"Ela passou pelo jardim carregada pelos nefrins, e sorria para os bichos, claramente radiante naquele dia. Desceu as escadas pelas arcadas de Sem e deitou-se à sombra das árvores dO Grande Andaime. Vestia o grande vestido que Autum havia lhe presenteado, e estava úmida por isso, pois o vestido era feito das pétalas da callana do próprio Jardim de Autum.
Gorne e os pássaros cantavam a Lírica de Emom, todos regidos pelo próprio Autum, que estava brilhantemente vestido de raízes e galhos, e musgo. A música era alegre e propagava a felicidade em todos aqueles que a ouviam. E naquele momento pareceu a ela que todos estavam sublimes e esperançosos.
Mas, longe dali, desenrolava-se o destino dAs Cordas. Lumum e Astais pregavam a guerra, e tentavam criar o ódio dentro dos homens e anões primordiais. Diziam que eles deveriam fazer parte da grande festa que Ela produzia durante Seu sono e desfrutava durante Seu despertar.
Martim, como sempre desconfiado de Lumum e Astais, não creu naquelas palavras, e levou consigo alguns dos seus, e mais tarde convenceu alguns anões. Eles migraram para longe das Cadeiras de Lumum e Astais, sempre procurando a grama verdejante, e a proteção dos Celestiais de Autum e de sua Lírica.
Foi assim que Martim chegou em Tunar da terra. No lugar onde eles descansaram para sempre será visto e sentido o Emblema dos Celestiais e a Lírica.
emmtermish azukka toisascas Glomm ev Gorne".
Bom, aí está o fruto do meu último sonho com Solari. A esperança de que esse sonho explique a origem da tormenta de idéias que esse projeto vem se tornando é muito grande. Espero que isso ajude daqui a diante.
quarta-feira, 12 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
Modus Operandi
Um dia normal de fome incomum por motivos juvenis. Parei pra ler o jornal, como sempre, e assobiava umas cançõezinhas de quando eu era um pequeno bastardo. Mesmo tendo a frente todo aquele informe institucionalizado do que se passou no mundo dia anterior, eu só conseguia pensar no futebol das tardes, de contar vantagem pendurado numa mangueira, das gentilezas na escola. Opa, e foi nas gentilezas na escola que eu fiquei um bom tempo entretido.
Há um bom motivo pra uma criança ser gentil, principalmente quando é tão hiperativa quanto eu fui na minha juventude. E o motivo é que simplesmente é muito difícil obter atenção das pessoas quando se é antipático a elas...
Quinze minutos pensando no passado me fez lembrar de alguns compromissos. Decerto escrever um novo post nesse blog era um deles. Mas não foi assim a história do "como esse post nasceu" que me motivou a fazê-lo. Na verdade a razão é um guia duvidoso, mas que vence QUALQUER sentimento...
Quando eu me preparava pra vir na lan, e como de costume, pagar dois reais na promoção de um real a hora, eu não conseguia reparar o dano que é fuçar no passado aparentemente feliz de minha infância, principalmente aquelas coisas as quais eu tenho tanta saudade. Então, pra promover mais uma vez aquilo o que este blog se propõe, eu criptografei meus sentimentos, estudei a forma mais mundana de escreve-los e, tcharaaaam, aqui estão eles...
Assim funciona esse blog.
Cheers!
Há um bom motivo pra uma criança ser gentil, principalmente quando é tão hiperativa quanto eu fui na minha juventude. E o motivo é que simplesmente é muito difícil obter atenção das pessoas quando se é antipático a elas...
Quinze minutos pensando no passado me fez lembrar de alguns compromissos. Decerto escrever um novo post nesse blog era um deles. Mas não foi assim a história do "como esse post nasceu" que me motivou a fazê-lo. Na verdade a razão é um guia duvidoso, mas que vence QUALQUER sentimento...
Quando eu me preparava pra vir na lan, e como de costume, pagar dois reais na promoção de um real a hora, eu não conseguia reparar o dano que é fuçar no passado aparentemente feliz de minha infância, principalmente aquelas coisas as quais eu tenho tanta saudade. Então, pra promover mais uma vez aquilo o que este blog se propõe, eu criptografei meus sentimentos, estudei a forma mais mundana de escreve-los e, tcharaaaam, aqui estão eles...
Assim funciona esse blog.
Cheers!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Permonnita Agluos
"No ritmo hipnótico, vamu lá, um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois um-dois..."
Achei um fiozinho desenrolado no chão e decidi que ia segui-lo, para achar a bobina. Era azul. E nas minhas mãos a sujeira de sempre, e isso fazia grande diferença. E eu fedia a algum tempo, e isso incomodava. Precisava urgente de um banho. Mas mais urgente era a bobina.
Fui caminhando e descobri que meus olhos brilhavam de curiosidade, ao ver que o fiozinho terminava nos pés dela. Eu me perguntava - isso foi causado? - e ao mesmo tempo eu sorria, pois era a minha vontade.
Na verdade nunca houve o fiozinho. Ele é parte de uma alegoria muito grande que foi criada pra dizer pro mundo que eu estou amando desencontros, os abraços, as noites e o cheiro dela. O fiozinho são tantas coisas, tanta gente. E ele é azul porque não haveria de ser de outra cor. E o mais importante é que ele não estava ligado a uma bobina. Rs, era um fiozinho independente.
Adoro, contudo, o cheiro dela. Os lábios dela, cerrados. Os braços cruzados, enquanto ela diz que está cansada. Eu noto que pára de ventar lá fora, e o quarto se torna úmido lá dentro. Isso a incomoda. Os batimentos aceleram, e ela me apaixona contando as histórias dela. E eu ouço, sem dizer quase nada. Não quero interrompê-la.
Acaba a história, ela fecha bem devagar os olhos, e respira pesadamente. Acomoda a cabeça, mas eu percebo que ela está cheia de pensamentos. Eu tento acalmar a alma dela. Ela me nega algumas vezes, mas são tentativas vãs. Um abraço, dois, mais um, e um quarto abraço. Ela não se rende. Eu não me rendo. Então eu mergulho em pensamentos. Por um breve momento eu não sinto o corpo dela. Eu sou uma máquina, e às vezes eu sou um ser humano. Aí ela resolve ir embora pra casa.
Começa a chover, então ela me olha sorrindo, apostando na minha alegria. Naquela hora eu faço de tudo pra que a chuva continue, e que eu possa senti-la dormir mais uma vez. A chuva foi um ganho de tempo precioso. Logo ela percebe que não era uma chuva, mas um pedido meu. Se esquiva outra vez, e mais uma, e me deixa louco com umas palavrinhas. Nessa hora eu sei que o coração dela estava vacilante. A respiração mudou, e o corpo evitava-me.
Final da noite, ela vai embora. Continuo a sentir o cheiro dela no ar. Consigo sentir o tremor de minhas batidas ao vê-la indo, naquele corredor escuro e úmido. E eu volto pra casa, falando sozinho. Amanhã será mais um bom dia. E talvez uma noite maravilhosa.
Cheers!
Achei um fiozinho desenrolado no chão e decidi que ia segui-lo, para achar a bobina. Era azul. E nas minhas mãos a sujeira de sempre, e isso fazia grande diferença. E eu fedia a algum tempo, e isso incomodava. Precisava urgente de um banho. Mas mais urgente era a bobina.
Fui caminhando e descobri que meus olhos brilhavam de curiosidade, ao ver que o fiozinho terminava nos pés dela. Eu me perguntava - isso foi causado? - e ao mesmo tempo eu sorria, pois era a minha vontade.
Na verdade nunca houve o fiozinho. Ele é parte de uma alegoria muito grande que foi criada pra dizer pro mundo que eu estou amando desencontros, os abraços, as noites e o cheiro dela. O fiozinho são tantas coisas, tanta gente. E ele é azul porque não haveria de ser de outra cor. E o mais importante é que ele não estava ligado a uma bobina. Rs, era um fiozinho independente.
Adoro, contudo, o cheiro dela. Os lábios dela, cerrados. Os braços cruzados, enquanto ela diz que está cansada. Eu noto que pára de ventar lá fora, e o quarto se torna úmido lá dentro. Isso a incomoda. Os batimentos aceleram, e ela me apaixona contando as histórias dela. E eu ouço, sem dizer quase nada. Não quero interrompê-la.
Acaba a história, ela fecha bem devagar os olhos, e respira pesadamente. Acomoda a cabeça, mas eu percebo que ela está cheia de pensamentos. Eu tento acalmar a alma dela. Ela me nega algumas vezes, mas são tentativas vãs. Um abraço, dois, mais um, e um quarto abraço. Ela não se rende. Eu não me rendo. Então eu mergulho em pensamentos. Por um breve momento eu não sinto o corpo dela. Eu sou uma máquina, e às vezes eu sou um ser humano. Aí ela resolve ir embora pra casa.
Começa a chover, então ela me olha sorrindo, apostando na minha alegria. Naquela hora eu faço de tudo pra que a chuva continue, e que eu possa senti-la dormir mais uma vez. A chuva foi um ganho de tempo precioso. Logo ela percebe que não era uma chuva, mas um pedido meu. Se esquiva outra vez, e mais uma, e me deixa louco com umas palavrinhas. Nessa hora eu sei que o coração dela estava vacilante. A respiração mudou, e o corpo evitava-me.
Final da noite, ela vai embora. Continuo a sentir o cheiro dela no ar. Consigo sentir o tremor de minhas batidas ao vê-la indo, naquele corredor escuro e úmido. E eu volto pra casa, falando sozinho. Amanhã será mais um bom dia. E talvez uma noite maravilhosa.
Cheers!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Las OttunaC
Ontem eu vi o sol nascer. Amargo na garganta inflamada, centenas de números na cabeça, vontade de voltar pra cama, mas somente um desejo: sabê-la curada.
Estou tão aflito. Ela está doente, e mistura-se às minhas aflições nem saber do que ela sofre, e ao mesmo tempo ter certeza de que é fatal. Não falo por ela, mas por ela também. E assim eu me preocupo, eu choro, eu rezo, eu rogo. As minhas forças são pra evitar meus danos internos, e ao meu coração, o tal dividido que sempre está pedindo socorro. E pediu.
A Laura veio em socorro. E pude, por uma hora e quarenta e três minutos, esquecer que era triste que eu estava, e pude lembrar que a esperança é meu cajado desde tempos imemoriáveis. A Laura trouxe de volta meu sorriso, que foi melhor que o franzir da testa, a sensação de apatia. Eu gostaria de viver dias mais leves, mas por enquanto eu não posso.
Meu amor está doente. Que frase mais dúbia, tratando-se de amor. Meu amor está sempre esperando uma cura, como se quisesse continuar vivendo.
Além disso, não me sinto mais sozinho...
Estou tão aflito. Ela está doente, e mistura-se às minhas aflições nem saber do que ela sofre, e ao mesmo tempo ter certeza de que é fatal. Não falo por ela, mas por ela também. E assim eu me preocupo, eu choro, eu rezo, eu rogo. As minhas forças são pra evitar meus danos internos, e ao meu coração, o tal dividido que sempre está pedindo socorro. E pediu.
A Laura veio em socorro. E pude, por uma hora e quarenta e três minutos, esquecer que era triste que eu estava, e pude lembrar que a esperança é meu cajado desde tempos imemoriáveis. A Laura trouxe de volta meu sorriso, que foi melhor que o franzir da testa, a sensação de apatia. Eu gostaria de viver dias mais leves, mas por enquanto eu não posso.
Meu amor está doente. Que frase mais dúbia, tratando-se de amor. Meu amor está sempre esperando uma cura, como se quisesse continuar vivendo.
Além disso, não me sinto mais sozinho...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Polemnáculo AsTrac
Eu ouço cada respirar dela. E quando ela sorri, o tempo pára por uns instantes, e um pouco menos dolorosa é a vida. Ela distrai-se e eu a observo, linda. Estamos realmente muito próximos, vivemos próximos e muito unidos.
Penso nela todos os dias. Me dá saudade de ver como ela fica ruborizada quando eu falo as verdades caras e inegáveis. E eu faço isso dum jeito que eu sei, é inesquecível. Estou aos poucos invadindo corredores no coração dela. Ela aos poucos habita minha mente, meu coração. "Está quente aqui dentro"...
Ela é um pássaro. Eu sei disso. Eu ainda sou um lobo, mas isso não nos afasta, não é de forma alguma um mundo diferente. O Lobo pode amar o Pássaro. Ela me quer, e eu a quero. Isso é o necessário, ninguém tem dúvidas disso.
Cheers!
Penso nela todos os dias. Me dá saudade de ver como ela fica ruborizada quando eu falo as verdades caras e inegáveis. E eu faço isso dum jeito que eu sei, é inesquecível. Estou aos poucos invadindo corredores no coração dela. Ela aos poucos habita minha mente, meu coração. "Está quente aqui dentro"...
Ela é um pássaro. Eu sei disso. Eu ainda sou um lobo, mas isso não nos afasta, não é de forma alguma um mundo diferente. O Lobo pode amar o Pássaro. Ela me quer, e eu a quero. Isso é o necessário, ninguém tem dúvidas disso.
Cheers!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Ermo
Eu senti saudade de ti quando tu estavas aqui, e principalmente porque estavas me abraçando. Eu queria poder lembrar do teu sorriso da mesma forma como me lembro da tua mão sobre a minha. Nos dias mais sombrios, quando mais que a chuva nos aproximava, e nos socorríamos com apelos, e palavras muito desmedidas. Sorríamos, observando o quanto éramos felizes, ainda que sozinhos. Eu tinha você na memória. E agora você está aqui, comigo.
O justo dia era hoje, então ontem não deveria mais ser citado. Você me fazia ver dentro dos teus olhos a certeza do que dizia. Sabia que a dúvida gera resposta, mas que resposta gera mais dúvida? Assim sendo, era para mim também. E eu tentei te responder a tudo. Como eu poderia ser capaz de não notar que teu esforço era a minha vontade? E que ainda que nós nos estudássemos por dias, e que versássemos por semanas, e nos encontrássemos a anos, sempre nos pareceria sermos estranhos amados.
Eu levava sua bolsa, e portava um cordão teu. Você carregava na mente as palavras do último encontro, afim de perguntar aquilo que não havia compreendido. E nos sentamos próximos, à vista de todos, permitindo nos espreguiçar e relaxar. Dissemos o de sempre, nos olhamos severamente, tocamo-nos por entre verdades amargas. E naquele dia eu também fui feliz. Mas nada poderia ser melhor do que a chuva que ameaçava cair. Perdi a noção do tempo, pois é assim que ficamos quando queremos prolongar um momento como aquele. Eu me desculpei pela chuva, mas saiba que naquela hora eu não pude evitar. Havia de ser, como muita coisa que eu não evito mais.
Você era mais tarde, sempre que me ouvia. E se eu sei que você me entende, não precisaria explicar. Eu devia explicações? Então devias-me sorrisos e um agradecimento. Tu olhava atenta aos meus lábios, como se quisesse adivinhar o que eu queria dizer. Mas você não estava sozinha, porque eu estava intimamente inspirado a não perder teus olhares, para que sonhar com isso mais tarde eu pudesse, e lembrar do teu rosto com sorriso eu lembrasse, para que amar tua doação eu invejasse. E isso é divertido.
Você é. Você está hoje. E procurarei sempre que sejas amanhã, e depois. Ainda que dentro de mim, ainda que nos arredores do que eu chamo "felicidade". Não vou pedir "não tenha dúvidas"; vou te pedir, sim, é que tenha respostas.
Um beijo não silencia a noite. Te amo, como a mim mesmo.
O justo dia era hoje, então ontem não deveria mais ser citado. Você me fazia ver dentro dos teus olhos a certeza do que dizia. Sabia que a dúvida gera resposta, mas que resposta gera mais dúvida? Assim sendo, era para mim também. E eu tentei te responder a tudo. Como eu poderia ser capaz de não notar que teu esforço era a minha vontade? E que ainda que nós nos estudássemos por dias, e que versássemos por semanas, e nos encontrássemos a anos, sempre nos pareceria sermos estranhos amados.
Eu levava sua bolsa, e portava um cordão teu. Você carregava na mente as palavras do último encontro, afim de perguntar aquilo que não havia compreendido. E nos sentamos próximos, à vista de todos, permitindo nos espreguiçar e relaxar. Dissemos o de sempre, nos olhamos severamente, tocamo-nos por entre verdades amargas. E naquele dia eu também fui feliz. Mas nada poderia ser melhor do que a chuva que ameaçava cair. Perdi a noção do tempo, pois é assim que ficamos quando queremos prolongar um momento como aquele. Eu me desculpei pela chuva, mas saiba que naquela hora eu não pude evitar. Havia de ser, como muita coisa que eu não evito mais.
Você era mais tarde, sempre que me ouvia. E se eu sei que você me entende, não precisaria explicar. Eu devia explicações? Então devias-me sorrisos e um agradecimento. Tu olhava atenta aos meus lábios, como se quisesse adivinhar o que eu queria dizer. Mas você não estava sozinha, porque eu estava intimamente inspirado a não perder teus olhares, para que sonhar com isso mais tarde eu pudesse, e lembrar do teu rosto com sorriso eu lembrasse, para que amar tua doação eu invejasse. E isso é divertido.
Você é. Você está hoje. E procurarei sempre que sejas amanhã, e depois. Ainda que dentro de mim, ainda que nos arredores do que eu chamo "felicidade". Não vou pedir "não tenha dúvidas"; vou te pedir, sim, é que tenha respostas.
Um beijo não silencia a noite. Te amo, como a mim mesmo.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Dezia e a flor de lótus
O ano começou bem devagar. Demorava muito pros dias passarem. Não de todo entediante, mas era numa velocidade tão lenta que não tinha como não lembrar que estávamos de férias. E isso me deu a impressão que eu tinha todo o tempo do mundo.
Naquele dia, eu estava particularmente um pouco fora de mim, estava estimulado a refletir somente. Não estava afim de ver amigos, de conversa. Pensava muito no futuro, no próximo passo, nas pessoas que sumiram e até nesse blog empoeirado.
Então eu a conheci. E naquele dia foi rápido. Uma apresentação rápida, um cumprimento e goles de vinho. Era festa em homenagem ao deus Baco. E era dia de reunir amigos.
Mas não foi naquele dia exatamente que a conheci. Foi dias depois. Encontramo-nos a noite, todos os amigos, e, à medida em que todos foram indo embora, fomos ficando. E naquele dia eu conheci uma mulher surpreendente, de mistérios, de verdades, de verdade e muito faceira. Pelo menos para mim.
Nos dias seguintes nos falamos também. E nos aproximamos. E nos afastamos. Descobri, todos os dias, um pouco, um pedaço dela, uma história incrível, deliciosa, emotiva, guerreira e muito aberta. Eu ia para casa sorrindo, com o coração preenchido, deveras feliz. E eu tinha certeza que estava conhecendo alguém dessas pessoas que mudam para sempre a vida da gente.
Dezia, a sensação de peça faltando no meu quebra-cabeça está menor desde que te conheci, e conheci tua história. Você é uma amiga marcante, inspiradora, carinhosa e divertidíssima. Quero ser para sempre o quanto durar nossa amizade. Quero que sejamos, para sempre, amigos.
Te adoro!!!!
Cheers!
Naquele dia, eu estava particularmente um pouco fora de mim, estava estimulado a refletir somente. Não estava afim de ver amigos, de conversa. Pensava muito no futuro, no próximo passo, nas pessoas que sumiram e até nesse blog empoeirado.
Então eu a conheci. E naquele dia foi rápido. Uma apresentação rápida, um cumprimento e goles de vinho. Era festa em homenagem ao deus Baco. E era dia de reunir amigos.
Mas não foi naquele dia exatamente que a conheci. Foi dias depois. Encontramo-nos a noite, todos os amigos, e, à medida em que todos foram indo embora, fomos ficando. E naquele dia eu conheci uma mulher surpreendente, de mistérios, de verdades, de verdade e muito faceira. Pelo menos para mim.
Nos dias seguintes nos falamos também. E nos aproximamos. E nos afastamos. Descobri, todos os dias, um pouco, um pedaço dela, uma história incrível, deliciosa, emotiva, guerreira e muito aberta. Eu ia para casa sorrindo, com o coração preenchido, deveras feliz. E eu tinha certeza que estava conhecendo alguém dessas pessoas que mudam para sempre a vida da gente.
Dezia, a sensação de peça faltando no meu quebra-cabeça está menor desde que te conheci, e conheci tua história. Você é uma amiga marcante, inspiradora, carinhosa e divertidíssima. Quero ser para sempre o quanto durar nossa amizade. Quero que sejamos, para sempre, amigos.
Te adoro!!!!
Cheers!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Vores it tram pali
Quando eu encontrei esses textos, me impressionei com a conteporaneidade deles, a leveza como eles foram escritos...
"Turac obus av seni.", dizia uma determinada passagem. Isso significa que o autor teve a preocupação de ser direto. Em outra passagem ele faz a recomendação "em pisos avranítolo caV cetos ura eveiaLiotih sonos". Ainda que um pouco diferente, numa linguagem mais rebuscada, ele atenta ao tradutor de onde provinha a língua que ele tentou reproduzir.
"Tram aioteolo, absos luc etrai lovacaiciqento, (av nana) bédis sunaT aprécsis tam.", uma frase realmente fora do comum, para a época em que foi escrita.
Talvez eu não esteja levando meus estudos a sério, pela relativa dificuldade que estou encontrando em traduzir tudo isso, mas devo lembrar-me, ao dia, que mesmo na velocidade em que estou executando isso, eu não poderia fazer nada na pressa para que nada saia errado.
Agora, falando de assuntos mundanos, meu próximo post deverá ser um pouco auto-biográfico.
Cheers!
"Turac obus av seni.", dizia uma determinada passagem. Isso significa que o autor teve a preocupação de ser direto. Em outra passagem ele faz a recomendação "em pisos avranítolo caV cetos ura eveiaLiotih sonos". Ainda que um pouco diferente, numa linguagem mais rebuscada, ele atenta ao tradutor de onde provinha a língua que ele tentou reproduzir.
"Tram aioteolo, absos luc etrai lovacaiciqento, (av nana) bédis sunaT aprécsis tam.", uma frase realmente fora do comum, para a época em que foi escrita.
Talvez eu não esteja levando meus estudos a sério, pela relativa dificuldade que estou encontrando em traduzir tudo isso, mas devo lembrar-me, ao dia, que mesmo na velocidade em que estou executando isso, eu não poderia fazer nada na pressa para que nada saia errado.
Agora, falando de assuntos mundanos, meu próximo post deverá ser um pouco auto-biográfico.
Cheers!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Ublud ac dona
Ah, eu acho que eu precisava de um óculos.
Primeiro post do ano 2008. Chances renovadas, outras odisséias, novas conquistas. Quase nada é novo, só reeditado. Assim eu continuo indo dessa pra melhor.
Começo de ano conturbado e desanimado. Salvo algumas agruras e inexperiências juvenis de outrem, além das minhas expectativas, e dos meus planos, rs. Isso me deixa imbuido de fazer o que eu sempre faço: dar uma ajuda. Necessária, mas já dada.
E que estejamos todos felizes. Aparentemente.
Cheers!
"Brontanesquiento, usubad oC nu átenus. Tosos esquioles tram boa denecarT, av seni ioD, av un atac. Agro saidi Lem umba vernocaiento, huóris sommundas et sec, tram aduvA tonocácelo' embiocatica, nerve, av solame.
Em tono, sesti Brula enneomácia agru'onomo, u onomo ganaga hrór estilávika. Brula av zaar empelo sataC or obul em sonos sras leocinquiento. Ábadon ut la broaD'oc se, nem broaD'oc ezi, sart broaD'oc ocnus. BroaDInoc asta erevo.
Monico aluve taras."
Em tono, sesti Brula enneomácia agru'onomo, u onomo ganaga hrór estilávika. Brula av zaar empelo sataC or obul em sonos sras leocinquiento. Ábadon ut la broaD'oc se, nem broaD'oc ezi, sart broaD'oc ocnus. BroaDInoc asta erevo.
Monico aluve taras."
Primeiro post do ano 2008. Chances renovadas, outras odisséias, novas conquistas. Quase nada é novo, só reeditado. Assim eu continuo indo dessa pra melhor.
Começo de ano conturbado e desanimado. Salvo algumas agruras e inexperiências juvenis de outrem, além das minhas expectativas, e dos meus planos, rs. Isso me deixa imbuido de fazer o que eu sempre faço: dar uma ajuda. Necessária, mas já dada.
E que estejamos todos felizes. Aparentemente.
Cheers!
sábado, 29 de dezembro de 2007
Nox av SoroS
"Por pouco eu não cometi um infanticídio..."
Ainda estou passando dessa pra melhor. A cada dia nesse final de ano eu consigo ajustar correctamente a minha vida. Muita disposição a abandonar velhos hábitos, velhos vícios, idéias antigas e mau resolvidas. Pouca disposição pra continuar a desistência. Renovando a expectativa intríssica de outrora.
Não, eu não acredito numa redenção, numa esperança; estou somente agredindo um pouco as minhas regras. Estou equivalendo as minhas medidas com um pouco da releitura do passado.
Não, eu não acredito que isso tudo se deva ao fato de ser final de ano e outras baboseiras. Eu somente acredito que está tudo melhorando. Apagar o antigo, dar um reload no que deu certo, ajustar aquilo que nos dá vontade de sorrir ou de se orgulhar e escrever novas linhas na vida.
Isso é, na verdade, uma evolução!
Ainda estou passando dessa pra melhor. A cada dia nesse final de ano eu consigo ajustar correctamente a minha vida. Muita disposição a abandonar velhos hábitos, velhos vícios, idéias antigas e mau resolvidas. Pouca disposição pra continuar a desistência. Renovando a expectativa intríssica de outrora.
Não, eu não acredito numa redenção, numa esperança; estou somente agredindo um pouco as minhas regras. Estou equivalendo as minhas medidas com um pouco da releitura do passado.
Não, eu não acredito que isso tudo se deva ao fato de ser final de ano e outras baboseiras. Eu somente acredito que está tudo melhorando. Apagar o antigo, dar um reload no que deu certo, ajustar aquilo que nos dá vontade de sorrir ou de se orgulhar e escrever novas linhas na vida.
Isso é, na verdade, uma evolução!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Nox Suvsávaro
"Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas"
Tempo Perdido - Legião Urbana
Novos momentos. Antigos aliados de mãos dadas, novamente. Infelizmente não estão a favor, e eu estou contra. Ou será que eu estou a favor e eles contra. Ah, sei lá...
Dizer adeus é muito caro. Rouba um pedaço gigante da alma. Não é uma opção, as vezes, pra quem nunca pensa no que diz, mas é a única que eu consegui. E ao contrário eu pensei muito no que eu já disse...
Um dia o sol nascia e eu nem havia fechado os olhos pra dormir. Madruguei pensamentos, mediquei algumas esperanças morríveis, pesei té os sonhos. Não foi bom, mas foi razoável. Mesmo sabendo que eu perdi, que a muito tempo eu já havia perdido. Estou colhendo o contrário do que plantei. Sinto que é assim que acontece com os Grandes. Nunca se colhe aquilo exato que se plantou...
Velhos canalhas ainda se dão bem. Guerras inúteis são muito lucrativas. Palavras desmedidas ainda são alternativa. Ignorantes são mais livres que os sabidos. Esse mundo está errado! Está tudo errado!
Mudar!
Mas deixe as luzes
Acesas"
Tempo Perdido - Legião Urbana
Novos momentos. Antigos aliados de mãos dadas, novamente. Infelizmente não estão a favor, e eu estou contra. Ou será que eu estou a favor e eles contra. Ah, sei lá...
Dizer adeus é muito caro. Rouba um pedaço gigante da alma. Não é uma opção, as vezes, pra quem nunca pensa no que diz, mas é a única que eu consegui. E ao contrário eu pensei muito no que eu já disse...
Um dia o sol nascia e eu nem havia fechado os olhos pra dormir. Madruguei pensamentos, mediquei algumas esperanças morríveis, pesei té os sonhos. Não foi bom, mas foi razoável. Mesmo sabendo que eu perdi, que a muito tempo eu já havia perdido. Estou colhendo o contrário do que plantei. Sinto que é assim que acontece com os Grandes. Nunca se colhe aquilo exato que se plantou...
Velhos canalhas ainda se dão bem. Guerras inúteis são muito lucrativas. Palavras desmedidas ainda são alternativa. Ignorantes são mais livres que os sabidos. Esse mundo está errado! Está tudo errado!
Mudar!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Nox Treo
Talvez seja, como outrora era combinado, um desequilíbrio sóbrio e necessário. Talvez seja somente uma aparente tormenta que varre esperanças e atrai muitas dúvidas. Talvez seja a oportunidade de pôr em operação o "plano B". Na dúvida, talvez seja uma onda de má fé, de impura verbalização do que vigora...
Há muitos porquês. Eu não esperava que fosse ficar tanto tempo exposto a isso. Não estou a salvo de nada, estou à margem de muita coisa. As pessoas se realizam enquanto eu fico olhando, tão perplexo a ver o que me oferecem em seguida. Estou ficando farto das aparências, e da felicidade alheia.
Um dia eu sonhei que era capaz de tanta coisa. De repente nem meu corpo acompanha meus sonhos. É tanta infelicidade em tão pouco tempo.
Há muitos porquês. Eu não esperava que fosse ficar tanto tempo exposto a isso. Não estou a salvo de nada, estou à margem de muita coisa. As pessoas se realizam enquanto eu fico olhando, tão perplexo a ver o que me oferecem em seguida. Estou ficando farto das aparências, e da felicidade alheia.
Um dia eu sonhei que era capaz de tanta coisa. De repente nem meu corpo acompanha meus sonhos. É tanta infelicidade em tão pouco tempo.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Nox Agneto

Talvez seja, como outrora era combinado, um desequilíbrio sóbrio e necessário. Nada mais seria tão utópico que tentar atingir objetivos obscuros, hermeticamente concebidos. E eu voltara a ser anos mais jovem, anos mais inconseqüente, anos mais real. Contudo, e sempre haverá espaço para um "mas", eu me tornei visceral demais nesses meus dias acadêmicos, suspeito de sequer não me tornar um filósofo feliz e bem nutrido. As vezes incomoda sentir mais que ignorar sentimentos, incomoda importar-se que ignorar a tolerância mundana. É claro que eu não sou um simples mortal, mas me interessei por tanto tempo nesse estilo de vida. Algum dia talvez eu tope com algo que me deixe bem de saco cheio e abandone essa infrutífera experiência. Nos moldes duma atitude moralista, até me convenci que o que sei serviria melhor para outras vidas, outras caras, outras vidas. Acontece que somos todos muito egoístas pra abandonarmos a si mesmos e enxergarmos um coletivo. Eu mesmo diria: eu não pertenço à essa porra! Me deixei levar, tentar ser fora de minha Essência. Mas é somente uma viagem. Ainda não me convenci dos benefícios, mas registro tudo com interesse desde quando comecei, a muito tempo. Solari é uma prova... Cheers!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Nox uSur obod
She seemed dressed in all of me
stretched across my shame
All the torment and the pain
Leaked through and covered me
I'd do anything to have her to myself
Just to have her for myself
Now I don't know what to do,
I don't know what to do
When she makes me sad
She is everything to me
The unrequited dream
A song that no one sings
The unattainable
She's a myth that I have to believe in
All I need to make it real is one more reason
I don't know what to do,
I don't know what to do
when she makes me sad.
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build up
inside of me
She isn't real
I can't make her real
She isn't real
I can't make her real
Vermilion pt. 2 - Slipknot
Como eu estou temporariamente aquém das parcialidades da minha vida, com pouco tempo pra vomitar idéias, aí vai mais uma letra interessante. Essa música é na realidade algo tipo uma magia de vozes, um espírito ambulante.
E no seio de mais uma semana que termina, viverei pra ver novas notícias sobre a verdade?
Incompreensível...
stretched across my shame
All the torment and the pain
Leaked through and covered me
I'd do anything to have her to myself
Just to have her for myself
Now I don't know what to do,
I don't know what to do
When she makes me sad
She is everything to me
The unrequited dream
A song that no one sings
The unattainable
She's a myth that I have to believe in
All I need to make it real is one more reason
I don't know what to do,
I don't know what to do
when she makes me sad.
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this
But I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build
up inside of me
I won't let this build up
inside of me
She isn't real
I can't make her real
She isn't real
I can't make her real
Vermilion pt. 2 - Slipknot
Como eu estou temporariamente aquém das parcialidades da minha vida, com pouco tempo pra vomitar idéias, aí vai mais uma letra interessante. Essa música é na realidade algo tipo uma magia de vozes, um espírito ambulante.
E no seio de mais uma semana que termina, viverei pra ver novas notícias sobre a verdade?
Incompreensível...
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Nox sou oboradh.
Estou trancado em casa e não posso sair
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química
Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular
Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical
Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular.
Química - Legião Urbana
Eis uma letra muito foda. Bem humorada. Alunos pré-vestibular paranóicos, pressionados, adoecem suas mentes. Trilham um caminho inverso, e em nada se preparam...
Não se pode atacar sem disciplina. Sem disciplina, um vestibular será somente uma perda de energia, de tempo, será uma realização infrutífera.
Não é Flora?
Cheers!
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química
Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular
Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical
Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular.
Química - Legião Urbana
Eis uma letra muito foda. Bem humorada. Alunos pré-vestibular paranóicos, pressionados, adoecem suas mentes. Trilham um caminho inverso, e em nada se preparam...
Não se pode atacar sem disciplina. Sem disciplina, um vestibular será somente uma perda de energia, de tempo, será uma realização infrutífera.
Não é Flora?
Cheers!
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Noglo? aV sores?
Eu te esperei sem sede
conectado aos planos
sentia pouco
vidinha
Se eu fosse o deserto
o vento me varreria
pra perto de ti
com força e furor
Apaguei de mim o ardor
pois eu poderia destruir
diversos pensamentos
e me libertaria do ciclo
Sem sede
eu esperava ser
tentaria
todos os dias.
O que não estiver no caminho não deverá ser contabilizado. Eu digo: as palavras são armas da razão e reféns do coração. Por mais exposto que eu esteja, o meu caminho é o mais reto, aquele que me aproximaria. Eu nunca quis criar, manipulai-vos. Eu nunca quis errar, enganai-vos. Sou bioquímica pura.
Rebordose!!!
Cheers!
conectado aos planos
sentia pouco
vidinha
Se eu fosse o deserto
o vento me varreria
pra perto de ti
com força e furor
Apaguei de mim o ardor
pois eu poderia destruir
diversos pensamentos
e me libertaria do ciclo
Sem sede
eu esperava ser
tentaria
todos os dias.
O que não estiver no caminho não deverá ser contabilizado. Eu digo: as palavras são armas da razão e reféns do coração. Por mais exposto que eu esteja, o meu caminho é o mais reto, aquele que me aproximaria. Eu nunca quis criar, manipulai-vos. Eu nunca quis errar, enganai-vos. Sou bioquímica pura.
Rebordose!!!
Cheers!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Kanoken o-sitari nDaga
Até que enfim eu pude relaxar um pouquinho. Existem muitos motivos pra que eu acredite que as coisas ainda não estão perfeitas, é claro, mas também não melhoraram nem um pouquinho... dentre alguns destes motivos os melhores são que os projetos estão em boas mãos agora (by Jonny), a Sgt. Hebe está ótima e eu vou poder conferi o Festival de Cinema de perto.
E eu não poderia esquecer jamais de quinta passada, quando falei com a Flora pelo msn, depois de muito tempo. O contato foi bótimo, e a Laura é demais porque carrega a essência da sacanagem com ela.
Mudando de assunto.
Caiu mais um avião no Brasil. Mais um misterioso fato, algo que infelizmente está se tornando em algo comum nesses dias sombrios. Eu mesmo só viajo a pé, e isso não deveria me incomodar. Mas eu não poderia ficar satisfeito com essa gente que morre por causa do que cai do céu, seja lá o motivo.
Se nada for feito por agora, será o futuro mais promissor de desgraças que eu já vi. Mesmo que isso seja esperado, ou que eu já tenha imaginado algo assim antes, incomoda-me isso tudo. Gente morre, voar dá medo.
Acho que não vou pra Belém tão cedo!
E eu não poderia esquecer jamais de quinta passada, quando falei com a Flora pelo msn, depois de muito tempo. O contato foi bótimo, e a Laura é demais porque carrega a essência da sacanagem com ela.
Mudando de assunto.
Caiu mais um avião no Brasil. Mais um misterioso fato, algo que infelizmente está se tornando em algo comum nesses dias sombrios. Eu mesmo só viajo a pé, e isso não deveria me incomodar. Mas eu não poderia ficar satisfeito com essa gente que morre por causa do que cai do céu, seja lá o motivo.
Se nada for feito por agora, será o futuro mais promissor de desgraças que eu já vi. Mesmo que isso seja esperado, ou que eu já tenha imaginado algo assim antes, incomoda-me isso tudo. Gente morre, voar dá medo.
Acho que não vou pra Belém tão cedo!
domingo, 28 de outubro de 2007
Urna Tsalvatta
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...
Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...
Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei,olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.
Sei que faço isso
Prá esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Vento no Litoral - Legião Urbana
Ainda estou resumindo minhas palavras às letras inspiradoras, tais quais as Musas que cantavam os episódios divinos aos ouvidos mortais na Grécia.
Uma letra finalmente de bons tons, demonstrando que ainda há esperança. O Sopro está levando a Nuvem Negra para longe, e me sinto melhor. Aprendi, contudo, que "deixar a onda me acertar" ainda é uma alternativa muito boa, e que eu aprendi muito em pouco tempo. Indiferente aos outros, indiferente ao que eu vejo, ao que sinto. Tudo tem que ficar bem no final, se a alma não é pequena...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Cac ostum ni, androV
Eu sou um delírio do mundo!
Sempre um pouco distante da realidade, um pouco menos ouvidor e mais observador. Afinal esse mundo delira, suspira e sua por um equilíbrio "distante", algo indistinto aos olhos. Não há muito o que fazer, tudo se parece com fenômenos, coisas naturais. Grande mentira da mãe natureza.
Me peguei sorrindo. Estava revirando (como sempre) meus papéis e encontrei meus pornôs. Foi um choque muito grande, já que eu já havia abandonado muitos deles nas mãos mais necessitadas, rsrsrs...
Mas voltando ao assunto chave e teórico. Eu sou um delírio do mundo! Eu sou aquilo que está permanentemente incluso nos sonhos e no idealismo fantástico do mundo, e de muita gente. Eu pertenço àquela classe das pessoas que se esmeram pelo que acreditam e se arrastam pelas dungeons da vida.
Descobri que não sou um homem em busca de um par. Eu sou delirante. Eu sou, na verdade, um homem em busca de meus ímpares, dos meus antagonistas, e do imediato. Pertenço àqueles que estão em constante contato com a realidade formal, mas que não doa a parte mais selvagem da alma, que percebe os fluidos metafísicos, e que preserva o modo obscuro de navegar entre o insano e o particularmente são.
Eu diria a vocês: somente encarar a morte nos trás muito à frente e muito atrás das possibilidades, do destino, das escolhas. Gente pobre de espírito nunca vão reconhecer o que eu estou falando. É gente que permanece no erro por mais que se tente mudar, porque não percebem que a morte pode vir de dentro. Eu diria a vocês: descubram todos os dias motivos pra continuarem vivos. A Essência é o real combustível da vida. Não percam suas Essências... Eu diria a vocês tudo isso...
Mas não direi!
Cheers!
Sempre um pouco distante da realidade, um pouco menos ouvidor e mais observador. Afinal esse mundo delira, suspira e sua por um equilíbrio "distante", algo indistinto aos olhos. Não há muito o que fazer, tudo se parece com fenômenos, coisas naturais. Grande mentira da mãe natureza.
Me peguei sorrindo. Estava revirando (como sempre) meus papéis e encontrei meus pornôs. Foi um choque muito grande, já que eu já havia abandonado muitos deles nas mãos mais necessitadas, rsrsrs...
Mas voltando ao assunto chave e teórico. Eu sou um delírio do mundo! Eu sou aquilo que está permanentemente incluso nos sonhos e no idealismo fantástico do mundo, e de muita gente. Eu pertenço àquela classe das pessoas que se esmeram pelo que acreditam e se arrastam pelas dungeons da vida.
Descobri que não sou um homem em busca de um par. Eu sou delirante. Eu sou, na verdade, um homem em busca de meus ímpares, dos meus antagonistas, e do imediato. Pertenço àqueles que estão em constante contato com a realidade formal, mas que não doa a parte mais selvagem da alma, que percebe os fluidos metafísicos, e que preserva o modo obscuro de navegar entre o insano e o particularmente são.
Eu diria a vocês: somente encarar a morte nos trás muito à frente e muito atrás das possibilidades, do destino, das escolhas. Gente pobre de espírito nunca vão reconhecer o que eu estou falando. É gente que permanece no erro por mais que se tente mudar, porque não percebem que a morte pode vir de dentro. Eu diria a vocês: descubram todos os dias motivos pra continuarem vivos. A Essência é o real combustível da vida. Não percam suas Essências... Eu diria a vocês tudo isso...
Mas não direi!
Cheers!
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Pondera
Eu insisti tanto com tantas coisas... eu achei que deveria ser feliz com minhas próprias escolhas, afinal é isso que te ensinam na televisão, nos filmes épicos, nos livros de auto-ajuda... e eu queria tanto ser normal como todo mundo... ter uma vida normal, amigos normais e uma morte normal...
As coisas tem sempre que ser diferentes comigo?
Estou doente. Meu coração falhou, fui pra hospital e tudo mais. Ninguém me diz nada, ninguém quer me dizer nada. Tenho medo. Não tem noite que eu não pense "será que eu vou acordar amanhã?". Gostaria muito de dizer que estou feliz com os remédios que estou tomando, com o pouco progresso que fiz, mas a verdade é que eu estou com muito medo. Estou com medo de morrer e deixar muita coisa pra fazer, muita coisa por escrever, outras pra apagar, outras pra dizer, uma pessoa pra conquistar.
Não me sai da cabeça que eu sou jovem demais pra morrer. Talvez eu até concorde que os poetas morrem muito mais cedo que os reles mortais, mas eu não queria sentir tanta dor. Eu queria que fosse mais rápido, indolor, e poético. Mas como não se escolhe como se vai morrer... eu preferiria que ninguém estivesse por perto. Eu tenho vergonha de estar tão ruim e sem esperanças, eu tenho vergonha de admitir isso pros meus amigos. Na verdade eu tenho medo de deixá-los tristes quando eu for. Quero tanto que todos eles sejam felizes, mas eu mesmo não estou sendo... a um bom tempo não tenho bons motivos pra ser feliz. E ainda assim eu luto.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não vale a pena dar continuidade à dor. Eu até mereço, mas se não há outra saída, morrer é o melhor.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não quero viver de remédios. Como eu disse, eu mereço.
Se eu estiver com câncer, não quero romaria no meu pé, não quero ninguém "urubuzando" minha vida. Afinal, câncer não mata bom humor...
Mas, se eu não estiver com câncer, quero continuar com meu plano impossível de ser feliz. Afinal ser feliz exige tudo o que eu não tenho agora. Por enquanto.
"EU - ...e se eu tivesse feito tudo diferente? E se eu tivesse sido feliz muito antes? Tudo não dependeria tanto de tantas respostas...
ELA - ...sim, mas aí você não seria você..."
As coisas tem sempre que ser diferentes comigo?
Estou doente. Meu coração falhou, fui pra hospital e tudo mais. Ninguém me diz nada, ninguém quer me dizer nada. Tenho medo. Não tem noite que eu não pense "será que eu vou acordar amanhã?". Gostaria muito de dizer que estou feliz com os remédios que estou tomando, com o pouco progresso que fiz, mas a verdade é que eu estou com muito medo. Estou com medo de morrer e deixar muita coisa pra fazer, muita coisa por escrever, outras pra apagar, outras pra dizer, uma pessoa pra conquistar.
Não me sai da cabeça que eu sou jovem demais pra morrer. Talvez eu até concorde que os poetas morrem muito mais cedo que os reles mortais, mas eu não queria sentir tanta dor. Eu queria que fosse mais rápido, indolor, e poético. Mas como não se escolhe como se vai morrer... eu preferiria que ninguém estivesse por perto. Eu tenho vergonha de estar tão ruim e sem esperanças, eu tenho vergonha de admitir isso pros meus amigos. Na verdade eu tenho medo de deixá-los tristes quando eu for. Quero tanto que todos eles sejam felizes, mas eu mesmo não estou sendo... a um bom tempo não tenho bons motivos pra ser feliz. E ainda assim eu luto.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não vale a pena dar continuidade à dor. Eu até mereço, mas se não há outra saída, morrer é o melhor.
Se eu estiver com câncer, eu acho que não vou me tratar. Não quero viver de remédios. Como eu disse, eu mereço.
Se eu estiver com câncer, não quero romaria no meu pé, não quero ninguém "urubuzando" minha vida. Afinal, câncer não mata bom humor...
Mas, se eu não estiver com câncer, quero continuar com meu plano impossível de ser feliz. Afinal ser feliz exige tudo o que eu não tenho agora. Por enquanto.
"EU - ...e se eu tivesse feito tudo diferente? E se eu tivesse sido feliz muito antes? Tudo não dependeria tanto de tantas respostas...
ELA - ...sim, mas aí você não seria você..."
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