Como um corredor de espelhos, que refletem indefinidamente a imagem que há por trás do que está ali na sua frente, confundindo nossa visão, confundindo nossa melhor interpretação. Uma pequena sensação de que aquilo é uma visão surreal, quando nos damos conta que aquele túnel que se abre é somente a extensão daquilo que de fato nem existe. A vista se deixa enganar tão facilmente por um efeito tão simples, porem pertubador.
Em meio a esses pensamentos eu mergulho na minha pouca poesia, doentia perspectiva dum ser abissal que mora dentro de mim. Eu não posso deixar minha imaginação mexer com o oculto, eu não posso permitir o oculto brincar com a minha imaginação. A poesia é para os dias de chuva, tal qual as cartas que escrevia antigamente. A poesia não deveria estar infectada de tantos medos aparentes. O oculto é só para o lado que não se explica, e aquilo que não se explica está se abrindo aos poucos. Não há relato disso anteriormente. Parece muita viaaagem, você, leitor, pode pensar, mas não é.
Por hoje eu lembro da Flora, lembro do Jon, das minhas primas lá em Borba, e não paro de pensar nos meus planos para filmes e afins. Mas todas essas lembranças estão permeadas desse oculto que "conversa" com meu ser abissal, uma conversa um pouco longa. Essas pessoas supra citadas me libertam de passar meus dias tão sozinho comigo mesmo. Eu só consigo sentir o mais alto possível a essência das suas presenças.
Fora isso, é tudo um misto de poesia e oculto.
Cheers!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Magnífica êxtase dualista
O óbvio é que o corpo fechado não aceita a magia. O mundo natural se torna tão difícil de encarar, todo dia, o tempo todo. Sou um estranho no ninho. O que sinto é aquilo que jamais ninguém sentiu, e mesmo assim sei que há alguém com os meus mesmos sentidos. É algo inexplicável.
Metafísica no almoço, alquimia no jantar, e um roteiro de ação saindo tão brilhantemente. Volto-me aos meus afazeres com um feliz sorriso estampado, algo estranho pra hoje em dia. Estou decepcionado somente comigo mesmo. Mas mais por estar longe da minha "questão alteridade" do que por tudo o que estou produzindo.
E a pergunta que não quer calar: dar o melhor de si é chegar ao máximo de seus esforços?
Cheers!
Metafísica no almoço, alquimia no jantar, e um roteiro de ação saindo tão brilhantemente. Volto-me aos meus afazeres com um feliz sorriso estampado, algo estranho pra hoje em dia. Estou decepcionado somente comigo mesmo. Mas mais por estar longe da minha "questão alteridade" do que por tudo o que estou produzindo.
E a pergunta que não quer calar: dar o melhor de si é chegar ao máximo de seus esforços?
Cheers!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Sol em Virgem
Caminhava como se estivesse num caminho florido, e só o vento assobiava ao seu ouvido, e nem outra preocupação lhe ocorria, sorrindo para até o final do dia. Parecia estar num leve transe, como algo que está prestes a despertar. Tão curto o tempo se tornava ao seu redor, cada segundo sentido dentro de si mesmo passando. Um turbilhão de sentimentos o perseguia, só um o animava. A felicidade. A solidão de sua alma.
A solidão de suas palavras, cada uma numa imaginação nova e jovial. O novo antigo poeta dizia palavras ao ar, considerando idéias que jamais havia nascido de sua vontade. Deixava de sentir os mais antigos sentimentos, coisas aprendidas na sua infância...
E ele não estava assim tão só.
Cheers!
A solidão de suas palavras, cada uma numa imaginação nova e jovial. O novo antigo poeta dizia palavras ao ar, considerando idéias que jamais havia nascido de sua vontade. Deixava de sentir os mais antigos sentimentos, coisas aprendidas na sua infância...
E ele não estava assim tão só.
Cheers!
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O baú de coisas novas
Lembranças no imaginário que me deixaram saudoso de tempos em que a maior novidade era a doçura dos lábios da menina. Eram os encontros às escondidas durante os festivais, a psicodélica luz que irradiava alegria nos palcos, a música. Lembranças que semeiam, até hoje, uma reação em mim. Uma reação de garotinho descobrindo um brinquedo novo e interessante. Uma reação de expectativa quanto ao futuro.
As fotos me fizeram voar. Tão mal guardadas fotos, arquivos antigos, malssucedidas impressões de outrora fortes amizades, hoje somente umas poucas folhas com tinta. Fotos de meninos cheios de más intenções e meninas cheias de pudores. Eu sou de eras antigas mesmo! Eu sou o da direita, na foto com outras seis pessoas, segurando uma das pontas de uma faixa com os dizeres: Time do Japão. Na outra ponta uma menina, uma pequena interpretação dos meus melhores sonhos, franzina e branca feito vela, segurava a outra ponta da faixa. Éramos os "pais" de todos os outros.
Nesses tempos, minha alma dói em lembrar, eu perseguia outros sonhos. Eu era tão verdadeiro com o que eu queria, e nem tinha tantos objetivos. Nem queria ser feliz, queria ser eu mesmo. Mas eu tinha vergonha.
Descreverei, bem breve, um diálogo feito no dia em que tiramos tantas e tantas fotos.
- Por que uma pessoa como ele pediria ajuda a mim? - pergunto eu.
- Por que uma pessoa como você negaria ajuda a uma pessoa como ele? - respondeu.
E assim eu aprendi a sentir compaixão das pessoas.
Cheers!
As fotos me fizeram voar. Tão mal guardadas fotos, arquivos antigos, malssucedidas impressões de outrora fortes amizades, hoje somente umas poucas folhas com tinta. Fotos de meninos cheios de más intenções e meninas cheias de pudores. Eu sou de eras antigas mesmo! Eu sou o da direita, na foto com outras seis pessoas, segurando uma das pontas de uma faixa com os dizeres: Time do Japão. Na outra ponta uma menina, uma pequena interpretação dos meus melhores sonhos, franzina e branca feito vela, segurava a outra ponta da faixa. Éramos os "pais" de todos os outros.
Nesses tempos, minha alma dói em lembrar, eu perseguia outros sonhos. Eu era tão verdadeiro com o que eu queria, e nem tinha tantos objetivos. Nem queria ser feliz, queria ser eu mesmo. Mas eu tinha vergonha.
Descreverei, bem breve, um diálogo feito no dia em que tiramos tantas e tantas fotos.
- Por que uma pessoa como ele pediria ajuda a mim? - pergunto eu.
- Por que uma pessoa como você negaria ajuda a uma pessoa como ele? - respondeu.
E assim eu aprendi a sentir compaixão das pessoas.
Cheers!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Somos deuses
Aqui jaz uma poesia romântica. Não nasce novas estrofes a muitos anos. Sempre é ser repetitivo. Bilhões de cópias corretas amontoam-se. Foi-se o tempo da nossa inverdade. Somos comuns.
Jazem na memória as mesmas palavras que aprendemos de nossos professores. Sofrem com o tempo de nossa juventude. Ao máximo para sempre o máximo. Até que a velhice nos ataque, sugue toda a nossa bossalidade. E condenados ao esquecimento, carregamos muitos mortos dentro de nós. A atitude da folha morta, destacamo-nos da grande árvore da vida para cairmos no chão, adubando um novo ciclo imortal.
A fruta pequena queima a boca de quem a come. E embora saibamos do nosso risco, abandonamos o medo e encaramos a dor. Meditamos sobre o vale e tememos a montanha. Somos líderes de nossos sonhos, nossos sonhos infantis. A metáfora da metáfora dos nossos sons, guiamos a nós mesmo na penumbra. Horrendos sonhos.
Estamos todos cheios de moléculas. Cada molécula está cheia de deuses. Cada deus está cheio do que nós acreditamos. Nós estamos cheios do que cremos ser as moléculas. As moléculas somos nós, triste fim à realidade. Então inventamos a fantasia, que não é feita de moléculas, portanto somos deuses, e muito mais que aquilo em que acreditamos.
Aqui jaz a idéia de começo, meio e fim.
Cheers!
Jazem na memória as mesmas palavras que aprendemos de nossos professores. Sofrem com o tempo de nossa juventude. Ao máximo para sempre o máximo. Até que a velhice nos ataque, sugue toda a nossa bossalidade. E condenados ao esquecimento, carregamos muitos mortos dentro de nós. A atitude da folha morta, destacamo-nos da grande árvore da vida para cairmos no chão, adubando um novo ciclo imortal.
A fruta pequena queima a boca de quem a come. E embora saibamos do nosso risco, abandonamos o medo e encaramos a dor. Meditamos sobre o vale e tememos a montanha. Somos líderes de nossos sonhos, nossos sonhos infantis. A metáfora da metáfora dos nossos sons, guiamos a nós mesmo na penumbra. Horrendos sonhos.
Estamos todos cheios de moléculas. Cada molécula está cheia de deuses. Cada deus está cheio do que nós acreditamos. Nós estamos cheios do que cremos ser as moléculas. As moléculas somos nós, triste fim à realidade. Então inventamos a fantasia, que não é feita de moléculas, portanto somos deuses, e muito mais que aquilo em que acreditamos.
Aqui jaz a idéia de começo, meio e fim.
Cheers!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Hipocrisia evangélica
Antigamente este blog era mais social e humanamente engajado. É uma pena que eu tenha desviado desse engajamento que tanto me fazia bem, mas eu sabia que pouquíssimas pessoas iriam ler o que eu pensava a respeito de guerra, hipocrisia, preconceito e 'tras coisas. Mas hoje eu tenho que escrever sobre algo que me indignou, tal qual eu fazia nos primórdios (parece muito tempo...) deste blog.
Estou falando sobre o projeto que dava à Associação das Prostitutas do Amazonas (As Amazonas) o título de Utilidade Pública e que foi barrado e arquivado pela bancada evangélica na Câmara Municipal de Manaus. Uma vez concedido este título a Associação poderia firmar parcerias importantes, além de poder captar recursos, inclusive do Estado. Continuaria assim seu trabalho a favor da dignidade e contra a exclusão social das prostitutas.
Não escondo a minha insatisfação em ver que, mais uma vez, os membros da Câmara se voltaram contra uma minoria. Alegam moral e ética, mas ferem o direito à igualdade e mostram a a sua maioria preconceituosa e desinformada. Pessoas que vergonhosamente mostam o que se poderia esperar deles; a defesa de seus próprios interesses.
Será que é difícil compreender que antes de serem prostitutas elas são MULHERES? Esses hipócritas esquecem o lado humano dessas pessoas. Uma Associação que dá dignidade, segurança e informação parecem-lhes tão má porque, justamente, realiza aquilo que esses preconceituosos jamais poderão realizar à sociedade: compreender as diferenças, ajudar alguém diferente.
Vivem daquilo que o rebanho dá.
Não compreendo como um pastor, que supostamente não utiliza os serviços de uma prostituta, pode achar nocivo que um grupo queira ajudar essas pessoas. Isso é uma prova que a exclusão social foi aprendida muito antes do código moral. Eles julgam, como julgariam negros, homossexuais e detentos, que estão protegendo a sociedade, mas o que a sociedade precisa é ser protegida desses manipuladores e aduladores. Não dá para compreender como eles não tem, supostamente, noção do mal que causam olhando para seus próprios umbigos.
Desejo que o povo levante-se e defenda qualquer atitude de benefício às minorias, sejam elas quais forem. Não é porque eles são evangélicos que eu deva me calar, é?
Vereadores hipócritas, para vocês, o meu escárnio!
Estou falando sobre o projeto que dava à Associação das Prostitutas do Amazonas (As Amazonas) o título de Utilidade Pública e que foi barrado e arquivado pela bancada evangélica na Câmara Municipal de Manaus. Uma vez concedido este título a Associação poderia firmar parcerias importantes, além de poder captar recursos, inclusive do Estado. Continuaria assim seu trabalho a favor da dignidade e contra a exclusão social das prostitutas.
Não escondo a minha insatisfação em ver que, mais uma vez, os membros da Câmara se voltaram contra uma minoria. Alegam moral e ética, mas ferem o direito à igualdade e mostram a a sua maioria preconceituosa e desinformada. Pessoas que vergonhosamente mostam o que se poderia esperar deles; a defesa de seus próprios interesses.
Será que é difícil compreender que antes de serem prostitutas elas são MULHERES? Esses hipócritas esquecem o lado humano dessas pessoas. Uma Associação que dá dignidade, segurança e informação parecem-lhes tão má porque, justamente, realiza aquilo que esses preconceituosos jamais poderão realizar à sociedade: compreender as diferenças, ajudar alguém diferente.
Vivem daquilo que o rebanho dá.
Não compreendo como um pastor, que supostamente não utiliza os serviços de uma prostituta, pode achar nocivo que um grupo queira ajudar essas pessoas. Isso é uma prova que a exclusão social foi aprendida muito antes do código moral. Eles julgam, como julgariam negros, homossexuais e detentos, que estão protegendo a sociedade, mas o que a sociedade precisa é ser protegida desses manipuladores e aduladores. Não dá para compreender como eles não tem, supostamente, noção do mal que causam olhando para seus próprios umbigos.
Desejo que o povo levante-se e defenda qualquer atitude de benefício às minorias, sejam elas quais forem. Não é porque eles são evangélicos que eu deva me calar, é?
Vereadores hipócritas, para vocês, o meu escárnio!
terça-feira, 31 de março de 2009
O inesperado valor das palavras
Eu vejo o outro lado de forma natural. Quando se tenta estender a mão esquerda, o coração bate de tal força com outra energia. É perigoso. Quando se tenta estender a mão direita, a razão impõe a magnífica retórica, nem tanto retórica. É arriscado. E assim tentamos realizar a tão querida harmonia, os movimentos cheios de energia, para todo lado que se vá. Energia.
Há misterios escondidos no meio das palavras. Como eu disse para minha prima que achava que a palavra tem poder. Poder não na palavra, mas no poder que depositamos nela. Então o poder está em nós. Não importa que mão vamos estender, se da razão ou do coração, tudo é energia. Mas o resultado sempre será diferente. Há mistérios nas palavras. Há mistério nas minhas palavras. Há palavras nos meus mistérios. Há misteriosas palavras em mim.
Tentei olhar no fundo dos olhos. Ver a plenitude de uma boa interpretação. Falhastes. Então eu pude julgar para onde levaria minha energia. Pude ver com mais clareza como gastaria meu tempo, ou o que penso dele. Sempre julgamos sermos capazes de fazer algo assim sozinhos. Então foi minha vez de falhar. E falhar me fez ver que eu estou cada dia mais feliz com minhas falhas. Eu falho cada vez mais na minha felicidade. Mesmo assim eu estou feliz.
Então, durante a chuva, eu levantei a mão direita.
Cheers!
Há misterios escondidos no meio das palavras. Como eu disse para minha prima que achava que a palavra tem poder. Poder não na palavra, mas no poder que depositamos nela. Então o poder está em nós. Não importa que mão vamos estender, se da razão ou do coração, tudo é energia. Mas o resultado sempre será diferente. Há mistérios nas palavras. Há mistério nas minhas palavras. Há palavras nos meus mistérios. Há misteriosas palavras em mim.
Tentei olhar no fundo dos olhos. Ver a plenitude de uma boa interpretação. Falhastes. Então eu pude julgar para onde levaria minha energia. Pude ver com mais clareza como gastaria meu tempo, ou o que penso dele. Sempre julgamos sermos capazes de fazer algo assim sozinhos. Então foi minha vez de falhar. E falhar me fez ver que eu estou cada dia mais feliz com minhas falhas. Eu falho cada vez mais na minha felicidade. Mesmo assim eu estou feliz.
Então, durante a chuva, eu levantei a mão direita.
Cheers!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Ao Rei
Na primeira vez que eu quis escrever no seu blog foi para mostrar a minha raiva. Você escrevia por aqui coisas sobre mim, coisas que me irritavam pela forma que você conduzia as coisas. Você me fazia parecer ser tão má... mas depois de algum tempo eu entendi. Você precisa ter sempre em sua vida antagonistas, e eu era o alvo perfeito. A megera sempre calada e disposta a perdoar todas as suas faltas. Eu era a sua melhor inimiga.
Suas mensagens supostamente enigmáticas me davam medo. Eu tinha dúvidas, me perguntava: será que ele está ficando louco de vez? Mas no fundo era sempre uma forma de "chamar atenção" para si e para as suas velhas idéias. Eu entendo quando você fala em "roundabout". Tudo se repete, tudo parece uma rotina chata, "simples sombras do que já foi um dia", como você diz. Mesmo assim eu continuava tendo medo, porque era e é tudo um grande teatro. E você não desiste de coisas velhas.
Eu gostaria de falar tanta coisa por aqui. Contar sobre um homem apaixonado, um homem que "não existe". Eu gostaria de quebrar um pouco o enigma que se encontra em você. Dizer coisas que eu não compreendo na sua alma. Gostaria de possuir seu dom com as palavras, ainda mais agora, que estamos tão longe...
Um dia um homem me disse: procure minhas falhas. Ele estava tão cego de paixão, achava-se indefectível. Eu só pude acompanha-lo pelo tempo que suportei. As nossas vidas eram tão diferentes, mundos diferentes mas iguais. Ele acreditava que não conseguia enxergar seus próprios defeitos. Até que ele descobriu sozinho.
O que mais amo em você é sua capacidade de se tornar tantas pessoas diferentes. Nunca é a mesma coisa com você, e isso me surpreende até hoje em dia. Você não busca ser perfeito, você busca ser melhor! E isso eu nunca vou esquecer do teu ser. Morarás sempre dentro de mim. Serás sempre um amigo das palavras, e meu protetor.
J.A.W.A.
Suas mensagens supostamente enigmáticas me davam medo. Eu tinha dúvidas, me perguntava: será que ele está ficando louco de vez? Mas no fundo era sempre uma forma de "chamar atenção" para si e para as suas velhas idéias. Eu entendo quando você fala em "roundabout". Tudo se repete, tudo parece uma rotina chata, "simples sombras do que já foi um dia", como você diz. Mesmo assim eu continuava tendo medo, porque era e é tudo um grande teatro. E você não desiste de coisas velhas.
Eu gostaria de falar tanta coisa por aqui. Contar sobre um homem apaixonado, um homem que "não existe". Eu gostaria de quebrar um pouco o enigma que se encontra em você. Dizer coisas que eu não compreendo na sua alma. Gostaria de possuir seu dom com as palavras, ainda mais agora, que estamos tão longe...
Um dia um homem me disse: procure minhas falhas. Ele estava tão cego de paixão, achava-se indefectível. Eu só pude acompanha-lo pelo tempo que suportei. As nossas vidas eram tão diferentes, mundos diferentes mas iguais. Ele acreditava que não conseguia enxergar seus próprios defeitos. Até que ele descobriu sozinho.
O que mais amo em você é sua capacidade de se tornar tantas pessoas diferentes. Nunca é a mesma coisa com você, e isso me surpreende até hoje em dia. Você não busca ser perfeito, você busca ser melhor! E isso eu nunca vou esquecer do teu ser. Morarás sempre dentro de mim. Serás sempre um amigo das palavras, e meu protetor.
J.A.W.A.
terça-feira, 17 de março de 2009
Sempre morna
O enigma que nos aproxima é algo insondável para mim agora. Depois de anos eu só posso dizer que tudo que vivi ao teu lado é algo do passado que eu gostaria muito de esquecer. Logo nos momentos mais felizes, e numa época dessas de despedidas, você me faz o exercício de autopiedade tão comum. Somos velhos e falhos.
Eu me torno cada dia melhor, mas a saudade no meu coração é muito grande. Vou para cama pensando em tantas coisas, em tanta gente. Eu sei que eu posso ser tão feliz quanto pareço ser, mas o caminho da auto descoberta é sinuoso. Mesmo assim fico tranquilo porque não estou sozinho. Eu tenho pessoas que me compreendem, pessoas que "sentem" tudo aquilo que eu sinto.
O mundo é uma troca initerrupta e incessante. Não é, Renata?
Cheers!
Eu me torno cada dia melhor, mas a saudade no meu coração é muito grande. Vou para cama pensando em tantas coisas, em tanta gente. Eu sei que eu posso ser tão feliz quanto pareço ser, mas o caminho da auto descoberta é sinuoso. Mesmo assim fico tranquilo porque não estou sozinho. Eu tenho pessoas que me compreendem, pessoas que "sentem" tudo aquilo que eu sinto.
O mundo é uma troca initerrupta e incessante. Não é, Renata?
Cheers!
terça-feira, 10 de março de 2009
Escape
A urna estava vazia, ninguém havia notado, na calada da noite, os ladrões que nos roubaram. Meu grande medo havia se dissipado. Sem provas não havia criminoso. E criminoso bom é criminoso morto.
Noites resumem-se por bebedeiras initerruptas. Mais uma vez.
Cheerz!
Noites resumem-se por bebedeiras initerruptas. Mais uma vez.
Cheerz!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O cheiro d'alma
Eu tenho a sensação de que estou no caminho certo. Tanta gente assiste sua própria vida passar pelo seus olhos, imaginando como seria, querendo sempre algo diferente do que tem. E eu que me esforço pra não ser "tanta gente" estou definitivamente no caminho certo. Meus sonhos já voltaram a "falar comigo". Minha reclusão está funcionando. Consegui afastar toda aquela legião dos meus domínios, rs.
Eu quero mesmo conhecer novos ares. Estou sempre me dando novas chances. Chega de pensar que estou longe de mim mesmo pelo o que penso. O que quero é me libertar. Quero ter um amor pra mim. Quero o bom senso de volta. Voltar a praticar o impossível. Como eu fazia no filme 8mm que eu achei, com tanta saudade que me deu.
A magia daquela pessoa ainda está na minha essência. Pena que está tão difícil assim de falar com ela. Tudo o que eu queria era reencontra-la, e sentir o cheiro dela novamente. Eu quero a magia de volta, com toda a poesia de passar a madrugada acordado pensando nela, com toda a maravilhosa idiossincrasia que isso me causa.
Vivemos dias melhores. Volto a enxergar acizentado. Dizem que eu sou. Dizem que eu não sou. Dizem que sou eu. Dizem muito a meu respeito. A Flora diz. Eu digo. E o que dizemos nos mostra que vivemos dias melhores.
Flora, minha próxima carta vai ser especial, mesmo que qualquer pessoa pense o que quer que seja. Temos direito de pensar. Mas a carta vai ser especial. Espere, e tudo se resolverá.
Cheers!
Eu quero mesmo conhecer novos ares. Estou sempre me dando novas chances. Chega de pensar que estou longe de mim mesmo pelo o que penso. O que quero é me libertar. Quero ter um amor pra mim. Quero o bom senso de volta. Voltar a praticar o impossível. Como eu fazia no filme 8mm que eu achei, com tanta saudade que me deu.
A magia daquela pessoa ainda está na minha essência. Pena que está tão difícil assim de falar com ela. Tudo o que eu queria era reencontra-la, e sentir o cheiro dela novamente. Eu quero a magia de volta, com toda a poesia de passar a madrugada acordado pensando nela, com toda a maravilhosa idiossincrasia que isso me causa.
Vivemos dias melhores. Volto a enxergar acizentado. Dizem que eu sou. Dizem que eu não sou. Dizem que sou eu. Dizem muito a meu respeito. A Flora diz. Eu digo. E o que dizemos nos mostra que vivemos dias melhores.
Flora, minha próxima carta vai ser especial, mesmo que qualquer pessoa pense o que quer que seja. Temos direito de pensar. Mas a carta vai ser especial. Espere, e tudo se resolverá.
Cheers!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Outro recado
Um pouco de dor, como nos velhos tempos. Você não se acostuma com meu humor tão ácido, e o teor etílico de meu hálito expurgando os demônios durante a mesa. Estás tão velha assim... Aparentemente um pouco ultrapassada, mas mesmo assim, boa tacada!
Eu te propus umas palavras. Não, eu pedi que você escrevesse algo para mim, algo que eu pudesse publicar. Você não tem colhões, mas adorou a ideia. Mesmo que ela seja tão novidade quanto o fato da roda ser redonda. Mesmo assim você ousou perder seu tempo pra escrever algo para mim, e algo que eu pudesse publicar!
É claro que eu achei seus manuscritos (!) escondidos, provas mais-que-suficientes de seu temor diário de ser esquecida nas minhas muitas caixas de sapato. Eu os achei, e alguns eu queimei. Eu sou mesmo um pequeno multiverso indecente, com minha pequena coleção porno tão bem enumerada na sua prosa, rsrs.
Mande sua coragem pra lua. Me mande seus escritos. Eu publico.
Cheers!
Eu te propus umas palavras. Não, eu pedi que você escrevesse algo para mim, algo que eu pudesse publicar. Você não tem colhões, mas adorou a ideia. Mesmo que ela seja tão novidade quanto o fato da roda ser redonda. Mesmo assim você ousou perder seu tempo pra escrever algo para mim, e algo que eu pudesse publicar!
É claro que eu achei seus manuscritos (!) escondidos, provas mais-que-suficientes de seu temor diário de ser esquecida nas minhas muitas caixas de sapato. Eu os achei, e alguns eu queimei. Eu sou mesmo um pequeno multiverso indecente, com minha pequena coleção porno tão bem enumerada na sua prosa, rsrs.
Mande sua coragem pra lua. Me mande seus escritos. Eu publico.
Cheers!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Roundabout II
O rosto miserável deu lugar ao mais feliz, a esperança encheu os seus olhos com uma luz meio parda, indistinguível à luz do dia. No meio de um temporal, talvez ele saísse para se molhar, arriscando ficar doente e morrer, mas isso está se tornando passado, mais uma vez. Apesar disso, ele não consegue entender como o que está se tornando passado tornou a voltar a se tornar passado...
Cheers!
Cheers!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Vozes II
O problema estava na sua procura. Ousavas demais, elas se cansam. Você deveria ser mais objetivo. Mas havia muito o que considerar, você sabe disso! Não sei disso não, eu sei que ela lhe escorreu pelos dedos, e você foi fraco. Como fraco, eu tornei tudo muito mais fácil. Não, você dificultou as coisas. Eu não creio. Amanhã você vai ser só um amiguinho dela. Você fala como se isso fosse ruim! Isso é péssimo! Não é não! O que você espera que aconteça entre você, um covarde, e uma mulher decidida, independente? O que tiver que acontecer... Isso nunca, o que vai rolar é muito diferente do que você quer. Está bem, então você está sempre certo, conheces bem a mente delas. Conheço! Sim, conhece... Conheço sim! É, eu concordeeei. Mas não acreditooou... Sim, eu acrediteeei sim! Você é um tolo, fraco, idiota e resmungão! Cara, cala a sua boca, eu fiz tudo que eu podia, não passo por cima dos limites dos outros não! E está onde está. E onde estou então? Na meeerda! Hahaha, isso não é verdade, eu estou bem feliz, pra falar a verdade! Feliz com meia dúzia de oportunidades e dezenas de dúvidas cruéis, dúvidas que estão te corroendo por dentro, desesperado por um novo encontro. Sim, feeeliz, e isso te deixa pra baixo, você quer ver minha derrota, seja lá qual for o assunto. Você é a imaaagem do derrotado, qualquer um que olhe pra você vai ver isso! Se isso fosse verdade, onde estava você na hora em que eu estava lá, me dando bem? Eu estava rindo de você, porque minha ojeriza é tão grande que ultrapassa qualquer conselho. Ah, conselho? Sim, é o que você precisa, conseeelho! Você é o sábio agora é? Sou. E acha que eu vou conseguir algo com alguém com essa tua sabedoria chinfrim, meia boca, cheia de preconceitos, machistas e... Seu perdedoooooor, perdedooooor! Ah meu, cala a boca, você é um fracassado que está a anos entubado. Quem está entubado? Você! Entubada é tua coraaagem seu fraco, que você jamais vai conseguir nada com ela. Entubaaado siiiim, fraco, doente, viciaaado. Pelo menos eu me divirto, hahahahaha. Diversão que custa tua vida desgraçada. Hum, está preocupadinho comiiigo ééé? Apenas querendo um pouco de paz na minha mente, um tempo desse pandemonio desgraçado. Quer ser feliz né, ô sonhador? Todos querem. Então te maaata de nooovo, te deeeixa levaaar. Deixo sim. Vai lá. Vou. Então vai. Quando chegar a hora. Oras, vai agooora. Não dá agora. Então fica calado seu otário. Tá puto porque no fim eu tenho razão né? Não, eu comecei a entender o final desse jogo. Jogo? É, jogo. Que jogo? O da sedução!
Cheers!
Cheers!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O Sexto Sentido
Um dia eu descobri que havia um mundo além daquilo que estamos habituados a ver. Um mundo de coisas, dum conhecimento tão grande e lindo. Daí é que eu tirei inspiração para criar o cenário de Solari, de um mundo que nos não enxergamos, mas que sempre esteve ali. As pessoas não se importam com aquilo que elas não conhecem.
Paulo, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi um guia nesse mundo que eu havia descoberto sozinho. Eu estava com medo, entendia tão pouco de minhas forças. Ele dosou tão bem as palavras. Me mostrou como era entrar nesse mundo, obedecer as suas regras e criar empatia com seus personagens. Naquela época eu amava o teatro. Então eu aprendi, naquelas palavras, o significado de estar aberto ao mundo mais do que querer o mundo aberto a você.
Mara, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi uma bruxa que me inspirou a olhar pela fechadura. A realidade é uma sala, existem várias portas de saída, algumas mais dignas que as outras, outras mais ocultas que todas as demais. Mas sempre que você olha para a fechadura, percebe que estamos onde estamos muitas vezes porque não sabemos o que há atrás das outras portas. Então eu aprendi, naquelas lições, que nos também somos salas cheias de portas, e que atrás de cada porta há uma pessoa. Estamos conectados por portas.
Renata, hoje em dia, mas sobretudo por comunhão de sentidos, é uma amiga que aceitou tudo que eu vi e vejo, tudo que eu possuo e o que eu não tenho. Compartilhar a visão de um mundo é tarefa difícil, mas ela não precisa muito de palavras. Compreende que estamos além de uma breve interpretação dos sentidos da carne, e isso me deixa tão feliz. Eu percebi, e me alegrei, que o medo me deixou, eu confio nela, e ela em mim. O mundo fala conosco, e percebo que eu já a faço falar com o mundo. Então eu aprendi, por meio do ato de ensina-la, que meus dons nunca são só meus, eles pertencem a todos. Assim eu me conecto, eu abro as portas.
Ontem, numa mesa de bar, ao ar livre, eu ouvi uma pessoa falar de um dom. Um dom que nos liga a esse mundo a que me refiro. Um dom que sei, todos temos. Mas ali, naquele momento, pela simples menção, minha mente se voltou às lembranças dessas pessoas que descrevi acima. E assim eu lembrei de tudo que eu aprendi, e como foi bom.
Conheci a Patricia. Era ela quem disse ter esse dom. Minha prima Glenda, em seguida, afirmou ter também, um maior. Bobagem, os dons não são mensuráveis. Mas era Patricia quem me interessou, logo por tudo o que ela disse de si. Logo por todas as palavras inaudíveis com os ouvidos, mas perfeitamente audíveis com o coração. Há algo mágico nela. Agora eu posso dizer. Meu sexto sentido me diz coisas. Coisas que não me dizia a anos.
Esse final de semana foi ótimo.
Cheers!
Paulo, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi um guia nesse mundo que eu havia descoberto sozinho. Eu estava com medo, entendia tão pouco de minhas forças. Ele dosou tão bem as palavras. Me mostrou como era entrar nesse mundo, obedecer as suas regras e criar empatia com seus personagens. Naquela época eu amava o teatro. Então eu aprendi, naquelas palavras, o significado de estar aberto ao mundo mais do que querer o mundo aberto a você.
Mara, um dia, mas sobretudo dentro de mim, foi uma bruxa que me inspirou a olhar pela fechadura. A realidade é uma sala, existem várias portas de saída, algumas mais dignas que as outras, outras mais ocultas que todas as demais. Mas sempre que você olha para a fechadura, percebe que estamos onde estamos muitas vezes porque não sabemos o que há atrás das outras portas. Então eu aprendi, naquelas lições, que nos também somos salas cheias de portas, e que atrás de cada porta há uma pessoa. Estamos conectados por portas.
Renata, hoje em dia, mas sobretudo por comunhão de sentidos, é uma amiga que aceitou tudo que eu vi e vejo, tudo que eu possuo e o que eu não tenho. Compartilhar a visão de um mundo é tarefa difícil, mas ela não precisa muito de palavras. Compreende que estamos além de uma breve interpretação dos sentidos da carne, e isso me deixa tão feliz. Eu percebi, e me alegrei, que o medo me deixou, eu confio nela, e ela em mim. O mundo fala conosco, e percebo que eu já a faço falar com o mundo. Então eu aprendi, por meio do ato de ensina-la, que meus dons nunca são só meus, eles pertencem a todos. Assim eu me conecto, eu abro as portas.
Ontem, numa mesa de bar, ao ar livre, eu ouvi uma pessoa falar de um dom. Um dom que nos liga a esse mundo a que me refiro. Um dom que sei, todos temos. Mas ali, naquele momento, pela simples menção, minha mente se voltou às lembranças dessas pessoas que descrevi acima. E assim eu lembrei de tudo que eu aprendi, e como foi bom.
Conheci a Patricia. Era ela quem disse ter esse dom. Minha prima Glenda, em seguida, afirmou ter também, um maior. Bobagem, os dons não são mensuráveis. Mas era Patricia quem me interessou, logo por tudo o que ela disse de si. Logo por todas as palavras inaudíveis com os ouvidos, mas perfeitamente audíveis com o coração. Há algo mágico nela. Agora eu posso dizer. Meu sexto sentido me diz coisas. Coisas que não me dizia a anos.
Esse final de semana foi ótimo.
Cheers!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O uso básico da razão
O cupido se enganou mais uma vez. Ele fez a mocinha ir no caminho do vilão, e o mocinho decapitou-se por isso. O pai do vilão não queria uma nora tão boazinha e expulsou o casal de sua casa. No caminho, a mocinha viu o corpo do mocinho decapitado. O vilão discursou sobre a maneira certa de se esquecer o passado. A mocinha levou o vilão pra casa, e eles transaram.
Onze anos depois ela tinha quatro filhos pra criar, e nenhum tostão no bolso. O vilão está preso, e contando os dias pra sair. A esperança da mocinha é um dia encontrar com o maldito cupido e acertar as contas. Nem que seja na outra vida.
E eu só observo.
Cheers!
Onze anos depois ela tinha quatro filhos pra criar, e nenhum tostão no bolso. O vilão está preso, e contando os dias pra sair. A esperança da mocinha é um dia encontrar com o maldito cupido e acertar as contas. Nem que seja na outra vida.
E eu só observo.
Cheers!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Rebordose analítica
Eu dava sempre o último passo, dois a mais que o permitido. Naquela época era risível cometer tantos erros e não arrepender-se de nada. Era risível também a maioria das coisas que eu falava sem domínio do que se tratava. Esperava mudança, absoluta mudança, meus valores eram moldados aos poucos. A mudança trazia incertezas. Viver dá um cansaaaço...
A minha descrença exarcebada nos limites das pessoas me fez ultrapassar barreiras e aprender com aquilo. Carrego máculas no meu ser que é algo sem sentido, que as vezes eu olho e não compreendo. Um jogo, eu achava defeitos, e me devolviam tanto desprezo. Não é normal isso, é?
Cheers!
A minha descrença exarcebada nos limites das pessoas me fez ultrapassar barreiras e aprender com aquilo. Carrego máculas no meu ser que é algo sem sentido, que as vezes eu olho e não compreendo. Um jogo, eu achava defeitos, e me devolviam tanto desprezo. Não é normal isso, é?
Cheers!
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