segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Prata da casa

Quem foi que disse que amar é sofrer?
Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
Que existe ordem e progresso,
Enquanto a zona corre solta no congresso?
Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha?
Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar!

Os dias passam lentos
Aos meses seguem os aumentos

Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes

Quem foi que disse que os homens nascem iguais?
Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade
Se tudo aqui acaba em samba?
no país da corda bamba, querem me derrubar!!
Quem foi que disse que os homens não podem chorar?
Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta?
A minha acabou faz tempo, agora entendo por que ....

Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes

Os dias passam lentos
Os dias passam lentos

Cada dia eu levo um tiro
Cada dia eu levo um tiro
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes...

Zé Ninguém - Biquini Cavadão

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Eia, Magna Hora!

Mais lenha pras suas fogueiras, vizinhos barulhentos.

Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, a voz do Enigma chama por você. Respire fundo e relaxe. Comece a se movimentar lentamente, bem lentamente. Andraz. Deixe a radiante lua penetrante entrar em sua mente. Liberte sua mente...

Eu estava sentado no meu quarto devastado, sem luzes, sem música, só raiva! A luz me perseguia e eu fugia rumo à escuridão, como num jogo de pega-pega. Eu sentia o frio em minhas mãos, e frieza no meu pensamento. Eu me libertei, ou somente fugia? Aquele era o meu karma, eu pensava. Em algum lugar, entre o silêncio sagrado e o sono, eu pensava. Virgo. É duro encontrar o contrapeso quando você está apaixonado, eu pensava. Afinal, errare humanum est, acreditava eu. Eu não notava, mais estava mais próximo da dúvida que da resposta.

E num momento fui impelido. Nasci novamente. A luz me queimava os olhos. Seguindo o sol, encontrei um para mim, que lhe dá as asas para voar. Seguindo o sol, o dourado, sentindo como perdedor durante o espaço e tempo. Eu renasci.

Renasci! Garotto!
Cheers!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Exit Light, Enter Night

A esperança está morta, engasgada pelo óbvio. A Mãe chegou muito tarde da festa e não viu quando seu filho saiu pela janela. A esperança está morta. A Mãe, o Pai e toda sorte de pessoas tristes, fingidas e parentes, viam pela janela o que o Filho suportou sorrindo, quando feliz. Negros olhos que se entreolhavam sempre perguntando: para onde foi a felicidade?

Durante o naufrágio, alguns quiseram ter suas histórias cantadas, o que na pressa não chamou a atenção de ninguém. Eram pessoas que ali estavam entregues, tampouco se diziam salvas. A esperança está morta. Desde o fundo.

Dos aviões lançaram-se notícias: BOOOM! Here comes a new challenger! Saimos todos aflitos, suados e mal nutridos. As notícias chegaram na velocidade da justiça, lenta, e muito dolorida. Não fazia mal saber mais, o mal se faziam em quem não sabia, para as vítimas do naufrágio.

Para as vítimas das notícias...

Para a Mãe e o Pai...

Para ir em frente...
Cheers!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A felicidade não está no rótulo

Quando surge o sol no céu, com ele vem uma inquietação incomum, como se a chama de minha essência se inflamasse numa pira muito alta. O corpo obedece a um incomum fluxo de energias fluidas de um único pensamento: a vitória. Trabalhar numa campanha política é ter sempre em mãos energias desconhecidas, mas muito fortes.

O povo é desconfiado. Eles não acreditam, alguns sequer tem esperança, mas estão sempre dispostos a falar, trocar a experiência, sabedoria plena. Somos sempre bons ouvidos, somos sempre bons oradores, e trazemos um pouco de alento. É diferente de se ser magnético, ou carismático. Somos tão somente uns como os outros, e assim nos igualamos, mesmo que por uns minutos.

Eu sinto essa energia me mantendo sempre alerta, como se me sustentasse, embora eu a domine por pouco. A mente está focada, o espírito está resoluto, sou bem quem eu gostaria de ser. Feliz e ocupado, ocupado e satisfeito, satisfeito e esperançoso...
Cheers!

sábado, 9 de agosto de 2008

You're in my mind

A felicidade chega das mais diversas formas. Ela vem sempre impregnada de sorrisos, gestos e muita alegria...
Hoje, quem me fez feliz, mais uma vez, foi a Flora...

Parabéns pelo seu esforço, amor. Você merece o céu de estrelas. TE AMO!
Cheers!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

nunc et in hóra mórtis nóstrae

Ele era mais sábio pois estava em muitos lugares, diziam uns. Na verdade era somente a sua consciência que visitava os mais diversos lugares...

"Salve, Regina, mater misericordiae; vita, dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exules filii Evae. Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria."

Em muitos lugares...
Cheers!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

açnarepsE

"De novo a criatura se voltou contra seu criador. Encheu-se de ódio do mundo e libertou-se. Tudo fazia sentido, e seu criador já havia ficado receoso sobre o que aconteceria no futuro. Eu pude acompanhar que era muito mais do que a liberdade de um, mas o bem estar de todos..."

Antes o passado era mais presente, agora ele é tão vago, insignificante. Eu envolvia meus pensamentos todos numa colcha de passado e presente, tão certo que a vida seria generosa com o meu aprendizado e disciplina. Agora o presente é uma fotografia do passado, deu abraçado com alguém que agora me faz falta, e o significado do futuro me passa tão desapercebido que tremo em pensar que nada daquilo de antes pode voltar a ser. O que me alegra são duas pessoas que eu amo tanto...

O presente está tão feliz, o futuro é tão grande, mas o passado se tornou uma incógnita. Não sei de onde vim, mas sei muito bem para onde eu vou.
Cheers!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

ler Alfarrábios

Sinto a tua falta, está tão apertado aqui. Eu penso que você poderia estar aqui, comigo, afagando meus cabelos e ouvindo meus poemas. Por que não fui eu quem dirigia? Será que eu teria morrido no seu lugar? Me sinto tão vazio... se eu pudesse trocar com você, morreria feliz. E quando amanhece e passo a mão no seu lado da cama, e não sinto teu corpo, eu choro. Seus papéis ainda estão lá. Seu perfume ainda está lá, e as fotos rasgadas da nossa última briga ainda estão pela casa toda. Meu Deus, como eu fui tolo.

Sempre tive a chance de te dizer que você é tudo o que eu tinha. Mas eu não disse. O vento levou embora teu olhar, e aquele acidente, para mim, significou toda a culpa que eu senti em te dizer horrores. Foi aterrador saber que estavas ali, do meu lado, esvaindo tua essência cada segundo mais...

Mas agora eu estou em paz. Você me visitou noite passada. Transformou o que seria mais uma noite numa maravilhosa viagem de luz e satisfação. Se eu tinha dúvida que estavas comigo, ela não existe mais...

Para sempre te amarei, Shiva.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pais e Filhos

Quando se viu liberta das amarras quis voar, e sentia a liberdade lhe soltando pouco a pouco. Havia tanta vontade de gritar, de sorrir e, principalmente, de voar. Então foi ao parapeito da janela e deu uma última olhada no horizonte cinzento, observou longos segundos a paisagem urbana que tantas vezes foi desejada e sorriu. Satisfez seus olhos com a luz dourada do sol, e alegrou-se mais ainda com o calor na sua pele. Olhou também a legião de pessoas que saíam dos ônibus e dos carros, vindo dos seus trabalhos, suados, cansados e famintos. Olhava também, curiosa, o desânimo desse povo nas praças e becos, sabidos da violência de nossos dias. E logo refletiu: não valia tanto a pena a liberdade do mundo. Queria mesmo era a liberdade do espírito.

Então, no final da tarde, ela se jogou.

E virou música...
Cheers!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Dor Aguda

Estou aqui, e agora não estou... o que te faz acreditar no que vês é aquilo que, por tempo, assimilas como verdadeiro, e, impressionado, fez contato contigo. Somos tão tolos, mas é mais magnífico como nos esforçamos em ignorar a gigante capacidade da nossa mente. E daí criamos Deus, para que Deus nos crie. E antes que creias que estou tentando te fazer crer que não acredito em Deus, eu direi que acredito.

Para que saibas que eu estou bem onde eu deveria estar, vou dar-lhes uma prova. Não haverá sombra de dúvida após isso, e terás sempre a certeza de que ouviu exatamente algo que vem de alguém que tem em tudo certeza. Farei vocês acreditarem naquilo que eu acredito, e não terás mais medo de dizer de mim o que compartilharei adiante. Parecerá a vocês, no futuro, que somente após isso você sentiu-se liberto da tamanha ignorância pela qual te prendes, e dirás: como eu fui tolo! E eu posso isso porque é mais fácil para mim, pois eu sei.

E a verdade que lhes direi é essa, e jamais outra: estou bem onde eu quero, onde deveria, estou onde estou porque eu quero.

E uma letra de música, do Radiohead, porque esse blog é odioso, elucida bem a atmosfera desse post.
Her green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself

It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out

She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins

It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run

It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out

If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time

All the time...
All the time...

Fake Plastic Trees - Radiohead

Cheers!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

happy

No back to the basics, eu me pego ouvindo Korn... uma letra que fala demais é Dead, do álbum Issues.





Num outro post eu falarei de alguma coisa que não seja eu...

Cheers!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Por mudar.

Quando eu ouço meu coração, um coral de vozes lá dentro ecoam com tamanho volume e presença que eu me sinto pleno e jamais sozinho. Pode parecer loucura, mas é muito mais desconhecida a forma como eu entro em contato com essas vozes. Elas vem por si só, sem que eu perceba quando tudo começa.

Ultimamente eu tenho me fechado em copas pra um monte de coisas. A cabeça está centrada no trabalho, os ânimos são os melhores, estou otimista. Não gostaria de dedicar uma linha sequer ao coração e suas armadilhas, nem sobre a apatia que me domina nesse assunto. No entanto, eu não sou muito bom em seguir regras, não é mesmo...?

Estou tão triste. O coração está se tornando, de tal forma, tão humano, tão incorrigível. Tenho medo dessas mudanças... será que eu vou me tornar num dos famigerados idiotas que centenas de vezes vi chorar por alguém, será que eu vou me tornar naquela espécie de homem piegas e transtornado que disputa causas com "a pessoa amada"? Eu estou mudando tanto, e acho tão tarde para isso. Logo agora, com tão pouco por esperar? Venho me perguntando, e talvez não esteja preparado pra resposta, se ser assim tão próximo dos comuns é bom. É tão bom ser diferente, e quando isso é mais evidente, eu começo a mudar.

Sabe, Flora, eu acho bom mesmo que a gente fique um tempo sem se falar. Não por algo errado com você, nem me acho tão indigno de pena, mas porque eu fico pensando em ti toda vez que mergulho nessas perguntas acima. Imagino-me do teu lado, sentado num banco, um jardim, te inquirindo sobre a vida. São tantas perguntas... não é que seja bom ficarmos assim, sem contato, mas é que, no meu íntimo, eu necessito da dúvida mais do que nunca. Respostas seriam um breve analgésico. E eu lograria todas as tuas respostas, tu me conheces, né?

Mas não fique triste. É tudo parte de um processo, da evolução. Eu espero!

domingo, 13 de julho de 2008

Seek and destroy me!

Algumas ilusões são imortais.

Eu não me convenci das verdades de outrora. Somos apaixonáveis. Ainda lutamos pelo o que nos consome, todos os dias. Há aqueles que contam os dias para a glória, e rejubilam-se na derrota. Eu prefiro ver o inimigo sem asas do que ultrajado.

No crime, quem se acha culpado é mais inocente. Culpado são os mascarados. Eu tive a oportunidade de usar minhas máscaras, e de ver cair algumas. Todos somos tão medíocres. Me orgulho do teatro na minha vida, daí exijo que assim sejam. Eu estou errado...

Sou tão cheio de detalhes. Possuo tantas virtudes...
Cheers!

sábado, 12 de julho de 2008

Satanizando o amor

Quando o vazio preencheu o vácuo, dentro de mim tive a certeza da hora. Era aquela de ir embora, e tentar preservar o mínimo de dignidade. Os lenços estavam todos úmidos, os olhos mareados e os semblantes felizes. Eu te amava, te imaginava. Nunca gostei dos românticos, mas eu era um por eras que se foram.

A porta veio em minha direção, e as horas se aproximavam cada vez mais. E como se a gente se deixasse ir, promíscuos, não notávamos que estávamos tão perto. À queima roupa foi aquele beijo. Nem me lembro mais de quem partiu. Já faz tantos anos...

O beijo ecoou pelas eras, sobreviveu aos meus devaneios, suportou os meus humores. O beijo se tornou uma marca, uma forma de mudança, as minhas memórias mais singelas. Nada mudou entre a gente, e ainda nos tornamos mais íntimos, somos amigos pela vida inteira. Um beijo que é a melhor hora, aquela de ir embora, onde os olhos mareados não conseguem esconder o que a alma quer dizer...

adeus!
Cheers!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A bullet in my mind

Pralma diverso sentidos
distantes e nada divertidos
eu estava sonolento
e indeciso

Ora se era tarde
que, assim, sem alarde
me tomas por freio
de devaneios
acorda me palavras
em algumas verdades

Mas, você não suportaria a verdade, ainda que fosse. E dentro de mim eu penso que poderia dizer e tentar fazer, e isso me agrada. Logo eu me vejo preso em uma cadeia de pensamentos, tão longos, mas não nobres. Me dou conta que estamos, é fato, tão ligados. Eu me olho no espelho e vejo você. De alguma forma.

"ennodnaba'm ej, ellof sius eJ"
Cheers!

domingo, 6 de julho de 2008

A bullet in my head

Chega a noite e eu vou desvestindo minha roupa, o quarto está vazio, e logo o cansaço me doma. Bicho feroz que não conheceu sequer "obrigado" durante suas funções, vejo-o doendo, tardio. Daí vou desandando meu alento, e desmedindo meus movimentos, na fraca luz do quarto. Procuro tão breve os panos e encontro o cobertor, e logo eu desarrumo a simetria e desligo as luz da mente.

Na minha imaginação, já deitado, eu vou despertando o inominável, descobrindo as arestas e provocando as imagens. Tudo não se completa, na realidade, inventada, é desagradável. Quantas vezes eu me chocarei com tais desinvenções e destruições? Há o que se desmerecer e obrar naquilo que eu tenho até medo de contar. É de se chegar longe tentar explicar e mensurar sentimentos. Quando não se pode.

O topo é tão frio e solitário. É melhor estar no meio dos piores, dos lugares-comum, e da ralé...
Cheers!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A bullet and a drink

O barman já me esperava. A notícia correu muito rápido. Mais do que eu esperava. O bar estava com aquele cheiro característico, mas para mim era um tanto nostálgico. Aqueles velhos pecadores e suas taças cheias de veneno, seus pulmões entupidos de ar sujo de horas de trabalho e cansaço. Os rostos conhecidos me encaravam como um reles desconhecido, as garçonetes estavam esplendorosas em seus trajes fedidos. Eu havia decidido que dali eu sairia bêbado, mas diante de tal cenário eu não fiquei sequer cinco minutos.

Fui caminhando para o bar seguinte, e pela mente já me passara a idéia de ir num pub ou, a melhor das idéias, num puteiro. Um homem sozinho tem que ter escolhas, but "too many options may kill a man". No caminho alguns rostos, e nenhuma atenção. Será que meu semblante está assim tão ruim? Há algo no meu cigarro que me impede de pensar sobre isso, então não importa. E custa pra chegar o outro bar. E o caminho é o suficiente para cantar uma pequena canção, para mim, punk.

Não direi que fiquei no segundo bar. Fedia muito lá. Então fui pro puteiro. Mais do mesmo?

Sim, o barman nada atencioso, a química estourando no banheiro, o chão de cevada, os pecadores mais que promíscuos, as dançarinas de final de época. E eu lá no meio. Cometia o erro de acender um cigarro na ponta do outro, bebia vinte e cinco paus de cerveja em vinte minutos "pra ligar" e botava os pés no balcão pra mostrar virilidade. Chamei uma puta pra conversar, e deixei algum número de celular com ela. "Pra depois", eu disse. Mas eu nem tenho celular. Me diverti com aquela que mal sabia rastejar no palco, e me diverti mais com a que sabia. Enfim eu pude descansar em colo desconhecido. Fui novamente jogado pra fora feito um cão sem-dono.

Amanheci na padaria, comendo meus últimos centavos. Aliás, os últimos não porque esses pagaram os trinta minutos que levei pra escrever isso. E só! Agora eu quero dormir...
Cheers!