sábado, 31 de outubro de 2009

Hoje não!

Hoje eu queria escrever só palavras doces, mas não vou. Apesar de meu coração estar sereno e feliz, há algo agora que me preocupa. E não, este blog não trata de certos assuntos.

Talvez amanhã...
Cheers!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mecânica

Ela sorria tão singela, e parecia carregar consigo uma felicidade maior que seu corpo. Simples modo de levar a vida, mistérios fundados nos olhos, uma sempre marcante expressão de seriedade, talvez uma má expressão de minha parte, óculos, e o franzir da testa. Dizer coisas ao ouvido, receber afago imediato. Ela só me diz não! Ela só me diz não!

Parece enternecida pelo alvo sentido do muito gostar, mas são só palavras. Haveriam outras palavras? Eu perco o caminho dos meus olhos. Meus olhar encontra o dela. Eu a olho nos olhos, quanta bravura, quanta covardia. Ela só me diz não! Ela só me diz não!

Eu só queria, da minha vida, um porto seguro nos olhos dela...
Cheers!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A energia do coração

Um novo amor está começando...
Cheers!

sábado, 24 de outubro de 2009

Parabéns, Mãe

Ó Mãe
mãe feliz e bela
hoje fazes do meu amor
a sua festa.

Parabéns Manaus!
Cheers!

Pesadelo, O

Eu sou uma árvore seca, plantada num árido deserto, cercado de folhas secas, e mato queimado pelo sol, distante léguas da civilização pulsante, acreditado da renovação da vida, curto verão, longo calor. Eu sou uma árvore seca que nunca dará frutos, plantada numa árida ilusão, cercado de deserto e distante léguas da renovação da vida...
Cheers!

Ainda mais longe do pesadelo

Eu sou uma árvore seca, plantada num árido deserto, cercado de folhas secas, e mato queimado pelo sol...
Cheers!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Longe do pesadelo

Eu sou uma árvore seca...
Cheers!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O lenço para a moça

O suspiro lento da moça, um afago, retiro um lenço do bolso e enxugo as lágrimas dela. Naquele momento todos ali, naquela praça escura, eram meros personagens cinzas. Ela tenta se recompor, mas não consegue. Entrega-se ao choro. E eu me dano dentro de mim, odeio ver cena tão triste. Tento alcançar a mão dela. A esquerda, ela esquiva, a direita, ela esquiva novamente. A quem olha parecemos um casal brigando. Mas há no universo uma razão para tanto lamento. E essa razão não sou eu.

Eu sempre desejei a quem me faz feliz o triplo da mesma receita. Desejo estar sempre solícito quando desta alcunha de amigo, ou apenas presente quando da de companheiro. E ser justo me parece ser tão mais nobre. Mas ali, naquele momento marrom, onde o cheiro da pele dela mudara tão repentinamente, a nobreza não vestia seus saltos. Era tão plebeu chorar em público. E ela desabara a chorar por injusta razão. Razão que eu ainda não conhecia.

Sondei-a com minha perguntas. Eram doloridas demais. Não para mim, mas as respostas. Eu sou um ser sem coração que percebe o coração do outro. Eu sou a águia que não pousa antes da boa caçada. Eu sou um insensível. Passo a cobri-la com meu corpo, afim de esconder seu pranto. Ela somente responde. Era mais fácil esconder, que saber da razão. Então ficamos lá, como um casal que briga, abraçados, como um casal que termina. Termina. Só.
Cheers!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Do Príncipe

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aonde eu estava

Eu não estava ali. Não exatamente ali. Havia somente um corpo lá. A mente voava ao vento dumas lembranças bem escarninhas. A alma vagava por um oblíquo destino. Eu não estava ali, suportando aquilo. Eu estava em vários lugares...
Cheers!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

À Flora

O príncipe aprende com a raposa que ele é rico de uma rosa, que o cativou. Então ele vai às demais rosas.

- Vós não sois absolutamente iguais a minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda: Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o para vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

Conhecida esta verdade, a raposa ensina ao principezinho a maior lição que se aprende quando se cativa um outro ser.

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

O essencial é invisível para os olhos, repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... Repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.

Essa é a maneira que eu aprendi que eu também sou rico de uma rosa. Uma rosa não, uma flor. Uma flor não, uma Flora! Que no meu íntimo é rainha de tanta coisa. Que no meu coração vive. Uma Flora que me cativou, e por quem eu serei eternamente responsável...

Parabéns por mais um ano, Flora da família Valls!

Cheers!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Transliteração densa

Achei que o amor fosse um eco guardado num pote, no alto da prateleira esquecida daquela sala mais longínqua de minha mente. Não havia fuga. Não haviam termos usuais. Era mesmo o amor ali naquele pote. A barganha havia sido descoberta. Mas a lascívia está num pote maior. O que fazer?

Garanto sermos noite por todo os dias. E quando passeia a luz, os outros se escondem. Coração de pedra, é o eco, é o eco. Coração de pedra. É o eco, o eco, o eco, o... eco...

Cheers!

Boyfriend

Acordei ao seu lado, vi no cinzeiro os rastros da noite anterior. Estavam pelo chão papéis, peças de roupa, um violão, copos com a numeração raspada e uma vergonha na cara abandonada, pândega. O calor era insuportável. Olhei para o outro lado e vi uma janela fechada. O corpo pesava, acho que o vinho me escravizava, e nem meu olhos queriam permanecer abertos. Me voltei para o teu lado e vi que teu cabelo era mais claro que eu pensava. Duas covinhas ladeando uma boca pequena e carnuda, uma tez firme. Restos de maquiagem de noite. Meu corpo ousava me desafiar. Eu não podia levantar. Segurei em tuas ancas, aninhei-me no teu colo suado e fechei os olhos...

Uma hora depois nós acordamos. Custo pela noite: 80 reais.

A transa foi boa, se os sintomas persistirem, eu deverei ser consultado.

Cheers!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Viva!

Viva pela droga que consome teu dinheiro, pela marca que a prostituta deixou no seu pescoço, pelo roubo dos seus sonhos, a troca do útero pelo depósito no banco. Viva pelo abraço do falso amigo, pela viagem da amada, por um trocado dado ao mendigo alcóolatra no sinal de trânsito. Viva pelo o que você sabe, pela última palavra numa discussão, pela virgindade perdida, pela perda, pelo sono.

Não evite perder. Perca sempre que puder. Há perdas melhores que qualquer ganho irreparável. Há ganhos que nunca serão tão bons quanto uma boa perda.
Cheers!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Aquarela

Nada está azul. A paleta de cores perdeu suas cores quentes. Escorre o guache pela tela úmida. Eu ainda vejo seu rosto quando fecho os olhos. A pintura está assumindo os tons do cinza, novamente. Não é um retrato, tento te pintar como uma distante e crível porcelana frágil. As cores quentes realmente fazem falta. As cores frias não tem o azul.

O jeans te falta. Uma calça de outro tecido. Uma nova cor. Mistura, mistura. Obtenho pouco mais que os tons necessários. Te visto.

A paisagem ficará sombria com tão pouca luz nas cores. Ah se eu não tivesse o branco, melhor seria se fosse noite. Mas a lembrança é um fim de tarde. E fins de tardes são quentes...

Derrubo água sobre você, diluo os primeiros traços. Busco a exata forma de seu rosto romântico. Pincéis, sombras e notas baseadas nas músicas do fundo de minhas lembranças...

O sol se pôs, mas amanhã ele virá. Amanhã é tarde. O amanhã já se pintou. O futuro é de tintas de cores frias. Frias.
Cheers!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Filme no retroprojetor

Eu noto que as flores estão voltadas para o sol, exatas almas pensantes, ocupadas colhendo uma luz demasiadamente forte para os meus olhos. Eu não sigo mais pelo jardim, mas pelos espinhos do entremeio da realidade, o desejo e o sonho. Meus dons dão más notícias, e de novo. Num outro dia, más notícias, e tudo se repete, numa repetição de novos pesadelos que jamais se repetem. Trato da trilha somente os pés, que me avisam: já estivemos aqui!

Eu noto que o ar está diferente, as cores bruxuleantes do final da tarde, meu olhos veem o que está próximo, e somente o que está próximo. Mais de um século se passou dentro de mim, e a sensação é de que nada evoluiu. Ah, eu estive errado por tanto tempo! Não me dei a noção do tempo, mas somente das consequências. Errado como um garoto que brinca com fogo. Mas o fogo me queima, já me queimou outras vezes.

Outrora eu não sabia...
Cheers!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Vida nova, Solari

Estão germinando em mim novas histórias, um novo material sobre Solari. A cada dia o pandemônio deste universo me canta histórias, epopéias e tragédias. Muito toma forma, e a minha imaginação libera novos capítulos, sempre da forma caótica, com suas nuances.


Realmente um novo tempo!
Cheers!

True psychedelic advertising II

nemA.
.olam a son arebil des
;menoitatpmet ni sacudni son en tE
.sirtson subirotibed sumittimid son te tucis
,artson atibed sibon ettimid tE
.eidoh sibon ad munaiditouq murtson menaP
arret ni te oleac ni tucis
aut satnulov taiF
.muut munger tainevdA
.muut nemon rutecifitcnas
sileac ni se iuq, retson retaP

True psychedelic advertising I

.nemA
eartson sitrom aroh ni te cnuN
subirotacep sibon orp arO
,ieD retaM, airaM atcnaS
suseJ iut sirtnev sutcurf sutcideneb tE
mucet sunimoD
anelp aitarg, airaM evA

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Flores do mato

A razão silenciou diante teus olhares, o corpo era todo obediente aos teus toques, meus olhos falavam e a boca secava frases disputadas. Sim, as palavras disputavam nascer e te ver, na luz daquele encontro. E o meu coração estranhamente pulsava. Eu era todo feliz. Uma felicidade plena. Uma felicidade compartilhada.

Eu senti teu ar, a tensão do que me contavas, vi os raios de sol nas tuas palavras, e a singela vida que me presentavas. Eu desejei que aquele momento nunca acabasse. Desejava saber mais, mas essencialmente sentir mais tudo aquilo. Meigas palavras, meigos olhares. Eu havia parado de pensar em mim, eu havia perdido algumas coisas. Perdi o medo de olhar nos olhos. Sim, não. Eu havia perdido o medo de olhar nos olhos, e de deixar-te olhar nos meus. Queria que visses o meu espelho d'alma. Desejava ser descoberto.

E agora eu desejo te descobrir...
Cheers!