segunda-feira, 21 de março de 2011

Ódio à ele

Poderíamos dizer que todos ali estavam pouco confortáveis com a sua presença. Com pouco mais de quinze minutos mais da metade dos alunos saíram da sala. Era insuportável a idéia de estudar com tal pessoa, e você sabia disso. E por isso mesmo ficou ali, impassível, anotando tudo o que o tambem relutante professor tentava ensinar.

Cinco minutos mais haviam passado e agora somente uns dez alunos estavam em sala. De lá de fora já ouvíamos os burburinhos, alunos inconformados com sua presença, alguns à beira de chegar às vias de fato. Haviam aqueles que racionalizavam, buscavam uma explicação que não existia, e por isso mesmo geravam tais embates: os que "queriam acreditar que era possível que você estivesse lá" versus os que "simplesmente não toleravam essa idéia".

Mais tempo se passara e você ali, sentado à frente dos remanescentes impacientes pelo fim daquela aula. Uma névoa de fumaça de cigarro entrava pelas frestas das janelas, fumaça cuspida, uma forma de boicotar aquela situação, e de não levá-la adiante. Mesmo assim o professor, procurando ser profissional, tolerou mais alguns minutos de explanação. Ninguém copiava, ou prestava atenção, exceto você. Todos olhavam muito putos pras suas costas, e para mim parecia que a qualquer momento alguém partiria sua cabeça com uma cadeira. Sei lá...

Eu pensava nisso tudo dessa maneira por sentir que isso me confortava, me tornava neutro, quase impossível de percebê-lo ali, e lembrar de você. Eu tentava me manter sóbrio na minhas próprias convicções, com algum esforço para notar a aula, claro, a coisa mais desimportante daquele momento, daquele cenário. Além do mais, você não se importava. Ou pelo menos mostrava isso. E assim eu percebi seu plano: fazer com que eles sentissem somente o que você sentiu na solidão dos rumores. Uma inexplicável solidão dolorosa. Você os deu o esquecimento. Você os esqueceu!

Não há nada pior do que não existir pro pensamento...
Cheers!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Poeira

Por uma nova pergunta, aquela bebida aquecida que descia pela garganta. Vídeos velhos das bicicletas, os mutantes andando em rampas de barro. E muita poeira.

Cheers!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Fora do Ar Loaded

Dois meses e quatro dias eu finalmente termino uma capa nova pra blog, depois de mais de ano...

Cheers!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Caminho imaginário

Andando e pela frente tendo flores; atrás o caminho pisado, pés furados por espinhos. Singular tempo adiantando temporais, somente a roupa do corpo, e o vento levanta o pólen dalgumas. Pedras escondidas pelo caminho, tropeços. Novos ventos sopram soluços e mordidas, animais pelo campo. Mal irradiados raios de sol, lume perfeito, saem por meio as sombras das nuvens. Começa a chover...

Molha o caminho.
Cheers!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Roundabout III (ou MMXI)

A prioridade era ser
assim sendo existia a chance de mudar
com a transformação analítica do pensamento
viver se baseou em pensar

Pensar existia na mudança
sendo amálgama turbulenta da razão
transmitindo em vibrações novos seres
dentro e fora de mim.

Longo tempo longe do que seja
ser era tão distante
e a mudança opera mudança
radicalmente fora do projetar

Faltou água na noite passada
ninguém percebeu, só eu
nenhuma diferença para eles
exceto a mim.

Cheers!

sábado, 13 de novembro de 2010

Apologize

Sou um pai em chamas, um pai que chora pelo filho, na chuva eu me entardeço, e estou com saudade de mim ainda por aqui, pois sozinho é que não estou. Por aqui.

Meu blog anda abandonado. Serve the servants, eu pensaria comigo mesmo, mas daí não seria justo com esse meio que já viu adentro minhas facetas. Pensava que era maior do que simplesmente falar, e vocês lerem, ou dar uma prova que o contrário também ocorre. Sim, dá pra ler vocês daqui, leitores.

Estou mesmo com saudades de escrever. Vez ou outra o mesmo ocorre com as falhas. Outrora fui um pai mais severo, hoje relaxado.

Filho amado, o pai voltou!
Cheers!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

T.R.A.M.P.O. S.A.

Aparte a nova era, eu era todo síncrono com a idéia de começar nova rotina. Pensei que ia encontrar um padrão, algo que me deixasse pouco interessado, mas fui surpreendido com uma sempre pulsante (estressante) rotina. É tudo tão volátil, instável, que eu procuro "desmontar a bomba" antes de descobrir como monta-la...

Novos viveres...
Cheers!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Algo nada dantes verdadeiro

Destino que reaparece, uma vela do passado que eu não assoprei. Nada dantes irreconhecível, ainda crível e cheio de malícia. Tenho vontade de contos, e dos neologismos, bagana de cigarro de bar amassado no bolso esquerdo, onde guardo o dinheiro.

Destino que é verdade, outro passo pra qualquer lado. Passo ao lado não é um progresso, então não tomemos passos por evolução. Jaz aqui uma incendiosa e lânguida volúpia. Outros tempos, há quem se lamente. Horror na TV, algumas notícias da saudade e velhos novos amigos para sempre.

Ser...
Cheers!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Lembrança do teatro

Faz falta a flor que figurava no palco, em meio às poucas árvores com gente dentro. Temo não haver sequer o grito da raposa, pequena atriz, no entremeio da tragédia. O público adora, com seus conceitos e pais cheios de expectativas. Eu mesmo estou velho de tanta tristeza, triste com tanta velhice...

O salto no texto, do texto, para fora da compreensão, quem entendeu não leu, mas quem leu pediu atenção. Então de súbito da coxia vinham sussurros, ouvidos perdidos tentando ouvir. Era um erro, ou uma saliente atitude libertária? Ora só, seus parnasianos duma figa, que só escutam os ecos que suas mentes toscas lhes dizem. Coitada da criança!

Cheers!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Solari ainda pulsa

Sempre que eu podia mostrava um pouco do material de Solari. Ando um pouco ocupado pro blog, mas Solari pulsa a cada dia. Guerras, poderes, novos personagens e a incrível nova concepção de magia. É tanta coisa nova...

Pena que meus leitores debandaram. Infelizmente!
Cheers!

sábado, 20 de março de 2010

Força Poética

Eu vim do vácuo, e sempredistante hora em que nasço sem fazer barulho, partida equidistante à sua chegada, luz que alumia a vida cadente...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

By: Escudeiro...

Olá de novo caros mortais! Estou aqui em missão de falar sobre meu projeto, o meu projeto de Black Metal. Como funcionará? Este meu projeto, é focado em duas bandas: Mayhem e Dimmu Borgir. Estou pensando numa banda formada por mim (na qual tocarei bateria, cantarei e tocarei teclado) e outro indivídio (que tocará guitarra e baixo). Nesse projeto, pretendo gravar uma demo com 6 músicas: duas com a raíz mais crua (Mayhem), que falará sobre o movimento de Black Metal na Noruega, e o Inner Circle. Depois, as duas músicas de raíz mais sinfônica (Dimmu Borgir) que falará da Mitologia Pagã, e seus Deuses (tais como: Odin e Thor). E depois, dois covers das respectivas bandas: Mayhem (The Freezing Moon) e Dimmu Borgir ( The Insight And The Catharsis, na qual pegarei a bateria eletrônica, pois fica difícil ainda pra mim).


Para os interessados no meu projeto, que queiram falar comigo:


http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=16955145184215495020&rl=t
http://twitter.com/pedrovalls
www.formspring.me/pedrovalls

Cheers!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Next stop allowed

Saudade que não cabe numa colher de sopa...

sábado, 9 de janeiro de 2010

DesNovas

Eu ouso dizer que estamos todos num ritmo alucinante, como se estrelas fossem frutas em galhos baixos, e pudéssemos correr à velocidade da luz. Respiro, continuo, minha mente uma hora mais cansada. Eu ouso dizer que somos o melhor momento de nossas vidas, e o presente é a apoteose magnífica da peça mal escrita do rumo malamado por nossas opiniões pessoais. Se não existe futuro, o possível não existirá, e passado é somente um aglomerado de circunstâncias e acasos. Já não sei no que acreditar...

Sinto falta, nessa corrida galáctica, dos pomares, dos bolevares, das trancinhas, sobrinhas e amigos carniceiros... dá pra dizer que os amo.
Cheers!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Idílio

Mais um ano se acaba, mais um ano começa! Adeus 2009, olá 2010! é tão bom quando termina algum ano, pois, assim lembramos daquilo de bom que fizemos e de tudo que lutamos, e lembramos que agora podemos comemorar descansando! O bom disso, é que nós já fazemos planos para o ano que virá, e entraremos prontos. Meu nome é Dead, e hoje vou escrever este post, por causa da ausência de Yabukishin, mas garanto que farei um bom trabalho. Para eu que sou estudante, o meu ano de 2009 foi marcado por estudos, e preocupação com formatura de 8ª série. Para os adultos, a sua preocupação foi de trabalhar e ganhar seu sustento e ser feliz com sua família. Mas agora, é momento de esquecer o que passou, o que aconteceu, e pensar no que vai acontecer, que é o mais importante! Natal, Ano novo, são festas bem felizes que reúnem a família, pra comemorar a vinda do ano que vem, e celembrações católicas. Essa será a última postagem de o Odioso Yabukishin, mas não se preocupem, ano que vem, continuaremos a postar, eu (Dead) e Yabukishin. Um feliz 2010 para todos, saúde, paz e prosperidade.

Cheers!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vivo

Os ventos me levam cada dia mais longe, mas ainda há aquela nuvem cinza que insiste em trazer o passado à tona. Não posso deixar de viver. Ao seu toque eu me sinto vivo...

Contando os dias para salvar-nos!
Cheers!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Há uma Lua nos teus espelhos

O estímulo querido, a sempre equidistante forma de se aproximar, talvez uma leva de outros olhares, o significado dos sentidos; és uma mistura de fino retrato com felizes destinos. O caminho é tão cinza, e me lamento, fatídico enfado dos outros que não compreendem que, alhures, é que nos danamos. A perfeita sinestesia, longos caminhos elementais, nos sentidos sempre acesos, nos corpos sempre alertas. Ah, os sentidos, todos borrados, compassos complexos que enganam, perceba, não deixam a razão assumir o controle.

Havia dentro de mim a poeira. A longe imagem de um fruto apodrecido, dos mais alvos e finos galhos, sob a qualquer luminância do sol. Ao meio dia de minha vida, eu penso, eu era agora a pouco uma videira. Eu penso, eu penso. Sempre calada mudança, sempre matreira chance de se transformar. E vi a receita da mudança em olhos de lua, que como toda a lua, tem seu lado escuro.

Eu ainda não conheço seu lado escuro, respiro quente vapor das noites, inebriante cheiro, ah mas que engano, inebriantes cheiros, há mais de um! O célere desejo de possuir a mim mesmo, então eu acho o espelho tão atraente. Olho no espelho de sua alma, novamente, o encanto recai. Conseguir resistir, é forçoso! Se respondem a mim, alegria que me toma conta. Saldo salgado pela vitória inconteste, só há o pulso, e mãos, e cheiros, e olhos, e boca, e gosto, e toque e...

há algo privando minha razão de controlar meu corpo!
Cheers!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A recíproca dantes verdadeira

No fundo dos olhos dela, a sombria raiva. No fundo da minha alma, alguma dor inacabada, irrecíproca. Eu faço sacrifícios, e de mim eu conheço a força, mas e da alma dela...

Cheers!

sábado, 7 de novembro de 2009

Representa para mim?

Não é a busca pela perfeição, é somente uma disciplina que norteia meus atos, algo que, imagine, está sempre se auto criticando, umas regras de velhas sortes que ainda dão certo. Eu não busco a perfeição, eu busco a realização. Eu não busco a idealização, eu busco a noção exata do que tenho, se possuo e o que possuo. Edifico passos possíves ao passo das palmas que ecoam ainda desde aquelas velhas cantigas cantadas nas juninas de minha infância. Eu busco edificar lembranças. Eu, não busco a perfeição. Eu não me perco. E não quero que te percas.

Eu faço escolhas mais difíceis agora. Não são opções difíceis a fazer, mas o modo de toma-las é que torna tudo complicado. Antes de pensar em mim eu tenho que lembrar do espelho. Após ter aceito, eu só posso pensar nos meus, e em suas difíceis escolhas. Eu faço escolhas mais difíceis agora.

Eu não me perdoou!
Cheers!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

As ondas que vibram

Eu nunca mais havia sentido meu coração pulsar desse jeito. A vida está me presenteando com surpresas incomuns. Mas, é tão difícil continuar?
Cheers!