Não! Meus olhos não te observam!
Mas te seguem! Te enxergam! Meus olhos e meus sentidos te percebem!
Meus sentidos esquecem fácil.
Avisos. Alarmes. Soares de campainhas! Acordo!
Percebo que minha memória não será traída. Minha memória guardará minha parte humana, enquanto serei humano. Serei humano. Enquanto serei memória, serei humano. Seja humano, seja memória!
Eu viverei em harmonia com minhas ideias inumanas de harmonia! Não serei inumano enquanto memória, não serei memória enquanto humano. Logo assim não serei o que serei!
Penso!
Se existo, logo penso: memória ou inumano? memória ou raciocínio? memória RAM ou ROM? De onde vim?
Pergunte-me!
Respondo com meu pensamento! Inumando! Racional! Mimético! Raiz!
Não sei! Tu me dizes? Por favor, me dizes. Lá, nos comentários...
Cheers!
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
sábado, 28 de novembro de 2015
5.000.000.000 de anos
Reapresentando este texto, de minha autoria, retirado de outro blog.
Um dia nossa Via Láctea vai se chocar com a Nebulosa de Andrômeda. Após isso, presume-se, uma nova chance à vida vai se formar, e talvez toda memória que preservamos se extinguirá. É claro que levará muito tempo pra isso, algo em torno de cinco bilhões de anos. Mas é algo palpável, segundo a ciência.
Pensando assim não dá muita vontade de escrever poesia, um conto elaborado, um diário ou mesmo uma pequena anotação. Não dá vontade de ter filhos, de plantar uma árvore ou de ajudar o próximo. Pensando assim não há muitos bons motivos para deixar nada pra posteridade, até porque a natureza do Cosmo não costuma fazer acordos. Não há muitos bons motivos pra tanto labor e tristeza, tanta riqueza e empatia, a posteridade está condenada.
Mesmo assim, se nem de perto a nossa Via Láctea passar da Nebulosa de Andrômeda, cinco bilhões de anos mais tarde será tempo suficiente para apagar qualquer aviso que se dê hoje, e hoje será um passado tão remoto que será ignorado. Imagine alguém que pesquisa um passado de cinco bilhões de anos. Agora imagine esse alguém tomado da vontade de fazer um exercício de concentração para entender o que se passa hoje. Hum, pensando assim aquele, cinco bilhões de anos na nossa frente, não estará muito mais evoluído do que os de hoje.
Pronto! Mexer com o futuro é mais danoso do que fuçar o passado. Prefiro ser finito, de oitenta e poucos anos e dois filhos, cinco netos e um bisneto que levará meu nome. Prefiro sentar-me e imaginar que daqui a cinco bilhões de anos eu não vou ter feito a menor diferença pras rotas cósmicas da nossa galáxia.
Pelo menos até que eu me mude.
Um dia nossa Via Láctea vai se chocar com a Nebulosa de Andrômeda. Após isso, presume-se, uma nova chance à vida vai se formar, e talvez toda memória que preservamos se extinguirá. É claro que levará muito tempo pra isso, algo em torno de cinco bilhões de anos. Mas é algo palpável, segundo a ciência.
Pensando assim não dá muita vontade de escrever poesia, um conto elaborado, um diário ou mesmo uma pequena anotação. Não dá vontade de ter filhos, de plantar uma árvore ou de ajudar o próximo. Pensando assim não há muitos bons motivos para deixar nada pra posteridade, até porque a natureza do Cosmo não costuma fazer acordos. Não há muitos bons motivos pra tanto labor e tristeza, tanta riqueza e empatia, a posteridade está condenada.
Mesmo assim, se nem de perto a nossa Via Láctea passar da Nebulosa de Andrômeda, cinco bilhões de anos mais tarde será tempo suficiente para apagar qualquer aviso que se dê hoje, e hoje será um passado tão remoto que será ignorado. Imagine alguém que pesquisa um passado de cinco bilhões de anos. Agora imagine esse alguém tomado da vontade de fazer um exercício de concentração para entender o que se passa hoje. Hum, pensando assim aquele, cinco bilhões de anos na nossa frente, não estará muito mais evoluído do que os de hoje.
Pronto! Mexer com o futuro é mais danoso do que fuçar o passado. Prefiro ser finito, de oitenta e poucos anos e dois filhos, cinco netos e um bisneto que levará meu nome. Prefiro sentar-me e imaginar que daqui a cinco bilhões de anos eu não vou ter feito a menor diferença pras rotas cósmicas da nossa galáxia.
Pelo menos até que eu me mude.
A imagem por trás da tela
Reapresentando este texto, de minha autoria, retirado de outro blog.
Todas as noites em que Cassandra chegava em casa depois da meia noite, de mau humor, subia as escadas fazendo barulho, com o cigarro aceso numa mão e um molho de chaves na outra. Parava no topo da escada resmungando coisas inaudíveis, ligava a luz do corredor e ia, a passos pesados, ao quarto de sua irmã, Lívia. Abria a porta, como quem quer tomar satisfações de algo, e se avolumava na entrada.
O quarto exalava um cheiro heterogêneo, uma mistura de fumaça de cigarro e perfume caro. No cinzeiro havia muita cinza e uns quatro filtros amassados. Uma garrafa de vodca vazia, algumas revistas, sapatos e uma bolsa estavam jogados no chão.
Finalmente, espalhada em cima da cama estava sua irmã Lívia, vestida num pijama estampado de ursinhos. Cassandra ligou a luz do quarto, revelando uma bagunça muito maior.
— Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero que você fume dentro de casa? — falou, muito nervosa.
Lívia não respondeu
— Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero que você fume dentro de casa? — gritou.
Lívia mexeu-se na cama e tapou os ouvidos com uma almofada.
— Não finja que não está me ouvindo, Lívia! — continuou — Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero que você fume dentro de casa? Quantas vezes? — gritou.
Lívia apertou mais ainda a almofada nos ouvidos. Irada, Cassandra pegou o cinzeiro e o atirou no espelho, que trincou, fragmentando a imagem de sua silhueta na porta.
Lívia levantou de súbito da cama, olhando para o espelho quebrado. Voltou-se para sua irmã mais velha e a encarou, nervosa.
— Quantos homens você vai ter que amar para esquecer desse dia, Cassandra?
— Você está bêbada... — disse Cassandra.
— Quantos homens você vai ter que abandonar para esquecer dessa noite, querida irmã? — falou Lívia, fitando a irmã nos olhos.
— Você não respondeu a minha pergunta! — gritou Cassandra.
— Quantos anos mais você vai tentar repetir tudo aquilo? Eu quero entender! Quantos homens mais você vai ter que usar para esquecer do que aconteceu, sua velha maldita? — disse Lívia, iniciando ali mais uma das brigas mais faladas em todo prédio.
Todas as noites em que Cassandra chegava em casa depois da meia noite, de mau humor, subia as escadas fazendo barulho, com o cigarro aceso numa mão e um molho de chaves na outra. Parava no topo da escada resmungando coisas inaudíveis, ligava a luz do corredor e ia, a passos pesados, ao quarto de sua irmã, Lívia. Abria a porta, como quem quer tomar satisfações de algo, e se avolumava na entrada.
O quarto exalava um cheiro heterogêneo, uma mistura de fumaça de cigarro e perfume caro. No cinzeiro havia muita cinza e uns quatro filtros amassados. Uma garrafa de vodca vazia, algumas revistas, sapatos e uma bolsa estavam jogados no chão.
Finalmente, espalhada em cima da cama estava sua irmã Lívia, vestida num pijama estampado de ursinhos. Cassandra ligou a luz do quarto, revelando uma bagunça muito maior.
— Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero que você fume dentro de casa? — falou, muito nervosa.
Lívia não respondeu
— Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero que você fume dentro de casa? — gritou.
Lívia mexeu-se na cama e tapou os ouvidos com uma almofada.
— Não finja que não está me ouvindo, Lívia! — continuou — Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero que você fume dentro de casa? Quantas vezes? — gritou.
Lívia apertou mais ainda a almofada nos ouvidos. Irada, Cassandra pegou o cinzeiro e o atirou no espelho, que trincou, fragmentando a imagem de sua silhueta na porta.
Lívia levantou de súbito da cama, olhando para o espelho quebrado. Voltou-se para sua irmã mais velha e a encarou, nervosa.
— Quantos homens você vai ter que amar para esquecer desse dia, Cassandra?
— Você está bêbada... — disse Cassandra.
— Quantos homens você vai ter que abandonar para esquecer dessa noite, querida irmã? — falou Lívia, fitando a irmã nos olhos.
— Você não respondeu a minha pergunta! — gritou Cassandra.
— Quantos anos mais você vai tentar repetir tudo aquilo? Eu quero entender! Quantos homens mais você vai ter que usar para esquecer do que aconteceu, sua velha maldita? — disse Lívia, iniciando ali mais uma das brigas mais faladas em todo prédio.
Uma vida em Mi Menor
Reapresentando este texto, de minha autoria, retirado de outro blog.
Eu achei um tesouro nos teus olhos, mas quem me dera tivesse teu olhar nos meus. Havia tanto a te dizer, um louco apaixonado somente esperando o dia certo, a ocasião. Nada de palavras decoradas, somente uma sinestesia que tomava conta de mim quando te via. Ah, meu coração saltava do peito quando passavas! Eu corria para o portão para te ver, no horário que chegavas do teu trabalho. Eu acreditava que um dia olharias para mim, e o brilho do teus olhos me enfeitiçaria, e em breve serias minha. Sim, eu cria nisso.
Um dia, porém, eu a vi novamente. Anos de espera já haviam me tornado um paciente algo cansado, mas aquele dia eu deixei todas as palavras do passado no seu devido lugar. Eras tão bela naquele vestido branco florido de flores carmim! Eu deixei o que fazia por alguns instantes e te olhei. Notei que as pessoas paravam quando tu passavas, todos te admiravam. Novamente no meu peito queimou a velha chama do passado, como se eu me reaproximasse do calor da paixão que nutria por ti. Ali, naquele momento, o esplendor de tua passagem moveu meus sentimentos e minhas forças na direção do nobre sentimento. Mas eu me enganara!
Os anos haviam secado minha alma ao sol da espera. Mesmo que te via, sei que dentro de mim já havia um domínio da mente, da razão. Uma luta secular que já mostrava um vencedor. E a fugaz manifestação da velha chama foi logo apagada pelos apelos duma mente já cansada de desejar algo tão belo e intocável. "Pobre de mim", era o que eu pensava. Centenas de olhares, tantas e tantas vezes lançados, nenhum correspondido. Era uma falha muito gostosa de cometer, mas deveras dolorosa de repetir. Resolvi seguir a direção do sol, e deixar teu rastro para trás.
Hoje, pensar em você não é frustração. Nem sei mais se consigo lembrar do teu rosto. Passaram-se cinquenta anos, e a minha memória está corroída pelo tempo. Eu não me prendi em novos grilhões, estou sozinho em meio a terras e mais terras, fruto do único amor correspondido que tive na minha vida, o trabalho. Não penso que seria feliz ao teu lado, o que me convence é achar que você teria sido feliz ao meu. Não sei como, mas sei. E é tão grande a vontade de te ver novamente. Do tamanho da minha tristeza. Assim eu olharia, mais uma vez, para a última mulher que eu amei.
Eu achei um tesouro nos teus olhos, mas quem me dera tivesse teu olhar nos meus. Havia tanto a te dizer, um louco apaixonado somente esperando o dia certo, a ocasião. Nada de palavras decoradas, somente uma sinestesia que tomava conta de mim quando te via. Ah, meu coração saltava do peito quando passavas! Eu corria para o portão para te ver, no horário que chegavas do teu trabalho. Eu acreditava que um dia olharias para mim, e o brilho do teus olhos me enfeitiçaria, e em breve serias minha. Sim, eu cria nisso.
Um dia, porém, eu a vi novamente. Anos de espera já haviam me tornado um paciente algo cansado, mas aquele dia eu deixei todas as palavras do passado no seu devido lugar. Eras tão bela naquele vestido branco florido de flores carmim! Eu deixei o que fazia por alguns instantes e te olhei. Notei que as pessoas paravam quando tu passavas, todos te admiravam. Novamente no meu peito queimou a velha chama do passado, como se eu me reaproximasse do calor da paixão que nutria por ti. Ali, naquele momento, o esplendor de tua passagem moveu meus sentimentos e minhas forças na direção do nobre sentimento. Mas eu me enganara!
Os anos haviam secado minha alma ao sol da espera. Mesmo que te via, sei que dentro de mim já havia um domínio da mente, da razão. Uma luta secular que já mostrava um vencedor. E a fugaz manifestação da velha chama foi logo apagada pelos apelos duma mente já cansada de desejar algo tão belo e intocável. "Pobre de mim", era o que eu pensava. Centenas de olhares, tantas e tantas vezes lançados, nenhum correspondido. Era uma falha muito gostosa de cometer, mas deveras dolorosa de repetir. Resolvi seguir a direção do sol, e deixar teu rastro para trás.
Hoje, pensar em você não é frustração. Nem sei mais se consigo lembrar do teu rosto. Passaram-se cinquenta anos, e a minha memória está corroída pelo tempo. Eu não me prendi em novos grilhões, estou sozinho em meio a terras e mais terras, fruto do único amor correspondido que tive na minha vida, o trabalho. Não penso que seria feliz ao teu lado, o que me convence é achar que você teria sido feliz ao meu. Não sei como, mas sei. E é tão grande a vontade de te ver novamente. Do tamanho da minha tristeza. Assim eu olharia, mais uma vez, para a última mulher que eu amei.
Cheers!
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Os Portões do Mar
Há uma profunda tristeza em seus olhos. E uma inquietação perturbadora. Todos se afastam de seus olhares fulminantes e de sua fala eloquentemente sedutora. Mas sabemos que você seduz para nos levar à derrota, grande Irmã. Você seduz para nos tirar a essência, para nos ludibriar e nos arrastar para o fundo de nosso desânimo. E assim você ganha!
Roubastes joias e fortunas. Ganhastes nomes e títulos. Criastes fama e respeito dos fracos. És mesmo uma grande invocadora dos piores e maiores medos. E os humanos nada podem contra ti quando estás disposta contra eles. Sofrimento e arrependimento são armas em tuas mãos. Jamais conhecerei quem tire das fraquezas dos outros a sua própria fortaleza.
Mas te escondes de mim, grande Irmã!
Sei de tua tristeza. Tu já fostes a flor mais selvagem dos campos mais vastos. Já iluminastes muitos sorrisos que te viam como expressão singela do que é belo neste Mundo. Já te desejaram bem e já tivestes muitos Seguidores. Então você conheceu a Ruína. E todos nós vimos tua ruína. Todos nós, lembre-se, já experimentamos a Ruína. Pois isso vem a Todos os Antigos.
Então tu te esconde de mim, grande Irmã! Sua tola!
Você sabe que eu enxergo além da matéria. Eu sei de coisas que você mesma não consegue omitir de si mesma! E toda essa sua tolice é para mim apenas um atraso e um infortúnio. Incapaz de querer compaixão, você segue tentando se esconder, mal sabendo que te vejo em toda a sua tristeza e manipulação. E até que os Humanos não mais te percebam, suas vítimas são o rastro mais evidente de que você ainda age em sua Queda.
Tens medo de meu julgamento! Logo tu, que se agradava com o menor som de minha voz! Agora tens medo de me encarar, e foges. Mas eu te digo: não por muito tempo. Nem matéria nem sua arcana arte da enganação irão te esconder de mim. Quando eu levantar de meu Sono, grande Irmã, o meu esplendor trará luz à tudo que vens fazendo em sua Queda, e revelará a todos o real motivo de sua ruína. Essa tua tristeza sem limites.
Não haverá arrependimento, portanto, não temas meu esplendor. Serei justo! E sei que você voltará para o centro do Vórtice, para onde Todos os Antigos voltarão, junto de mim, seu irmão Mais Velho. E serás amada novamente. E serás a minha grande Irmã novamente!
Cheers!
Roubastes joias e fortunas. Ganhastes nomes e títulos. Criastes fama e respeito dos fracos. És mesmo uma grande invocadora dos piores e maiores medos. E os humanos nada podem contra ti quando estás disposta contra eles. Sofrimento e arrependimento são armas em tuas mãos. Jamais conhecerei quem tire das fraquezas dos outros a sua própria fortaleza.
Mas te escondes de mim, grande Irmã!
Sei de tua tristeza. Tu já fostes a flor mais selvagem dos campos mais vastos. Já iluminastes muitos sorrisos que te viam como expressão singela do que é belo neste Mundo. Já te desejaram bem e já tivestes muitos Seguidores. Então você conheceu a Ruína. E todos nós vimos tua ruína. Todos nós, lembre-se, já experimentamos a Ruína. Pois isso vem a Todos os Antigos.
Então tu te esconde de mim, grande Irmã! Sua tola!
Você sabe que eu enxergo além da matéria. Eu sei de coisas que você mesma não consegue omitir de si mesma! E toda essa sua tolice é para mim apenas um atraso e um infortúnio. Incapaz de querer compaixão, você segue tentando se esconder, mal sabendo que te vejo em toda a sua tristeza e manipulação. E até que os Humanos não mais te percebam, suas vítimas são o rastro mais evidente de que você ainda age em sua Queda.
Tens medo de meu julgamento! Logo tu, que se agradava com o menor som de minha voz! Agora tens medo de me encarar, e foges. Mas eu te digo: não por muito tempo. Nem matéria nem sua arcana arte da enganação irão te esconder de mim. Quando eu levantar de meu Sono, grande Irmã, o meu esplendor trará luz à tudo que vens fazendo em sua Queda, e revelará a todos o real motivo de sua ruína. Essa tua tristeza sem limites.
Não haverá arrependimento, portanto, não temas meu esplendor. Serei justo! E sei que você voltará para o centro do Vórtice, para onde Todos os Antigos voltarão, junto de mim, seu irmão Mais Velho. E serás amada novamente. E serás a minha grande Irmã novamente!
Cheers!
Blecaute inofensivo
As luzes e muitos olhos brilham.
Sou sacudido por uma forte explosão sônica, alerta e mau trapilho. Suavemente busco alguma ideia mais forte do que fugir. Não consigo parar de pensar em correr. Medo. Aquelas luzes estão longe, e ao mesmo tempo tão perto.
Será que existe no Universo algo que preencha o vazio de algumas almas? Pretendo tentar encontrar. Não hoje.
Cheers!
Sou sacudido por uma forte explosão sônica, alerta e mau trapilho. Suavemente busco alguma ideia mais forte do que fugir. Não consigo parar de pensar em correr. Medo. Aquelas luzes estão longe, e ao mesmo tempo tão perto.
Será que existe no Universo algo que preencha o vazio de algumas almas? Pretendo tentar encontrar. Não hoje.
Cheers!
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
A Memória Desvalida
Angela estava desesperada. Corria, tropeçava e corria. Não ousava olhar para trás. Ela não era daquelas pessoas que paralisam quando estão com medo. Angela só conseguia correr, sem raciocinar um caminho. Ela tinha que se esconder de seu perseguidor, que tambem corria, em sua direção. Qualquer lugar para se esconder seria o suficiente. Então ela viu um beco.
Era um lugar úmido, havia muita lama e um cheiro de gordura no ar. Logo a frente ela viu caixas e engradados de bebidas. Correu para trás das caixas e se abaixou o melhor possível, sujando o blazer e a bolsa. O perseguidor parou bem em frente a entrada do beco, arfando. Olhou para o beco, desconfiado, e resolveu entrar. O coração de Angela deu um sobressalto, ele estava muito próximo. Ele iria encontrá-la.
Do fim do beco uma voz. Um homem com uniforme de garçom, ainda com um saco preto nas mãos.
- Ei você! O que quer com a moça?
O perseguidor, mais do que rápido, voltou-se e correu para fora do beco, chiando um pouquinho. Angela então respirou fundo, e lágrimas surgiram inesperadamente. Seu coração sobressaltado parece ter parado por segundos. Ela levantou-se devagar, agora olhando aliviada para o homem de uniforme de garçom.
- O-o-obrigada! Meu Deus, eu achei que ia ser morta!
- Você está bem? - perguntou o garçom.
- Estou. Quase morrendo, mas salva.
Angela tomou coragem para ir embora. O garçom lhe trouxe um copo com água. Alguns funcionários do restaurante saíram pra ver Angela. Mais de três vezes ela teve que contar o ocorrido para os funcionários, e para o gerente do restaurante, que já havia ligado para a polícia.
Em casa, Angela pensava no quanto ela queria esquecer aquela perseguição horrível e do trauma de andar sozinha pela noite daquela cidade. A polícia havia dito que ia investigar quem seria o perseguidor. Centenas de perguntas.
Angela morreu num domingo, enquanto andava de bicicleta, vindo de um encontro com seus amigos músicos. Ela foi atropelada por uma cidadã que estava alcoolizada e brigava com seu namorado pelo telefone na hora do ocorrido. Angela não resistiu aos ferimentos, e a cidadã conseguiu um habeas corpus no dia seguinte.
Não se sabe nada do perseguidor. A polícia jamais descobriu. Até hoje o garçom ainda se sente feliz só de pensar que salvou a vida de uma desconhecida. O beco recebeu iluminação e uma câmera de segurança foi instalada acima da porta dos fundos, em direção a entrada do beco. E até hoje os amigos músicos de Angela ainda depositam flores em seu túmulo no dia do seu aniversário.
Cheers!
A vida, essa obra prima
Mircathau estava com medo de assalto. Deixou o celular em casa e foi para a faculdade. Estava cursando o quarto período de algum curso de Exatas. Ele ainda não sabia o que esperar da vida quando finalmente se formasse. Era mesmo um rapaz prudente, quase um medroso. Mas não se podia dizer que ele estava errado. Sua cidade estava um caos. Bandido em cada esquina, cada ponto de ônibus, e até dentro dos mais seguros estabelecimentos comerciais.
Sua namorada, Yre, nunca havia contado para os pais sobre suas aventuras homossexuais com sua segunda melhor amiga, Breita. Hoje ela é muito mais feliz com Mircathau. Mesmo assim ela ainda frequenta a cafeteria onde as ex-colegas de seu antigo trabalho consomem diversos expressos e pães "gourmet". E elas quase nunca falam de trabalho. Yre encontra moedas no bolso de seu jeans predileto, que ela ia por pra lavar, e fica feliz. Um dia, quem sabe, essas moedas a salvem de alguma necessidade?
Quinze minutos antes das treze horas. O alarme de Yre toca seu coração. O horário de começar a arrumar a surpresa pra Mircathau. Ingredientes para um bolo de laranja estão dispostos na mesa, bem organizados. Cortesia de sua mãe, Dona Lozália. Tudo tem que estar pronto antes das sete da noite, hora em que seu prudente namorado chega da faculdade. Uma felicidade boba lhe ocorre ao pensar na reação de Mircathau.
O professor mais egocêntrico de seu curso resolveu pensar no próximo! Sugeriu a turma que cantassem parabens para Mircathau. Nem todos cantaram, a maioria só aplaudia. Todos sorriam. E então Tanerato sugeriu um discurso. Ninguem quis falar. Esse professor estava mesmo bem diferente naquele dia. Mircathau procurava algo nos bolsos, suava frio. Tímido. Então o pedido de Tanerato ficou no vazio. Todos agradeciam em suas mentes. A aula recomeçou com quase quinze minutos de atraso.
Antes de chegar em casa, Mircathau passou no comércio de Seu Udanaiam e comprou duas garrafas de dois litros de seu refrigerante predileto. Caminhou pra sua casa sorridente. Passava com alguma dificuldade pelos muitos buracos nas ruas próximas de sua casa. Pensava em Yre. Os ingressos do cinema estavam bem guardados no bolso. "O Jardim de Scetávia" era o nome do filme, um romance adaptado de um livro não-muito-famoso.
Mas eles não assistiram filme algum. Yre não estava em casa. Um bandido havia acabado com os planos de Mircathau e, vocês sabem, com a surpresa de Yre. Uma casa decorada com balões, uma mesa cheia de docinhos e o lindo e perfumado bolo no meio, mas uma casa vazia, abandonada as pressas. Os cães ainda latiam alertas lá do quintal. Então Mircathau foi atras de saber o que houve. Procurou vizinhos. Nada importante. Eles mais queriam saber do que dar alguma informação.
Yre estava aflita. Uma pressa incomum em suas pernas fez com que Dona Lozália ficasse pra trás. Um bandido baleado estava sendo linchado numa calçada de azulejos verdes. Dentro da casa, Seu Pabrato recebia primeiros socorros emergenciais. Ele era hipertenso, e estava muito tenso. Yre rompeu o cordão de curiosos postados em frente a casa de seu avô e já chegou chamando por ele. O ancião respondeu, quase feliz. Os vizinhos dele ajudavam. A ambulância chega e a polícia tambem. O povo se dispersa um pouco.
Mircathau liga para o celular de Yre usando o aparelho de um amigo de infância que ele havia encontrado, ainda desorientado, na rua. Yre já está dentro da ambulância indo para o hospital, com seu avô. Ele chora. Ela chora.
Cerdnam, em sua infância pobre, jamais saberá como foi o aniversário de seu pai, cerca de seis anos atras. E como se deu da morte de seu bisavô, avô de sua mãe. Ele deverá ser uma criança cercada de amor, carinho e afeto. Mesmo que o mundo seja esse caos organizado. Uma criança inteligente. E um dia descobrirá a verdade! Sozinho.
Sua namorada, Yre, nunca havia contado para os pais sobre suas aventuras homossexuais com sua segunda melhor amiga, Breita. Hoje ela é muito mais feliz com Mircathau. Mesmo assim ela ainda frequenta a cafeteria onde as ex-colegas de seu antigo trabalho consomem diversos expressos e pães "gourmet". E elas quase nunca falam de trabalho. Yre encontra moedas no bolso de seu jeans predileto, que ela ia por pra lavar, e fica feliz. Um dia, quem sabe, essas moedas a salvem de alguma necessidade?
Quinze minutos antes das treze horas. O alarme de Yre toca seu coração. O horário de começar a arrumar a surpresa pra Mircathau. Ingredientes para um bolo de laranja estão dispostos na mesa, bem organizados. Cortesia de sua mãe, Dona Lozália. Tudo tem que estar pronto antes das sete da noite, hora em que seu prudente namorado chega da faculdade. Uma felicidade boba lhe ocorre ao pensar na reação de Mircathau.
O professor mais egocêntrico de seu curso resolveu pensar no próximo! Sugeriu a turma que cantassem parabens para Mircathau. Nem todos cantaram, a maioria só aplaudia. Todos sorriam. E então Tanerato sugeriu um discurso. Ninguem quis falar. Esse professor estava mesmo bem diferente naquele dia. Mircathau procurava algo nos bolsos, suava frio. Tímido. Então o pedido de Tanerato ficou no vazio. Todos agradeciam em suas mentes. A aula recomeçou com quase quinze minutos de atraso.
Antes de chegar em casa, Mircathau passou no comércio de Seu Udanaiam e comprou duas garrafas de dois litros de seu refrigerante predileto. Caminhou pra sua casa sorridente. Passava com alguma dificuldade pelos muitos buracos nas ruas próximas de sua casa. Pensava em Yre. Os ingressos do cinema estavam bem guardados no bolso. "O Jardim de Scetávia" era o nome do filme, um romance adaptado de um livro não-muito-famoso.
Mas eles não assistiram filme algum. Yre não estava em casa. Um bandido havia acabado com os planos de Mircathau e, vocês sabem, com a surpresa de Yre. Uma casa decorada com balões, uma mesa cheia de docinhos e o lindo e perfumado bolo no meio, mas uma casa vazia, abandonada as pressas. Os cães ainda latiam alertas lá do quintal. Então Mircathau foi atras de saber o que houve. Procurou vizinhos. Nada importante. Eles mais queriam saber do que dar alguma informação.
Yre estava aflita. Uma pressa incomum em suas pernas fez com que Dona Lozália ficasse pra trás. Um bandido baleado estava sendo linchado numa calçada de azulejos verdes. Dentro da casa, Seu Pabrato recebia primeiros socorros emergenciais. Ele era hipertenso, e estava muito tenso. Yre rompeu o cordão de curiosos postados em frente a casa de seu avô e já chegou chamando por ele. O ancião respondeu, quase feliz. Os vizinhos dele ajudavam. A ambulância chega e a polícia tambem. O povo se dispersa um pouco.
Mircathau liga para o celular de Yre usando o aparelho de um amigo de infância que ele havia encontrado, ainda desorientado, na rua. Yre já está dentro da ambulância indo para o hospital, com seu avô. Ele chora. Ela chora.
Cerdnam, em sua infância pobre, jamais saberá como foi o aniversário de seu pai, cerca de seis anos atras. E como se deu da morte de seu bisavô, avô de sua mãe. Ele deverá ser uma criança cercada de amor, carinho e afeto. Mesmo que o mundo seja esse caos organizado. Uma criança inteligente. E um dia descobrirá a verdade! Sozinho.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Explicações
Após um longo hiato criativo este blog merece ser reativado.
Existem várias razões para que minhas postagens ficassem mais raras, e todas essas razões me faziam querer desativar este blog. Mesmo assim, apesar de saber que eu não possuo mais leitores assíduos, havia uma vontade muito grande de mantê-lo. E assim o farei.
Preparar os novos posts, mesmo com as adversidades técnicas.
Espero que isso os agradem.
Cheers!
Existem várias razões para que minhas postagens ficassem mais raras, e todas essas razões me faziam querer desativar este blog. Mesmo assim, apesar de saber que eu não possuo mais leitores assíduos, havia uma vontade muito grande de mantê-lo. E assim o farei.
Preparar os novos posts, mesmo com as adversidades técnicas.
Espero que isso os agradem.
Cheers!
quinta-feira, 4 de junho de 2015
A Dinâmica de Uns Universos
Sempre, sempre, sempre!
Uns universos que se entrelaçam com milhares de mentes, sinestesia e pura energia. Uns universos que, paralelos, caminham sem força e morrem dentro das possibilidades, dando frutos, rendendo desconversas que desconectam outros universos. A criatividade que não parte do coração, e sequer possuem a lógica necessária para atrair a atenção de outras mentes.
A criatividade que não parte do ser pensante, mas do caminhante, que logo se interessa por outras paragens, por outros climas e outros ambientes. Florestas, jardins urbanos, praças e ruas semi pavimentadas. Os universos sentem convulsões, e uns morrem enquanto outros nascem de um ciclo de gênese dinâmica. A mente realmente trabalha mais veloz que a mão do artista. Os universos conversam numa interação maior que a boca do escritor. Os mortos oferecem o adubo para os que nascem de cinzas temperadas com ócio e interesse.
Uns universos que andam paralelos. Universos diferentes. Diferenças velozes e mente lenta. Mente nua e pouco amor.
Cheers!
Uns universos que se entrelaçam com milhares de mentes, sinestesia e pura energia. Uns universos que, paralelos, caminham sem força e morrem dentro das possibilidades, dando frutos, rendendo desconversas que desconectam outros universos. A criatividade que não parte do coração, e sequer possuem a lógica necessária para atrair a atenção de outras mentes.
A criatividade que não parte do ser pensante, mas do caminhante, que logo se interessa por outras paragens, por outros climas e outros ambientes. Florestas, jardins urbanos, praças e ruas semi pavimentadas. Os universos sentem convulsões, e uns morrem enquanto outros nascem de um ciclo de gênese dinâmica. A mente realmente trabalha mais veloz que a mão do artista. Os universos conversam numa interação maior que a boca do escritor. Os mortos oferecem o adubo para os que nascem de cinzas temperadas com ócio e interesse.
Uns universos que andam paralelos. Universos diferentes. Diferenças velozes e mente lenta. Mente nua e pouco amor.
Cheers!
sábado, 6 de dezembro de 2014
Everyone knows sugar
Quando procurei uma explicação para tudo que superei, esbarrei em novas pedras pelo caminho. Momentos de realização. Passei um bom tempo querendo postar algo odioso, mas não conseguia. Estou realmente muito velho. Aguardei o melhor, mas só surgia o pior.
Estou mais sereno hoje. Mais sereno.
Cheers!
Estou mais sereno hoje. Mais sereno.
Cheers!
domingo, 15 de dezembro de 2013
Sempre inconstante
Quem me dera o amor. E se eu amasse. Nada. Uma oportunidade sequer. Nada. Um absurdo. Sempre. Comentários insanos e eventuais aventuras. Sempre. Cansado disso. Para sempre.
Cheers!
Cheers!
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Outra dose da vodka
O inverso das suas palavras ecoam. Estou livre para julgar, e minimamente preparado para dar a sua sentença. Acostumado aos seus rompantes, menina velha, eu já me preparo para suas idéias. Queria os tempos de Charles, mas quem sabe noutra dose da vodka vagabunda que você odeia. Está tudo tão chato entre nós. Está tudo tão vazio no campo das ideias.
Começo a pensar que nunca mais estaremos sozinhos o suficiente. Volto a pensar em caminhar o mais longe que eu puder. Me afastar da multidão de pensamentos e lembranças que você traz só por existir. E assim eu fico mais feliz quando você vai embora pra sua cidade cinza. Fico feliz por sentir falta de sentir falta de você, menina velha.
Cheers!
Começo a pensar que nunca mais estaremos sozinhos o suficiente. Volto a pensar em caminhar o mais longe que eu puder. Me afastar da multidão de pensamentos e lembranças que você traz só por existir. E assim eu fico mais feliz quando você vai embora pra sua cidade cinza. Fico feliz por sentir falta de sentir falta de você, menina velha.
Cheers!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Meio e fim
Sete anos se passaram. Qas luva, meus jovens. Olhos e bocas, olhares e beijos. Sou um importante vetor dos cálculos verborrágicos da velha arcana. Não sou nada. Aprecio só. Qas luva imnorómnum, meus jovens. Dança e canto. Círculos e retas. Morte e celebração. Como isso é bom. Vashá, isso é muito bom!
Cheers!
Cheers!
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Dança dos mascarados
Um círculo rudimentar desenhado no chão, aquele lindo chão de mármore. "Uma proteção", diziam em meu ouvido. Eu somente olhava. Tateava em meus bolsos aquele doce mentolado. Suava frio, e o ar estava quase parado. Desejava uma brisa, mas ali não haviam janelas. Posso parar de pensar em perigo, eu creio, mas aquilo tudo demorava demais. Cantos e gestos, cheiros e dança. Eu já estava de saco cheio. Uma hora e nem uma faísca sequer para impressionar os olhos. E me chamavam de incrédulo nos primeiros dias. Agora sei a razão.
Razão. Nada ali fazia parte da razão. Homens e mulheres em roupas icônicas, pareciam representar o estereótipo do ocultista. Eu acho que a maioria ali era tão incrédula quanto eu, e seguia somente por um prazer bizarro de fazer parte de algo bizarro. Ainda assim aqueles rostos estavam firmes, outros austeros, e uns como se tivessem tendo um orgasmo. Um orgasmo. Eu nunca mais tive um orgasmo. "Concentre-se no círculo", diziam em meu ouvido. Eu já estava de saco cheio. Aquele círculo mal desenhado, com símbolos macabros, e eu ali, fingindo que esperava ver algo sair dali. Ou saísse, sei lá. Talvez um demõnio que subisse e matasse todos aqueles cultistas bestas. Um demônio. "Isso não tem nada a ver com demônios, meu jovem", disse uma voz em meu ouvido.
Uau, como ele sabia o que eu estava pensando? Será que aquilo de fato é magia? Será que isso existe? Se existe, eu começo a acreditar. Olho fixamente para o círculo, relaxo os braços e os pés. Sinto um frio subindo pela espinha até o meu cerebelo. Uau, que sensação estranha. De repente o meu pulmão começa a arder, uma ardência e um calor. A música começa a ficar mais intensa, os cheiros começam a ficar mais doces, os gestos mais enérgicos e a dança mais frenética. Parecem mesmo ocultistas agora. Minha visão está ficando mais limpa, eu creio. "Uma mente calma observa o círculo, um corpo preparado jamais se quebra", diz a voz em meu ouvido. Eu me viro e vejo um senhor de idade. É ele quem fala ao meu ouvido. Eu o acho estranho, e ele está de olhos fechados. Volto a olhar para o círculo. Aquele mármore é realmente muito lindo. E frio.
Cheers!
Razão. Nada ali fazia parte da razão. Homens e mulheres em roupas icônicas, pareciam representar o estereótipo do ocultista. Eu acho que a maioria ali era tão incrédula quanto eu, e seguia somente por um prazer bizarro de fazer parte de algo bizarro. Ainda assim aqueles rostos estavam firmes, outros austeros, e uns como se tivessem tendo um orgasmo. Um orgasmo. Eu nunca mais tive um orgasmo. "Concentre-se no círculo", diziam em meu ouvido. Eu já estava de saco cheio. Aquele círculo mal desenhado, com símbolos macabros, e eu ali, fingindo que esperava ver algo sair dali. Ou saísse, sei lá. Talvez um demõnio que subisse e matasse todos aqueles cultistas bestas. Um demônio. "Isso não tem nada a ver com demônios, meu jovem", disse uma voz em meu ouvido.
Uau, como ele sabia o que eu estava pensando? Será que aquilo de fato é magia? Será que isso existe? Se existe, eu começo a acreditar. Olho fixamente para o círculo, relaxo os braços e os pés. Sinto um frio subindo pela espinha até o meu cerebelo. Uau, que sensação estranha. De repente o meu pulmão começa a arder, uma ardência e um calor. A música começa a ficar mais intensa, os cheiros começam a ficar mais doces, os gestos mais enérgicos e a dança mais frenética. Parecem mesmo ocultistas agora. Minha visão está ficando mais limpa, eu creio. "Uma mente calma observa o círculo, um corpo preparado jamais se quebra", diz a voz em meu ouvido. Eu me viro e vejo um senhor de idade. É ele quem fala ao meu ouvido. Eu o acho estranho, e ele está de olhos fechados. Volto a olhar para o círculo. Aquele mármore é realmente muito lindo. E frio.
Cheers!
domingo, 13 de outubro de 2013
Iniciação ao delírio
Acordado. Estou deitado. Gosto ácido na boca. Uma agulha ao lado. Ampolas. Onde estou? Paredes amarelo abóbora, sinais de umidade na tinta. O teto está repleto de sinais, desenhos macabros. No outro lado de mim está um corpo seminu de uma mulher. Folhas de jornais espalhados no chão. Um cheiro de álcool no ar, misturado com cheiro de gordura e fedor da sujeira do lugar. Acordo plenamente. Onde estou? O que estou fazendo ali? Olho melhor o lugar, e aquilo me dá nojo. Eu olho para as minhas mãos e não acredito no que vejo. Ressecadas, amarelas, sujas, fedidas e tatuadas. Tatuadas? Olho para meu corpo e novamente eu não acredito no que vejo. É surreal. Meu corpo todo está sujo, fedido e tatuado. Percebo que é uma tatuagem recente, que ainda está sarando. Mas quando eu fiz isso em meu corpo?
Os desenhos das tatuagens são do mesmo tipo de desenho macabro do teto. Símbolos, números, palavras em uma língua que não compreendo. Começo a ficar com medo. Aquilo tudo é muito estranho. Começo a ficar tonto, o mundo começa a chiar. A vida começa a chiar em meus ouvidos. Então eu ouço uma voz suave. Ela diz "dorme". Eu durmo.
Peso, peso. Medida, meu corpo. Balança, medida. Ouro, álcool. Espelho, gato. Será que estou sonhando. Não sei se estou acordado. O que eu estou sentindo? Estou com medo. Peso, peso. Balança, ouro. Gato. Olhos felinos. Estou acordando, ou ainda sonhando. É um sonho? Mundo sem cheiro. Nada e tudo. Desenhos macabros. Medo, peso. Meu corpo, álcool. Medida, nada. Estou com medo. Muito medo.
Desperto. Estou deitado. Boca seca, lábios secos. Uma ave negra voa acima de mim e abaixo de um céu cor de abóbora. Tudo fede. Olho instantaneamente para as minhas mãos. Elas estão tatuadas, desenhos macabros. Olho ao meu redor. Um lixão. Entardecer, e o sol se pondo parece levar as nuvens negras com ele, num contraste com o lixo. Tudo está laranja e fedido. Tento me levantar, mas eu afundo no lixo. Minhas pernas estão leves, não as sinto. O lixo me segura, aqueles restos inúteis da vida útil de alguma residência. Eu afundo mais. Tento lutar para levantar. Minhas pernas respondem com preguiça. Estou ficando sem ar. Sacos e mais sacos de lixo começam a me cobrir. Estou me afogando. Estou com medo. Estou lutando. Estou somente querendo viver, levantar, voar com a ave negra. Carniça e imundície. Fedor insuportável. Não vejo mais minhas mãos, nem meu corpo. Estou afundando. Então eu ouço uma voz suave. Ela diz "dorme". Eu acordo.
Leito de hospital. Sete pessoas ao meu redor. Duas estão manuseando uma máquina. Meu peito queima. Minhas pernas formigam e se contorcem. Percebo que tem algo enfiado na minha boca que desce até a garganta. Aquilo queima. Dói. As pessoas são médicos e enfermeiros. Olho para minhas mãos e não há tatuagem, somente muitas feridas. Há agulhas injetadas em minhas veias. Tento falar, mas me afogo em minha saliva. Uma das pessoas tira o tubo que está em minha boca. Estou queimando por dentro. Tento gritar, mas o grito é abafado. Dedos abrem minhas pálpebras e jogam luzes incandescente para dentro da minha retina. Quero fechar os olhos. Não posso. A luz já cegou meu cérebro. Estou cego pela luz. Então, de repente, sinto uma flecha no peito. Meu coração para de bater. As pálpebras se fecham lentamente. Um sinal sonoro apita longamente.
Acordo. Leito de hospital. Boca seca, sensação estranha no rosto. Olho para mim e vejo que ainda estou com agulhas em minhas veias. Até consigo sentir o líquido fluindo dentro de mim. Estou com aquelas roupas de hospital, mas estou nu por baixo disso. Minha cabeça está pesada. Meus olhos estão secos, as pálpebras ferem cada vez que eu abro e fecho os olhos. Sinto um incômodo na barriga, um peso estranho. Verifico o que é, mas não é nada. É só a sensação. Ao meu lado estão outros, mas dormem. Todos estão com uma aparência péssima, e a maioria ligado a máquinas que os monitoram a todo instante. Batimentos, respiração. Eu mesmo estou a pouco mais que noventa. Incrível. Minha cabeça está pesada. Desejo um médico aqui. Abro a boca para chamar. "Enfermeira", eu chamo. Minha voz está tão fraca. Percebo que cada vez que inspiro, meu pulmão queima. Minha cabeça está muito pesada. Estou impaciente. "Enfermeira", "alguem", chamo novamente. Então um enfermeiro entra na sala, liga a luz e me fita. O rosto dele é branco, e está assustado. Ele vem depressa para o meu lado, e começa a falar. Mesmo assim eu não o escuto direito. Sua voz parece um grunhido, está distante, diferente. Ele gesticula freneticamente, e sua fisionomia é austera. Percebo que ele ainda fala, mas que gradualmente minha audição vai sendo restaurada. O rosto dele fica mais relaxado. O meu tambem. Eu tento falar alguma coisa, mas ele tapa minha boca com a mão dele. Ele faz sinal de "sim" com a cabeça, a mesma palavra que eu consigo ler dos lábios dele. Eu me acalmo. Respiro, queimando meus pulmões. Olho para ele. Então, quando eu volto a ouvir o chiado quase imperceptível do ar, ele me diz "dorme". Eu durmo.
Cheers!
Os desenhos das tatuagens são do mesmo tipo de desenho macabro do teto. Símbolos, números, palavras em uma língua que não compreendo. Começo a ficar com medo. Aquilo tudo é muito estranho. Começo a ficar tonto, o mundo começa a chiar. A vida começa a chiar em meus ouvidos. Então eu ouço uma voz suave. Ela diz "dorme". Eu durmo.
Peso, peso. Medida, meu corpo. Balança, medida. Ouro, álcool. Espelho, gato. Será que estou sonhando. Não sei se estou acordado. O que eu estou sentindo? Estou com medo. Peso, peso. Balança, ouro. Gato. Olhos felinos. Estou acordando, ou ainda sonhando. É um sonho? Mundo sem cheiro. Nada e tudo. Desenhos macabros. Medo, peso. Meu corpo, álcool. Medida, nada. Estou com medo. Muito medo.
Desperto. Estou deitado. Boca seca, lábios secos. Uma ave negra voa acima de mim e abaixo de um céu cor de abóbora. Tudo fede. Olho instantaneamente para as minhas mãos. Elas estão tatuadas, desenhos macabros. Olho ao meu redor. Um lixão. Entardecer, e o sol se pondo parece levar as nuvens negras com ele, num contraste com o lixo. Tudo está laranja e fedido. Tento me levantar, mas eu afundo no lixo. Minhas pernas estão leves, não as sinto. O lixo me segura, aqueles restos inúteis da vida útil de alguma residência. Eu afundo mais. Tento lutar para levantar. Minhas pernas respondem com preguiça. Estou ficando sem ar. Sacos e mais sacos de lixo começam a me cobrir. Estou me afogando. Estou com medo. Estou lutando. Estou somente querendo viver, levantar, voar com a ave negra. Carniça e imundície. Fedor insuportável. Não vejo mais minhas mãos, nem meu corpo. Estou afundando. Então eu ouço uma voz suave. Ela diz "dorme". Eu acordo.
Leito de hospital. Sete pessoas ao meu redor. Duas estão manuseando uma máquina. Meu peito queima. Minhas pernas formigam e se contorcem. Percebo que tem algo enfiado na minha boca que desce até a garganta. Aquilo queima. Dói. As pessoas são médicos e enfermeiros. Olho para minhas mãos e não há tatuagem, somente muitas feridas. Há agulhas injetadas em minhas veias. Tento falar, mas me afogo em minha saliva. Uma das pessoas tira o tubo que está em minha boca. Estou queimando por dentro. Tento gritar, mas o grito é abafado. Dedos abrem minhas pálpebras e jogam luzes incandescente para dentro da minha retina. Quero fechar os olhos. Não posso. A luz já cegou meu cérebro. Estou cego pela luz. Então, de repente, sinto uma flecha no peito. Meu coração para de bater. As pálpebras se fecham lentamente. Um sinal sonoro apita longamente.
Acordo. Leito de hospital. Boca seca, sensação estranha no rosto. Olho para mim e vejo que ainda estou com agulhas em minhas veias. Até consigo sentir o líquido fluindo dentro de mim. Estou com aquelas roupas de hospital, mas estou nu por baixo disso. Minha cabeça está pesada. Meus olhos estão secos, as pálpebras ferem cada vez que eu abro e fecho os olhos. Sinto um incômodo na barriga, um peso estranho. Verifico o que é, mas não é nada. É só a sensação. Ao meu lado estão outros, mas dormem. Todos estão com uma aparência péssima, e a maioria ligado a máquinas que os monitoram a todo instante. Batimentos, respiração. Eu mesmo estou a pouco mais que noventa. Incrível. Minha cabeça está pesada. Desejo um médico aqui. Abro a boca para chamar. "Enfermeira", eu chamo. Minha voz está tão fraca. Percebo que cada vez que inspiro, meu pulmão queima. Minha cabeça está muito pesada. Estou impaciente. "Enfermeira", "alguem", chamo novamente. Então um enfermeiro entra na sala, liga a luz e me fita. O rosto dele é branco, e está assustado. Ele vem depressa para o meu lado, e começa a falar. Mesmo assim eu não o escuto direito. Sua voz parece um grunhido, está distante, diferente. Ele gesticula freneticamente, e sua fisionomia é austera. Percebo que ele ainda fala, mas que gradualmente minha audição vai sendo restaurada. O rosto dele fica mais relaxado. O meu tambem. Eu tento falar alguma coisa, mas ele tapa minha boca com a mão dele. Ele faz sinal de "sim" com a cabeça, a mesma palavra que eu consigo ler dos lábios dele. Eu me acalmo. Respiro, queimando meus pulmões. Olho para ele. Então, quando eu volto a ouvir o chiado quase imperceptível do ar, ele me diz "dorme". Eu durmo.
Cheers!
sábado, 27 de julho de 2013
WALL-E to E.V.A.
Oi, E.V.A.!
WALL-E ainda sente saudades tambem. Ele está bem, começando uma nova vida, com novos planos, um esperado recomeço. WALL-E adoraria conversar com você pessoalmente, pois a maior aventura de WALL-E só existiu graças a E.V.A. e o maior aprendizado só agora está dando frutos. WALL-E ainda tem aquela bota cheia de terra, com um embrião de esperança de vida plantado dentro de si.
Obrigado, E.V.A., por mostrar a WALL-E que ainda é possível sermos amigos. Obrigado mesmo! Vamos manter contato? Fica com Deus!
WALL-E ainda sente saudades tambem. Ele está bem, começando uma nova vida, com novos planos, um esperado recomeço. WALL-E adoraria conversar com você pessoalmente, pois a maior aventura de WALL-E só existiu graças a E.V.A. e o maior aprendizado só agora está dando frutos. WALL-E ainda tem aquela bota cheia de terra, com um embrião de esperança de vida plantado dentro de si.
Obrigado, E.V.A., por mostrar a WALL-E que ainda é possível sermos amigos. Obrigado mesmo! Vamos manter contato? Fica com Deus!
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Do Sonho
Tentando não pensar no sonho da noite passada, com uma pequena curiosidade pela parte final. Eu acho que sei que estou sendo hipócrita, mas prefiro fingir que não sei. Nem posso pensar em perder meu tempo com tantas loucuras. Mas é que sinto falta dos meus devaneios.
Preferia que tivesse sido um pesadelo.
Cheers!
Preferia que tivesse sido um pesadelo.
Cheers!
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Esperando o trem
Ainda nervoso pelos dias que vem pela frente. Tantos projetos, tantas idéias, coisas que estão prestes a sair do papel, com a ajuda das amigas. Sinto uma lufada de imaginação percorrendo minha mente, me anestesiando da tristeza cotidiana. É como estar sem ser, uma roupa sem ninguem dentro.
Outros dias virão. Eu vou ficar bem?
Cheers!
Outros dias virão. Eu vou ficar bem?
Cheers!
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Quase um umbuntista
O Ubuntu está cada vez mais próximo de mim. Uma nova experiência pela frente!
Liberdade é ótima!
Cheers!
Liberdade é ótima!
Cheers!
terça-feira, 12 de março de 2013
Clotho I
Caminhava em uma estrada sem se preocupar com o tempo ou o espaço, seguia reto. De repente esta fez-se curva e dobrei quando então vi a lua nova, seu contorno. Aqueles rabiscos no céu tornaram-se fogos que desciam como gotas de água no inverno, gotas grossas e frias.
Sentia calor e me deparei comigo mesmo, um espelho? Meu eu falando comigo, quando avistei um pequeno vilarejo no qual este cantarolava uma música desconhecida pra mim que começou a fazer algum sentido em certo momento; Meus olhos fecharam. Vi minha família reunida de novo, após um longo tempo de brigas e caos, neste momento alegre, unida e forte. Tomei conta por mim e estava de volta aos meus 8 anos, na minha infância, onde videava desenhos e era ingênuo, onde a pureza era o principal.
Aproximaram-se de mim, eram guerreiros hunos que clamavam por minha ajuda, neste momento fiz uma viagem no tempo em aproximadamente 20 anos, já era homem feito, tinha minha independência. Era mesmo eu que fui chamado? Ou simplesmente sonhei? Estava realmente acordado, será que dormi?
"Se está em paz contigo, estás conosco. Se está em paz contigo, estás conosco. Se está em paz contigo, estás conosco." Cantavam... Felizes, despreocupados, sorridentes. Que encontro foi este?
Sentia calor e me deparei comigo mesmo, um espelho? Meu eu falando comigo, quando avistei um pequeno vilarejo no qual este cantarolava uma música desconhecida pra mim que começou a fazer algum sentido em certo momento; Meus olhos fecharam. Vi minha família reunida de novo, após um longo tempo de brigas e caos, neste momento alegre, unida e forte. Tomei conta por mim e estava de volta aos meus 8 anos, na minha infância, onde videava desenhos e era ingênuo, onde a pureza era o principal.
Aproximaram-se de mim, eram guerreiros hunos que clamavam por minha ajuda, neste momento fiz uma viagem no tempo em aproximadamente 20 anos, já era homem feito, tinha minha independência. Era mesmo eu que fui chamado? Ou simplesmente sonhei? Estava realmente acordado, será que dormi?
"Se está em paz contigo, estás conosco. Se está em paz contigo, estás conosco. Se está em paz contigo, estás conosco." Cantavam... Felizes, despreocupados, sorridentes. Que encontro foi este?
Círculo reverso
No universo das palavras, ainda idéias, pura imaginação. Não consigo soltar as amarras. Estou saindo de mim e visitando o passado.
Cheers!
Cheers!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Arvore de natal
Vou enrolar um fio elétrico ao redor da árvore, ligar dezenas de lâmpadas coloridas, pôr uma estrela na ponta e colocar na sala de casa. E não é natal. Essa data não existe. Simplesmente não existe.
Cheers!
Cheers!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Normal Tipo B
Acho tudo normal. Não fico feliz com qualquer coisa, mas sempre estou buscando a felicidade. Alheio a isso ainda sou uma pessoa incorreta, racional, fatídica. Não lembro sequer do último beijo que dei. Desapego fácil. Não tenho bola de cristal para adivinhar o que a mulher quer de mim. Mas sou modesto, eu deixo a dúvida no ar.
Sou homem complicado, porra! Não me entenda...
Cheers!
Sou homem complicado, porra! Não me entenda...
Cheers!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Relendo uma lembrança (Sonho matutino)
Normalmente sóbrio, eu ainda me afogo nas lembranças e intenções do passado. Como me livrar da mente mentirosa? Queria mesmo é aquela máquina do filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças...
Touché!
Touché!
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Realmente um pequeno apanhado de idéias
Leves nuances, doenças velhas, amigos distantes, temporal com raios, caderno com mofo, palavras vazias.
Cheers!
Cheers!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
O mal que se repete
E seguimos com Hugo Chávez governando da UTI. A América do Sul tem mesmo a sina de colonizada, dominada pela força de espertalhões. Como uma abjeta criatura consegue perpetuar-se assim? O Brasil deveria temer um golpe de estado na Venezuela, principalmente com a tal em processo de adesão ao Mercosul. Nunca seremos levados a sério com esse "socialismo bolivariano" assombrando o povo pobre e MAL informado da Venezuela.
É triste constatar que o tal socialismo de Chávez só justifica uma corrida armamentista naquele país, e a porta de entrada de dinheiro para financiar milícias terroristas como as FARC, que usa o tráfico de drogas como mola mestre. Chávez é sinônimo de atraso, de farsa, de ditadura, de morte. E o mundo só assiste!
Vamos tomar vergonha na cara, deixar a Palestina em paz, e derrubar de uma vez por todas os ditadores-terroristas da América do Sul. O combate às drogas agradecerá, tenho certeza.
É triste constatar que o tal socialismo de Chávez só justifica uma corrida armamentista naquele país, e a porta de entrada de dinheiro para financiar milícias terroristas como as FARC, que usa o tráfico de drogas como mola mestre. Chávez é sinônimo de atraso, de farsa, de ditadura, de morte. E o mundo só assiste!
Vamos tomar vergonha na cara, deixar a Palestina em paz, e derrubar de uma vez por todas os ditadores-terroristas da América do Sul. O combate às drogas agradecerá, tenho certeza.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Nave velha
Primeirona de 2013!
Projetos novos, mas ânimo nenhum. Grandes expectativas derrotadas pela minha racionalidade. Eu deveria escrever mais fantasia do que sci-fi ou policial. Gostaria de saber o que o Escudeiro tem a dizer, mas sei lá. A Flor diria boas coisas talvez. Eu queria mesmo era terminar tudo que comecei. Sinto que estou me tornando cada dia mais anônimo. Espírito deixando o corpo decrépito.
Naves velhas, novas viagens.
Cheers!
Projetos novos, mas ânimo nenhum. Grandes expectativas derrotadas pela minha racionalidade. Eu deveria escrever mais fantasia do que sci-fi ou policial. Gostaria de saber o que o Escudeiro tem a dizer, mas sei lá. A Flor diria boas coisas talvez. Eu queria mesmo era terminar tudo que comecei. Sinto que estou me tornando cada dia mais anônimo. Espírito deixando o corpo decrépito.
Naves velhas, novas viagens.
Cheers!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Aos navegantes
Notificado, explicado, deturpado e cada dia mais desligado.
Como posso parar de escrever se minha imaginação anda cansada? É em momentos assim que eu prefiro escrever, levar ao limite minha imaginação. E para aqueles que acham que minhas histórias aqui são verdadeiras, eu digo: é tudo ficção.
E tudo tem um final.
Cheers!
Como posso parar de escrever se minha imaginação anda cansada? É em momentos assim que eu prefiro escrever, levar ao limite minha imaginação. E para aqueles que acham que minhas histórias aqui são verdadeiras, eu digo: é tudo ficção.
E tudo tem um final.
Cheers!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Uma dose de caos, por favor!
Não quero mais tentar entender você. Quando eu estou complicando tudo, dificultando a nossa comunicação, você vem e compreende tudo. Quando trago a minha parcela do caos pra dentro, você varre minha mente com a sua organização oportuna. Eu não aguento mais. É sério.
Antes que pense que isso é uma reclamação, eu digo, não pense. Me dê um dia sem que penses demais. Ah sim, você pensa demais! Eu já me perdi nos seus pensamentos, de tão sérios e organizados que são. Sei que não haveria nada na sua vida sem o seu trabalho, seu esforço, sua rotina, mas eu pergunto: cadê a emoção?
Desisto de tentar te entender. É demais para mim tanta perfeição. E eu não quero perfeição, jamais vou querer perfeição. Então vamos tomar algumas doses de caos e flertar com o perigo? Eu pago.
Cheers!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Agentes do Caos
Nessa vida somos pequenos, tentando alterar a realidade a qualquer custo, transformar em energia a gota de orvalho que cai das plantas dos poucos jardins. Não dominaremos o mundo, e avisados, seremos dominados pelo mundo. Somos tão pequenos. Impossíveis de curar.
Novos jogos mortais começam, a cada dia, assim que a sua consciência desperta. Tagarelamos nossas dores e, invisíveis, matamos o nosso mundo. Somos surdos-mudos naturais, e da natureza somos só os animais que melhor aproveitam o caos.
Novos inimigos da vida.
Cheers!
Novos jogos mortais começam, a cada dia, assim que a sua consciência desperta. Tagarelamos nossas dores e, invisíveis, matamos o nosso mundo. Somos surdos-mudos naturais, e da natureza somos só os animais que melhor aproveitam o caos.
Novos inimigos da vida.
Cheers!
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Notimeallowed
Nunca.
Das cinzas para as cinzas. Do pó para o pó. Voltamos todos ao início, ao útero de nossas mães. Nos tornamos novamente somente palavras, a preocupação de nossos pais, meras células multiplicadas, uma gravidez indesejada. Sais minerais, pó, terra, fogo.
Sempre.
Quando se busca um homem sábio, nessa vida, só se acha mulheres. Qual a pergunta que eu faria para elas, se não tenho perguntas. Antigamente as culturas não eram meras opiniões. Mas a verdade está bem escondida. É, estão muito bem escondidas, em segurança. Dividiremos o que perdemos e o quanto crescemos quando acharmos um homem sábio.
Tempo.
Cheers!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Não mais que gente
Gente comum, gente com dor de dente. Eu odeio ficar sem nada para fazer quando há tanta coisa inacabada. Espero ficar logo bom dessa doença medíocre...
Cheers!
Cheers!
sábado, 7 de julho de 2012
sábado, 30 de junho de 2012
Outro dia
Outro dia eu estava pensando no que eu poderia fazer para me divertir. Passei o dia inteiro pensando, e nada de diversão. Parei de pensar por 5 minutos e logo surgiu uma trupe com lícitos lá na praça. Noite muito boa...
Cheers!
Cheers!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Círculo Vicioso
You couldn't even believe
So many dirty things
So many heartaches, so many faces
I've seen so much in so many places
I had to close down my mind
I had to close down everything
And everything that I'd owned
I threw it out the window
Now you know
So many dirty things
So many heartaches, so many faces
I've seen so much in so many places
I had to close down my mind
I had to close down everything
And everything that I'd owned
I threw it out the window
Now you know
E agora pensar no significado dessas palavras...
Cheers!
sábado, 10 de março de 2012
Construindo o inoperável
Construindo o inoperável, manobra de um mundo distante, visitante oculto e suas anotações. Elas estão no colo agora, na tentativa de fazer mais uma vez a máquina funcionar. Peças, pedaços sem conexão aparente, um erro atrás do outro, e assim me perco.
Antes eu tentasse levar mais a sério do que simplesmente tentar reconectar tudo, sem instruções. Mas quem me guiava já se foi. Solitária façanha. Agora tenho nada além de meus próprios talentos, e alguma intuição, de onde frui estas palavras. Me encontro cansado, distante de conseguir coesão.
Palavras envenenadas pelo sono.
Cheers!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Re-enter und remember
Em meio os fatos, histórias. Existe alguma explicação? Relembrando velhos papéis, nas velhas caixas, atrás de algo que pudesse me fazer compreender os dias de hoje. Antigos métodos ainda dão resultado. Mas sentimentos são perigosos quando não se quer ter um roteiro.
Hoje estamos bem, amanhã nem sei. Queria voltar a compor, voltar a escrever pelo menos poemas. Este blog mesmo, que é a esperança de reunião da fragmentada mente de uma criança grande, está se tornando tão absoleto em sua missão. Estou em dúvida. Existe alguma explicação? Relembrando velhos papéis, em velhas caixas, pra poder dizer pro mundo que eu ao menos tentei compreende-lo. Ou compreende-la.
Queria viver aquele sentimento de sossego novamente. Por uma semana, que fosse.
Cheers!
Hoje estamos bem, amanhã nem sei. Queria voltar a compor, voltar a escrever pelo menos poemas. Este blog mesmo, que é a esperança de reunião da fragmentada mente de uma criança grande, está se tornando tão absoleto em sua missão. Estou em dúvida. Existe alguma explicação? Relembrando velhos papéis, em velhas caixas, pra poder dizer pro mundo que eu ao menos tentei compreende-lo. Ou compreende-la.
Queria viver aquele sentimento de sossego novamente. Por uma semana, que fosse.
Cheers!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Bardos antigos
Sempre idéias diferentes. Uma maré ruim, daí uma tempestade. As coisas voltam a ficar bem. Paciência que vem, paciência que se vai. Me conta uma história, uma balela, e quer que eu acredite. Dizer que está falando a verdade. Irritar-se ao menor sinal de dúvida. Pelo que eu aprendi, isso é sinal de mentira. Nova tempestade. Paciência. Desejo fumar, mas daí seria destruir valores. Mesmo assim, lume aceso, eu não consigo me encaixar na história. E que história...
Prefiro os bardos de antigamente!
Cheers!
Prefiro os bardos de antigamente!
Cheers!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Observações acerca suas tralhas modernas
Verdes pratos, velhas memórias. Aliás memórias serão sempre velhas, não há memória do que há por vir. Sopas amarelas, verdes pratos. Cozinheira holandesa, gosta da culinária local. Aliás quem não gosta?
I send a messagem to my unconscious mind...
Cheers!
I send a messagem to my unconscious mind...
Cheers!
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Cristalino
Eu fico pensando em você. Penso em você. Sempre pensando em você. Nos olhos. Olhos nos olhos. Na aventura. Na fuga. Está em tudo. Penso em você. Misturo tudo. Misturo lembranças. Prefiro pensar em você. Prefiro estar com você. Prefiro você. Quero pensar em você. Quero você. Sempre quero pensar em você. Beijo. Abraço. Afago. Sozinho...
...dá saudade...
Cheers!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
So fragile yet so devious
Talvez ainda por não ter certeza, sem dúvida nenhuma, o velho sentimento de auto obrigação esteja se tornando absoleto. De nada adianta querer o abismo, se ele te engole. O espaço pros devaneios estão raros, o caminho do meio parece ser o único possível. Pães franceses na mesa, leite, café solúvel, inveja das crianças brincando despreocupadamente, um velho que toma conta delas cochilando numa cadeira de balanço perigosamente à beira da rua.
Não noto mais o vermelho, não consigo mais o azul turquesa e o cinza parece que está na moda. O plural de inferno é minha casa. Sensação amarga.
Mudando de ares. Ares. Não sei se amar depende de ser aceito, se pra amar você deve ser aceito. O amor agora é um clube exclusivo. Não se pode mais amar só. Não se pode mais amar. E eu acho que eu não sou da tal "tribo", simplesmente porque, magicamente, não sou aceito. Então bebei-vos. Bebei-vos para esquecer, esquecer que tem vergonha. Vergonha de que amas. Amor que te faz beber. Da fonte.
Cheers!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Água corrente
Tudo vem sendo, intenso, cada dia mais, e quando me deparo com o que passou, logo vem muito mais, sendo, intenso. Assim procuro ir, levado, numa vibração, longo caminho, sempreluz distante que se aproxima.
Estou me tornando, devagar, alguém aqui dentro. Estou me tornando alguém possível, paciente, novo, tão próximo de algo que jamais eu achei poder ser. Meu coração já fala, sem medo, mas a mente ainda me trai um pouco. Dia a dia mais que perfeito, companhia muito mais que perfeita.
Espero ter o tempo ao meu favor. Tanta coisa contra, o tempo tem que ser a favor. Eu mesmo não reconheço mais minhas forças. Nada está tão difícil, como em eras atras. Sempredistante equilíbrio que persigo. Semprepresente vontade de viver um novo amor. Vivendo...
Cheers!
P.S.: Matando a saudade de escrever-te, blog maldito...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Novum Futurum
O último destino da saudade.
A última palavra.
Vejo imagens.
Imagens.
Vejo uma pessoa.
Vejo uma pessoa.
E vejo a mim...
Cheers!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Nova paz
Novas correntes, novas algemas. Um saco plástico amassado no lugar do coração, bombeando ar, bombeando a fumaça. Lume na mão, rodopios. Uma máquina registra os passos, traços, a capacidade de se reaver os velhos hábitos. Máquina insana, me pede poses, closes e me deixa mais triste. A máquina.
Daí eu morri. Não me deram a oportunidade de carregar sequer um pouco de dignidade. Máquina insana, circuitos perfeitos e fora do comum. Meu corpo agora está sendo velado pelos agentes funerários, ninguem no salão. A máquina não me deu sequer a voz de pedir umas flores. Não me deu sequer o suicídio, do espírito, passo em falso pro abismo, um novo batismo, a queda.
Daqui de baixo eu os olho agora. Não tenho paz. Olho por entre a fumaça, engano da mente. Não tenho paz, não tenho um momento de paz. Não tenho mais a minha paz. Aqui em baixo as coisas fervem por dentro, nessa idéia de frio. Aqui em baixo estamos sufocados, acorrentados, algemados. Ainda assim é um conforto. Estou repleto de cinzas, queimando o antigo plano de ter uma vida. Aos poucos a máquina me supõe em seus cálculos. E um fio ainda me liga ao mundo lá de cima.
Não tenho paz. Não tenho paz. Não tenho paz. Não. Tenho.
Paz.
sábado, 2 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Olhos do abismo
Olhar para o abismo. Sentir aquele impulso de se deixar ir. Tramar sozinho a queda. Mas, acima de tudo, saber que o abismo me olha de volta, me impulsiona, também trama. Velho gosto amargo na boca, daquelas sensações de solidão e inquietude que eu sentia.
Volto a ser. Estou voltando a ser. Aviso a vocês que estou voltando a ser. Minha mente está num turbilhão, a cabeça dói, sempreterna transformação. A besta de outrora ruge, gani, pia, agora inexorável dentro de mim. Novos caminhos, algo distante, mas acessível. Caminhos abertos, volto a ser, deixando de ser, transformando-se.
Não sei se o espelho me mostra o que estou ansiando em ver. Talvez não. Volto a ser algo antigo, o que era passado, nalgo que minha memória nem mais recordava. Discórdia, gritos. Gritos não, pandemônio na mente. Eu tenho que concordar comigo mesmo. Refazer minha dualidade vã. Fragmentos.
Fragmentos...
Volto a ser. Estou voltando a ser. Aviso a vocês que estou voltando a ser. Minha mente está num turbilhão, a cabeça dói, sempreterna transformação. A besta de outrora ruge, gani, pia, agora inexorável dentro de mim. Novos caminhos, algo distante, mas acessível. Caminhos abertos, volto a ser, deixando de ser, transformando-se.
Não sei se o espelho me mostra o que estou ansiando em ver. Talvez não. Volto a ser algo antigo, o que era passado, nalgo que minha memória nem mais recordava. Discórdia, gritos. Gritos não, pandemônio na mente. Eu tenho que concordar comigo mesmo. Refazer minha dualidade vã. Fragmentos.
Fragmentos...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
disturbed mind loaded
Eu não aguento mais a beleza. Não suporto mais nada que é belo. Isso faz me lembrar, e lembrar me deixa triste, e a tristeza me faz ficar deprimido.
Não quero ver o que é belo. Dentro de mim eu adoraria o isolamento, dias sem nada, somente comigo mesmo. Impossível. O pior é que há um mundo insano ao meu redor, e ele depende de mim, como uma droga daquelas que eu nunca experimentei. Patife, sou patife!
Acho que vou me mudar. Estou cercado de uma beleza que me lembra o roundabout, e isso não é vida. Deixo sangrar um pouco meus desejos, vertente insana dos meus melhores momentos, mas isso não adianta. A cada esquina eu vejo a beleza, e isso me faz lembrar.
Já estou seco. Sem malícia. Queria voltar a ter o coração de pedra, como diria a Flora, e não mais perseguir o rabo com essa idéia de beleza, mas isso não sai da minha mente. O trabalho distrae, não tem um fone de ouvido pra eu ouvir o rap Zoeira aqui na lan e minha paciência está acabando. Sigo no submundo me destruindo aos poucos.
Não vou procurar a cura! Quero a beleza. A maior dela. Aquela que não me quer mais. Soluço. Choro, engano, sou enganado. Drogas, lícitas. Maioria dos neurônios querem correr. Estou triste. A minha mente está realmente fragmentada e nada me conforta. Nem o próprio conforto.
Realidade...
Não quero ver o que é belo. Dentro de mim eu adoraria o isolamento, dias sem nada, somente comigo mesmo. Impossível. O pior é que há um mundo insano ao meu redor, e ele depende de mim, como uma droga daquelas que eu nunca experimentei. Patife, sou patife!
Acho que vou me mudar. Estou cercado de uma beleza que me lembra o roundabout, e isso não é vida. Deixo sangrar um pouco meus desejos, vertente insana dos meus melhores momentos, mas isso não adianta. A cada esquina eu vejo a beleza, e isso me faz lembrar.
Já estou seco. Sem malícia. Queria voltar a ter o coração de pedra, como diria a Flora, e não mais perseguir o rabo com essa idéia de beleza, mas isso não sai da minha mente. O trabalho distrae, não tem um fone de ouvido pra eu ouvir o rap Zoeira aqui na lan e minha paciência está acabando. Sigo no submundo me destruindo aos poucos.
Não vou procurar a cura! Quero a beleza. A maior dela. Aquela que não me quer mais. Soluço. Choro, engano, sou enganado. Drogas, lícitas. Maioria dos neurônios querem correr. Estou triste. A minha mente está realmente fragmentada e nada me conforta. Nem o próprio conforto.
Realidade...
terça-feira, 7 de junho de 2011
400
Nunca ia imaginar 400 posts. Pra um blog que começou sem pretensões, o Oodioso passou por muita coisa. Um amigo silencioso, uma ferramenta, a máscara perfeita. Assim sempre fomos fiéis um ao outro, ideologicamente ou não, com ou sem conceitos, por percepção ou pela falta dela, o blog se mostrou o companheiro da palavra na minha mente.
A palavra aberta na minha mente...
Cheers!
A palavra aberta na minha mente...
Cheers!
sábado, 28 de maio de 2011
Procurando o caos
Procurando o caos, evidente maneira de expurgar aquele ser de outrora. Arrancar de mim aquele sentido de retidão e disciplina. Perder-se um pouco. Fumar, beber, rodar, respirar outros ares, e fumar novamente. Fumar bastante. E tomara que meu pulmão derreta!
Talvez hoje. Procurar o caos. Provocar o caos displicente e abertamente. Rasgar aquelas páginas amargas do ser de outrora. Sair do caminho, me tornar o errante, pouca atenção aos detalhes... me tornar dois novamente. Bem vinda dualidade!
E deixar na tarde a alma do passado.
Talvez hoje. Procurar o caos. Provocar o caos displicente e abertamente. Rasgar aquelas páginas amargas do ser de outrora. Sair do caminho, me tornar o errante, pouca atenção aos detalhes... me tornar dois novamente. Bem vinda dualidade!
E deixar na tarde a alma do passado.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Saudosismo eufórico
Para onde caminha essa minha mente fragmentada? Não suporto mais ver as fotos, e o cotidiano está me matando com lembranças dela. Sofro por que? Ninguem pergunta, mas eu respondo dentro de mim, justa chance de me abrir e curar as feridas.
Ela me deixou feridas abertas, sangrando palavras, vontades, desejos, e principalmente, um futuro. Sangro e bebo do meu próprio sangue, e ainda acredito que ela ajudaria. Engano. Não conseguiria porque ela mesma não está se ajudando.
Vou tentando me permitir. Ser permissivo. Fumar, beber, esquecer, rotina, rotina, rotina... me perder um pouco nessa merda. Tento ser permissivo, libertino, fumar, fumar, beber, beber, testemunhar, rotina, bebida, rotina, rotina, emprego, rotina, rotina. Não funciona na casa dos meus pais. A mão dela tá impressa na parede do lado da cama...
E isso vai me torturar...
Ela me deixou feridas abertas, sangrando palavras, vontades, desejos, e principalmente, um futuro. Sangro e bebo do meu próprio sangue, e ainda acredito que ela ajudaria. Engano. Não conseguiria porque ela mesma não está se ajudando.
Vou tentando me permitir. Ser permissivo. Fumar, beber, esquecer, rotina, rotina, rotina... me perder um pouco nessa merda. Tento ser permissivo, libertino, fumar, fumar, beber, beber, testemunhar, rotina, bebida, rotina, rotina, emprego, rotina, rotina. Não funciona na casa dos meus pais. A mão dela tá impressa na parede do lado da cama...
E isso vai me torturar...
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Nuvem de esperança
Há uma nuvem de esperança espreitando, sempre espreitando, buscando uma oportunidade. Ainda que somente uma nuvem, essa esperança é como um verão frente ao inverno dos meus últimos dias. Algo que sinto melhorar cada dia, mais certezas que dúvidas. Não me iludo, pois somente nuvem, nada mais que uma sombra do que era minha vida, ela é somente isso. Nuvem.
Cabe a mim ficar atento. Não posso errar dessa vez, com tão pouco ânimo. Preservar somente aquilo que se tornou imortal, e esquecer aquilo que se tornou fatal. Juntar as lembranças e escreve-las no livro, e rumar pra outra página. Assim farei meu amanhã, com os pés no hoje.
Mas por quanto tempo?
Cabe a mim ficar atento. Não posso errar dessa vez, com tão pouco ânimo. Preservar somente aquilo que se tornou imortal, e esquecer aquilo que se tornou fatal. Juntar as lembranças e escreve-las no livro, e rumar pra outra página. Assim farei meu amanhã, com os pés no hoje.
Mas por quanto tempo?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Desabafo
Normalmente eu diria umas palavras de esperança depois de tantas de desespero, mas é impossível, impraticável, agora, neste momento.
O Odioso meio que se tornou o único veículo disposto a me ouvir. Mas ele não fala...
Entendo...
O Odioso meio que se tornou o único veículo disposto a me ouvir. Mas ele não fala...
Entendo...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Antagonistas eternos
Eu digo: na batalha entre a mente e o espírito nenhum dos dois se rende. Novo roundabout implícito naquilo que são idéias somente. Mente se sobressaindo como naquele tempo em que eu não contava o tempo. Espírito inquieto como naquele tempo em que eu jamais tornara a lembrar.
O corpo, velha ferrugem, nobres engrenagens, está soçobrando em seus vícios, como se realmente não reagisse ao mundo exterior. Na verdade o corpo sem mente e espírito suporta tudo, a dor é somente uma criação mentespírito, autopreservação, autopiedade.
O corpo range, sempredorme às temperaturas, e não percebe nada...
O corpo, velha ferrugem, nobres engrenagens, está soçobrando em seus vícios, como se realmente não reagisse ao mundo exterior. Na verdade o corpo sem mente e espírito suporta tudo, a dor é somente uma criação mentespírito, autopreservação, autopiedade.
O corpo range, sempredorme às temperaturas, e não percebe nada...
domingo, 17 de abril de 2011
Pense
Ter a oportunidade de ter uma família.
Leia essa frase. Pense que você não tem uma família. Pense em você sozinho. Sozinho por ser deixado, não por deixá-los. Sozinho não por opção mas por imposição, por uma vontade manifestada.
Agora pense na sua família. Pense no seu futuro. Pense em como vocês poderiam ou são felizes. Pense positivo. Pense no conforto de saber que se tem uma família. E pense na hipótese disso tudo durar sua vida inteira.
Só agora pense na sua casa. Pense no seu futuro novamente. Pense que você mora ali porque ali é SUA casa. E pense na sua família dentro dessa casa. Repito: dentro da SUA casa. Pense que sua casa é perfeita, por mais defeitos ela tenha. Aquelas rachaduras, e o piso, não são imperfeições, são o charme da sua casa. Daí pense numa família feliz dentro desse lugar.
Leia a primeira frase novamente. E mais uma vez. Pense que você tem essa oportunidade, não por já saber ter uma família, mas como se não houvesse uma. Pense nessa oportunidade como a eterna busca de sua vida. Daí acrescente "e uma casa" ao final da primeira frase, antes do ponto. Leia na sua mente a frase como ela ficou com a adição.
Então... de um dia para o outro... ter a oportunidade de ter uma família e uma casa é tirada de você. Subitamente. Por capricho. Por raiva. Desilusão. Por...
até você ter perdido tudo...
Agora não pense em nada.
Leia essa frase. Pense que você não tem uma família. Pense em você sozinho. Sozinho por ser deixado, não por deixá-los. Sozinho não por opção mas por imposição, por uma vontade manifestada.
Agora pense na sua família. Pense no seu futuro. Pense em como vocês poderiam ou são felizes. Pense positivo. Pense no conforto de saber que se tem uma família. E pense na hipótese disso tudo durar sua vida inteira.
Só agora pense na sua casa. Pense no seu futuro novamente. Pense que você mora ali porque ali é SUA casa. E pense na sua família dentro dessa casa. Repito: dentro da SUA casa. Pense que sua casa é perfeita, por mais defeitos ela tenha. Aquelas rachaduras, e o piso, não são imperfeições, são o charme da sua casa. Daí pense numa família feliz dentro desse lugar.
Leia a primeira frase novamente. E mais uma vez. Pense que você tem essa oportunidade, não por já saber ter uma família, mas como se não houvesse uma. Pense nessa oportunidade como a eterna busca de sua vida. Daí acrescente "e uma casa" ao final da primeira frase, antes do ponto. Leia na sua mente a frase como ela ficou com a adição.
Então... de um dia para o outro... ter a oportunidade de ter uma família e uma casa é tirada de você. Subitamente. Por capricho. Por raiva. Desilusão. Por...
até você ter perdido tudo...
Agora não pense em nada.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ódio à ele
Poderíamos dizer que todos ali estavam pouco confortáveis com a sua presença. Com pouco mais de quinze minutos mais da metade dos alunos saíram da sala. Era insuportável a idéia de estudar com tal pessoa, e você sabia disso. E por isso mesmo ficou ali, impassível, anotando tudo o que o tambem relutante professor tentava ensinar.
Cinco minutos mais haviam passado e agora somente uns dez alunos estavam em sala. De lá de fora já ouvíamos os burburinhos, alunos inconformados com sua presença, alguns à beira de chegar às vias de fato. Haviam aqueles que racionalizavam, buscavam uma explicação que não existia, e por isso mesmo geravam tais embates: os que "queriam acreditar que era possível que você estivesse lá" versus os que "simplesmente não toleravam essa idéia".
Mais tempo se passara e você ali, sentado à frente dos remanescentes impacientes pelo fim daquela aula. Uma névoa de fumaça de cigarro entrava pelas frestas das janelas, fumaça cuspida, uma forma de boicotar aquela situação, e de não levá-la adiante. Mesmo assim o professor, procurando ser profissional, tolerou mais alguns minutos de explanação. Ninguém copiava, ou prestava atenção, exceto você. Todos olhavam muito putos pras suas costas, e para mim parecia que a qualquer momento alguém partiria sua cabeça com uma cadeira. Sei lá...
Eu pensava nisso tudo dessa maneira por sentir que isso me confortava, me tornava neutro, quase impossível de percebê-lo ali, e lembrar de você. Eu tentava me manter sóbrio na minhas próprias convicções, com algum esforço para notar a aula, claro, a coisa mais desimportante daquele momento, daquele cenário. Além do mais, você não se importava. Ou pelo menos mostrava isso. E assim eu percebi seu plano: fazer com que eles sentissem somente o que você sentiu na solidão dos rumores. Uma inexplicável solidão dolorosa. Você os deu o esquecimento. Você os esqueceu!
Não há nada pior do que não existir pro pensamento...
Cheers!
Cinco minutos mais haviam passado e agora somente uns dez alunos estavam em sala. De lá de fora já ouvíamos os burburinhos, alunos inconformados com sua presença, alguns à beira de chegar às vias de fato. Haviam aqueles que racionalizavam, buscavam uma explicação que não existia, e por isso mesmo geravam tais embates: os que "queriam acreditar que era possível que você estivesse lá" versus os que "simplesmente não toleravam essa idéia".
Mais tempo se passara e você ali, sentado à frente dos remanescentes impacientes pelo fim daquela aula. Uma névoa de fumaça de cigarro entrava pelas frestas das janelas, fumaça cuspida, uma forma de boicotar aquela situação, e de não levá-la adiante. Mesmo assim o professor, procurando ser profissional, tolerou mais alguns minutos de explanação. Ninguém copiava, ou prestava atenção, exceto você. Todos olhavam muito putos pras suas costas, e para mim parecia que a qualquer momento alguém partiria sua cabeça com uma cadeira. Sei lá...
Eu pensava nisso tudo dessa maneira por sentir que isso me confortava, me tornava neutro, quase impossível de percebê-lo ali, e lembrar de você. Eu tentava me manter sóbrio na minhas próprias convicções, com algum esforço para notar a aula, claro, a coisa mais desimportante daquele momento, daquele cenário. Além do mais, você não se importava. Ou pelo menos mostrava isso. E assim eu percebi seu plano: fazer com que eles sentissem somente o que você sentiu na solidão dos rumores. Uma inexplicável solidão dolorosa. Você os deu o esquecimento. Você os esqueceu!
Não há nada pior do que não existir pro pensamento...
Cheers!
quarta-feira, 16 de março de 2011
Poeira
Por uma nova pergunta, aquela bebida aquecida que descia pela garganta. Vídeos velhos das bicicletas, os mutantes andando em rampas de barro. E muita poeira.
Cheers!
Cheers!
segunda-feira, 14 de março de 2011
Fora do Ar Loaded
Dois meses e quatro dias eu finalmente termino uma capa nova pra blog, depois de mais de ano...
Cheers!
Cheers!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Caminho imaginário
Andando e pela frente tendo flores; atrás o caminho pisado, pés furados por espinhos. Singular tempo adiantando temporais, somente a roupa do corpo, e o vento levanta o pólen dalgumas. Pedras escondidas pelo caminho, tropeços. Novos ventos sopram soluços e mordidas, animais pelo campo. Mal irradiados raios de sol, lume perfeito, saem por meio as sombras das nuvens. Começa a chover...
Molha o caminho.
Cheers!
Molha o caminho.
Cheers!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Roundabout III (ou MMXI)
A prioridade era ser
assim sendo existia a chance de mudar
com a transformação analítica do pensamento
viver se baseou em pensar
Pensar existia na mudança
sendo amálgama turbulenta da razão
transmitindo em vibrações novos seres
dentro e fora de mim.
Longo tempo longe do que seja
ser era tão distante
e a mudança opera mudança
radicalmente fora do projetar
Faltou água na noite passada
ninguém percebeu, só eu
nenhuma diferença para eles
exceto a mim.
Cheers!
assim sendo existia a chance de mudar
com a transformação analítica do pensamento
viver se baseou em pensar
Pensar existia na mudança
sendo amálgama turbulenta da razão
transmitindo em vibrações novos seres
dentro e fora de mim.
Longo tempo longe do que seja
ser era tão distante
e a mudança opera mudança
radicalmente fora do projetar
Faltou água na noite passada
ninguém percebeu, só eu
nenhuma diferença para eles
exceto a mim.
Cheers!
sábado, 13 de novembro de 2010
Apologize
Sou um pai em chamas, um pai que chora pelo filho, na chuva eu me entardeço, e estou com saudade de mim ainda por aqui, pois sozinho é que não estou. Por aqui.
Meu blog anda abandonado. Serve the servants, eu pensaria comigo mesmo, mas daí não seria justo com esse meio que já viu adentro minhas facetas. Pensava que era maior do que simplesmente falar, e vocês lerem, ou dar uma prova que o contrário também ocorre. Sim, dá pra ler vocês daqui, leitores.
Estou mesmo com saudades de escrever. Vez ou outra o mesmo ocorre com as falhas. Outrora fui um pai mais severo, hoje relaxado.
Filho amado, o pai voltou!
Cheers!
Meu blog anda abandonado. Serve the servants, eu pensaria comigo mesmo, mas daí não seria justo com esse meio que já viu adentro minhas facetas. Pensava que era maior do que simplesmente falar, e vocês lerem, ou dar uma prova que o contrário também ocorre. Sim, dá pra ler vocês daqui, leitores.
Estou mesmo com saudades de escrever. Vez ou outra o mesmo ocorre com as falhas. Outrora fui um pai mais severo, hoje relaxado.
Filho amado, o pai voltou!
Cheers!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
T.R.A.M.P.O. S.A.
Aparte a nova era, eu era todo síncrono com a idéia de começar nova rotina. Pensei que ia encontrar um padrão, algo que me deixasse pouco interessado, mas fui surpreendido com uma sempre pulsante (estressante) rotina. É tudo tão volátil, instável, que eu procuro "desmontar a bomba" antes de descobrir como monta-la...
Novos viveres...
Cheers!
Novos viveres...
Cheers!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Algo nada dantes verdadeiro
Destino que reaparece, uma vela do passado que eu não assoprei. Nada dantes irreconhecível, ainda crível e cheio de malícia. Tenho vontade de contos, e dos neologismos, bagana de cigarro de bar amassado no bolso esquerdo, onde guardo o dinheiro.
Destino que é verdade, outro passo pra qualquer lado. Passo ao lado não é um progresso, então não tomemos passos por evolução. Jaz aqui uma incendiosa e lânguida volúpia. Outros tempos, há quem se lamente. Horror na TV, algumas notícias da saudade e velhos novos amigos para sempre.
Ser...
Cheers!
Destino que é verdade, outro passo pra qualquer lado. Passo ao lado não é um progresso, então não tomemos passos por evolução. Jaz aqui uma incendiosa e lânguida volúpia. Outros tempos, há quem se lamente. Horror na TV, algumas notícias da saudade e velhos novos amigos para sempre.
Ser...
Cheers!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Lembrança do teatro
Faz falta a flor que figurava no palco, em meio às poucas árvores com gente dentro. Temo não haver sequer o grito da raposa, pequena atriz, no entremeio da tragédia. O público adora, com seus conceitos e pais cheios de expectativas. Eu mesmo estou velho de tanta tristeza, triste com tanta velhice...
O salto no texto, do texto, para fora da compreensão, quem entendeu não leu, mas quem leu pediu atenção. Então de súbito da coxia vinham sussurros, ouvidos perdidos tentando ouvir. Era um erro, ou uma saliente atitude libertária? Ora só, seus parnasianos duma figa, que só escutam os ecos que suas mentes toscas lhes dizem. Coitada da criança!
Cheers!
O salto no texto, do texto, para fora da compreensão, quem entendeu não leu, mas quem leu pediu atenção. Então de súbito da coxia vinham sussurros, ouvidos perdidos tentando ouvir. Era um erro, ou uma saliente atitude libertária? Ora só, seus parnasianos duma figa, que só escutam os ecos que suas mentes toscas lhes dizem. Coitada da criança!
Cheers!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Solari ainda pulsa
Sempre que eu podia mostrava um pouco do material de Solari. Ando um pouco ocupado pro blog, mas Solari pulsa a cada dia. Guerras, poderes, novos personagens e a incrível nova concepção de magia. É tanta coisa nova...
Pena que meus leitores debandaram. Infelizmente!
Cheers!
Pena que meus leitores debandaram. Infelizmente!
Cheers!
sábado, 20 de março de 2010
Força Poética
Eu vim do vácuo, e sempredistante hora em que nasço sem fazer barulho, partida equidistante à sua chegada, luz que alumia a vida cadente...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
By: Escudeiro...
Olá de novo caros mortais! Estou aqui em missão de falar sobre meu projeto, o meu projeto de Black Metal. Como funcionará? Este meu projeto, é focado em duas bandas: Mayhem e Dimmu Borgir. Estou pensando numa banda formada por mim (na qual tocarei bateria, cantarei e tocarei teclado) e outro indivídio (que tocará guitarra e baixo). Nesse projeto, pretendo gravar uma demo com 6 músicas: duas com a raíz mais crua (Mayhem), que falará sobre o movimento de Black Metal na Noruega, e o Inner Circle. Depois, as duas músicas de raíz mais sinfônica (Dimmu Borgir) que falará da Mitologia Pagã, e seus Deuses (tais como: Odin e Thor). E depois, dois covers das respectivas bandas: Mayhem (The Freezing Moon) e Dimmu Borgir ( The Insight And The Catharsis, na qual pegarei a bateria eletrônica, pois fica difícil ainda pra mim).
Para os interessados no meu projeto, que queiram falar comigo:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=16955145184215495020&rl=t
http://twitter.com/pedrovalls
www.formspring.me/pedrovalls
Cheers!
Para os interessados no meu projeto, que queiram falar comigo:
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Cheers!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
DesNovas
Eu ouso dizer que estamos todos num ritmo alucinante, como se estrelas fossem frutas em galhos baixos, e pudéssemos correr à velocidade da luz. Respiro, continuo, minha mente uma hora mais cansada. Eu ouso dizer que somos o melhor momento de nossas vidas, e o presente é a apoteose magnífica da peça mal escrita do rumo malamado por nossas opiniões pessoais. Se não existe futuro, o possível não existirá, e passado é somente um aglomerado de circunstâncias e acasos. Já não sei no que acreditar...
Sinto falta, nessa corrida galáctica, dos pomares, dos bolevares, das trancinhas, sobrinhas e amigos carniceiros... dá pra dizer que os amo.
Cheers!
Sinto falta, nessa corrida galáctica, dos pomares, dos bolevares, das trancinhas, sobrinhas e amigos carniceiros... dá pra dizer que os amo.
Cheers!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Idílio
Mais um ano se acaba, mais um ano começa! Adeus 2009, olá 2010! é tão bom quando termina algum ano, pois, assim lembramos daquilo de bom que fizemos e de tudo que lutamos, e lembramos que agora podemos comemorar descansando! O bom disso, é que nós já fazemos planos para o ano que virá, e entraremos prontos. Meu nome é Dead, e hoje vou escrever este post, por causa da ausência de Yabukishin, mas garanto que farei um bom trabalho. Para eu que sou estudante, o meu ano de 2009 foi marcado por estudos, e preocupação com formatura de 8ª série. Para os adultos, a sua preocupação foi de trabalhar e ganhar seu sustento e ser feliz com sua família. Mas agora, é momento de esquecer o que passou, o que aconteceu, e pensar no que vai acontecer, que é o mais importante! Natal, Ano novo, são festas bem felizes que reúnem a família, pra comemorar a vinda do ano que vem, e celembrações católicas. Essa será a última postagem de o Odioso Yabukishin, mas não se preocupem, ano que vem, continuaremos a postar, eu (Dead) e Yabukishin. Um feliz 2010 para todos, saúde, paz e prosperidade.
Cheers!
Cheers!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Vivo
Os ventos me levam cada dia mais longe, mas ainda há aquela nuvem cinza que insiste em trazer o passado à tona. Não posso deixar de viver. Ao seu toque eu me sinto vivo...
Contando os dias para salvar-nos!
Cheers!
Contando os dias para salvar-nos!
Cheers!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Há uma Lua nos teus espelhos
O estímulo querido, a sempre equidistante forma de se aproximar, talvez uma leva de outros olhares, o significado dos sentidos; és uma mistura de fino retrato com felizes destinos. O caminho é tão cinza, e me lamento, fatídico enfado dos outros que não compreendem que, alhures, é que nos danamos. A perfeita sinestesia, longos caminhos elementais, nos sentidos sempre acesos, nos corpos sempre alertas. Ah, os sentidos, todos borrados, compassos complexos que enganam, perceba, não deixam a razão assumir o controle.
Havia dentro de mim a poeira. A longe imagem de um fruto apodrecido, dos mais alvos e finos galhos, sob a qualquer luminância do sol. Ao meio dia de minha vida, eu penso, eu era agora a pouco uma videira. Eu penso, eu penso. Sempre calada mudança, sempre matreira chance de se transformar. E vi a receita da mudança em olhos de lua, que como toda a lua, tem seu lado escuro.
Eu ainda não conheço seu lado escuro, respiro quente vapor das noites, inebriante cheiro, ah mas que engano, inebriantes cheiros, há mais de um! O célere desejo de possuir a mim mesmo, então eu acho o espelho tão atraente. Olho no espelho de sua alma, novamente, o encanto recai. Conseguir resistir, é forçoso! Se respondem a mim, alegria que me toma conta. Saldo salgado pela vitória inconteste, só há o pulso, e mãos, e cheiros, e olhos, e boca, e gosto, e toque e...
há algo privando minha razão de controlar meu corpo!
Cheers!
Havia dentro de mim a poeira. A longe imagem de um fruto apodrecido, dos mais alvos e finos galhos, sob a qualquer luminância do sol. Ao meio dia de minha vida, eu penso, eu era agora a pouco uma videira. Eu penso, eu penso. Sempre calada mudança, sempre matreira chance de se transformar. E vi a receita da mudança em olhos de lua, que como toda a lua, tem seu lado escuro.
Eu ainda não conheço seu lado escuro, respiro quente vapor das noites, inebriante cheiro, ah mas que engano, inebriantes cheiros, há mais de um! O célere desejo de possuir a mim mesmo, então eu acho o espelho tão atraente. Olho no espelho de sua alma, novamente, o encanto recai. Conseguir resistir, é forçoso! Se respondem a mim, alegria que me toma conta. Saldo salgado pela vitória inconteste, só há o pulso, e mãos, e cheiros, e olhos, e boca, e gosto, e toque e...
há algo privando minha razão de controlar meu corpo!
Cheers!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A recíproca dantes verdadeira
No fundo dos olhos dela, a sombria raiva. No fundo da minha alma, alguma dor inacabada, irrecíproca. Eu faço sacrifícios, e de mim eu conheço a força, mas e da alma dela...
Cheers!
Cheers!
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