era dela de quem eu falava no post anterior, Flora Valls. E não poderia ser de outra pessoa.

Cheers!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A Tela por trás do Espelho

Sim! Ela me surpreendeu com diversas perguntas, dengos, respostas, e uma disposição para falar incrivelmente ligada ao álcool da bebida que eu dava pra ela. Motivada a cantar, ela cantou. E se arrependia, às vezes, pois estava vendo os fios da realidade, e descobria verdades quase sozinha.

Bom, eu sei que eu naturalmente trago as pessoas para o meu lado caótico, eu sei que eu corrompo boa parte daquilo que acreditam ser "seguro" acreditar. Ela nem percebeu mas estava sendo guiada pelo longo corredor de insanidades que eu produzo, que eu alinho, que eu mostro praquelas pessoas dispostas a percorrer.

São corajosas essas pessoas. Eu não as culpo de serem corajosas, afinal são os covardes que, em maioria, sobrevivem sem dor e na apatia. Admiro de verdade gente assim, que tem coragem de aceitar um convite meu ao desconhecido e arriscar-se às descobertas. Seria tortuoso, e inadmissível se não fosse tão interessante e exótico.

Agora sei de uma penca de coisas, tudo porque uma pessoa se deixa levar por outra, porque acredita confiar em alguém apostando somente nos seus valores, acreditando saber avaliar quem sou eu, o que faço, o que sou, como respondo e quais os meus interesses. Ela é demasiadamente confiante, e isso me possibilita ter espaço para urgir com minhas palavras as coisas que pretendo ser úteis, e que pretendo para mim também.

Existem muitos mais outros Lobos como eu nesse mundo. E eu a informei disso. Por nada no mundo eu gostaria que ela achasse que sou o único a fazer isso: ver o defeito, a fragilidade das pessoas e fazer algo com isso. A minha intenção é sempre mostrar alternativas, e não confundir...

E para ilustrar o que eu digo, um trecho de House of the Rising Sun...

"Oh, Mother, tell your children
Not to do what I have done.
Spend your lives in sin and misery
In the house of the risin' sun."

Obrigado às minha leitoras Flora e Laura. Esse blog ainda respira por causa de amigos como vocês!!!
Cheers!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

100º Post !!!

Logo no centésimo post eu fico sem a menor boa notícia para dar, sequer uma patada na cara de ninguém, ou uma grosseria pra falar, uma historieta pra contar, citações...

Na verdade eu não gosto de comemorações que rodeiam coisas inepalpáveis como esse blog.

Então é melhor que eu repita algo que fiz num post muito antigo

TOUCH ME, I'M SICK!

Cheers!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Modus Operandi II

Às vezes, Flora Valls, a pergunta é menos importante que a resposta. E no caso da que você fez no comentário ao post anterior, a resposta é relativa. Vou explicar o porquê.

O nome da indivídua de quem eu falava no post é Maria Eugênia. Ela foi minha última namorada, a oito anos atrás. Na última sexta teve festa na UFAM e na volta eu a encontrei no busão. Na rápida conversa que travamos, ela me falou que não falava com a família dela, que estava com algum problema, e eu presumi algumas coisas. Fiquei logo preocupado com a família dela, e algo do tipo. Combinamos então no domingo dela ir lá em casa, deixei meu número com ela e dei certeza de que não sairia de casa. Ou seja, eu estava totalmente solícito a ela...

Mas ela não veio. E é isso que eu contei no post. Té a chuva conspirou contra.

Embora tenha sido o tema do post, a Eugênia não é a única mulher ali comentada. A pessoa com quem estou agora, com grandíssimas chances de namoro, rs, também é comentada. Eu sempre faço isso. Misturo duas histórias simultâneas, às vezes opostas, e vejo no que dá. E geralmente dá em algo beeem a cara desse blog, totalmente nonsense e de mau gosto.

Agora, como eu sempre falo, perguntas geram respostas, mas respostas geram mais perguntas... daí eu pergunto: quem é a mina que eu estou agora??

Cheers!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Pós Impressões

Ela me deu uma esperança um pouco insuspeita. É claro que eu não estava sóbrio, mas fazer o quê? Era a boa oportunidade que eu queria... e olha que eu cheirava a cigarro sem ter posto um único pra fumar na boca.

Mas eu sempre tenho cigarro nos bolsos...

Então eu passei o dia inteiro pra descobrir que eu ainda sei esperar esperançoso por quem sequer lembrou que eu existia, naquele dia. Um pouco de gelo e dois remédios pra dor de cabeça, e tudo passara com uma longa conversa ao telefone com uma amiga. E por mais atento que eu estivesse, o temporal de ontem foi incrivelmente oportunista.

Causa uma ferida muito grande tentar atravessar the thin line between love & hate, mesmo se tendo protegido das diversas surpresas dessa vidinha repetitiva. Mesmo eu que sei que the path to excess leads to the tower of wisdom resolvi reviver, na mente, um passado que me ensinou mais sobre minha força do que sobre minhas fraquezas...

Ainda bem que ela não veio. Mas tomara que venha hoje, ou amanhã, ou que pelo menos ligue... o que não posso fazer é ficar sem esperanças insuspeitas...

terça-feira, 25 de março de 2008

A Tempestade

"Do alto da Évora, naquela tarde alaranjada, Autum fez seus últimos versos antes de deixar O Terceiro Plano dO Andaime. Toda a côrte pode ver em seu rosto a tristeza da despedida, e a sua Lírica não tocou naquele dia. Contaram quantas casas foram destruídas pela última vez, e mais uma vez choraram pelas mortes.
Colûm não permitiu que se mexesse na terra onde sua amada havia morrido, e construiu lá um enorme monumento de pedra, mas sabia que ali ninguém mais voltaria, nem para ver, nem para somente visitar.
E da Évora, Autum, que ia na frente, deu sua última olhadela pelas ruínas do seu antigo Jardim, e chorou."

Mais um sonho solariano. Digamos que eu nunca mais vou querer sonhar com isso novamente. Está difícil ter esses sonhos e pô-los no papel. Um exercício conjunto, confuso e muitas vezes não notado. Aliás, raramente notado.
Próximo post eu escrevo sobre mim, do mundo real...

Cheers!

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Calmaria

"Ela passou pelo jardim carregada pelos nefrins, e sorria para os bichos, claramente radiante naquele dia. Desceu as escadas pelas arcadas de Sem e deitou-se à sombra das árvores dO Grande Andaime. Vestia o grande vestido que Autum havia lhe presenteado, e estava úmida por isso, pois o vestido era feito das pétalas da callana do próprio Jardim de Autum.

Gorne e os pássaros cantavam a Lírica de Emom, todos regidos pelo próprio Autum, que estava brilhantemente vestido de raízes e galhos, e musgo. A música era alegre e propagava a felicidade em todos aqueles que a ouviam. E naquele momento pareceu a ela que todos estavam sublimes e esperançosos.

Mas, longe dali, desenrolava-se o destino dAs Cordas. Lumum e Astais pregavam a guerra, e tentavam criar o ódio dentro dos homens e anões primordiais. Diziam que eles deveriam fazer parte da grande festa que Ela produzia durante Seu sono e desfrutava durante Seu despertar.

Martim, como sempre desconfiado de Lumum e Astais, não creu naquelas palavras, e levou consigo alguns dos seus, e mais tarde convenceu alguns anões. Eles migraram para longe das Cadeiras de Lumum e Astais, sempre procurando a grama verdejante, e a proteção dos Celestiais de Autum e de sua Lírica.

Foi assim que Martim chegou em Tunar da terra. No lugar onde eles descansaram para sempre será visto e sentido o Emblema dos Celestiais e a Lírica.

emmtermish azukka toisascas Glomm ev Gorne".

Bom, aí está o fruto do meu último sonho com Solari. A esperança de que esse sonho explique a origem da tormenta de idéias que esse projeto vem se tornando é muito grande. Espero que isso ajude daqui a diante.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Modus Operandi

Um dia normal de fome incomum por motivos juvenis. Parei pra ler o jornal, como sempre, e assobiava umas cançõezinhas de quando eu era um pequeno bastardo. Mesmo tendo a frente todo aquele informe institucionalizado do que se passou no mundo dia anterior, eu só conseguia pensar no futebol das tardes, de contar vantagem pendurado numa mangueira, das gentilezas na escola. Opa, e foi nas gentilezas na escola que eu fiquei um bom tempo entretido.

Há um bom motivo pra uma criança ser gentil, principalmente quando é tão hiperativa quanto eu fui na minha juventude. E o motivo é que simplesmente é muito difícil obter atenção das pessoas quando se é antipático a elas...

Quinze minutos pensando no passado me fez lembrar de alguns compromissos. Decerto escrever um novo post nesse blog era um deles. Mas não foi assim a história do "como esse post nasceu" que me motivou a fazê-lo. Na verdade a razão é um guia duvidoso, mas que vence QUALQUER sentimento...

Quando eu me preparava pra vir na lan, e como de costume, pagar dois reais na promoção de um real a hora, eu não conseguia reparar o dano que é fuçar no passado aparentemente feliz de minha infância, principalmente aquelas coisas as quais eu tenho tanta saudade. Então, pra promover mais uma vez aquilo o que este blog se propõe, eu criptografei meus sentimentos, estudei a forma mais mundana de escreve-los e, tcharaaaam, aqui estão eles...

Assim funciona esse blog.
Cheers!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Permonnita Agluos

"No ritmo hipnótico, vamu lá, um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois..."

Achei um fiozinho desenrolado no chão e decidi que ia segui-lo, para achar a bobina. Era azul. E nas minhas mãos a sujeira de sempre, e isso fazia grande diferença. E eu fedia a algum tempo, e isso incomodava. Precisava urgente de um banho. Mas mais urgente era a bobina.

Fui caminhando e descobri que meus olhos brilhavam de curiosidade, ao ver que o fiozinho terminava nos pés dela. Eu me perguntava - isso foi causado? - e ao mesmo tempo eu sorria, pois era a minha vontade.

Na verdade nunca houve o fiozinho. Ele é parte de uma alegoria muito grande que foi criada pra dizer pro mundo que eu estou amando desencontros, os abraços, as noites e o cheiro dela. O fiozinho são tantas coisas, tanta gente. E ele é azul porque não haveria de ser de outra cor. E o mais importante é que ele não estava ligado a uma bobina. Rs, era um fiozinho independente.

Adoro, contudo, o cheiro dela. Os lábios dela, cerrados. Os braços cruzados, enquanto ela diz que está cansada. Eu noto que pára de ventar lá fora, e o quarto se torna úmido lá dentro. Isso a incomoda. Os batimentos aceleram, e ela me apaixona contando as histórias dela. E eu ouço, sem dizer quase nada. Não quero interrompê-la.

Acaba a história, ela fecha bem devagar os olhos, e respira pesadamente. Acomoda a cabeça, mas eu percebo que ela está cheia de pensamentos. Eu tento acalmar a alma dela. Ela me nega algumas vezes, mas são tentativas vãs. Um abraço, dois, mais um, e um quarto abraço. Ela não se rende. Eu não me rendo. Então eu mergulho em pensamentos. Por um breve momento eu não sinto o corpo dela. Eu sou uma máquina, e às vezes eu sou um ser humano. Aí ela resolve ir embora pra casa.

Começa a chover, então ela me olha sorrindo, apostando na minha alegria. Naquela hora eu faço de tudo pra que a chuva continue, e que eu possa senti-la dormir mais uma vez. A chuva foi um ganho de tempo precioso. Logo ela percebe que não era uma chuva, mas um pedido meu. Se esquiva outra vez, e mais uma, e me deixa louco com umas palavrinhas. Nessa hora eu sei que o coração dela estava vacilante. A respiração mudou, e o corpo evitava-me.

Final da noite, ela vai embora. Continuo a sentir o cheiro dela no ar. Consigo sentir o tremor de minhas batidas ao vê-la indo, naquele corredor escuro e úmido. E eu volto pra casa, falando sozinho. Amanhã será mais um bom dia. E talvez uma noite maravilhosa.

Cheers!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Las OttunaC

Ontem eu vi o sol nascer. Amargo na garganta inflamada, centenas de números na cabeça, vontade de voltar pra cama, mas somente um desejo: sabê-la curada.

Estou tão aflito. Ela está doente, e mistura-se às minhas aflições nem saber do que ela sofre, e ao mesmo tempo ter certeza de que é fatal. Não falo por ela, mas por ela também. E assim eu me preocupo, eu choro, eu rezo, eu rogo. As minhas forças são pra evitar meus danos internos, e ao meu coração, o tal dividido que sempre está pedindo socorro. E pediu.

A Laura veio em socorro. E pude, por uma hora e quarenta e três minutos, esquecer que era triste que eu estava, e pude lembrar que a esperança é meu cajado desde tempos imemoriáveis. A Laura trouxe de volta meu sorriso, que foi melhor que o franzir da testa, a sensação de apatia. Eu gostaria de viver dias mais leves, mas por enquanto eu não posso.

Meu amor está doente. Que frase mais dúbia, tratando-se de amor. Meu amor está sempre esperando uma cura, como se quisesse continuar vivendo.

Além disso, não me sinto mais sozinho...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Polemnáculo AsTrac

Eu ouço cada respirar dela. E quando ela sorri, o tempo pára por uns instantes, e um pouco menos dolorosa é a vida. Ela distrai-se e eu a observo, linda. Estamos realmente muito próximos, vivemos próximos e muito unidos.

Penso nela todos os dias. Me dá saudade de ver como ela fica ruborizada quando eu falo as verdades caras e inegáveis. E eu faço isso dum jeito que eu sei, é inesquecível. Estou aos poucos invadindo corredores no coração dela. Ela aos poucos habita minha mente, meu coração. "Está quente aqui dentro"...

Ela é um pássaro. Eu sei disso. Eu ainda sou um lobo, mas isso não nos afasta, não é de forma alguma um mundo diferente. O Lobo pode amar o Pássaro. Ela me quer, e eu a quero. Isso é o necessário, ninguém tem dúvidas disso.

Cheers!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ermo

Eu senti saudade de ti quando tu estavas aqui, e principalmente porque estavas me abraçando. Eu queria poder lembrar do teu sorriso da mesma forma como me lembro da tua mão sobre a minha. Nos dias mais sombrios, quando mais que a chuva nos aproximava, e nos socorríamos com apelos, e palavras muito desmedidas. Sorríamos, observando o quanto éramos felizes, ainda que sozinhos. Eu tinha você na memória. E agora você está aqui, comigo.

O justo dia era hoje, então ontem não deveria mais ser citado. Você me fazia ver dentro dos teus olhos a certeza do que dizia. Sabia que a dúvida gera resposta, mas que resposta gera mais dúvida? Assim sendo, era para mim também. E eu tentei te responder a tudo. Como eu poderia ser capaz de não notar que teu esforço era a minha vontade? E que ainda que nós nos estudássemos por dias, e que versássemos por semanas, e nos encontrássemos a anos, sempre nos pareceria sermos estranhos amados.

Eu levava sua bolsa, e portava um cordão teu. Você carregava na mente as palavras do último encontro, afim de perguntar aquilo que não havia compreendido. E nos sentamos próximos, à vista de todos, permitindo nos espreguiçar e relaxar. Dissemos o de sempre, nos olhamos severamente, tocamo-nos por entre verdades amargas. E naquele dia eu também fui feliz. Mas nada poderia ser melhor do que a chuva que ameaçava cair. Perdi a noção do tempo, pois é assim que ficamos quando queremos prolongar um momento como aquele. Eu me desculpei pela chuva, mas saiba que naquela hora eu não pude evitar. Havia de ser, como muita coisa que eu não evito mais.

Você era mais tarde, sempre que me ouvia. E se eu sei que você me entende, não precisaria explicar. Eu devia explicações? Então devias-me sorrisos e um agradecimento. Tu olhava atenta aos meus lábios, como se quisesse adivinhar o que eu queria dizer. Mas você não estava sozinha, porque eu estava intimamente inspirado a não perder teus olhares, para que sonhar com isso mais tarde eu pudesse, e lembrar do teu rosto com sorriso eu lembrasse, para que amar tua doação eu invejasse. E isso é divertido.

Você é. Você está hoje. E procurarei sempre que sejas amanhã, e depois. Ainda que dentro de mim, ainda que nos arredores do que eu chamo "felicidade". Não vou pedir "não tenha dúvidas"; vou te pedir, sim, é que tenha respostas.

Um beijo não silencia a noite. Te amo, como a mim mesmo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Dezia e a flor de lótus

O ano começou bem devagar. Demorava muito pros dias passarem. Não de todo entediante, mas era numa velocidade tão lenta que não tinha como não lembrar que estávamos de férias. E isso me deu a impressão que eu tinha todo o tempo do mundo.

Naquele dia, eu estava particularmente um pouco fora de mim, estava estimulado a refletir somente. Não estava afim de ver amigos, de conversa. Pensava muito no futuro, no próximo passo, nas pessoas que sumiram e até nesse blog empoeirado.

Então eu a conheci. E naquele dia foi rápido. Uma apresentação rápida, um cumprimento e goles de vinho. Era festa em homenagem ao deus Baco. E era dia de reunir amigos.

Mas não foi naquele dia exatamente que a conheci. Foi dias depois. Encontramo-nos a noite, todos os amigos, e, à medida em que todos foram indo embora, fomos ficando. E naquele dia eu conheci uma mulher surpreendente, de mistérios, de verdades, de verdade e muito faceira. Pelo menos para mim.

Nos dias seguintes nos falamos também. E nos aproximamos. E nos afastamos. Descobri, todos os dias, um pouco, um pedaço dela, uma história incrível, deliciosa, emotiva, guerreira e muito aberta. Eu ia para casa sorrindo, com o coração preenchido, deveras feliz. E eu tinha certeza que estava conhecendo alguém dessas pessoas que mudam para sempre a vida da gente.

Dezia, a sensação de peça faltando no meu quebra-cabeça está menor desde que te conheci, e conheci tua história. Você é uma amiga marcante, inspiradora, carinhosa e divertidíssima. Quero ser para sempre o quanto durar nossa amizade. Quero que sejamos, para sempre, amigos.

Te adoro!!!!
Cheers!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Vores it tram pali

Quando eu encontrei esses textos, me impressionei com a conteporaneidade deles, a leveza como eles foram escritos...

"Turac obus av seni.", dizia uma determinada passagem. Isso significa que o autor teve a preocupação de ser direto. Em outra passagem ele faz a recomendação "em pisos avranítolo caV cetos ura eveiaLiotih sonos". Ainda que um pouco diferente, numa linguagem mais rebuscada, ele atenta ao tradutor de onde provinha a língua que ele tentou reproduzir.

"Tram aioteolo, absos luc etrai lovacaiciqento, (av nana) bédis sunaT aprécsis tam.", uma frase realmente fora do comum, para a época em que foi escrita.

Talvez eu não esteja levando meus estudos a sério, pela relativa dificuldade que estou encontrando em traduzir tudo isso, mas devo lembrar-me, ao dia, que mesmo na velocidade em que estou executando isso, eu não poderia fazer nada na pressa para que nada saia errado.

Agora, falando de assuntos mundanos, meu próximo post deverá ser um pouco auto-biográfico.
Cheers!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ublud ac dona

Ah, eu acho que eu precisava de um óculos.

"Brontanesquiento, usubad oC nu átenus. Tosos esquioles tram boa denecarT, av seni ioD, av un atac. Agro saidi Lem umba vernocaiento, huóris sommundas et sec, tram aduvA tonocácelo' embiocatica, nerve, av solame.
Em tono, sesti Brula enneomácia agru'onomo, u onomo ganaga hrór estilávika. Brula av zaar empelo sataC or obul em sonos sras leocinquiento. Ábadon ut la broaD'oc se, nem broaD'oc ezi, sart broaD'oc ocnus. BroaDInoc asta erevo.

Monico aluve taras."

Primeiro post do ano 2008. Chances renovadas, outras odisséias, novas conquistas. Quase nada é novo, só reeditado. Assim eu continuo indo dessa pra melhor.
Começo de ano conturbado e desanimado. Salvo algumas agruras e inexperiências juvenis de outrem, além das minhas expectativas, e dos meus planos, rs. Isso me deixa imbuido de fazer o que eu sempre faço: dar uma ajuda. Necessária, mas já dada.

E que estejamos todos felizes. Aparentemente.
Cheers!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Nox av SoroS

"Por pouco eu não cometi um infanticídio..."

Ainda estou passando dessa pra melhor. A cada dia nesse final de ano eu consigo ajustar correctamente a minha vida. Muita disposição a abandonar velhos hábitos, velhos vícios, idéias antigas e mau resolvidas. Pouca disposição pra continuar a desistência. Renovando a expectativa intríssica de outrora.

Não, eu não acredito numa redenção, numa esperança; estou somente agredindo um pouco as minhas regras. Estou equivalendo as minhas medidas com um pouco da releitura do passado.

Não, eu não acredito que isso tudo se deva ao fato de ser final de ano e outras baboseiras. Eu somente acredito que está tudo melhorando. Apagar o antigo, dar um reload no que deu certo, ajustar aquilo que nos dá vontade de sorrir ou de se orgulhar e escrever novas linhas na vida.

Isso é, na verdade, uma evolução!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Nox Suvsávaro

"Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas"
Tempo Perdido - Legião Urbana

Novos momentos. Antigos aliados de mãos dadas, novamente. Infelizmente não estão a favor, e eu estou contra. Ou será que eu estou a favor e eles contra. Ah, sei lá...

Dizer adeus é muito caro. Rouba um pedaço gigante da alma. Não é uma opção, as vezes, pra quem nunca pensa no que diz, mas é a única que eu consegui. E ao contrário eu pensei muito no que eu já disse...

Um dia o sol nascia e eu nem havia fechado os olhos pra dormir. Madruguei pensamentos, mediquei algumas esperanças morríveis, pesei té os sonhos. Não foi bom, mas foi razoável. Mesmo sabendo que eu perdi, que a muito tempo eu já havia perdido. Estou colhendo o contrário do que plantei. Sinto que é assim que acontece com os Grandes. Nunca se colhe aquilo exato que se plantou...

Velhos canalhas ainda se dão bem. Guerras inúteis são muito lucrativas. Palavras desmedidas ainda são alternativa. Ignorantes são mais livres que os sabidos. Esse mundo está errado! Está tudo errado!

Mudar!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nox Treo

Talvez seja, como outrora era combinado, um desequilíbrio sóbrio e necessário. Talvez seja somente uma aparente tormenta que varre esperanças e atrai muitas dúvidas. Talvez seja a oportunidade de pôr em operação o "plano B". Na dúvida, talvez seja uma onda de má fé, de impura verbalização do que vigora...

Há muitos porquês. Eu não esperava que fosse ficar tanto tempo exposto a isso. Não estou a salvo de nada, estou à margem de muita coisa. As pessoas se realizam enquanto eu fico olhando, tão perplexo a ver o que me oferecem em seguida. Estou ficando farto das aparências, e da felicidade alheia.

Um dia eu sonhei que era capaz de tanta coisa. De repente nem meu corpo acompanha meus sonhos. É tanta infelicidade em tão pouco tempo.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Nox Agneto


Talvez seja, como outrora era combinado, um desequilíbrio sóbrio e necessário. Nada mais seria tão utópico que tentar atingir objetivos obscuros, hermeticamente concebidos. E eu voltara a ser anos mais jovem, anos mais inconseqüente, anos mais real. Contudo, e sempre haverá espaço para um "mas", eu me tornei visceral demais nesses meus dias acadêmicos, suspeito de sequer não me tornar um filósofo feliz e bem nutrido. As vezes incomoda sentir mais que ignorar sentimentos, incomoda importar-se que ignorar a tolerância mundana. É claro que eu não sou um simples mortal, mas me interessei por tanto tempo nesse estilo de vida. Algum dia talvez eu tope com algo que me deixe bem de saco cheio e abandone essa infrutífera experiência. Nos moldes duma atitude moralista, até me convenci que o que sei serviria melhor para outras vidas, outras caras, outras vidas. Acontece que somos todos muito egoístas pra abandonarmos a si mesmos e enxergarmos um coletivo. Eu mesmo diria: eu não pertenço à essa porra! Me deixei levar, tentar ser fora de minha Essência. Mas é somente uma viagem. Ainda não me convenci dos benefícios, mas registro tudo com interesse desde quando comecei, a muito tempo. Solari é uma prova... Cheers!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Nox uSur obod

She seemed dressed in all of me
stretched across my shame
All the torment and the pain
Leaked through and covered me
I'd do anything to have her to myself
Just to have her for myself

Now I don't know what to do,
I don't know what to do
When she makes me sad

She is everything to me
The unrequited dream
A song that no one sings
The unattainable
She's a myth that I have to believe in
All I need to make it real is one more reason

I don't know what to do,
I don't know what to do
when she makes me sad.

But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me

A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this

But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build up
inside of me

She isn't real
I can't make her real
She isn't real
I can't make her real
Vermilion pt. 2 - Slipknot

Como eu estou temporariamente aquém das parcialidades da minha vida, com pouco tempo pra vomitar idéias, aí vai mais uma letra interessante. Essa música é na realidade algo tipo uma magia de vozes, um espírito ambulante.
E no seio de mais uma semana que termina, viverei pra ver novas notícias sobre a verdade?
Incompreensível...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Nox sou oboradh.

Estou trancado em casa e não posso sair
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar

Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química

Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular

Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical

Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão

Você tem que passar no vestibular.
Química - Legião Urbana

Eis uma letra muito foda. Bem humorada. Alunos pré-vestibular paranóicos, pressionados, adoecem suas mentes. Trilham um caminho inverso, e em nada se preparam...
Não se pode atacar sem disciplina. Sem disciplina, um vestibular será somente uma perda de energia, de tempo, será uma realização infrutífera.
Não é Flora?
Cheers!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Noglo? aV sores?

Eu te esperei sem sede
conectado aos planos
sentia pouco
vidinha

Se eu fosse o deserto
o vento me varreria
pra perto de ti
com força e furor

Apaguei de mim o ardor
pois eu poderia destruir
diversos pensamentos
e me libertaria do ciclo

Sem sede
eu esperava ser
tentaria
todos os dias.


O que não estiver no caminho não deverá ser contabilizado. Eu digo: as palavras são armas da razão e reféns do coração. Por mais exposto que eu esteja, o meu caminho é o mais reto, aquele que me aproximaria. Eu nunca quis criar, manipulai-vos. Eu nunca quis errar, enganai-vos. Sou bioquímica pura.

Rebordose!!!
Cheers!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Kanoken o-sitari nDaga

Até que enfim eu pude relaxar um pouquinho. Existem muitos motivos pra que eu acredite que as coisas ainda não estão perfeitas, é claro, mas também não melhoraram nem um pouquinho... dentre alguns destes motivos os melhores são que os projetos estão em boas mãos agora (by Jonny), a Sgt. Hebe está ótima e eu vou poder conferi o Festival de Cinema de perto.

E eu não poderia esquecer jamais de quinta passada, quando falei com a Flora pelo msn, depois de muito tempo. O contato foi bótimo, e a Laura é demais porque carrega a essência da sacanagem com ela.

Mudando de assunto.

Caiu mais um avião no Brasil. Mais um misterioso fato, algo que infelizmente está se tornando em algo comum nesses dias sombrios. Eu mesmo só viajo a pé, e isso não deveria me incomodar. Mas eu não poderia ficar satisfeito com essa gente que morre por causa do que cai do céu, seja lá o motivo.

Se nada for feito por agora, será o futuro mais promissor de desgraças que eu já vi. Mesmo que isso seja esperado, ou que eu já tenha imaginado algo assim antes, incomoda-me isso tudo. Gente morre, voar dá medo.

Acho que não vou pra Belém tão cedo!

domingo, 28 de outubro de 2007

Urna Tsalvatta

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...
Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...
Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei,olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.
Sei que faço isso
Prá esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Vento no Litoral - Legião Urbana

Ainda estou resumindo minhas palavras às letras inspiradoras, tais quais as Musas que cantavam os episódios divinos aos ouvidos mortais na Grécia.

Uma letra finalmente de bons tons, demonstrando que ainda há esperança. O Sopro está levando a Nuvem Negra para longe, e me sinto melhor. Aprendi, contudo, que "deixar a onda me acertar" ainda é uma alternativa muito boa, e que eu aprendi muito em pouco tempo. Indiferente aos outros, indiferente ao que eu vejo, ao que sinto. Tudo tem que ficar bem no final, se a alma não é pequena...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cac ostum ni, androV

Eu sou um delírio do mundo!

Sempre um pouco distante da realidade, um pouco menos ouvidor e mais observador. Afinal esse mundo delira, suspira e sua por um equilíbrio "distante", algo indistinto aos olhos. Não há muito o que fazer, tudo se parece com fenômenos, coisas naturais. Grande mentira da mãe natureza.

Me peguei sorrindo. Estava revirando (como sempre) meus papéis e encontrei meus pornôs. Foi um choque muito grande, já que eu já havia abandonado muitos deles nas mãos mais necessitadas, rsrsrs...

Mas voltando ao assunto chave e teórico. Eu sou um delírio do mundo! Eu sou aquilo que está permanentemente incluso nos sonhos e no idealismo fantástico do mundo, e de muita gente. Eu pertenço àquela classe das pessoas que se esmeram pelo que acreditam e se arrastam pelas dungeons da vida.

Descobri que não sou um homem em busca de um par. Eu sou delirante. Eu sou, na verdade, um homem em busca de meus ímpares, dos meus antagonistas, e do imediato. Pertenço àqueles que estão em constante contato com a realidade formal, mas que não doa a parte mais selvagem da alma, que percebe os fluidos metafísicos, e que preserva o modo obscuro de navegar entre o insano e o particularmente são.

Eu diria a vocês: somente encarar a morte nos trás muito à frente e muito atrás das possibilidades, do destino, das escolhas. Gente pobre de espírito nunca vão reconhecer o que eu estou falando. É gente que permanece no erro por mais que se tente mudar, porque não percebem que a morte pode vir de dentro. Eu diria a vocês: descubram todos os dias motivos pra continuarem vivos. A Essência é o real combustível da vida. Não percam suas Essências... Eu diria a vocês tudo isso...

Mas não direi!
Cheers!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Pondera

Eu insisti tanto com tantas coisas... eu achei que deveria ser feliz com minhas próprias escolhas, afinal é isso que te ensinam na televisão, nos filmes épicos, nos livros de auto-ajuda... e eu queria tanto ser normal como todo mundo... ter uma vida normal, amigos normais e uma morte normal...

As coisas tem sempre que ser diferentes comigo?

Estou doente. Meu coração falhou, fui pra hospital e tudo mais. Ninguém me diz nada, ninguém quer me dizer nada. Tenho medo. Não tem noite que eu não pense "será que eu vou acordar amanhã?". Gostaria muito de dizer que estou feliz com os remédios que estou tomando, com o pouco progresso que fiz, mas a verdade é que eu estou com muito medo. Estou com medo de morrer e deixar muita coisa pra fazer, muita coisa por escrever, outras pra apagar, outras pra dizer, uma pessoa pra conquistar.

Não me sai da cabeça que eu sou jovem demais pra morrer. Talvez eu até concorde que os poetas morrem muito mais cedo que os reles mortais, mas eu não queria sentir tanta dor. Eu queria que fosse mais rápido, indolor, e poético. Mas como não se escolhe como se vai morrer... eu preferiria que ninguém estivesse por perto. Eu tenho vergonha de estar tão ruim e sem esperanças, eu tenho vergonha de admitir isso pros meus amigos. Na verdade eu tenho medo de deixá-los tristes quando eu for. Quero tanto que todos eles sejam felizes, mas eu mesmo não estou sendo... a um bom tempo não tenho bons motivos pra ser feliz. E ainda assim eu luto.

Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não vale a pena dar continuidade à dor. Eu até mereço, mas se não há outra saída, morrer é o melhor.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não quero viver de remédios. Como eu disse, eu mereço.
Se eu estiver com câncer, não quero romaria no meu pé, não quero ninguém "urubuzando" minha vida. Afinal, câncer não mata bom humor...

Mas, se eu não estiver com câncer, quero continuar com meu plano impossível de ser feliz. Afinal ser feliz exige tudo o que eu não tenho agora. Por enquanto.

"EU - ...e se eu tivesse feito tudo diferente? E se eu tivesse sido feliz muito antes? Tudo não dependeria tanto de tantas respostas...
ELA - ...sim, mas aí você não seria você..."

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Angdrubaum Cor

Uma vez só. Era a inveja que a motivava. Ainda uma vez só, mesmo que fosse sozinha, e nada ao seu redor. Estava tonta, estava trôpega, estava completamente influenciável.

Foi preciso três vezes. Foi necessário três vezes que ela tentasse reerguer-se. Mas não conseguia sair do chão. Nossa, era a inveja que a motivava. Ela estava poderosíssima. Como ela estava poderosíssima naquela noite!

Gostaria que estivesse segura. Ela gostaria que estivesse segura de seus próprios sentimentos. Não pára de mentir. Não pára de mentir pra si mesma. A opinião dos outros é lixo. É lixo reciclado. Todo mundo tem uma opinião, não é?

No começo todo idiota acredita no amor. Depois deixa de ser idiota.

Foi preciso ver a sarjeta de perto. No chão. Foi preciso sentir a sarjeta e usá-la de travesseiro. Ela não estava feliz, estava orgulhosa, como sempre foi. E o chão é a cama dos que buscam a si mesmos.

Pegou o espelho da bolsa. Era só o espelho que estava lá. Mirou o rosto mas não viu seus olhos. Borrava com o ar quente que condensava no vidro. Sentiu um pouco de medo. Desesperou-se.

Eu fui lá. Sentei do lado dela. Eu olhei para os movimentos dela. Toquei o cabelo dela. E ela me ofendeu. Eu tive pena. Aí senti que deveria ajudar...

Cuspi nela e fui embora!

Leia novamente. Leia com atenção!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Col tâmnos

Não dá pra lutar uma guerra sem ter o coração na ponta do fuzil...

A cada dia que passa eu estou me reacostumando com o meu modus operandi de antigamente. Estou muito frustrado, infeliz e sem a menor vontade de dar o próximo passo.
Se fosse antigamente eu diria "por que diabos...???", mas hj eu não quero mais saber de nada não. Descobri que tem muita coisa pela qual a gente luta, mas que são raras as que valem a pena.
Estou lendo muito, tentando ocupar a mente, o corpo fraco, mas eu sei que vou ficar pro resto da vida incompleto. Incompleto.

É melhor voltar ao meu pessimismo de antigamente. É melhor eu continuar a desistência. O mundo é grande, as distâncias são maiores ainda e o futuro é uma merda! Vou jogar fora as flores, o cinzeiro, o dinheiro e a cachaça. Nunca mais eu vou voltar a me enfiar nessa. Não dá pra confiar em mais ninguém, nem em mim mesmo!

"Haverá um caminho mais distante pra percorrer? Eu gostaria tanto de fugir... estou sem casa. Haverá um colo mais solícito pra mim descansar? Eu gostaria tanto de chorar... estou sem lágrimas. Haverá alguma esperança pra mim viver? Eu gostaria de acreditar... porque eu não acredito mais que será bonito, que será feliz, ou que será..."

Vou reler o blog. Dá licença!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Obsos Luc

Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor.

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Prá que esse nosso egoísmo
Não destrua nosso coração.

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Brigar p'rá quê?
Se é sem querer
Quem é que vai
Nos proteger?
Será que vamos ter
Que responder
Pelos erros a mais
Eu e você?

Será - Legião Urbana

Nossa, eu estou mesmo muito inspirado. Essa viagem está me fazendo bem, tirando a net discada de interior. Mais uma vez eu mato dois coelhos com uma mensagem só. Essa música grita nos meus ouvidos esses tempos. E enquanto grita, eu não posso falar!
Vinho de cinco litros! Vinho de cinco litros, eu voooouuu beber! Ressaca de cinco dias, eu voooouuuu sofrer! HAHAHAHAHAHAHA...

You're in a dead end, motherfucker!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Unglati

Doze horas marcadas, contadas, e esperadas.
Vinte e quatro horas sem um único pensamento sobre você. "Agora eu paro um trem!"

"We're the Low Art Gloominati, and we aim to depressThe Scabaret SacrilegendsThis is the Golden Age of Grotesque"

The Golden Age of Grotesque - Marilyn Manson

Cheers

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Jax act tuo care, sútonos

"Ooooaaaa... realmente eu sou um bobo feliz, homem inconstante que se realiza com pouco, que sente inveja da felicidade alheia e provoca dentro de si uma onda de pessimismo por não encontrar um caminho que me faça igual aos outros. BINGO!", digo eu.
"Se você está falando, é o que é...",
disse ela.
"Ah, mas isso é muito fácil de ser percebido, eu suponho que você seja a pessoa com uma visão e capacidade de análise psicológica enooorme",
digo eu.
"Não é você que diz que "a verdade dói", então eu digo agora pra você",
diz ela.
"Tenho certeza que resisto muito mais à dor do que você, querida amiga",
digo eu.
"Se você estiver dizendo algo sobre sofrer, então é verdade. A sua verdade é esta que você disse agora a pouco...",
disse ela.
"Uooouuu... é bom quando a gente tem uma vida sem altos e baixos, onde o ontem foi igual ao anteontem, que será igual a amanhã. Hoje é somente mais um dia pra você. Você se importa com alguma coisa além de você?", pergunto eu.
"Por que quer saber?",
responde ela.
"Perguntei primeiro!",
retruco.
"Eu me importo com o necessário",
responde ela.
"Ah! Então deixa eu ir embora. Não vejo necessidade de estar aqui.",
digo eu.
"Nem eu!",
diz ela.

Depois do casamento é que a noiva virgem se revela pro seu marido. Mas eu não sou "noiva virgem". Tenho meus segredos, tenho minhas paixões. Ainda não sou justamente aquilo que é tão nocivo para você. Nem me importa mais, mas eu só quis ajudar. A distância nos ajudou muito a compreender o quanto nós somos ligados. Mas o que importa agora?
Somente hoje eu vim perceber que você não usa mais aquele perfume de antigamente. Os homens não costumam observar esses detalhes. E foi por isso que discutimos, foi por isso que brigamos, é por isso que não vamos mais nos falar. Para sempre, segundo você.
Mas estou satisfeito. Muito satisfeito. Se não brigássemos, eu jamais notaria que você trocou de perfume...
Cheers!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Tumpanacac

É preciso morrer pra dar valor à vida? É preciso sofrer pra ser feliz? É preciso ouvir tantos "nãos" pra valorizar um simples "sim"?
É preciso viver pra dar valor à morte? É preciso ser feliz pra dar valor ao sofrimento? É preciso ouvir tantos "sim" pra valorizar um simples "não"?
São perguntas que são direcionadas à uma pessoa que está permanentemente na minha mente. Sabes quem és...

"A vida é difícil? Mate-se, e poupe a vida de fazê-lo. Mas se tem medo de matar-se, viva, e poupe a morte de seu medo. Pois quem desiste já está morto, mas quem luta pode um dia morrer. A vida não pode ser fácil para quem luta por ela, mas será sempre mais difícil para quem dela desiste. Sejamos guerreiros, não covardes, sejamos nobres, não selvagens. Caminhem sempre de cabeça erguida para que a vida te respeite. Honrem sempre suas palavras. Suportem as consequências de seus atos. Façam suas escolhas com sabedoria. Não mintam para os outros, pior para si mesmos. Sejam o modelo de um bom homem, e tomem para si a modelo de uma boa mulher como esposa. Eduquem sempre seus filhos para o futuro, pois vocês pertencem ao passado. Tratem de seus animais com ternura. Sejam cordiais com os amigos. Respeitem os velhos pois eles são os seus próprios passados. Sejam o mais cruéis possível consigo mesmos e o mais doces possível com quem os amam. Estejam cientes que perder às vezes é ganhar e que ganhar não é tudo. Façam o bem para o mundo como se estivessem fazendo a vocês mesmos. Não esperem agradecimento de ninguém, mas agradeçam sempre que for necessário. Amem quem os amam, e compreendam os que os odeiam. Tornem-se, todos os dias, dignos de continuarem vivos. Tornem-se mais sábios sempre que puderem. Andem nas trevas, se necessário, mas saibam que nada pode esconder-se à luz. Morram pelo que carregam no coração. Morram pelo que acreditam. Nunca desistam da batalha. Nunca desistam. Pois se considerarem tudo aquilo que eu disse, serão os guerreiros mais potentes de toda a terra."
Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só... agora é só terminar a letra.
Cheers!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Sosptelóconos AbrTiávamo?

Quando Mudero ut ragaLóku foi escrito, a verdade era tão clara quanto o petróleo quando sai do poço. Nunca foi fácil falar bem de alguém que se permite ser tão mal falada. Ainda assim, depois de uma tentativa frustrada de diálogo, a pessoa ainda me condena pelo o que escrevi, pelo o que revelei pra quem quisesse ler.

Ela sabe que nunca nos demos bem mesmo. Um dia eu teria que dizer umas verdades, porque era inevitável. Não toda a verdade, nem ela nem eu aguentaríamos. E outra: a porra do blog é meu e eu noticio o que eu quiser nessa bagaça! Não adianta nega acostumada com tudo querer de mim um mundo. Eu sempre digo isso a ela. É tudo muito suscetível a erros. Todo relacionamento é suscetível a erro. Mas eu, que não nego que tenha meus pecados, diria que esse relacionamento já foi um dia a paz que eu queria pra mim, rsrs.

Mudando de assunto, o que me faltava era ficar doente de novo... Agora é semana sim, semana não, um revezamento entre doença e cura, remédios e freegells. Tomara que eu morra rápido, por que morrer devagar eu já tô morrendo, hahahahaha.

E falando dos meus contos, eu voltei a produzir sobre Solari. Material batuta, coisa legal. Estou com tempo pra escrever e divagar sobre os mais diversos aspectos desse universo. Um texto de Gox, um outro camponês, Classes de Prestígio e mais alguma coisa. Revisei também outros que estavam entregues as baratas, e outros que estava entregues às aranhas, rsrsrs.

Ah, e já que eu não dou uma boa notícia por aqui faz tempo... vou continuar sem dar...
Cheers!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Mudero ut ragaLóku

Nunca fiz tanto por tão pouco...

Haveriam muitas explicações para isso. Haveriam muitas palavras a serem ditas por isso. Existem muitas razões, mas a razão é só uma... "Faça um relatório sobre isso" diria ela, "e entregue na minha mesa ao fim de suas dúvidas". "Não vamos discutir isso?", perguntaria a ela, e ela "pois não, mas somente após o relatório".

Então é incrível como se pode conhecer uma pessoa pelas idéias, ou pela falta delas. "É somente um monte de mentiras o que dizem de você", disse ela. "No que você acredita então?", pergunto a ela, simulando estar preocupado, fingindo me importar. "Eu acredito no que sinto", diz ela. "O que é que você sente, então?", pergunto, insistente como eu sou. "E isso importa pra você agora??", responde ela, ríspida, cruel.

Então essa vaca percebeu! Até parece que vou ficar triste com isso! Eu adivinho o futuro e vejo uma imagem de uma mulher, na proa dum navio, chorando e murmurando, por causa da minha e da vergonha dela. Eu adivinho o futuro e vejo que, além de me tornar mais feliz, fazê-la saber que eu não me importo, de verdade, com nada do que houve é uma idéia agradável, conveniente. As gentes gostam de serem enganadas o tempo todo. Impressionante como eu tenho dito isso com frequência. Uma frequência que já começa a me perturbar...

É impressionante também o tanto que fiz por tão pouco. Eu sempre faço isso, tanto por tão pouco. Não consigo fugir dessa realidade constatada a pouco, fiz tanto por tão pouco. Saber disso me pertuba, sentir isso me pertuba, viver encarando isso todos os dias me pertuba.

Ela vai voltar. Eu sei disso. ELA sabe disso. Quem não souber está desinformado, porque até um cego perceberia.

É tarde para arrependimentos. Eu tenho que sofrer mesmo. Mas no fim eu serei mais forte.
Cheers

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Enercos Xulas

Não foi assim um susto... depois de uns dias eu já estava esperando que fosse acontecer alguma coisa. A surpresa fica por conta da forma como se deu o ocorrido.

Depois de idas e vindas no médico, a doutora disse tudo aquilo que eu não estava querendo crêr. E felizmente eu não tenho nenhum problema com o coração, tampouco tenho um, digo, tampouco não tenho do que ficar preocupado.

Está valendo muito a pena ter parado minha rotina. Está valendo muito a pena ter me dado um tempo pra descansar. Qualquer um ficaria muito preocupado, no meu lugar, se soubesse do tanto que há para ser feito, e das diversas coisas que me passaram pela mente ao desviar-me do caminho. Mas eu, agora, estou me lixando. De verdade. Nunca achei que diria uma coisa assim, mas a verdade é que, hoje, eu estou me lixando pra muitos compromissos que eu tinha.

O bom é que eu tenho certeza de contar com a intolerância de muita gente. Gente que eu sei que esperava mais de mim, gente que tinha um objetivo comum ao meu, mas que não pôde progredir porque eu parei. Eu não acho que estejam de todo errados, mas assim como eu não conto com a compreensão deles, eu não vou tentar compreender ninguém. Afinal de contas tratava-se de um problema de saúde. Não foi nada provocado...

E como será que eu vou ficar no cenário fraterno-acadêmico???
Cheers!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Oldono Uka Uka, Oldooonoooo!

Sim, resolvi repaginar O Odioso.
Há mais melhorias vindo por aí, apesar de que ninguém comenta nada. É um maraaasmo, uma incerteeeza...
Quem sabe mais feio as pessoas voltem a odiar esse blog.

Cheers

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Fostum Rotum Agnomático si

O amor é uma besteira criada para dificultar a procriação humana.

Antigamente tudo era mais fácil. O homem estivesse no cio, ou a mulher; bastava estar com vontade. Muito mais do que ser uma atitude pensada, antigamente era puro instinto. Antigamente era tudo mais fácil.

Depois que inventaram o amor surgiram centenas de problemas. Acabaram-se as oportunidades, acabaram com o instinto humano de preservar-se. Hoje o que sobram são somente aquelas velhas desculpas. Ainda escolhemos nosso parceiro afim de garantirmos aos nossos filhos uma ótima genética. A diferença é que aparência hoje em dia é muito mais importante que bons hábitos, boa educação e boa família.

Porque a humanidade se rende a um sentimento tão agressivo à própria natureza humana? Porque a humanidade tenta levar a sério um sentimento que não mostra em sua gênese nada mais do que o desejo de se fazer o que o homem já tem escrito em seu código genético? Como a humanidade ainda se cria com essa onda de amor? É verdade que amor é tudo? Como pode ser? Algo tão desimportante, algo tão nocivo, algo tão evidente como o amor ser um impecílio para a procriação, antepenúltima fase do ser humano! Como a vida poderia piorar?

TPM, menopausa, andropausa, o culto do corpo, o crescimento das DSTs, a prostituição, o ciúme, os crimes passionais, a família, dentre muitas outras coisas, são besteiras que surgiram depois da criação do amor. Muitas delas seriam evitadas se ainda fôssemos humanos dotados somente de nosso instinto e alguma irracionalidade. Aliás, é isso que o amor é: fruto da passagem da irracionalidade à razão. Ele é algo que, como muita coisa que veio com a razão, não acrescenta nada à natureza. É como perguntar-se se existem extraterrestres!!!

Cheers!

sábado, 2 de junho de 2007

Vermalo apt Mensasgos

Um alvoroço muito grande está sendo formado bem aqui, ao norte de onde moro. Dia desses quase que eu me pergunto, com sérios riscos de obter uma resposta bem mal criada, se o Chávez não vai querer invadir o Amazonas. Possivelmente sim. Todo tipo de governo ditatorial tem sua megalomania...
Aliás, é isso que o Chávez é, um megalomaníaco. Foi expulso do México porque portava esse comportamento, e agora está bem aqui, subindo a ribanceira.
Infelizmente essa gente se acha muito digna. Infelizmente um lobo-em-pele-de-cordeiro como esse se diz "socialista". Infelizmente ele dá um golpe, cria-se num meio autoritário com a permissão do povo, que não faz nada e ainda por cima fecha uma rede de TV oposicionista.

O que será da Venezuela sem uma oposição? Será que existe alguém além de mim que pensa no que seria deixar um homem com aquela índole governar um pais membro da OPEP? O que seria da Venezuela se além de futricar nos interesses mundiais o Chávez quisesse usar esse país pra "combater" os EUA?

Quantos interesses. Quanta falsidade. Muita prepotencia de subir num palanque e fazer exatamente o que o Bush faz...

O que os difere é o modus operandi de cada um. E ainda falam mal, um do outro, na mídia...
Nesse jogo de cartas marcadas!
Cheers!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Tárnecas

Incrível.
Hoje eu deveria me premiar com uma noite de sono muuuito boa. Realmente eu deveria...
Saí das Tárnecas pra ir pras Rímicas. Parei em frente ao portão, olhei bastante pro movimento, fiquei com medo de passar alguém, apontei pruma parede próxima e.... ufa, mijei bem em cima da placa com o nome do Patriarca. Hahahahahaha...
Anotem aí: eu mijei em Rímicas, e em Tárnecas e não fui preso. E, ao meu ver, nem deveria... pois, com essa felicidade, eu deveria mesmo é me premiar com uma noite de sono muuuiito boa.

Cheers!